Agora posso falar do coração

04 de Fevereiro de 2022

Por Matthew, França

Quando estava cumprindo meu dever com outro irmão ou irmã, se eu percebia um defeito pessoal ou que algo não estava alinhado com a verdade, eu sabia muito bem que deveria dar um lembrete ou ajudar, mas eu costumava evitar esses tipos de questões para não ofender ninguém. Pouco tempo atrás, aconteceram algumas coisas que me levaram a perceber o dano e as consequências desse comportamento e me ajudaram a dar meia-volta.

Sabe, recentemente, no fim de uma reunião, a irmã responsável nos disse que devíamos escolher algumas pessoas dentre aquelas que estavam cumprindo dever de rega para espalhar o evangelho, e ressaltou a importância do trabalho de rega e de evangelismo. Pediu que refletíssemos com seriedade à luz dos princípios e então o discutíssemos no grupo para chegar a uma decisão. Para a minha surpresa, o irmão James com quem eu trabalhava em meu dever, me ligou cedo na manhã seguinte e me disse que já tinha escolhido um punhado de irmãos e irmãs e tinha arranjado uma reunião com eles. Ele pediu que eu me juntasse a ele para comungar com eles sobre a mudança em seus deveres. Quando ouvi isso, pensei: “Essa não é uma decisão impulsiva e apressada? Não discutimos isso com os outros, além disso, todos estão cumprindo seu dever individual agora. Se você fizer essa mudança cegamente e acabar sendo a escolhe errada, isso não impactará o trabalho da igreja?”. Eu queria dizer ao irmão James o que realmente pensava, mas entrei num dilema quando ouvi pelo telefone como ele estava animado. Ele poderia ficar chateado se lhe dissesse que ele estava tomando uma decisão apressada e que não deveria fazer as coisas de modo tão míope. Se eu recusasse seu convite, ele não acharia que eu estava rejeitando sua ideia e pensaria que eu era arrogante? Restringido por esses pensamentos, eu não disse nada. A despeito das minhas ressalvas ao que ele propôs, aceitei seu convite e concordei em organizar reuniões com ele para comungar com os irmãos.

Depois de desligar, vi esta passagem das palavras de Deus que tinha sido compartilhada num grupo do WhatsApp: Deus Todo-Poderoso diz: “Você não deve ficar confuso, concordando cegamente com as pessoas sem ter suas próprias ideias; em vez disso, você deve ter a coragem de se levantar e se opor àquelas coisas que não vêm de Mim. Se você sabe claramente que algo está errado, mas permanece em silêncio, você não é uma pessoa que pratica a verdade” (‘Capítulo 12’ das Declarações de Cristo no princípio em “A Palavra manifesta em carne”). Sabe, era como se aquelas palavras se dirigissem diretamente a mim. Foi uma experiência profunda de como Deus consegue enxergar as profundezas do nosso coração. Eu não era exatamente o tipo de pessoa exposto nas palavras de Deus, que sabe claramente que algo é errado, mas não abre a boca? Não, eu não deveria continuar a ser assim. Juntei a coragem com a intenção de me manifestar. Mas quando pensei em como o irmão James estava animado, fiquei com medo de que ele acharia que eu estava batendo de frente com ele se ficasse no seu caminho. Depois de um surto de conflito interior, eu me acalmei, pensando que eu não tinha como ter certeza de que eu estava certo. Talvez houvesse algo que eu não estava vendo. Assim, abandonei a verdade, ignorei a repreensão de Deus e não disse nada ao irmão James. Mais tarde, segui com o plano do irmão James e comecei a organizar o trabalho.

No meio-tempo, eu falei com a irmã responsável sobre isso. Depois de me ouvir, ela fez uma reunião on-line comigo e com James e nos repreendeu duramente, dizendo: “Existem exigências específicas para planejar e arranjar mudanças de equipe. As pessoas devem ser escolhidas para compartilhar o evangelho ou para o dever de rega de acordo com seus pontos fortes pessoais para que o trabalho da igreja não seja impedido. Quando dizem casualmente a um grupo de pessoas que elas devem compartilhar o evangelho, isso é lançar o trabalho da igreja em caos, não é? Vocês não buscaram as verdades-princípio nem discutiram isso com ninguém. Isso é, em essência, comportar-se irresponsavelmente”. Sabe, fiquei muito chateado e me senti culpado quando ouvi isso. Eu sabia que Deus estava me podando e lidando comigo, e ela estava absolutamente certa. Estávamos nos comportando arbitrariamente e não seguindo os princípios. Por meio de autorreflexão, percebi finalmente que eu deveria me recusar e impedir qualquer coisa que não beneficiasse a igreja, e mesmo não entendendo algo totalmente, ainda assim deveria dizer o que pensava e buscar e me comunicar com todos os outros. Eu não devia seguir adiante cegamente, pois isso podia interromper o trabalho da igreja. Mas em meu esforço de proteger meu relacionamento com o irmão James e de garantir que ele não pensasse mal de mim, eu estive disposto a impedir o trabalho da igreja antes de apontar seu problema e até a ignorar o esclarecimento e a orientação do Espírito Santo. Vi como eu era astuto, egoísta e desprezível. Quanto mais refletia sobre isso, mais tolo me sentia, e me enchi de nojo e ódio contra mim mesmo.

Mais tarde, ao refletir sobre isso, eu me perguntei por que eu sempre protegia meus interesses em vez de praticar a verdade. Em minha angústia, vim para diante de Deus em oração: “Ó Deus, faço coisas segundo meu caráter satânico. Não pratico a verdade nem mesmo quando ela está muito clara para mim. Vejo quão profundamente eu fui corrompido por Satanás. Ó Deus, por favor, salva-me”. Mais tarde, vi esta passagem das palavras de Deus: “As pessoas que genuinamente creem em Deus são as que estão dispostas a colocar a palavra de Deus em prática e estão dispostas a praticar a verdade. As pessoas que são verdadeiramente capazes de ficar firmes em seu testemunho de Deus são também as que estão dispostas a colocar Sua palavra em prática e podem genuinamente ficar do lado da verdade. Todas as pessoas que recorrem a truques e injustiça carecem da verdade e todas trazem vergonha a Deus” (‘Um alerta para aqueles que não praticam a verdade’ em “A Palavra manifesta em carne”). “A família de Deus não permite permanecer aquelas que não praticam a verdade, nem permite permanecer aquelas que deliberadamente desmantelam a igreja. No entanto, agora não é o tempo de fazer a obra de expulsão; tais pessoas simplesmente serão expostas e eliminadas no fim. Mais nenhuma obra inútil deve ser despendida nessas pessoas; aquelas que pertencem a Satanás não podem ficar do lado da verdade, enquanto aquelas que buscam a verdade podem. As pessoas que não praticam a verdade são indignas de ouvir o caminho da verdade e indignas de dar testemunho da verdade. A verdade simplesmente não é para seus ouvidos; antes, é dirigida àquelas que a praticam” (‘Um alerta para aqueles que não praticam a verdade’ em “A Palavra manifesta em carne”). Sabe, as palavras de Deus foram muito pungentes para mim. Um verdadeiro crente em Deus está disposto a praticar a palavra de Deus, e, confrontado com um problema, ele sabe buscar a verdade e colocá-la em prática, ficando do lado de Deus. Aqueles que não praticam a verdade seguem seu próprio caráter satânico corrupto, ficando do lado de Satanás e minando a igreja. Percebi que ao querer agradar as pessoas e não praticar a verdade, eu estava me colocando do lado de Satanás. Sempre que me deparava com uma situação que exigia que eu me levantasse para proteger os interesses da igreja, eu me recusava a colocar a verdade em prática, temendo ofender as pessoas ou perder o lugar que ocupava em seu coração. Sabia que, se continuasse desse jeito, eu acabaria sendo rejeitado e eliminado por Deus. Sabe, àquela altura, eu só percebi a natureza das coisas feitas por aqueles que agradam às pessoas, mas ainda não tinha quase nenhum entendimento da raiz da minha corrupção satânica, e, mais uma vez, Deus apontou minhas deficiências por meio de um irmão a fim de me ajudar a conhecer melhor a mim mesmo.

Lembro que, quando o irmão Michael e eu estávamos cumprindo dever de rega juntos, ele se abriu e compartilhou: “Irmão Matthew, recentemente temos tido pouco trabalho em equipe. Raramente, você aponta minhas falhas e não diz nada quando me vê fazendo algo que não está alinhado com a verdade. Como posso experimentar crescimento desse jeito? Preciso de ajuda para reconhecer problemas e devo ser podado e tratado para ter algum progresso”. Eu me senti muito mal quando ele disse isso e revivi todas as nossas interações na minha cabeça. Recentemente. eu percebi que ele estava fazendo as coisas em automático em seu dever, agindo sem se envolver nas reuniões para recém-convertidos. Ele só comungava diretamente sobre o assunto que tínhamos planejado, sem fazer quaisquer ajustes na hora com base em seus problemas e dificuldades reais, com base nos princípios de resolver problemas e fazer ganhos. O resultado dessas reuniões não foi ideal, e alguns dos recém-convertidos não puderam resolver seus problemas em tempo oportuno. Eu não tinha apontado nada disso para ele, temendo que eu o ofenderia e que ele ficaria com raiva de mim. Eu contornava todos esses problemas. E sabe, o irmão Michael estava certo — eu tinha percebido seus problemas, mas nunca tinha falado sobre eles. Eu estava tentando agradar as pessoas, agindo como se fosse o melhor amigo de todos. Eu sabia que o desejo de agradar a todos continuava a me controlar, impedindo que eu praticasse a verdade. Não sabendo o que fazer, fiz esta oração a Deus: “Ó Deus, por favor, guia-me para que eu conheça minha natureza corrupta e me livre dos grilhões do meu caráter satânico corrupto”.

Depois disso, li uma passagem das palavras de Deus. As palavras de Deus dizem: “Como entende a natureza do homem? O mais importante é discerni-la da perspectiva da visão do mundo, da visão da vida e dos valores do homem. Aqueles que são do diabo vivem todos para si mesmos. Suas máximas e sua visão da vida vêm principalmente dos ditos de Satanás, tais como: ‘Cada um por si e o diabo pega quem fica por último’. As palavras ditas por aqueles diabos-reis, grandes e filósofos da terra tornaram-se a própria vida do homem. […] Satanás corrompe as pessoas por meio da educação e da influência de governos nacionais, dos famosos e grandes. Suas palavras diabólicas têm se tornado parte da vida-natureza do homem. ‘Cada um por si e o diabo pega quem fica por último’ é um ditado satânico popular que tem sido plantado em cada um e tem se tornado a vida do homem. Existem outros dizeres das filosofias para viver que também são semelhantes. Satanás usa a cultura tradicional de cada nação para educar, enganar e corromper as pessoas, fazendo com que a humanidade caia e afunde em um abismo de destruição sem limites, e no fim as pessoas são destruídas por Deus por servirem a Satanás e resistirem a Deus. Imagine fazer a seguinte pergunta a alguém que está na sociedade há décadas: ‘Dado que você viveu no mundo por tanto tempo e já alcançou tanta coisa, quais são os principais ditados populares famosos pelos quais você vive?’. Ele pode dizer: ‘O mais importante é: “As autoridades não dificultam as coisas para aqueles que dão presentes, e aqueles que não as bajulam nada conseguem”’. Essas palavras não são representativas da natureza daquela pessoa? Usar quaisquer meios sem escrúpulos para obter posição tornou-se sua natureza, oficialismo e sucesso na carreira são sua vida. Ainda restam muitos venenos satânicos na vida das pessoas, em sua conduta e comportamento; elas possuem quase nenhuma verdade. Por exemplo, suas filosofias para viver, suas maneiras de fazer as coisas e suas máximas estão todas repletas dos venenos do grande dragão vermelho, e todas elas vêm de Satanás. Assim, todas as coisas que fluem pelos ossos e sangue das pessoas são todas coisas de Satanás” (‘Como conhecer a natureza do homem’ em “As declarações de Cristo dos últimos dias”). Essas palavras de Deus me mostraram a raiz do problema. Eu estava sempre sendo um “cara legal” porque Satanás usa nossa sociedade e educação formal para nos mergulhar nas filosofias de vida e falácias como “Cada um por si e o demônio pega quem fica por último”, “Use palavras boas, em harmonia com o sentimento e a razão dos outros, já que ser franco aborrece” e outras. Elas tinham se tornado princípios da minha conduta. Na verdade, quando eu era pequeno, eu era bastante sincero em palavra e ação; eu dizia o que via. Quando via um colega sendo intimidado na escola, eu me levantava e o defendia, tornando-me alvo de assédio. Quando percebia falhas pessoais em amigos ou parentes ou os via fazendo algo ruim, eu me manifestava na hora. Eles não ficavam muito felizes e se irritavam comigo ou até passavam a me ignorar. Então eu me desculpava e pedia perdão numa tentativa de consertar a situação. Como resultado dessas experiências, comecei a sentir que, para sobreviver neste mundo, dar nome aos bois não era necessariamente algo bom e causaria problemas desnecessários para mim mesmo. A partir de então, passei a ser dissimulado e evasivo e fechava minha boca para proteger nosso relacionamento quando via alguém fazer algo que não devia. Ao agir assim, Percebi que meus relacionamentos ficaram muito mais “harmoniosos” e que eu conseguia conviver com quase todos. Algumas pessoas até me elogiavam por isso. Aos poucos, vim a aceitar as filosofias satânicas como: “Quando você sabe que algo está errado, é melhor dizer menos”, “O silêncio é de ouro”, “Use palavras boas, em harmonia com o sentimento e a razão dos outros, já que ser franco aborrece” e “Pessoas sensatas sabem se proteger e evitam cometer erros”. Passei a viver segundo essas palavras, tomando-as como princípios para a minha conduta. Sabe, lá fora no mundo, aqueles que usam adulação e bajulação, que sempre tentam se orientar pela opinião dos outros, que têm duas caras, costumam ser bem-sucedidos. Muitas vezes, são adorados como ícones de inteligência e sabedoria emocional. Mas jornalistas que contam a verdade ou que expõem injustiças sociais costumam ter um fim terrível. No melhor dos casos, perdem o emprego, no pior, as pessoas se vingam delas e sua vida pode até chegar a ser ameaçada. Toda a sociedade adora o raciocínio e argumentos satânicos, e isso me convenceu de que era necessário seguir essas filosofias de vida. E assim, uma vez que acreditamos e aceitamos essas heresias e falácias satânicos, essas filosofias mundanas, nossa perspectiva sobre a vida e o mundo fica distorcido. Depois de ganhar minha fé, descobri que Deus exige honestidade de nós, mas, ainda controlado por essas filosofias satânicas, eu não praticava a verdade que entendia claramente. Eu não estava disposto a dizer algo e defender a vida da igreja quando vi o irmão Michael fazer as coisas como um robô, comprometendo a eficácia das reuniões. Eu sabia que o irmão James estava agindo unilateralmente e que isso interromperia o trabalho da igreja, mas eu não o impedi. Até dei de costas para o esclarecimento de Deus, em vez de ajudá-lo para não ofendê-lo ou levá-lo a pensar mal de mim. Vi que estava vivendo segundo os princípios de sobrevivência de Satanás, tornando-me cada vez mais egoísta, desprezível, escorregadio e desonesto. Eu não conseguia proteger os interesses da igreja e carecia completamente de qualquer senso de responsabilidade e transparência. Meu jeito de viver era vil. Então orei a Deus e pedi que Ele me ajudasse a me livrar dos grilhões de Satanás e colocar as Suas palavras em prática, pois era difícil demais para fazer isso por conta própria.

Depois de orar, meu coração se aquietou bastante, e eu me abri aos irmãos sobre minha experiência. E algumas passagens das palavras de Deus me vieram à mente: “Meu reino exige os que são honestos, os que não são hipócritas nem enganadores. As pessoas sinceras e honestas não são impopulares no mundo? Sou exatamente o oposto. É aceitável que as pessoas honestas venham a Mim; fico feliz com esse tipo de pessoa e também necessito desse tipo de pessoa. Essa é precisamente a Minha justiça” (‘Capítulo 33’ das Declarações de Cristo no princípio em “A Palavra manifesta em carne”). “Vocês devem saber que Deus gosta de pessoas honestas. Deus tem a essência da fidelidade, então Sua palavra é sempre digna de confiança; além disso, Suas ações são irrepreensíveis e inquestionáveis. É por isso que Deus gosta daqueles que são absolutamente honestos com Ele” (‘Três admoestações’ em “A Palavra manifesta em carne”). A essência de Deus é santa e justa, tudo que Ele diz e faz é confiável. Nada jamais é adulterado por filosofias satânicas. Para Deus, preto é preto e branco é branco — não existe meio-termo! Isso me lembrou de algo que o Senhor Jesus disse: “Seja, porém, o vosso falar: Sim, sim; não, não; pois o que passa daí, vem do Maligno” (Mateus 5:37). Deus sempre exigiu que fôssemos pessoas honestas, e essa é a verdade. No mundo, que é de Satanás, pessoas honestas não são bem aceitas e têm dificuldades de sobreviver. Mas não é assim na casa de Deus. Deus exige pessoas que são honestas, íntegras, que têm um senso de justiça, que têm a coragem de expor a verdade e que são capazes de colocar a verdade em prática. Somente elas podem ganhar a aprovação de Deus e são somente elas que Deus ama e aceita. Isso me lembra de algo que li em Apocalipse sobre os vencedores: “E na sua boca não se achou engano; porque são irrepreensíveis” (Apocalipse 14:5). Essas palavras nos permitem entender que Deus ama aqueles que são honestos e detesta aqueles que são insinceros, escorregadios e só sabem bajular os outros. Essas pessoas estão fadadas a ser eliminadas por Deus no fim. Essa é a diferença entre o mundo e a casa de Deus. Finalmente entendi que é a verdade que rege sobre tudo na casa de Deus, de modo que eu não deveria deixar de praticar a verdade por medo de ofender alguém. Em vez disso, deveria ter medo de ofender a Deus seguindo Satanás e deixando de praticar a verdade. O que assusta não é ser rejeitado ou condenado por outra pessoa. O que alguém pensa de mim não determinará meu desfecho final; só Deus pode determinar meu desfecho, e eu deveria me concentrar somente naquilo que Deus pensa de mim e em meu relacionamento com Deus, não em meus relacionamentos com outras pessoas. Eu sempre costumava proteger meus relacionamentos com outros, dando as costas para a verdade repetidas vezes. Finalmente, porém, percebi que o que eu devo buscar é a aprovação de Deus, praticar as palavras de Deus e ser uma pessoa honesta, e ser franco e aberto com os irmãos. Na verdade, a partir das experiências dos irmãos, podemos ver que oferecer lembretes e feedback aos outros não os ofende, ao contrário do que imaginamos. Se a outra pessoa busca a verdade, mesmo que isso possa ferir seu orgulho aqui e ali, ela pode aprender uma lição buscando a verdade e os irmãos se aproximam uns dos outros. Somente isso é um relacionamento interpessoal normal.

Sabe, depois disso, comecei a praticar dizer a verdade e ser uma pessoa honesta. Mais tarde, descobri que um irmão chamado Tom não estava levando a sério suas reuniões com os recém-convertidos, estava apenas agindo sem se envolver. Eu queria conversar com ele sobre seu problema, mas entrei num dilema. Se eu apontasse seu problema, ele poderia pensar que eu estava exigindo demais dele e que ele deixaria de gostar de mim. Perguntei-me se isso impactaria nossas interações futuras. Quando esses pensamentos vieram à tona, lembrei-me imediatamente dos meus erros no passado, então fiz uma oração a Deus, pedindo que Ele me guiasse para praticar a verdade. Um dia, depois de uma reunião, procurei o irmão Tom e apontei sua falta de responsabilidade em seu dever e sua abordagem casual às reuniões. Então comungamos sobre os princípios da vida da igreja a fim de entender melhor a vontade de Deus em relação ao nosso dever. Eu tive uma surpresa agradável: ele não só não se aborreceu, como me agradeceu por ajudá-lo a ver suas deficiências. Ele também foi capaz de encontrar uma senda de prática. Mais tarde, ele mencionou numa reunião: “Quando um irmão faz uma sugestão, aponta as nossas falhas ou erros, isso pode ser muito útil para nós”. Depois disso, percebi que ele assumiu uma responsabilidade maior nas reuniões. Fiquei muito animado. Percebi que aqueles que buscam a verdade não ficam ressentidos comigo por falar a verdade — eu tinha sido astuto demais, sempre questionando os outros e tendo uma opinião ruim deles. Também ganhei um entendimento real de que ser uma pessoa honesta e dizer a verdade é incrivelmente benéfico para a entrada na vida dos irmãos e para o trabalho da casa de Deus.

Essa experiência me ajudou a entender a vontade de Deus e a não temer mais ser rejeitado como resultado de ser honesto. Eu senti gratidão pelo esclarecimento e orientação das palavras de Deus, Por ter recebido um entendimento da minha própria natureza astuta e algum discernimento das filosofias de Satanás. Também abriu meus olhos um pouco para a essência justa e santa de Deus. Deus Todo-Poderoso diz: “Em Deus não há engano, nem mal, nem inveja, nem conflito, mas apenas retidão e autenticidade, e tudo que Deus tem e é deve ser desejado pelos humanos. Os humanos devem se esforçar e aspirar por isso. Sobre qual base é construída a capacidade da humanidade para conseguir isso? Ela é construída com base na compreensão que os humanos têm do caráter de Deus e na sua compreensão da essência de Deus. Assim, compreender o caráter de Deus e o que Ele tem e é é uma lição para toda a vida para cada pessoa; esse é um objetivo vitalício buscado por cada pessoa que se esforça para mudar o seu caráter e que se esforça para conhecer a Deus” (‘A obra de Deus, o caráter de Deus e o Próprio Deus III’ em “A Palavra manifesta em carne”). Podemos sentir a santidade e bondade de Deus por meio de Suas palavras — não há enganação nem astúcia em Deus. Ao contrário, só existem confiabilidade e justiça. Amabilidade permeia tudo que Deus tem e é. Dou graças a Deus de coração e estou disposto a buscar a me tornar uma pessoa honesta amada por Deus e deixar de tentar enganar a Deus ou o homem! Amém, graças a Deus Todo-Poderoso!

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