Uma desgraça do meu passado

06 de Fevereiro de 2023

Por Li Yi, China

Em agosto de 2015, eu e minha família nos mudamos para Xinjiang. Eu tinha ouvido que o Partido Comunista tinha imposto medidas rígidas de controle e monitoramento na região para combater a violência e os tumultos da população uigur, portanto, era bastante perigoso ali. Depois de chegar em Xinjiang, a atmosfera estava ainda mais tensa do que eu tinha imaginado. A polícia estava patrulhando por toda parte, e nós tínhamos que passar por uma revista completa para passar pela segurança sempre que íamos ao supermercado. Quando esperávamos pelo ônibus, havia policiais patrulhando as paradas com armas presas nas costas. Ver tudo isso me deixava muito nervosa. O Partido Comunista já estava prendendo e perseguindo os crentes, assim, essas rígidas medidas adicionais de controle e monitoramento significavam que eu corria perigo de ser presa ou morta a qualquer momento. Por volta de outubro, eu soube que duas irmãs tinham sido presas quando estavam entregando livros das palavras de Deus e condenadas a dez anos de prisão. Fiquei muito chocada com isso, elas não eram líderes nem obreiras, ainda assim foram condenadas a dez anos de prisão por entregarem livros das palavras de Deus. Eu era responsável pelo trabalho da igreja, portanto, se eu fosse presa, eu seria condenada a pelo menos dez anos. Imagens dos irmãos sofrendo tortura na prisão não saíam da minha cabeça. Eu estava com muito medo e temia também ser presa e torturada, o que certamente seria um destino pior do que a morte. Sentia-me cada vez mais assustada e não ousei mais pensar nisso. Mais tarde, eu ouvi a comunhão de alguns irmãos sobre como eles tinham olhado para Deus e confiado Nele para cumprir seus deveres nesse tipo de ambiente, como eles tinham visto Sua soberania onipotente e sentido Seu cuidado e Sua proteção. Isso me encorajou bastante e me deu a fé para passar por essa situação.

Em fevereiro de 2016, eu soube que havia uma pessoa maligna chamada Wang Bing em uma das igrejas que eu supervisionava e que estava sempre criticando os líderes e, assim, interrompia seriamente a vida de igreja. Isso precisava ser resolvido o mais rápido possível, caso contrário impactaria a entrada dos irmãos na vida. Alguns obreiros e eu discutimos essa questão, e eles acharam que eu deveria ir até a igreja para tratar do assunto. Mas eu estava com um pouco de medo e pensei: “As irmãs que receberam a sentença de dez anos foram presas nessa igreja. O Partido Comunista até reuniu os aldeões para proclamar a notícia, intimidando-os e ameaçando-os para que não cressem em Deus. É tão perigoso ali. Será que serei presa se eu for?”. Quando isso passou pela minha mente, eu inventei uma desculpa para não ir. Mas então vi que uma das minhas parceiras estava disposta a ir até lá e fiquei com vergonha. Ela não era crente havia muito tempo e tinha acabado de iniciar seu treinamento como líder. Havia tantos problemas naquela igreja, e não era um bom ambiente. Eu me senti mal por deixá-la ir para lá, por isso eu disse: “Talvez seja melhor que eu vá”. Quando cheguei à igreja, vi que Wang Bing não era capaz de comunicar nenhum entendimento das palavras de Deus nas reuniões e que ele criticava os líderes com frequência, seriamente interrompendo a vida da igreja. Conversei com a pregadora sobre primeiro restringir Wang Bing e impedir que ele tivesse contato com os outros e os enganasse, e então comunicar a verdade aos irmãos para ajudá-los a ganhar discernimento sobre ele. Isso o impediria de perturbá-los ainda mais, e, depois disso, nós poderíamos treinar a irmã Zhong Xin para assumir o trabalho da igreja o mais rápido possível. Mas eu ainda tinha alguns receios e sabia que, provavelmente, levaria algum tempo para resolver todos os problemas nessa igreja. Mais ou menos metade dos irmãos da igreja tinha sido presa, portanto, quanto mais tempo passasse ali, maior seria o risco que eu estaria assumindo. Pensei em como a casa de Deus tinha comunicado que parte do trabalho da igreja poderia se atrasar em ambientes muito perigosos para evitar perdas ainda maiores. Já que tínhamos tomado uma decisão quanto à solução para o problema, achei que eu poderia deixar que a pregadora acompanhasse e lidasse com as coisas daí em diante. Assim eu me apressei para entregar as tarefas remanescentes e voltei para casa.

Mais tarde, a pregadora relatou que Wang Bing estava se tornando cada vez mais insolente e que estava formando uma facção dentro da igreja para atacar os líderes, interrompendo seriamente a vida da igreja. Eu me comuniquei com a pregadora sobre algumas soluções, mas o problema permaneceu sem solução. Eu me senti um pouco culpada. Lidar com a desordem na igreja era minha responsabilidade, mas eu não estava disposta a resolver esse problema por medo de ser presa. Isso não era correto. Mas então pensei em como uma irmã quase tinha sido presa no trem a caminho de uma reunião recentemente. “O que farei se eu for presa no trem indo até lá? Eu sou uma líder, só posso fazer meu trabalho se minha segurança estiver garantida.” Assim, continuei a empurrar os problemas daquela igreja para cima da pregadora. Mas já que suas capacidades eram limitadas, esses problemas continuaram irresolvidos.

Em setembro de 2016, recebi uma carta que, inesperadamente, dizia que quatro irmãos e irmãs daquela igreja tinham sido presos. Zhong Xin, uma dessas irmãs, foi brutalmente espancada. Alguns dias depois, outra carta chegou dizendo que a polícia a tinha espancado até a morte. Essa notícia foi como um soco no estômago. Eu simplesmente não consegui aceitar. Eu sabia que os métodos de tortura do Partido Comunista eram absolutamente impiedosos, mas eu nunca imaginei que alguém seria espancado até a morte por eles dentro de poucos dias. Isso era aterrorizante. Foi como se o ar em minha volta congelasse. Eu não consegui controlar minhas emoções e comecei a chorar. Quanto mais eu pensava nisso, mais transtornada ficava, e eu ficava me perguntando como isso tinha acontecido. Eu sabia havia algum tempo que uma pessoa maligna estava perturbando aquela igreja e que seus membros não eram capazes de viver uma vida de igreja normal. Eu era uma líder de igreja, mas eu não tinha ido até lá para resolver os problemas por medo de ser presa. Se eu tivesse assumido um pouquinho de responsabilidade a mais ou pensando em jeitos de cooperar com os outros membros da igreja e resolvido aqueles problemas, se eu tivesse lembrado os irmãos de que precisavam ter cuidado, talvez Zhong Xin não tivesse sido presa e espancada até a morte pela polícia. A sua morte me lançou num estado de culpa intensa. Eu estava aterrorizada e reprimida. Achei que eu estava num lugar muito assustador e mal conseguia respirar. Mas eu sabia que, num momento tão crítico, eu não poderia continuar fugindo, assim me apressei a ajudar a pregadora a lidar com as consequências do ocorrido. Antes de terminarmos de cuidar de tudo, soube que uma de minhas parceiras também tinha sido presa e que a polícia tinha obtido algumas informações sobre os principais líderes e obreiros da nossa igreja. Eu tinha tido contato frequente com esses irmãos, assim, se a polícia analisasse as gravações das câmeras de monitoramento, seria muito provável que me encontrassem. Eu fiquei com muito medo de ser presa a qualquer momento. Se eu fosse condenada e jogada na prisão, não havia como saber se eu sairia viva dali. Era muito possível que eu acabasse igual a Zhong Xin, espancada até a morte pela polícia numa idade tão jovem. Quanto mais eu pensava nisso, mais assustada e menos disposta a cumprir meu dever eu ficava. Eu nem queria mais ficar naquele lugar. Por nunca ter tratado desse estado e por não ter lidado com o problema da perturbação da igreja por Wang Bing por vários meses, eu acabei sendo dispensada. Depois de ser dispensada, fiz algum trabalho textual na igreja, mas ainda achava que era perigoso estar ali. Eu temia que pudesse ser presa a qualquer momento e queria muito voltar a cumprir meu dever em minha cidade natal. Os irmãos se comunicaram comigo, esperando que eu ficasse e os ajudasse a lidar com as consequências de tudo que tinha acontecido. Mas eu estava tão tomada pelo medo que não ouvi suas exortações e insisti em partir.

Em abril de 2017, a igreja me impediu de participar de reuniões e ordenou que eu me isolasse e refletisse sobre mim mesma em casa por causa do meu comportamento. Eu não consegui segurar as lágrimas quando recebi a notícia. Mas já que eu tinha abandonado meu dever e desertado a igreja num momento tão crítico, eu sabia que era o que eu merecia. Consegui ver a justiça de Deus nisso e me dispus a me submeter. Um dia, nos meus devocionais, li isto nas palavras de Deus: “Se você exerce um papel importante na propagação do evangelho e abandona seu posto sem a permissão de Deus, não existe transgressão maior. Isso não conta como um ato de traição a Deus? (Sim.) Como, então, na opinião de vocês, Deus deveria tratar desertores? (Deveriam ser deixados de lado.) Ser deixado de lado significa ser ignorado, abandonado para que você faça o que lhe agrada. Se as pessoas que são deixadas de lado sentem arrependimento, é possível que Deus veja que a atitude delas é suficientemente penitente e as queira de volta. Mas em relação àquelas que desertam seu dever — e somente em relação a essas pessoas — Deus não tem essa atitude. Como Deus trata tais pessoas? (Deus não as salva. Deus as despreza e rejeita.) Isso é completamente correto. Mais especificamente, pessoas que cumprem um dever importante foram comissionadas por Deus, e se elas desertam seu posto, então, não importa quão bem tenham se saído antes, ou se saiam depois, para Deus, elas são pessoas que O traíram, e elas jamais receberão novamente a oportunidade de cumprir um dever(A Palavra, vol. 3: As declarações de Cristo dos últimos dias, “Divulgar o evangelho é o dever a que todos os crentes estão moralmente obrigados”). “Deus odeia extremamente pessoas que desertam seus deveres ou os tratam como uma brincadeira, e a miríade de comportamentos, ações e manifestações de traição contra Deus, pois, em meio aos vários contextos, pessoas, questões e coisas arranjados por Deus, essas pessoas exercem o papel de impedir, prejudicar, atrasar, perturbar ou afetar o progresso da obra de Deus. E, por essa razão, como Deus se sente e reage em relação a desertores e pessoas que traem a Deus? Que atitude Deus tem? (Ele os odeia.) Nada além de aversão e ódio. Ele sente pena? Não — Ele jamais poderia sentir pena. Algumas pessoas dizem: ‘Deus não é amor?’. Por que Deus não ama tais pessoas? Essas pessoas não são dignas de amor. Se você as ama, então seu amor é tolo, e só porque você as ama, isso não significa que Deus as ama; você pode prezá-las, mas Deus não as preza, pois, em tais pessoas, não há nada digno de ser prezado. E assim Deus abandona tais pessoas resolutamente e não lhes dá segundas chances. Isso é sensato? Isso não só é sensato; é, acima de tudo, um aspecto do caráter de Deus, e é, também, a verdade(A Palavra, vol. 3: As declarações de Cristo dos últimos dias, “Divulgar o evangelho é o dever a que todos os crentes estão moralmente obrigados”). O julgamento e a revelação das palavras de Deus me deixaram muito envergonhada. Zhong Xin tinha sido espancada até a morte e minha parceira tinha sido presa. Num momento tão importante, eu deveria ter trabalhado com os irmãos para lidar com as consequências disso, mas, em vez disso, eu só fugi. Qualquer um com um mínimo de consciência não teria feito algo assim. Eu não consegui me perdoar por ter feito isso. Eu costumava acreditar que, não importava o erro que eu cometesse, Deus teria misericórdia e me perdoaria contanto que eu me arrependesse diante Dele. Mas então eu percebi que isso era somente uma noção e imaginação. Deus diz que Ele abandona aqueles que desistem de seu dever e O traem em momentos críticos e que Ele não lhes dará uma segunda chance. Por meio da leitura das palavras de Deus, eu aprendi que Sua misericórdia e Seu padrão seguem princípios. Deus não concede Seu perdão e misericórdia a qualquer um, independentemente do que ele tenha feito para ofendê-Lo. A partir do momento em que fugi, senti que Deus tinha desistido de mim. Eu não tinha paz no coração e estava cheia de remorsos. Não faço ideia de quantas vezes eu orei nem de quantas lágrimas eu derramei por causa disso. Não importava se Deus tivesse me abandonado ou não, eu queria prestar serviço a Ele para quitar minha dúvida e sabia que, não importava como Ele me tratasse e o que Ele fizesse, isso seria justo. O que eu tinha feito feriu tanto a Deus que eu não me queixaria nem se Ele me mandasse para o Inferno por causa disso. Eu tinha feito alguns sacrifícios durante meus anos de crença e queria buscar a salvação — eu nunca teria imaginado que, ao ser confrontada com prisão e perseguição às mãos do Partido Comunista, eu temesse a morte, abandonasse meu dever e traísse a Deus, cometendo assim uma transgressão grave. Quando refleti sobre isso, eu me senti péssima e desesperada. Eu não consegui parar de chorar e fui tomada de remorso. Desejei não ter insistido em partir, mas ter continuado a cumprir meu dever lidando com as consequências das prisões juntamente com os outros naquele momento tão crucial. Assim eu não estaria vivendo em tamanhos tormento e miséria. Não era isso que eu tinha desejado! Mas, àquela altura, era tarde demais. Eu tinha feito minha própria cama e agora tinha que deitar nela. Eu me odiei por temer a morte e por ser tão vil e egoísta. Uma pessoa igual a mim não era digna do perdão e da misericórdia de Deus. Achei que, já que a igreja não tinha me excluído, eu deveria prestar serviço da melhor forma possível para compensar minha transgressão. Depois disso, em meu dever, eu ia para onde quer que os líderes me enviassem, mesmo que fosse apoiar igrejas em ambientes perigosos. Depois de fazer isso por um tempo, fui capaz de alcançar alguns resultados no trabalho. Mas eu nunca quis conversar sobre a morte de Zhong Xin e sobre como eu tinha fugido da igreja num momento tão crucial. Eu queria me proteger e esquecer tudo isso, mas eu não conseguia. Eu sentia que eu havia sido profundamente marcada no coração e que isso nunca desapareceria. Sempre que isso me vinha à mente, eu sentia dor e muita culpa.

Um dia, li algo nas palavras de Deus que lançou luz sobre meu estado. Deus Todo-Poderoso diz: “Os anticristos fazem de tudo para proteger sua segurança. O que eles pensam é: ‘Preciso garantir minha segurança, definitivamente. Não importa quem seja pego, não pode ser eu’. Nessa questão, eles costumam vir para diante de Deus em oração, implorando que Deus evite que eles se metam em encrenca. Eles acham que, não importa como, eles estão realmente conduzindo o trabalho de um líder de igreja e que Deus deveria protegê-los. Para o bem de sua própria segurança e para não serem presos, escaparem de toda opressão e se situarem num ambiente seguro, muitas vezes, os anticristos imploram e oram por sua segurança. Só quando se trata de sua segurança pessoal, eles realmente confiam em Deus e se entregam a Ele. Eles têm fé verdadeira quando se trata disso, e sua confiança em Deus é verdadeira. Eles só se importam com orar a Deus pedindo que Ele garanta sua segurança, não pensando nem minimamente no trabalho da igreja nem em seu dever. No trabalho, a segurança pessoal é o princípio que os orienta. Se um lugar for seguro, o anticristo escolherá esse lugar para trabalhar e, de fato, parecerá ser muito proativo e positivo, exibindo seu grande ‘senso de responsabilidade’ e ‘lealdade’. Se algum trabalho envolve riscos e é propenso a dar errado, a fazer com que seu realizador seja encontrado pelo grande dragão vermelho, eles inventam suas desculpas, repassam-no para outra pessoa e encontram uma chance de fugir dele. Assim que haja perigo, ou assim que haja qualquer sinal de perigo, eles inventam um jeito de se livrarem e de abandonarem o dever, sem qualquer preocupação com os irmãos. Eles só se importam em se livrar do perigo. No coração, podem já estar preparados. Assim que o perigo apareça, eles largam imediatamente o trabalho que estão fazendo, sem se importar com o decorrer do trabalho da igreja, ou com a perda que isso pode causar aos interesses da casa de Deus, ou com a segurança dos irmãos e irmãs. O que importa para eles é fugir. Eles têm até um ‘ás na manga’, um plano para se proteger: assim que o perigo os alcance ou eles sejam presos, eles dizem tudo que sabem, inocentando-se e absolvendo-se de toda responsabilidade para preservar a própria segurança. Esse é o plano que têm de prontidão. Essas pessoas não estão dispostas a sofrer perseguição por acreditar em Deus; elas têm medo de ser presas, torturadas e condenadas. Fato é que sucumbiram a Satanás há muito tempo. Elas morrem de medo do poder do regime satânico e têm ainda mais medo de que coisas como tortura e interrogatório duro possam acometê-las. No que diz respeito aos anticristos, portanto, se tudo corre bem e não há nenhuma ameaça a sua segurança ou algum problema com isso, e nenhum risco é possível, eles podem oferecer seu zelo e sua ‘lealdade’ e até mesmo os seus bens. Mas se as circunstâncias forem ruins e eles puderem ser presos a qualquer hora por acreditar em Deus e desempenhar o dever, e se sua crença em Deus puder fazer com que sejam demitidos de sua posição oficial ou abandonados pelas pessoas próximas, eles serão excepcionalmente cuidadosos, não pregarão o evangelho, nem testificarão de Deus, nem cumprirão seu dever. Quando há o menor sinal de dificuldade, eles se tornam sensitivos; quando há o menor sinal de dificuldade, na mesma hora, eles querem devolver à igreja seus livros das palavras de Deus e qualquer coisa relacionada à crença em Deus a fim de permanecerem seguros e ilesos. Uma pessoa assim não é perigosa? Se fosse presa, ela não se tornaria um judas? Um anticristo é tão perigoso que pode se tornar um judas a qualquer momento; sempre existe a possibilidade de darem as costas para Deus. Além disso, eles são extremamente egoístas e maus. Isso é determinado pela natureza essência de um anticristo(A Palavra, vol. 4: Expondo os anticristos, “Item Nove: parte 2”). “Os anticristos são extremamente egoístas e malvados. Eles não têm fé verdadeira em Deus, muito menos têm devoção a Deus; quando encontram um problema, só protegem e guardam a si mesmos. Para eles, nada é mais importante do que a própria segurança. Eles não se importam com quanto dano é feito à obra da igreja — contanto que ainda estejam vivos e não tenham sido presos, isso é tudo que importa. Essas pessoas são extremamente egoístas, não pensam nos irmãos e irmãs nem um pouco, nem no trabalho da igreja, pensam apenas na própria segurança. São anticristos(A Palavra, vol. 4: Expondo os anticristos, “Item Nove: parte 2”). O julgamento e a revelação das palavras de Deus perfuraram meu coração. Eu não tinha onde me esconder — eu não podia escapar. Eu era exatamente o tipo de pessoa que Deus descrevia, que só se importava em proteger a si mesma quando confrontada com o perigo, que era egoísta e desprezível e não considerava o trabalho da igreja nem a vida dos irmãos. Lembrei-me de como eu cheguei a Xinjiang e vi como as coisas eram terríveis ali. Quando vi que eu corria perigo de ser presa ou de perder minha vida a qualquer momento, eu me arrependi de ter ido até lá para cumprir meu dever. Quando soube que uma pessoa maligna estava perturbando as coisas em uma das igrejas, eu inventei desculpas para não sair por temer que eu fosse presa e torturada, embora isso precisasse ser resolvido urgentemente. Acabei indo mais tarde com relutância, mas, por só pensar em minha segurança, eu parti antes de resolver os problemas. Eu estava ciente de que havia problemas sérios naquela igreja e que eu precisava ir até lá para lidar com eles, mas eu temia a morte, por isso usei minha posição para dar ordens em vez de fazer trabalho real. Até obriguei os outros irmãos a lidarem com isso enquanto eu me escondia, arrastando minha existência ignóbil. Como resultado, os problemas dessa igreja não foram resolvidos por vários meses. Até inventei uma desculpa “sensata”, que, como líder, eu tinha que proteger minha segurança para fazer meu trabalho, mas, na verdade, eu estava inventando uma desculpa para fugir diante do perigo. Quando Zhong Xin foi presa e espancada até a morte pela polícia, eu só pensei em minha segurança, temendo ser presa e torturada até a morte. Até quis encontrar uma oportunidade para abandonar meu dever e sair daquele lugar perigoso. Quando fui dispensada, eu não quis ajudar a lidar com as consequências de tudo que tinha acontecido e voltei correndo para minha cidade natal. Os irmãos não me repreenderam, mas, no fundo, eu senti o abandono, o desgosto e a condenação de Deus. Meu maior arrependimento era que a igreja tinha me dado uma chance de ser líder e confiou tantos irmãos a meus cuidados. Mas quando o desastre ocorreu, eu só fugi, sem me importar com a vida ou morte dos outros e sem pensar em como o trabalho da igreja seria impedido. Eu era uma desertora e traidora covarde e objeto da zombaria de Satanás. E não só isso, essa transgressão tinha se tornado uma ferida eterna nas profundezas do meu coração. Por meio de tudo isso, eu vi que eu era uma covarde sem nenhuma humanidade, que vivia de um jeito vil e egoísta! As palavras de Deus acertaram em cheio, revelando as segundas intenções desprezíveis escondidas no coração. Eu não podia continuar fugindo da realidade. Àquela altura, eu me conscientizei profundamente de que eu tinha cometido um pecado grave ao trair a Deus e que eu não merecia Sua salvação. Eu também pensei em como Deus tinha Se tornado carne duas vezes e dado tudo para salvar a humanidade. Dois mil anos atrás, o Senhor Jesus foi crucificado para redimir a humanidade. Agora, nos últimos dias, Deus Se tornou carne de novo para salvar a humanidade corrupta, arriscando Sua vida para aparecer e operar na cova do grande dragão vermelho, constantemente perseguido pelo Partido Comunista. Mas Deus nunca desistiu de salvar a humanidade. Ele tem continuado a expressar verdades para nos regar e suprir. Deus deu tudo pelo homem — Seu amor por nós é tão real, tão altruísta! Mas eu fui incrivelmente egoísta e baixa. Em meu dever, eu só protegi a mim mesma e ignorei totalmente o trabalho da igreja. Eu devia tanto a Deus e não merecia viver diante Dele. Tudo que queria fazer então era prestar serviço a Deus. Desse jeito, eu esperava ser capaz de aliviar um pouco minha pecaminosidade.

Em dezembro de 2021, fui eleita para ser líder de igreja mais uma vez. Mas quando pensei em como eu tinha traído a Deus e que não merecia ser líder, em lágrimas, eu contei a um líder como eu tinha abandonado a igreja antes. O líder disse: “Isso aconteceu anos atrás e você continua presa nesse estado de negatividade e equívoco. Desse jeito, você terá dificuldades de ganhar a obra do Espírito Santo”. Eu também me perguntei por que eu estava tão deprimida por causa de minha transgressão depois de tanto tempo e como eu poderia resolver meu estado. Depois disso, fiz um esforço para orar e buscar. Li isto nas palavras de Deus: “Mesmo que haja momentos em que você acha que Deus o abandonou e em que você é mergulhado em escuridão, não tenha medo: contanto que você ainda esteja vivo e não esteja no inferno, você ainda tem chance. No entanto, se você for igual a Paulo, que teimosamente trilhou a senda de um anticristo e, no fim, testificou que, para ele, viver é Cristo, está tudo acabado para você. Se puder cair em si, você ainda terá uma chance. Qual é a chance que você tem? É que você consegue vir para diante de Deus e ainda pode orar a Deus e buscar, dizendo: ‘Ó Deus! Por favor, ilumina-me para que eu entenda esse aspecto da verdade e esse aspecto da senda de prática’. Contanto que seja um dos seguidores de Cristo, você tem esperança de salvação e pode sobreviver até o fim. Essas palavras são claras o bastante? Você ainda está propenso a ser negativo? (Não.) Quando as pessoas entendem a vontade de Deus, sua senda é larga. Se não entendem Sua vontade, ela é estreita, há escuridão em seu coração e elas não têm senda para trilhar. Aqueles que não entendem a verdade são da seguinte forma: são bitolados, estão sempre procurando pelo em ovo e sempre se queixam de Deus e O entendem errado. Como resultado, quanto mais longe caminham, mais sua senda desaparece. Na verdade, as pessoas não entendem Deus. Se Deus tratasse as pessoas como elas imaginam, a raça humana teria sido destruída há muito tempo(A Palavra, vol. 3: As declarações de Cristo dos últimos dias, “Como identificar a natureza e essência de Paulo”). “Eu não quero ver ninguém sentindo como se Deus o tivesse deixado ao relento, como se Deus o tivesse abandonado ou lhe dado as costas. Tudo que quero ver é todos na estrada para buscar a verdade e procurar entender Deus, avançando corajosamente com uma determinação inabalável, sem receios ou fardos. Não importa que erros você tenha cometido, não importa o quanto você tenha se desviado ou quão seriamente tenha transgredido, não permita que esses se tornem fardos ou excesso de bagagem que você tenha que levar consigo em sua busca para entender Deus. Continue marchando adiante. O tempo todo, Deus mantém a salvação do homem no coração; isso nunca muda. Essa é a parte mais preciosa da essência de Deus(A Palavra, vol. 2: Sobre conhecer a Deus, “O Próprio Deus, o Único VI”). “Deus ficou bravo com os ninivitas porque seus atos perversos haviam chegado a Seu olhar; naquela época a Sua raiva provinha de Sua essência. Contudo, quando a raiva de Deus se dissipou e Ele concedeu Sua tolerância ao povo de Nínive mais uma vez, tudo que Ele revelou ainda era a Sua essência própria. Essa mudança toda foi devida a uma mudança de atitude do homem em relação a Deus. Durante todo esse período de tempo, o caráter inofendível de Deus não mudou, a essência tolerante de Deus não mudou e a essência amorosa e misericordiosa de Deus não mudou. Quando as pessoas cometerem atos perversos e ofenderem a Deus, Ele trará a Sua raiva sobre elas. Quando as pessoas se arrependerem verdadeiramente, o coração de Deus mudará e a Sua raiva cessará. Quando as pessoas continuarem teimosamente a se opor a Deus, a Sua raiva será incessante e a Sua ira as oprimirá pouco a pouco até que sejam destruídas. Essa é a essência do caráter de Deus. Independentemente de Deus estar expressando ira ou misericórdia e benignidade, é a conduta, o comportamento e a atitude do homem que o homem mantém para com Deus no fundo do coração que ditam aquilo que é expresso por meio da revelação do caráter de Deus(A Palavra, vol. 2: Sobre conhecer a Deus, “O Próprio Deus, o Único II”). Fiquei tão comovida quando li essas palavras de Deus e me senti profundamente endividada para com Ele. Percebi que eu tinha entendido Deus errado durante todos esses anos. A vontade de Deus é salvar a humanidade na maior medida possível. Ele não desistiria de alguém por causa de uma transgressão momentânea — Ele lhe dará muitas oportunidades de se arrepender. É igual ao povo de Nínive: Deus só disse que Ele o destruiria porque o povo estava cometendo o mal, resistindo a Ele e provocando Sua ira. Mas antes de destruir Nínive, Ele enviou Jonas para compartilhar a palavra de Deus com eles, dando-lhes assim uma última chance de se arrependerem. Quando se arrependeram genuinamente, a ira de Deus se transformou em perdão e misericórdia, e Ele perdoou seus feitos malignos. Por meio disso, eu pude ver o grande amor e misericórdia de Deus para com o homem. A ira profunda de Deus e Sua misericórdia generosa seguem princípios e mudam totalmente com base na atitude que as pessoas têm em relação a Ele. Embora as palavras de julgamento e revelação de Deus sejam duras e até condenem e amaldiçoem, não são um confronto real, elas são só um confronto de palavras. A vontade de Deus era que eu entendesse Seu caráter justo e que não pode ser ofendido, que eu tivesse um coração que teme a Deus, que eu me arrependesse verdadeiramente diante Dele e fosse fiel a Ele e cumprisse bem o dever em qualquer momento e em qualquer circunstância. Àquela altura, percebi que eu era intransigente e rebelde demais. Eu tinha entendido Deus errado durante anos, condenando a mim mesma com base em minhas noções e imaginações e prendendo-me num beco sem saída. Deus não tinha desistido de me salvar. Eu estava entendendo errado as boas intenções por trás de Sua salvação. Isso me lembrou de algo que Deus disse: “A misericórdia e a tolerância de Deus não são raras — o verdadeiro arrependimento do homem é(A Palavra, vol. 2: Sobre conhecer a Deus, “O Próprio Deus, o Único II”). Embora Deus tenha ira e majestade, embora Ele nos julgue e revele e até nos condene e amaldiçoe, Ele é cheio de amor e misericórdia. Eu me senti muito arrependida e culpada após entender o desejo de Deus de salvar a humanidade. Eu não queria continuar fugindo das minhas transgressões nem dos meus equívocos passados e me protegendo contra Deus. Eu estava pronta para me arrepender. Eu queria usar a lição desse fracasso para alertar a mim mesma. Eu tinha sido vil, egoísta e tinha tido medo da morte. Em face do perigo, eu tinha me tornado uma desertora e ignorei o trabalho da igreja. Eu percebi que meu medo da morte era minha maior fraqueza e que eu precisava buscar a verdade para resolvê-la e renunciar a ela.

Mais tarde, li esta passagem das palavras de Deus: “Sob a perspectiva das noções humanas, eles pagaram um preço tão alto para espalhar a obra de Deus, mas, no fim, foram mortos por Satanás. Isso não está de acordo com noções humanas, mas é exatamente isso que aconteceu com eles. É o que Deus permitiu. Que verdade pode ser buscada nisso? O fato de Deus permitir que eles morressem daquele jeito foi Sua maldição e condenação, ou foi Seu plano e sua bênção? Não era nada disso. O que era? As pessoas agora refletem sobre a morte deles com muita dor no coração, mas era assim que as coisas eram. Aqueles que criam em Deus morriam dessa forma, como isso se explica? Quando mencionamos esse tópico, vocês se colocam no lugar deles; seu coração, então, se entristece, e vocês sentem uma dor oculta? Vocês pensam: ‘Essas pessoas fizeram seu dever para espalhar o evangelho de Deus e deveriam ser consideradas boas pessoas, então como puderam chegar a esse fim e a esse desfecho?’. Na realidade, foi assim que seus corpos morreram e pereceram; esse foi o meio como partiram do mundo humano, mas isso não significa que o desfecho deles foi igual. Qualquer que fosse o meio da sua morte e partida, ou como aconteceu, não foi como Deus definiu os desfechos finais daquelas vidas, daqueles seres criados. Isso é algo que você deve ver com clareza. Longe disso, eles usaram precisamente aqueles meios para condenar este mundo e testificar dos feitos de Deus. Esses seres criados usaram sua vida mais preciosa — eles usaram o último momento de sua vida para testificar dos feitos de Deus, para testificar do grande poder de Deus e para declarar a Satanás e ao mundo que os feitos de Deus estão certos, que o Senhor Jesus é Deus, que Ele é o Senhor e é a carne encarnada de Deus. Até mesmo no momento final de sua vida, eles nunca negaram o nome do Senhor Jesus. Isso não era uma forma de julgamento sobre este mundo? Eles usaram sua vida para proclamar ao mundo, para confirmar aos seres humanos que o Senhor Jesus é o Senhor, que o Senhor Jesus é Cristo, que Ele é a carne encarnada de Deus, que a obra de redenção que Ele fez para toda a humanidade permite que a humanidade continue a viver — esse fato é para sempre imutável. Aqueles que foram martirizados por espalharem o evangelho do Senhor Jesus, até que ponto eles cumpriram seu dever? Foi ao grau máximo? Como o grau máximo se manifestou? (Eles ofereceram sua vida.) Isso mesmo, eles pagaram o preço com a vida. Família, riqueza e as coisas materiais desta vida são todas coisas externas; a única coisa que relacionada ao ego é a vida. Para toda pessoa que vive, a vida é a coisa mais digna de ser valorizada, a coisa mais preciosa e, surpreendentemente, essas pessoas foram capazes de oferecer seu bem mais precioso — a vida — como confirmação de e testemunho do amor de Deus pela humanidade. Até o dia em que morreram, elas não negaram o nome de Deus nem negaram a obra de Deus e usaram o seu último momento de vida para testificar da existência desse fato — essa não é a mais elevada forma de testemunho? É a melhor maneira de fazer o dever; isso é que é cumprir responsabilidade. Quando Satanás os ameaçou e aterrorizou, e, no fim, até mesmo quando ele os fez pagar o preço de sua vida, eles não abandonaram sua responsabilidade. Isso é que é cumprir o dever ao máximo. O que quero dizer com isso? Minha intenção é fazer com que vocês usem o mesmo método para testificar de Deus e para espalhar Seu evangelho? Você não precisa necessariamente fazer isso, mas deve entender que é sua responsabilidade, que se Deus precisar que você o faça, você deveria aceitá-lo como algo que, por honra, é obrigado a fazer(A Palavra, vol. 3: As declarações de Cristo dos últimos dias, “Divulgar o evangelho é o dever a que todos os crentes estão moralmente obrigados”). Eu fiquei muito envergonhada após ler as palavras de Deus. Ao longo das eras, santos têm sacrificado sua vida e derramado seu sangue para espalhar o evangelho do Senhor Jesus. Pessoas incontáveis foram martirizadas por Deus. Foram apedrejadas até a morte, arrastadas até a morte por cavalos, queimadas vivas ou crucificadas de cabeça para baixo. Muitos missionários sabiam que, se viessem para a China, eles correriam o risco de serem mortos, ainda assim arriscaram sua vida para vir e pregar aqui. E agora muitos crentes têm sido torturados e perseguidos até a morte pelo Partido Comunista por espalharem o evangelho do reino, sacrificando assim sua vida para dar um testemunho retumbante de Deus. Eles foram perseguidos em nome da justiça, e todas essas mortes foram significativas e aprovadas por Deus. Antes, eu nunca consegui ver essas coisas claramente e não tinha nenhum entendimento da soberania onipotente de Deus. Eu só temi a morte e achei que tudo acabaria quando eu morresse. Eu desisti do meu dever, vivi uma existência ignóbil e traí a Deus em face da perseguição louca do Partido Comunista. Isso se tornou uma transgressão séria e uma mancha permanente na minha fé. Então entendi que tudo que enfrentamos na vida e todo sofrimento que suportamos é ordenado por Deus. Não podemos fugir disso. Se Deus permitiu que eu morresse, eu deveria me submeter a isso e seguir os passos dos santos que sacrificaram sua vida para testificar de Deus ao longo da história. Esse pensamento permitiu que eu encarasse a morte corretamente e me deu mais fé em Deus. Não importa o que eu enfrentasse no futuro, eu estava pronta para confiar em Deus e permanecer firme em meu testemunho, e eu não abandonaria meu dever nem trairia a Deus de novo.

Em 6 de julho de 2022, minha parceira me procurou e, nervosa, disse: “Algo aconteceu. Três líderes foram presos”. Eu me senti incomodada quando ela disse isso. Esses três líderes tiveram contato com muitas pessoas e famílias anfitriãs, e um deles tinha tido contato conosco alguns dias antes. Nós tínhamos que lidar com as consequências de sua prisão imediatamente para impedir perdas ainda maiores. Ainda assim tive um pouco de medo. Se esses irmãos estivessem sendo monitorados, eu poderia cair diretamente na armadilha da polícia, se entrasse em contato com eles. Mas então me lembrei da lição dolorosa que eu tinha aprendido quando desertei a igreja da última vez e de como eu tinha traído a Deus e ofendido Seu caráter. Essa era uma dor que eu jamais esqueceria, e eu não queria repetir o mesmo erro. Assim fiquei orando a Deus: “Ó Deus, prometo permanecer fiel a meu dever em face dessa situação e não fugir. Por favor, dá-me fé e força”.

Depois disso, corri para informar os irmãos de que eles deveriam permanecer em alerta e transferi os livros das palavras de Deus para lugares seguros. Então me lembrei de que minha casa também não era segura, então decidi ir para casa e instruir minha sogra a alugar um quarto em outro lugar. Quando me aproximei da entrada, vi dois homens jovens vestidos de preto e não ousei entrar. Mais tarde, eu soube que minha sogra já tinha sido presa e que aqueles homens de preto eram policiais. Também descobri que a irmã que tinha saído na mesma hora que eu para instruir os outros a se mudarem não tinha voltado e, provavelmente, tinha sido presa. As circunstâncias não permitiram que eu pensasse muito sobre isso e eu corri para lidar com as consequências juntamente com minha parceira. Mais tarde, descobri que isso era uma operação de prisão coordenada pelo Partido Comunista e que 27 pessoas tinham sido presas entre a noite do dia 5 e o dia 6. Confrontada com essa situação terrível, eu sabia que Deus estava me dando a chance de fazer uma escolha diferente. Antes, eu tinha sido uma desertora e tinha traído a Deus. Eu não podia decepcionar Deus de novo dessa vez, eu devia confiar em Deus, cumprir meu dever e trabalhar com os outros para lidar com as consequências dessas prisões. Depois disso, continuei a lidar com a situação com meus irmãos. Quando pratiquei desse jeito, eu me senti mais tranquila.

Quando falo sobre minha transgressão agora, sou capaz de encarar e admitir que eu sou uma pessoa egoísta e desprezível que teme a morte. Eu não quero mais ser esse tipo de pessoa. Quero que essa transgressão seja como um alarme, para me lembrar de não repetir o mesmo erro. Agora, quando vejo irmãos num estado semelhante, eu lhes ofereço comunhão para que eles possam entender o caráter de Deus que é justo e que não pode ser ofendido, e entender isso como um alerta. Essa transgressão ainda está gravada no coração e ainda me faz sofrer, mas também se tornou uma das experiências que mais valorizo na vida.

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