As palavras de Deus eliminaram meus equívocos
Por Flavien, Benim Em setembro de 2019, aceitei a obra de Deus Todo-Poderoso dos últimos dias. Mais tarde, fui escolhido como líder de...
Damos as boas-vindas a todos os buscadores que anseiam pela aparição de Deus!
Em maio de 2004, Wu e eu fomos presas quando voltávamos de uma reunião porque fomos entregues por um judas. Na delegacia, os policiais ficaram me interrogando, exigindo saber quem eram os líderes da igreja e onde estavam as ofertas. Como me recusei a falar, quatro ou cinco policiais me cercaram, empurrando-me e batendo em mim. Um policial bateu cruelmente em todo o meu corpo com uma vara de bambu de mais de um metro de comprimento e da grossura de um polegar, enquanto pisava sem parar, com força, nas minhas coxas. Uma policial me deu um tapa forte no rosto. Eles algemaram minhas mãos nas costas e as puxaram com tudo para trás. Eu mal conseguia respirar por causa da tortura — era como se eu estivesse sufocando. O suor escorria pelo meu rosto, e eles se revezavam entre me bater e me interrogar. Meu corpo inteiro estava em agonia. Eu não conseguia nem abaixar as calças para usar o banheiro; uma policial teve que puxá-las para baixo para mim. Vi hematomas enormes nas minhas coxas e nas laterais do bumbum, da cor de berinjelas escuras. Doía tanto que eu não conseguia nem agachar. Nessa noite, vendo que eu continuava sem falar, eles me fizeram sentar no chão gelado e continuaram me interrogando em turnos. Não deixavam eu me mexer nem dormir. Minha lombar e as minhas pernas ficaram dormentes e inchadas por causa do frio. Eu estava tonta, e a minha cabeça latejava de dor. Sempre que eu fechava os olhos, um policial gritava comigo. Eu sentia que não podia suportar mais, como se fosse morrer. Pensei: “Se eu não disser nada, eles não vão me soltar. Não sei que tipo de tortura vão usar em seguida. Será que eu aguento? Se eu for torturada até a morte, minha fé não terá sido em vão? Como posso ser salva se eu morrer?”. Então inventei uma coisa, esperando enganá-los, mas eles não acreditaram e continuaram me interrogando.
Por volta das cinco ou seis da tarde do dia seguinte, policiais do Departamento Municipal de Segurança Pública e da Brigada de Segurança Nacional levaram a Wu e a mim para um hotel, para continuar o interrogatório. Cortinas blecaute cobriam as janelas, e policiais armados montavam guarda. Quando vi isso, um calafrio percorreu meu corpo. Fiquei apavorada, sem saber como eles me torturariam em seguida. Eu orava a Deus sem parar, no meu coração. Os policiais me separaram da Wu e nos interrogaram em turnos, 24 horas por dia. Eles me fizeram sentar em uma cadeira e não me permitiam me mexer nem dormir. Se eu fechava os olhos, eles gritavam insultos contra mim. Eu estava tonta e desorientada por causa do tormento. Dois dias depois, a Wu me entregou. Ela disse a eles que eu era responsável por transferir as ofertas. Ela entregou também vários líderes de distrito, famílias anfitriãs e famílias de custódia. Segurando a confissão da Wu, um policial me disse, num tom ameaçador: “Não adianta você não falar. Ela já nos contou tudo. Para onde você transferiu as ofertas? Vamos encontrar esse dinheiro, nem que tenhamos que cavar para isso. Vamos condenar você de qualquer jeito, mesmo que não fale! A Igreja de Deus Todo-Poderoso é um dos principais alvos de repressão do Estado. Acreditar em Deus Todo-Poderoso perturba a ordem social. É ilegal. Mesmo que matemos você, não teremos nenhum problema! Estamos batendo em você desse jeito, então por que o seu Deus não vem salvá-la? Deus não existe!”. Depois, tentaram me forçar a dizer coisas que blasfemassem contra Deus. Como me recusei, ele me deu um tapa forte no rosto. Depois rosnou cruelmente: “Temos muitos jeitos de lidar com você! Se não falar, vamos cortar seu rosto com uma faca e desfigurá-la, depois vamos colocá-la num saco e jogá-la no rio Huangpu para alimentar os peixes!”. Eu pensei: “Esses policiais perversos são capazes de qualquer coisa. Se eles realmente me jogarem no rio, ninguém nunca vai saber que eu morri. Não quero morrer agora. Se eu morrer, minha fé não terá sido em vão? Como eu poderia ser salva, então? Talvez eu devesse dizer alguma coisa… Além disso, a Wu já falou. Não faz diferença eu admitir ou não”. Os policiais, então, me disseram o endereço das famílias anfitriãs e das famílias de custódia que a Wu havia identificado, junto com a descrição e o nome das irmãs. Eu reconheci tudo isso tacitamente. Mas o policial disse: “Ela confessou tudo e vai direto para casa. Você só confirmou o que ela já nos disse. Não entregou nem uma única pessoa ou casa. Se não fizer isso, vamos mandá-la para a prisão mesmo assim. E será culpa sua, pela má atitude e pela recusa em cooperar!”. Pensei que, se dissesse só mais um pouco, talvez me soltassem ou me dessem uma pena mais leve. Então, dei a eles o endereço de outra irmã anfitriã. No momento em que entreguei a irmã, senti como se tivesse sido jogada no inferno. Não consigo descrever a sensação. Fiquei completamente sem forças. Desabei no chão, chorando descontrolada. Tentei agarrar um fio elétrico para me matar, mas um policial prendeu minha mão no chão com o pé. Fiquei cheia de remorso por ter entregado a irmã e, no coração, amaldiçoava-me sem parar, dizendo que eu merecia morrer e ser destruída. Lembrei-me das palavras de Deus: “Para aqueles que não demonstraram um pingo sequer de lealdade para Comigo durante tempos de tribulação, Eu não serei mais misericordioso, pois Minha misericórdia alcançou seu limite. Não tenho apreço algum, além disso, por quem quer que já tenha Me traído, muito menos gosto de Me associar com quem trai os interesses de seus amigos. Esse é Meu caráter, não importa quem seja a pessoa. Eu devo lhes dizer isto: qualquer um que partir Meu coração por completo não receberá clemência de Mim pela segunda vez […]” (A Palavra, vol. 1: A aparição e a obra de Deus, “Prepare boas ações suficientes para sua destinação”). As palavras de Deus me deixaram apavorada. Senti que o caráter justo de Deus não pode ser ofendido. Eu havia entregado minha irmã e traído a Deus. Havia ofendido Seu caráter, e Ele não ia me querer mais. Minha vida como crente estava completamente acabada. Nesse momento, a morte pareceu melhor do que a vida.
Mas ainda assim os policiais não me soltavam; continuaram me interrogando em busca de informações sobre a igreja. Forçaram-me a ficar sentada numa cadeira, 24 horas por dia, sem deixar eu me mexer ou dormir. Torturaram-me com privação de sono por cerca de uma semana. Eu estava em tanto tormento que não conseguia comer. Vendo que eu estava à beira de um colapso, os policiais me levaram para um hospital, para tomar soro na veia. Quando voltamos, eles continuaram a me interrogar em turnos e me mostraram fotos de irmãos, mandando que eu os identificasse. Eu disse a mim mesma: “Já ofendi o caráter de Deus e me tornei um judas vergonhoso. Não posso trair a Deus de novo”. Então, não importava como me interrogassem, eu não dizia nada. Um mês depois, condenaram-me a dois anos num campo de reeducação por trabalho por “perturbar a ordem social”. Quando estavam levando a Wu e a mim para o campo de reeducação, ela me disse que a irmã anfitriã que eu havia entregado tinha sido presa. Ela foi solta depois que a família dela mexeu uns pauzinhos, mas estava sob vigilância constante. Ouvir isso foi como uma agulha perfurando o meu coração. Eu me odiava por ter tanto medo da morte, por ter entregado minha irmã e por impossibilitar que ela participasse de reuniões ou desempenhasse seu dever. Tantas vezes chorei e orei a Deus, implorando que Ele estabelecesse outro ambiente para me dar só mais uma chance. Jurei que, mesmo que a polícia me torturasse até a morte, eu nunca mais entregaria meus irmãos. Durante meus dois anos no campo de trabalho, sempre que me lembrava das palavras de Deus: “Muito menos gosto de Me associar com quem trai os interesses de seus amigos”, eu sentia que nunca mais teria outra chance de salvação e que acabaria no inferno, sofrendo punição. Esse pensamento me deixava incrivelmente negativa. A agonia era pior que a morte. Eu até sentia que morrer seria um alívio para o tormento na minha alma.
Depois de dois anos na prisão, fui solta e voltei para casa, mas estava envergonhada demais para encarar os irmãos. Eu me odiava por ser um judas vergonhoso que havia entregado uma irmã. E estava em extrema agonia mental, convencida de que Deus nunca me salvaria e de que eu estava destinada a ser amaldiçoada e punida. Fiquei desanimada, perdi toda a esperança e queria morrer para que tudo acabasse. Um dia, pensei nas palavras de Deus: “1. Se você é de fato um servidor, então, pode prestar-Me serviço devotamente, sem nenhum traço de perfunctoriedade ou negatividade? […] 10. Você é capaz de ser Meu seguidor leal, disposto a suportar um sofrimento vitalício por Mim, embora não receba nada?” (A Palavra, vol. 1: A aparição e a obra de Deus, “Um problema muito sério: traição (2)”). As palavras de Deus foram como um raio de luz que perfurou a escuridão no meu coração, dando-me coragem para continuar vivendo. Era verdade. Era pela graça de Deus que eu podia prestar serviço para Ele na minha fé. Mesmo que Deus não me salvasse no final, eu ainda deveria prestar serviço para Ele. Ponderando sobre Suas palavras, recuperei um pouco a fé. Eu ansiava pelo dia em que pudesse ler as palavras de Deus, reunir-me e desempenhar meu dever com os irmãos de novo. Às vezes, as irmãs iam à casa da minha mãe para reuniões, e eu as invejava por poderem ler as palavras de Deus juntas. Pensando no quanto eu devia a Deus, quis fazer o que pudesse pela igreja. Quando as irmãs vinham se reunir, eu ficava de vigia para elas do lado de fora, de olho nos arredores. Às vezes eu economizava um pouco de dinheiro para dar como oferta. Era a única maneira de o meu coração encontrar algum alívio.
Na primavera de 2011, uma irmã me encontrou e perguntou: “Você está disposta a participar das reuniões?”. Nesse momento, fiquei tão comovida que os meus olhos se encheram de lágrimas. Eu sabia que aquilo era misericórdia de Deus, e que Ele estava me dando outra chance. Mais tarde, a igreja arranjou para eu regar os recém-chegados. Eu nunca perdia um dia, fizesse chuva ou fizesse sol. Eu só queria prestar serviço com dedicação para compensar minha transgressão. Sempre que lia as palavras de exortação, conforto ou encorajamento de Deus, eu sentia que Ele é como uma mãe amorosa que entende nossas fraquezas e tem misericórdia da nossa imaturidade, salvando-nos o máximo possível, e as lágrimas escorriam pelo meu rosto. Mas, no momento em que lembrava que eu tinha virado um judas e traído a Deus, eu sentia que aquelas palavras não eram para mim. Deus não salvaria alguém como eu. Eu não estava qualificada para receber Suas promessas ou Sua salvação. Sempre que pensava nisso, eu afundava em desânimo e angústia.
Em 2016, comecei a desempenhar o dever de texto. Certa vez, li um testemunho experiencial escrito por um irmão. Ele havia sido brutalmente torturado pela polícia, mas preferiu morrer a virar um judas. Eu me senti tão envergonhada. Nós dois tínhamos sido presos, mas ele havia permanecido firme em seu testemunho, enquanto eu havia traído a Deus e cometido uma transgressão. Se eu não tivesse valorizado minha carne naquela época, não teria permanecido firme no meu testemunho assim como ele? Não teria sido poupada de todos esses anos de tormento interior? Durante as reuniões, quando ouvia as irmãs se comunicarem sobre conhecer sua corrupção em certo aspecto, eu pensava: “Elas estão apenas revelando alguns caracteres corruptos. Comigo é diferente. Eu entreguei os irmãos. Virei um judas. Cometi uma transgressão grave, e ela nunca poderá ser apagada. Deus não me salvará”. Depois disso, sempre que via materiais sobre a remoção de judas, eu me sentia desanimada e angustiada, com medo de também ser removida um dia. No inverno de 2022, duas pessoas com quem eu havia trabalhado, Liu Jing e Chen Hong, foram presas. Eles entregaram irmãos e famílias anfitriãs antes mesmo de a polícia começar a torturá-los. Chen Hong entregou até as ofertas. Depois, não demonstraram nenhum remorso e foram sucessivamente removidos da igreja. Pensando que eu, assim como eles, também havia virado um judas e poderia ser removida algum dia, fiquei muito desanimada.
Embora eu estivesse desempenhando meu dever todos esses anos, meu coração estava constantemente em angústia e desânimo por causa da minha transgressão e não conseguia encontrar nenhum alívio. Eu nunca buscava a verdade para resolver meu estado negativo, sentindo que bastava, para alguém como eu, apenas prestar serviço com dedicação. Isso continuou até eu ler as palavras de Deus durante meus devocionais espirituais: “Há também outra causa raiz para as pessoas afundarem no desânimo, que é que algumas coisas específicas acontecem com as pessoas antes de elas atingirem a maioridade ou depois de se tornarem adultas, ou seja, elas cometem algumas transgressões ou fazem algumas coisas idiotas, coisas tolas e coisas ignorantes. Elas afundam em desânimo por causa dessas transgressões, por causa dessas coisas idiotas e ignorantes que fizeram. Esse tipo de desânimo é uma condenação de si mesmo e também uma espécie de caracterização do tipo de pessoa que elas são. […] As pessoas que fizeram essas coisas se sentem, muitas vezes, incomodadas inadvertidamente, quando algo em particular acontece ou em certos ambientes e contextos. Esse sentimento de intranquilidade as faz cair inconscientemente em desânimo profundo, e elas ficam atadas e restringidas por seu desânimo. Sempre que elas ouvem um sermão ou uma comunicação sobre a verdade, esse desânimo se insinua pouco a pouco em sua mente e no íntimo de seu coração, e elas se atormentam, perguntando: ‘Posso fazer isso? Sou capaz de buscar a verdade? Sou capaz de alcançar a salvação? Que tipo de pessoa eu sou? Eu fiz isso antes, eu era esse tipo de pessoa. Estou fora do alcance da salvação? Deus ainda me salvará?’. Às vezes, algumas pessoas conseguem largar o desânimo e deixá-lo para trás. Elas aplicam sua sinceridade e toda a energia que podem reunir para cumprir seus deveres, suas obrigações e suas responsabilidades, e até colocam todo o coração e toda a mente na busca da verdade e na contemplação das palavras de Deus e trabalham muito para entender as palavras de Deus. No momento em que acontece alguma situação ou circunstância particular, porém, o desânimo toma conta delas mais uma vez e as faz se sentir novamente acusadas no fundo do coração. Elas pensam consigo: ‘Você fez isso antes, e você era esse tipo de pessoa. Você pode alcançar a salvação? Há algum sentido em praticar a verdade? O que Deus pensa do que você fez? Deus o perdoará pelo que você fez? Pagar o preço dessa forma agora pode compensar essa transgressão?’. Muitas vezes elas se repreendem e se sentem intimamente acusadas e frequentemente duvidam de si mesmas e se interrogam com essas perguntas. Elas nunca conseguem se livrar do desânimo e, no coração, têm uma sensação perpétua de intranquilidade sobre a coisa vergonhosa que fizeram. Assim, acreditaram em Deus por tantos anos e não parecem ter ouvido nada do que Deus disse nem parecem ter entendido nada disso. É como se não soubessem se alcançar a salvação tem algo a ver com elas, se podem ser absolvidas e redimidas ou se estão qualificadas para receber o julgamento e o castigo de Deus e Sua salvação. Elas não têm ideia de todas essas coisas. Por não receberem resposta alguma e por não obterem qualquer veredicto exato, elas se sentem constantemente desanimadas por dentro. No íntimo do coração, elas se recordam do que fizeram repetidamente, repassam-no na mente vez após vez, lembrando-se de como tudo começou e como terminou, do que veio antes e do que veio depois. Independentemente de como relembrem, elas sempre se sentem pecadoras e, assim, constantemente se sentem desanimadas sobre essa questão ao longo dos anos. Mesmo quando estão desempenhando seus deveres, mesmo quando servem como supervisor para certo item de trabalho, elas ainda sentem que não têm esperança de ser salvas” (A Palavra, vol. 6: Sobre a busca da verdade, “Como buscar a verdade (2)”). O que as palavras de Deus expuseram era exatamente o meu estado. Desde que fui presa e entreguei minha irmã, cometendo aquela transgressão, eu vivia em emoções de desânimo. Sentia que havia ofendido o caráter de Deus, que Ele certamente me detestava, e que não importava o quanto eu buscasse, Ele nunca me salvaria. Quando via as palavras de encorajamento e exortação de Deus, eu sentia que não eram para mim, mas para aqueles irmãos que nunca haviam cometido uma transgressão. Toda vez que eu via materiais sobre a remoção de judas, meu coração ficava ansioso e inquieto. Eu sentia que, como eu tinha virado um judas, assim como eles, talvez eu seria removida um dia também. Embora eu estivesse desempenhando meu dever na igreja, meu coração estava sempre fechado para Deus, e eu não conseguia reunir nenhuma energia para buscar a verdade. Eu me contentava em apenas prestar serviço com dedicação. Embora eu tivesse cometido a transgressão de entregar uma irmã, Deus ainda assim teve misericórdia de mim e me deu a chance de desempenhar meu dever. Nos meus momentos de dor e fraqueza mais profundas, Deus usou Suas palavras para me tirar da minha negatividade e me ajudar a encontrar uma senda de prática. Deus sempre esteve me provendo a verdade e a vida, mas eu não sabia o que era bom para mim. Eu não buscava a verdade com dedicação para retribuir o amor de Deus. Em vez disso, eu compreendia Deus mal e ficava na defensiva com Ele, vivendo em emoções de desânimo. Eu realmente não tinha consciência nem razão. Eu devia muito a Deus e era indigna de Sua salvação! Com as palavras de Deus, entendi que Ele não queria que eu vivesse em emoções de desânimo por causa da minha transgressão. Ele queria que eu me libertasse dos seus constrangimentos e buscasse a verdade com dedicação, entrando na senda da salvação. Eu sabia que tinha que comer e beber mais das palavras de Deus e buscar a verdade para resolver meu caráter corrupto; não podia continuar vivendo em meio aos constrangimentos da minha transgressão e recuar em negatividade.
Mais tarde, refleti: “Por que eu vivo em desânimo quando sinto que não tenho esperança de ser salva? Que caráter corrupto está me controlando?”. Li as palavras de Deus: “O que as pessoas buscam em sua crença em Deus é obter bênçãos para o futuro; esse é seu objetivo em sua crença. Todas as pessoas têm essa intenção e essa esperança, mas a corrupção em sua natureza deve ser resolvida por meio de provações e refinamento. Quaisquer aspectos nos quais as pessoas não estejam purificadas e ainda revelem corrupção, esses são os aspectos nos quais elas devem ser refinadas — esse é o arranjo de Deus. Deus estabelece ambientes para você, compelindo-o a passar por refinamento ali para que você possa conhecer sua corrupção. No fim, você chega a um ponto no qual estaria disposto a desistir de seus planos e desejos e se submeter à soberania e ao arranjo de Deus, mesmo que isso signifique a morte. Portanto, se não se submeterem a vários anos de refinamento, se não suportarem certa quantidade de sofrimento, as pessoas não serão capazes de se libertar dos constrangimentos da corrupção da carne em seus pensamentos e no coração. Quaisquer aspectos nos quais as pessoas ainda estão sujeitas aos constrangimentos de sua natureza satânica, e quaisquer aspectos nos quais elas ainda têm seus desejos e exigências, esses são os aspectos nos quais elas devem sofrer. Somente por meio do sofrimento as pessoas podem aprender lições, o que significa ser capaz de ganhar a verdade e entender as intenções de Deus. Na verdade, muitas verdades são entendidas por meio de experienciar sofrimento e provações. Ninguém pode entender as intenções de Deus, passar a conhecer a onipotência e a sabedoria de Deus nem apreciar o caráter justo de Deus quando está num ambiente confortável e tranquilo ou quando as circunstâncias são favoráveis. Isso seria impossível!” (A Palavra, vol. 3: Os discursos de Cristo dos últimos dias, “Parte 3”). Acontece que eu vivia em desânimo porque o meu desejo de bênçãos havia sido destruído. Desde o princípio, eu acreditava em Deus para ser abençoada. Por isso eu era ativa nas reuniões e entusiasmada no meu dever. Eu não me sentia constrangida nem mesmo quando meu marido não crente me obstruía, xingava e batia. Pouco tempo depois de começar a acreditar em Deus, saí de casa para desempenhar meu dever. Abandonei tudo para ser salva, sobreviver e obter a bela destinação que Deus preparou para o homem. Depois que fui presa e virei um judas, acreditei que Deus não me salvaria mais. Vendo minha esperança de receber bênçãos ser destruída, passei a viver num estado constante de negatividade e não estava mais disposta a buscar a verdade. Vi que a minha intenção ao acreditar em Deus estava errada. Não era buscar a verdade, mas obter bênçãos. Eu não era diferente daqueles da Era da Graça que buscavam comer pães até se fartar. Na minha crença em Deus, eu só pensava em como obter bênçãos e benefícios Dele. Nunca pensei em como buscar a verdade para resolver minha transgressão, ou em como retribuir a Deus por Seu amor e salvação. Eu era tão desprovida de humanidade! Ao experienciar essa revelação, finalmente reconheci as tentativas de barganha e as impurezas na minha fé. Elas são realmente nauseantes e detestáveis para Deus!
Mais tarde, li mais duas passagens das palavras de Deus, entendi como tratar as transgressões e encontrei uma senda para resolvê-las. Deus Todo-Poderoso diz: “Algumas pessoas, depois de terem transgredido um pouco, conjecturam: ‘Deus me revelou e me eliminou? Ele vai me derrubar?’. Deus veio operar desta vez não para derrubar as pessoas, mas para salvá-las na maior medida do possível. Ninguém é sem erro — se todos fossem derrubados, isso seria salvação? Algumas transgressões são cometidas de propósito, enquanto outras são involuntárias. Se você consegue mudar depois de reconhecer as coisas que faz involuntariamente, Deus o derrubaria antes de você mudar? Deus salvaria as pessoas desse modo? Não é assim que Ele opera! Não importa se você tem um caráter rebelde ou se agiu involuntariamente, lembre-se disto: você deveria refletir e conhecer a si mesmo. Dê meia-volta, imediatamente, e lute pela verdade com toda a sua força — e, não importa quais circunstâncias surjam, não se entregue ao desespero. A obra que Deus está fazendo é a da salvação do homem, e Ele não derrubará arbitrariamente as pessoas que quer salvar. Isso é certo. Mesmo se realmente houvesse um crente em Deus que Ele derrubasse no fim, aquilo que Deus faz ainda teria a garantia de ser justo. Com o tempo, Ele informaria você sobre a razão pela qual Ele derrubou aquela pessoa, de modo que você fosse totalmente convencido. Neste momento, só se esforce pela verdade, concentre-se na entrada na vida e busque o bom desempenho de seu dever. Não há erro nisso! Não importa como Deus lide com você no fim, isso está garantido de ser justo; você não deveria duvidar disso e não precisa se preocupar. Mesmo que você não consiga entender a justiça de Deus no momento, virá um dia em que você se convencerá. Deus opera justa e honradamente; Ele revela tudo publicamente. Se vocês ponderarem isso com cuidado, chegarão à conclusão sincera de que a obra de Deus é a de salvar as pessoas e transformar o caráter corrupto delas” (A Palavra, vol. 3: Os discursos de Cristo dos últimos dias, “Parte 3”). “E como você pode ser absolvido e perdoado por Deus? Isso depende do seu coração. Se confessar sinceramente, reconhecer verdadeiramente seu erro e seu problema, reconhecer o que fez — seja uma transgressão ou um pecado — adotar uma atitude de confissão verdadeira, sentir ódio verdadeiro pelo que fez, realmente mudar de atitude, e nunca mais fizer aquela coisa errada, então chegará um dia em que você receberá a absolvição e o perdão de Deus, ou seja, Deus não mais determinará seu desfecho com base nas coisas ignorantes, estúpidas e sujas que você fez antes. Quando você atingir esse nível, Deus não Se lembrará nem um pouco do assunto; você será exatamente igual a outras pessoas normais, sem a menor diferença. No entanto, a premissa para isso é que você precisa ser sincero e ter uma atitude verdadeira de arrependimento, como Davi. Quantas lágrimas Davi derramou pela transgressão que cometeu? Lágrimas incontáveis. Quantas vezes ele chorou? Inúmeras vezes. As lágrimas que ele verteu podem ser descritas com estas palavras: ‘Toda noite faço nadar em lágrimas a minha cama’. Não sei quanto sua transgressão é grave. Se de fato for grave, você talvez precise chorar até que sua cama flutue nas águas de suas lágrimas — talvez você tenha de confessar e se arrepender a esse nível antes de poder receber o perdão de Deus. Se não fizer isso, receio que sua transgressão se tornará um pecado aos olhos de Deus, e você não será absolvido dela. Então você estaria em apuros, e não faria sentido dizer mais nada sobre isso. […] Se deseja receber a absolvição de Deus, primeiro você precisa ser sincero: precisa ter uma atitude de confissão honesta por um lado, e precisa, também, trazer sua sinceridade e desempenhar bem seu dever; do contrário, não há o que falar. Se puder fazer essas duas coisas, se puder comover Deus com sua sinceridade e boa-fé, de modo que Ele o absolva de seus pecados, você será exatamente como as outras pessoas. Deus o considerará da mesma forma que considera as outras pessoas, Ele tratará você da mesma forma que trata as outras pessoas, e Ele o julgará e castigará, provará e refinará exatamente como faz com as outras pessoas — você não será tratado de modo diferente. Dessa maneira, você não só terá a determinação e o desejo de buscar a verdade, como também Deus o iluminará, guiará e proverá, da mesma forma, em sua busca pela verdade. Claro, por ter, agora, um desejo sincero e genuíno e uma atitude honesta, Deus não o tratará diferente de qualquer outra pessoa e, assim como outras pessoas, você terá a chance de alcançar a salvação. Você entende isso, certo? (Sim.)” (A Palavra, vol. 6: Sobre a busca da verdade, “Como buscar a verdade (2)”). Pelas palavras de Deus, vi que Ele age de acordo com princípios. Ele não condena as pessoas de forma irreversível por uma única transgressão sem lhes dar uma chance de se arrependerem. Deus observa para ver se podemos nos arrepender verdadeiramente depois de termos transgredido e nunca mais transgredir. Pensei em Davi, que usou seu poder para tomar a esposa de Urias. Quando percebeu que havia pecado e incorrido na aversão de Deus, ele se arrependeu genuinamente diante de Deus e nunca mais cometeu aquele pecado. Na velhice, ele nem sequer tocou a jovem que foi trazida para aquecer sua cama. Seu arrependimento não era feito apenas de palavras; ele o provou com ações reais, e, assim, recebeu a misericórdia e a tolerância de Deus. Então, pensei em Liu Jing e Chen Hong, que viraram judas sem sequer serem torturados. Chen Hong até entregou a localização de mais de um milhão de yuans em ofertas. Depois disso, nenhum deles demonstrou qualquer remorso. Removê-los da igreja revelou perfeitamente a justiça de Deus. A igreja me aceitou de volta porque eu havia entregado a irmã num momento de fraqueza, incapaz de suportar a tortura. Depois disso, fiquei cheia de remorso e autocensura, e desempenhei meu dever o melhor que pude, então a casa de Deus me deu outra chance. O caráter de Deus é justo e bom, e Ele trata todos de acordo com princípios. Li as palavras de Deus: “Ninguém é sem erro — se todos fossem derrubados, isso seria salvação?” (A Palavra, vol. 3: Os discursos de Cristo dos últimos dias, “Parte 3”). Essas palavras, em particular, me fizeram sentir que Deus é como uma mãe amorosa, usando Suas palavras para ensinar um filho que cometeu um erro, lembrando e exortando-o a não desistir de si mesmo. Nas entrelinhas das palavras de Deus, senti Suas intenções minuciosas e Sua tolerância e misericórdia para com a humanidade. Eu sabia que tinha que me arrepender verdadeiramente. Não podia mais ficar presa à transgressão, dando um veredicto sobre mim e desistindo de mim por causa disso. Eu tinha que desempenhar meu dever de todo o coração, buscar mais a verdade quando as coisas acontecessem comigo, focar agir de acordo com princípios e usar ações reais para compensar minha transgressão.
Mais tarde, refleti e percebi que a causa raiz do meu fracasso era que eu valorizava minha vida e temia a morte. Então, como eu poderia resolver esse problema? Um dia, li uma passagem das palavras de Deus e entendi como encarar a morte. Deus Todo-Poderoso diz: “Como aqueles discípulos do Senhor Jesus morreram? Entre os discípulos, houve aqueles que foram apedrejados, arrastados por cavalo, crucificados de cabeça para baixo, desmembrados por cinco cavalos — várias formas de morte os acometeram. Qual foi a razão da morte deles? Eles se envolveram em algum malfeito e então foram executados pela lei? Não. Eles propagaram o evangelho do Senhor, mas as pessoas do mundo não o aceitaram e, em vez disso, os condenaram, espancaram e insultaram e até os mataram — foi assim que foram martirizados. Não falemos do desfecho final desses mártires ou do veredicto de Deus sobre os atos deles, mas perguntemos: quando esses mártires chegaram ao fim, as formas como suas vidas terminaram estavam de acordo com noções humanas? (Não, não estavam.) Sob a perspectiva das noções humanas, esses mártires pagaram um preço tão alto para propagar a obra de Deus, mas, no fim, foram gravemente feridos até a morte por Satanás. Isso não está de acordo com noções humanas. No entanto, essas coisas são exatamente o que os acometeu — isso é o que Deus permitiu. Que verdade pode ser buscada nisso? O fato de Deus permitir que eles morressem daquele jeito foi Sua maldição e condenação, ou foi Seu arranjo e Sua bênção? Não era nada disso. O que era? As pessoas ficam de coração partido quando pensam na morte desses mártires, mas estes realmente são os fatos. Que explicação deveria ser dada para o fato de crentes em Deus morrerem dessa forma? Quando mencionamos esse tópico, vocês se colocam no lugar deles, assim, em seu coração, vocês ficam contrariados e sentem alguma dor oculta? Vocês pensam: ‘Essas pessoas desempenharam seu dever para propagar o evangelho de Deus e deveriam ser consideradas boas pessoas, então como puderam chegar a esse fim e a esse desfecho?’. Na realidade, foi assim que seus corpos morreram e pereceram; esse foi seu modo de partida do mundo humano, mas isso não significa que o desfecho deles foi o mesmo. Qualquer que tenha sido o modo de sua morte e partida ou como tenha acontecido, não foi como Deus determinou os desfechos finais daquelas vidas, daqueles seres criados. Isso é algo que você deve ver com clareza. Ao contrário, esse foi precisamente o modo pelo qual condenaram este mundo e deram testemunho dos feitos de Deus. Esses seres criados usaram sua vida mais preciosa — eles usaram o último momento de sua vida para dar testemunho dos feitos de Deus, para dar testemunho do grande poder de Deus e para declarar a Satanás e ao mundo que os feitos de Deus são certos, que o Senhor Jesus é Deus, que Ele é o Senhor e é a carne encarnada de Deus. Até mesmo no momento final de sua vida, eles nunca negaram o nome do Senhor Jesus. Isso não era uma forma de julgamento sobre este mundo? Eles usaram sua vida para proclamar ao mundo, para provar aos seres humanos que o Senhor Jesus é o Senhor, que o Senhor Jesus é Cristo, que Ele é a carne encarnada de Deus, que a obra de redenção de toda a humanidade que Ele realizou permite que essa humanidade continue a viver — esse fato é para sempre imutável. Em que medida aqueles que foram martirizados por propagar o evangelho do Senhor Jesus desempenharam seu dever? Foi ao grau máximo? Como o grau máximo se manifestou? (Eles ofereceram sua vida.) Isso mesmo, eles pagaram o preço com a vida. […] Independentemente de como se morra, não se deve morrer diante de Satanás e nem morrer nas mãos de Satanás. Se alguém for morrer, ele deve morrer nas mãos de Deus. As pessoas vieram de Deus e para Deus retornam — tal é a razão e a atitude que um ser criado deve possuir” (A Palavra, vol. 3: Os discursos de Cristo dos últimos dias, “Pregar o evangelho é o dever que todos os crentes são obrigados a cumprir”). Os discípulos que seguiram o Senhor Jesus foram condenados e perseguidos pelo mundo por propagar Seu evangelho, e foram até martirizados. Embora sua carne tenha morrido, eles deram um testemunho forte e retumbante diante de Satanás. O que eles fizeram foi aprovado por Deus, e sua alma retornou para Ele. Eu não conseguia ver isso claramente. Tinha medo de ser torturada até a morte, então, para me preservar, entreguei minha irmã e traí a Deus. Minha carne foi poupada do sofrimento, mas as repreensões da minha consciência e o tormento na minha alma eram como um espinho no meu coração. A sensação era pior que a morte! Essa dor espiritual é algo que nenhuma coisa material jamais poderá compensar. Percebendo a raiz do meu fracasso, eu estava disposta a me equipar mais com a verdade nessa área. Também tomei uma resolução secreta de que, se eu fosse presa de novo, não entregaria meus irmãos nem os interesses da casa de Deus, mesmo que fosse espancada até a morte. Eu permaneceria firme no meu testemunho contando com as palavras de Deus!
Todos esses anos, eu vinha vivendo em emoções de desânimo, incapaz de encontrar alívio. Foram as palavras de Deus que desataram o nó no meu coração, permitindo que eu deixasse de lado meus mal-entendidos e encarasse minha transgressão corretamente, e trazendo ao meu espírito libertação e liberdade. Orei no meu coração: “Deus, não quero mais me rebelar contra Ti. Não importa se terei bom desfecho e boa destinação no futuro, não quero mais desempenhar meu dever por causa de bênçãos. Estou disposta a ficar no lugar de um ser criado e desempenhar meu dever com dedicação. Não importa como me tratarás no futuro, e mesmo que me punas e amaldiçoes, isso é Tua justiça”. Depois que orei, senti uma paz incrível no coração. Através dessa experiência, passei a compreender verdadeiramente que, não importa quão severas são as palavras de castigo e julgamento de Deus, e não importa se são maldições ou condenações, a intenção de Deus é sempre salvar as pessoas!
Tendo lido até aqui, você é uma pessoa abençoada. A salvação de Deus dos últimos dias virá até você.
Por Flavien, Benim Em setembro de 2019, aceitei a obra de Deus Todo-Poderoso dos últimos dias. Mais tarde, fui escolhido como líder de...
Por Mo Ran, ChinaEm 29 de novembro de 2023, fui escolhida como supervisora do trabalho de texto. Ao ouvir essa notícia, senti-me muito...
Por Cheng Nuo, China Certo dia, em novembro de 2020, um líder participou da nossa reunião de equipe e então, após o encerramento, mencionou...
Por Qin Mu, ChinaEm abril de 2023, a supervisora do trabalho de texto foi dispensada porque estava buscando fama e status e interrompendo e...