Agora sou capaz de tratar meu dever corretamente

19 de Abril de 2026

Por Terry, Itália

Em 2024, o líder arranjou para que eu atuasse em vídeos de testemunho experiencial. Fiquei muito feliz por poder desempenhar um dever tão importante no estágio final da obra de Deus, e resolvi desempenhar meu dever adequadamente para retribuir Seu amor. No início, eu era apenas um figurante, mas, mais tarde, também consegui interpretar o personagem principal, compartilhando testemunhos experienciais. À medida que mais atores entravam na equipe, os quais tinham mais vantagens do que eu, vi-me interpretando o papel principal cada vez menos. Houve um vídeo de testemunho experiencial em que, originalmente, eu estava escalado para interpretar o personagem principal, mas, mais tarde, o papel foi dado ao irmão Albert. Nesse momento, uma sensação de crise tomou conta de mim. Eu sabia que as minhas habilidades de atuação eram mais fracas do que as de todos os outros, e receei que, talvez, o líder fosse parar, aos poucos, de me usar como ator. O que eu faria, então? O que todos pensariam de mim? Depois, verifiquei o cronograma de filmagem mais algumas vezes e vi que o nome do irmão Albert ainda estava escrito depois daquele roteiro. Senti-me um pouco desapontado, mas isso logo passou. Em outubro, o líder arranjou para que eu ajudasse a cozinhar na cozinha, além dos meus deveres de atuação. Na época, achei que era um arranjo muito bom, pois era uma maneira de eu fazer mais deveres. Mas quando realmente cheguei à cozinha, coloquei um avental e comecei a cozinhar, senti uma certa amargura por dentro. Pensei comigo mesmo: “Tenho desempenhado o dever de atuação basicamente o tempo todo ao longo desses anos. Embora nunca tenha interpretado o papel principal, participei de muitos filmes, e poderia ser considerado um ator veterano. Os irmãos me reconheciam aonde quer que eu fosse. Mas agora, olhem para mim. Tornei-me um cozinheiro. Embora cozinhar ainda seja um dever, parece tão insignificante. Não é algo que ganhe o respeito ou a estima das pessoas”. Mais tarde, alguns dos obreiros da equipe tinham, muitas vezes, que sair para realizar tarefas. Quando o irmão encarregado do cenário estava fora, o líder me pedia para fazer a decoração do cenário. Quando a irmã encarregada dos adereços não estava lá, o líder me pedia para arrumar os adereços. Senti-me ainda mais desanimado. “Sou enviado para onde quer que alguém seja necessário”, pensei. “O que eu sou, afinal? Será que todos começarão a pensar que sou apenas um substituto?”

Certa vez, nós, atores, estávamos aprendendo habilidades profissionais juntos, revezando-nos para ensaiar um trecho de diálogo. Eu estava muito nervoso, receando que fosse ter um desempenho ruim e fazer papel de bobo. No final, assim como eu temia, minha apresentação foi a pior de todas. Reclamei intimamente: “Minhas habilidades já eram fracas, para começar, e agora passo o dia todo cozinhando ou decorando cenários, sem tempo para praticar. Minhas habilidades de atuação não vão ficar ainda piores?”. Sem perceber, fiquei um tanto desanimado. Todas as tardes, os outros atores praticavam dança juntos. Vê-los todos dançando com tanta alegria, enquanto eu ficava preso na cozinha, me fez sentir ainda mais sufocado. Eu só quis evitá-los, para me poupar do constrangimento. Em novembro, mudamo-nos para um novo local de filmagem, e o líder me pediu para preparar o cenário primeiro, dizendo-me que eu também ficaria encarregado do trabalho de assuntos gerais da equipe a partir de então. Vendo todos trabalhando tão intensamente na filmagem de vídeos de testemunho experiencial todos os dias, enquanto eu estava sempre preso a esses trabalhos diversos, pensei: “Todos devem pensar que o meu calibre é baixo e que não consigo ter sucesso como ator, que não vale a pena me cultivar. Deve ser por isso que o líder está me pedindo para fazer essas tarefas de assuntos gerais”. Quanto mais eu pensava nisso, mais envergonhado me sentia. Durante uma reunião, entrei na sala dos atores carregando meu notebook e vi que todos já estavam sentados. Perguntei baixinho: “Sobrou algum lugar?”. Uma irmã respondeu rapidamente: “Ah, tem o irmão Terry! Nós nos esquecemos totalmente de você!”. Eu sabia que ela não fez por mal, mas me senti péssimo. “Estou fazendo trabalhos diversos o dia todo”, pensei. “Não é surpresa eu ter sido ignorado.” Foi particularmente difícil quando vi que os outros dois irmãos da equipe haviam se tornado diretor e líder de equipe, enquanto eu estava preso cozinhando, limpando e movendo adereços o dia todo. O contraste era gritante demais. Desenvolvi até um preconceito em relação ao líder. “Se você acha que não fui feito para ser ator, então diga logo”, pensei. “Eu poderia ir regar os recém-chegados! Pelo menos isso soa um pouco melhor e me pouparia de me sentir tão indesejado aqui.” Depois disso, parei de fazer meus exercícios vocais matinais e perdi todo o interesse em estudar habilidades de atuação. Eu costumava evitar comidas picantes para proteger a voz, mas depois deixei os cuidados de lado e comecei a comê-las. Como resultado, fiquei com feridas nos lábios devido ao calor interno, o que afetou a qualidade da filmagem. Antes de filmar, eu não me preocupava em ponderar as emoções do personagem; apenas decorava minhas falas mecanicamente. Consequentemente, houve várias vezes em que o meu desânimo atrasou nosso progresso e afetou o resultado da filmagem. Durante esse tempo, eu ficava atordoado o dia todo. Às vezes, sentia que não havia sentido em desempenhar meu dever, e até pensava: “De qualquer forma, sou dispensável nesta equipe. Em vez de fazer esses trabalhos diversos todos os dias, seria melhor parar de desempenhar o dever em tempo integral e apenas arranjar um emprego e desempenhar algum dever paralelamente”.

Um dia, enquanto organizava os adereços, senti de repente um grave desconforto no coração. Só então comecei a refletir sobre o meu estado durante esse tempo. Foi então que me deparei com uma passagem das palavras de Deus que falava diretamente ao meu estado. Deus Todo-Poderoso diz: “Em vez de buscar a verdade, a maioria das pessoas recorre a truques mesquinhos. Elas dão grande importância a seus interesses, ao orgulho e a seu lugar ou posição na mente das outras pessoas. Essas são as únicas coisas que elas valorizam. Elas se agarram com mão de ferro a essas coisas e as consideram como sua vida em si — quanto a como Deus vê e trata essas coisas, elas não se preocupam com isso; elas consideram primeiro se são o chefe do grupo, se podem garantir uma posição em que sejam muito estimadas pelos outros e se alguém ouve o que elas dizem. Elas tratam primeiro de ocupar essa posição. Quase todas as pessoas, quando estão em um grupo, procuram esse tipo de posição, esse tipo de oportunidade. Se são muito capazes, é claro que tentam ocupar o posto mais alto. Se são apenas medianas, ainda tentam ocupar uma posição de destaque no grupo. E se fazem parte dos escalões inferiores do grupo, se são de calibre e capacidade medianos, elas também tentam fazer com que os outros as tenham em alta conta; elas não podem deixar que os outros as menosprezem. O orgulho e a dignidade dessas pessoas são aquilo de que elas não abrem mão; elas acham que precisam se apegar a essas coisas. Mesmo que percam sua integridade, ou que Deus esteja desagradado com elas e não as reconheça, elas ainda têm de lutar por seu orgulho e seu status; elas têm que evitar a humilhação a todo custo. Isso é um caráter satânico. E, no entanto, elas não percebem isso. Elas acham que não podem perder o pouco orgulho que lhes resta. Elas não sabem que se tornarão pessoas reais somente quando renunciarem a essas coisas superficiais e as abandonarem, e que sua vida será perdida, se guardarem como sua vida essas coisas que deveriam ser descartadas. Elas simplesmente não sabem o que está em jogo. Portanto, em qualquer coisa que fazem, elas sempre retêm algo, sempre agem em prol de proteger seu orgulho e seu status, e colocam essas coisas em primeiro lugar. Elas falam e apresentam argumentos falaciosos apenas em prol de si mesmas — são capazes de fazer qualquer coisa por si mesmas(A Palavra, vol. 3: Os discursos de Cristo dos últimos dias, “Parte 3”). As palavras de Deus dizem que, independentemente do nosso calibre ou talentos, todos nós queremos garantir uma certa posição em um grupo de pessoas e ser estimados pelos outros. Quem tem grandes habilidades quer ocupar o topo, enquanto até os que não têm talentos especiais e de calibre mediano querem ser valorizados e admirados. Tudo isso é impulsionado por caracteres satânicos. Quando o líder arranjou para que eu fosse ator, fiquei muito satisfeito por poder desempenhar um dever tão importante, e fui muito proativo e carreguei um fardo. Mas quando o líder arranjou para que eu cozinhasse, ou fizesse temporariamente a decoração do cenário ou movesse adereços com base nas necessidades do trabalho, senti que esses eram apenas trabalhos diversos, e que eu era agora um membro dispensável da equipe em comparação com os outros atores. Então, vivi em emoções de desânimo e comecei a desempenhar meu dever de forma perfunctória, apenas agindo sem me envolver. Eu não tentava ponderar as emoções do personagem com antecedência, e simplesmente decorava as falas. Eu não tinha disposição para considerar como alcançar um resultado melhor para a filmagem. Não mostrei absolutamente nenhuma submissão ao que Deus havia feito. Eu não estava disposto a ser a pessoa menos importante da equipe, e sempre buscava ser estimado e valorizado. Eu não tinha a menor razão! Eu sabia que as minhas habilidades de atuação eram fracas e que eu deveria estar praticando mais, mas não só não pratiquei, como simplesmente desisti de tentar. Cheguei a considerar parar de desempenhar meu dever em tempo integral. Meu desejo por reputação e status era realmente avassalador!

Mais tarde, li mais das palavras de Deus e ganhei certo entendimento da minha natureza essência. Deus diz: “Para os anticristos, status e reputação são sua vida. Não importa como vivam, não importa o ambiente em que vivam, não importa o trabalho que façam, não importa o que busquem, quais sejam seus objetivos, qual seja a direção de sua vida, tudo gira em torno de ter boa reputação e status elevado. E esse objetivo não muda; eles nunca conseguem deixar essas coisas de lado. Essa é a face verdadeira dos anticristos e sua essência. Você poderia colocá-los numa selva intocada no meio das montanhas e, ainda assim, eles não largariam sua busca por status e reputação. Você poderia colocá-los em qualquer grupo de pessoas, e tudo em que conseguiriam pensar continuaria sendo status e reputação. Embora os anticristos acreditem em Deus, eles equiparam a busca por status e reputação à fé em Deus e colocam essas duas coisas num pé de igualdade. O que quer dizer que, enquanto trilham a senda de fé em Deus, eles também buscam seu próprio status e reputação. Pode-se dizer que, no coração dos anticristos, a busca da verdade em crer em Deus é a busca de reputação e status; e a busca de status e reputação também é a busca da verdade — ganhar reputação e status é ganhar a verdade e vida. Se sentirem que não obtiveram fama, ganho nem status, que ninguém os admira, nem os tem em alta estima ou os segue, então eles ficam abatidos, acreditam que não faz sentido crer em Deus, que isso não tem valor, e ficam a se perguntar: ‘Será que eu falhei por crer em Deus dessa forma? Não há esperança para mim?’. Muitas vezes eles planejam tais coisas no coração. Planejam como podem esculpir um lugar para si na casa de Deus, como podem ter uma reputação elevada na igreja, como podem fazer com que as pessoas escutem quando eles falam, e os elogiem quando eles agem, como podem fazer com que as pessoas os sigam, não importa onde estejam, e como podem ter uma voz influente na igreja e fama, ganho e status — eles realmente se concentram nessas coisas no coração. Isso é o que essas pessoas buscam(A Palavra, vol. 4: Expondo os anticristos, “Item Nove: parte 3”). Deus expõe que os anticristos estimam a reputação e o status como a própria vida. Não importa em que grupo de pessoas se encontram, eles sempre querem garantir uma posição e ser estimados. Uma vez que perdem reputação e status, é como se a vida lhes tivesse sido tirada. Eles podem até achar que não há sentido em acreditar em Deus, e poderiam ser capazes de traí-Lo e deixá-Lo a qualquer momento. Eu não era exatamente esse tipo de pessoa? No passado, quando eu estava sempre desempenhando o dever de atuação, todos me admiravam, e eu tinha uma sensação de superioridade quando estava perto dos outros. Quando o líder arranjou para que eu participasse de vídeos de testemunho experiencial, fiquei muito feliz, sentindo que eu era muito valorizado, e fiquei cheio de energia no dever. Mas quando fui designado para cozinhar ou fazer a decoração do cenário, senti que não era mais valorizado. Eu ficava infeliz o dia todo e sentia que não havia sentido em fazer nada. Deus diz: “Você poderia colocá-los numa selva intocada no meio das montanhas e, ainda assim, eles não largariam sua busca por status e reputação. Você poderia colocá-los em qualquer grupo de pessoas, e tudo em que conseguiriam pensar continuaria sendo status e reputação”. Essas palavras são tão práticas! Minha estima por reputação e status não era uma coisa passageira; estava entranhada em meus ossos. Não importava em que grupo de pessoas eu estava ou o que estava fazendo, minha primeira consideração era sempre a minha reputação e o meu status. Mesmo que não pudesse ser o melhor, pelo menos eu tinha que sentir que eu importava. Caso contrário, sentia uma dor imensa, como se não houvesse sentido em viver. Comecei a me perguntar: por que eu me importava tanto com reputação e status? Era porque eu havia sido profundamente condicionado e influenciado por venenos satânicos como “o homem luta para subir; a água flui para baixo”, e “viva como um herói entre os homens, e morra como um espírito valoroso entre os fantasmas”. Eu acreditava que, não importava em que grupo de pessoas eu estava, eu tinha que ser valorizado e estimado; essa era a única maneira de não desperdiçar minha vida. Lembro-me de que, desde criança, eu era muito competitivo e me importava profundamente com proteger a minha imagem, nunca queria ser menosprezado por nada que fazia. Minha família era pobre quando eu era jovem, então estudei muito. Fui representante de turma por dez anos, do ensino fundamental ao ensino médio. Meus vários certificados de premiação cobriam as paredes de casa. Meus professores, parentes e amigos me elogiavam, e meus colegas de classe me admiravam. Eu vivia nesse halo e era muito orgulhoso; sempre andava de cabeça erguida. Mas pouco antes do vestibular, fui forçado a abandonar a escola devido a uma doença. Na época, não consegui aceitar essa realidade cruel. A partir desse ponto, não pude mais me recompor e fiquei profundamente desanimado. Depois que comecei a acreditar em Deus, continuei buscando ser estimado pelos outros. Embora meu calibre e habilidades fossem medianos e eu não pudesse dar conta de trabalhos importantes, eu ainda queria ser alguém que importava, e não ser menosprezado. Quando o líder ficou me atribuindo trabalhos de assuntos gerais, minha vaidade não pôde ser satisfeita, e eu vivi num estado negativo. Eu estava insatisfeito e não me dispunha a aceitar isso; tive até um preconceito contra o líder. Tornei-me perfunctório no dever e até pensei em arranjar um emprego de meio período. Isso era eu fugindo do ambiente que Deus havia estabelecido e, em essência, era trair a Deus. Vi que eu não estava desempenhando meu dever para buscar a verdade e alcançar a salvação, mas para buscar reputação e status. Eu estava trilhando a senda de um anticristo. Se não me arrependesse e mudasse, mais cedo ou mais tarde eu seria revelado e eliminado por Deus. Depois disso, orei frequentemente a Deus, pedindo a Ele que me guiasse para eu reverter meu estado incorreto.

Um dia, vi as palavras de Deus e entendi a senda que eu deveria trilhar na minha crença Nele para estar de acordo com Suas intenções. Deus diz: “Algumas pessoas só se contentam em desempenhar deveres gloriosos e impressionantes, fazendo com que os outros as admirem e as invejem. Essas coisas têm alguma utilidade? Essas coisas não equivalem à aprovação de Deus nem são recompensas Dele. Portanto, independentemente do dever que você desempenhe, isso é apenas temporário; não é eterno. Se uma pessoa pode, por fim, alcançar a salvação não depende de qual dever ela desempenha, mas depende de se ela pode entender e ganhar a verdade e, por fim, alcançar absoluta submissão a Deus e se colocar à mercê da orquestração Dele, deixar de considerar seu futuro e destino e tornar-se um ser criado que está de acordo com o padrão. Deus é justo e santo, Ele usa esse padrão para avaliar toda a humanidade, e esse padrão nunca mudará — você deve se lembrar disso. Mantenha esse padrão firmemente em sua mente e nunca pense em deixar a senda de buscar a verdade para buscar essas coisas irreais. O padrão exigido por Deus para todos que hão de ser salvos é para sempre imutável. Ele permanece o mesmo, não importa quem você seja. Você pode alcançar a salvação apenas crendo em Deus de acordo com o padrão exigido por Ele. Se você encontrar outra senda e buscar coisas que são vagas e fantasiar que terá sucesso por sorte, você é alguém que resiste a Deus e O trai, e você definitivamente será amaldiçoado e punido por Deus(A Palavra, vol. 3: Os discursos de Cristo dos últimos dias, “Parte 3”). “Deus não observa o que você diz ou promete quando está diante Dele. Deus observa se o que você faz tem verdade realidade. Deus não olha para quão elevadas, profundas ou grandiosas são as suas palavras. Mesmo se você fizer algo pequeno, se Deus vir a sua sinceridade em cada movimento seu, Ele dirá: ‘Essa pessoa crê sinceramente em Mim. Ela nunca fez grandes alegações. Ela se mantém em sua posição apropriada. Embora não tenha feito uma grande contribuição à casa de Deus e seja de baixo calibre, em tudo o que faz, ela é muito pé no chão e tem sinceridade’. O que essa ‘sinceridade’ contém? Contém temor e submissão a Deus, bem como fé e amor verdadeiros — dentro dela está tudo o que Deus deseja ver. Esse tipo de pessoa não é necessariamente alguém que os outros tenham em alta estima, poderia ser um anfitrião ou uma pessoa que desempenha um dever comum. Pode ser imperceptível aos outros, não ter alcançado nenhum grande feito e não ter nada que faça com que os outros a admirem ou a invejem — ela pode ser apenas uma pessoa comum. No entanto, ela possui tudo o que Deus exige, consegue viver isso e pode oferecer isso a Deus. Isso satisfaz a Deus, e Ele não quer mais nada(A Palavra, vol. 3: Os discursos de Cristo dos últimos dias, “Parte 3”). Depois que li essas duas passagens, meu coração ficou muito mais iluminado. Ganhar ou não a estima dos outros no seu dever não é importante; isso não determina seu desfecho e destinação finais. Desempenhar nosso dever é simplesmente a senda pela qual buscamos e ganhamos a verdade. Deus não precisa que realizemos grandes coisas, nem exige que alcancemos um status elevado. Deus espera que possamos nos conduzir de acordo com nossa posição adequada, desempenhar nossos deveres com os pés no chão, praticar Suas palavras e mostrar verdadeira submissão a Ele. Também percebi que, como as minhas habilidades de atuação eram apenas medianas, deixar irmãos que tinham habilidades melhores atuarem nos vídeos de testemunho experiencial produziria um resultado melhor, o que é benéfico para o trabalho evangelístico. Além disso, eu já havia feito trabalhos de reforma, então o arranjo do líder para que eu ajudasse na decoração do cenário baseava-se nas minhas habilidades e era, de fato, bastante apropriado. A igreja tem princípios sobre como arranja o dever de cada pessoa, mas eu estava empenhado em buscar reputação e status, e em fazer com que as pessoas me estimassem, sempre nutrindo minhas exigências irracionais. Eu estava totalmente sem razão! Na verdade, embora as tarefas que o líder me atribuiu fossem todas trabalhos diversos e discretos, ainda eram o dever que eu devia desempenhar, e eu deveria tê-los feito com cuidado. Além disso, não importa que dever você desempenhe, há verdades princípios a serem praticadas e nas quais entrar. Se eu tivesse me submetido e cooperado com o melhor da minha capacidade, não só eu poderia ter contribuído para o trabalho da igreja, como teria tido mais oportunidades de buscar e entender a verdade. Por exemplo, na decoração de cenários, você tem que considerar como economizar materiais e cooperar em harmonia com os departamentos de câmera e iluminação para tornar as cenas mais atraentes visualmente. O dever de assuntos gerais envolve o gerenciamento adequado e o uso razoável de todos os tipos de suprimentos; ao cozinhar, você tem que considerar como tornar a comida nutritiva, higiênica e saudável. Todo dever envolve princípios em muitos aspectos diferentes, e não é fácil de cumprir de acordo com o padrão. Anteriormente, ao buscar reputação e status, eu estava trilhando a senda errada. Não apenas minha própria entrada na vida sofreu perda, mas isso também teve um certo impacto negativo no meu dever. Agora, devo valorizar a oportunidade de desempenhar meu dever, e, enquanto faço isso, focar minha entrada na vida, buscando a verdade e agindo de acordo com os princípios. Mais tarde, aconteceu algo que realmente me marcou. Um ator foi dispensado por causa de seus graves caracteres corruptos: ele não aceitava as sugestões dos outros, não conseguia cooperar em harmonia com os irmãos e se recusava a mudar, apesar de repetidas comunhões, o que afetou os resultados do seu dever. Isso me fez pensar profundamente. As habilidades desse ator eram muito boas, mas ele tinha graves caracteres corruptos e nunca buscou a verdade para resolvê-los; no final, foi dispensado. Vi que a senda que você trilha no dever é absolutamente crucial. Se você não buscar a verdade, não importa quão alto seja seu status ou quanta estima você receba, você acabará fracassando. Orei a Deus: “Ó, Deus! Estou disposto a me arrepender. Não quero mais buscar reputação e status. Estou disposto a me submeter a Tua orquestração e arranjos”.

Pouco tempo depois, o líder me perguntou se eu estaria disposto a trabalhar em tempo integral na cozinha. Pensei comigo mesmo: “Antes, eu estava apenas ajudando temporariamente. Se eu concordar, cozinharei por um bom tempo. Isso não significará que nunca mais terei a chance de ser ator? O que todos pensarão de mim? Será que pensarão que fui eliminado porque as minhas habilidades não eram boas o bastante?”. Senti-me em conflito, mas então percebi que isso era Deus me testando, para ver se eu conseguia me submeter. Então, aceitei o dever. Mais tarde, o líder me pediu para conciliar todos os três deveres — atuar, cozinhar e assuntos gerais —, coordenando-os de forma flexível, de acordo com sua urgência e importância. Nesses dias, pensei muitas vezes numa passagem das palavras de Deus: “Qual é sua função como seres criados? Isso tem a ver com sua prática e seu dever. Você é um ser criado, e se Deus lhe deu o dom de cantar, e a casa de Deus arranja para que você cante, então você deve cantar bem. Se você tem o dom de pregar o evangelho, e a casa de Deus arranja para que você pregue o evangelho, então você deveria fazer isso bem. Se o povo escolhido de Deus o eleger como líder, você deverá assumir a comissão de liderar e então conduzir o povo escolhido de Deus a comer e beber as palavras de Deus, comunicar a verdade e entrar na realidade. Ao agir assim, você terá desempenhado bem seu dever. A comissão que Deus confere ao homem é de extrema importância e significado! Então, como você deveria assumir essa comissão e exercer sua função? Pode-se dizer que essa é uma das maiores questões que você enfrenta, um momento crucial que decide se você pode ganhar a verdade e ser aperfeiçoado por Deus. Você precisa fazer uma escolha(A Palavra, vol. 3: Os discursos de Cristo dos últimos dias, “Só entendendo a verdade pode-se conhecer os feitos de Deus”). Pelas palavras de Deus, entendi que, não importa que dever desempenhamos na casa de Deus, as diferenças estão meramente na função e no título. Independentemente do dever, nossa identidade e essência como seres criados não mudam. Quando for necessário que eu regue os recém-chegados, serei um regador. Quando for necessário que eu atue, serei um ator. Quando for necessário para a decoração de cenários, serei um decorador de cenários. Quando for necessário que eu cozinhe, serei um trabalhador de apoio. Não importa como meu dever mude, ainda sou apenas um ser criado. O que devo fazer é aceitar e me submeter, e cumprir meu dever com todo o meu coração e força. Além disso, quando cuido desses trabalhos diversos, meus irmãos e irmãs terão mais energia e tempo para seus próprios deveres. Ao fazer isso, não estou também fazendo a minha parte? Então orei a Deus: “Ó, Deus! Estou disposto a abrir mão de reputação e status e parar de buscar a estima dos outros. Não importa que dever eu desempenhe, estou disposto a me submeter”. A partir de então, ao desempenhar meu dever, não me importava mais com o que os outros pensavam de mim. Em vez disso, dedicava-me de coração a experienciar os ambientes que Deus estabelecia para mim a cada dia, e focava aprender minhas lições, refletindo sobre quais caracteres corruptos eu revelava no dever. Às vezes, quando me via mentindo sem querer, eu treinava para ser uma pessoa honesta de acordo com as exigências de Deus. Às vezes, quando percebia que sempre queria que os outros me ouvissem e não conseguia aceitar suas sugestões, eu refletia e buscava conhecer meu caráter arrogante. O dever de assuntos gerais envolve inúmeras tarefas triviais, então pensei em como gerenciar meu tempo de forma razoável para poder lidar com todas elas. Depois de treinar para cozinhar por um tempo, percebi que havia dominado algumas habilidades culinárias básicas. Quando vi que alguns utensílios de cozinha não funcionavam muito bem, criei algumas pequenas modificações para melhorá-los, e todos disseram que eles estavam funcionando muito melhor. Mais tarde, quando havia um roteiro adequado para mim, o diretor também me colocava para interpretar o personagem principal, dando-me oportunidades de treinar. Fiquei muito grato a Deus no meu coração. Quando mudei minha mentalidade e abordei cada questão com essa nova atitude, não considerei mais as opiniões dos outros sobre mim. Em vez disso, aceitei cada tarefa como uma responsabilidade do fundo do meu coração. Ao praticar dessa maneira, senti meu coração ficar mais próximo de Deus. Obtive alguns ganhos tanto em minha entrada na vida quanto em minhas habilidades profissionais, e tive uma sensação especial de paz e satisfação no coração. Graças a Deus! Tudo isso é graça e bênção de Deus!

Tendo lido até aqui, você é uma pessoa abençoada. A salvação de Deus dos últimos dias virá até você.

Conteúdo relacionado

Conecte-se conosco no Messenger