Reflexões sobre a perda do meu dever

20 de Janeiro de 2022

Por Wang Lin, Coreia do Sul

Já que tenho algumas habilidades como soldador, em 2017, fui designado para cuidar de alguns assuntos da igreja. Era um dever fisicamente exigente que requeria também algumas horas extras. Às vezes, não tinha tempo para comer nem para frequentar as reuniões no horário. No início, não me importava, pensando que ter a chance de usar essa habilidade no meu dever era uma honra para mim. Eu queria investir tudo que tinha naquilo. Mais tarde, nossa equipe ficou mais ocupada e meu dever ficou mais corrido. Depois de um tempo, fiquei exausto e senti um pouco de ressentimento.

Certa vez, durante uma reunião, uma irmã nos disse que precisávamos ajudar a descarregar algum material. Eu não queria fazer aquilo. Perguntei-me por que aquilo não poderia esperar até depois da reunião, e se fosse tão urgente, outra pessoa poderia fazê-lo! Por que tinha de ser a gente? Não passávamos de empregados? Com esse sentimento de resistência interna, mesmo que tenha ido, eu o fiz sem vontade. Não dei tudo de mim, estava agindo sem me envolver. Todos faziam hora extra quando coisas apareciam de última hora, mas, sempre que podia, eu pegava um atalho. Se conseguia me safar fazendo menos, eu evitava o trabalho duro. Sempre que devia fazer umas horas extras, eu me ressentia e relutava, como se tivesse sofrido uma injustiça terrível. Aparentemente, eu fazia o trabalho, mas o fazia de má vontade. Queria relaxar assim que terminava a tarefa atribuída pelo líder da equipe e não queria ajudar os outros que ainda não tinham terminado. Achava que era problema deles e nada tinha a ver comigo. Vendo que eu ficava enrolando, o líder da equipe me repreendeu e lidou comigo, mas pensei que ele só estava sendo minucioso e não refleti sobre mim mesmo. Assim fazia meu dever de modo muito passivo, contentando-me com o mínimo. Todos os outros irmãos estavam realmente dando duro, e eu não só não os invejava, como até ria deles secretamente. Certa vez, num transporte de madeira, eu estava carregando apenas um lote por vez, enquanto um irmão levava dois. Pensei: “Por que está se matando? Você é um idiota. Mesmo que seja forte, não há necessidade de fazer isso. Desse jeito, vai ficar acabado”. Na verdade, eu era mais novo do que ele, portanto, carregar dois por vez não teria sido um problema para mim, mas eu ficaria dolorido carregando tanto assim. Jamais aceitaria isso. Vendo que eu estava atrasando meu trabalho, os outros irmãos me repreenderam e mandaram que fosse mais atento em meu dever, mas não me importei. Eu estava fazendo meu trabalho, portanto, não estava causando nenhum dano. Já que me recusava a corrigir minha atitude em relação ao meu dever, o julgamento e castigo de Deus vieram sobre mim.

Em 21 de julho daquele ano, quando estava no meio do meu trabalho, o líder da equipe me disse de repente que eu carecia de humanidade e que tinha sido preguiçoso em meu dever, por isso não era apto para a posição. Tive uma sensação de angústia quando recebi a notícia. Sem um dever, isso não seria meu fim? Eu teria qualquer esperança de ser salvo? Fiquei cada vez mais agitado e caí numa depressão. Eu me ajoelhei em oração diante de Deus imediatamente: “Ó Deus! Sei que Tu permitiste que isso acontecesse comigo, mas não entendo Tua vontade nisso e não sei que lição devo aprender aqui. Por favor, protege meu coração para que eu possa me submeter à Tua vontade e não criticá-la”. Eu me senti bem mais calmo depois da oração. Com as malas feitas e prestes a partir, olhei para os outros irmãos à distância, todos correndo para lá e para cá, trabalhando com entusiasmo, enquanto eu estava prestes a pegar a estrada. Eu me senti muito mal. Tinha sido um crente por mais de dez anos e sempre achava que era alguém que buscava a verdade, capaz de fazer sacrifícios. Nunca imaginei que seria demitido do meu dever. Se eu não era apto nem mesmo para cumprir um dever, o que poderia fazer? Não entendia por que o líder de equipe tinha dito que eu carecia de humanidade. Normalmente, eu não tinha nenhum conflito com os outros e convivia bem com todos na maior parte do tempo. Achava que não havia nada de errado com minha humanidade. Quanto ao meu dever, achava que tinha investido bastante energia nele. Mas ocorreu-me que Deus é justo, portanto, se tivesse cumprido bem o meu dever, eu não teria sido demitido. Depois de perder meu dever, Eu estava menos ocupado e não precisava trabalhar tanto o tempo todo, mas estava muito decepcionado, muito desanimado. Eu estava vindo para diante de Deus em oração o tempo todo, pedindo que Ele me esclarecesse para eu me conhecer. Em certo momento, li isto nas palavras de Deus: “Algumas pessoas sempre se gabam de possuir boa humanidade, alegando nunca terem feito nada de mau, roubado bens de outros ou cobiçado coisas de outras pessoas. Elas até chegam ao ponto de permitir que outros se beneficiem à sua própria custa quando há litígio por interesses, preferindo sofrer perda, e nunca dizem nada de mau sobre ninguém só para que todos os demais pensem que elas são boas pessoas. Contudo, ao cumprirem seus deveres na casa de Deus, elas são astutas e evasivas, sempre tramando para si mesmas. Elas nunca pensam nos interesses da casa de Deus, nunca tratam como urgentes as coisas que Deus trata como urgentes, nem pensam como Deus pensa e nunca conseguem colocar de lado seus próprios interesses com o intuito de cumprir seus deveres. Elas nunca renunciam aos seus próprios interesses. Até quando veem malfeitores cometendo o mal, elas não os expõem; elas não têm quaisquer princípios. Esse não é um exemplo de boa humanidade. Não dê atenção ao que tal pessoa diz; você deve ver o que ela vive, o que revela, qual é sua atitude quando cumpre seus deveres e também qual é seu estado interior e o que ela ama” (‘Dê seu real coração a Deus e você poderá obter a verdade’ em “Registros das falas de Cristo dos últimos dias”). Refletindo sobre isso, percebi que eu achava ter uma boa humanidade porque eu, aparentemente, fazia algumas coisas boas, mas isso não estava alinhado com a verdade. Deus julga a humanidade de uma pessoa com base em seu desempenho e atitude em relação ao seu dever. A questão é se ela deixa seus interesses pessoais de lado e defende os interesses da casa de Deus. Alguém com uma humanidade realmente boa é devoto a Deus em seu dever. Consegue sofrer e pagar um preço. Em momentos críticos, consegue renunciar à sua carne e defender o trabalho da casa de Deus. Depois disso, comecei a refletir sobre se eu possuía humanidade ou não e que tipo de atitude eu tinha em meu dever à luz das palavras de Deus.

Li esta passagem: “Tudo provém daquilo que Deus exige, os vários aspectos de labuta e trabalho relacionados às exigências de Deus — tudo isso requer a cooperação do homem, tudo isso é dever do homem. O escopo dos deveres é muito amplo. Os deveres são responsabilidade sua, são o que você deve fazer, e se você for sempre evasivo em relação a eles, isso será um problema. Em termos brandos, você é preguiçoso demais, enganoso demais, você é ocioso, ama o tempo livre e odeia o trabalho; em termos mais sérios, você não está disposto a cumprir seu dever, não tem dedicação nem obediência. Se você não consegue fazer nem o esforço para essa tarefa pequena, o que consegue fazer? O que você é capaz de fazer corretamente? Se uma pessoa for realmente dedicada e tiver um senso de responsabilidade em relação ao seu dever, então, contanto que seja exigido por Deus e contanto que seja necessário para a casa de Deus, ela fará tudo que lhe pedirem, sem seleção; empreenderá e completará qualquer coisa que seja capaz de fazer e que deva fazer. É isso que as pessoas devem entender e o que devem alcançar? (Sim.) Algumas pessoas discordam e dizem: ‘Vocês não precisam enfrentar o vento mordaz nem o sol escaldante o dia todo; vocês não sofrem nenhuma adversidade. É fácil para vocês ficar concordando, acenando com a cabeça, mas você concordaria se fosse ordenado a sair no sol escaldante por algumas horas?’. Essas palavras não estão erradas; é sempre mais fácil falar do que fazer. Quando as pessoas realmente agem, por um lado você deve observar seu caráter, e, por outro, deve ver quanto elas amam a verdade. Falemos primeiro da humanidade das pessoas. Se uma pessoa é de bom caráter, ela vê o lado positivo de tudo, aceita as coisas e tenta percebê-las a partir de uma perspectiva positiva e proativa; isto é, seu coração, caráter e temperamento são justos — isso é visto sob a perspectiva do caráter. O outro aspecto é quanto ela ama a verdade. Isso diz respeito a quê? Significa que, não importa quanto as opiniões, os pensamentos e as visões em sua cabeça acerca de algo correspondam com a verdade, não importa quanto você entenda, você é capaz de aceitá-lo de Deus; você ser obediente e sincero basta. Quando você é obediente e sincero, você não é negligente quando trabalha, você faz um esforço real. Quando investe seu coração no seu trabalho, suas mãos o acompanham. Quando desanima, quando para de tentar, você começa a ser enganoso, e sua mente começa a pensar: ‘Quando é o jantar? Como pode ser tão cedo? Isso é irritante — quando vou terminar esse trabalho interminável? Não sou tolo; vou fazer o mínimo, não vou colocar todo o meu esforço nisto’. Qual é o caráter dessa pessoa? Suas intenções são justas? (Não.) Ela foi exposta. Essa pessoa ama a verdade? Quanto ela ama a verdade? Ela tem pouca disposição para trabalhar, sua consciência não é tão ruim, ela é capaz de fazer um pouco, mas não está realmente fazendo esforço; está sempre tentando enrolar, só quer fazer as coisas que a façam parecer boa; quando está na hora de trabalhar, seus esquemas insidiosos e suas intenções perversas aparecem, seus pensamentos malignos emergem e ficam se manifestando. Pessoas como essa trabalham de modo ineficiente e lento. Estão sempre quebrando ferramentas e equipamentos. As outras pessoas podem demorar a descobrir, mas assim que surge um pensamento maligno em sua mente, assim que nasce nelas um pensamento que conflita com a verdade, Deus sabe, Deus vê. Mesmo assim, elas pensam: ‘Veja como sou esperto. Nós dois comemos a mesma refeição, mas ela não me custou nada. Depois de terminar o trabalho, todos vocês ficam exaustos — mas olhem para mim, para mim está sendo muito mais tranquilo. Eu sou o esperto; todos aqueles que trabalham muito são tolos’. Na verdade, são os ‘tolos’ que são os espertos. O que os torna espertos? Eles dizem: ‘Eu não faço nada que Deus não pede que eu faça, e faço tudo que Ele pede que eu faça. Faço tudo que Ele pede e coloco meu coração, nunca engano. Não estou fazendo para pessoa nenhuma; estou fazendo para Deus, estou fazendo diante de Deus para que Deus veja; não faço para que uma pessoa veja’. E o resultado? Um grupo elimina pessoas, mas os ‘tolos’ permanecem; em outro grupo, algumas pessoas são expostas, mas os ‘tolos’ não são; em vez disso, seu estado fica cada vez melhor, e eles são protegidos por Deus em tudo que os acomete. E o que lhes rende essa proteção? Em seu coração, eles são honestos. Eles não temem adversidade nem exaustão e não são seletivos em relação a nada que lhes é confiado; não perguntam por que, simplesmente fazem o que são ordenados a fazer, obedecem sem examinar nem analisar, não levam qualquer outra coisa em consideração; não têm planos sorrateiros, e são capazes de obedecer em todas as coisas. Seu estado interior é sempre muito normal; quando confrontados com perigo, Deus os protege; quando são acometidos por doença ou pestilência, Deus também os protege — são muito abençoados” (‘Eles odeiam a verdade, violam publicamente os princípios e ignoram os arranjos da casa de Deus (parte 4)’ em “Expondo os anticristos”). Essa leitura me convenceu totalmente. As palavras de Deus desvelaram minha perspectiva, atitude e meu estado em meu dever, e vi que Deus realmente enxerga nossa alma. Ele observa cada ação nossa, cada movimento e cada pensamento passageiro. Quando comecei a cumprir meu dever, eu estava determinado a me despender por Deus e a retribuir Seu amor. Mas o tempo passou, e quando tinha despendido mais esforço e sofrido mais, minha natureza verdadeira se mostrou. Comecei a tomar atalhos em meu dever, tentando me safar fazendo menos. Comecei a resistir e me sentia como se estivesse sendo injustiçado quando precisava trabalhar um pouco mais e suportar um pouco de adversidade física. Quando trabalhávamos, todos os outros realmente se esforçavam, sem medo de se esgotar, mas eu ficava protelando, escolhendo as tarefas mais fáceis. Quando vi aquele irmão trabalhando tanto, até ri dele em silêncio por ser tolo, pensando que o esperto era eu, que eu conseguia cumprir meu dever sem me esgotar e ainda assim desfrutar das bênçãos de Deus, queria o melhor de dois mundos. Eu até calculava meus ganhos e perdas pessoais no meu dever. Eu era tão astuto, tão desprezível! As palavras de Deus me mostraram que, quando eu ria dos outros porque faziam tanto esforço, o tolo era eu. Dentre todos aqueles outros irmãos, nenhum dos que eu considerava tolo tinha perdido seu dever, mas eu tinha sido demitido apesar de achar que eu era tão esperto, perdendo minha chance de servir. Eu fui a vítima de minha própria “esperteza”. Era eu que merecia ser chamado de tolo, e cumprir meu dever daquele jeito dava nojo a Deus. Cumprir bem o seu dever deveria ser o chamado, a missão da vida de um ser criado e é algo que o Criador confia à humanidade. Mas eu tinha agido como se não passasse de um diarista, me virando sem assumir qualquer responsabilidade. Eu tinha perdido a consciência e razão que um ser criado deveria possuir, e valia menos do que um cão de guarda de uma família. Pelo menos, o cão consegue servir ao seu dono, vigiando seu quintal, e é leal a ele independentemente de como é tratado. Quanto a mim, porém, eu estava comendo e bebendo daquilo que Deus providenciava, desfrutando das bênçãos de Sua graça, mas não estava completando as tarefas que Ele tinha me dado. Eu era menos do que um animal, indigno de ser chamado de humano. Ser removido do meu dever era uma manifestação do caráter justo de Deus. Tinha sido causado totalmente pela minha rebeldia. Eu não tinha a menor dúvida.

Mais tarde, li isto nas palavras de Deus: “Se não houver custo real nem fidelidade ao cumprir o seu dever, ele não satisfará as normas. Se você não leva a sério sua fé em Deus e o desempenho do seu dever; se você sempre age sem se envolver e é superficial em suas ações, como um incrédulo trabalhando para o chefe; se você faz apenas um esforço simbólico, improvisando e se virando a cada dia, sem entusiasmo algum, ignorando problemas quando os vê, vendo algo derramado e sequer fazendo a limpeza, e indiscriminadamente descartando tudo que não seja para benefício próprio — isso não é um problema? Como alguém assim pode ser membro da casa de Deus? Essas pessoas são forasteiras; elas não são da casa de Deus. Em seu coração, você tem certeza de que está sendo verdadeiro e sério quando cumpre o seu dever, e Deus também faz a contabilidade. Então, alguma vez vocês já levaram a sério o desempenho do seu dever? Já o cumpriram com o coração? Já o trataram como responsabilidade sua, obrigação sua? Já tomaram posse dele? Alguma vez vocês já se manifestaram quando descobriram um problema ao desempenhar seu dever? Se vocês nunca se manifestaram depois de descobrir um problema, nem sequer pensaram em fazê-lo, se não estão dispostos a se preocupar com essas coisas e acham que quanto menos problemas, melhor, se esse é o princípio que vocês utilizam em relação a eles, então vocês não estão desempenhando o seu dever; estão vivendo com o suor do seu rosto, estão prestando serviço. Os servidores não pertencem à casa de Deus. São funcionários; depois de terminar seu trabalho, pegam seu dinheiro e vão embora, cada um segue o próprio caminho e se torna um estranho para o outro. Esse é o relacionamento deles com a casa de Deus. Os membros da casa de Deus são diferentes: eles se preocupam com tudo na casa de Deus, assumem responsabilidade, seus olhos veem o que precisa ser feito na casa de Deus, e eles mantêm essas tarefas em mente, lembram-se de tudo que pensam e veem, sentem o fardo, têm senso de responsabilidade — estes são membros da casa de Deus. Vocês chegaram a esse ponto? (Não.) Então vocês ainda têm um longo caminho a percorrer, por isso devem continuar buscando! Se você não se considera um membro da casa de Deus e elimina a si mesmo, como Deus o vê? Deus não o trata como um forasteiro; é você que se coloca do lado de fora da porta Dele. Então, em termos objetivos, que tipo de pessoa você é, exatamente? Você não está na casa Dele. Isso tem algo a ver com o que Deus diz ou determina? Foi você que colocou seu fim e sua posição fora da casa de Deus — a quem mais pode culpar?” (‘Realizar bem o dever exige, no mínimo, uma consciência’ em “Registros das falas de Cristo dos últimos dias”). Quando ponderei sobre as palavras de Deus, percebi que considerar os interesses da casa de Deus em todas as coisas e ver a casa de Deus como minha própria casa era o único jeito de agradar a Deus e de trazer conforto para Ele. É a única maneira de ser um membro de Sua casa. Eu vinha cumprindo meu dever na casa de Deus, mas, por causa da minha atitude e abordagem do meu dever, eu não era um membro verdadeiro de Sua família. Eu era como um empregado da casa de Deus, que só trabalha superficialmente, sem investir seu coração. Eu não estava pessoalmente empenhado em nada que não me afetasse diretamente. Vi que carecia totalmente de humanidade e que não tinha integridade nenhuma. Eu nem era digno de ser um servidor — eu era um incrédulo. Era totalmente indigno de cumprir qualquer dever na igreja.

Depois disso, fiquei apelando e orando a Deus sem parar, refletindo sobre o que tinha me possuído para que tivesse tal atitude no meu dever. Li isto nas palavras de Deus: “Até que as pessoas tenham experimentado a obra de Deus e ganhado a verdade, é a natureza de Satanás que assume o controle e as domina por dentro. O que, especificamente, essa natureza acarreta? Por exemplo, por que você é egoísta? Por que protege a própria posição? Por que você tem emoções tão fortes? Por que aprecia aquelas coisas injustas? Por que gosta daqueles males? Qual é a base para sua afeição por tais coisas? De onde vêm essas coisas? Por que você fica tão feliz em aceitá-las? A esta altura, vocês todos vieram a entender que a razão principal por trás de todas essas coisas é que o veneno de Satanás está dentro de vocês. Quanto ao que é o veneno de Satanás, isso pode ser completamente expresso em palavras. Por exemplo, se você pergunta: ‘Como as pessoas devem viver? Para quê devem vier?’ as pessoas responderão: ‘É cada um por si e o diabo pega quem fica por último’. Esse simples provérbio expressa a raiz exata do problema. A filosofia de Satanás se tornou a vida das pessoas. Não importa o que as pessoas busquem, elas o fazem para si mesmas — e assim só vivem para si mesmas ‘É cada um por si e o diabo pega quem fica por último’ — isso é a vida e a filosofia do homem e representa também a natureza humana. Essas palavras de Satanás são precisamente o veneno de Satanás e, quando as pessoas o internalizam, ele se torna a natureza delas. A natureza de Satanás é exposta por meio dessas palavras; elas o representam completamente. Esse veneno se torna a vida das pessoas bem como o fundamento de sua existência, e a humanidade corrupta tem sido constantemente dominada por esse veneno por milhares de anos” (‘Como trilhar a senda de Pedro’ em “Registros das falas de Cristo dos últimos dias”). Isso me ajudou a entender que eu tinha vivido segundo as leis de sobrevivência de Satanás, Como “Cada um por si e o demônio pega quem fica por último”, “Deixe as coisas seguirem se não afetarem você pessoalmente”. Há também: “Sempre fique por cima, nunca fique em desvantagem”. Essas coisas estavam profundamente arraigadas dentro de mim e tinham se tornado minha natureza. Eu vivia segundo elas e tinha me tornado cada vez mais egoísta e desprezível. Eu só pensava em meus interesses no meu dever, naquilo que me beneficiaria, e fazia o que era mais fácil para mim. Eu nem pensava em me preocupar com a vontade de Deus no meu dever. Refleti sobre como Deus Se tornou carne e veio para a terra, suportando humilhação e sofrimento imensos para expressar as verdades para purificar e salvar a humanidade, mas Deus nunca pediu que a humanidade retribuísse para Ele. Seu amor por nós é tão grande. E eu tinha desfrutado das ricas provisões materiais e da rega das palavras concedidas por Deus sem nenhum senso de gratidão, ressentindo a menor adversidade em meu dever. Eu carecia totalmente de consciência e razão. Carecendo de calibre, eu não podia fazer nenhum tipo de dever importante, mas Deus não me rejeitou. Ele arranjou um dever apropriado para mim, dando-me a chance de ganhar a verdade e de ser salvo. Esse era o amor de Deus. Esse pensamento me encheu de arrependimento e eu me odiei por ser tão preguiçoso e desleixado em meu dever. Eu me odiei especialmente pela profundeza da minha corrupção satânica e falta de humanidade e não quis mais viver daquele jeito. Decidi que, qualquer que fosse o dever que recebesse depois disso, eu daria todo meu coração, todo meu esforço, e que pararia de menosprezar Deus. Vim para diante de Deus em oração: “Deus! Obrigado por Teu julgamento e castigo, que me permitiram ver que eu estava tratando meu dever de forma leviana demais, sendo egoísta, desprezível e sem humanidade. Admito minha culpa e me arrependo. Trabalharei duro para cumprir o meu dever e pagar minha dúvida Contigo, para confortar o Teu coração”. Depois disso, comecei a investir todo meu tempo e esforço no compartilhamento do evangelho, querendo apenas cumprir bem aquele dever para recompensar meus erros do passado.

Depois de pouco mais de um mês, o líder viu que eu estava num estado melhor e que tinha melhorado minha atitude em relação ao meu dever e me ligou para me informar que eu poderia voltar a cumprir o meu dever. Isso me animou muito e eu disse em silêncio: “Dou graças a Deus por me dar outra chance para cumprir o meu dever”. Meus olhos se encheram de lágrimas quando desliguei o telefone. Meu coração se encheu de gratidão a Deus e também de um grande senso de endividamento. Ao considerar minha atitude e rebeldia em meu dever no passado, senti arrependimento e vergonha. Eu me ajoelhei diante de Deus em oração, só chorando, sem saber o que dizer a Ele. Qualquer palavra me parecia totalmente inadequada, por isso, só fiquei repetindo: “Ó Deus! Eu Te agradeço!” Só pensava em todo o trabalho que Deus tinha feito em mim, me julgando, castigando, purificando e salvando. Tudo que podia fazer era expressar minha gratidão. Eu só queria oferecer tudo de mim a Deus e investir tudo em meu dever para retribuir o amor de Deus. Quando recuperei meu dever depois de perdê-lo, aprendi a valorizá-lo de verdade e finalmente entendi o que Deus queria dizer com “Tudo provém daquilo que Deus exige, os vários aspectos de labuta e trabalho relacionados às exigências de Deus — tudo isso requer a cooperação do homem, tudo isso é dever do homem.” Não penso mais que me esforçar em meu trabalho é sofrimento, que é degradante. É uma honra, porque é uma comissão de Deus. É o que Ele exige e, sobretudo, é o meu dever. Eu costumava ter a impressão equivocada de que não existe diferença entre trabalhar na casa de Deus e trabalhar no mundo, que não era nada além de labuta. Mas essa experiência me ensinou que trabalhar no mundo é só para ganhar seu sustento e que qualquer adversidade serve ao ganho pessoal. Não tem sentido. E embora na casa de Deus também seja trabalhar, eu estava cumprindo meu dever. Qualquer adversidade no meu dever tem valor e ganha a aprovação de Deus.

Esse ajuste no meu dever me permitiu experimentar o amor de Deus. Eu não queria mais ser apenas um empregado na casa de Deus, mas buscar fazer parte da família. Desde então, estou cheio de energia em meu dever. Às vezes, as coisas são um pouco difíceis ou cansativas, mas não me queixo mais. Consigo investir todo o meu coração e toda a minha força para fazer um bom trabalho. Sou tão grato pelo fato de o julgamento e castigo de Deus terem transformado minha atitude em relação ao meu dever e resolvido minha perspectiva absurda em relação a ele. Isso também mudou um pouco o meu caráter corrupto.

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