Finalmente livre de equívocos

01 de Agosto de 2022

Por Lorraine, Coreia do Sul

Há alguns anos, eu fazia vídeos na igreja. Houve um tempo em que eu não cumpria bem o meu dever, e dois vídeos que produzi foram arquivados por um tempo, devido a problemas nas ideias que continham. Na época, fiquei muito triste, pois temia que meus irmãos me menosprezariam. Para provar minha competência, trabalhei muito e passei alguns dias planejando outro vídeo. Mas, depois de ler o plano, o líder achou que o conceito era antiquado e confuso. Depois de discutir, todos acharam que não valia a pena seguir com o plano, e ele foi descartado. Eu me senti um fracasso, fiquei num estado negativo e sem energia para cumprir o meu dever. Um dia, por acaso, descobri que alguns irmãos diziam que minha mente era confusa. Quando ouvi isso, fiquei desanimada, e minha mente não parava: “O líder disse que minhas ideias eram confusas e os irmãos disseram que minha mente era desordenada. Então, quer dizer que sou uma pessoa confusa? Pessoas confusas conseguem entender a verdade e ser salvas por Deus? Será que serei expulsa?”. Esse pensamento me deixou negativa e atormentada, e eu queria fugir da situação.

No dia seguinte, chorei e disse ao líder e ao líder do grupo: “Meu calibre é baixo demais, e esse dever é muito difícil. Por favor, deixe-me cumprir outro dever”. Meu líder comungou comigo, dizendo: “Todos nós temos deficiências e sempre haverá alguns reveses e fracassos no nosso dever. Se houver problemas ou desvios, devemos resumi-los, buscar a verdade para resolvê-los e continuar nos esforçando. Esse dever não precisa ser impossível para você”. Mas, na época, não dei ouvidos e só quis ir embora. Assim, saí com um equívoco em relação a Deus e afastada dos meus irmãos. Posteriormente, comecei a praticar pregar o evangelho. Após um tempo de muito trabalho, eu me tornei cada vez mais eficiente em meu dever, e os irmãos no grupo me perguntavam sempre que tinham dúvidas. Senti que tinha recuperado alguma confiança, estava sempre de bom humor e tinha energia para cumprir o meu dever.

Mas, inesperadamente, um ano depois, devido às necessidades do trabalho, o líder arranjou para que eu voltasse a fazer vídeos. No início, eu era eficaz em meu dever e não era constrangida por nada. Mas, depois, quando a produção de vídeos precisou ser inovada, minhas ideias estavam obsoletas e meus planos eram sempre negados, e voltei para um estado negativo. Eu me via como alguém de calibre baixo, confusa e inapta para o dever. O líder do grupo viu que eu era passiva e não assumia um fardo, então comungou sobre a verdade comigo, me apoiou e ajudou, e disse: “Você e o irmão Francis vêm fazendo vídeos por mais ou menos o mesmo tempo. Ele é sério, bom em estudar e listar os problemas e tem progredido no dever. Você não está indo tão bem, deve se esforçar mais”. Quando ouvi isso, me senti desconfortável. Pensei: “Você apontou o problema no meu dever. Eu vou mudar. Mas por que me comparar ao Francis? Ele tem calibre bom e ideias claras e sempre foi cultivado. Eu sou atrapalhada. Não estou no mesmo nível. Não tem comparação”. Na hora, resisti às sugestões e à ajuda do líder do grupo e não refleti sobre mim mesma. Depois de uma semana, ele descobriu que a irmã Julie e eu não trabalhávamos bem juntas, então comungou comigo: “Você é parceira da Julie. Ela tem uma mente mais flexível, e suas habilidades técnicas são melhores, vocês se complementam. Discuta mais as coisas com ela, aprenda com os pontos fortes e ouvindo as opiniões dela. É assim que você progride. Recentemente, os resultados dos seus deveres não têm sido bons e suas ideias para vídeos ainda são antiquadas. Não acha que deve refletir sobre isso?”. Fiquei muito triste quando o líder expôs meus problemas desse jeito. Achei que ele me menosprezava e me desprezava. Ele apontara meus problemas poucos dias atrás, e agora, antes de eu poder me recuperar, ele estava me expondo. Quando mais pensava nisso, pior me sentia, e chorava de frustração. Eu disse algo do qual me arrependo até hoje. Eu disse: “Sinto-me supérflua no grupo, não estou ajudando, mesmo assim, você fica comigo”. Aquilo deixou o líder perplexo. Ele disse: “Como pode dizer uma coisa dessas? Não é assim que as pessoas veem você! Devemos buscar a verdade para resolver problemas no nosso dever. Não podemos ser negativos e resistir”. Mas não importava como o líder comungasse, eu não ouvia. Eu me achava confusa, que desagradava a Deus, que meus irmãos não me acolhiam e que eu era insignificante e descartável no grupo. Eu me sentia cada vez mais injustiçada, e vivia num estado de negatividade e equívoco. Meu relacionamento com Deus estava distante e minha confiança, cada vez mais baixa. “Meu calibre é baixo” se tornou meu mantra.

Mais tarde, ao fazer um vídeo com minha parceira, sempre que ela tinha um ponto de vista diferente, eu cedia e dizia: “Meu calibre é pobre e minhas ideias não são boas. Você vê o problema corretamente, então, seguiremos suas ideias”. E assim, eu apagava minha sugestão. Minha parceira ficou angustiada: “Por que você apagou? Tenho muitas deficiências e nem sempre vejo os problemas corretamente”. Mais tarde, ela veio conversar comigo sobre o estado dela. Disse que tinha um caráter arrogante no trabalho dela comigo e que me menosprezava um pouco e que devia refletir sobre si mesma. Depois de ouvi-la dizer isso, por fora, fiquei calma, mas me senti muito atormentada e não quis conversar em mais detalhes com ela, assim me forcei a dizer: “Você pode ser perdoada por manifestar arrogância. Quem não faria isso ao cumprir o dever com alguém de calibre tão baixo quanto o meu? Se eu fosse você, eu faria o mesmo”. Na época, ela ficou perdida e não soube o que dizer. Assim, eu vivia num estado de negatividade e equívoco. Meu coração estava atormentado e sofrendo, e era muito difícil cumprir meu dever. Especialmente após terminar um vídeo, quando devíamos explicar a ideia por trás dele e pedir a opinião de todos, eu raramente falava e não ousava participar das discussões, então olhava para a minha parceira em tais ocasiões. Quando não conseguia dormir, eu pensava: “Por que eu sempre me contenho em meu dever e não tenho confiança? Por que sempre tenho medo de ser menosprezada? Por que a vida é um tormento tão grande para mim?” Eu não queria mais ficar deprimida assim. Queria viver num estado positivo como os outros e ser capaz de cumprir meus deveres normalmente. Mas eu não conseguia me livrar desse estado negativo. Tudo que podia fazer era clamar a Deus para me salvar e me ajudar a escapar desse apuro.

Pouco tempo depois, numa reunião, ouvi o líder ler uma passagem das palavras de Deus que me fez perceber meu problema e reverter o meu estado. Deus diz: “Quando as pessoas se afastam de Deus, quando vivem num estado em que interpretam Deus errado ou resistem a Deus e se opõem a Ele ou discutem com Deus, elas saíram totalmente do cuidado e da proteção de Deus, estão completamente afastadas da luz da presença de Deus. Quando as pessoas vivem num estado desse tipo, elas só podem viver segundo seus sentimentos. Algum pensamento irrelevante pode perturbá-lo tanto que você não consegue comer nem dormir, um comentário descuidado de alguém pode lançá-lo em dúvida e perplexidade, mesmo um único pesadelo pode torná-lo negativo e fazer com que você interprete Deus errado. Uma vez que esse tipo de ciclo vicioso tenha tomado forma, as pessoas determinam que tudo acabou para elas, que elas perderam toda esperança de ser salvas, que elas foram abandonadas por Deus, que Deus não as salvará. Quanto mais pensam desse jeito e mais têm esse tipo de pensamentos, mais caem em negatividade. A razão verdadeira pela qual as pessoas têm esses sentimentos é que elas não buscam a verdade nem praticam de acordo com as verdades princípios. E visto que, quando algo lhes acontece, as pessoas não buscam nem praticam a verdade, e porque sempre seguem seu próprio caminho e vivem em meio aos seus esquemas mesquinhos, passando o dia todo comparando-se aos outros e competindo com eles, invejando e odiando qualquer um que seja melhor do que elas, e zombando e gozando de qualquer um que acreditam ser inferior a elas, vivendo no caráter de Satanás, não fazendo coisas de acordo com as verdades princípios e recusando-se a aceitar as exortações de qualquer pessoa, isso acaba resultando em todo tipo de ilusões, especulações e julgamento, e elas se tornam eternamente ansiosas. E isso não é culpa delas? Só as pessoas poderiam colocar sobre si o peso de um fruto tão amargo — e elas realmente o merecem. O que causa tudo isso? É porque as pessoas não buscam a verdade, são arrogantes e presunçosas demais, agem de acordo com as próprias inclinações, sempre se exibem e se comparam aos outros, sempre tentam se distinguir, sempre fazem exigências insensatas a Deus e assim em diante — todas essas coisas levam as pessoas a se afastarem de Deus aos poucos, a se opor a Deus e desafiar a verdade o tempo todo. No fim, elas se lançam na escuridão e na negatividade. Em momentos como esse, é impossível que as pessoas tenham um entendimento puro de sua rebelião e resistência, e é ainda mais impossível que tenham a atitude certa; em vez disso, elas se queixam de Deus, entendem Deus errado, tentam adivinhar as intenções de Deus. Quando isso acontece, as pessoas finalmente percebem que sua corrupção é muito profunda e que elas são problemáticas demais, então determinam que estão se opondo a Deus e não conseguem evitar ser lançadas em negatividade, incapazes de sair desta. Elas acreditam que: ‘Deus me detesta e me rejeita, Deus não me quer. Sou rebelde demais, mereço isso, Deus definitivamente não me salvará mais’. Elas acreditam que tudo isso são fatos, que todas essas coisas são verdadeiras. Determinam que as coisas sobre as quais especularam no coração são fatos. Não importa quem lhes comunique a verdade, não adianta, elas não conseguem aceitá-la. Elas pensam: ‘Deus não me abençoará, Ele não me salvará, então que sentido faz acreditar em Deus?’. Quando a senda de sua crença em Deus alcançou esse ponto, as pessoas ainda são capazes de crer? Não. Por que não conseguem mais continuar? Há um fato aqui. Quando a negatividade das pessoas alcança certo ponto, quando seu coração se enche de oposição e queixa e elas desejam cortar qualquer contato com Deus, então isso já não é mais tão simples como não temer a Deus, não obedecer a Deus, não amar a verdade e não aceitar a verdade. O que acontece em vez disso? Em seu coração, elas tomaram a decisão de desistir de sua fé em Deus. Acreditam que é vergonhoso esperar passivamente até serem expulsas, que há mais dignidade em decidir desistir, e assim elas tomam a iniciativa e interrompem as coisas por conta própria. Condenam a fé em Deus como se fosse algo ruim, condenam a verdade como se ela fosse incapaz de mudar as pessoas e condenam a Deus como injusto, perguntando — magoadas — por que Deus não as salvou: ‘Fiz tantos sacrifícios, fui tão sincero, trabalhei tanto, sofri muito mais do que os outros e me esforcei muito mais do que todos os outros e ainda assim Deus não me abençoou. Agora vejo que Deus não gosta de mim, que Deus não é imparcial’. Elas têm a ousadia de transformar suas dúvidas em relação a Deus em condenação e blasfêmia contra Deus. Quando tais coisas tomam forma, elas podem continuar na senda da fé em Deus? Visto que elas se rebelam contra Deus, se opõem a Deus e não aceitam a verdade nem refletem um pouco sequer sobre si mesmas, elas se perderam por sua própria culpa(A Palavra, vol. 5: As responsabilidades dos líderes e dos obreiros, “As responsabilidades dos líderes e dos obreiros (17)”). Cada palavra que Deus falou era um lembrete, uma análise ou até um alerta para mim, especialmente quando Deus disse: “A razão verdadeira pela qual as pessoas têm esses sentimentos é que elas não buscam a verdade nem praticam de acordo com as verdades princípios”. Pensando nessas palavras, comecei a refletir sobre mim mesma e finalmente descobri que, depois de todo esse tempo, eu nunca buscava a verdade quando enfrentava essas situações, muito menos praticava de acordo com as verdades princípios. Eu estava vivendo totalmente dentro da minha imaginação e especulação. Lembrei-me de quando fracassei várias vezes em criar vídeos, e ouvi meus irmãos comentarem que minhas ideias eram confusas. Em vez de refletir sobre meus problemas, decidi fugir e viver em negatividade e equívoco. Quando voltei a fazer vídeos, não aprendi com os fracassos anteriores, mas cumpri meu dever com uma mentalidade passiva e defensiva. Quando ouvi o líder do grupo elogiar os outros e então apontar problemas no meu dever, fiquei ainda mais negativa. Senti que tinha calibre baixo e que era confusa. Suspeitei que meus irmãos me menosprezavam e me equivoquei ainda mais sobre Deus, o que causou mais dor e escuridão no meu coração e me tornou ineficaz em meu dever. Eu me restringia em tudo e me sentia muito constrangida. Só então vi claramente que não havia problemas com as pessoas e coisas em minha volta e que Deus não estava me desfavorecendo. Eu não estava buscando a verdade e sempre resistia, me distanciava e me ressentia de ser castigada e disciplinada, tratada e podada por Deus. Minha desobediência e resistência a Deus eram grandes demais, lançando-me em dor e escuridão e me separando ainda mais de Deus. Quem além de mim era culpado quando eu não cumpria bem o meu dever? Finalmente entendi o que significava “restringir-se”. Vi outra coisa claramente: embora eu acreditasse em Deus e renunciasse e me despendesse, eu não aceitava a verdade nem reconhecia que a verdade que Deus expressa pode salvar as pessoas. Quando sofria fracassos e reveses no meu dever, eu resistia, agia insensatamente e me rotulava como alguém de calibre baixo. Até achava que Deus não salva pessoas como eu. Eu vivia insatisfeita e achava que podia suportar adversidade e fazer sacrifícios no meu dever; que eu não sofria menos do que os outros. Então por que eu sempre me revelava tão ruim nisso? Por que Deus não era benevolente comigo? Eu não estava negando a justiça de Deus? Isso era blasfêmia! Quanto mais refletia, com mais medo eu ficava. Eu sentia que meu estado era perigoso demais. Se eu não revertesse as coisas e me arrependesse de verdade, eu certamente seria expulsa por Deus. Cada estado na análise de Deus tocou meu coração. Quando vi como era sério o meu problema, chorei muito. Eu me odiei por não buscar a verdade, por não aceitar as palavras de Deus e por me prejudicar. Senti remorso profundo, então orei a Deus: “Deus, não quero mais ser tão rebelde e teimosa, e não quero viver em equívoco nem ferir Teu coração de novo. Quero me arrepender!”.

Depois disso, o líder e o líder do grupo vieram comungar comigo. Eles expuseram e apontaram minha tendência de ficar negativa e leram a palavra de Deus para mim. Fiquei muito comovida. Deus Todo-Poderoso diz: “Em cada estágio — seja quando Deus está disciplinando ou corrigindo você, seja quando Ele o está lembrando ou exortando — caso um conflito tenha ocorrido entre você e Deus, mas você não dá meia-volta e continua a se agarrar às próprias ideias, pontos de vista e atitudes, então, ainda que seus passos se direcionem para a frente, o conflito entre você e Deus, seus equívocos sobre Ele, suas reclamações e sua rebeldia contra Ele não são retificadas, e seu coração não dá meia-volta. Então Deus, de Sua parte, o expulsará. Embora você não tenha largado o dever imediato, se mantenha fiel ao seu dever e tenha um pouco de lealdade àquilo que Deus comissionou, e as pessoas vejam isso como aceitável, a disputa entre você e Deus formou um nó permanente. Você não usou a verdade para resolver isso e ganhar um entendimento verdadeiro da vontade de Deus. Como resultado, seus equívocos em relação a Deus se aprofundam, e você sempre acha que Deus está errado e que você está sendo tratado injustamente. Isso significa que você não deu meia-volta. Sua rebelião, suas noções e seus equívocos sobre Deus ainda persistem, o que leva você a ter uma mentalidade desobediente, a sempre ser rebelde e se opor a Deus. Esse o tipo de pessoa não é alguém que se rebela contra Deus, que resiste a Deus e que teimosamente se recusa a se arrepender? Por que Deus atribui tanta importância a que as pessoas deem meia-volta? Com qual atitude deveria um ser criado considerar o Criador? Uma atitude que reconhece que o Criador está certo, não importa o que Ele faça. Se você não reconhece isso, então, que o Criador é a verdade, o caminho e a vida serão somente palavras vazias para você. Se esse for o caso, você ainda poderá alcançar a salvação? Não poderá. Você não estaria qualificado; Deus não salva pessoas como você. […] Você deve dar meia-volta e deixar de lado suas ideias e intenções. Quando tiver esse intento, a sua também será, naturalmente, uma atitude de submissão. Contudo, falando um pouco mais precisamente, isso se refere às pessoas darem meia-volta em sua atitude para com Deus, o Criador; é um reconhecimento e uma afirmação do fato de que o Criador é a verdade, o caminho e a vida. Se você consegue dar essa meia-volta, isso demonstra que você consegue deixar de lado essas coisas que acha que estão certas, ou as coisas que a humanidade — que é corrupta — acha, coletivamente, que estão certas; e, em vez disso, você está reconhecendo que as palavras de Deus são a verdade e coisas positivas. Se você consegue ter essa atitude, isso prova seu reconhecimento da identidade do Criador e de Sua essência. É assim que Deus vê a questão, e, portanto, Ele considera o homem dar meia-volta algo especialmente importante(A Palavra, vol. 3: As declarações de Cristo dos últimos dias, “Somente ao resolver suas noções alguém pode iniciar a trilha certa da crença em Deus (3)”). Quando contemplei a palavra de Deus, entendi por que é tão importante para Deus que as pessoas deem meia-volta. Na obra de Deus para salvar as pessoas, não importa quanto trabalho uma pessoa possa fazer ou quanto sofrimento consiga suportar. O que Deus vê é o coração das pessoas. Ele vê se elas admitem que Deus é a verdade, o caminho e a vida e se elas obedecem a Deus. Se uma pessoa revela muita corrupção e faz coisas que violam a verdade, mas nunca reflete sobre seus problemas nem aceita a verdade, e sempre abriga equívocos sobre Deus, mesmo que, por fora, tal pessoa consiga resistir ao sofrimento e fazer sacrifícios, para Deus, ela ainda está resistindo e traindo a Deus. No fim, todas essas pessoas serão expulsas e não poderão ser salvas. Considerei como, ao longo dos anos, eu sempre tinha entendido Deus errado e tinha ressalvas em relação a Ele, mas nunca resolvia esses problemas. Eu só me entorpecia, ocupando-me com meu dever. Quando problemas foram expostos e muitas deficiências minhas foram reveladas, o que feriu meu ego, eu me rotulei com palavras negativas e até me queixei e critiquei Deus erroneamente. Com o passar do tempo, o ressentimento se acumulou no meu coração, minha distância de Deus aumentou e meu estado se tornou cada vez pior. Eu tive que perguntar a mim mesma: “Embora eu me ocupe com meu dever todos os dias e nunca fiz nada realmente perverso, meu coração está longe de Deus e eu sempre O afasto e O entendo errado. Como posso dizer que sou crente em Deus? Deus aprovaria uma crença como essa? Eu vivo em equívoco e negatividade, e nunca sinto alívio. Mesmo quando cumpro meu dever, é difícil receber a obra do Espírito Santo. Eu só consigo me arrastar confiando em minha experiência anterior. Como eu me desenvolveria assim? O que eu poderia ganhar crendo desse jeito?”. Foi então que percebi claramente como é importante livrar-se de equívocos sobre Deus e ter um coração penitente. Nesses três anos, eu nunca conseguira esquecer o comentário dos meus irmãos de que minhas ideias não eram claras. Eu nunca busquei a verdade nessa questão nem refleti sobre mim mesma à luz da palavra de Deus. Agora, eu sabia que devia buscar a verdade para resolver esse problema.

Então consultei partes relevantes da palavra de Deus. As palavras de Deus dizem: “Quando Deus chama você de tolo, Ele não está pedindo que você aceite alguma declaração, palavra ou definição — Ele está exigindo que você entenda a verdade contida nisso. Então, quando Deus chama alguém de tolo, que verdade está contida nisso? Todos entendem o significado superficial da palavra ‘tolo’. Mas quanto a quais são as manifestações e os caracteres de um tolo, quais das coisas que as pessoas fazem são tolas e quais não são, por que Deus expõe as pessoas desse jeito, se os tolos podem ou não vir para diante de Deus, se os tolos são ou não capazes de agir de acordo com os princípios, se eles são ou não capazes de entender o que é certo e o que é errado, se eles são ou não capazes de discernir o que Deus ama e o que Deus odeia — na maioria das vezes, as pessoas não têm clareza em relação a essas coisas; para elas, tudo é ambíguo e mal definido, totalmente não óbvias. Por exemplo: na maioria das vezes, as pessoas não sabem — elas não têm clareza — se fazer algo de certo jeito é simplesmente seguir regras ou praticar a verdade. Também não sabem — tampouco isso é claro para elas — se algo é amado ou desprezado por Deus. Não sabem se praticar de um determinado modo é impor restrições às pessoas ou comunicar a verdade e ajudar as pessoas normalmente. Não sabem se os princípios por trás do jeito com que agem em relação às pessoas estão corretos, e se estão tentando criar aliados ou tentando ajudar as pessoas. Não sabem se agir de certo modo é obedecer aos princípios e permanecer firmes em sua posição ou é ser arrogante e hipócrita, e se exibir. Quando não têm outra coisa a fazer, algumas pessoas gostam de ficar olhando num espelho; não sabem se isso é narcisismo e vaidade ou se é normal. Algumas pessoas têm um temperamento ruim e são um pouco estranhas; elas sabem dizer se isso está relacionado ao fato de ter um caráter ruim? As pessoas não conseguem nem diferenciar entre essas coisas que são vistas e encontradas comumente — ainda assim dizem que ganharam tanto por crerem em Deus. Isso não é tolice? Então, vocês conseguem aceitar ser chamados de tolos? (Sim.) […] E vocês querem ser tolos pelo resto de sua vida? (Não.) Ninguém quer ser um tolo. Na verdade, comunicar e dissecar dessa forma não é para que você tente classificar-se como tolo; não importa como Deus defina você, não importa o que Ele revele sobre você, como Ele o julgue e castigue ou lide com você e o pode, o objetivo último é permitir que você escape desses estados, entenda a verdade, ganhe a verdade e tente não ser um tolo. O que, então, você deveria fazer se você deseja não ser um tolo? Você deve buscar a verdade. Em primeiro lugar, você deve saber em quais assuntos você é um tolo, em quais assuntos você sempre prega doutrina, sempre se perde em teoria e palavras e doutrinas, e fica de olhos inexpressivos quando é confrontado com os fatos. Quando você resolver esses problemas e tiver certeza sobre cada aspecto da verdade, as vezes em que você é tolo diminuirão. Quando você tiver um entendimento claro de cada verdade, quando suas mãos e seus pés não estiverem atados em tudo que faz, quando não for restringido nem constrangido — quando, uma vez que algo acontecer com você, você for capaz de encontrar os princípios corretos para praticar e for realmente capaz de agir de acordo com os princípios depois de orar a Deus, buscar a verdade ou encontrar alguém com quem possa se comunicar, então você deixará de ser tolo. Se algo estiver claro para você e você for capaz de praticar a verdade corretamente, então você não será tolo quando se tratar daquela coisa. As pessoas só precisam entender a verdade para que seu coração seja naturalmente iluminado(A Palavra, vol. 3: As declarações de Cristo dos últimos dias, “Seis indicadores de crescimento da vida”). Deus explica claramente o comportamento de pessoas desordenadas. Pessoas desordenadas são confusas e inseguras em tudo que fazem. Não têm postura nem princípios, não sabem do que Deus gosta e o que odeia e carecem de discernimento sobre pessoas e circunstâncias. Não conseguem ver as próprias deficiências nem a corrupção que revelam. Quando coisas acontecem, elas não distinguem o certo do errado e não têm princípios nem senda de prática. Quando me analisei em relação às palavras de Deus, cenas do meu dever emergiram na minha mente. Eu só me concentrava em trabalhar muito, mas nunca em ler as palavras de Deus nem em buscar as verdades princípios. Quando meus irmãos me davam sugestões para a edição de vídeos, eu não dava muita atenção. Às vezes, nem entendia o que queriam dizer e fazia as coisas cegamente, pensando que aquele sofrimento era lealdade a Deus. Eu revelava tanta corrupção e deficiência em meu dever, mas não vinha para diante de Deus para buscar a verdade e resolver os problemas. Em vez disso, vivia num estado negativo havia anos e estava entorpecida. Não conseguia ver como era sério o meu problema nem como era perigoso continuar daquele jeito. Eu estava sempre confusa e era superficial todos os dias. Esses não são os comportamentos de uma pessoa desordenada? Só então percebi que o que meus irmãos diziam sobre mim era verdade. Mas eu me recusava a admitir. Suspeitei que todos me menosprezavam e senti preconceito e distanciamento em relação a eles. Eu não devia ter feito isso! Durante todos esses anos, meus irmãos me apoiaram e ajudaram tantas vezes e nunca me menosprezaram. Eu era a pessoa ultrajante, insensata e que não aceitava a verdade. Pensando nisso, finalmente consegui abrir mão do passado. Eu me odiei profundamente por ser tão confusa e não buscar a verdade. Eu me odiei por ser tão insensata.

Quando percebi que eu era confusa, pensei em quantas vezes me defini como alguém de calibre baixo. Esse era outro problema para o qual eu devia buscar a verdade para resolver. Mais tarde, li uma passagem das palavras de Deus: “Se Deus o fez tolo, há significado em sua tolice; se Ele o fez inteligente, há significado em sua inteligência. Quaisquer que sejam os talentos que Deus lhe dê, quaisquer que sejam seus pontos fortes, qualquer que seja seu QI, tudo isso tem um propósito para Deus. Todas essas coisas foram preordenadas por Deus. O papel que você exerce na sua vida e o dever que você cumpre foram ordenados por Deus há muito tempo. Algumas pessoas veem que outros possuem pontos fortes que elas não têm e ficam descontentes. Querem mudar as coisas aprendendo mais, vendo mais e sendo mais diligentes. Mas existe um limite para o que sua diligência pode alcançar, e elas não podem superar os que têm dons e perícia. Não importa quanto você lute, é inútil. Deus ordenou o que você será, e não há nada que qualquer um possa fazer para mudar isso. Não importa em que você seja bom, é nisso que você deve se esforçar. Qualquer que seja o dever para o qual é apto, esse é o dever que deveria cumprir. Não tente inserir-se à força em áreas fora do seu conjunto de habilidades e não inveje os outros. Todo mundo tem a sua função. Não pense que você consegue fazer tudo bem nem que você é mais perfeito ou melhor do que os outros, sempre querendo substituir os outros e se exibir. Isso é um caráter corrupto. Há aqueles que acham que não conseguem fazer nada bem e que não têm habilidade alguma. Se esse for o caso, você deve simplesmente ser uma pessoa que ouve e obedece com os pés no chão. Faça o que pode e faça-o bem, com toda sua força. Isso basta. Deus ficará satisfeito. Não pense sempre em ultrapassar a todos, em fazer tudo melhor do que os outros, e em destacar-se da multidão em todos os sentidos. Que tipo de caráter é esse? (Um caráter arrogante.) As pessoas sempre possuem um caráter arrogante, e mesmo que queiram lutar pela verdade e satisfazer a Deus, elas ficam aquém disso. Ser controladas por um caráter arrogante faz com que as pessoas sejam o mais propensas a se desviar. Por exemplo, há algumas pessoas que sempre querem se exibir expressando suas boas intenções no lugar das exigências de Deus. Deus elogiaria esse tipo de expressão de boas intenções? Para ser atento à vontade de Deus, você deve seguir as exigências de Deus, e para cumprir o seu dever, você deve se submeter aos arranjos de Deus. As pessoas que expressam boas intenções não são atentas à vontade de Deus; em vez disso, estão sempre tentando aplicar novos truques e falar palavras que soam elevadas. Deus não exige que você seja atento dessa maneira. Algumas pessoas dizem que é porque são competitivas. Por si só, ser competitivo é algo negativo. É uma revelação — uma manifestação — do caráter arrogante de Satanás. Quando você tem um caráter desse tipo, você está sempre tentando reprimir os outros, sempre tentando ultrapassá-los, competindo, sempre tentando tirar algo das pessoas. Você tem muita inveja, não cede a ninguém e está sempre tentando se destacar da multidão. Isso significa um problema; é assim que Satanás age. Se você realmente deseja ser uma criatura aceitável de Deus, não busque realizar seus próprios sonhos. Tentar ser superior e mais capaz do que você é a fim de alcançar seus objetivos é ruim. Você deveria aprender a se submeter aos arranjos e orquestrações de Deus e não elevar-se acima de sua posição; só isso demonstra senso(A Palavra, vol. 3: As declarações de Cristo dos últimos dias, “Os princípios que devem guiar a conduta da pessoa”). As palavras de Deus são tão claras! Por que eu continuava dizendo que meu calibre era baixo? Porque, na verdade, minha natureza era arrogante demais. Eu sempre tinha ambições e desejos, queria estar acima dos outros, e quando não conseguia, eu ficava negativa, indignada e me rotulava. Meu desejo de status e reputação era forte demais. Em qualquer grupo, eu temia ser menosprezada e sempre queria ser admirada. Mas, na verdade, muitos dos meus problemas e deficiências estavam se revelando. E quando experimentei tratamento, poda, reveses e fracassos, eu achava que minha imagem e reputação estavam danificadas. Eu não conseguia encarar isso corretamente e achava que meu calibre era baixo e que eu era confusa demais. Também me comparava com outros. Quando via que os outros no grupo tinham pontos fortes e um calibre melhor do que o meu, eu me sentia desinteressante e comum. Eu não conseguia aceitar essa realidade, por isso sempre me sentia deprimida e inferior. Só então percebi que o que eu queria era status e prestígio, por isso comparava meu calibre e dons aos dos outros e buscava ser admirada. Meu caráter satânico era muito sério. Dons e calibre não são a chave para determinar se uma pessoa consegue cumprir bem o seu dever. Ser admirado e adorado pelos outros não é uma garantia de salvação. Deus nunca disse isso. Deus quer que tenhamos humanidade e sejamos sensatos, que busquemos a verdade com os pés no chão, resolvamos nossos caracteres corruptos e vivamos uma semelhança humana. É isso que Deus exige das pessoas. Lembrei-me de algo que Deus diz: “Não importa se Eu digo que vocês são subdesenvolvidos ou de baixo calibre — isto é fato. O fato de Eu dizer isso não prova que pretendo abandoná-los, que perdi a esperança em vocês, muito menos que não estou disposto a salvá-los. Eu venho hoje para realizar a obra da sua salvação, o que significa dizer que a obra que faço é uma continuação da obra da salvação. Toda pessoa tem a chance de ser aperfeiçoada: contanto que você esteja disposto, contanto que busque, no fim você será capaz de alcançar este resultado, e nenhum de vocês será abandonado(A Palavra, vol. 1: A aparição e a obra de Deus, “Restaurar a vida normal do homem e levá-lo a um destino maravilhoso”). As palavras de Deus são muito claras. Embora Deus diga que as pessoas têm calibre baixo e revela que são confusas, isso é só para que elas vejam seus problemas e conheçam suas deficiências, para que possam buscar a verdade e ter uma mudança em sua vida caráter. Podemos ter calibre baixo, mas, contanto que amemos e busquemos a verdade e tentemos satisfazer as exigências de Deus, Deus nos iluminará e guiará. Mas, se nosso calibre for bom, mas nós não buscarmos a verdade, seremos revelados e expulsos. De fato, meu calibre era baixo, mas Deus nunca disse que não me salvaria ou que me expulsaria por causa disso. Ele ainda me dava chances para cumprir meu dever. Eu devia valorizá-las, buscar a verdade, ser ativa em progredir, compensar minhas deficiências e melhorar meu calibre.

Depois disso, quando algo acontecia, eu me concentrava em buscar a verdade, e não importava qual fossem a circunstâncias, se era tratamento e poda ou reveses e fracassos, eu me concentraria em refletir sobre mim mesmo e buscar as verdades princípios. Quando experimentei desse jeito, senti a presença de Deus antes que me desse conta disso, e senti que minha mente estava mais clara. Quando meus irmãos discutiam ideias para vídeos, eu não me restringia mais. Às vezes, as opiniões que eu expressava estavam erradas ou meus irmãos me davam sugestões, mas eu conseguia encarar corretamente e estava mais calma. Naquele tempo, eu me senti muito próxima de Deus. Senti que Deus estava do meu lado, dando-me força e confiança. Embora houvesse muitas dificuldades em meu dever, buscando a vontade de Deus por meio de oração, confiando em Deus e cooperando com meus irmãos, finalmente alguns problemas foram resolvidos e a eficácia do meu dever melhorou. Agradeço a Deus do fundo do meu coração por me salvar.

Ao lembrar quando eu entendia Deus errado e fiquei afastada Dele, senti um remorso profundo. Mais tarde, li outra passagem das palavras de Deus e fiquei muito comovida. As palavras de Deus dizem: “Eu não quero ver ninguém sentindo como se Deus o tivesse deixado ao relento, como se Deus o tivesse abandonado ou lhe dado as costas. Tudo que quero ver é todos na estrada para buscar a verdade e procurar entender Deus, avançando corajosamente com uma determinação inabalável, sem receios ou fardos. Não importa que erros você tenha cometido, não importa o quanto você tenha se desviado ou quão seriamente tenha transgredido, não permita que esses se tornem fardos ou excesso de bagagem que você tenha que levar consigo em sua busca para entender Deus. Continue marchando adiante. O tempo todo, Deus mantém a salvação do homem no coração; isso nunca muda. Essa é a parte mais preciosa da essência de Deus(A Palavra, vol. 2: Sobre conhecer a Deus, “O Próprio Deus, o Único VI”). Em meus anos de crença em Deus, eu dizia que Deus ama as pessoas, mas não tinha conhecimento real do amor de Deus. Essa experiência me deu um entendimento real e pude sentir o amor de Deus. Embora meu coração fosse duro e rebelde, Deus arranjou ambientes para eu vivenciar. Ele esperou até que eu mudasse, Ele me despertou com Suas palavras e me tirou do meu estado de negatividade e equívoco. O desejo de Deus de salvar as pessoas é tão belo e sincero! Sou muito grata a Deus. Quero apenas buscar bem a verdade, cumprir bem o meu dever e retribuir o amor de Deus.

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