Não tenha planos de contingência num dever

01 de Agosto de 2022

Por Jingmo, Estados Unidos

Eu trabalhei na igreja compondo música para vídeos por mais de quatro anos. Devido às necessidades do trabalho da igreja, alguns irmãos em minha volta eram transferidos com frequência em seus deveres, alguns, porque não tinham habilidades e eram atribuídos a outros deveres. Tudo isso me parecia muito instável. Pensei: “Se algum dia eu for transferida, não sei que dever será arranjado para mim. Se for trabalho em que não sou boa ou em que sou ineficaz, poderei ser transferida de novo. Se nunca houver um dever adequado para mim, será que eu serei expulsa e não poderei ser salva?”. Quando refletia sobre isso, eu não queria ser transferida, mas me sentia feliz por meu dever ser estável por ora. Mais tarde, a carga de trabalho da nossa equipe foi reduzida aos poucos, e alguns dos meus irmãos foram transferidos para outros deveres, então comecei a me preocupar, pensando: “Eu não tenho as melhores habilidades profissionais, talvez também seja transferida. Não tenho outras habilidades especiais, então, se eu não puder compor, o que mais poderei fazer? Se eu acabar não cumprindo nenhum dever, isso não será igual a ser expulsa?”. Por muito tempo, eu vivi nesse estado de medo e preocupação. Não importava quem em minha volta era transferido, eu me preocupava muito com o meu futuro.

Em julho do ano passado, minha líder pediu que eu trabalhasse em meu tempo livre. Depois de me explicar o trabalho, ela disse casualmente: “Esse trabalho continuará, então adapte-se e faça bem esse trabalho”. Quando ouvi isso, meu coração se iluminou, pois o trabalho parecia ser mais estável e durável do que o de composição. As pessoas naquela equipe pareciam ser as mesmas. Algumas delas faziam aquele trabalho havia seis ou sete anos e nunca tinham sido transferidas. Parecia ser mesmo melhor! Eu deveria praticar e dominá-lo o quanto antes. Se eu fosse transferida, eu teria um plano de contingência. Contanto que eu praticasse bem e não cometesse erros graves, eu poderia fazer aquele trabalho para sempre e não teria que me preocupar em ser expulsa por não ter mais nenhum dever. Esse pensamento me acalmou e me deixou muito feliz. Achei que uma oportunidade tão boa era realmente a graça de Deus. A partir de então, dei atenção especial a esse trabalho em meio-período. Quando encontrava coisas que não entendia, eu perguntava aos irmãos, esperando dominá-las rapidamente.

Inesperadamente, duas semanas depois, o volume no trabalho de composição aumentou e eu não tinha muito tempo nem energia para cuidar do outro trabalho, no qual eu ainda queria me concentrar. Eu temia que, se não concluísse meu trabalho, eu perderia meu plano de contingência. Assim, fiquei adiando meu trabalho de composição o máximo possível, achando que alguns dias de atraso não afetariam nada. Mas como eu estava com pressa, eu me afobava e me descuidava em meu outro trabalho, cometendo os mesmos erros repetidamente. O líder da equipe viu que eu estava gastando todo o meu tempo no segundo trabalho, causando atrasos no principal, e pediu que eu considerasse se conseguiria dar conta dos dois. Embora eu soubesse que não daria conta dos dois e que estava causando atrasos no meu trabalho de composição, eu ainda não queria admitir. Eu sabia que, se eu dissesse que estava ocupada demais, seria impedida de continuar no segundo trabalho, o que significaria que eu perderia esse trabalho estável e duradouro. Eu não podia aceitar isso, então inventei algumas desculpas, dizendo que havia tarefas urgentes em ambos os trabalhos, mas que situações assim só ocorriam ocasionalmente, não na maior parte do tempo. Acrescentei que eu ainda era novata no segundo trabalho, mas que isso melhoraria assim que me familiarizasse com ele e que só precisava de mais tempo para me acostumar. Além disso, eu disse, embora estivesse mais ocupada, isso preenchia meu tempo durante meu dever. O líder de equipe não disse mais nada depois disso.

Alguns dias depois, ele me lembrou de novo que eu deveria buscar mais na questão de fazer dois trabalhos e descobrir como praticar de acordo com a vontade de Deus. Ele disse que podia ver que eu queria muito manter meu segundo trabalho e pediu que eu refletisse se eu tinha opiniões ou intenções incorretas. Quando o líder de equipe disse isso, eu admiti que queria ficar com meu segundo trabalho, mas achava que priorizava o trabalho corretamente. Passei a gastar mais tempo no trabalho mais urgente, o que parecia ser a coisa certa a fazer. Pouco tempo depois, percebi que a vontade de Deus estava por trás do lembrete do líder e que eu deveria refletir sobre mim mesma. Vim para diante de Deus e orei: “Deus, sei que o lembrete do líder da equipe contém a Tua vontade, mas não sei por onde começar para refletir sobre mim mesma. Estou um pouco triste e peço que Tu me guies e esclareças”. Depois de orar, eu me perguntei por que o líder disse que eu deveria refletir sobre minha atitude em relação ao meu dever. Será que eu tinha as intenções erradas em meu dever? Percebi que, antes de assumir o segundo trabalho, eu gostava do meu trabalho de composição. Eu o via como minha única saída e temia perdê-lo. Quando comecei o segundo e vi que ele era mais estável e duradouro do que meu trabalho principal, quis fazer de tudo para mantê-lo. Achava que, só se eu tivesse um dever estável e duradouro e não fosse substituída, eu teria a garantia de ser salva. Foi quando finalmente percebi que minhas intenções adulteravam o cumprimento do meu dever. A maioria dos outros irmãos que foram transferidos conseguiu lidar com isso corretamente. Por que meus pensamentos eram tão complicados? Por que eu tinha tantos medos e preocupações? Continuei orando a Deus e buscando, procurando partes relevantes da palavra de Deus.

Uma passagem da revelação de Deus sobre o caráter dos anticristos foi muito específica para o meu estado. Deus diz: “Quando é feito um ajuste simples no seu dever, as pessoas devem responder com uma atitude de obediência, fazer o que a casa de Deus as manda fazer e fazer o que forem capaz de fazer, e, não importa o que façam, fazê-lo bem dentro daquilo que estiver em seu poder, com todo o seu coração e com toda a sua força. O que Deus fez não foi em equívoco. Uma verdade tão simples pode ser praticada com um pouco de consciência e racionalidade, mas isso está fora do alcance das capacidades dos anticristos. […] Os anticristos nunca obedecem aos arranjos da casa de Deus e sempre vinculam estreitamente o seu dever, a sua fama e seu status à sua esperança de bênçãos e ao seu destino futuro, como se, uma vez que tenham perdido seu status e reputação, eles não têm esperança de obter bênçãos e recompensas, e, para eles, isso é igual a perder a sua vida. Por isso eles devem se precaver contra os líderes e obreiros da casa de Deus, para evitar que seu sonho de bênçãos seja destruído. Eles se agarram ao seu status e reputação, pois acreditam que essa é sua única esperança de ganhar bênçãos. Um anticristo acha que ser abençoado é maior que os próprios céus, maior que a vida, mais importante do que buscar a verdade, mudança de caráter ou a salvação pessoal e mais importante do que cumprir bem o seu dever e ser um ser criado que está à altura do padrão. Ele pensa que ser um ser criado que está à altura do padrão, cumprir bem o seu dever e ser salvo são coisas insignificantes que mal merecem ser mencionadas, enquanto ganhar bênçãos é a única coisa em toda a sua vida que nunca deve ser esquecida. Não importa o que encontre, não importa quão grande ou pequeno seja, ele é incrivelmente cauteloso e atento, e sempre deixa uma rota de fuga aberta para si mesmo” (‘Eles querem se retirar quando não há posição nem esperança de ganhar bênçãos’ em “Expondo os anticristos”). A revelação de Deus sobre as atitudes dos anticristos em relação a transferências de dever condizia perfeitamente com a minha. Eu estava quebrando a cabeça tentando manter meu segundo trabalho por querer um dever duradouro e estável para continuar na casa de Deus e não ser expulsa. Tudo que eu fazia era para ganhar bênçãos. Esse era o meu propósito. Na verdade, não importa para que dever uma pessoa é transferida na igreja, isso se baseia nas necessidades do trabalho e é absolutamente normal. Mas os anticristos têm um caráter maligno, pensam sobre isso de forma anormal. Acham que não podem confiar em ninguém na casa de Deus e que ninguém se importa com eles. Acham que, sendo transferidos o tempo todo, se não tiverem cuidado, eles serão eliminados e perderão seu destino, por isso devem planejar e se preparar, estar alertas e ter um plano de contingência. Só assim terão a garantida de um desfecho e destino. Para os anticristos, ser abençoado é mais importante do que cumprir um dever ou ser salvo. Minha opinião não era igual à dos anticristos? Eu estava sempre em alerta contra uma transferência. O que eu faria se fosse transferida? E se fosse um trabalho em que eu não era boa, se eu fosse ineficaz e fosse transferida de novo? Se eu não pudesse cumprir um dever, eu não seria expulsa? Quando pensava sobre isso, eu me preocupava. Como um anticristo, eu tinha uma mente complexa e maligna e temia entrar num beco sem saída, por isso queria me agarrar a um trabalho que eu poderia fazer por muito tempo, igual a um incrédulo que busca passar num concurso público. Eu fantasiava sobre cumprir um dever seguro para sempre, até a obra de Deus terminar, eu ser salva e entrar no reino dos céus com segurança. A fim de alcançar esse objetivo, eu me esforçava em meu segundo trabalho, esperando dominá-lo rapidamente e ter um plano de contingência. Mesmo que não conseguisse dar conta de dois trabalhos, eu jamais admitiria isso. Quando meu líder perguntou a respeito, eu prevariquei e quis manter o segundo trabalho, mesmo que isso significasse atrasar o principal, o que acabou impactando o trabalho. Só então vi claramente que eu estava cumprindo meu dever em prol do meu futuro e destino. Eu estava usando meu dever como moeda de troca para o meu destino. Tudo que eu fazia era para ganhar bênçãos. Isso não era fazer transações com Deus e tentar enganá-Lo? No passado, sempre orei a Deus, dizendo que eu cumpria meu dever para retribuir o amor de Deus e viver uma semelhança humana, mas, quando os fatos me revelaram, vi que isso era mentira! Era enganação!

Li outra passagem da palavra de Deus. “Como ser criado, quando você vem para diante do Criador, você deve cumprir o seu dever. É a coisa correta a se fazer e é a responsabilidade sobre seus ombros. Com base no fato de que os seres criados cumprem seus deveres, o Criador fez obra maior entre a humanidade. Ele realizou mais um passo de obra na humanidade. E que obra é essa? Ele provê a humanidade com a verdade, permitindo que ela ganhe a verdade Dele ao cumprir o seu dever e ao se livrar de seu caráter corrupto e ser purificada. Assim, as pessoas vêm a satisfazer a vontade de Deus e a embarcar na senda correta na vida e, por fim, elas são capazes de temer a Deus e evitar o mal, alcançar salvação completa e não mais estar sujeitas às aflições de Satanás. Esse é o efeito que Deus quer que a humanidade alcance no fim através do cumprimento de seu dever. Portanto, durante o processo de cumprir seu dever, Deus não o leva meramente a ver uma coisa claramente e a entender um pouco da verdade, nem Ele o capacita meramente a desfrutar da graça e das bênçãos que você recebe ao cumprir o seu dever como um ser criado. Antes, Ele permite que você seja purificado e salvo e, no fim, passe a viver na luz da face do Criador. Essa ‘luz da face do Criador’ envolve uma grande quantidade de significado e conteúdo estendidos — não entraremos nisso hoje. Claro que Deus certamente emitirá promessas e bênçãos a tais pessoas e fará declarações diferentes sobre elas — esse é outro tema. Em termos do aqui e agora, o que todos que vêm para diante de Deus e cumprem seu dever como um ser criado recebem de Deus? Aquilo que é mais valioso e lindo entre a humanidade. Nenhum ser criado sequer entre a humanidade pode receber tais bênçãos da mão do Criador por mera casualidade. Uma coisa tão linda e maravilhosa é distorcida pela laia dos anticristos e transformada em uma transação, na qual solicitam coroas e recompensas da mão do Criador. Tal transação transforma algo sumamente lindo e justo em algo sumamente feio e maligno. Não é isso que fazem os anticristos? Julgando a partir disso, os anticristos são malignos? Eles são de fato muito malignos! Isso é meramente uma manifestação de um aspecto de sua maldade” (‘Eles só cumprem seu dever para se distinguir e alimentar seus próprios interesses e ambições; eles nunca levam em consideração os interesses da casa de Deus e até traem esses interesses em troca de glória pessoal (parte 7)’ em “Expondo os anticristos”). As palavras de Deus perfuraram meu coração. Eu me senti endividada com Deus. Deus diz que poder cumprir seu dever como ser criado é a coisa mais linda dentre a humanidade, é a coisa mais significativa e correta e que nem todo ser criado pode obter essa bênção. E era mesmo. Dentre todas as pessoas no mundo, Deus ordenou que eu nascesse nos últimos dias, e eu tenho a sorte de acompanhar a obra de Deus nos últimos dias e tenho a chance de cumprir meu dever e experimentar a obra de Deus. Não é qualquer um que recebe essa bênção. São a graça e o amor especiais de Deus. Cumprir um dever na casa de Deus, não importa qual seja, é mais valioso e significativo do que fazer qualquer coisa no mundo, por isso eu devia ser grata e valorizar isso. Além disso, Deus sempre supriu as pessoas com a verdade. Ele fala com as pessoas face a face e as alimenta pessoalmente, permitindo que elas entendam e ganhem a verdade no processo do cumprimento de seus deveres e, aos poucos, cresçam na vida. Nesse processo, Deus não exige nada das pessoas. Deus só quer que as pessoas aceitem Sua comissão com um coração honesto e obediente, que façam o possível para cumprir bem o seu dever e finalmente ganhem a verdade, escapem de seus caracteres corruptos e sejam salvas por Deus. Mas eu, aproveitei-me do belo fato de cumprir meu dever como um ser criado, e o transformei numa transação tentando trocar meu dever por bênçãos. Eu fui astuta, desonesta e causei desgosto a Deus.

Depois disso, orei a Deus com frequência sobre meu estado, pedindo que Ele me iluminasse e guiasse, para que eu pudesse entender meus problemas claramente. Uma vez, durante meus devocionais, li as palavras de Deus. “Em relação a Deus e em relação ao seu dever, as pessoas devem ter um coração honesto. Se tiverem, serão alguém que teme a Deus. Que tipo de atitude têm aqueles que têm um coração honesto em relação a Deus? No mínimo, eles têm um coração que teme a Deus, um coração que obedece a Deus em todas as coisas, eles não fazem pesquisas sobre bênçãos ou infortúnios, não dizem nada sobre condições, entregam-se à mercê de Deus — essas são pessoas com um coração honesto. Aqueles que são sempre céticos em relação a Deus, que sempre O escrutinam, que sempre tentam fazer um trato com Ele — essas são pessoas com um coração honesto? (Não.) O que reside no coração de tais pessoas? A astúcia e o mal; elas estão sempre escrutinando. E o que elas escrutinam? (A atitude de Deus em relação às pessoas.) Elas estão sempre escrutinando a atitude de Deus em relação às pessoas. Que problema é esse? E por que escrutinam isso? Porque envolve os seus interesses vitais. Em seu coração, pensam: ‘Deus criou essas circunstâncias para mim, Ele fez com que isso me acontecesse. Por que Ele fez isso? Isso não aconteceu a outras pessoas — por que teve que acontecer comigo? E quais serão as consequências?’. Essas são as coisas que elas escrutinam, escrutinam seus lucros e perdas, bênçãos e infortúnios. E enquanto escrutinam essas coisas, elas são capazes de praticar a verdade? São capazes de obedecer a Deus? Não são. E o que é produzido pelas ruminações da sua mente? É tudo para o seu bem, elas estão apenas considerando os próprios interesses. […] E qual é o resultado do escrutínio de pessoas que estão sempre pensando em seus interesses? Tudo que fazem é desobedecer e opor-se a Deus. Mesmo quando insistem em cumprir o seu dever, fazem-no de forma descuidada e superficial, com um humor negativo; em seu coração, continuam a pensar em como tirar proveito para não ficar do lado dos perdedores. Tais são os seus motivos quando cumprem o seu dever, e nisso tentam fazer um trato com Deus. Que caráter é esse? É astúcia, é um caráter maligno. Esse já não é um caráter corrupto comum, mas já alcançou a perversidade. E quando há esse tipo de caráter maligno no seu coração, isso é uma luta contra Deus! Você deveria ter clareza sobre esse problema. Se as pessoas sempre escrutinam Deus e tentam fazer tratos quando cumprem o seu dever, será que conseguem cumpri-lo corretamente? De forma alguma. Elas não adoram a Deus com seu espírito nem com honestidade, não têm um coração honesto, estão observando e esperando enquanto cumprem o seu dever, sempre se retendo — e qual é o desfecho? Deus não opera nelas, e elas ficam confusas e atrapalhadas, não entendem os princípios da verdade, agem de acordo com as próprias inclinações e sempre se desviam. E por que sempre se desviam? Porque seu coração carece demais de clareza, e quando as coisas acontecem com elas, elas não refletem sobre si mesmas nem buscam a verdade para encontrar uma resolução e insistem em fazer as coisas como desejam, de acordo com as próprias preferências — com o resultado de que se desviam sempre ao cumprir seu dever. Nunca pensam no trabalho da igreja nem nos interesses da casa de Deus, conspiram sempre para o próprio bem, sempre planejam em prol dos seus interesses, de orgulho e status, e não só desempenham mal o seu dever como também atrasam e afetam o trabalho da igreja. Isso não é se desviar, negligenciar os seus deveres? Se as pessoas sempre planejam em prol de seus interesses e perspectivas quando cumprem o seu dever e não pensam no trabalho da igreja nem nos interesses da casa de Deus, isso não é cumprir um dever, porque a essência e a natureza das ações delas mudaram. E se a natureza de tais coisas é grave e se torna intromissão e interrupção e leva a consequências sérias, a pessoa envolvida deve ser expulsa” (‘Só buscando os princípios da verdade é possível realizar bem o seu dever’ em “As declarações de Cristo dos últimos dias”). Depois de ler as palavras de Deus, fiquei perplexa. Anteriormente, eu só tinha entendido que estar em alerta em meu dever e sempre buscar um plano de contingência era uma manifestação de astúcia e desonestidade. Agora, por meio da revelação da palavra de Deus, eu vi que isso ia muito além de mera astúcia e desonestidade e que chegava a ser maldade, pois eu não estava aplicando truques em qualquer um, eu estava sendo calculista com Deus. Por fora, eu vinha cumprindo meu dever, mas sem a mínima sinceridade. Eu vivia observando e calculando, cumprindo o dever mais benéfico para mim. Pensando em quando eu fazia trabalho de composição, eu o tratava como único jeito de salvar minha vida. Eu temia que um dia eu seria substituída e não teria um dever apropriado a cumprir e não teria a chance de ganhar bênçãos, então vivia com medo de perder meu dever. Mais tarde, quando consegui meu segundo trabalho, achei que ele me dava uma chance melhor de ganhar bênçãos, por isso me agarrei a ele com toda a minha força. Por fora, eu parecia ser proativa, perguntando sobre tudo que não sabia. Na verdade, porém, eu só queria dominá-lo o quanto antes para ocupar uma posição indispensável nesse dever. Ao mesmo tempo, fiquei observando para ver se eu seria transferida do meu trabalho principal. Se isso não acontecesse, eu cumpriria ambos os deveres para ter uma garantia extra de ser salva, e se fosse transferida, eu não teria que me preocupar se eu fosse expulsa, pois ainda teria meu segundo trabalho. Vi que minha atitude em relação ao meu dever não era receber uma comissão e responsabilidade de Deus, e que eu não estava aceitando esses deveres de Deus com um coração puro e honesto. Em vez disso, eu tinha motivos desonestos e estudava e calculava meus benefícios e minha esperança de receber bênçãos. Incrível como eu era dissimulada! Por fora, eu trabalhava muito, estava sempre ocupada e aparentava ser muito responsável em meu dever, mas, na verdade, eu só me ocupava em prol do meu futuro e destino. Quando o líder de equipe pediu que eu considerasse se conseguia dar conta de dois trabalhos, eu temia que meu plano fosse arruinado, por isso inventei desculpas para enrolá-lo, dizendo: “Quero preencher meu tempo em meu dever”. O que eu disse foi realmente enganoso! A fim de encobrir minhas intenções desprezíveis e vergonhosas, usei uma retórica desonesta para enganar o líder de equipe. Meu caráter era maligno demais! Lembrei-me de todos os meus pensamentos calculistas e motivos desonestos. Eu não estava cumprindo meus deveres de forma alguma! Eu estava usando e enganando a Deus, sem sinceridade nenhuma em relação a Ele! Eu era igual a um comerciante oportunista. Eu era astuta, egoísta, desprezível, mercenária e só queria ganhar. Queria usar todos os meios para maximizar meus interesses. Deus diz que aqueles que não consideram os interesses da casa de Deus em seus deveres jamais produzirão bons resultados naquilo que fazem. Em meu segundo trabalho, embora quisesse praticar mais, minha intenção era ter um plano de contingência. Quando fazia as coisas com essa intenção, eu não pensava em como agir de acordo com os princípios nem em como alcançar bons resultados. Em vez disso, buscava o sucesso rápido e só fazia tarefas que impressionavam. A fim de completar minhas tarefas, eu me apressava, o que me levava a esquecer as coisas e me impedia de entender os princípios, e meu trabalho sempre estava cheio de erros. Em meu dever principal, eu já tinha atrasado nosso progresso, mas eu não me preocupava nem sentia urgência. Pensei em como eu tinha criado um caos em cada um dos meus deveres. Se isso continuasse, eu prejudicaria o trabalho da casa de Deus e então realmente seria expulsa! Quando percebi isso, fiquei com medo e orei a Deus. Eu disse que queria me arrepender, mudar e reverter minha atitude em relação ao meu dever.

Mais tarde, percebi por meio de oração e busca que eu sempre tinha defendido um ponto de vista absurdo, que era que, contanto que cumprisse um dever estável e duradouro na casa de Deus e não fosse transferida, eu poderia ser salva e sobreviver quando a obra de Deus terminasse. Eu nunca tinha considerado se minha opinião estava alinhada com a verdade nem quais, exatamente, eram as exigências de Deus. Então consultei as palavras de Deus relacionadas ao meu estado e as li. Deus diz: “Não há correlação entre o dever do homem e se ele é abençoado ou amaldiçoado. O dever é o que o homem deve cumprir; é sua vocação providencial, e não deveria depender de recompensa, condições ou razões. Só então ele está fazendo o seu dever. Ser abençoado é quando alguém é aperfeiçoado e desfruta das bênçãos de Deus após experimentar julgamento. Ser amaldiçoado é quando o caráter de alguém não muda depois de ter experimentado castigo e julgamento, é quando não experimenta ser aperfeiçoado, mas, sim, punido. Mas, independentemente de ser abençoados ou amaldiçoados, os seres criados devem cumprir seu dever, fazer o que devem fazer e fazer o que são capazes de fazer; isso é o mínimo que uma pessoa, uma pessoa que busca a Deus, deveria fazer” (‘A diferença entre o ministério de Deus encarnado e o dever do homem’ em “A Palavra manifesta em carne”). “Por fim, se podem alcançar a salvação não depende de que dever as pessoas cumprem, mas de se conseguem entender e ganhar a verdade e de se podem, no fim, submeter-se completamente a Deus, colocar-se à mercê de Seus arranjos, não considerar o seu futuro e destino e tornar-se um ser criado qualificado. Deus é justo e santo, e esse é o padrão que Ele usa para medir toda a humanidade. Esse padrão é imutável, e você precisa se lembrar disso. Inscreva esse padrão em sua mente e não pense em encontrar alguma outra senda para buscar algo irreal. As exigências e os padrões que Deus tem para todos que querem alcançar a salvação não mudam jamais. Eles continuam os mesmos, seja você quem for” (“As declarações de Cristo dos últimos dias”, Parte 3). A palavra de Deus é muito clara. Os deveres que cumprimos e se eles são duradouros e estáveis nada têm a ver com sermos abençoados ou amaldiçoados. Como um ser criado, não importa se você é abençoado ou amaldiçoado, você deve cumprir seu dever. Esse é o valor da vida humana e o dever e a obrigação do ser humano. Deus nunca disse que, contanto que você cumpra um dever duradouro e estável e não seja transferido, você ganhará um bom destino e poderá ser salvo. Deus sempre disse às pessoas que, só se elas buscarem a verdade, escaparem dos caracteres corruptos e alcançarem obediência verdadeira, elas poderão ser salvas. As exigências e os padrões de Deus nunca mudaram, e Deus sempre tem repetido Suas exigências. Não é que eu não conhecia essas palavras ou não as tinha visto, mas eu era igual a um incrédulo. Eu nunca tinha acreditado nem aceito essas palavras, nem tinha entendido as boas intenções de Deus para salvar as pessoas nem Seu caráter justo. Eu só confiava em minhas noções e imaginações, agarrava-me às minhas opiniões falaciosas e buscava um objetivo risível. Achava que, contanto que continuasse cumprindo um dever na casa de Deus sem ajustes, eu sobreviveria quando Deus concluísse Sua obra. Pensando nisso agora, era totalmente ridículo! Eu só buscava ter um dever a cumprir e não ser transferida, mas nunca me concentrei em buscar a verdade no meu dever, não refleti sobre mim mesma nem resolvi meus caracteres corruptos. Como resultado, eu não estava ciente das minhas intenções óbvias de ganhar bênçãos nem do meu caráter maligno, muito menos buscava a verdade para resolver essas coisas. Mesmo que meu dever fosse duradouro, eu poderia garantir que o cumpriria para sempre? Alguns à minha volta tinham cumprido seu dever por anos e nunca tinham sido transferidos, mas por não buscar a verdade nem se concentrar em resolver seus caracteres corruptos, elas sempre eram superficiais em seus deveres. Como resultado, cumpriam seus deveres por muitos anos sem resultados e no fim eram expulsas. Outros que faziam seu trabalho com base em anos de experiência ou dons, se tornavam cada vez mais arrogantes, agiam conforme suas ideias, interrompiam e perturbavam o trabalho da família de Deus e eram revelados e expulsos. Mas alguns irmãos são simples e honestos, aceitam qualquer dever que é arranjado para eles, se concentram em buscar a verdade e em resolver seus caracteres corruptos, e quando não entendem as coisas, eles oram a Deus e buscam a verdade ou buscam e comungam com seus irmãos. Eles se tornam cada vez mais eficazes em seus deveres, crescem aos poucos na vida e têm fé genuína em Deus. Casos assim aconteciam em minha volta, como pude não vê-los? Além disso, quando pessoas são transferidas na casa de Deus, isso sempre se baseia nas necessidades do trabalho da igreja e nas habilidades de cada pessoa. Se alguém tem fé genuína em Deus, a casa de Deus arranjará um dever adequado para ele, e isso nada mais é do que uma mudança de uma posição para outra, não é privá-lo de seu direito de vivenciar a obra de Deus e de buscar a verdade, nem é tirar dele a chance de ser salvo. É algo completamente correto. Por que eu sempre via a transferência de deveres como algo negativo e ruim? Agora percebi que minha crença de que um dever estável me garantiria um bom destino e garantiria que eu não seria revelada e expulsa era um ponto de vista absurdo e ridículo. Eram noções e imaginações minhas e eram perigosas! Quando reconheci isso, meu coração se iluminou e me senti muito aliviada. Depois disso, quando cumpria meu dever, meu estado de espírito era muito melhor. Deixei de achar que um dos meus deveres era mais importante do que o outro. Em vez disso, vi que ambos eram comissões de Deus, que ambos eram preciosos, e quis cumpri-los da melhor forma possível. Entreguei a Deus se eu continuaria no meu segundo trabalho e me dispus a me submeter aos arranjos de Deus.

Um dia, no final de novembro, o supervisor me disse que eu não precisava fazer meu segundo trabalho, pois tinham encontrado outra pessoa. Quando soube disso, senti algo que não conseguia descrever. Fiquei triste e relutei em abrir mão. Percebi que meu estado era errado, então orei a Deus imediatamente. Lembrei-me da palavra de Deus: “Em relação a Deus e em relação ao seu dever, as pessoas devem ter um coração honesto. Se tiverem, serão alguém que teme a Deus. Que tipo de atitude têm aqueles que têm um coração honesto em relação a Deus? No mínimo, eles têm um coração que teme a Deus, um coração que obedece a Deus em todas as coisas, eles não fazem pesquisas sobre bênçãos ou infortúnios, não dizem nada sobre condições, entregam-se à mercê de Deus — essas são pessoas com um coração honesto” (‘Só buscando os princípios da verdade é possível realizar bem o seu dever’ em “As declarações de Cristo dos últimos dias”). Após contemplar as palavras de Deus, eu entendi que Deus gosta de pessoas honestas e quer que eu trate meus deveres com um coração honesto. Quer que eu possa obedecer, sem me preocupar com desfechos, sem tramar em prol de mim mesma, e me submeta às Suas orquestrações. Nunca houve ninguém na casa de Deus que tenha preservado seu lugar aplicando truques e tramando em prol de si mesmo. Pelo contrário, somente aqueles que são puros, honestos, que fazem as coisas com os pés no chão e que são obedientes a Deus podem permanecer firmes. Naquele momento, percebi que aquela situação era um teste de Deus para mim. Deus estava analisando minha atitude. Eu não devia mais ser seletiva em relação ao meu dever. Eu devia obedecer aos arranjos de Deus e valorizar meu dever atual. Não importa quanto tempo dure esse dever, e não importa quais deveres a igreja arranje para mim no futuro, eu devo aceitar e obedecer com um coração puro e honesto e fazer de tudo para cumpri-los bem. Depois de refletir sobre isso, entendi, de repente, que Deus teve intenções boas ao arranjar aquele segundo trabalho para mim. Deus arranjou aquele ambiente para revelar minha atitude incorreta e minha intenção enraizada de ganhar bênçãos. Sem a revelação dos fatos, eu nunca teria descoberto a adulteração na minha fé e não saberia qual atitude em relação ao dever está alinhada com a vontade de Deus. Tudo que Deus tinha me dado era um tesouro precioso. E essa mudança súbita em meu dever me permitiu ver um fato: Deus controla tudo, e o dever que uma pessoa cumpre é preordenado por Deus. É algo que as pessoas não podem prever nem mudar. Mas eu, igual a um incrédulo, não conhecia a soberania de Deus e quis preservar meus deveres por meio de meus esforços. Eu fui tão estúpida e ignorante! Como pude esperar manter determinado dever que queria cumprir? Eu só podia viver tranquila e livremente obedecendo aos arranjos de Deus. Depois de um tempo, a igreja arranjou para mim outro trabalho adicional, mas eu já não considerei mais se o dever duraria. Em vez disso, só quis cumpri-lo bem, buscar e praticar a verdade em meu dever, resolver meu caráter corrupto, tentar viver uma semelhança humana e alcançar obediência e lealdade genuínas a Deus.

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