A emoção obscureceu meu coração

27 de Outubro de 2022

Em maio de 2017, aceitei a obra de Deus Todo-Poderoso nos últimos dias. Quando meu marido viu como eu me recuperei de uma doença e desfrutava da graça de Deus após crer em Deus, ele também aceitou a obra de Deus e começou a cumprir o seu dever. Mais tarde, a dor severa na coluna dele começou a diminuir, e ele conseguiu investir muita energia em seu dever. Não importava o que a igreja pedia, ele dava tudo de si para fazê-lo e frequentemente ajudava os irmãos com entusiasmo. Eu achava que o meu marido era um buscador verdadeiro e imaginava como seria maravilhoso praticar a nossa fé, seguir a Deus até o fim e entrar no reino juntos.

Mas as coisas não eram tão perfeitas como eu imaginava. Em março de 2021, já que eu carecia de experiência de vida e não conseguia fazer trabalho prático, fui dispensada da minha posição de pregadora. Para a minha surpresa, meu marido teve uma opinião muito mordaz sobre a minha dispensa. Ele disse: “Nesses dois anos, você se entregou ao seu dever e eu fiquei cuidando dos assuntos da nossa casa sozinho. Se você sacrificou tanto e ainda assim foi dispensada, eu certamente não terei êxito como crente. Eu renuncio à minha fé!”. Comunguei com ele e expliquei que a igreja tinha me dispensado de acordo com os princípios e que devemos ter a atitude correta em relação a isso e não entender Deus errado. Também lhe disse que ser dispensada não significava que eu tinha perdido minha chance de ser salva e que, contanto que eu buscasse a verdade, ainda havia esperança. Mas a despeito de tudo o que eu dizia, ele não quis ouvir e me ignorou. Durante o mês seguinte, ele não participou das reuniões nem cumpriu seu dever. Nem quis ler as palavras de Deus ou orar a Deus. Nessa época, a líder comungou com ele muitas vezes, mas ele a ignorou. Mais tarde, a líder comungou com ele que a obra de Deus estava quase concluída, que todos os tipos de desastres estavam aumentando e que, se não aproveitássemos a oportunidade de praticar a fé e cumprir o nosso dever, seria tarde demais para nos arrepender no meio dos desastres. Só então ele deu meia-volta e voltou a participar das reuniões e a cumprir o dever. Fiquei muito aliviada — achei que, enquanto ele participasse das reuniões, cumprisse seu dever e buscasse a verdade, ainda existia uma esperança de ele ser salvo.

No início, ele ainda tinha algum entusiasmo e era bastante proativo em seu dever. Ele era diácono de rega na época e participava pontualmente das reuniões com os outros. Às vezes, quando a igreja precisava de ajuda nos assuntos gerais, ele conseguia sofrer adversidade e fazer sacrifícios no trabalho. Mas isso não durou: alguns meses depois, o sobrinho do meu marido recebeu o diagnóstico de uma doença rara, e quando ele foi para a casa do irmão para ajudar, ele se esquivou dos deveres e perdeu várias reuniões, o que significou que os irmãos de vários grupos ficaram sem ninguém para regá-los. Eu comunguei com ele e lhe disse que devemos priorizar nossos deveres e não gastar muito tempo com os assuntos da carne, pois isso influenciaria nossos deveres e atrasaria a nossa entrada na vida. Os irmãos comungaram com ele, mas ele não quis ouvir. Até o dia em que ele chegou em casa agitado e me disse que, enquanto caminhava pela estrada, ele quase tinha sido atropelado e morto por um carro e que Deus o tinha protegido. Depois disso, ele voltou a participar das reuniões. Mas isso foi só temporário. Quando o irmão dele pediu ajuda de novo, ele se ausentou das reuniões e do dever. Vendo que ele não estava sendo responsável em seu dever e não corrigia seu comportamento após muitas comunhões, a liderança superior o dispensou de sua posição com base em seu desempenho geral. Depois de ser dispensado, ele parou de ir às reuniões e passou a ajudar o irmão todos os dias. Os irmãos comungaram com ele muitas vezes, mas, embora concordasse verbalmente, ele não voltou às reuniões. Quando o vi desse jeito, fiquei muito aflita. Eu temia que, se ele não praticasse a fé, ele seria pego pelos desastres e punido. Perguntei por que ele não participava das reuniões, e, para a minha surpresa, ele disse: “Vários membros da nossa família acreditam em Deus, mas Deus não protegeu meu sobrinho dessa doença grave…”. Foi só então que percebi, de repente, que ele culpava Deus por não proteger a saúde do sobrinho dele. Vendo que o meu marido tinha essa noção equivocada em sua fé e só queria receber graça, eu comunguei com ele: “Não devemos crer em Deus só para receber graça e bênçãos. Devemos buscar a verdade e nos submeter aos arranjos de Deus”. Eu comunguei com ele várias vezes, mas ele sempre resistia e ficava agitado. Pensei: “Ele não está aceitando a verdade e fala igual a um incrédulo”. Mas então pensei: “Talvez seja porque ele é novo na fé e não entende a verdade. Devo tentar ajudá-lo mais”. Mas por mais que comungasse com ele, ele não queria ouvir. Alguns dias depois, um líder superior veio fazer trabalho de limpeza. Precisávamos identificar incrédulos, anticristos e pessoas malignas, pedir as avaliações deles e então expurgá-los ou expulsá-los. Entre os identificados estava o meu marido. No que diz respeito ao seu comportamento geral, ele só buscava bênçãos em sua crença em Deus e desenvolvia noções contra Deus, se recusava a participar das reuniões e a cumprir seu dever sempre que as coisas não iam como ele queria ou ele não recebia a graça de Deus. Ele foi identificado como um incrédulo que buscava “comer pão e se satisfazer”. Entrei em pânico: “Isso não significa que eles expulsarão o meu marido? Ele não perderá a chance de ser salvo?”. Eu não consegui aceitar os fatos e busquei contra-argumentos: “Vocês não erraram? Ele é novo na fé e não entende a verdade. Ele cumpria o dever antes; é que algo aconteceu na nossa família, e ele ficou fraco temporariamente. Devemos apoiá-lo e ajudá-lo. Talvez, quando o estado dele melhorar, ele volte a se reunir normalmente”. Mas eu sabia que o trabalho de limpeza era muito importante para a casa de Deus. Na época, eu era uma líder de igreja, e meu dever era executá-lo, por isso concordei em fornecer informações. Mas eu ainda estava pensando em ajudá-lo. Eu comungava com ele com frequência, o incentivava a ler as palavras de Deus e a se reunir, mas ele não me ouvia. Às vezes, ele até perdia o controle e me mandava calar a boca. Às vezes, quando eu estava ocupada com o trabalho da igreja e não podia cuidar dos assuntos da casa, ele me repreendia e gritava comigo. Eu estava muito decepcionada com ele, parecia que não havia como salvá-lo. Por mais que tentasse ajudá-lo, ele não melhorava.

Um dia, encontrei uma passagem das palavras de Deus que expõe o comportamento dos incrédulos. Ela dizia: “Quais são os distintivos dos incrédulos? Sua crença em Deus é um tipo de busca de oportunidades, um jeito de lucrar com a igreja, de evitar desastres, de receber apoio e um vale-refeição constante. Alguns deles até têm ambições políticas, desejam se juntar ao governo e receber uma nomeação oficial. Tais pessoas são, sem exceção, incrédulos. Sua crença em Deus traz esses motivos e intenções e, em seu coração, eles não acreditam com uma certeza absoluta que existe um Deus. Embora O admitam, eles o fazem com dúvidas, pois o ponto de vista que defendem é ateísta. Eles só acreditam em coisas que conseguem ver no mundo material. […] É exatamente por essas pessoas não acreditarem que Deus reina sobre tudo, que elas são capazes, com audácia e sem qualquer escrúpulo, de infiltrar-se na igreja com os próprios objetivos e intenções. Elas desejam expressar seus talentos na igreja ou realizar seus desejos, ou alguma coisa assimisto é, elas desejam infiltrar-se na igreja e ali ganhar status e prestígio para realizar seu desejo e intenção de ganhar bênçãos e assim obter sua renda. Seu comportamento e sua natureza e essência mostram que seus objetivos, motivos e intenções para crer em Deus são incorretos. Nenhuma delas é uma pessoa que aceita a verdade, e mesmo que consigam entrar na igreja, elas não são pessoas que a igreja deveria aceitar. O significado implícito disso é que elas podem ser capazes de se infiltrar na igreja, mas não são o povo escolhido de Deus. ‘Não são o povo escolhido de Deus’como essa frase deve ser interpretada? Significa que Deus não as predestinou nem escolheu; Ele não as vê como recipientes de Sua obra e salvação; tampouco Ele as predestinou para serem seres humanos que Ele salvará. Uma vez que entraram na igreja, naturalmente não podemos tratá-las como nossos irmãos e irmãs, pois não são pessoas que aceitam genuinamente a verdade nem se submetem à obra de Deus. Alguns podem perguntar: ‘Visto que não são irmãos e irmãs que acreditam verdadeiramente em Deus, por que a igreja não os expurga e elimina?’. A vontade de Deus é que Seu povo escolhido aprenda a discernir com essas pessoas e assim enxergue os esquemas de Satanás e rejeite Satanás. Uma vez que o povo escolhido de Deus consiga discernir, chegará a hora de expurgar esses incrédulos. O objetivo do discernimento é expor esses incrédulos que se infiltraram na casa de Deus com seus desejos e ambições para expurgá-los da igreja, pois eles não são crentes verdadeiros em Deus, muito menos são pessoas que aceitam e buscam a verdade. Nada de bom resulta de sua permanência na igrejamas sim muitos males. Em primeiro lugar, após se infiltrarem na igreja, eles não comem nem bebem das palavras de Deus e não aceitam a verdade nem minimamente; tudo que fazem é interromper e perturbar o trabalho da igreja, para o detrimento da entrada na vida do povo escolhido de Deus. Em segundo lugar, se eles permanecerem na igreja, eles cometerão excessos, assim como fazem os incrédulos. Isso interromperá e perturbará o trabalho da igreja e sujeitará a igreja a muitos perigos ocultos. Em terceiro lugar, se eles permanecerem na igreja, eles não agirão de bom grado como servidores, e embora possam prestar algum serviço, o farão apenas para ganhar bênçãos. Se vier o dia em que eles souberem que não podem ganhar bênçãos, eles se enfurecerão, perturbando e prejudicando o trabalho da igreja. Seria melhor expurgá-los da igreja antes disso acontecer. Em quarto lugar, os incrédulos também estão propensos a formar bandos e panelinhas na igreja. É provável que apoiem e sigam anticristos, formando uma força maligna dentro da igreja que representa uma grande ameaça ao seu trabalho. À luz dessas quatro considerações, é necessário discernir e expor os incrédulos que infiltram a igreja e então expurgá-los. Esse é o único jeito de manter as operações normais do trabalho da igreja, é o único jeito eficiente de defender o povo escolhido de Deus enquanto ele come e bebe normalmente das palavras de Deus e vive uma vida normal de igreja, de tal modo que ele possa embarcar na trilha certa da crença em Deus. Isso é porque a infiltração desses incrédulos na igreja é de grande detrimento para a entrada na vida do povo escolhido de Deus. Há muitas pessoas que não conseguem identificá-los, mas que os tratam como seus irmãos e irmãs. Algumas pessoas, quando veem que eles têm alguns dons ou pontos fortes, os escolhem para servirem como líderes e obreiros. É assim que falsos líderes e anticristos surgem na igreja. Para olhar sua essência, vê-se que eles não acreditam que existe um Deus, nem que Suas palavras são a verdade, nem que Ele governa sobre tudo. São incrédulos aos olhos de Deus. Ele não lhes dá nenhuma atenção, e o Espírito Santo não operará neles. Assim, com base em sua essência, eles não são aqueles que Deus salvará e certamente não são predestinados nem escolhidos por Ele. É impossível que Deus os salve. Não importa como você olhe para isso, essas pessoas não devem permanecer na igreja. Devem ser identificadas, pronta e corretamente, e então devem ser tratadas de acordo. Não permitam que eles permaneçam na igreja e perturbem os outros(A Palavra, vol. 5: As responsabilidades dos líderes e dos obreiros). Por meio das palavras de Deus, percebi que a essência dos incrédulos é que eles não acreditam que existe um Deus. Seus objetivos, intenções e motivações para crer em Deus são impuros. Eles entram na igreja só para realizar suas ambições pessoais, eles não têm fé verdadeira em Deus. Não acreditam nas palavras de Deus e não aceitam a verdade. Quando é benéfico para eles, eles podem mostrar algum entusiasmo, mas assim que não ganham nada ou sofrem um desastre, eles traem a Deus imediatamente. Essas pessoas têm um efeito negativo sobre a igreja; elas não são os objetos da salvação de Deus e devem ser expurgadas e excluídas. Aquietei meus pensamentos e refleti sobre o comportamento do meu marido. No início, quando ele viu como eu me recuperei da doença após crer em Deus, ele achou que, ao praticar a fé, ele poderia ganhar a graça e as bênçãos de Deus, e assim se tornou um crente. Depois de crer em Deus, a dor crônica na coluna dele foi curada e ele se dispôs a cumprir seu dever, ajudando os irmãos com entusiasmo. Vi que as intenções do meu marido ao praticar a fé eram erradas desde o início. Ele só queria ganhar graça e bênçãos. Depois da minha dispensa, ele achou que, já que eu era ainda mais entusiasmada do que ele e mesmo assim tinha sido dispensada, por mais que buscasse ele jamais ganharia bênçãos, por isso não quis mais praticar a fé. Mais tarde, ele só participou das reuniões e cumpriu seu dever porque temia que não receberia bênçãos quando os desastres viessem. Então, quando o sobrinho dele adoeceu, ele culpou Deus por não protegê-lo e parou de se reunir e de cumprir seu dever novamente. Por fim, quando foi dispensado de sua posição como diácono de rega, ele parou de praticar a fé. Só então eu percebi que o meu marido era um incrédulo que só tinha entrado na igreja para receber bênçãos. A despeito de ter feito algumas coisas boas no passado, ele só as fez com a intenção de ganhar bênçãos e benefícios. Assim que não recebeu o que queria, ele mudou de atitude. No passado, eu sempre achei que ele não se reunia e não cumpria seu dever porque não entendia a verdade e estava experimentando uma fraqueza temporária. Mas ao discerni-lo à luz das palavras de Deus, vi que não era que ele não entendia a verdade, mas que estava farto da verdade por natureza. Assim, por mais que eu comungasse com ele, ele jamais aceitaria a verdade. Ele era mesmo um incrédulo. Quando percebi isso, ganhei algum discernimento da essência incrédula do meu marido e aceitei que a igreja estava certa ao expurgá-lo.

Na época, a despeito de ter algum discernimento do meu marido, eu ainda temia que ele me odiaria e diria que eu não me importava com o nosso casamento se eu o expusesse e detalhasse seu comportamento incrédulo. Ele diria que eu era uma traidora infiel? Principalmente quando via como ele ficava exausto após um longo dia de trabalho, eu ficava muito ansiosa: se o meu marido fosse expurgado, ele não teria a proteção de Deus quando os desastres viessem. Me senti péssima quando percebi isso e quis que houvesse algum jeito de impedir que ele fosse expurgado. Mais tarde, descobri que ele tinha lido as palavras de Deus no celular e assim, quando o meu líder me pediu detalhes sobre o comportamento incrédulo dele, eu o defendi imediatamente, dizendo que ele lia as palavras de Deus com frequência, e então mostrei ao líder as evidências no celular dele. O líder viu que eu estava protegendo o meu marido por causa dos meus sentimentos por ele, e então leu as palavras de Deus para mim: “Em essência, o que são as emoções? São um tipo de caráter corrupto. As manifestações de emoções podem ser descritas com várias palavras: favoritismo, superproteção, manutenção de relacionamentos físicos, parcialidade; é isso que são emoções. Quais são as consequências prováveis de ter emoções e de viver segundo elas? Por que Deus detesta as emoções das pessoas? Algumas pessoas, sempre governadas por suas emoções, não conseguem colocar a verdade em prática e, embora desejem obedecer a Deus, não conseguem fazê-lo. Assim, sofrem emocionalmente. E há muitas pessoas que entendem a verdade, mas não conseguem colocá-la em prática. Isso também é porque elas são governadas pelas emoções(A Palavra, vol. 3: As declarações de Cristo dos últimos dias, “O que é a realidade da verdade?”). “Que questões estão relacionadas às emoções? A número um é como você avalia a própria família, como reage às coisas que ela faz. ‘As coisas que ela faz’ incluem quando ela perturba e interrompe o trabalho da igreja, quando julga as pessoas pelas costas, quando faz as coisas dos incrédulos e assim por diante. Você conseguiria ser imparcial em relação a essas coisas que a sua família faz? Se tivesse que avaliar sua família por escrito, você o faria objetiva e imparcialmente, deixando suas emoções de lado? Isso diz respeito a como você deve encarar membros da família. E você é sentimental com relação àqueles com quem você se dá bem ou que o ajudaram anteriormente? Você seria objetivo, imparcial e preciso sobre suas ações e seu comportamento? Você os denunciaria ou exporia imediatamente se os pegasse perturbando e interrompendo o trabalho da igreja? E mais, você é sentimental em relação àqueles que são próximos de você ou que compartilham interesses semelhantes? Sua avaliação, definição e reação às ações e ao comportamento deles seriam imparciais e objetivas? E como você reagiria se os princípios ditassem que a igreja tomasse medidas contra alguém com quem você tem uma conexão emocional, e essas medidas fossem contrárias às suas noções? Você obedeceria? Você continuaria secretamente a interagir com ele, você ainda seria aliciado por ele, você seria até mesmo encorajado por ele a inventar uma desculpa para ele, a racionalizar e defendê-lo?(A Palavra, vol. 5: As responsabilidades dos líderes e dos obreiros). Depois de ler as palavras de Deus, o líder comungou, dizendo: “A razão pela qual a igreja está removendo todos os tipos de anticristos, pessoas malignas e incrédulos é para purificar a igreja e permitir que os escolhidos de Deus levem uma vida de igreja melhor, se reúnam e cumpram seus deveres sem interrupção. Como uma líder de igreja, você deve defender os princípios da verdade e não deve permitir que seus sentimentos ditem como você fala e age. Se estivéssemos expurgando alguém sem parentesco com você, você também o defenderia? Você não forneceria imediatamente detalhes do comportamento dele? Você pode ser objetiva e imparcial se você permite que sentimentos ditem suas ações e palavras? A natureza do seu marido é estar farto da verdade e rejeitá-la. Ele só crê em Deus como meio de receber bênçãos e, na verdade, ele é um incrédulo. Mesmo que a igreja lhe permitisse permanecer na igreja, ele não buscaria a verdade e não seria salvo por Deus. Se agimos com base em nossos sentimentos e não defendemos os princípios para manter o trabalho da igreja, estamos em oposição a Deus. Se esse comportamento não é corrigido, Deus nos detesta, e nós perdemos a obra do Espírito Santo. Não podemos permitir que os sentimentos ditem nossas palavras, devemos ficar do lado da verdade e avaliar as pessoas de modo objetivo e imparcial. Deus é justo, e a casa de Deus é governada pela verdade. O povo de Deus não será injustiçado, e os incrédulos e malfeitores certamente não poderão permanecer na igreja”.

Quando o líder compartilhou essa comunhão comigo, eu soube no meu coração que o que ele tinha exposto eram os fatos e o meu estado real. Se pedissem que eu fornecesse detalhes sobre alguém sem parentesco comigo, eu os forneceria sem nenhuma hesitação para que todos pudessem ganhar discernimento. Mas, por causa dos meus sentimentos, mesmo sabendo que o meu marido tinha sido exposto como um incrédulo, eu ainda o defendia e buscava maneiras de defendê-lo, esperando que o líder fizesse uma exceção e lhe permitisse ficar na igreja. Eu não estava agindo em oposição a Deus e interrompendo o trabalho da igreja? Meus laços emocionais eram fortes demais. Depois disso, li outra passagem das palavras de Deus e ganhei um entendimento da razão pela qual eu permitia que meus sentimentos ditassem minhas ações. Deus Todo-Poderoso diz: “Se uma pessoa é alguém que nega a Deus e se opõe a Ele, é amaldiçoada por Deus, mas é um pai ou parente seu, e, pelo que você sabe, não é um malfeitor e o trata bem, talvez você se veja incapaz de odiar essa pessoa, e pode até permanecer em contato direto com ela, sem mudar seu relacionamento. Ouvir que Deus despreza tais pessoas incomodará você, e você não é capaz de ficar do lado de Deus e rejeitá-las friamente. Você está sempre preso às emoções e não consegue largá-las. Qual é a razão disso? Isso acontece porque você valoriza demais a emoção, e ela o impede de praticar a verdade. Essa pessoa é boa com você, por isso você não consegue odiá-la. Você só conseguiria odiá-la se ela lhe fizesse algum mal. Esse ódio estaria alinhado com os princípios da verdade? Além disso, você é restringido por noções tradicionais, pensa que a pessoa é seu pai ou parente, então se você a odiar, você será escarnecido pela sociedade e injuriado pela opinião pública, condenado como não filial, sem consciência, e até desumano. Você acha que sofreria condenação e castigo divinos. Mesmo se quiser odiá-la, sua consciência não lhe permitirá. Por que a sua consciência funciona dessa forma? É uma forma de pensar que lhe foi passada por sua família desde a sua infância, pelo que seus pais lhe ensinaram e pelo que lhe foi incutido pela cultura tradicional. Ela está profundamente enraizada no seu coração, levando-o a acreditar equivocadamente que a piedade filial é ordenada no Céu e reconhecida na Terra, que é herdada dos seus antepassados e que é sempre uma coisa boa. Você aprendeu isso primeiro, e isso permanece dominante, criando uma grande pedra de tropeço e perturbação na sua fé e aceitação da verdade, deixando-o incapaz de pôr em prática as palavras de Deus e de amar o que Deus ama, de odiar o que Deus odeia. […] Satanás usa esse tipo de cultura tradicional e noções de moralidade para amarrar os seus pensamentos, a sua mente e o seu coração, deixando-o incapaz de aceitar as palavras de Deus; você foi possuído por essas coisas de Satanás, e elas o deixaram incapaz de aceitar as palavras de Deus. Quando você quer praticar as palavras de Deus, essas coisas causam agitação dentro de você e levam você a opor-se à verdade e às exigências de Deus e tornam você incapaz de se livrar do jugo da cultura tradicional. Depois de lutar por um tempo, você recorre à concessão: prefere acreditar que as noções tradicionais de moralidade estão corretas e de acordo com a verdade, e então você rejeita ou abandona as palavras de Deus. Não aceita as palavras de Deus como a verdade e não dá importância a ser salvo, sentindo que ainda vive neste mundo, que você só pode sobreviver se depender dessas pessoas. Incapaz de suportar a recriminação da sociedade, você prefere abrir mão da verdade e das palavras de Deus, abandonar-se às noções tradicionais de moralidade e à influência de Satanás, e prefere ofender a Deus e não praticar a verdade. O homem não é lamentável? Ele não precisa da salvação de Deus?(A Palavra, vol. 3: As declarações de Cristo dos últimos dias, “Só ao reconhecer as próprias opiniões equivocadas pode-se realmente se transformar”). Depois de refletir sobre as palavras de Deus, percebi que a razão pela qual eu abrigava e protegia o meu marido por causa de um apego emocional era que eu estava presa a noções tradicionais. Eu me agarrava a ideias como “o casamento é um laço profundo” e “o homem não é inanimado; como pode não ter emoções?”. Eu achava que pessoas sem laços emocionais e lealdade careciam de consciência. Doutrinada por essas ideias satânicas, eu achava que eu estaria traindo nosso laço conjugal se eu fornecesse detalhes sobre o comportamento incrédulo do meu marido quando a igreja os pediu. Eu não podia violar minha consciência, achando que, como esposa dele, eu devia ser leal a ele, protegê-lo e defendê-lo. Assim, tentei defendê-lo diante do líder. Eu estava profundamente presa a essas noções tradicionais e venenos satânicos. Essa cultura tradicional e essa filosofia de vida satânica controlavam meu raciocínio, confundiam meus pensamentos e me impediam de distinguir o certo e o errado, o bem e o mal, levando-me a perder meu senso de princípios e a estar disposta a resistir a Deus a fim de proteger e abrigar meu marido. Meu coração tinha sido ofuscado por emoções. Deus exige que amemos quem Ele ama e odiemos quem Ele odeia. Deus ama e salva aqueles que buscam e praticam a verdade. Quanto a pessoas como o meu marido, que estão fartas da verdade, Deus as julga como incrédulos. Ele não aceita tais pessoas e jamais as salvará. Mesmo que eu cedesse às minhas emoções e permitisse que o meu marido permanecesse na igreja, ele não buscaria a verdade, e seu caráter não mudaria. Quando as coisas não iam como ele queria, ele culpava e traía a Deus. Se não fosse removido da igreja em tempo oportuno, ele interromperia a vida de igreja. Quando percebi isso, orei a Deus, pronta para renunciar à carne, para praticar a verdade e fornecer todos os detalhes sobre o comportamento incrédulo do meu marido.

Depois disso, anotei todos os comportamentos incrédulos do meu marido. Hesitei um pouco enquanto escrevia, quis me segurar porque temia que ele fosse expurgado ainda mais rápido se eu expusesse tudo, Mas, lembrando-me das palavras de Deus e sabendo que Ele estava me observando, eu sabia que eu podia enganar pessoas, mas que não podia enganar a Deus. Assim, renunciei a mim mesma e anotei tudo que eu sabia. Depois de praticar de acordo com as palavras de Deus, eu me senti em paz e à vontade. Depois de reunir as avaliações dos comportamentos do meu marido, eu as li para todos na reunião seguinte, e pedi que todos se manifestassem sobre se ele devia ser expurgado. Para a minha surpresa, alguns irmãos não concordaram. Disseram que ele os ajudou muitas vezes no passado e que não parecia ser um incrédulo. Quando os irmãos disseram isso, eu me lembrei de que o meu marido realmente tinha se despendido com entusiasmo e tinha ajudado os irmãos no passado. Pensei: “Ele deveria receber outra chance? Talvez eu possa comungar com ele e não expurgá-lo tão rapidamente”. Naquele momento, percebi que eu estava tentando abrigar meu marido de novo. Não era que a igreja não tinha lhe dado uma chance, era que ele não queria Deus na vida dele e tinha desistido da fé voluntariamente. Nenhuma comunhão adiantaria. Sua essência era a de um incrédulo, e incrédulos nunca se arrependem. Deus não salva incrédulos. Se eu ainda tivesse pena dele e o amasse, Deus me detestaria e odiaria. Lembrei-me das palavras de Deus que dizem: “Se uma igreja não tiver ninguém que esteja disposto a praticar a verdade e ninguém que possa ser testemunha de Deus, então essa igreja deve ser completamente isolada e suas conexões com outras igrejas precisam ser rompidas. Isso é chamado de ‘enterrar a morte’; é isso que significa desdenhar Satanás(A Palavra, vol. 1: A aparição e a obra de Deus, “Um alerta para aqueles que não praticam a verdade”). As palavras de Deus me mostraram como Seu caráter justo não tolera ofensa. Eu sabia que meus irmãos estavam defendendo meu marido porque não tinham discernimento dele. Se eu o abrigasse e não praticasse a verdade, eu estaria pecando conscientemente e me rebelando contra Deus e resistindo a Ele. Visto, sobretudo, que eu era uma líder de igreja, se eu não mostrasse o caminho praticando a verdade para defender o trabalho da igreja e ficasse do lado de Satanás, permitindo que um incrédulo permanecesse na igreja, Deus me detestaria, e eu perderia a obra do Espírito Santo. Eu estaria prejudicando não só a mim mesma, mas também os meus irmãos. Eu não podia cair na trama sinistra de Satanás, tinha que comungar com meus irmãos para ajudá-los a ganhar discernimento. Essa era a minha responsabilidade. Assim, comunguei e falei do comportamento incrédulo do meu marido com referência às palavras de Deus. Depois de comungar, eles ganharam algum discernimento do meu marido e se dispuseram a concordar com a expurgação dele. Me senti muito à vontade após praticar desse jeito.

Depois de passar por essa experiência, ganhei discernimento da razão pela qual eu permiti que meus sentimentos ditassem meu comportamento. Percebi que agir de acordo com as minhas emoções era opor-me a Deus e resistir a Ele. Daqui em diante, não permitirei que meus sentimentos ditem minhas ações. Quando confrontada com problemas, buscarei a verdade, praticarei de acordo com a verdade e trilharei a senda de buscar a verdade. Graças a Deus!

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