Por que eu não quis pagar um preço no meu dever

07 de Fevereiro de 2023

Por Chang Jing, Coreia do Sul

Eu estava trabalhando no design gráfico, e a líder de grupo me designou para criar um novo tipo de imagem. Eu não era muito experiente na época, por isso não conhecia os princípios nem os fundamentos da tarefa. Eu investi muito esforço, mas o que consegui criar não era lá grande coisa. Eu o editei várias vezes, sem ver melhoras significantes. Achei que criar nesse estilo novo era muito difícil. Quando a líder de grupo me mandou fazer outra imagem semelhante, eu resisti bastante. Fiquei pensando em jeitos de repassar isso para outra pessoa e até disse na frente da líder de grupo que eu não era boa nesse tipo de design. Ela viu o que eu estava pensando e parou de atribuir esses trabalhos para mim. Mais tarde, a líder de igreja pediu que eu editasse uma imagem em cima da hora e fez a líder de grupo me dar instruções detalhadas. Era urgente, e eu tinha que editar a forma com base na composição original o quanto antes, e aperfeiçoar as partes mais detalhadas. Parecia ser simples. Já que eu já tinha a forma básica, alguns ajustes menores bastariam. Mas a líder de grupo não ficou satisfeita com as minhas edições e me deu algumas sugestões para consertá-las. Parecia ser um transtorno, e eu não quis fazer. Achei que a imagem estava OK — se desse para usar, bastaria. Era realmente necessário entrar em tantos detalhes para arrumá-la? Isso exigiria muito tempo e energia. Então decidi compartilhar minhas ideias. Mas, para a minha surpresa, a líder de grupo me enviou esta mensagem: “Você não investe seu coração no seu dever nem tenta alcançar nada. Você está sempre tentando se esquivar do trabalho e sendo superficial. Como você pode cumprir bem um dever com esse tipo de atitude?”. Ver essa série de críticas me perturbou muito, e eu me senti injustiçada. Eu era tão ruim assim? Alguns dias depois, a líder de igreja lidou comigo por cobiçar os confortos da carne e me esquivar de qualquer dificuldade. Ela disse que eu queria evitar o trabalho de designs difíceis e que eu não investia muito neles, que eu sempre era superficial no meu dever e não era confiável. Quando ela disse isso, fiquei muito afetada. Até uma irmã que me conhecia bem disse francamente: “Se você é uma designer que não investe trabalho mental em produzir bons designs, como isso é cumprir o seu dever?”. Foi como se ela tivesse jogado um balde de água fria em mim. Achei que, provavelmente, meu tempo de cumprir meu dever tinha acabado — todos sabiam que tipo de pessoa eu era, por isso ninguém confiaria mais em mim dali em diante.

Naquela noite, lembrei-me de tudo que tinha acontecido recentemente e das avaliações dos outros. Eu estava muito agitada e me odiei por decepcionar a todos. Por que eu cumpri meu dever desse jeito? Eu chorei e chorei. Em minha tristeza, li isto nas palavras de Deus: “Ao cumprir um dever, as pessoas sempre escolhem o trabalho leve, que não as cansa, que não envolve o enfrentamento dos elementos ao ar livre. Isso se chama escolher os trabalhos fáceis e evitar os difíceis, é uma manifestação de cobiçar os confortos da carne. Que mais? (Sempre queixar-se quando o seu dever é um pouco duro, um pouco cansativo, quando envolve pagar um preço.) (Preocupar-se com comida e roupas e as indulgências da carne.) Tudo isso são manifestações de cobiçar os confortos da carne. Quando tal pessoa vê que uma tarefa é trabalhosa ou arriscada, ela a empurra para outra pessoa; ela mesma só faz trabalho folgado, e inventa desculpas para justificar por que não pode fazer este, dizendo que ela é de calibre baixo e não tem as habilidades necessárias, que isso é demais para elaquando, na verdade, é porque ela cobiça os confortos da carne. […] Acontece também que as pessoas sempre reclamam enquanto cumprem seu dever, que não querem fazer esforço algum, que, assim que têm um pouco de folga, elas descansam, jogam conversa fora e fofocam. E quando o trabalho acelera e isso interfere no ritmo e na rotina de sua vida, ele fica infeliz. Ele resmunga e se queixa, fica insatisfeito e fica descuidado e superficial em seu dever. Isso é cobiçar os confortos da carne, não é? […] Pessoas que cobiçam os confortos da carne são adequadas para cumprir um dever? Mencione o tema do cumprimento do seu dever, fale sobre o pagamento de um preço e sofrer adversidades, e elas continuam balançando a cabeça: elas teriam muitos problemas, estão cheias de reclamações, são negativas em relação a tudo. Essas pessoas são inúteis, não têm o direito de cumprir seu dever e deveriam ser expulsas(A Palavra, vol. 5: As responsabilidades dos líderes e dos obreiros). As palavras de Deus me mostraram que só escolher tarefas simples e fáceis num dever e sempre deixar que os outros façam as coisas mais complicadas e difíceis não tem a ver com intelecto e calibre. Trata-se de cobiçar conforto e de não estar disposto a pagar um preço. Em retrospectiva, quando a líder de grupo me fez trabalhar num novo tipo de design, achei que era difícil porque eu ainda estava aprendendo. Eu devia sofrer, pagar um preço, desenvolvê-lo com cuidado e revisá-lo repetidas vezes a fim de fazer um bom trabalho. Não querendo me dar ao trabalho, eu recuei e inventei uma desculpa para me livrar dele. Eu só queria trabalhos fáceis e simples. Quando a líder de igreja pediu que eu editasse uma imagem, a líder de grupo me deu instruções detalhadas, esperando que eu conseguisse fazer um trabalho melhor. Embora aceitasse, achei um incômodo, e não lhe dei atenção nem esforço, só tentei facilitar as coisas para mim. Isso resultou numa imagem ruim, e ela teve que ser refeita várias vezes. Não importava o que fosse, eu hesitava em fazer qualquer coisa que exigisse raciocínio ou esforço. Eu queria fazer as coisas do jeito mais simples e mais fácil, eu me preocupava com a carne. Li nas palavras de Deus: “Essas pessoas são inúteis, não têm o direito de cumprir seu dever e deveriam ser expulsas”. Isso me assustou um pouco. Eu estava sempre seguindo a carne e cobiçando conforto quando cumpria meu dever e não estava disposta a sofrer nem a pagar um preço. Eu só pensava em me poupar de esforço físico e em não sobrecarregar o coração e a mente. Não havia sinceridade nem devoção a Deus em como eu cumpria meu dever, eu achava que, se conseguisse ser superficial em minhas tarefas e completá-las, isso bastaria. Eu não estava exercendo um papel positivo. Além do mais, tinha impactado o progresso do trabalho. Se eu continuasse assim e não mudasse, Deus me expulsaria mais cedo ou mais tarde.

Mais tarde, li mais das palavras de Deus. “Na superfície, algumas pessoas parecem não ter nenhum problema sério durante o tempo em que cumprem seu dever. Não fazem nada abertamente maligno, não causam interrupções ou perturbações, nem trilham a senda dos anticristos. No cumprimento do seu dever, não surgem erros maiores nem problemas de princípio, no entanto, sem que percebam, dentro de poucos anos, elas são expostas como pessoas que não aceitam nem um pouco a verdade, como incrédulos. Por que é desse jeito? Os outros não conseguem ver um problema, mas Deus escrutiniza o íntimo do coração dessas pessoas, e Ele vê o problema. Elas sempre foram superficiais e impenitentes no cumprimento do seu dever. À medida que o tempo passa, elas são naturalmente expostas. O que significa permanecer impenitente? Significa que, embora tenham cumprido seu dever o tempo todo, elas sempre tiveram a atitude errada em relação a ele, uma atitude de desleixo e superficialidade, uma atitude casual, e nunca são conscienciosas, muito menos devotas. Talvez façam algum esforço pequeno, mas estão apenas agindo sem se envolver. Não estão dando tudo que têm, e suas transgressões não têm fim. Do ponto de vista de Deus, elas nunca se arrependeram e nunca houve nenhuma mudança nelasisto é, elas não renunciam ao mal em suas mãos nem se arrependem para Ele. Deus não reconhece nelas uma atitude de arrependimento nem vê nelas uma reversão em sua atitude. Elas são persistentes em considerar seu dever e a comissão de Deus com tal atitude e tal método. Durante todo o tempo, não ocorre mudança alguma nesse caráter teimoso e intransigente, e, além disso, elas nunca se sentiram endividadas com Deus, nunca lhes ocorreu que seu desleixo e sua superficialidade são uma transgressão, um malefício. Em seu coração, não há dívida, culpa nem autorrepreensão, muito menos autoacusação. E conforme passa bastante tempo, Deus vê que não existe cura para essa pessoa. Não importa o que Deus diga, não importa quantos sermões ela ouça nem quanto da verdade ela entenda, seu coração não se comove e sua atitude não é alterada nem revertida. Deus enxerga isso e diz: ‘Não existe esperança para essa pessoa. Nada do que digo toca seu coração e nada do que digo a muda. Não há como mudá-la. Essa pessoa é inapta a cumprir seu dever e é inapta a prestar serviço na Minha casa’. Por que Deus diz isso? É porque, quando cumpre seu dever e trabalha, ela é frequentemente descuidada e superficial. Não importa quanto ela é podada e tratada, e não importa quanta tolerância e paciência sejam estendidas para ela, nada disso tem efeito, não pode fazê-la se arrepender ou mudar. Não pode fazer com que ela cumpra bem o seu dever, não pode permitir que embarque na senda de buscar a verdade. Portanto, essa pessoa não tem conserto. Quando Deus determina que não há conserto para uma pessoa, Ele ainda assim se agarrará a essa pessoa? Ele não fará isso. Deus a largará(A Palavra, vol. 3: As declarações de Cristo dos últimos dias, “Parte 3”). “Qual é o critério pelo qual os feitos de uma pessoa são julgados como sendo bons ou maus? Depende de se, em seus pensamentos, expressões e ações, vocês tiverem o testemunho de pôr a verdade em prática ou não e de viverem a realidade da verdade. Se não tiver essa realidade ou não a viver, então você é, sem dúvida, um malfeitor. Como Deus vê os malfeitores? Seus pensamentos e atos externos não dão testemunho de Deus, tampouco envergonham nem derrotam Satanás; em vez disso, envergonham a Deus e estão repletos de marcas que fazem Deus ficar envergonhado. Você não está testificando de Deus, não está se despendendo por Deus, nem está cumprindo sua responsabilidade e suas obrigações para com Deus; em vez disso, está agindo para o próprio bem. O que realmente significa ‘para o próprio bem’? Para ser exato, significa para o bem de Satanás. Por isso, no fim, Deus dirá: ‘Apartai-vos de Mim, vós que praticais a iniquidade’. Aos olhos de Deus, você não fez boas ações; mas, ao contrário, seu comportamento se tornou maligno. Isso não só não ganhará a aprovação de Deusisso será condenado. O que alguém com tal crença em Deus busca ganhar? Tal crença não seria em vão no final?(A Palavra, vol. 3: As declarações de Cristo dos últimos dias, “Liberdade e alívio só podem ser ganhos livrando-se do caráter corrupto”). Eu costumava pensar que, embora eu repassasse os projetos mais difíceis e mais complicados, eu nunca ficava sem fazer nada e, às vezes, trabalhava até tarde num design. Achei que cumprir meu dever desse jeito bastava. Mas as palavras de Deus me mostraram que Ele não vê quanto trabalho fizemos nem quanto esforço despendemos, Ele olha para a nossa abordagem do nosso dever, se consideramos a vontade de Deus, se possuímos o testemunho de praticar a verdade. É assim que Ele decide se o dever de uma pessoa ganhará Sua aprovação. Embora parecesse que eu estava cumprindo meu dever o tempo todo, eu tinha uma atitude casual e negligente em relação a ele, só obedecia à carne e satisfazia a mim mesma. Eu fazia o que era fácil para mim e recusava tudo que era difícil, sem nenhuma devoção nem submissão. Prestar serviço desse jeito é inadequado e é tentar enganar a Deus. Pensei em como a líder de grupo me deu tarefas importantes quando eu tinha acabado de começar, mas, por eu sempre agir superficialmente no meu dever, por querer coisas fáceis e não considerar o trabalho da igreja, mas só a mim mesma, ela parou de me dar projetos importantes. Eu me tornei uma pessoa em que nem Deus nem as pessoas podiam confiar; eu só prestava serviço com tarefas simples. Ao tratar meu dever desse jeito, eu não só não estava fazendo boas obras, eu também estava acumulando transgressões. Se eu não renunciasse a esse mal e me arrependesse diante de Deus, Ele me detestaria e rejeitaria à medida que minhas transgressões se multiplicassem, então eu seria exposta e expulsa por Ele. Àquela altura, percebi que minha atitude em relação ao meu dever era muito perigosa, e isso me assustou um pouco. Também percebi que ser podada e tratada dessa vez era um lembrete, um alerta de Deus para mim. Eu estava entorpecida demais, era lenta demais em aprender. Se os outros não tivessem esfregado meu nariz nisso, eu não teria visto que minha atitude em relação ao meu dever enojava a Deus. Eu sabia que precisava mudar esse meu estado errado imediatamente e me arrepender diante de Deus e parar de ser intransigente e rebelde.

Li mais das palavras de Deus sobre meu estado de mimar a carne e buscar a vida fácil, incluindo esta passagem: “Não importa o trabalho que algumas pessoas façam ou o dever que desempenhem, elas são incapazes de ser bem-sucedidas nele, é demais para elas, elas são incapazes de cumprir qualquer uma das obrigações ou responsabilidades que as pessoas devem cumprir. Elas não são lixo? Elas ainda são dignas de ser chamadas de pessoas? Com exceção dos simplórios, dos deficientes mentais e daqueles que sofrem de deficiências físicas, existe alguém que não deva desempenhar suas funções e cumprir suas responsabilidades? Mas esse tipo de pessoa está sempre conspirando e fazendo jogo sujo, e não deseja cumprir suas responsabilidades; a implicação é que ele não deseja comportar-se como uma pessoa correta. Deus lhe deu calibre e dons, Ele lhe deu a oportunidade de ser um ser humano, entretanto ela não consegue usar isso ao cumprir seu dever. Ela não faz nada, mas deseja apreciar tudo. Pessoas como essa estão aptas a ser chamadas de humanas? Não importa que trabalho lhes seja dadoseja ele importante ou comum, difícil ou simples, elas são sempre descuidadas e superficiais, sempre preguiçosas e esguias. Quando surgem problemas, tentam empurrar a responsabilidade para outras pessoas; elas não assumem responsabilidade, querem continuar com sua vida de parasita. Elas não são um lixo inútil?(A Palavra, vol. 5: As responsabilidades dos líderes e dos obreiros). “Que tipo de pessoa são as pessoas inúteis? Pessoas inúteis são confusas, pessoas que perambulam pela vida. Pessoas desse tipo não são responsáveis em nada que fazem, nem são conscienciosas; elas bagunçam tudo. Não prestam atenção em suas palavras, não importa como você comungue a verdade com elas. Elas pensam: ‘Perambularei pela vida se eu quiser. O que isso importa? Eu cumpro meu dever e tenho o que comer, isso basta. Pelo menos não tenho que mendigar. Se eu não tiver o que comer um dia, eu me preocuparei com isso nesse dia. O Céu sempre deixará uma porta aberta. E daí se você disser que não tenho senso nem consciência ou que sou confuso? Eu não infringi a lei, não matei ninguém nem toquei fogo em nada. No pior dos casos, meu caráter não é dos melhores, mas, para mim, isso não é uma perda grande. Contanto que eu tenha o que comer, está tudo bem’. O que você acha dessa perspectiva? Eu lhe digo, todas as pessoas confusas desse tipo que perambulam pela vida estão destinadas a ser expulsas. É impossível que possam alcançar salvação. Aqueles que acreditam em Deus há vários anos, mas mal aceitaram a verdade serão expulsos. Nenhum sobreviverá. Os que são lixo e os que não servem pra nada são aproveitadores destinados a ser expulsos. Se líderes e obreiros só querem ser alimentados, eles devem ser dispensados e expulsos ainda mais. Pessoas confusas desse tipo ainda assim querem ser líderes e obreiros, mas não são dignas. Elas não fazem nenhum trabalho real, mas querem liderar. Elas realmente não têm vergonha(A Palavra, vol. 5: As responsabilidades dos líderes e dos obreiros). A revelação dura de Deus me fez perceber que sempre ser negligente num dever, nunca assumir responsabilidade, significa que você é igual a lixo. Se você não investe o coração em nada, se é sempre desleixada, não cumpre seus deveres apropriados nem aprende novas habilidades, você é lixo. Eu refleti e vi que eu era assim no meu dever. Não importava o trabalho que eu recebia, eu não queria investir muita energia mental nele, não queria sofrer nem lutar por conquistas. Eu me contentava em parecer ocupada e não ociosa. Eu não estava sendo improdutiva, cumprindo meu dever desse jeito? Ocorreu-me também que, desde que eu era pequena, eu sempre invejava pessoas de famílias ricas que não tinham preocupações no mundo, que podiam viajar e ter uma vida fácil e confortável. Eu morria de vontade de ter essa vida para mim. Achava que, já que os humanos só vivem algumas décadas, se não nos divertirmos, essa vida não é vivida em vão? Depois de crescer, vi que todos trabalhavam muito para ganhar dinheiro, então abri um negócio. Mas eu não queria gastar muita energia e sempre estava absorvida em programas de TV e romances. Eu não dava muita atenção ao meu negócio e não me importava se ganhava dinheiro ou não. No fim do ano, eu não só não tinha ganhado nada, como tinha perdido dinheiro. Mas eu não me importei muito com isso, eu apenas me consolei, achando que algumas perdas não importavam, contanto que eu tivesse comida na mesa. Minha perspectiva sobre a vida era: “tome hoje o vinho de hoje e preocupe-se com o amanhã amanhã” e “aproveite o dia de prazer, pois a vida é curta”. Já que eu tinha sido influenciada por essas ideias satânicas, eu nunca dei a atenção devida aos meus deveres e não busquei progresso; eu não tinha um objetivo na vida. Eu ainda estava vivendo segundo essas ideias mesmo depois de me converter. Achava que sempre buscar o caminho fácil no meu dever, não me desgastar, não pensar demais nem me estressar era um jeito maravilhoso de viver. Na verdade, porém, eu não conseguia assumir nenhum tipo de trabalho. Eu não servia para nada, eu era igual a lixo. Quanto mais eu refletia sobre o meu comportamento, mais eu me surpreendia. Eu não era exatamente o tipo de parasita que Deus estava expondo? Para salvar a humanidade, Deus não só expressou Suas palavras e nos forneceu a verdade e a vida, Ele também nos concedeu tudo de que precisamos para sobreviver e nos permitiu desfrutar disso em abundância. Ele nos vigia e protege, impede que caiamos nas armadilhas de Satanás. Mas eu era desalmada. Eu não sabia que devia retribuir o amor de Deus no meu dever; em vez disso, tornei-me um parasita preguiçoso. Esse pensamento satânico me envenenou e invadiu. Eu só conhecia os prazeres e deleites da carne. Eu nunca considerei seriamente os meus deveres nem como cumprir bem o meu dever para satisfazer a Deus. A essa altura, na minha reflexão, eu senti náusea e nojo de mim mesma, e também desdém. Senti que eu tinha sido profundamente corrompida por Satanás. Eu tinha perdido toda razão e consciência, e ficado entorpecida. Também vi como Satanás usa esses pensamentos para paralisar as pessoas e nos tornar mais depravadas. No fim, tornamo-nos lixo, iguais a mortos-vivos sem alma. Eu estava tão arrependida por não ter cumprido bem o meu dever, por não ter feito nada para confortar Deus. Eu senti que devia muito a Deus e orei: “Deus, fui profundamente corrompida por Satanás. Sem a Tua revelação, eu nunca teria visto a seriedade do meu problema. Tenho sido irresponsável em meu dever e careço de humanidade, desfruto de muito da Tua graça, mas nunca sei retribuir Teu amor. Tenho sido uma parasita. Vejo que a carne é meu maior obstáculo para praticar a verdade. Quero renunciar a ela e me arrepender diante de Ti, ser capaz de buscar a verdade e de cumprir meu dever à altura das Tuas exigências”.

Mais tarde, li mais das palavras de Deus. Deus Todo-Poderoso diz: “Já que você é uma pessoa, você deveria contemplar quais são as responsabilidades de uma pessoa. As responsabilidades que os incrédulos têm em mais alta estima, como ser filial, prover para os pais e trazer honra para a família, não precisam ser mencionadas. Todas elas são vazias e desprovidas de qualquer sentido real. Qual é a responsabilidade mínima que uma pessoa deveria cumprir? A mais prática é como você cumpre bem o seu dever hoje. Sempre se contentar só com agir sem se envolver não é cumprir suas responsabilidades, e só ser capaz de repetir palavras de doutrina não é cumprir suas responsabilidades. Só praticar a verdade e fazer as coisas de acordo com os princípios é cumprir suas responsabilidades, e só quando sua prática da verdade tiver sido eficiente e benéfica para as pessoas você realmente terá cumprido a sua responsabilidade. Qualquer que seja o dever que você está cumprindo, somente quando persistir em agir de acordo com os princípios da verdade você terá cumprido verdadeiramente a sua responsabilidade. Agir sem se envolver de acordo com o jeito humano de fazer as coisas é ser superficial e descuidado; somente se aderir aos princípios da verdade você estará cumprindo devidamente o seu dever e a sua responsabilidade. E quando você cumpre sua responsabilidade, isso não é a manifestação de lealdade? Isso não é a manifestação de lealdade para com o seu dever. Somente quando você tiver esse senso de responsabilidade, e essa vontade e esse desejo, quando houver em você a manifestação de lealdade para com o seu dever, Deus o favorecerá e olhará para você com aprovação. Se não tiver nem esse senso de responsabilidade, Deus o tratará como um preguiçoso, como um tolo, e o desprezará. […] Qual é a expectativa de Deus para uma pessoa a quem ele designou uma tarefa específica na igreja? Em primeiro lugar, Deus espera que ela seja responsável e diligente, que ela trate a tarefa como algo muito importante e a faça bem. Em segundo lugar, Deus espera que ela seja uma pessoa digna de confiança, que, não importa quanto tempo ela leve nem como seu ambiente mude, seu senso de responsabilidade não vacile e que seu caráter resista ao teste. Se ela é uma pessoa confiável, Deus fica tranquilo. Ele não monitorará ou acompanhará essa questão por mais tempo, porque, por dentro, Deus confia nela. Quando Deus lhe dá essa tarefa, ela certamente a completará sem nenhum lapso. Quando Deus confia uma tarefa às pessoas, não é esse o Seu desejo? (É, sim.) Então, uma vez que você entender a vontade de Deus, o que você deveria fazer para fazer com que Deus confie em você e favoreça você? Há muitas vezes que o desempenho e o comportamento das pessoas, e a atitude com que elas abordam seu dever as fazem desdenhar a si mesmas. Como, então, você pode exigir que Deus favoreça você e lhe mostre graça ou lhe dê um tratamento especial? Isso não é insensato? (É, sim.) Até você se menospreza, até você se despreza, então não faz sentido que você exija que Deus favoreça você. Assim sendo, se você quer que Deus favoreça você, as outras pessoas deveriam, no mínimo, ser capazes de confiar em você. Se você quer que os outros confiem em você, favoreçam você, tenham-no em alta estima, então, no mínimo, você deve ser respeitável, responsável, cumprir a sua palavra e ser confiável. E quanto a diante de Deus? Se você também é responsável, diligente e devotado no desempenho do seu dever, você cumpriu em grande parte as exigências de Deus para você. Então existe esperança de você ganhar a aprovação de Deus, não existe?(A Palavra, vol. 5: As responsabilidades dos líderes e dos obreiros). As palavras de Deus me ensinaram que cada pessoa tem os seus deveres e responsabilidades, e que, para viver com valor e dignidade, o essencial é se somos capazes de cumprir nossa responsabilidade e tratar nosso dever com atenção e seriedade. Não deveríamos precisar que os outros nos exortem sempre; deveríamos ter um senso de responsabilidade. Não importa qual seja o resultado, o importante é se uma pessoa investe o coração naquilo que está fazendo. Somente as pessoas com esse tipo de atitude têm caráter e dignidade e são confiáveis, e Deus Se lembrará do que fizeram. Entender a vontade de Deus foi esclarecedor para mim e me deu uma senda de prática. Em meu dever, depois disso, eu me lembrava constantemente que eu devia ser mais atenta, buscar os princípios da verdade e me esforçar para fazer o melhor que podia.

Uma vez, quando uma irmã e eu estávamos conversando sobre o design de uma imagem, ela mencionou que deveríamos usar estilos ocidentais como referência e causar uma impressão forte. Quando ela disse “impressão forte”, achei que isso seria difícil e, embora soubesse que os estilos ocidentais eram bonitos, criar esses tipos de efeitos decorativos seria complicado. Outras irmãs já tinham feito esses tipos de designs e eu não era muito hábil nisso. Produzir um resultado bom seria muito difícil para mim e exigiria muito tempo e energia. Eu hesitei e quis recusar o trabalho e que outra irmã o assumisse, mas então me lembrei de uma passagem das palavras de Deus que eu tinha lido antes: “Suponhamos que a igreja lhe dê um trabalho a fazer e você diga: ‘[…] Qualquer que seja o trabalho que a igreja me atribua, eu o assumirei com todo o coração e com toda minha força. Se houver alguma coisa que não entenda ou se surgir um problema, orarei a Deus, buscarei a verdade, entenderei os princípios da verdade e farei bem a coisa. Qualquer que seja o meu dever, usarei tudo que tenho para cumpri-lo bem e satisfazer a Deus. Para tudo que puder realizar, eu farei o meu melhor para assumir toda a responsabilidade que me cabe assumir e, no mínimo, não irei contra minha razão e consciência, nem serei negligente e superficial, nem serei traiçoeiro nem negligente, nem desfrutarei dos frutos do trabalho dos outros. Nada que fizer estará abaixo dos padrões da consciência’. Esse é o padrão mínimo para o comportamento humano, e aquele que cumpre seu dever dessa forma pode se qualificar como uma pessoa conscienciosa e sensata. No mínimo, você deve ter uma consciência tranquila ao cumprir o seu dever, e deve, no mínimo, achar que você merece suas três refeições diárias e não está mendigando por elas. Isso se chama senso de responsabilidade. Não importa se seu calibre é alto ou baixo, e se você entende a verdade ou não, você deve ter esta atitude: ‘Já que esse trabalho me foi dado, devo tratá-lo com seriedade; devo fazer dele a minha preocupação e fazê-lo bem, com todo o coração e com toda minha força. Quanto a se eu posso fazê-lo perfeitamente bem, não posso presumir que consiga oferecer uma garantia, mas minha atitude é que eu farei meu melhor para garantir que ele seja bem-feito, e certamente não serei negligente nem superficial em relação a ele. Se surgir um problema, eu devo assumir responsabilidade, garantir que eu aprenda uma lição com isso e cumpra bem o meu dever’. Essa é a atitude correta(A Palavra, vol. 5: As responsabilidades dos líderes e dos obreiros). Pensei em como eu tinha sido irresponsável no dever no passado. Eu sempre agia superficialmente e fazia muitas coisas que enojavam a Deus. Dessa vez eu não mimaria a carne nem cobiçaria conforto, eu devia considerar a vontade de Deus e assumir responsabilidade pelo meu dever. Em silêncio, resolvi que, não importava quanto eu pudesse alcançar, primeiro devia me submeter e trabalhar muito. Fazer o meu melhor era o mais importante. Pensando nisso, senti que eu tinha uma direção. Refleti sobre os princípios do nosso trabalho e juntei algum material de referência, criei várias versões e as enviei a outras irmãs para que fizessem sugestões. Depois de algumas revisões, finalmente terminamos. Eu tive um senso de paz no meu coração quando fiz as coisas dessa forma e achei que estava sendo mais pragmática do que antes.

Depois disso, eu me concentrei em refletir sobre mim mesma e em renunciar à carne no meu dever. Refleti mais sobre as coisas pequenas no meu dia a dia e as tarefas que a igreja me atribuía e refleti sobre como cumprir melhor o meu dever. Na verdade, isso não me cansou. Senti-me realizada. Ser esse tipo de pessoa é maravilhoso. Embora, às vezes, eu ainda queira obedecer à carne e satisfazer a mim mesma, agora estou mais ciente da minha corrupção do que antes. Sei que devo orar imediatamente e pedir que Deus me ajude a renunciar à carne e pedir que Ele me discipline se eu for superficial, enganosa e irresponsável novamente. Ao longo do tempo, tenho sido capaz de assumir um fardo no meu dever e disposta a assumir minhas responsabilidades e a cumprir o meu dever. Esse é o único jeito de viver com integridade, dignidade e paz interior!

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