Um fardo é bênção de Deus

04 de Fevereiro de 2022

Por Yongsui, Coreia do Sul

Numa eleição recente da igreja, fui eleita como uma líder. Fiquei chocada quando ouvi isso e não ousei acreditar. Eu, uma líder? Como isso era possível? Um líder da igreja deve ser capaz de compartilhar sobre a verdade para resolver os problemas dos irmãos em sua entrada na vida, mas eu era uma jovem com experiência de vida limitada. Além disso, eu nunca tinha ocupado uma posição de liderança até então. Eu estava à altura da tarefa? Isso me incomodou por um bom tempo, e não importava como analisasse isso, senti que não tinha o necessário para cumprir esse dever, que não poderia aceitá-lo. Se eu o aceitasse e então fizesse um trabalho ruim, isso não seria desserviço à casa de Deus, aos meus irmãos? Além disso, eu não enganaria ninguém, todos veriam o que eu realmente era, e isso seria muito humilhante. Inventei toda uma ladainha de desculpas, mas uma irmã leu esta passagem das palavras de Deus para mim: “Comer e beber das palavras de Deus, praticar a oração, aceitar o fardo de Deus e aceitar as tarefas que Ele confia a você — tudo isso é para que possa haver uma senda diante de você. Quanto mais o fardo do encargo de Deus pesar sobre você, mais fácil será para você ser aperfeiçoado por Ele. […] Se você for alguém atento à vontade de Deus, então você desenvolverá um verdadeiro fardo pela igreja. De fato, em vez de chamar isso de um fardo que você carrega pela igreja, seria melhor chamá-lo de um fardo que você carrega em prol da sua própria vida, porque o propósito desse fardo que você desenvolve para a igreja é para fazer você usar tais experiências para ser aperfeiçoado por Deus” (‘Fique atento à vontade de Deus para alcançar a perfeição’ em “A Palavra manifesta em carne”). Ouvir essas palavras de Deus me ajudou a entender um pouco que receber essa comissão era Deus me dando uma chance de treinar a mim mesma. Embora carecesse de tanto, Cumprir aquele dever não envolvia apenas liderar outros e resolver problemas de outros, envolvia também melhorar meu próprio foco para entrar na verdade por meio do meu dever. Acima de tudo, eu teria de buscar a verdade a fim de tratar de meus próprios problemas; esse seria o único jeito de usar minha experiência prática para ajudar irmãos em suas dificuldades. Ao me confiar essa comissão, Deus também estava me dando um fardo. Como líder da igreja, eu teria de me preocupar com todos os tipos de assuntos da igreja, lidar com muitas pessoas, coisas e eventos e trabalhar em vários problemas, e então aprender a usar a verdade para resolver problemas. Isso significava que eu faria um progresso mais rápido em meu entendimento da verdade e seria mais provável ser aperfeiçoada por Deus. Também me lembrei desta passagem das palavras de Deus: “Se você não procurar oportunidades para ser aperfeiçoado por Deus, e se você não se esforçar para estar à frente dos outros em sua busca de perfeição, então você, no final, ficará cheio de remorso. A melhor oportunidade para alcançar perfeição é a presente; agora é uma hora extremamente boa. Se você não buscar com sinceridade ser aperfeiçoado por Deus, quando a Sua obra estiver concluída, será tarde demais — você terá perdido a oportunidade. Não importa quão grandes sejam as suas aspirações, se Deus não estiver mais realizando a obra, então, a despeito do esforço que você despenda, você nunca será capaz de alcançar perfeição” (‘Fique atento à vontade de Deus para alcançar a perfeição’ em “A Palavra manifesta em carne”). Percebi que minha chance de cumprir esse dever era, na verdade, uma chance de ser aperfeiçoada por Deus. Com a obra de Deus em seu estágio final, não sobra muito tempo para cumprir nosso dever. Recusar essa comissão significaria que eu não teria outra chance de fazê-lo mais tarde quando quisesse. Seria tarde demais para arrependimentos. Senti que não podia continuar vivendo consumida por dificuldades, tampouco podia não pensar em nada além de minha reputação e status, mas tinha de aceitar isso e me submeter. Orei a Deus em meu coração e agradeci a Ele por essa oportunidade de praticar, disposta a confiar em Deus e cumprir meu dever da melhor maneira possível.

Para a minha surpresa, deparei-me com meu primeiro obstáculo poucos dias após assumir meu novo dever. Numa reunião, nosso líder superior mencionou um diácono que tinha sido um crente por mais de dois anos, que tinha algum calibre e era arrogante demais. Era autocrático em seu dever e nunca discutia nada com ninguém. Ele causou alguns danos ao trabalho da casa de Deus. O líder nos perguntou o que achávamos desse tipo de pessoa. Meu pensamento era que uma pessoa tão arrogante, incapaz de trabalhar em harmonia com irmãos, não era nem um pouco apto para ser diácono e devia ser removido. Compartilhei minha opinião. Mas foi só por meio da comunhão subsequente do líder que percebi que esse diácono tinha sido um crente por pouco tempo, que era dotado de algum calibre e sofria de uma arrogância séria; no entanto, contanto que fosse capaz de aceitar a verdade, ele poderia ser treinado, que precisava de mais comunicação sobre a verdade para ajudá-lo e apoiá-lo. Ele também podia ser exposto e tratado, mas era absolutamente inaceitável simplesmente demiti-lo e eliminá-lo por um capricho. Sim. No início senti que, embora tivesse tido a perspectiva errada e ficado um pouco envergonhada, eu tinha entendido um princípio de tratar as pessoas de forma justa, de modo que, no fim, foi uma coisa boa. Mais tarde, porém, descobri que a maioria dos outros líderes da igreja já tinha algum discernimento nessa questão, e que me faltava muito em comparação com eles. Meu entendimento da verdade era superficial, eu carecia de discernimento e não tinha princípios em como tratar os outros. Eu realmente possuía as qualidades de uma líder? Agir como líder exige certo entendimento da verdade e percepções referentes a todos os tipos de pessoas. Exige conhecer a abordagem certa para cada tipo de pessoa na igreja. Mas os fatos revelaram que eu não possuía nenhuma dessas qualidades. Quando refleti sobre isso, quis jogar a toalha. Além disso, eu estava cumprindo aquele dever havia poucos dias, mas as tarefas já estavam se acumulando e eu tinha encontrado algumas dificuldades. Senti que aquele dever seria exaustivo e oneroso para mim. Naquela noite, meu coração estava agitado e pensei que eu deveria ser a líder mais medíocre de todas. Eu tinha vacilado tão no início da minha liderança — nosso líder superior devia ver quem eu realmente era, ver que eu era de estatura baixa e de calibre pobre e que carecia de discernimento. Ele devia pensar que eu não tinha nenhum potencial a ser cultivado. O que os irmãos pensariam de mim? Diriam que eu carecia de qualquer percepção e que tinha sido um erro escolher-me como líder? Quando mais refletia sobre isso, mais achava que não poderia dar as caras como líder. Perguntei-me se deveria mostrar algum senso e me demitir da posição o quanto antes. Esse pensamento, porém, me deixou incomodada. Logo após aceitar a comissão, eu tinha orado a Deus e tomado uma decisão, então, se a descartasse, sem me preocupar, isso não seria trair a Deus? Orei a Deus naquela noite e compartilhei meu dilema, pedindo que Ele me guiasse para que eu me conhecesse, para saber como deveria passar por isso.

Na manhã seguinte, quando estava lendo “Palavras diárias de Deus”, li algo sobre Jó que realmente me comoveu: “Apesar de sua posição de prestígio e status, ele nunca amou nem prestou atenção a essas coisas; ele não se importava como os outros viam sua posição, nem se preocupava se suas ações ou conduta teriam algum efeito negativo em sua posição; ele não se entregou aos benefícios do status, nem desfrutou da glória que veio com o status e a posição. Ele só se importava com seu valor e o significado de sua vida aos olhos de Deus Jeová. O verdadeiro eu de Jó era sua própria essência: ele não amava a fama e a fortuna e não vivia para a fama e a fortuna; ele era verdadeiro e puro e sem falsidade” (‘A obra de Deus, o caráter de Deus e o Próprio Deus II’ em “A Palavra manifesta em carne”). As palavras de Deus me mostraram que, embora a reputação de Jó fosse altíssima e ele tenha sido um dos maiores homens no Oriente, ele nunca se importou com como os outros o viam ou avaliavam. Quando foi confrontado com a provação de ter todo seu corpo coberto de chagas, sentado nas cinzas e raspando seu corpo com um caco de cerâmica, ele não se importava se isso teria um impacto negativo sobre seu status e posição. Mesmo que as pessoas em sua volta zombassem dele, ele não ligava. Jó não cobiçava fama nem status — tudo que importava para ele era como Deus avaliaria suas ações, se elas satisfariam a Deus e ganhariam Sua aprovação. Isso me levou a refletir sobre mim mesma: Eu me importava com quê? Por que eu estava tão agitada? O que mais importava para mim era o impacto que minhas palavras e ações tiveram sobre minha reputação e meu status. Aquela experiência recente era um exemplo perfeito — minhas fraquezas se manifestaram, que eu não sabia tratar as pessoas com base em princípios. Mas eu só conseguia pensar em se o líder me menosprezaria, se os irmãos se arrependeriam da minha eleição. Nem por um segundo me perguntei qual era a vontade de Deus, que lição eu deveria aprender e que verdade deveria ganhar daquela situação. Eu estava concentrada em todas as coisas erradas. Eu queria desistir da comissão que Deus me tinha confiado só para preservar meu rosto e status. Percebi que eu era rebelde demais, que era ingrata demais.

Em minha reflexão subsequente, perguntei-me por que aquele erro tinha me causado tanta dor, até a ponto de não querer mais cumprir o meu dever. Que caráter era esse que estava me controlando? Então li esta passagem das palavras de Deus: “O anticristo é especialmente traiçoeiro e astuto. Tudo que ele diz é firmemente considerado; ninguém é mais adepto em fingir. Mas uma vez que tudo está revelado, uma vez que as pessoas viram o que ele realmente é, ele faz de tudo para dissimular, inventa maneiras de se livrar, de se safar blefando. Ele vive todos os dias só por status e reputação, só vive para se deleitar com os adornos do status, e ele só pensa nisso. Mesmo que, ocasionalmente, sofra alguma adversidade menor ou pague algum preço banal, ele o faz em prol de status e reputação — desde que o anticristo começou a crer em Deus, status e reputação têm sido a grande labuta de sua vida, e ele não desistirá antes que estes venham a se realizar; essa é a natureza, a essência do anticristo. Se um dia as pessoas vissem as ações dele pelo que realmente são, ele ficaria angustiado, incomodado, atormentado, ele nem seria capaz de comer ou dormir, com frequência ficaria distraído; e quando outras pessoas lhe perguntassem qual é o problema, ele inventaria uma mentira: ‘Eu estava tão ocupado cumprindo meu dever que nem dormi na noite passada — estou exausto’. Mas não é esse o caso; isso é dissimulação total. O que ele está realmente pensando em sua mente? ‘Meus malfeitos foram descobertos. Como posso resolver isso? Como posso me redimir sem que os outros vejam o que estou tramando? De que maneira, com que tom posso explicar isso às pessoas? Com quem devo falar primeiro, como devo abordar isso, como devo me expressar para que eles não consigam reconhecer que estou tentando me explicar?’ Ele contempla isso em grande detalhe, sob todos os ângulos, de modo que quebra a cabeça e nem pensa em comida ou bebida” (‘Eles só cumprem seu dever para se distinguir e alimentar seus próprios interesses e ambições; eles nunca levam em consideração os interesses da casa de Deus e até traem esses interesses em troca de glória pessoal (parte 2)’ em “Expondo os anticristos”). Ponderando sobre as palavras de Deus, vi que meu comportamento era igual ao dos anticristos expostos por Deus, que só pensam em sua própria reputação e status. Eu me senti desonrada por ter errado em algo e por meus irmãos terem visto minha fraqueza — senti que aquilo era humilhante, então fiquei obcecada com aquilo que pensariam de mim. Nem consegui me acalmar para cumprir meu dever durante o dia e perdi o sono por causa disso. Aquilo me assombrava 24 horas por dia. Os outros já tinham visto aquilo, então não havia como salvar a situação. Eu não podia recuperar minha dignidade e perdi toda vontade de cumprir o meu dever, sentindo que, se desistisse, pelo menos não me colocaria numa posição de ser um fracasso, de ter um desempenho ruim e de ser menosprezada por todos. Também me lembrei disto nas palavras de Deus: “Desde que o anticristo começou a crer em Deus, status e reputação têm sido a grande labuta de sua vida, e ele não desistirá antes que estes venham a se realizar; essa é a natureza, a essência do anticristo” (‘Eles só cumprem seu dever para se distinguir e alimentar seus próprios interesses e ambições; eles nunca levam em consideração os interesses da casa de Deus e até traem esses interesses em troca de glória pessoal (parte 2)’ em “Expondo os anticristos”). Isso me mostrou que uma das características principais de um anticristo é falar e agir somente pelo bem de sua própria reputação e status. Essas são também as coisas que eles buscam e para as quais trabalham em toda sua vida. Anticristos colocam reputação e status acima de tudo. Percebi que isso me descrevia também. Durante todo meu tempo na escola, eu sempre queria ser a melhor da minha turma, para que os professores me admirassem e minha família e amigos me elogiassem. Durante esses anos de cumprir meus deveres na casa de Deus, eu sabia em teoria que não fazia sentido buscar reputação e status, que ter essas coisas não significava ter a verdade. Na superfície, eu não buscava esse tipo de coisa. No entanto, lá no fundo, eu ainda estava apaixonada por prestígio e queria ter um desempenho bom em tudo que fazia, para que os outros me aplaudissem e admirassem. Quando aceitei a posição como líder de igreja, eu esperava ser digna do título “líder” e que seria elogiada por todos assim que assumisse a posição. Quando falhei em algo, pensei que os irmãos me menosprezariam e que minha reputação e status sofreriam, de modo que não queria continuar cumprindo aquele dever. Vi que eu estimava só a imagem que eu tinha no coração dos outros em vez de estimar minha chance de cumprir o meu dever. Quando minha reputação e status estavam ameaçados, eu queria desistir da comissão de Deus. Eu colocava minha reputação e status acima de tudo. Vi que era esse tipo de caráter de um anticristo que corria em minhas veias, que eu estava na senda de um anticristo. Pensei: por que meus irmãos deveriam me admirar? Eu não possuía a verdade, não tinha nenhuma experiência prática, era de calibre pobre e ainda me preocupava com meu status. Uma pessoa como eu, dominada por um caráter satânico, ainda queria que outros a adorassem! Como eu era descarada!

Na época, eu estava também refletindo e buscando esse aspecto da verdade. Li outra passagem das palavras de Deus que me ajudou: “Como ser criado, quando você vem para diante do Criador, você deve cumprir o seu dever. É a coisa correta a se fazer. Visto que as pessoas deveriam cumprir o dever de seres criados, o Criador mais uma vez fez obra maior entre a humanidade. Ele realizou mais um passo de obra na humanidade. E que obra é essa? Ele provê a humanidade com a verdade, permitindo que ela ganhe a verdade Dele ao cumprir o seu dever e ao se livrar de seu caráter corrupto e ser purificada. Assim, as pessoas vêm a satisfazer a vontade de Deus e a embarcar na senda correta na vida e, por fim, elas são capazes de temer a Deus e evitar o mal, alcançar salvação completa e não mais estar sujeitas às aflições de Satanás. Esse é o efeito principal que Deus quer que a humanidade alcance no fim através do cumprimento de seu dever. Portanto, ao cumprir o seu dever, você não desfruta meramente do valor e da importância que o cumprimento de seu dever como um ser criado traz para a sua vida. Além disso, você é purificado e salvo e, no fim, passa a viver na luz da face do Criador. […] Em termos do aqui e agora, o que todos que vêm para diante de Deus e cumprem seu dever como um ser criado recebem de Deus? Aquilo que é mais valioso e lindo entre a humanidade. Nenhum ser criado sequer entre a humanidade pode receber tais bênçãos da mão do Criador por mera casualidade. Uma coisa tão linda e maravilhosa é distorcida pela laia dos anticristos e transformada em uma transação, na qual solicitam coroas e recompensas da mão do Criador. Tal transação transforma algo sumamente lindo e justo em algo sumamente feio e maligno. Não é isso que fazem os anticristos? Julgando a partir disso, os anticristos são malignos? Eles são de fato muito malignos! Isso é meramente uma manifestação de um aspecto de sua maldade” (‘Eles só cumprem seu dever para se distinguir e alimentar seus próprios interesses e ambições; eles nunca levam em consideração os interesses da casa de Deus e até traem esses interesses em troca de glória pessoal (parte 6)’ em “Expondo os anticristos”). Enquanto contemplava as palavras de Deus, percebi que, quando um ser criado tem o privilégio de vir para diante do Criador e de cumprir seu dever dentro do escopo da obra de gerenciamento de Deus, isso é algo muito lindo e justo. Perguntei-me por que Deus disse que cumprir nosso dever é algo muito lindo e justo. É porque Deus altruisticamente nos concede tantas verdades, Ele permite que cumpramos nosso dever em Sua casa e Ele nos dá oportunidades para nos treinar. No processo de cumprirmos nosso dever, podemos vir a entender e ganhar a verdade e, aos poucos, podemos crescer em nossa vida. Podemos não só descobrir, conhecer e resolver nossos caracteres corruptos, podemos também ganhar um entendimento verdadeiro de Deus e embarcar na senda de temer a Deus e evitar o mal, permitindo, no fim, que sejamos ganhos por Deus. Deus permite que cumpramos nosso dever para nos conceder a verdade e a vida — é para nos purificar e salvar, sem esperar nada em troca. E como seres criados, devemos ver e entender as intenções sinceras de Deus com um coração genuíno e honesto em nosso dever e investir tudo em cumprir o nosso dever, para que possamos retribuir o amor de Deus. Entre o Criador e Suas criações, Deus é Aquele que altruisticamente Se dedica, enquanto os humanos são aqueles que deveriam se submeter e retribuir a Deus. No fim, ganhamos as verdades que vêm de Deus, nos livramos de nossos caracteres corruptos que vêm de Satanás, vivemos uma semelhança humana e nos tornamos capazes de confortar o coração de Deus. Esse é um relacionamento amável e muito puro. Além disso, um ser criado que aceita a comissão de Deus e cumpre seu dever é como uma criança que é obediente aos seus pais. É correto e apropriado; é a coisa mais básica que deve ser feita. No nosso dever, não estamos realizando nosso próprio empreendimento, estamos fazendo a nossa parte para espalhar o evangelho para que mais pessoas possam vir para diante de Deus. Esse é o empreendimento mais justo nesta terra. Mas contrário a toda razão, foi exatamente essa coisa maravilhosa e justa que eu transformei em algo maligno, algo feio. Eu a vi como algo transacional, como uma troca em que poderia ou não ganhar status. Estava disposta a fazê-la se ela elevasse meu status, caso contrário, eu a recusaria, empurrando-a para cima de outra pessoa. Eu estava explorando a elevação e graça de Deus para alcançar meus próprios objetivos sinistros. Vi quão maligna eu era e que não era nem digna de ser uma das criaturas de Deus. Pensando em minha atitude em relação ao meu dever, eu me enchi de remorso. Vim para diante de Deus em oração: “Deus, Tu não Te afastaste de mim por causa do meu calibre pobre nem por causa da minha experiência patética de vida. Tu ainda me deste uma chance de praticar, e isso era uma bênção para mim. Ainda assim, tentei usar meu dever para fazer transações Contigo. Sou tão maligna! Deus, não quero mais ficar pensando em minha reputação e status, mas quero valorizar essa oportunidade e investir tudo no cumprimento desse dever da melhor forma possível, para não Te decepcionar”. Depois da oração, me senti bem mais tranquila, muito mais em paz. Em retrospectiva, experimentar esse fracasso e perder um pouco de admiração logo depois de assumir aquela posição pareceu ser algo ruim na superfície, mas, na verdade, foi algo bom. Era Deus corrigindo minha direção e meus objetivos em minha busca. Eu esperava ser uma grande líder com um desempenho ótimo assim que assumisse minha posição, ganhar aplausos e admiração dos meus irmãos. Mas essa experiência me mostrou que buscar fama e status era a senda errada, e era a senda do fracasso. Vi que cumprir aquele dever poderia expor minhas próprias deficiências e que o que devia fazer era reconhecer quaisquer fracassos e encarar os fatos, para então trabalhar duro para me equipar com a verdade para poder avançar passo a passo, cumprir bem o meu dever e satisfazer a Deus. Eu não deveria me esforçar para ser valorizada pelo meu líder superior, nem para ganhar a admiração dos irmãos. Embora minha fraqueza tivesse sido revelada, que eu não sabia lidar com as pessoas de acordo com os princípios, isso significava que eu devia admitir que eu realmente carecia da realidade da verdade, que devia aprender minha lição e entender os princípios. Não precisava ter tanto medo desse fracasso. Ser capaz de colocar a verdade em prática e crescer no futuro era o verdadeiro xis da questão. Outra passagem das palavras de Deus da qual me lembrei foi esta: “É através do processo de fazer o seu dever que o homem é gradualmente mudado e é através desse processo que ele demonstra sua lealdade. Assim, quanto mais você for capaz de fazer o seu dever, mais verdade você receberá e mais real sua expressão se tornará” (‘A diferença entre o ministério de Deus encarnado e o dever do homem’ em “A Palavra manifesta em carne”). Entendi a partir das palavras de Deus que uma pessoa não precisa entender cada uma das verdades e possuir estatura adequada para assumir o dever de liderança. Além disso, ninguém está realmente à altura da tarefa de ser um líder quando começa. Deus nos treina através dos nossos deveres, e é por meio desse treinamento que Deus nos guia e aperfeiçoa. Por meio do processo de cumprir o nosso dever, é provável que revelemos muitas falhas e enfrentemos alguns fracassos e reveses e que sejamos podados e tratados. Buscando a verdade e, aos poucos, adquirindo os princípios, podemos lentamente melhorar nossa estatura. Ao longo desse processo, é absolutamente normal não entendermos ou não sermos capazes de alcançar algumas coisas ou sofrermos fracassos e reveses. Isso também é algo pelo qual devemos passar. Percebi como eu seria cega se rejeitasse essa chance de ser aperfeiçoada por Deus por causa de meu medo de ser menos admirada, de ser humilhada, e, por isso, não querer cumprir esse dever. Esse pensamento realmente me libertou. Eu sabia que meu calibre era pobre, que eu não entendia a verdade e que minha entrada na vida era mínima, mas eu podia trabalhar e pagar um preço e buscar a verdade. Mesmo que fosse a mais deficiente de todos os líderes na época, talvez eu pudesse fazer algum progresso um dia. Lembrei-me de Noé que nunca tinha construído uma arca antes, mas que tinha um coração genuíno e devoto. Ele confiou na orientação de Deus. Ele persistiu por 120 anos e finalmente terminou a arca, completando a comissão de Deus. Na época, ele nem tinha muitas palavras de Deus nem muitas pessoas que pudessem ajudá-lo. Mas com as palavras de Deus me guiando e a orientação do meu líder, além da cooperação e do apoio de tantos irmãos, que direito tinha eu de choramingar meus problemas em meu dever? Eu realmente não tinha fundamento para continuar chorando desse jeito. Esse pensamento me deu algo para pensar: Como devo cumprir meu dever para que possa fazer algum trabalho prático?

Logo depois disso, li esta passagem das palavras de Deus: “Quanto mais atento você estiver à vontade de Deus, maior o fardo que você carregará, e quanto maior o fardo que você carregar, mais rica será a sua experiência. Quando você estiver atento à vontade de Deus, Deus colocará um fardo sobre você e, então, o iluminará sobre as tarefas que Ele tem confiado a você. Quando Deus lhe der esse fardo, você prestará atenção a todas as verdades relativas a ele enquanto estiver comendo e bebendo das palavras de Deus. Se você tiver um fardo relacionado ao estado da vida dos seus irmãos e irmãs, então esse é um fardo que lhe foi confiado por Deus, e você sempre carregará esse fardo consigo em suas orações diárias. O que Deus faz foi colocado sobre você, e você está disposto a fazer o que Deus quer fazer; isso é o que significa assumir o fardo de Deus como se fosse seu. Nesse ponto, ao comer e beber das palavras de Deus, você estará focado nesses tipos de questões e você se perguntará: como resolverei esses problemas? Como capacitarei meus irmãos e irmãs para que alcancem libertação e encontrem prazer espiritual? Você também estará focado em resolver esses problemas enquanto comunicar, e quando comer e beber das palavras de Deus, você estará focado em comer e beber das palavras que se relacionam a essas questões. Você também levará um fardo enquanto comer e beber das Suas palavras. Quando tiver entendido as exigências de Deus, você terá uma ideia mais clara sobre qual senda a tomar. Esse é o esclarecimento e a iluminação do Espírito Santo trazidos pelo seu fardo, e isso também é a direção de Deus que foi concedida a você. Por que digo isso? Se você não tiver um fardo, então você não estará atento enquanto come e bebe das palavras de Deus; quando você come e bebe das palavras de Deus enquanto carrega um fardo, você é capaz de captar a essência delas, de encontrar o seu caminho e de estar atento à vontade de Deus. Portanto, nas suas orações, você deveria desejar que Deus colocasse mais fardos em você e lhe confiasse coisas ainda maiores, para que mais adiante, você possa ter mais senda na qual praticar; para que seu comer e beber das palavras de Deus tenha um efeito maior; para que você se torne capaz de captar a essência das Suas palavras; e para que você se torne mais capaz de ser movido pelo Espírito Santo” (‘Fique atento à vontade de Deus para alcançar a perfeição’ em “A Palavra manifesta em carne”). As palavras de Deus me mostraram que a chave para cumprir bem o meu dever é assumir um fardo por ele e realmente me preocupar com ele. Quando descubro problemas em meu trabalho ou dificuldades na entrada de vida dos irmãos, devo sempre quebrar a cabeça sobre como resolver essas coisas. Devo orar, comer e beber as palavras de Deus com meu fardo e então, quando buscar a verdade com esses problemas práticos em mente, será mais fácil ganhar a orientação e o esclarecimento do Espírito Santo. A partir de então, nas reuniões, passei a prestar muita atenção no compartilhar dos irmãos sobre suas experiências pessoais e então refletia sobre seus estados e problemas e como deveria incluir aquilo nas palavras de Deus em minha comunicação. Quando me sentia bloqueada por algum problema, eu o discutia e me empenhava em buscar com a irmã com a qual cooperava mais de perto para que pudesse obter uma visão mais clara do problema. Isso foi eficiente para as nossas reuniões. Certa vez, numa reunião com crentes de longa data, notei que fiquei muito nervosa, temendo que minha comunicação revelasse uma falta de entendimento da minha parte e que seus problemas não seriam resolvidos. Tinha medo de passar vergonha e de ser ridicularizada e de, por ser tão nova, pensarem que eu era apenas uma garotinha se gabando. Fiquei de boca fechada. Eu estava orando a Deus sem parar no meu coração, pedindo que Ele me guiasse para me libertar dessas restrições de reputação e status que estavam me paralisando para que eu pudesse comunicar abertamente. Senti como minha atitude foi mudando aos poucos e me lembrei de que a comunicação não é dizer a coisa mais inspiradora e elevada para ganhar a aprovação dos outros, mas que se trata de ser uma pessoa genuína e de compartilhar seu entendimento pessoal na medida do possível. Não importa com quem você esteja se reunindo, todos nós estamos cumprindo nosso dever diante de Deus, então não importa o que alguém pense de mim, devo cumprir minhas responsabilidades. Depois de corrigir minha atitude, me senti muito mais livre em meu coração e fui capaz de clarear meus pensamentos. Vi os problemas numa luz mais clara e percebi que podia contribuir algo para a comunhão. Senti que isso não era confiança em minha estatura pessoal, mas que tinha vindo do esclarecimento e da orientação de Deus. Era algo que nunca poderia ter alcançado por conta própria. Depois dessas experiências, senti que tinha feito algum progresso e fiquei muito feliz por não ter desistido desse dever. Caso contrário, eu não teria feito esses ganhos. Também adquiri mais certeza sobre a verdade destas palavras de Deus: “Quanto mais atento você estiver à vontade de Deus, maior o fardo que você carregará, e quanto maior o fardo que você carregar, mais rica será a sua experiência. Quando você estiver atento à vontade de Deus, Deus colocará um fardo sobre você e, então, o iluminará sobre as tarefas que Ele tem confiado a você” (‘Fique atento à vontade de Deus para alcançar a perfeição’ em “A Palavra manifesta em carne”). Essas palavras são a verdade e são absolutamente irrefutáveis. Quando coloquei as palavras de Deus em prática, vi Sua liderança e Suas bênçãos.

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