Libertada dos grilhões do lar

04 de Fevereiro de 2022

Por Cheng Shi, China

Pouco tempo após aceitar a obra de Deus nos últimos dias, preguei o evangelho ao meu marido. Fiquei surpresa quando, após ouvi-lo, ele encontrou muitas notícias falsas sobre a Igreja de Deus Todo-Poderoso na internet. Todas eram calúnias e rumores inventados pelo PCCh contra a Igreja de Deus Todo-Poderoso. Depois disso, olhou para mim e gritou: “Veja isso! Você acredita na ‘Relâmpago do Oriente’, que o PCCh vem perseguindo há anos. No instante em que prenderem você, você será condenada e mandada para a prisão. Você está proibida de acreditar!” Então rasgou todos os meus livros da palavra de Deus. Na época, fiquei furiosa, mas então pensei que meu marido poderia estar se opondo à minha crença porque havia sido temporariamente enganado pelos rumores do PCCh, mas que entenderia mais tarde. Eu, porém, sabia que, não importava o que acontecesse, crer em Deus é a senda correta na vida, que eu jamais desistiria. Depois disso, meu marido me ligava todos os dias para rastrear meus movimentos. Na época, eu era aluna de pós-graduação, então, para fugir de seu controle, eu participava de reuniões próximas da faculdade e só ia para casa nos fins de semana. No final de 2012, quando o PCCh lançou uma campanha mais maníaca de supressão e prisões contra a Igreja de Deus Todo-Poderoso, na internet, TV e nos jornais havia rumores e falácias por toda parte que condenavam e caluniavam a Igreja de Deus Todo-Poderoso, e eles estavam prendendo crentes em Deus por toda parte. Meu marido temia que eu seria presa por crer em Deus, o que poderia afetar a ele e sua família, E ele me impôs restrições cada vez mais severas. Também me ameaçou, dizendo que se divorciaria se eu continuasse a crer em Deus. Ouvi-lo dizer isso me deixou muito perturbada. Na China, crer em Deus não traz só o risco de ser condenado e preso, também sofremos perseguição da nossa família. As coisas são tão difíceis para nós! Pensei: se nos divorciarmos, o que acontecerá com nossa filha? Durante uns dias, não tive nenhum interesse em cumprir meus deveres. Estava mal.

Depois disso, quando uma das irmãs soube do meu estado, ela leu uma passagem da palavra de Deus para mim. Ela foi muito útil para mim, “Em cada passo da obra que Deus faz no interior das pessoas, externamente ela parece consistir em interações entre pessoas, como se nascida de arranjos humanos ou de interferência humana. Mas nos bastidores, cada passo da obra e tudo o que acontece é uma aposta feita por Satanás diante de Deus e requer que as pessoas permaneçam firmes em seu testemunho a Deus. Veja quando Jó foi provado, por exemplo: nos bastidores, Satanás estava fazendo uma aposta com Deus, e o que aconteceu a Jó foram os feitos dos homens e a interferência dos homens. Por trás de cada passo da obra que Deus faz em vocês está a aposta de Satanás com Deus — por trás disso tudo há uma batalha(A Palavra, vol. 1: A aparição e a obra de Deus, “Apenas amando a Deus é que verdadeiramente se crê em Deus”). As palavras de Deus me fizeram entender que essas circunstâncias difíceis eram externamente meu marido me restringindo e perseguindo, na verdade, porém, era perturbação de Satanás. Deus quer salvar as pessoas, e Satanás causa todos os tipos de perturbações e interrupções para me levar a trair a Deus, perder Sua salvação e ser arrastada para o Inferno com ele. Satanás é tão sinistro e cruel! Na época, orei a Deus: “Deus, minha estatura é muito baixa, por isso peço que Tu me dês fé. Mesmo que tenha de me divorciar do meu marido, não Te trairei e não cairei nos esquemas de Satanás”. Depois de orar, ficou mais fácil suportar e continuei a espalhar o evangelho e cumprir meu dever.

No fim daquele ano, preso numa reunião. A polícia também me acusou de “perturbar a ordem social” e me deteve por 30 dias. Durante o interrogatório, o policial da Secretaria de Segurança Nacional me ameaçou: “Sua escola já sabe que foi presa por crer em Deus e planeja expulsá-la. Mas se você cooperar conosco e nos disser o que sabe, conversaremos com o reitor, e você poderá continuar sua pós-graduação. Pense bem!” Depois que saíram, olhei para as frias barras de ferro da cela e me senti muito deprimida e miserável. Se fosse expulsa da escola por crer em Deus, isso seria uma questão política. Aquele registro permaneceria no meu histórico escolar e policial, nenhum hospital me contrataria, e meu sonho de me tornar médica estaria destruído. Aos 30 anos, meus estudos, trabalho e futuro estariam perdidos. Como viveria no futuro? Como poderia encarar a discriminação por meus parentes e ser ridicularizada pelas pessoas ao meu redor? Por alguns dias, não consegui comer nem dormir bem. Durante aquele tempo, orei a Deus sobre isso todos os dias. Certa manhã, eu me peguei cantarolando um hino da palavra de Deus: “Você é um ser criado — você deveria, é claro, adorar Deus e buscar uma vida com significado. Já que você é um ser humano, você deveria se despender por Deus e aguentar todo o sofrimento! Você deveria aceitar o pequeno sofrimento a que é submetido hoje com alegria e certeza e viver uma vida significativa, como Jó e Pedro. Vocês são pessoas que buscam o caminho correto, aquelas que buscam melhoria. Vocês são as pessoas que se levantam na nação do grande dragão vermelho, aqueles a quem Deus chama de justos. Não é essa a vida mais significativa?(Seguir o Cordeiro e cantar cânticos novos, “A vida mais significativa”). Enquanto cantava o hino da palavra de Deus, eu me senti muito tocada e não consegui parar de chorar. Sou um ser criado e devo crer em Deus e adorá-Lo. É normal e certo que eu faça isso. Deus ordenou que eu nascesse numa família que acredita no Senhor para que eu soubesse da existência de Deus desde cedo. Nos últimos dias, Deus me escolheu e permitiu que eu ouvisse a voz do Senhor e O recebesse. Ele me permitiu receber a rega e o sustento da palavra de Deus, aceitar seu julgamento e purificação e receber a salvação de Deus. Que bênção incrível! Pensei nas muitas pessoas ao longo das gerações que seguiram Deus. Sofreram perseguição e adversidade para espalhar o evangelho de Deus, e muitos até deram sua vida. Todos eles criaram um lindo e retumbante testemunho de Deus. Isso me inspirou muito. Pensei que, se desistisse de crer em Deus para proteger meu futuro e interesses, eu ainda teria uma consciência? Seria digna de ser chamada de humana? Esse pensamento me deu forças e jurei que, não importando se eu fosse expulsa nem qual fosse meu futuro e destino, nem como as pessoas em minha volta me rejeitassem ou caluniassem, eu não trairia a Deus e daria testemunho de Deus. No meu interrogatório final, eu disse calmamente à polícia: “Se a escola me expulsar, só peço que instruam meu marido a ir até a escola para pegar minhas coisas”. Quando viram a minha determinação, os policiais saíram bastante desencorajados. Eu estava muito grata a Deus.

Depois de ser solta e mandada para casa, meu marido disse com raiva: “A polícia me disse que, se você voltar a ser presa por crer em Deus, você não será detida apenas por um mês. Isso afetará a mim e também a nossa filha. Nossa filha não poderá ir para a universidade, conseguir um bom emprego nem ser funcionária pública. Você não entende? Por causa de sua prisão por crer em Deus, eu também sofri por um mês. Chorei inúmeras vezes e quase me envolvi num acidente de carro. Para tirá-la da prisão, tive de mendigar por ajuda e passei uma vergonha tremenda. Não pretendo sofrer assim de novo”. Também pediu que eu parasse de crer e pensasse mais na minha família. Além disso, para impedir que eu entrasse em contato com meus irmãos, ele me vigiou como se fosse uma criminosa. Não me deixava sair de casa e não me dava independência nenhuma. Quando ia trabalhar, mandava sua mãe me vigiar. Ele ligava o tempo todo para perguntar onde eu estava e o que estava fazendo. Também não parava de falar de vários movimentos revolucionários do PCCh e os métodos corretivos violentos usados para me informar sobre as consequências de desobedecer ao PCCh e eliminar minhas ideias sobre crer em Deus. Também disse: “Sei que os rumores que o PCCh inventa sobre sua igreja são falsos. Você quer crer em Deus, e eles não permitem. Mas se você desobedecer, eles acabam com sua vida. Olhe para todas as pessoas que morreram durante a Revolução Cultural e no incidente de 4 de junho. Se ofender o PCCh, não conseguirá nem fugir para o exterior”. Minha sogra se meteu na conversa e disse: “O PCCh não presta, mas detém o poder. Somos apenas pessoas comuns e não somos fortes o bastante para resistir a ele”. Depois disso, fui expulsa por minha crença em Deus, e meu marido culpava minha crença em Deus por tudo de ruim que aconteceu com a família. Sempre que algo o incomodava, ele me repreendia, zombava de mim e me alfinetava. Esse tipo de vida me deixou muito deprimida e, além disso tudo, eu não podia ler a palavra de Deus nem entrar em contato com os irmãos, por isso, me senti ainda pior e não sabia quando esses dias passariam.

Durante esse período, orei muito a Deus pedindo que Ele me esclarecesse, me guiasse e me permitisse entender Sua vontade. Certo dia, lembrei-me de uma passagem da palavra de Deus: “Talvez todos vocês se lembrem destas palavras: ‘Porque a nossa leve e momentânea tribulação produz para nós cada vez mais abundantemente um eterno peso de glória’. Vocês todos ouviram essas palavras antes, mas nenhum de vocês entendeu o seu sentido real. Hoje, vocês estão profundamente conscientes de seu verdadeiro significado. Essas palavras serão cumpridas por Deus durante os últimos dias, e elas serão cumpridas naqueles que foram brutalmente perseguidos pelo grande dragão vermelho na terra na qual ele repousa enrolado. O grande dragão vermelho persegue a Deus e é inimigo Dele, e assim, nesta terra, aqueles que creem em Deus são assim sujeitos à humilhação e à opressão, e essas palavras são cumpridas em vocês, este grupo de pessoas, como resultado. Por ter sido iniciada em uma terra que se opõe a Deus, toda a obra de Deus enfrenta obstáculos tremendos, e o cumprimento de muitas de Suas palavras leva tempo; assim, as pessoas são refinadas como resultado das palavras de Deus, o que também é parte do sofrimento. É tremendamente difícil para Deus realizar a Sua obra na terra do grande dragão vermelho — mas é por meio dessa dificuldade que Deus realiza um estágio da Sua obra, tornando manifestas Sua sabedoria e Seus feitos maravilhosos, e usando esta oportunidade para completar este grupo de pessoas(A Palavra, vol. 1: A aparição e a obra de Deus, “A obra de Deus é tão simples quanto o homem imagina?”). Sim, a palavra de Deus me mostrou que, visto que o grande dragão vermelho odeia Deus e resiste selvagemente a Ele, como crentes em Deus na China, estamos fadados a suportar muito sofrimento, mas esse sofrimento é significativo. Deus usa esse tipo de sofrimento e tribulação para aperfeiçoar nossa fé e nos dar discernimento. Pensei que, só porque eu acreditava em Deus, o PCCh tinha me detido, feito com que a escola me expulsasse e usado o trabalho e futuro da minha família para me ameaçar e forçar a desistir do caminho verdadeiro. O PCCh é realmente maligno! Meu marido tentou me impedir de crer em Deus porque ele acreditava nos rumores e mentiras do PCCh e temia suas medidas corretivas violentas. Experimental pessoalmente a perseguição do PCCh me permitiu ver a essência demoníaco do PCCh de ser ferozmente maligno e odiar a verdade. Pensei: quanto mais o PCCh me perseguir, mais o rejeitarei, renunciarei a ele e seguirei a Deus até o fim. Embora não conseguisse ler a palavra de Deus nem ter contato com os irmãos, eu acreditava que Deus é fiel e que Ele abriria uma senda para mim.

Dez meses depois, encontrei uma chance de contatar a igreja. Quando finalmente pude voltar a ler a palavra de Deus, fiquei muito excitada e senti ainda mais a preciosidade da palavra de Deus. Quanto mais lia, mais afiada e revigorada me sentia. Vários meses depois, meu marido encontrou minhas anotações devocionais em meu quarto. Quando soube que eu ainda acreditava em Deus, ele perdeu o controle e me derrubou com um único soco e então me deu outros 20 socos na cabeça. Eu estava quase inconsciente e tonta e tinha galos do tamanho de um ovo de pombo na minha cabeça. Lembro-me da fúria fria no rosto do meu marido E como minha filha de seis anos ficou tão assustada que começou a gritar. “Não bata na mamãe! Não bata na mamãe!” Meu marido me agarrou pelo colarinho e me jogou pela porta, dizendo enfurecido: “Se continuar acreditando em Deus, saia da minha casa!” Quando vi como meu marido tinha mudado, como ele era cruel e brutal e como não dava o menor valor aos nossos anos juntos, meu coração se partiu. O mais insuportável foi ver o medo que minha filha tinha de seu temperamento violento. Quando ele se aproximou de mim, ela pensou que ele me espancaria, então ela ficou na minha frente e levantou seus bracinhos para me proteger e disse: “Fique longe da mamãe!” Às vezes, quando estava no andar de cima, assim que meu marido se aproximava das escadas, minha filha gritava para ele não subir. Sempre que via o rosto da filha cheio de medo e angústia, o dano psicológico de lidar com violência doméstica nessa idade, era como se uma faca fosse revirada no meu coração, e odiei o grande dragão vermelho ainda mais. Todos esses desastres eram causados pela perseguição do Partido Comunista.

Um dia, quando meu marido voltou do trabalho, ele pegou seu celular e disse, irritado: “Veja, o PCCh voltou a prender muitas pessoas. Você ainda quer acreditar? Você tem desejo de morte? Você quer acreditar em Deus, ótimo. Mas não nos arreste consigo. Se você for presa de novo, nossa vida se tornará impossível. Se soubesse que você seguiria a senda de crer em Deus, jamais teria me casado com você”. O que meu marido disse me feriu profundamente. Lembrei-me desse período anterior, de como ele me dava menos liberdade do que a um criminoso, só porque eu acreditava em Deus, da frequência com que me espancava e de como isso machucava minha filha, e percebi que não poderia mais fazer concessões, então concordei com o pedido de divórcio do meu marido. Quando ele viu que eu insistia em continuar a crer em Deus, ele chamou meu irmão e pediu que ele me convencesse. Meu irmão sempre me amou e sempre teve orgulho de mim, mas por ter sido presa pelo PCCh, eu fui expulsa da escola e proibida de completar minha pós-graduação. Se me divorciasse depois disso, eu me tornaria o alvo de piadas na aldeia. Meu irmão ficaria tão decepcionado! Eu não sabia como encarar meu irmão, clamei a Deus em meu coração e pedi que Ele me protegesse para que eu pudesse dar testemunho de Deus, para que, qualquer que fosse o ambiente, eu jamais desistisse de minha crença em Deus. Então, lembrei uma passagem da palavra de Deus: “Você precisa possuir Minha coragem dentro de si e precisa ter princípios quando se tratar de enfrentar parentes que não creem. Por Minha causa, porém, você também não precisa se render a quaisquer forças das trevas. Confie em Minha sabedoria para trilhar o caminho perfeito; não permita que quaisquer conspirações de Satanás se consolidem(A Palavra, vol. 1: A aparição e a obra de Deus, “Declarações de Cristo no princípio, Capítulo 10”). Certo. Deus criou a humanidade, e crer em Deus e segui-Lo é natural e correto. Devemos permanecer firmes na escolha da nossa senda e não ser enganados por Satanás. Não devemos permitir que nem as pessoas mais próximas interfiram. Assim, depois disso, meu marido culpou minha crença em Deus na frente do meu irmão por tudo que tinha acontecido. Quando meu marido viu como eu estava calma, ele levantou o braço para me bater, mas meu irmão o impediu. Calmamente, meu irmão me disse: “Você é adulta e pode tomar suas próprias decisões sobre sua vida. Mas deve pensar no que acontecerá com sua filha se você se divorciar. Se olhar para o que aconteceu com minha filha, saberá o que acontecerá com sua filha”. As palavras do meu irmão me entristeceram, pois pensei no divórcio dele e em como sua filha foi ridicularizada e menosprezada pelas pessoas em sua volta. É tão lamentável uma criança estar sem a mãe. Pensei que, se eu me divorciasse, minha filha também se tornaria uma criança sem mãe? Ela não sofreria discriminação e ridicularização de seus professores e colegas? Sem a mãe do lado dela, se vivesse com seu pai e avós incrédulos, ela seria capaz de trilhar a senda de crer em Deus? Pensei em como minha filha era nova e senti que não suportaria me separar dela.

Eu estava muito mal durante aquele período, então orei a Deus: “Deus, não consigo abrir mão da minha filha. Sempre fico triste quando penso no futuro dela. Peço que Tu me ilumines, me guies e protejas meu coração”. Depois disso, li duas passagens da palavra de Deus, e lá, encontrei uma senda para praticar. “Além do nascimento e da criação, a responsabilidade dos pais na vida de um filho é simplesmente proporcionar-lhe um ambiente formal para crescer, pois nada, exceto a predestinação do Criador, tem relação com o destino da pessoa. Ninguém pode controlar que tipo de futuro uma pessoa terá; ele é predeterminado com grande antecedência e nem mesmo os pais podem mudar o destino da pessoa. No que diz respeito ao destino, todos são independentes, e todos têm destino próprio. Logo, nenhum pai pode protelar o destino da pessoa na vida nem exercer a menor influência sequer no papel que ela desempenha na vida. […] os pais não podem ajudar a pessoa a realizar sua missão na vida, nem os parentes podem ajudá-la a assumir seu papel na vida. Como uma pessoa realiza sua missão e em que tipo de ambiente vital ela exerce seu papel são inteiramente determinados pelo destino da pessoa na vida. Ou seja, nenhuma outra condição objetiva pode influenciar a missão de uma pessoa, que é predestinada pelo Criador. Todas as pessoas amadurecem em seus ambientes específicos de crescimento; depois, gradativamente, passo a passo, tomam as próprias estradas na vida e consumam os destinos planejados para elas pelo Criador. Natural e involuntariamente, elas entram no vasto mar da humanidade e assumem seus postos na vida, onde começam a desempenhar suas responsabilidades como seres criados em prol da predestinação do Criador, em prol da Sua soberania(A Palavra, vol. 2: Sobre conhecer a Deus, “O Próprio Deus, o Único III”). Tem mais uma passagem. “Os planos e as fantasias das pessoas são perfeitos; elas não sabem que o número de filhos que têm, a aparência, as habilidades deles, e assim por diante, não são para elas decidirem, que nem um pouco do destino de seus filhos está nas mãos delas? Os humanos não são senhores do próprio destino, mas desejam mudar o destino da geração mais jovem; são impotentes para escapar do próprio destino, mas tentam controlar o de seus filhos e filhas. Eles não estão se superestimando? Isso não é tolice, ignorância humana?(A Palavra, vol. 2: Sobre conhecer a Deus, “O Próprio Deus, o Único III”). Sim, Deus criou tudo e tem soberania sobre tudo, e o destino das pessoas está nas mãos de Deus. Os pais só criam os filhos, não podem mudar o destino de uma criança. Sempre pensei que eu poderia influenciar e controlar a vida da minha filha, que ela encontraria a felicidade, contanto que eu estivesse ao lado dela e que eu poderia guiá-la na senda de crer em Deus. Mas, pensando bem, eu não tinha controle nem mesmo sobre meu próprio destino, como, então, poderia controlar o destino da minha filha? Lembrei-me de que minha filha adoeceu e desmaiou uns dias atrás, e eu não consegui aliviar sua dor, só pude estar ali e ficar olhando. Só pude implorar que Deus protegesse minha filha. Minha filha tropeçou durante uma escalada e quase caiu do penhasco. Eu não pude fazer nada. Ela foi salva misteriosamente por uma árvore morta à beira do penhasco. Esses fatos me mostraram que, mesmo que cuidasse da minha filha de todas as maneiras possíveis, não existia garantia de que não adoeceria ou sofreria um desastre. Quando entendi essas coisas, me senti muito libertada. Percebi que devia colocar a vida da minha filha nas mãos de Deus e obedecer à soberania e aos arranjos de Deus. Era isso que eu devia fazer como ser criado.

Mais tarde, quando meu marido viu que eu insistia em crer em Deus, ele decidiu se divorciar de mim. Exigiu que eu saísse da casa sem nada e se recusou a me dar a guarda da nossa filha. Queria até retirar meus direitos de visitação. Quando perguntei sobre a divisão da propriedade, ele tentou me bater na cabeça com uma caneca de aço. Usei minhas mãos para me proteger, mas meus punhos foram machucados, o que me impediu de carregar objetos pesados por dois meses. Ele também espancou minhas costas várias vezes, o que provocou uma tosse violenta de mais de um mês. Depois disso, ele se apoderou de centenas de milhares que eu tinha economizado do meu trabalho. Ele disse: “Você acredita em Deus, não acredita? Então peça que seu Deus alimente e vista você”. Quando vi meu marido sendo tão insensato, lembrei-me das palavras de Deus: “Se um homem se enfurece e explode de raiva quando Deus é mencionado, ele viu a Deus? Ele sabe quem Deus é? Ele não sabe quem Deus é, não crê Nele, e Deus não falou com ele. Deus nunca o perturbou, então por que ele estaria zangado? Poderíamos dizer que essa pessoa é maligna? Tendências mundanas, comer, beber, buscar diversão e perseguir celebridades — nenhuma dessas coisas incomodaria tal homem. No entanto, à mera menção da palavra ‘Deus’ ou da verdade das palavras de Deus, ele explode em fúria. Isso não constitui ter uma natureza maligna? Isso basta para provar que isso é a natureza maligna do homem(A Palavra, vol. 2: Sobre conhecer a Deus, “O Próprio Deus, o Único V”). A revelação das palavras de Deus me permitiu ver claramente a natureza maligna do meu marido de resistir a Deus. Lembrei-me: No início, quando meu marido soube que eu acreditava em Deus Todo-Poderoso, ele foi especialmente hostil e até rasgou meus livros da palavra de Deus. Mais tarde, tentou me impedir de crer em Deus e pediu o divórcio. Depois que fui presa e solta, ele me tratou como uma prisioneira, não me deu nenhuma liberdade e me bateu cruelmente muitas vezes. Às vezes, parecia que queria me matar. Quando nos divorciamos, ele ficou com todos os meus bens para me jogar em desespero e me impedir de viver minha vida. Seu objetivo era levar-me a trair a Deus. Agora vi claramente a natureza e essência do meu marido. Ele era um diabo que odeia e resiste a Deus. Se vivesse com alguém assim, nós não teríamos nada em comum, eu não teria liberdade nenhuma e seria espancada e viveria sob restrições. Pensei: como isso poderia ser um lar? Isso eram grilhões. Era o Inferno.

Depois do divórcio, meu marido não me impedia nem me controlava mais. Eu podia ir às reuniões e ler as palavras de Deus normalmente, e rapidamente assumi deveres na igreja. Senti uma tranquilidade e liberdade profunda e agradeci a Deus por me salvar.

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