Como deixei de ser convencido

30 de Outubro de 2020

Por Mo Wen, Espanha

Eu me lembro de que, em 2018, eu estava cumprindo um dever evangelístico na igreja e acabei assumindo a responsabilidade por esse trabalho. Eu podia reconhecer os problemas e erros no dever dos meus irmãos e irmãs e conseguia resolvê-los por meio de comunhão, assim, todos estavam satisfeitos comigo, e eu me sentia realizado. Comecei a sentir uma grande satisfação dentro de mim, e a me achar melhor do que todos os outros. Eu não conseguia evitar de me exibir. Eu pensava: “Faço sugestões e resolvo os problemas dos outros e impressiono todo mundo. Se eu ajudá-los ainda mais, parecerei ainda mais capaz do que eles. E então me admirarão ainda mais”. Certo dia, numa reunião, o irmão Lu disse que tinha encontrado um colaborador religioso enquanto espalhava o evangelho. Ele tinha sido pregador por mais de 20 anos e era um crente sincero, mas tinha fortes noções religiosas. O irmão Lu comunicou com ele, mas ele não quis aceitar o evangelho, então o irmão Lu não sabia o que fazer. Eu pensei comigo: “Esse rapaz é um crente sincero e quer ouvir comunhão. Você não o converteu por não comunicar sobre a verdade claramente. Já vivi isso antes, então é minha chance de lhe contar a respeito”. Eu disse a eles: “Não vejo dificuldade aqui. Você deve se concentrar nos pontos principais e comunicar claramente. Se ele estiver disposto a ouvir e você resolver os problemas dele, como não vai aceitar? O colaborador Zhang tinha muitas noções, então refutei sua noção mais forte por meio de comunhão e depois passei para a próxima. No fim, ele aceitou o evangelho. Você deve comunicar claramente quando testificar sobre a obra de Deus”. Depois, contei a eles sobre os problemas das pessoas às quais eu tinha pregado, como eu tinha comunicado para resolvê-los, e como elas tinham aceitado o evangelho. Relatei essas experiências em grande detalhe, fazendo questão de incluir tudo, para que todos vissem como eu era capaz. Depois disso, todos me elogiaram, e uma irmã disse: “Você realmente acertou em cheio. Por que eu não consegui ver isso?” Eu disse que tudo se devia à orientação de Deus, mas, por dentro, senti uma enorme satisfação. Às vezes, quando discutíamos sobre trabalho, eu refletia sobre o que dizer para que todos pensassem que eu contemplava e analisava cada detalhe, que eu tinha calibre, era inteligente e melhor do que os outros. Quando chegava a minha vez de opinar, eu falava e falava, e a palavra “eu” estava sempre na minha boca. “Eu acho isso”, eu “resolvi aquilo”. “Eu, eu, eu…” Eu expunha minhas teorias e ideias e as analisava em detalhe. Com o passar do tempo, os outros começaram a depender de mim, e já não sabiam buscar os princípios diante de problemas. Ao discutir o trabalho, eles pediam que eu falasse primeiro antes de eles acrescentarem algo. Às vezes, um pensamento passava pela minha mente: “Se eu continuar assim, será que as pessoas acabarão me idolatrando?” Mas depois pensava: “Não estou obrigando ninguém a me ouvir. Estou só expressando minhas opiniões. Em todo caso, ser proativo é uma abordagem positiva e responsável”. Não refleti muito nisso e segui em frente.

Mais tarde, encontramos muitas dificuldades na propagação do evangelho, e os irmãos e irmãs ficaram bastante desanimados. Eu também fiquei. Eu queria me abrir com todos sobre como me sentia, mas eu era o encarregado. Se eu me tornasse negativo tão facilmente, eu pareceria ser fraco. O que pensariam de mim se soubessem da minha estatura pequena? A boa impressão que tinham de mim não seria destruída? Eu me perguntei: “Se eu falar sobre a entrada positiva e liderar todos de modo positivo, isso não deixará todos motivados?” Assim, em cada comunhão eu me concentrei em como eu encarava com positividade os problemas que eu encontrava, como eu confiava em Deus durante as adversidades e como eu enfrentava o desafio. Todos pensavam que eu tinha estatura e sabia lidar com as coisas. Todos me admiravam. Às vezes, quando discutia o trabalho com os outros, eu revelava que estava sob pressão em meu dever, que estava tão ocupado que mal tinha tempo para comer ou descansar, para que soubessem o quanto eu sofria. Nas reuniões, eu não refletia sobre as palavras de Deus nem sobre mim mesmo, mas só pensava em como fazer com que os outros achassem minhas comunhões profundas e importantes. Sem perceber, eu pregava doutrinas altivas e me deleitava com os olhares de aprovação dos outros. Com o passar do tempo, alguns começaram a me perguntar primeiro sempre que tinham um problema em seu dever. Mesmo quando podiam resolvê-lo por conta própria com um pouco de reflexão, eles primeiro pediam minha opinião. Contavam-me sobre seu estado e seus pensamentos mais íntimos, e me agradava muito saber que confiavam em mim. Com o passar do tempo, eu parecia estar muito ocupado, mas não percebia nenhuma iluminação do Espírito Santo quando lia as palavras de Deus. Quando eu discutia o trabalho com os outros, todas as minhas sugestões eram inúteis, e eu não conseguia reconhecer nem mesmo os problemas mais óbvios no nosso trabalho. Finalmente percebi que eu estava num estado terrível. Minha arrogância toda se foi. Eu pensava que era o centro de tudo, mas, de repente, me senti um estúpido que não tinha nada do que se gabar. Havia muita escuridão e dor no meu espírito.

Certo dia, eu estava conversando com dois irmãos, quando o irmão Su disse: “Eu conheço você há um bom tempo e você sempre se exalta e se exibe. Quase nunca menciona suas corrupções ou falhas nas comunhões, mas só fala de seus pontos fortes, o que me levou a admirá-lo e a pensar que você é ótimo. Quando há problemas no meu trabalho, você não comunica sobre os princípios da verdade, mas só fala sobre o que fez e como resolveu os problemas, para que eu pense que você é incrível e melhor do que nós…” Relutei em aceitar isso do irmão Su, ainda mais quando ele disse que eu estava sempre me exaltando e me exibindo. Essas palavras ficaram ressoando na minha cabeça. Embora eu não tivesse argumentado, fui muito resistente ao que ele disse. “Nunca pedi que você me idolatrasse. Sou realmente tão ruim quanto você diz?”, pensei. Eu não conseguia aceitar, então perguntei ao outro irmão o que ele pensava. Para a minha surpresa, ele disse: “Você nunca fala sobre sua corrupção ou falhas. Eu não o entendo mais”. Isso me deixou ainda pior. “Como pode dizer que não me entende mais? Sou tão incompreensível assim?” Eu realmente queria dizer algo para recuperar alguma dignidade, mas quando vi os dois me podarem e lidarem comigo daquele jeito, eu sabia que existia uma razão para isso. Se o que diziam era verdade, então eu realmente tinha um problema!

Fui correndo procurar palavras de Deus que expunham pessoas que se exaltam e testificam de si mesmas. Eu li o seguinte: “Exaltar-se, testificar de si mesma, exibir-se, tentar fazer com que as pessoas a estimem — a humanidade corrupta é capaz dessas coisas. É assim que as pessoas reagem instintivamente quando são governadas por sua natureza satânica, e é algo comum a toda a humanidade corrupta. Como as pessoas costumam exaltar e testificar de si mesmas? Como alcançam esse objetivo? Uma maneira é testificar o quanto sofreram, quanto trabalho fizeram e o quanto se despenderam. Isto é, elas usam essas coisas como moeda para se exaltar, o que lhes garante um lugar mais elevado, mais firme e mais seguro na mente das pessoas, para que mais pessoas as estimem, admirem, respeitem e até mesmo venerem, idolatrem e sigam. Esse é o efeito principal. As coisas que fazem para alcançar esse objetivo — toda sua exaltação própria e os testemunhos de si mesmas — são sensatas? Não são. Estão além do alcance da racionalidade. Essas pessoas não têm vergonha: elas testificam descaradamente daquilo que fizeram por Deus e quanto sofreram por Ele. Até exibem seus dons, talentos, experiências e habilidades especiais ou suas técnicas espertas de comportar-se e os meios que usam para brincar com as pessoas. Seu método de se exaltar e testificar de si mesmas é exibir-se e depreciar os outros. Elas também dissimulam e se camuflam, escondendo suas fraquezas, deficiências e falhas das pessoas para que estas só vejam sua excelência. Nem ousam contar a outras pessoas quando se sentem negativas; carecem da coragem de se abrir e comungar com elas, e quando cometem algum erro, fazem de tudo para escondê-lo e encobri-lo. Jamais mencionam os danos que causaram à casa de Deus durante o cumprimento de seu dever. Quando, porém, fazem alguma contribuição insignificante ou alcançam algum sucesso menor, elas são rápidas em exibi-lo. Não conseguem esperar para contar ao mundo inteiro como são capazes, como é alto o seu calibre, quão excepcionais são e quão melhores são do que as pessoas normais. Isso não é uma maneira de se exaltar e testificar de se mesmo? Exaltar-se e testificar de si mesmo está dentro dos limites da humanidade normal? Não está. Assim, quando as pessoas fazem isso, que caráter costumam revelar? Arrogância é uma das manifestações principais, seguida por enganação, que envolve fazer o possível para fazer com que as pessoas as tenham em alta estima. Suas histórias são totalmente perfeitas; suas palavras contêm claramente motivações e esquemas, e elas encontraram um jeito de esconder o fato de que estão se exibindo, mas o resultado daquilo que dizem é que as pessoas ainda são levadas a pensar que elas são melhores do que os outros, que ninguém se compara a elas, que todos os outros são inferiores a elas. E esse resultado não é alcançado por via de meios ardilosos? Que caráter está no centro de tais meios? E há quaisquer elementos de perversidade? Esse é um tipo de caráter perverso. Pode-se ver que esses meios que empregam são orientados por um caráter enganoso — por que, então, digo que é perverso? Que conexão isso tem com a perversidade? O que vocês acham: elas podem ser francas em relação aos seus objetivos de exaltar e testificar de si mesmas? (Não.) Sempre existe um desejo nas profundezas de seu coração, e o que dizem e fazem é em prol desse desejo, e, assim, os objetivos e as motivações nas profundezas de seu coração daquilo que dizem e fazem são mantidos em sigilo absoluto. Empregarão, por exemplo, distrações ou alguma tática questionável para alcançar esses objetivos. Tal secretismo não é dissimulado por natureza? E tal dissimulação não pode ser chamada perversa? Pode, de fato, ser chamada perversa, e isso é mais profundo do que a falsidade” (‘Para líderes e obreiros, escolher uma senda é de extrema importância (2)’ em “Registros das falas de Cristo”). Refleti sobre como tinha me comportado em meu dever. Quando os irmãos e irmãs tinham problemas, eu agia como se estivesse comunicando e ajudando-os. louvando o modo sobre como eu tinha resolvido problemas a fim de exibir minha destreza no trabalho e fazer com que pensassem que eu era mais capaz do que eles. Quando discutia o trabalho, a primeira palavra a sair da minha boca era “eu”, para me colocar em evidência, levando as pessoas a pensar que eu sabia de tudo e assim me idolatrar. Eu escondia minha negatividade e corrupção dos outros e nunca discutia minhas dificuldades, muito menos dissecava meus caracteres corruptos. Em vez disso, falava da entrada positiva para esconder minhas falhas, para fazer com que os outros pensassem que eu tinha estatura e me admirassem. Eu sempre falava sobre como eu tinha sofrido no meu dever e como ele era difícil, para que vissem como eu era devotado. Nas reuniões, ficava claro que eu não tinha entendimento das palavras de Deus nem de mim mesmo, mas eu não parava de falar, ostentando a ficção de que eu me conhecia para que os outros me admirassem ainda mais. A fim de não perder a estima e a adoração dos irmãos, eu continuava dizendo e fazendo coisas que pareciam certas quando, na verdade, eu estava me exibindo e me vangloriando, fazendo com que o coração deles se afastasse de Deus. Minha conduta era causada pelo caráter maligno revelado nas palavras de Deus. Não importava o que eu fazia ou como parecia me despender, meu objetivo nunca era cumprir bem o meu dever. Eu fazia de tudo para consolidar minha posição, e assim os outros me idolatrassem. Eu estava trilhando a senda dos anticristos. Finalmente, percebi o perigo em que eu estava e me apressei a orar a Deus, desejando me arrepender.

De repente, lembrei-me destas palavras de Deus: “Se alguém quiser viver uma humanidade normal, como ele deveria se abrir e se desnudar? Isso é feito abrindo-se e mostrando claramente aos outros os sentimentos verdadeiros no fundo do seu coração, sendo capaz de praticar a verdade, simples e puramente. Se alguém revela sua corrupção, ele deve ser capaz de conhecer a essência do problema e de odiar e detestar a si mesmo do fundo do seu coração. Quando se desnudar, ele não tentará justificar seus comportamentos nem tentará defendê-los. […] Em primeiro lugar, é preciso entender seus problemas num nível essencial, dissecar a si mesmo e se desnudar. Em segundo lugar, é preciso ter um coração honesto e uma atitude sincera e falar daquilo que consegue entender dos problemas em seu caráter. E, em terceiro lugar, caso sinta que seu caráter é especialmente severo, ele deve dizer a todos: ‘Se eu revelar novamente tal caráter corrupto, levantem-se, todos vocês — lidem comigo e o apontem para mim. Não coloquem panos quentes. Eu posso não ser capaz de suportar no momento, mas não deem nenhuma atenção a isso. Trabalhem juntos para ficarem de olho em mim. Se esse caráter corrupto irromper de forma séria, levantem-se todos para me expor e lidar comigo. Espero sinceramente que todos fiquem de olho em mim, me ajudem e me impeçam de me desviar’. Tal é a atitude com que se pratica a verdade” (‘Sobre a coordenação harmônica’ em “Registros das falas de Cristo”). As palavras de Deus mostraram minha direção. Por mais que eu entendesse meus problemas, eu sabia que não podia continuar assim. Eu deveria ser honesto e expor a mim mesmo para mostrar a todos os motivos por trás das minhas ações, e assim eles vissem que eu estava me exaltando, me exibindo e trilhando a senda dos anticristos. Isso era o mais importante.

Na reunião seguinte, contei toda a verdade aos irmãos e irmãs e pedi a ajuda e o conselho deles. Após me abrir completamente, me senti muito mais à vontade. Nos dias seguintes, os outros me mandaram mensagens apontando meus problemas e dizendo: “Você sempre se exibe em seu dever. Eu não queria mais buscar os princípios em meu dever e só dependia de você. Eu achava que você sabia de tudo, e era mais fácil lhe perguntar”. Alguns disseram: “Recentemente, não aprendi nada sobre Deus, mas só aprendi a idolatrar você ainda mais. Eu o achava competente no trabalho e responsável em seu dever. Eu realmente o admirava”. Ouvir tudo isso foi muito difícil para mim. Eu não conseguia acreditar que esse foi o resultado de cumprir meu dever por todos esses meses. Fiquei muito angustiado e infeliz, pensando que Deus certamente me odiava. Caí em negatividade profunda. Mas por meio de oração constante a Deus e com a ajuda e o apoio dos outros, finalmente percebi que Deus não estava fazendo isso para me eliminar, mas para me purificar e me transformar. Se isso não tivesse acontecido, eu não teria reconhecido que estava na senda errada. Essa era a grande salvação de Deus para mim! Quando entendi a vontade de Deus, resolvi refletir sobre mim mesmo e me arrepender de verdade.

Li algumas das palavras de Deus: “Algumas pessoas particularmente idolatram Paulo. Elas gostam de sair, dar palestras e trabalhar, gostam de participar de reuniões e pregar e gostam quando as pessoas as ouvem, as veneram e giram em torno delas. Elas gostam de ter status na mente dos outros e apreciam quando os outros valorizam a imagem que apresentam. Vamos analisar sua natureza a partir desses comportamentos: qual é natureza delas? Se elas realmente se comportam assim, então é o suficiente para mostrar que são arrogantes e convencidas. Elas não adoram a Deus nem um pouco; elas buscam um status mais elevado e desejam ter autoridade sobre os outros, possuí-los e ter status na mente deles. Essa é a imagem clássica de Satanás. Os aspectos de sua natureza que se sobressaem são a arrogância e a presunção, uma relutância em adorar a Deus e um desejo de ser adorado pelos outros. Tais comportamentos podem lhe dar uma visão muito clara da natureza delas” (‘Como conhecer a natureza do homem’ em “Registros das falas de Cristo”). “Por exemplo, se arrogância e presunção existissem dentro de você, você acharia impossível abster-se de desafiar Deus; você se sentiria compelido a desafiá-Lo. Não faria isso de propósito; você o faria sob o domínio de sua natureza arrogante e vaidosa. Sua arrogância e vaidade fariam com que você desprezasse a Deus e O visse como um ser sem importância; fariam você se exaltar, colocar-se constantemente na vitrine e, finalmente, fariam você se sentar no lugar de Deus e dar testemunho de si mesmo. No fim, você transformaria as próprias ideias, os próprios pensamentos e as próprias noções em verdades a serem adoradas. Veja quanto mal é feito pelas pessoas sob o domínio da natureza arrogante e vaidosa delas!” (‘Somente buscando a verdade pode-se alcançar uma mudança no caráter’ em “Registros das falas de Cristo”). A revelação nas palavras de Deus me mostrou que a minha natureza arrogante tinha me levado a buscar um status elevado no coração dos outros e que eu estava resistindo a Deus. Controlado por essa natureza arrogante, comecei a ficar satisfeito comigo mesmo quando via resultados em meu dever e me exaltava e me exibia sempre que podia. Eu falava e agia só para me destacar, para exibir meus dons e habilidades. Descaradamente, eu me gabava de como sofria em meu dever, de como ele era desgastante, como eu resolvia problemas, só para que os outros me achassem melhor do que eles, me achassem extraordinário. Eu precisava que as pessoas me admirassem e adorassem. Esse não era o caráter de um anticristo? Paulo era igual. Ele exibia constantemente seus dons e conhecimento por meio de seu trabalho e pregação, para que os outros o admirassem. Ele estava sempre escrevendo cartas às igrejas, gabando-se de como tinha trabalhado e sofrido pelo Senhor a fim de conquistar o coração das pessoas. Ele trabalhava e labutava não para cumprir bem o seu dever ou testificar para o Cristo encarnado, mas para satisfazer seus próprios desejos e ambições. Não importa o quanto ele trabalhou ou sofreu ou quantas pessoas o idolatraram, já que ele não buscava a verdade e se tornava cada vez mais convencido, no fim, ele testificou descaradamente que ele era o Cristo. Isso realmente ofendeu o caráter de Deus, e Deus o puniu por isso. Eu tinha a mesma natureza de Paulo. Eu era arrogante e convencido, apaixonado por status, sempre me exaltando e me exibindo para que todos me idolatrassem e não houvesse lugar em seu coração para Deus. Pra que não confiassem em Deus nem buscassem a verdade ao surgir problemas. Cumprir meu dever desse jeito era resistir a Deus e prejudicar meus irmãos e irmãs. Nunca pensei que tal maldade e resistência a Deus pudessem vir da minha natureza arrogante. Se eu não me arrependesse, acabaria provocando a ira de Deus e seria punido. Sem a disciplina de Deus e a ajuda e o apoio dos irmãos e irmãs, eu não teria refletido sobre mim mesmo. Foram o caráter justo e a grande salvação de Deus que me levaram a ser exposto.

Pensando nisso, quando eu realizava coisas em meu dever e descobria problemas, tudo isso vinha da iluminação e orientação de Deus. Sem a obra do Espírito Santo, eu era um tolo que não entendia nada. Eu não tinha nenhuma realidade da verdade, mas era tão arrogante e altivo, descaradamente competindo pela posição de Deus. Eu era tão insensato! Eu não comunicava a verdade nem testemunhava para Deus em meu dever, mas só me exibia e enganava as pessoas. Era muita maldade! Realmente comecei a me odiar. Eu não queria continuar assim, então fiz uma oração a Deus: “Amado Deus, eu estive tão errado! Vejo como sou arrogante e insensato. Obrigado por me dar a chance de me arrepender. Praticarei a verdade a sério a partir de agora e entrarei na senda certa. Por favor, guia-me”.

Então, li isto nas palavras de Deus: “O que se deveria fazer a fim de não exaltar e testificar de si mesmo? Quais são as manifestações, os comportamentos e os caracteres desejados por Deus que são opostos a exaltar e testificar de si mesmo? Isto é, que caracteres e comportamentos estão alinhados com a verdade e são o oposto exato de exaltar e testificar de si mesmo? Você deve dissecar e desnudar a si mesmo, e as palavras ou maneiras de falar vinculadas à intenção de exaltar e testificar de si mesmo devem mudar. Isso não são detalhes? O tema pode ser o mesmo, mas se você falar de um jeito, você alcançará o objetivo de exaltar e testificar de si mesmo e de inspirar veneração em outros, mas se você falar de outro jeito, a natureza daquilo que você diz será diferente. Por exemplo, ao falar sobre si mesmo, que tipo de formulação, linguagem e coisas que você diz o exalta e testifica de si mesmo, e que tipo de formulação realmente é desnudar-se e praticar a verdade? (Ser excessivamente vago, falar doutrinas e dizer palavras vazias é exaltar e testificar de si mesmo, enquanto falar de expressões específicas e dos detalhas do caráter corrupto é expor a si mesmo.) Expor a si mesmo envolve motivação: se a motivação de alguém for mostrar a todos a sua corrupção em vez de exaltar a si mesmo, então suas palavras serão sinceras, verdadeiras e baseadas em fatos; se sua motivação for fazer com que as pessoas o venerem, se for enganar os outros e esconder sua face verdadeira deles, impedir que seu caráter ou suas fraquezas sejam revelados aos outros, então o que dizem será diferente. Não existe uma diferença concreta aqui?” (‘Para líderes e obreiros, escolher uma senda é de extrema importância (2)’ em “Registros das falas de Cristo”). “Ao dar testemunho de Deus, deveriam sobretudo falar mais de como Deus julga e castiga as pessoas, que provações Ele usa para refinar as pessoas e mudar o caráter delas. Deveriam falar também de quanta corrupção foi revelada em sua experiência, quanto suportaram e como foram finalmente conquistados por Deus; falar sobre quanto conhecimento real da obra de Deus vocês têm e de como deveriam dar testemunho de Deus e retribuir-Lhe por Seu amor. Vocês deveriam pôr substância nesse tipo de linguagem, colocando-a de uma maneira simples. Não falem sobre teorias vazias. Falem de forma mais realista; falem a partir do coração. É assim que vocês deveriam experimentar. Não se equipem com teorias vazias que pareçam profundas em um esforço para se mostrar; fazer isso faz com que pareçam bastante arrogantes e insensatos. Vocês deveriam falar mais de coisas reais a partir de sua experiência atual que são genuínas e a partir do coração; isso é mais benéfico para os outros e mais apropriado para eles verem” (‘Somente buscando a verdade pode-se alcançar uma mudança no caráter’ em “Registros das falas de Cristo”). As palavras de Deus me mostraram que eu deveria me concentrar em refletir e conhecer a mim mesmo por meio de experiências para consertar meu problema de me exaltar e me exibir. Eu deveria corrigir meus motivos ao comunicar e falar mais sobre as corrupções que eu expressava. Deveria dissecar meus motivos e impurezas, falar sobre como vivenciei ser julgado pelas palavras de Deus, o que eu realmente entendi a meu respeito, o que entendi sobre o caráter de Deus e Seu amor, e usar minhas experiências reais para exaltar e testemunhar para Deus. Isso é realmente cumprir o meu dever. Na reunião seguinte, propositadamente, dissequei como eu tramava e me exibia em nome do status e como Deus arranjou uma situação para lidar comigo e me mostrar minha feiura. Então, um irmão me disse: “Sua experiência me mostrou que, embora tenhamos caracteres corruptos, só precisamos aceitar ser julgados e tratados pelas palavras de Deus, praticar a verdade e renunciar à carne, e seremos transformados. Vejo também que tudo que Deus faz é para salvar o homem”. Quando ouvi isso, fiquei muito grato a Deus. Ganhar esse entendimento de mim mesmo se devia a ser julgado e castigado pelas palavras de Deus.

Depois disso, comecei a conscientemente aplicar isto em meu dever: Quando descobria erros nos deveres de outros, eu orava a Deus, corrigia meus motivos e expressava minha opinião objetivamente. Não me gabava mais como antes. Também procurava alguns princípios da verdade para compartilhar com os irmãos e irmãs. Nas reuniões, eu dissecava os motivos e máculas em minhas ações e os caracteres corruptos que revelava para que os outros conhecessem meu eu verdadeiro. Ao praticar dessa forma, senti uma grande paz no meu coração, e meu relacionamento com Deus se normalizou. Algum tempo depois, senti que os outros estavam me tratando do jeito certo e não me admiravam mais como antes. Quando eu falava e agia violando os princípios da verdade, eles me avisavam para que eu pudesse corrigir as coisas. Interagir com os outros dessa forma foi muito libertador. Agradeci a Deus por arranjar essa situação para me purificar e me transformar!

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