Somente desempenhando o dever com responsabilidade é que se tem consciência
Por Li Guo, ChinaEm meados de junho de 2023, fui escolhida para ser uma líder da igreja. Depois de alguns dias me familiarizando com as...
Damos as boas-vindas a todos os buscadores que anseiam pela aparição de Deus!
Em agosto de 2018, eu tinha 22 anos de idade. Como o Partido Comunista Chinês estava sempre perseguindo e prendendo os cristãos, decidi morar num país livre e democrático, para crer em Deus. Mas, inesperadamente, fui preso no aeroporto. A polícia, para me forçar a entregar informações sobre a igreja, obrigou-me a ficar de pé, com os pés juntos, das 6 da manhã à meia-noite, todos os dias, por seis ou sete dias seguidos. Depois de tanto tempo em pé, fiquei com tontura; as pernas doloridas e dormentes, e a respiração acelerada. Os policiais também me ameaçaram: “Se você não falar, vamos pendurá-lo e lhe dar uma amostra das ‘chamas gêmeas de gelo e fogo’. Primeiro vamos usar um aparelho de alta temperatura para queimá-lo e depois vamos enchê-lo de água à força, repetindo esse processo várias vezes. Até lá, você não vai mais conseguir falar, mesmo que queira”. Ao pensar nos irmãos que haviam sido torturados pela polícia, senti uma onda de medo no coração: “Será que vou conseguir aguentar se eles me torturarem?”. Em silêncio, orei no coração, pedindo que Ele me desse força e fé. Ao ver que eu não dizia nada, os policiais pressionaram minha cabeça para baixo e seguraram uma ponta de cigarro acesa bem perto de minhas narinas. A fumaça espessa e o calor penetraram no meu nariz, asfixiando-me com tanta força que eu não conseguia respirar. Eu me sentia sufocando. Eles também queimaram a pele sob as minhas narinas, e senti ondas de uma dor aguda. Em seguida, levantaram meu braço, acenderam um isqueiro e queimaram meu braço com a chama. Instintivamente, tentei puxar a mão, mas os policiais a seguraram com força, não deixando que eu me movesse. Meus braços ficaram queimando por vários segundos. A dor era insuportável. A pele na parte debaixo dos meus braços ficou preta e em carne viva; mais tarde, fez úlceras, deixando cicatrizes do tamanho de um ovo. Depois os policiais até me lançaram sorrisos e olhares maldosos, e eu estava cheio de fúria, ressentimento e medo, pensando: “Esses diabos eram capazes de tudo. Quem sabe como vão me torturar em seguida?”. Eu estava me sentindo muito fraco e queria deixar aquele lugar infernal o mais rápido possível. Mas eu sabia que não poderia ser um judas e trair meus irmãos para prolongar minha existência miserável. Então, orei a Deus no coração, jurando que, mesmo que eu morresse, não trairia os interesses da casa de Deus e nunca me tornaria um judas. Alguns dias depois, os policiais trouxeram minha família para me fazer assinar as “Três Declarações”, dizendo que me deixariam ir embora se eu assinasse. Meu pai, desorientado pelo grande dragão vermelho, disse que me renegaria como seu filho se eu não assinasse. Eu sabia que isso era um truque de Satanás e me recusei a assinar. Eles então me ameaçaram, dizendo: “Vamos lhe dar uma última noite, mas, se até amanhã você não tiver assinado, nós o levaremos para algum lugar e lidaremos com você do jeito certo!”. Ao ouvir isso, fiquei assustado. “Eles são capazes de qualquer coisa e, com aqueles que creem em Deus Todo-Poderoso, particularmente, são mais brutais ainda. Se eu continuar me recusando a assinar, quem sabe como vão me torturar?” A ideia de sofrer algo pior do que a morte era aterrorizante. Eu pensei: “E se eu não conseguir suportar a tortura e me tornar um judas? Então ofenderia o caráter de Deus e nunca mais teria a chance de ser salvo. Se, por sabedoria, eu assinar as Três Declarações, mas meu coração não trair a Deus, Ele me dará outra chance?”. No final, não consegui superar a fraqueza na minha carne e assinei as Três Declarações. Depois de assiná-las, os policiais me deixaram ir para casa.
Depois que voltei, eu me senti inquieto. Embora pensasse em usar de sabedoria, eu assinei as Três Declarações, e, aos olhos de Deus, essa era uma marca de traição. Será que Ele ainda me salvaria? Posteriormente, meu pai quis me levar para trabalhar, e também trouxe parentes e amigos para me persuadir. Pensei comigo mesmo: “Não posso partir. Se fizer isso, meus irmãos não conseguirão me encontrar. Então, nunca terei a chance de voltar à casa de Deus”. Eu me sentia como um pássaro perdido, esperando sozinho por uma resposta desconhecida. Quinze dias depois, meus irmãos me encontraram e se comunicaram comigo sobre o desempenho dos meus deveres. Ao ver que eu ainda podia voltar à casa de Deus e desempenhar meus deveres, fiquei tão emocionado que quase chorei, concordando rapidamente com a cabeça. Depois disso, não importava qual dever a igreja me atribuísse, eu fazia o possível para cumpri-lo. Mas, de vez em quando, ouvia os irmãos discutindo a questão de assinar as Três Declarações. Eles diziam: “Não podemos, de modo algum, assinar as Três Declarações. Assiná-las é uma traição a Deus e deixa em nós a marca da besta”. Toda vez que eu ouvia essas palavras, meu coração doía, especialmente quando eu lia estas palavras de Deus: “Para aqueles que não demonstraram um pingo sequer de lealdade para Comigo durante tempos de tribulação, Eu não serei mais misericordioso, pois Minha misericórdia alcançou seu limite. Não tenho apreço algum, além disso, por quem quer que já tenha Me traído, muito menos gosto de Me associar com quem trai os interesses de seus amigos. Esse é Meu caráter, não importa quem seja a pessoa. Eu devo lhes dizer isto: qualquer um que partir Meu coração por completo não receberá clemência de Mim pela segunda vez, e qualquer um que tiver sido leal a Mim permanecerá para sempre no Meu coração” (A Palavra, vol. 1: A aparição e a obra de Deus, “Prepare boas ações suficientes para sua destinação”). Eu via que o caráter de Deus é justo, majestoso e não tolera ofensa, e que Ele não terá mais misericórdia de quem O trair e ferir Seu coração. Pensei comigo: “Eu assinei as Três Declarações e traí a Deus. Será que já fui eliminado por Ele? Isso significa que, mesmo que eu creia até o fim, nunca poderei ser salvo por Ele?”. Em particular, nos vídeos de testemunhos experienciais da casa de Deus, vi irmãos que, depois de capturados e mesmo enfrentando todo tipo de tortura, permaneceram firmes em seu testemunho e recusaram-se terminantemente a assinar as Três Declarações. Mas eu as assinei para não ser torturado. Não só deixei de dar testemunho de Deus, como deixei para trás uma marca de vergonha, permitindo que Satanás zombasse de mim. Senti que Deus devia estar realmente desapontado comigo. Quanto mais pensava nisso, mais negativo eu ficava; meu coração doía como se estivesse sendo fincado por uma faca, e eu desejava não ter assinado as Três Declarações. Mas o que está feito está feito, assim como a água derramada não pode ser recolhida. Mais tarde, a casa de Deus começou a investigar aqueles que tinham assinado as Três Declarações; eu também fui alvo de uma investigação. Pensei nas palavras de Deus: “Aqueles que assinam as ‘Três Declarações’ não são os que detonaram a bomba e se reduziram a pedaços?” (A Palavra, vol. 7: Sobre a busca da verdade, “Como buscar a verdade (5)”). Deus detesta aqueles que assinam as Três Declarações e O traem. Como eu as assinei, devo ter sido condenado e eliminado por Deus. Será que eu seria removido a seguir? Mais tarde, embora a igreja não tivesse me removido, eu ainda vivia em negatividade. Muitas vezes, quando via os irmãos com quem eu tinha parceria conversando entre si sobre escrever artigos experienciais ou sobre a entrada na vida, eu sentia que era diferente deles, que todos eram irmãos e tinham a oportunidade de buscar a verdade e ser salvos. Mas eu era diferente. Havia traído a Deus, e Ele devia ter ficado com total repulsa de mim. Eu sentia que pessoas como eu não tinham o direito de buscar a verdade e que, mesmo que eu cresse até o fim, tudo seria inútil, e eu poderia ser apenas um labutador; a salvação não teria nada a ver comigo. Eu vivia num estado negativo e, todos os dias, desempenhava meus deveres mecanicamente, com o coração cheio de uma dor indescritível. Naquela época, eu ouvia com frequência um hino das palavras de Deus, “Se você é um servidor”. Deus nos pede: “Se você é de fato um servidor, então, pode prestar-Me serviço devotamente, sem nenhum traço de perfunctoriedade ou negatividade? Se descobrir que Eu nunca o apreciei, você ainda será capaz de permanecer e prestar-Me serviço vitalício?” (A Palavra, vol. 1: A aparição e a obra de Deus, “Um problema muito sério: traição (2)”). Toda vez que ouvia essa canção, eu ficava profundamente emocionado. Sou um ser criado, e crer em Deus e desempenhar meus deveres é perfeitamente natural e justificado, e mesmo que Deus não me quisesse, eu ainda creria Nele até o fim. Contanto que tivesse mais um dia para desempenhar meus deveres, eu tinha que dar o meu melhor para cumpri-los!
Um dia, deparei-me com uma passagem das palavras de Deus que abordava meu estado perfeitamente. Deus Todo-Poderoso diz: “Há também outra causa raiz para as pessoas afundarem no desânimo, que é que algumas coisas específicas acontecem com as pessoas antes de elas atingirem a maioridade ou depois de se tornarem adultas, ou seja, elas cometem algumas transgressões ou fazem algumas coisas idiotas, coisas tolas e coisas ignorantes. Elas afundam em desânimo por causa dessas transgressões, por causa dessas coisas idiotas e ignorantes que fizeram. Esse tipo de desânimo é uma condenação de si mesmo e também uma espécie de caracterização do tipo de pessoa que elas são. […] Às vezes, algumas pessoas conseguem largar o desânimo e deixá-lo para trás. Elas aplicam sua sinceridade e toda a energia que podem reunir para cumprir seus deveres, suas obrigações e suas responsabilidades, e até colocam todo o coração e toda a mente na busca da verdade e na contemplação das palavras de Deus e trabalham muito para entender as palavras de Deus. No momento em que acontece alguma situação ou circunstância particular, porém, o desânimo toma conta delas mais uma vez e as faz se sentir novamente acusadas no fundo do coração. Elas pensam consigo: ‘Você fez isso antes, e você era esse tipo de pessoa. Você pode alcançar a salvação? Há algum sentido em praticar a verdade? O que Deus pensa do que você fez? Deus o perdoará pelo que você fez? Pagar o preço dessa forma agora pode compensar essa transgressão?’. Muitas vezes elas se repreendem e se sentem intimamente acusadas e frequentemente duvidam de si mesmas e se interrogam com essas perguntas. Elas nunca conseguem se livrar do desânimo e, no coração, têm uma sensação perpétua de intranquilidade sobre a coisa vergonhosa que fizeram. Assim, acreditaram em Deus por tantos anos e não parecem ter ouvido nada do que Deus disse nem parecem ter entendido nada disso. É como se não soubessem se alcançar a salvação tem algo a ver com elas, se podem ser absolvidas e redimidas ou se estão qualificadas para receber o julgamento e o castigo de Deus e Sua salvação. Elas não têm ideia de todas essas coisas. Por não receberem resposta alguma e por não obterem qualquer veredicto exato, elas se sentem constantemente desanimadas por dentro. No íntimo do coração, elas se recordam do que fizeram repetidamente, repassam-no na mente vez após vez, lembrando-se de como tudo começou e como terminou, do que veio antes e do que veio depois. Independentemente de como relembrem, elas sempre se sentem pecadoras e, assim, constantemente se sentem desanimadas sobre essa questão ao longo dos anos. Mesmo quando estão desempenhando seus deveres, mesmo quando servem como supervisor para certo item de trabalho, elas ainda sentem que não têm esperança de ser salvas. Portanto, elas nunca encaram diretamente a questão de buscar a verdade como algo sumamente correto e importante. Acreditam simplesmente que o erro que cometeram ou o que fizeram no passado é muito malvisto pela maioria das pessoas, ou condenado e detestado e rejeitado pelas pessoas, ou até condenado por Deus, e que mesmo que busquem a verdade no futuro elas não poderão ser salvas. Não importa em que etapa esteja a obra de Deus ou quantas palavras Ele tenha proferido, elas nunca encaram a questão de buscar a verdade da maneira correta. Por quê? É porque a conclusão a que chegam por ter experienciado esse tipo de coisa é errada, e assim elas são incapazes de deixar o desânimo para trás” (A Palavra, vol. 6: Sobre a busca da verdade, “Como buscar a verdade (2)”). Deus descrevia meu estado exato. Desde que assinara as Três Declarações, o assunto era como um espinho em meu coração, e com frequência eu me sentia arrasado e aflito. Mais de uma vez, perguntei-me: “Agora que assinei as Três Declarações e me foi posto o sinal da besta, Deus ainda salvará alguém como eu? Ele quer pessoas que possam dar testemunho Dele, mas não apenas não dei esse testemunho — eu até assinei as Três Declarações e O traí, tornando-me um estigma da vergonha. Será que Deus já me eliminou?”. Sempre que pensava assim, parecia que meu coração estava sendo dilacerado por uma faca. Eu nem sabia mais o que dizer em minhas orações. Embora a igreja ainda me desse a oportunidade de desempenhar meus deveres, e eu estivesse muito grato e quisesse desempenhá-los da melhor maneira possível, minha inquietação simplesmente não passava. Toda vez que ouvia irmãos discutindo sobre aqueles que haviam assinado as Três Declarações, eu sentia uma dor surda no coração. Diante das experiências de irmãos que permaneceram firmes em seu testemunho depois de serem presos, meu coração doía e sofria ainda mais. Eu achava que essas pessoas eram aprovadas por Deus, mas eu havia assinado as Três Declarações e O traído, tornando-me indigno de Sua salvação. Como não conseguia me livrar da sombra de ter assinado as Três Declarações, muitas vezes eu vivia num estado negativo e não conseguia sentir nenhum entusiasmo para buscar a verdade ou ter entrada na vida. Eu me sentia como a casca vazia e sem alma de uma pessoa, que apenas sabia fazer as coisas todos os dias. Parecia que somente fazendo bem as coisas eu poderia expiar minhas transgressões, e só então meu coração sentiria um pouco de conforto. Ponderando sobre as palavras de Deus, percebi que Ele não havia tirado minha oportunidade de buscar a verdade. Tinha até me permitido treinar para desempenhar o dever de um líder. Se Deus tivesse me eliminado, como eu ainda teria a chance de desempenhar meu dever? Muito menos seria capaz de desfrutar da rega e da provisão das palavras Dele, nesse caso. Mas eu seguia interpretando mal a Deus e perdia muito tempo vivendo na negatividade! Se eu continuasse a ser tão negativo, não seria Deus me eliminando, mas eu mesmo estaria me arruinando por não buscar a verdade. Tinha que refletir com cuidado sobre mim mesmo e buscar a verdade para sair desse estado negativo.
Mais tarde, vi uma passagem das palavras de Deus que me ajudou a encontrar a raiz do problema. Deus Todo-Poderoso diz: “Todas as pessoas acreditam em Deus a fim de receber bênçãos, recompensas e coroas. Cada pessoa não tem essa intenção no coração? Na verdade, cada pessoa tem. Isso é um fato. Embora as pessoas não falem frequentemente sobre isso e até encubram a sua intenção e o desejo de obter bênçãos, esse desejo, essa intenção e esse motivo que se escondem no fundo do coração das pessoas nunca vacilaram. Não importa quanta teoria espiritual as pessoas entendam, que conhecimento experiencial tenham, que dever possam desempenhar, quanto sofrimento suportem ou que preço paguem, elas nunca largam a intenção de obter bênçãos que se esconde no fundo do coração e sempre mourejam e correm por aí em silêncio a seu serviço. Não é essa a coisa mais profundamente enterrada dentro do coração das pessoas? Sem essa intenção de obter bênçãos, como vocês se sentiriam? Com que atitude desempenhariam seu dever e seguiriam a Deus? O que seria das pessoas se essa intenção de obter bênçãos que se esconde em seu coração fosse completamente erradicada? É possível que muitas pessoas se tornem negativas e que algumas fiquem desmotivadas em seus deveres e percam o interesse em sua crença em Deus. Pareceriam ter perdido a alma, e pareceria que seu coração tivesse sido retirado. É por isso que digo que a intenção de obter bênçãos é algo oculto no fundo do coração das pessoas. Talvez, ao desempenhar seu dever ou ao viver a vida de igreja, elas sintam que entenderam algumas verdades e são capazes de renunciar à família e se despender alegremente por Deus, e que agora têm conhecimento de sua intenção de obter bênçãos e abandonaram essa intenção, e já não são mais governadas ou constrangidas por ela. Então, acham que já não têm a intenção de obter bênçãos, mas Deus acredita no oposto. As pessoas só veem as coisas superficialmente. Sem provações, elas se sentem bem consigo. Contanto que não abandonem a igreja nem neguem o nome de Deus e persistam em se despender por Deus, elas acreditam que mudaram. Sentem que já não são movidas por seu entusiasmo ou impulsos momentâneos ao desempenhar seu dever. Em vez disso, acreditam que podem buscar a verdade e que podem buscar e praticar a verdade continuamente enquanto desempenham seu dever, para que seus caracteres corruptos sejam purificados e elas alcancem alguma mudança genuína. Contudo, quando acontecem coisas que estão diretamente relacionadas à sua destinação e a seu desfecho, quais são suas manifestações? Sua situação verdadeira é revelada em sua totalidade” (A Palavra, vol. 3: Os discursos de Cristo dos últimos dias, “Seis indicadores de crescimento da vida”). Deus expunha meu verdadeiro estado. Eu ficava muito negativo porque o meu desejo de bênçãos foi estilhaçado. Depois de encontrar a Deus, fiquei entusiasmado em me despender por Ele e comecei a desempenhar o meu dever em tempo integral logo após o ensino médio, achando que, se continuasse buscando dessa maneira, eu definitivamente entraria no reino e desfrutaria das bênçãos do reino dos céus. Quando fui preso e assinei as Três Declarações por medo da tortura, senti que não tinha mais esperança de receber bênçãos, e todas as minhas dúvidas e mal-entendidos sobre Deus vieram à tona. Eu me perguntava: “Depois de assinar as Três Declarações, Deus ainda pode me perdoar? Se Deus não me salvar, ainda tenho esperança de receber bênçãos? Se não há esperança de bênçãos, então qual é o sentido de crer até o fim?”. Fiquei muito negativo por dentro. Especialmente depois, quando os líderes investigaram a questão de eu ter assinado as Três Declarações, comecei a suspeitar que eu poderia ser removido pela igreja a qualquer momento e senti que, apesar de ainda poder desfrutar da provisão da palavra de Deus e desempenhar meus deveres, eu não poderia escapar da sina de ser eliminado. Achei que não tinha esperança de receber bênçãos, e meu coração parecia estar sendo esmagado por uma pedra pesada. Sentia como se tivesse perdido minha alma. Estava sempre envolto em negatividade e dor e não conseguia reunir a energia necessária para buscar a verdade ou entrada na vida. Vi que meu desejo por bênçãos era forte demais. Durante todos esses anos, os dispêndios e sacrifícios que fiz não foram para satisfazer a Deus, mas para tentar barganhar com Ele. Quando havia algo a ganhar, eu ficava realmente motivado em meus deveres, mas, quando não conseguia obter bênçãos, eu me tornava excessivamente negativo. Qual era a diferença entre minha busca e a dos descrentes? Sou apenas um ser criado, que não merece nem mesmo pó, mas sou capaz de ir à casa de Deus, desempenhar meus deveres e desfrutar de todas as verdades que Ele expressa. Recebi tanto de Deus! Mas eu não era nem um pouco grato por tudo o que Ele havia me concedido. Até Lhe pedia, desavergonhadamente, as bênçãos do reino dos céus e, se não podia recebê-las, ficava negativo e resistia. Eu realmente não tinha humanidade! Ao perceber isso, senti-me profundamente arrependido, então orei a Deus, disposto a abandonar minhas intenções de receber bênçãos e me arrepender.
Depois, li mais duas passagens das palavras de Deus e ganhei um entendimento mais claro de Sua intenção. Deus Todo-Poderoso diz: “A maioria das pessoas cometeu algumas transgressões e causou algumas manchas em si mesma. Algumas pessoas, por exemplo, resistiram a Deus e disseram coisas blasfemas; algumas pessoas rejeitaram a comissão de Deus e se recusaram a desempenhar seu dever, e foram detestadas e rejeitadas por Deus; algumas pessoas traíram a Deus quando foram confrontadas com tentações; algumas assinaram as ‘Três Declarações’ quando estavam presas, traindo a Deus; algumas roubaram ofertas; algumas desperdiçaram ofertas; algumas perturbaram a vida de igreja com frequência e causaram danos ao povo escolhido de Deus; algumas formaram panelinhas e atormentaram os outros, deixando a igreja em desordem; algumas espalharam noções e morte com frequência, prejudicando os irmãos; e algumas se envolveram em relações inapropriadas com o sexo oposto e em promiscuidade, e foram uma influência terrível. Basta dizer que todos têm suas transgressões e manchas. No entanto, algumas pessoas são capazes de aceitar a verdade e se arrepender, enquanto outras não conseguem aceitar a verdade e prefeririam morrer a se arrepender. Portanto, elas deveriam ser tratadas de acordo com sua natureza essência e suas manifestações consistentes. As que conseguem se arrepender são aquelas que realmente acreditam em Deus; porém, quanto às que realmente não se arrependem, elas deveriam ser removidas ou expulsas apropriadamente. […] A forma de Deus lidar com cada pessoa se baseia nas circunstâncias reais e no histórico da época, bem como nas ações e no comportamento dessa pessoa e em sua natureza essência. Deus nunca é injusto com ninguém. Essa é a justiça de Deus. Por exemplo, Eva foi seduzida pela serpente a comer o fruto da árvore do conhecimento do bem e do mal, mas Jeová não a repreendeu dizendo: ‘Eu lhe disse para não comê-lo, por que você o fez mesmo assim? Você deveria ter tido discernimento; você deveria saber que a serpente só falou para seduzir você’. Jeová não repreendeu Eva dessa forma. Isso ocorre porque os humanos são criados por Deus, e Ele sabe como são as capacidades naturais deles e o que elas permitem que as pessoas façam, até que ponto as pessoas conseguem se controlar e quanto elas conseguem alcançar. Deus sabe de tudo isso de forma muito clara. A forma de Deus lidar com uma pessoa não é tão simples quanto as pessoas imaginam. A atitude de Deus em relação a uma pessoa — se Ele gosta dela, se é avesso a ela ou a odeia — baseia-se principalmente na atitude dessa pessoa em relação à verdade. Independentemente do que alguém diga em qual contexto, Deus escrutina e entende isso, porque Ele escrutina o coração e a essência do homem. As pessoas sempre acreditam: ‘Deus só tem divindade. Ele é justo e não tolera nenhuma ofensa do homem. Ele não considera as dificuldades do homem nem Se coloca no lugar dele. Se uma pessoa resistir a Deus, Ele a punirá’. As coisas não são assim, nem um pouco. Se é assim que as pessoas entendem a obra de Deus, Seus princípios para tratar as pessoas e Sua justiça, isso é um erro grave. A determinação de Deus do desfecho de cada pessoa não se baseia nas noções e imaginações do homem, mas no caráter justo de Deus. Ele retribuirá a cada pessoa de acordo com o que ela fez. Deus é justo e, mais cedo ou mais tarde, Ele convencerá totalmente todas as pessoas” (A Palavra, vol. 3: Os discursos de Cristo dos últimos dias, “Parte 3”). “Na Bíblia, há uma história sobre o retorno do filho pródigo — por que o Senhor Jesus usou essa parábola? Foi para fazer com que as pessoas entendessem que a intenção de Deus de salvar a humanidade é sincera, e que Ele dá às pessoas a oportunidade de se arrepender e mudar. Ao longo desse processo, Deus entende as pessoas, tendo um conhecimento profundo de suas fraquezas e do grau de sua corrupção. Ele sabe que as pessoas tropeçarão e falharão. Assim como uma criança que está aprendendo a andar, não importa quão forte ela seja fisicamente, haverá momentos em que ela cairá e tropeçará, e momentos em que trombará nas coisas e tropeçará. Deus entende cada pessoa tanto quanto uma mãe entende seu filho. Ele entende as dificuldades, as fraquezas e as necessidades de cada pessoa. E, mais do que isso, Deus entende que dificuldades, fraquezas e fracassos as pessoas enfrentarão no processo de entrada na vida e mudança de caráter. Essas são as coisas que Deus entende melhor. Sendo assim, diz-se que Deus escrutina o fundo do coração das pessoas. Não importa quão fraco você seja, contanto que não renuncie ao nome de Deus, nem abandone a Ele ou a esse caminho, você sempre terá a chance de alcançar mudança de caráter. Se você tem essa chance, você tem esperança de sobreviver e, portanto, de ser salvo por Deus” (A Palavra, vol. 3: Os discursos de Cristo dos últimos dias, “A senda de prática para a mudança de caráter”). Depois de ler as palavras de Deus, ganhei algum entendimento de Seu caráter justo. Quando Deus julga se uma pessoa pode ser salva ou não, Ele não a condena ou elimina com base numa transgressão momentânea. Deus conhece a nossa estatura e demonstra compreensão para com as nossas fraquezas. Ele avalia uma pessoa principalmente com base em seus comportamentos regulares e em se ela pode aceitar a verdade. Se seus comportamentos no dever foram sempre bons e se, depois de cometer uma transgressão, ela for capaz de aceitar a verdade e se arrepender de fato, Deus terá misericórdia e mostrará tolerância para com ela. Davi, por exemplo, se arrependeu depois de tomar a esposa de Urias e nunca mais cometeu adultério. Mesmo quando já era velho, embora uma jovem fosse trazida para aquecer a cama dele, ele não chegou perto dela. Embora Davi tenha cometido uma transgressão, ele se arrependeu genuinamente, e Deus ainda o aprovou. Alguns irmãos foram expulsos por seguirem a senda de um anticristo e por perturbarem seriamente o trabalho da igreja, mas, depois disso, eles se arrependeram de fato e foram readmitidos na casa de Deus, e chegaram até a escrever artigos experienciais, dando testemunho da obra de salvação de Deus sobre eles. Com esses irmãos, vi que a atitude de Deus em relação àqueles que realmente se arrependem e são capazes de aceitar a verdade é de misericórdia e salvação. Por outro lado, quando se trata daqueles que sempre tiveram um desempenho ruim, que não aceitam a verdade ou que não se arrependeram genuinamente, a atitude de Deus é condená-los e eliminá-los. Por exemplo, algumas pessoas que assinaram as Três Declarações não tiveram qualquer entendimento nem arrependimento de que haviam traído a Deus depois, chegando até a entregar a igreja e seus irmãos. Deus não dá chances extras a essas pessoas porque elas são avessas à verdade e não têm consciência nem razão. Pensei que não fazia muito tempo que eu desempenhava meu dever quando fui preso, minha experiência era superficial, e a minha estatura era pequena. Eu havia assinado as Três Declarações em um momento de fraqueza, mas, depois, senti forte culpa e arrependimento, e quis me arrepender e mudar. A igreja me deu uma chance com base no meu comportamento constante no meu dever. Isso foi misericórdia de Deus e revelou Sua justiça. Mas eu não entendia o caráter de Deus e continuava a compreendê-Lo mal, pensando que eu estava apenas labutando e seria eliminado assim que terminasse de labutar — como se Ele estivesse me usando para labutar. Pensei que Deus tramaria contra as pessoas a todo momento, assim como a humanidade corrupta. Isso não era blasfêmia contra Deus? Eu não tinha o menor coração temente a Deus! Neguei completamente a justiça de Deus e também neguei as intenções Dele de salvar a humanidade na maior medida possível. Percebi que, em minha fé, eu não conhecia Deus de forma alguma. Estava realmente cego! Se eu continuasse assim, jamais receberia Seu perdão. Eu tinha de seguir o exemplo de Davi, encarar minhas transgressões com calma e me arrepender de verdade. Não importa se, no fim, terei um bom desfecho, eu tenho de aceitar e me submeter, sem me preocupar com minhas perspectivas e sendas futuras.
Depois disso, perguntei-me: “Qual foi a causa principal do meu fracasso na questão de assinar as Três Declarações depois que fui preso?”. Li as palavras de Deus: “Você espera que sua fé em Deus não envolva quaisquer dificuldades ou tribulações nem o menor sofrimento. Você sempre busca coisas sem valor e não dá valor à vida; em vez disso, coloca seus pensamentos extravagantes acima da verdade. Você é tão inútil! Você vive como um porco — que diferença há entre você, porcos e cães? Os que não buscam a verdade e, em vez disso, amam a carne não são todos bestas? Os mortos sem espírito não são todos cadáveres ambulantes? Quantas palavras foram ditas no meio de vocês? Apenas uma pequena obra foi feita no meio de vocês? Quantas coisas Eu providenciei entre vocês? Então, por que você não as ganhou? O que você tem para se queixar? Não é o caso que você não ganhou nada porque está amando demais a carne? E não será porque seus pensamentos são extravagantes? Não será porque você é estúpido demais? Se você não conseguir ganhar essas bênçãos, você pode culpar a Deus por não salvá-lo? […] Eu lhe concedo vida humana real, mas você não busca. Você não é do mesmo tipo que os porcos e os cães? Os porcos não buscam a vida do homem, não buscam ser purificados e não entendem o que é vida. Todo dia, depois de comer sua porção, eles simplesmente dormem. Concedi a você o caminho verdadeiro, mas você não o ganhou, você permanece de mãos vazias. Você está disposto a continuar nessa vida, na vida de um porco? Qual é o significado de tais pessoas estarem vivas? Sua vida é desprezível e ignóbil, você vive em meio à imundície e licenciosidade e não busca nenhum objetivo, então sua vida não é a mais ignóbil de todas? Você se atreveria a encarar Deus? Se você continuar a experienciar desse modo, não é que não adquirirá nada? O caminho verdadeiro foi concedido a você, mas se você poderá ganhá-lo ou não no fim depende da sua busca” (A Palavra, vol. 1: A aparição e a obra de Deus, “As experiências de Pedro: seu conhecimento de castigo e julgamento”). “Hoje, todos no mundo estão passando por provações, até Deus está sofrendo, então como podem vocês não sofrer? […] Algumas pessoas enfrentam a perseguição da família, algumas enfrentam a rejeição dos entes queridos, e algumas, sob perseguição, são incapazes de voltar para casa, não têm lugar seguro para descansar. Isso causa sofrimento no coração delas. O sofrimento que vocês estão enfrentando agora não é o mesmo que Deus suportou? Vocês estão, agora, sofrendo com Deus, e Deus acompanha os humanos no sofrimento. Somente se têm uma parte na tribulação, no reino e na resistência de Cristo hoje vocês ganharão glória no final! Esse sofrimento é significativo. Não é assim que é? Você não pode estar desprovido de determinação. Você precisa entender o significado do sofrimento hoje e por que você sofre tanto. Você precisa buscar a verdade e alcançar um entendimento da intenção de Deus, e então você terá a determinação para sofrer” (A Palavra, vol. 3: Os discursos de Cristo dos últimos dias, “Como conhecer a natureza do homem”). Pelas palavras de Deus, percebi que a causa principal por trás da minha assinatura das Três Declarações era que eu valorizava demais minha carne. Segui a lei satânica de sobrevivência: “cada um por si e o demônio pega quem fica por último”, e coloquei os interesses da minha carne acima de tudo. Ao crer em Deus, eu desejava que não houvesse nenhuma dificuldade ou dor, que minha carne não sofresse e, mais ainda, que não houvesse necessidade de experienciar nenhuma provação ou tribulação. Então, quando fui ameaçado com tortura pelo grande dragão vermelho, o que ocupava a minha mente não era como permanecer firme no meu testemunho, mas sim meu medo da tortura — para sofrer menos tortura, assinei as Três Declarações. Para me poupar e evitar sofrimento físico, curvei-me ao diabo e me rebaixei para sobreviver, apeguei-me à minha existência vergonhosa, neguei a Deus e O traí. Em que minha conduta foi diferente da de Judas? Pelas palavras de Deus, também me dei conta de que, para sermos salvos em nossa fé, precisamos suportar muitos sofrimentos. Somente por meio de situações dolorosas podemos ter fé verdadeira em Deus. Tome Pedro como exemplo. Quando seguiu o Senhor Jesus, ele passou por centenas de provações e refinamentos ao longo da vida. Ele procurou amar a Deus nesses refinamentos; no final, Pedro alcançou o amor supremo por Deus e se submeteu até a morte, sendo crucificado de cabeça para baixo em nome Dele, tornando-se a primeira pessoa em todas as eras a ser aperfeiçoada por Deus. Houve também Jó, que enfrentou provações. Ele perdeu sua vasta riqueza e seus filhos num instante, seu corpo ficou coberto de furúnculos e, mesmo assim, foi capaz de se submeter à soberania e aos arranjos de Deus, e permanecer firme em seu testemunho Dele, aterrorizando Satanás, que fugiu em pânico. Jó se tornou um homem verdadeiramente livre. Comparado a eles, eu sentia vergonha. Fiquei totalmente aterrorizado e cedi a Satanás, mesmo sem enfrentar sérias torturas. Eu era como uma flor numa estufa, que não conseguia suportar o mais leve vento ou chuva. Eu era realmente frágil! Eu tinha que buscar a verdade e não mais considerar minha carne, e prometi que, se um dia fosse preso novamente, eu permaneceria firme no meu testemunho mesmo se Satanás me torturasse tanto que a vida ficasse pior do que a morte.
No final de julho de 2024, logo após minha chegada à Igreja de Dongyang, a igreja vizinha passou por uma onda de prisões em larga escala, e os líderes arranjaram para que ajudássemos a transferir rapidamente os livros das palavras de Deus. Mas logo após mudarmos o esconderijo de alguns livros, suspeitou-se que o motorista estava sendo seguido. Além disso, o irmão com quem eu fazia parceria também estava exposto a riscos potenciais por ter entrado em contato com o motorista. Eu fiquei muito assustado. Lembrei que pouco antes tinha sido seguido pela polícia por um longo período e quase sido preso, e que um judas havia me traído e eu era um alvo importante para a polícia prender. Se o irmão com quem eu estava cooperando fosse procurado pela polícia, eu não conseguiria escapar; se me pegassem, com certeza não me soltariam mais. Mas, ao lembrar da transgressão que havia cometido da última vez, quando fui preso e assinei as Três Declarações, tive um sentimento intenso no coração: “Se eu realmente for capturado, juro que nunca negarei a Deus e definitivamente darei testemunho Dele!”. Quando pensei assim, meu coração não ficou mais constrangido por esse ambiente. Se eu seria capturado ou não estava nas mãos de Deus, e eu tinha que me submeter às orquestrações e aos arranjos Dele. Os livros precisavam ser transferidos com urgência, várias tarefas precisavam ser executadas urgentemente, e eu tinha que proteger os interesses da casa de Deus. Então, continuei a discutir os arranjos para a transferência dos livros com o meu parceiro. Ao mesmo tempo, escrevi uma carta para a igreja para acompanhar o progresso da transferência. Ao praticar dessa maneira, senti-me muito mais tranquilo no coração. Eu ter conseguido alcançar esse pouco de conhecimento e transformação é inseparável da orientação das palavras de Deus. Agradeço sinceramente a Ele!
Tendo lido até aqui, você é uma pessoa abençoada. A salvação de Deus dos últimos dias virá até você.
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