O que está por trás de negatividade e negligência no dever

09 de Julho de 2023

Por Dong Xun, China

Um dia, em 2021, a líder me passou a responsabilidade pelas reuniões de alguns grupos. Depois de alguma prática, entendi alguns princípios e aprendi a discernir alguns estados pelos quais as pessoas passam. Senti que esse dever estava me ajudando a aprender muitas verdades e a progredir rapidamente. Mais tarde, porém, a polícia começou a seguir a diaconisa de assuntos gerais e ela não pôde ter nenhum contato com os outros, então a líder arranjou que eu tratasse dos assuntos gerais. Naquela época, irmãos e irmãs estavam sendo presos um após o outro. Havia muitas coisas que precisavam ser resolvidas, como transportar livros, encontrar novas casas de hospedagem para abrigar os irmãos e assim por diante. Eu vivia na correria todos os dias, organizando todas essas coisas. Depois de um tempo, comecei a me sentir um pouco mal-humorada e insatisfeita. Eu achava que só estava gastando sola de sapato e que, ao gastar todo o meu tempo correndo por aí, eu não conseguia ganhar a verdade. Eu seria salva se isso continuasse? Eu comecei a resistir ao trabalho de assuntos gerais e não quis mais fazê-lo.

Muitas vezes, eu via os irmãos se comunicando numa reunião quando fazia entregas nas casas de hospedagem. Eu me sentia injustiçada e até me ressenti da líder. Por que ela me deu a responsabilidade pelos assuntos gerais? Eles estavam juntos se comunicando sobre a verdade, aprendendo tanto e crescendo rapidamente, mas eu só estava fazendo tarefas — como eu poderia ganhar a verdade? Sem a verdade, eu não teria vida e não poderia ser salva. Eu não estava saindo perdendo? Quanto mais pensava nisso, mais aborrecida eu ficava e deixei de ter motivação pelo meu dever. Uma vez, descobri um risco de segurança na casa de uma irmã, e os livros de lá tiveram de ser transferidos para um local seguro o quanto antes. Eu me perguntei: “Por que existem tantas tarefas gerais? Elas exigem tempo e energia, mas eu não posso ganhar a verdade. Eu não estou fazendo tudo isso por nada?”. Eu não queria fazê-las quando pensava assim. Mas a situação era urgente, por isso tive de ajudar a transferir os livros. Inesperadamente, logo após terminarmos o serviço, algo surgiu em outra casa em que os livros estavam armazenados. Enquanto transferia esses livros, repetiu-se o mesmo processo de organizar e embalar, e depois de um dia de trabalho, eu estava transbordando de queixas. Quando arrastei meu corpo cansado para casa, a líder e a diaconisa de rega estavam no meio de uma discussão de trabalho. A líder me perguntou: “Você não estava apenas levando uma irmã para uma nova casa de hospedagem? Por que levou o dia todo?”. Eu me senti muito injustiçada quando ela disse isso. Todos eles estavam juntos se comunicando sobre a verdade e os princípios, enquanto eu estava ocupada lá fora. O que eu podia ganhar tomando conta dos assuntos gerais? Não importava o quanto eu fizesse, eu não acabaria sendo uma servidora no melhor dos casos? Se eu pudesse ficar em casa lendo as palavras de Deus, reunindo-me e comunicando-me com todos, discutindo o trabalho, isso não seria ótimo? Seria mais fácil e eu poderia ganhar a verdade para que fosse salva no futuro. Enquanto pensava nisso, fui ficando cada vez mais chateada, e isso me deixou deprimida e totalmente exausta. Fiquei remoendo isso: por que eu era responsável pelos assuntos gerais? Deus queria que eu fosse uma servidora? Se isso continuasse, eu só serviria para resolver tarefas? O que eu poderia ganhar?

No dia seguinte, houve muitas tarefas gerais que precisavam ser resolvidas, e eu não consegui controlar minhas queixas. A líder percebeu que eu não estava num estado bom e me lembrou de que eu devia refletir sobre mim mesma e aprender com isso. Isso foi um alerta para mim. Durante aquele tempo em que administrava os assuntos gerais, eu trabalhava, mas me sentia desafiante por dentro. Eu estava insatisfeita, querendo escolher meu dever. Até pensei que Deus estava sendo injusto comigo. Percebi que eu estava num estado perigoso. Eu não podia continuar resistindo tanto. Eu devia buscar a verdade e me arrepender diante de Deus.

Li algo nas palavras de Deus. “Os princípios que você deve entender e as verdades que você deve colocar em prática são os mesmos, independentemente do dever que você esteja cumprindo. Quer lhe peçam para ser um líder ou obreiro, ou se você estiver cozinhando pratos como anfitrião, ou se lhe pedirem para cuidar de alguns assuntos externos ou fazer algum trabalho físico, os princípios da verdade que deveriam ser observados no cumprimento desses deveres diferentes são os mesmos, porque eles devem estar baseados na verdade e nas palavras de Deus(A Palavra, vol. 3: As declarações de Cristo dos últimos dias, “Só buscando os princípios da verdade pode-se realizar bem o dever”). “Muitas pessoas não sabem claramente o que significa ser salvo. Algumas pessoas acreditam que, quanto maior for o tempo em que acreditam em Deus, mais provável será que sejam salvas. Algumas pessoas pensam que, quanto mais doutrinas espirituais elas compreenderem, mais provável será que sejam salvas, ou algumas pensam que os líderes e os obreiros certamente serão salvos. Todas essas são noções e imaginação humanas. A chave para isso é que as pessoas devem entender o significado da salvação. Ser salvo significa primariamente ser libertado do pecado, libertado da influência de Satanás, e voltar-se genuinamente para Deus e obedecer a Deus. O que vocês devem possuir para estarem livres do pecado e da influência de Satanás? A verdade. Se as pessoas esperam obter a verdade, elas devem estar equipadas com muitas das palavras de Deus, devem ser capazes de experimentá-las e praticá-las, para que possam entender a verdade e entrar na realidade da verdade. Somente então poderão ser salvas. Se uma pessoa pode ou não ser salva nada tem a ver com há quanto tempo ela acredita em Deus, quanto conhecimento tem, se possui dons ou pontos fortes, ou o quanto ela sofre. A única coisa que tem relação direta com a salvação é se a pessoa pode ou não obter a verdade. Então, hoje, quantas verdades você realmente entendeu? E quantas palavras de Deus se tornaram a sua vida? De todas as exigências de Deus, em quais você alcançou entrada? Durante os seus anos de crença em Deus, quanta entrada na realidade da palavra de Deus você alcançou? Se você não sabe ou se não alcançou entrada em nenhuma realidade da palavra de Deus, então, francamente, você não tem esperança de salvação. Não há como você ser salvo(A Palavra, vol. 3: As declarações de Cristo dos últimos dias, “Valorizar as palavras de Deus é o fundamento da crença em Deus”). A leitura das palavras de Deus me mostrou que, seja trabalho de rega, seja assuntos gerais na igreja, eles são deveres que devemos cumprir. Deus espera que cumpramos nosso dever, que busquemos a verdade e tenhamos alguma entrada na vida. Embora nossos deveres possam ser diferentes, os princípios da verdade que praticamos em nos deveres são os mesmos. Todos nós mostramos corrupção, não importa o dever que cumpramos. Contanto que busquemos a verdade quando mostramos corrupção e então nos arrependamos e mudemos, podemos progredir na vida. Então podemos ganhar a verdade e ser salvos. Mas se não aprendermos nenhuma lição quando as coisas aparecem, ou se aquilo que fazemos não está relacionado à prática da verdade ou à mudança do nosso caráter, Deus vê isso como mero trabalho, e nós não ganharemos a verdade, muito menos a salvação de Deus. Mas eu acreditava equivocadamente que não poderia ganhar a verdade tratando dos assuntos gerais e que, por mais que eu fizesse, no melhor dos casos, eu seria uma servidora. Eu achava que sendo uma líder ou líder de grupo, me comunicando sobre a verdade e apoiando os outros, lendo e me comunicando sobre as palavras de Deus todos os dias, você progrediria rapidamente na vida e poderia ganhar a verdade e ser salvo. Isso não era ridículo da minha parte? Na verdade, alguém que realmente busca a verdade pode aprender com as coisas que enfrenta, não importa que dever esteja cumprindo, e então fazer ganhos reais e práticos mais tarde. É como nos vídeos testemunhais que eu tinha visto. Alguns irmãos tratam dos assuntos gerais, mas eles são capazes de trabalhar colocando as palavras de Deus em prática, buscando a verdade e resolvendo corrupção quando ela é revelada. Eles podem mudar depois de uma experiência e são capazes de compartilhar seu testemunho real. E há alguns líderes que leem as palavras de Deus para outros com frequência e ajudam a resolver seus problemas, mas não praticam o que pregam, só falam de doutrina e, no final, são expostos e expulsos. Essas coisas realmente acontecem, não acontecem? Deus não demonstra favoritismo porque pessoas cumprem deveres diferentes. Aqueles que não buscam a verdade são aqueles que só prestam serviço. Alguém que busca a verdade colherá uma recompensa de qualquer dever. Deus é justo e não favorece ninguém. Mas eu estava presa em ideias equivocadas e queria escolher deveres. Eu me opunha a tratar dos assuntos gerais — não queria aquele dever. Até me ressenti da líder, chateada por ela ter me designado para esse tipo de trabalho. Eu não estava buscando a verdade. Eu mostrava corrupção, mas não a resolvia nem refletia sobre mim mesma. E ainda era negativa, chorona e culpava os outros. Achava que Deus só estava me usando para prestar serviço. Eu estava entendendo Ele errado. Estava num ambiente muito prático, mas não aprendia uma lição, e estava cheia de queixas. Como eu era insensata. Se eu tivesse continuado assim, sem ganhar nenhuma verdade, teria realmente me tornado uma servidora. Eu tinha que fazer algumas tarefas gerais, mas não era capaz de aceitá-las como vindas de Deus nem de me submeter. Eu não conseguia consertar meus próprios problemas, muito menos os problemas dos outros irmãos. E ainda queria fazer trabalho de rega nessa condição! Isso não é insensato? Lembrei-me de algo que Deus disse: “Por fim, se podem alcançar a salvação não depende de que dever as pessoas cumprem, mas de se conseguem entender e ganhar a verdade e de se podem, no fim, submeter-se completamente a Deus, colocar-se à mercê de Seus arranjos, não considerar o seu futuro e destino e tornar-se um ser criado qualificado. Deus é justo e santo, e esse é o padrão que Ele usa para medir toda a humanidade. Esse padrão é imutável, e você precisa se lembrar disso. Inscreva esse padrão em sua mente e não pense em encontrar alguma outra senda para buscar algo irreal. As exigências e os padrões que Deus tem para todos que querem alcançar a salvação não mudam jamais. Eles continuam os mesmos, seja você quem for(A Palavra, vol. 3: As declarações de Cristo dos últimos dias, “Parte 3”). Ao ler as palavras de Deus, percebi que, não importa se você esteja tratando dos assuntos gerais ou servindo como líder, o importante é buscar a verdade enquanto está cumprindo seu dever. As pessoas que podem ser salvas são aquelas que conseguem buscar a verdade no ambiente estabelecido por Deus e conseguem entender a si mesmas, se arrepender e mudar. Quando entendi isso, meu coração se iluminou.

Mais tarde, comecei a repensar as coisas. Por que eu fiquei tão chateada e resisti ao trabalho quando fui designada para os assuntos gerais? Li isto nas palavras de Deus: “O mais triste em relação à crença da humanidade em Deus é que o homem conduz o próprio gerenciamento em meio à obra de Deus e, contudo, não presta atenção ao gerenciamento de Deus. O maior fracasso do homem está em como, ao mesmo tempo em que busca se submeter a Deus e adorá-Lo, o homem está construindo o próprio destino ideal e planejando como receber a maior bênção e o melhor destino. Mesmo que alguém entenda o quanto ele mesmo é lamentável, odioso e patético, quantos deles podem abandonar prontamente seus ideais e suas esperanças? E quem é capaz de interromper os próprios passos e parar de pensar apenas em si mesmo? Deus precisa daqueles que irão cooperar intimamente com Ele para completar Sua gestão. Ele precisa daqueles que se submeterão a Ele devotando a mente e o corpo inteiramente à obra de Seu gerenciamento. Ele não precisa de pessoas que vão estender as mãos para Lhe implorar todos os dias, muito menos das que dão um pouco e então esperam ser recompensadas. Deus despreza as que fazem uma parca contribuição e depois descansam sobre os louros. Ele odeia aquelas pessoas de sangue-frio que se ressentem da obra de Seu gerenciamento e só querem falar sobre ir para o céu e ganhar bênçãos. Ele tem uma aversão ainda maior por aquelas que tiram vantagem da oportunidade apresentada pela obra que Ele faz para salvar a humanidade. Isso porque essas pessoas nunca se importaram com o que Deus deseja alcançar e conseguir através da obra de Seu gerenciamento. Elas só se preocupam com a maneira de poder usar a oportunidade oferecida pela obra de Deus para ganhar bênçãos. Elas não se importam com o coração de Deus, ficando inteiramente preocupadas com as próprias perspectivas e sina. Aquelas que se ressentem da obra de gerenciamento de Deus e carecem até do menor interesse no modo como Deus salva a humanidade e da Sua vontade estão apenas fazendo o que lhes agrada separadamente da obra de gerenciamento de Deus. O comportamento delas nem é lembrado nem aprovado por Deus — muito menos é visto favoravelmente por Ele(A Palavra, vol. 1: A aparição e a obra de Deus, “Apêndice 3: O homem só pode ser salvo em meio ao gerenciamento de Deus”). As palavras de Deus revelavam meu estado. Relutei em tratar dos assuntos gerais porque eu não tinha a motivação certa no meu dever. Eu o cumpria para que fosse abençoada, sempre calculando os ganhos e as perdas no coração. Eu pagava qualquer preço quando algo me beneficiava, mas assim que vi que eu tinha sido designada aos assuntos gerais e poderia ser apenas uma servidora, achei que isso seria uma perda grande. Fiz cara feia e resmunguei, e, embora fizesse algum trabalho, eu estava insatisfeita. Eu estava vivendo segundo filosofias satânicas, como “cada um por si e o demônio pega quem fica por último”, “sempre saia ganhando” e “nunca mexa um dedo sem recompensa”. A “recompensa” sempre vinha em primeiro lugar, e mesmo quando me despendia por Deus, eu estava fazendo uma transação com Ele. Do início ao fim, eu não pensava em como cumprir bem o meu dever. Até nessas condições adversas, meu primeiro pensamento não era proteger os irmãos e a propriedade da igreja, transferindo todos para um lugar seguro o quanto antes, e sim se fazer esse trabalho valia a penas, se ele seria benéfico para o meu destino. Vi como Satanás tinha me corrompido para ser egoísta e vil, sem qualquer razão nem consciência. Eu era tão fria, só fazia tudo por mim mesma. Por ser membro da igreja, não importava o projeto que precisasse ser feito, eu deveria ter cooperado para proteger os interesses da igreja. Mas eu era focada nos objetivos em tudo que fazia e achava que sairia perdendo se eu não fosse abençoada após trabalhar tanto. Minha mente estava cheia de pensamentos sobre como eu poderia ser abençoada e sair ganhando. Os fatos me mostraram que a motivação para meus anos de esforço na fé era simplesmente um desejo de bênçãos. Isso me lembrou de algo que Deus disse: “Até os homens que mostram bondade aos outros são recompensados, mas Cristo, que fez tal obra entre vocês, não recebeu nem o amor do homem, nem sua recompensa e submissão. Isso não é algo desolador?(A Palavra, vol. 1: A aparição e a obra de Deus, “Aqueles que são incompatíveis com Cristo certamente são oponentes de Deus”). Senti-me ainda pior e mais arrependida em face das palavras de Deus. Eu tinha comido e bebido tanto da palavra de Deus, desfrutado tanto da graça e da bênção Dele, mas nunca pensei em retribuir Seu amor cumprindo bem o meu dever. Eu estava obstinadamente concentrada em receber. Insaciável, eu desejava as bênçãos de Deus, querendo que Ele me desse um bom destino, e me tornava petulante quando não recebia nada disso e cheia de queixas quando cumpria o menor dever. Minha razão e consciência estavam entorpecidas, e isso realmente magoava a Deus. Conforme eu pensava nisso, eu me sentia mais endividada e culpada. Eu me odiei por carecer tanto de consciência e humanidade.

Mais tarde, li algo nas palavras de Deus. “Na casa de Deus, sempre que algo é arranjado para que você o faça, seja uma adversidade ou um trabalho cansativo, e goste você disso ou não, é seu dever. Se você consegue considerar isso uma comissão e responsabilidade que Deus lhe deu, então você é relevante para Sua obra de salvar o homem. E se o que você faz e o dever que você cumpre forem relevantes para a obra de Deus de salvar o homem e se você conseguir aceitar a comissão que Deus lhe deu com sinceridade e seriedade, como Ele verá você? Ele o verá como um membro de Sua família. Isso é uma bênção ou uma maldição? (Uma bênção.) É uma grande bênção(A Palavra, vol. 3: As declarações de Cristo dos últimos dias, “Qual o desempenho adequado do dever?”). Essa passagem me comoveu muito. Contanto que alguém esteja disposto a cumprir um dever, Deus lhe dará uma chance. Todos os trabalhos na igreja são significantes, até aqueles que não nos inspiram admiração. Todos eles deveriam ser aceitos e vistos como nosso dever e responsabilidade. Se você tentar buscar a verdade em seu dever e fazê-lo corretamente de acordo com o que Deus exige, você terá uma chance de ser salvo. Se tratar seu dever como uma transação, como capital a ser trocado por bênçãos ou como passagem para o reino de Deus, não importa o quanto trabalhe, você nunca entrará na verdade, pois suas opiniões em relação à busca e a senda em que você está são erradas. Ter uma oportunidade de cumprir um dever e de prestar serviço à obra de Deus é a elevação de Deus e uma bênção enorme. Como, então, eu podia querer escolher meu dever? Eu deveria tê-lo aceitado e me submetido. É isso que eu, como um ser criado, deveria ter feito. Mas eu era cega para as bênçãos que me cercavam e não valorizava minha chance de buscar a verdade por meio desse dever. Eu o tratava como trabalho duro, como moeda de troca numa transação com Deus. Eu também entendia Deus errado e O culpava. Eu era tão cega. Quando percebi isso, não me opus mais a cuidar dos assuntos gerais. Fiquei contente em aceitá-los e cumprir bem o meu dever.

Também li uma outra passagem. “No cumprimento de seus deveres, as pessoas usam a busca da verdade para experimentar a obra de Deus, para entender gradualmente e aceitar a verdade, e então praticá-la. Então alcançam um estado por meio do qual elas descartam seu caráter corrupto, livram-se dos laços e do controle do caráter corrupto de Satanás e assim se tornam alguém que tem a realidade da verdade e alguém com uma humanidade normal. Só quando você tiver humanidade normal, o desempenho do seu dever e suas ações serão edificantes para as pessoas e satisfatórias para Deus. E só quando as pessoas são elogiadas por Deus pelo desempenho de seu dever, elas podem ser uma criatura aceitável de Deus. Então, no que diz respeito ao cumprimento do seu dever, mesmo que aquilo que vocês despendem agora e produzem em devoção sejam as várias habilidades, e aprendizados, e conhecimentos que vocês adquiriram, são exatamente eles que fornecem o canal por meio do qual vocês podem entender a verdade ao cumprirem o dever e saber o que é cumprir o dever, o que é vir para diante de Deus, o que é despender-se de todo coração por Deus. Por meio desse canal, vocês saberão como se livrar de seu caráter corrupto e como renunciar a si mesmos, como não ser arrogantes e presunçosos e como obedecer à verdade e a Deus. Só assim vocês podem alcançar salvação(A Palavra, vol. 3: As declarações de Cristo dos últimos dias, “A fim de ganhar a verdade, deve-se aprender com as pessoas, questões e coisas próximas”). As palavras de Deus me mostraram que cumprir um dever é a senda para mudar seu caráter e ganhar a verdade. Não é algo relacionado a ser abençoado nem a ganhar benefícios. Não importa o dever que você cumpra, buscar a verdade e se concentrar em mudança de caráter é a única senda correta. A razão pela qual eu não estava aprendendo nada com o trabalho dos assuntos gerais era que eu não estava buscando a verdade nem trabalhando na minha entrada na vida. Isso nada tinha a ver com que dever eu cumpria. Eu achava que o trabalho dos assuntos gerais era só labuta. Ao mostrar corrupção, eu não me concentrava em buscar a verdade nem em resolvê-la. Eu era apática e negligente em meu dever, e embora fizesse o trabalho, eu não ganhava nada e meu caráter nunca mudava. Eu jamais seria salva se isso continuasse. Perceber isso me deu uma senda de prática. Não importava se eu estivesse tratando dos assuntos gerais ou regando e apoiando os irmãos, eu não podia continuar tratando isso como uma tarefa. Eu precisava me concentrar em orar e buscar os princípios da verdade e, quando mostrasse corrupção, devia refletir sobre mim mesma e buscar a verdade para resolvê-la. Depois de praticar desse jeito por um tempo, antes que me desse conta, eu entendi melhor mim mesma e ganhei mais entendimento prático da verdade.

Lembro-me de que havia uma irmã que sempre me pedia para ajudá-la em tudo que ela planejava. Ela até pedia minha ajuda com coisas simples que poderia fazer sozinha. Quando ela voltou a me pedir ajuda, eu corrigi minha atitude e não relutei, achando quer era muito trabalho a fazer. Enquanto estávamos trabalhando juntas, percebi que ela não assumia um fardo real em seu dever e que ela cobiçava confortos. Eu quis lhe apontar isso, mas temi que ela me achasse uma pessoa de convivência difícil, por isso considerei a carne dela. Concluí que eu poderia fazer o que ela deixasse de fazer — eu não mencionei isso nem me comuniquei com ela. Mais tarde, depois de ler as palavras de Deus e de refletir sobre mim mesma, percebi que eu estava sendo uma bajuladora. Eu parecia ser atenciosa e compreensiva, mas, na verdade, tinha minha motivação, que era causar uma boa impressão nela. Isso não beneficiaria a vida dela e a levaria a sempre depender de mim. Àquela altura, eu me abri com ela e lhe contei sobre minha corrupção e também mencionei os problemas dela. Depois disso, ela fez algumas mudanças, se tornou mais ativa em seu dever e menos dependente de mim. Essas experiências me ensinaram que você pode aprender a verdade e entrar nela em qualquer tipo de dever que você cumpra. Deus realmente não favorece ninguém. Também percebi que, não importa o trabalho que eu faça nem a situação que enfrente, o que importa é ser capaz de buscar a verdade e de colocá-la em prática.

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