Receios de relatar um problema

16 de Dezembro de 2022

Em setembro de 2021, eu estava compartilhando o evangelho na igreja. Depois de um tempo, percebi que a supervisora não estava assumindo nenhum fardo no dever dela e que ela não tinha nos perguntado havia muito tempo como estávamos indo em nosso dever. Sempre que aparecia, ela só agia sem se envolver e nunca resolvia nenhum problema real. Ela não nos ajudava nem nos beneficiava em nosso dever. No início, achei que, por ter acabado de começar a supervisionar o trabalho evangelístico, ela não estava familiarizada com ele, que era normal não saber o que fazer por um tempo e que, após um tempo de prática, ela pegaria o jeito. Mas, depois de um tempo, não foi o que aconteceu.

Uma vez, deparamo-nos com um problema, então mandamos uma carta à supervisora em busca de uma solução. Mas a resposta dela não continha nenhum ponto de vista nem sugestões claras. Ela só nos enviou uma passagem da palavra de Deus que nada tinha a ver com nosso problema. Achei isso inacreditável. Como essa supervisora podia ser tão superficial no dever dela? Normalmente, ela era incapaz de encontrar qualquer problema ao acompanhar nosso trabalho, e quando nós tomávamos a iniciativa de lhe perguntar, ela não tinha um ponto de vista claro. Isso era tão irresponsável. No início, quis mencionar isso a ela numa reunião, mas tive alguns receios. Ela diria que eu era arrogante? Que eu exigia demais? Que minha intenção era aproveitar-me da fraqueza dela? Se ela não conseguisse aceitar o que eu dissesse e, ao invés disso, investigasse minhas responsabilidades, isso não seria procurar problemas? Diante disso, perdi a coragem de tocar nesse assunto. Quando nos encontramos mais tarde, eu minimizei o assunto e só a lembrei: “Se você tiver tempo, acompanhe o nosso trabalho e veja se existe algum problema”. Mas, para a minha surpresa, ela disse: “Todos vocês fazem trabalho evangelístico há tanto tempo e entendem todos os princípios melhor do que eu. Vocês também estão obtendo resultados ótimos. Eu só estou aqui para aprender com vocês”. Depois disso, sempre que eu a lembrava de dar mais atenção ao nosso trabalho, ela só dizia algo parecido. Eu pensei: “Ela não está fazendo nenhum trabalho real e sempre inventa uma desculpa. Isso não é aceitar a verdade”. O trabalho principal de um supervisor é identificar e resolver problemas e dificuldades reais que os irmãos têm em seus deveres e supervisionar e acompanhar o trabalho. Mas não conseguia identificar nem resolver nenhum problema, portanto, ela não era capaz de fazer nenhum trabalho prático. Se as coisas continuassem assim, isso definitivamente impactaria o trabalho evangelístico. Mais tarde, eu quis falar com ela mais uma vez sobre isso, para conscientizá-la de seu problema e consertá-lo rapidamente. Mas então pensei de novo: “Eu mesmo já fui supervisor no passado e fui dispensado porque eu era incapaz de fazer trabalho prático. Se eu continuar compartilhando minha opinião com ela, ela pensará que valorizo demais o status? Que eu acho injusto não ser supervisor, por isso a critico deliberadamente? Ela terá uma opinião ruim de mim e me dispensará do meu dever? É melhor esquecer. Talvez ela não tenha sido exposta ao trabalho por tempo suficiente. Talvez ela fique bem se ela se familiarizar mais com ele”. Por isso, de novo, deixei de falar com ela sobre o assunto.

Algum tempo depois, nós nos deparamos com alguns problemas no trabalho evangelístico e buscamos a ajuda dela. Mas os ignorou e deixou que nós mesmos resolvêssemos os problemas. Em outra ocasião, eu a ouvi dizer que, por não entender bem os detalhes de como nós ganhamos seguidores, quando o líder lhe perguntou, ela inventou um número do nada como resposta, o que resultou numa diferença grande com o número real. Fiquei furioso quando ouvi isso. Nós lhe informávamos a situação específica do nosso trabalho evangelístico todos os meses e a lembrávamos de acompanhar e orientar mais o nosso trabalho, mas ainda assim ela nem sabia quantos recém-convertidos entravam na igreja num mês. Em que sentido ela estava fazendo trabalho prático? Com esse tipo de atitude em relação ao dever dela, como podia agir como supervisora? Não era surpresa que ela não conseguisse encontrar nenhum problema. Ao analisar todos esses comportamentos, senti que essa supervisora era incapaz de fazer trabalho prático, que era uma falsa obreira e que ela não era apta a supervisionar o trabalho evangelístico. Àquela altura, eu quis muito escrever um relatório sobre os problemas dela, mas então pensei: “Se a supervisora descobrir que fui eu quem a denunciei, ela pensará que a estou criticando e dificultando a vida para ela intencionalmente? E se ela falar mal de mim ao líder, o líder me transferirá ou dispensará?”. Diante disso, recuei mais uma vez. Alguns dias depois, ouvi a irmã Liu, de outro grupo, falando sobre como essa supervisora nunca resolvia nenhum dos problemas práticos. Quando a informaram sobre um membro do grupo que tinha um caráter arrogante, que era obcecado com status, que se aproveitava das fraquezas dos outros, os atacava e os constrangia e que já tinha perturbado pessoas no cumprimento do dever deles, a supervisora simplesmente ignorou e não deu importância a isso. No fim, o único jeito de resolver o problema foi relatá-lo ao líder. Eu me senti muito culpado quando ouvi a irmã Liu dizer isso. Havia tempos que eu tinha descoberto que essa supervisora tinha problemas, mas, a fim de me proteger, eu não tinha dito nada. Por que não consigo praticar a verdade e proteger o trabalho da igreja?

Durante meus devocionais, li algumas passagens da palavra de Deus. Deus Todo-Poderoso diz: “Existem também alguns falsos líderes que têm um pouco de calibre e conseguem fazer um pouco de trabalho, que sabem um pouco sobre os princípios de lidar com cada tipo de pessoa, mas que têm medo de ofender e, por isso, não ousam constranger pessoas malignas e anticristos. Eles vivem segundo filosofias satânicas, são desinteressados em assuntos que não são de interesse pessoal. Não se preocupam se o trabalho da igreja é eficiente nem com como a entrada na vida do povo escolhido de Deus pode sofrer; acreditam que essas coisas nada têm a ver com eles. Assim, durante o mandado de um falso líder, a ordem normal da vida de igreja não é preservada, e os deveres e a entrada na vida do povo escolhido de Deus não são garantidos. Qual é a natureza desse problema? Não é que tais falsos líderes não conseguem fazer trabalho porque seu calibre é baixo; em que sentido, então, eles são falsos? Eles são falsos no sentido de que há um problema com sua humanidade. Durante seu mandado como líderes, não pode haver nenhuma resolução para o problema de pessoas malignas e anticristos interrompendo e perturbando o trabalho da igreja. Alguns irmãos e irmãs são muito prejudicados por isso, e isso é um retrocesso enorme para o trabalho da igreja. Esse tipo de falso líder percebe um problema e vê algo que causa interrupção e perturbação, e ele sabe qual é a sua responsabilidade, o que ele deveria fazer e como deveria fazê-lo, mas ele não faz nada. Finge ser surdo e mudo, não ouve nem questiona nada, nem relata a questão aos seus superiores. Ele finge não saber de nada e não ver nada. Isso não é um problema em sua humanidade? Qual é o princípio de sua liderança? ‘Eu não causo interrupções nem perturbações, mas não farei nada que ofenda nem nada que ataque a dignidade dos outros. Vocês podem me caracterizar como um falso líder, ainda assim não farei nada que ofenda. Preciso preservar uma rota de fuga.’ Que tipo de lógica é essa? É a lógica de Satanás. E que tipo de caráter é esse? Não é muito evasivo e enganoso? Tal pessoa não é nem um pouco sincera em seu tratamento da comissão de Deus; é sempre maliciosa e escorregadia no cumprimento do seu dever, faz tantos cálculos maldosos, pensa em si mesma em todas as coisas. Ela não pensa nem minimamente no trabalho da igreja e não tem nenhuma razão nem consciência. Ela é completamente inapta para o trabalho de liderança. […] Em Meu coração, não importa quão leal esse tipo de pessoa pareça ser, ou quão regulado, ou taciturno, ou trabalhador e competente, o fato de ele agir sem princípios e não assumir nenhuma responsabilidade pelo trabalho da igreja Me obriga a ‘vê-lo numa luz nova’, por assim dizer. Para encerrar, definirei esse tipo de pessoa. Ele pode não cometer nenhum erro grave, mas é muito evasivo e enganoso; ele não assume nenhum tipo de responsabilidade nem defende o trabalho da igreja. Ele não tem humanidade. Sinto que é como um tipo de animalem sua astúcia, é um pouco como uma raposa(A Palavra, vol. 5: As responsabilidades dos líderes e dos obreiros). “Quando a verdade se tornar vida em você, quando você observar alguém que blasfema contra Deus, que não tem temor de Deus e que é descuidado e superficial ao cumprir o seu dever, ou que interrompe e interfere no trabalho da igreja, você responderá de acordo com os princípios da verdade e será capaz de identificá-lo e expô-lo conforme necessário. Se a verdade não se tornar sua vida e você ainda viver em seu caráter satânico, quando descobrir pessoas perversas e diabos que causam interrupções e perturbações no trabalho da casa de Deus, você fará vista grossa e se fingirá de surdo; você as ignorará sem ser repreendido por sua consciência. Você até achará que qualquer um que cause perturbações no trabalho da igreja não tem nada a ver com você. Não importa quanto o trabalho da igreja e os interesses da casa de Deus sofram, você não se importa, não intervém nem se sente culpadoo que faz de você alguém que não tem consciência nem senso, um incrédulo, um servidor. Você come o que é de Deus, bebe o que é de Deus e desfruta tudo o que vem de Deus, mas acha que qualquer dano aos interesses da casa de Deus não está relacionado a vocêo que faz de você um traidor que morde a mão que o alimenta. Se você não protege os interesses da casa de Deus, você é mesmo humano? Isso é um demônio que se insinuou na igreja. Você finge acreditar em Deus, finge ser um escolhido e quer se aproveitar da casa de Deus. Você não vive a vida de um ser humano e é claramente um dos incrédulos(A Palavra, vol. 3: As declarações de Cristo dos últimos dias, “Só aqueles que realmente se submetem a Deus têm um coração que O teme”). As palavras de Deus me angustiaram profundamente. Especialmente quando li estas palavras, “ele não tem humanidade”, “em sua astúcia, é um pouco como uma raposa”, “um demônio que se insinuou na igreja” e “os não crentes”, senti que o caráter de Deus não tolera ofensa. Deus odeia e se enoja sobretudo de pessoas enganosas. Deus define essas pessoas como demônios e descrentes. Senti muito medo e culpa e que Deus estava me expondo e me denunciando face a face. Lembrando-me de meu comportamento, eu já tinha visto claramente que a supervisora era superficial em seu dever e não estava fazendo trabalho prático. Eu quis conversar com ela sobre isso várias vezes, mas sempre fui excessivamente cauteloso, temendo que ela me chamasse de arrogante e insensato, por isso não ousei conversar com ela. Mesmo quando mencionava o assunto, eu sempre o minimizava e não ousava falar de todo o problema, a ponto até de encorajá-la, a despeito das minhas convicções, para que eu pudesse proteger minha reputação e meu relacionamento com ela. Mais tarde, determinei que ela era uma falsa obreira que era incapaz de fazer trabalho real, que ela deveria ser transferida ou dispensada, e que, a fim de proteger o trabalho da igreja, ela deveria ser exposta e denunciada. Mas eu temia que a supervisora dissesse que eu competia por status e que estava dificultando a vida para ela e que ela me oprimisse. Assim, para me proteger, eu me fingi de bobo e apenas fiquei observando enquanto o trabalho evangelístico era obstruído, sem relatar nada. Eu fui muito enganoso, egoísta e desprezível! Eu não tive nenhuma sinceridade em relação a Deus. Lembrando-me de todos os anos da minha fé em Deus, em que desfrutei da provisão de tantas das palavras de Deus, como eu pude ficar só observando diante das perdas do trabalho da igreja e só querer proteger a mim mesmo e não o trabalho da igreja? Se eu tivesse relatado o problema da supervisora mais cedo, ela não teria atrasado nem obstruído o trabalho da igreja.

Na agonia de me censurar, vi que a palavra de Deus diz: “Por muitos anos, os pensamentos nos quais as pessoas confiavam para sobreviver têm corroído seu coração ao ponto de elas se tornarem desleais, covardes e desprezíveis. Elas não somente carecem de força de vontade e determinação, mas também se tornaram gananciosas, arrogantes e obstinadas. Elas são totalmente desprovidas de qualquer determinação que transcenda o ego e, ainda mais, elas não têm um pingo de coragem de se livrar das restrições dessas influências tenebrosas. Os pensamentos e a vida das pessoas são tão podres que suas perspectivas acerca de crer em Deus ainda são insuportavelmente horrendas e, mesmo quando elas falam de suas perspectivas acerca da crença em Deus, é simplesmente insuportável de ouvir. As pessoas são covardes, incompetentes, desprezíveis e frágeis. Elas não sentem repulsa pelas forças das trevas nem amor pela luz e pela verdade; em vez disso, fazem o máximo para afastá-las(A Palavra, vol. 1: A aparição e a obra de Deus, “Por que você é relutante em ser um contraste?”). Considerando as palavras de Deus, percebi que eu tinha sido profundamente corrompido por Satanás e que os venenos de Satanás já tinham se enraizado no meu coração. Filosofias satânicas como “proteja a si mesmo, só tente escapar da culpa”, “quanto menos problemas melhor”, “o prego que se destaca é martelado” e “melhor prevenir do que remediar” tinham se tornado a minha natureza e as leis segundo as quais eu vivia e que me controlavam, levando-me a considerar apenas meus interesses quando eu falava e agia. Até cruzei os braços enquanto uma supervisora que não fazia trabalho prático atrasava e impactava o trabalho da igreja. Eu me fingi de bobo, fiquei calado e não protegi o trabalho da igreja. Sem querer, eu me coloquei do lado de Satanás e servi como seu cúmplice. Eu era repugnante para Deus! Vi que essas filosofias mundanas eram falácias e mentiras usadas por Satanás para enganar e corromper as pessoas. Ao viver segundo essas coisas, eu só podia me tornar cada vez mais enganoso, maligno, egoísta e desprezível. A fim de proteger meus interesses, eu me protegi de Deus e das pessoas e, não importavam a interrupção e perturbação que acometessem a igreja, eu permanecia desinteressado, apático e distante. As verdades que eu devia ter praticado não foram praticadas, os deveres que eu devia ter cumprido não foram cumpridos, e eu não tive um pingo de consciência, razão, humanidade e dignidade. Se não me arrependesse, eu teria sido detestado e expulso por Deus. Quanto mais eu refletia, mais eu me arrependia. Senti que eu tinha sido corrompido por Satanás tão profundamente que eu carecia de qualquer tipo de humanidade. Eu me odiei demais. Mas, ao mesmo tempo, decidi praticar a verdade. Eu não podia continuar sendo tão inescrupuloso. Eu devia obedecer à vontade de Deus, praticar a verdade e relatar o problema com a supervisora ao líder o quanto antes. Mais tarde, relatei o problema ao líder sobre a supervisora não fazer trabalho prático.

Depois de enviar o relatório, foi como se um peso enorme tivesse sido retirado dos meus ombros. Mas, depois de dois ou três dias, o líder ainda não tinha respondido, e meus receios reemergiram. O líder leria o relatório e pensaria que eu estava competindo por status ou que estava criticando deliberadamente? Ele me culparia como um malfeitor e me expulsaria? Meu coração deu um pulo quando pensei isso. Eu me abri com a irmã Liu sobre meu estado. Ela disse: “Você não está negando a justiça de Deus e o fato de que, na casa de Deus, governa a verdade?”. Então ela escolheu uma passagem da palavra de Deus e a leu para mim. Deus Todo-Poderoso diz: “Pessoas como os anticristos sempre tratam a justiça e o caráter de Deus com noções, objeções e resistência. Elas pensam: ‘É só uma teoria que Deus é justo. Existe realmente algo como justiça neste mundo? Em todos os anos da minha vida, eu jamais a encontrei nem a vi. O mundo é tão sombrio e maligno, e pessoas malignas e diabos se dão muito bem, vivem contentes. Não os vi recebendo o que merecem. Não consigo ver a justiça de Deus nisso; pergunto-me: a justiça de Deus realmente existe? Quem a viu? Ninguém a viu, e ninguém pode atestá-la’. É isso que elas pensam. Elas não aceitam toda a obra de Deus, nem todas as Suas palavras, nem todas as Suas orquestrações com base na crença de que Ele é justo, mas sempre duvidam e julgam, estão sempre cheias de noções, que elas nunca buscam a verdade para resolver. É sempre assim que os anticristos acreditam em Deus. Eles têm fé verdadeira em Deus? Não. Os anticristos sempre mantêm uma postura de dúvida quando se trata da justiça de Deus. […] Por exemplo, quando surge um problema no trabalho da igreja, não importa quão severa seja a culpa por ele nem quais sejam as consequências, a primeira reação de um anticristo é inocentar-se e jogar a culpa em outro. A fim de não ser responsabilizado, ele até desvia a atenção de si mesmo, diz algumas coisas corretas e agradáveis, e causa uma comoção superficial para encobrir a verdade da questão. Em tempos comuns, as pessoas não conseguem enxergar, mas quando algo as acomete, a feiura de um anticristo é revelada. Como um porco-espinho, com todos os espinhos eriçados, ele se protege com todas as suas forças, querendo não assumir nenhuma responsabilidade. Que tipo de atitude é essa? Não é uma atitude de não acreditar que Deus é justo? Ele não acredita que Deus escrutiniza tudo nem que Ele é justo; ele deseja usar seus próprios métodos para se proteger. Ele acredita: ‘Se eu não me proteger, ninguém me protegerá. Deus também não pode me proteger. Dizem que Ele é justo, mas quando as pessoas se metem em encrencas, Ele realmente as trata com justiça? De jeito nenhum — Deus não faz isso’. Quando ele é confrontado com problemas ou perseguição, ele se sente desamparado e pensa: ‘Então, onde está Deus? As pessoas não podem vê-Lo nem tocá-Lo. Ninguém pode me ajudar; ninguém pode me oferecer justiça e impô-la’. Ele acha que o único jeito de se proteger é com seus próprios métodos, que, caso contrário, ele sofrerá perdas, será assediado e perseguidoe que a casa de Deus não é nenhuma exceção. […] Ele só se importa com sua busca por status e prestígio, e não faz nada para defender o trabalho da igreja. Não importa quem faça algo ruim e prejudique os interesses da casa de Deus, ele não o expõe nem denuncia, mas age como se não o tivesse visto. No que diz respeito aos seus princípios para lidar com as coisas e ao seu tratamento daquilo que acontece em sua volta, ele tem algum conhecimento do caráter justo de Deus? Ele tem alguma fé? Ele não tem nenhuma. Aqui, ‘nenhuma’ não significa que ele não tem consciência disso, mas que ele questiona o caráter justo de Deus em seu coração. Ele não aceita nem reconhece que Deus é justo(A Palavra, vol. 4: Expondo os anticristos, “Item Dez: Eles odeiam a verdade, violam publicamente os princípios e ignoram os arranjos da casa de Deus (parte 1)”). Deus revela que a natureza dos anticristos é especialmente escorregadia e enganosa. Eles observam todas as coisas e pessoas usando sua percepção e abordam os problemas com uma atitude de suspeita. Eles não acreditam na soberania de Deus nem que Deus escrutiniza todas as coisas, muito menos que o caráter de Deus é justo. Assim, quando veem algo que prejudica o trabalho da igreja, eles sempre protegem a si mesmos e seus interesses pessoais e não praticam a verdade. É como se, se eles não fossem cautelosos e não se protegessem, eles fossem oprimidos e punidos. Refleti que eu era igual a um anticristo. Eu não acreditava na justiça de Deus nem que a verdade e a justiça governavam na casa de Deus. Vi que a supervisora não estava fazendo trabalho prático, mas eu sempre me preocupava e não ousava denunciá-lo. Mesmo quando finalmente reuni a coragem para escrever um relatório, por não ter um entendimento verdadeiro da justiça de Deus, quando vi que o líder não tinha respondido após vários dias, eu comecei a suspeitar e a ficar em alerta. Eu temia que o líder não lidasse com a falsa obreira e que eu fosse expulso como um malfeitor que se aproveitava das fraquezas das pessoas. Eu era muito enganoso! Eu não tinha nenhuma fé em Deus. Eu não estava negando a justiça de Deus e Sua soberania sobre todas as coisas? Eu via a orquestração de todas as coisas por Deus a partir da perspectiva de um descrente e suspeitava dos líderes da igreja e me protegia contra eles. Achava que a igreja era tão injusta e parcial quanto o mundo externo. Como isso era crer em Deus? Isso não era calúnia e blasfêmia contra Deus?

Então me lembrei da palavra de Deus: “A verdade tem seus favoritos? A verdade pode se opor às pessoas deliberadamente? Se você buscar a verdade, isso pode sobrecarregá-lo? Se você assumir uma posição firme pela justiça, isso o derrubará? Se verdadeiramente for sua aspiração buscar a vida, a vida pode escapar de você?(A Palavra, vol. 1: A aparição e a obra de Deus, “As experiências de Pedro: seu conhecimento de castigo e julgamento”). “Como alguém que verdadeiramente busca a Deus poderia ser amaldiçoado por Ele? Como alguém de sentido são e consciência sensível poderia ser amaldiçoado por Deus? Como alguém que verdadeiramente adora a Deus e O serve poderia ser consumido pelas chamas de Sua ira? Como alguém que é feliz por obedecer a Deus poderia ser expulso da casa de Deus? Como alguém cujo amor por Deus não tem limites poderia viver sob a punição de Deus? Como alguém que está feliz em deixar tudo por Deus poderia ficar sem nada?(A Palavra, vol. 1: A aparição e a obra de Deus, “Ter um caráter inalterado é estar em inimizade contra Deus”). Sim, a essência de Deus é justa e fiel. As verdades que Deus expressa são para que o homem as pratique e viva. Buscar e praticar a verdade e proteger o trabalho da igreja é obviamente algo positivo e tem a aprovação de Deus. Sobretudo a denúncia e exposição de anticristos, malfeitores, falsos líderes e obreiros recebem a aprovação de Deus e é um ato bom e justo. Basta pensar um pouco: alguma vez uma pessoa que pratica a verdade e que tem um senso de justiça já foi expulsa da igreja? Uma pessoa que busca e ama a verdade já foi abandonada e expulsa por Deus? Pelo contrário, aqueles que praticam a verdade não só não foram oprimidos nem banidos, como receberam proteção e a aprovação e o respeito de seus irmãos. Mesmo que alguns sejam oprimidos e punidos por anticristos e malfeitores por praticarem a verdade, isso é só temporário, e todos esses anticristos e malfeitores serão expostos e expulsos ou expurgados da igreja. Além do mais, aqueles que foram oprimidos por anticristos e malfeitores terão tido ganhos reais por meio da oração a Deus e da busca da verdade. Eles não só terão ganhado discernimento de malfeitores e anticristos, como terão ganhado algum entendimento e experiência da soberania onipotente de Deus. Essas coisas revelam inteiramente o caráter justo de Deus e que a verdade e a justiça governam na casa de Deus. Na casa de Deus, só os anticristos e aqueles que pretendem cometer o mal serão expulsos ou expurgados pela igreja. Minha denúncia do problema da supervisora não foi feita com intenções erradas, nem para me aproveitar das fraquezas dela. Foi feita considerando o trabalho da igreja. As coisas que relatei eram fatos objetivos e não eram tentativas para prejudicá-la. Minhas ações foram feitas para o bem, não para o mal, tanto da supervisora como do trabalho da igreja. Se ela fosse alguém que conseguia buscar e aceitar a verdade, após ser denunciada, ela seria capaz de refletir sobre si mesma e aprender uma lição. Isso seria benéfico para mostrar a ela as próprias deficiências e corrupção e favoreceria a entrada dela na vida. Se ela me odiasse por causa disso ou até me oprimisse ou dispensasse num impulso, isso revelaria que ela não amava nem aceitava a verdade e não era apta para ser cultivada ou para uma posição importante. Quando percebi isso, meu coração se iluminou bastante e eu não me senti mais constrangido. Denunciar falsos líderes e obreiros que não fazem trabalho prático é minha responsabilidade e o que eu devo fazer. Não importam as consequências, eu nunca me arrependeria de fazer isso.

Naquela noite, recebi uma carta do líder que dizia que a supervisora tinha sido dispensada. Foi comovente ler a carta do líder. A verdade e a justiça realmente governam na casa de Deus. Eu louvei e agradeci a Deus do fundo do meu coração! Por meio dessa experiência, eu não só ganhei algum discernimento de falsos líderes e obreiros, como também me conscientizei de quão enganosa era a minha natureza e ganhei alguma consciência do caráter justo de Deus. Tudo isso aconteceu pela graça de Deus! No futuro, não importa o que eu enfrente, estou disposto a obedecer à vontade de Deus, a praticar a verdade e a proteger o trabalho da igreja e a cumprir os meus deveres e responsabilidades. Graças a Deus!

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