Uma lição apreendida com a rega de recém-convertidos

27 de Outubro de 2022

Por Ye Cheng, China

Em janeiro deste ano, eu estava regando recém-convertidos na igreja. A irmã Liu e o marido dela eram dois dos recém-convertidos pelos quais eu era responsável. A supervisora me disse que o marido da irmã Liu tinha acabado de começar a investigar a obra de Deus nos últimos dias, tinha ido a apenas algumas reuniões e precisava de mais rega e apoio.

Ambas as vezes em que fui à casa da irmã Liu, ela e o marido brigaram. Quando investiguei, descobri que a irmã Liu menosprezava seu marido por seguir tendências mundanas e não ser um crente devoto. Ocorreu-me que o fato de ela fazer exigências irrealistas e criticar seu marido quando ele tinha acabado de começar a investigar o caminho verdadeiro poderia obstruir o progresso dele. Uma vez, comunguei com ela como devemos abordar as pessoas com tolerância e paciência. Para a minha surpresa, a irmã se ofendeu e disse que ela já era muito paciente. Ela até disse: “Se ele não quer acreditar, que seja. Pelo menos ele não afetará meu estado”. Eu temia que seu marido pudesse sair da igreja ao ouvi-la dizer isso. Eu me queixei em meu coração: “Essa irmã é tão arrogante. Ela só está preocupada em dar vazão à sua raiva e não se importa com os sentimentos dos outros. Devo comungar seriamente com ela e dizer-lhe como é grave essa situação”. Mas, quando eu falei com ela, a irmã Liu retrucou: “Não quero me irritar. Mas ele passa o dia todo em eventos sociais ou jogando Mahjong e não lê a palavra de Deus. Ele não ouve, não importa quantas vezes eu fale com ele”. Fiquei um pouco irritada ao ouvir isso. Pensei: “Você está mostrando sinais claros de corrupção, mas você só critica seu marido. Você não conhece a si mesma!”. Assim, li para ela uma seção da revelação de Deus referente ao caráter arrogante das pessoas e interpretei a raiva dela como resultado de um desejo excessivo por status. Irritar-se e perder o controle para fazer seu marido ceder quando ele não fazia o que ela queria era um caráter corrupto e devia ser corrigido. Na época, a irmã admitiu a contragosto que ela estava sendo arrogante demais, mas, depois, ela continuou igual e não fez nenhuma mudança. Mais tarde, comunguei com ela várias outras vezes e a encorajei a tratar seu marido com justiça, a não criticar sempre as falhas dele e a conhecer a si mesma. Mas a irmã continuou inventando desculpas. Eu não sabia o que fazer. Originalmente, eu queria que o marido dela participasse de mais reuniões para ajudá-lo a se enraizar no caminho verdadeiro, mas, inesperadamente, todas aquelas reuniões foram canceladas.

Na época, só continuei reclamando da irmã Liu e julgando-a: “Ela é tão arrogante e fica criticando o marido. Ela tem humanidade pobre? Comunguei com ela muitas vezes, mas ela não pratica a verdade nem ajuda a promover as reuniões. Não quero mais regá-la”. Uma vez, discuti esse problema com a irmã que era minha parceira e dei vazão a todas as minhas queixas. A irmã me recomendou um vídeo de testemunho experiencial. Uma passagem da palavra de Deus no vídeo acertou em cheio. As palavras de Deus dizem: “É preciso exercer cuidado e prudência e confiar no amor em seu tratamento das pessoas que estão investigando o caminho verdadeiro. Isso é porque cada um que investiga o caminho verdadeiro é um incrédulo — até os religiosos entre eles são mais ou menos incrédulos — e todos eles são frágeis: caso algo não se conforme às suas noções, eles são propensos a contradizê-lo, e caso qualquer frase não se conforme à sua vontade, eles são propensos a disputá-la. Portanto, espalhar o evangelho para eles exige tolerância da nossa parte. Exige amor extremo da nossa parte e exige alguns métodos e abordagens. Essencial, porém, é ler as palavras de Deus para eles, transmitir-lhes todas as verdades que Deus expressa para salvar o homem e permitir que eles ouçam a voz de Deus e as palavras do Criador. Assim, eles ganharão benefícios(A Palavra, vol. 3: As declarações de Cristo dos últimos dias, “Divulgar o evangelho é o dever a que todos os crentes estão moralmente obrigados”). Deus exige que tratemos cada alvo evangelístico com cuidado amoroso e que o ajudemos e apoiemos com paciência e amor profundos, comungando com ele a verdade e trazendo-o para diante de Deus. Esses são os deveres e responsabilidades de cada um que compartilha o evangelho. Eu podia sentir o cuidado amoroso de Deus com a vida humana em cada palavra e frase Dele. Era por isso que Ele exigia isso de nós. Ao ponderar o amor e o entendimento de Deus da humanidade, eu senti vergonha. Lembrei-me de como eu tinha tratado a irmã Liu. Quando comunguei com ela algumas vezes por explodir com seu marido e ela não melhorou, eu me irritei, encontrei passagens das palavras de Deus para criticá-la com base em minha própria vontade, analisei seus problemas, dei vazão à minha frustração com ela e nunca pensei nos sentimentos dela nem na estatura dela. Até disse que ela tinha humanidade pobre na frente da minha parceira. Onde estava a minha amabilidade? A irmã Liu tinha acabado de aceitar a obra de Deus nos últimos dias havia seis meses e ainda não entendia muito da verdade, portanto, não era normal que ela revelasse corrupção quando confrontada com problemas? Eu não só não tinha lhe dado orientação com amor para ajudá-la a praticar a verdade, eu a tinha desdenhado. Eu realmente carecia de humanidade. Ponderando sobre tudo isso, eu percebi que a razão pela qual eu não tinha obtido resultados após comungar algumas vezes com a irmã Liu era que eu não tinha oferecido comunhão com amor nem usado a verdade para resolver seus problemas. Em vez disso, eu a desdenhei com arrogância e a delimitei e a repreendi com raiva. Como eu esperava ajudá-la a entender a verdade e a melhorar seu estado agindo desse jeito? Vim para diante de Deus em oração, pronta para corrigir minhas intenções e parar de tratar a irmã Liu segundo meu caráter corrupto.

Um dia, vi uma passagem das palavras de Deus. “Você precisa ter compreensão dos muitos estados em que as pessoas estarão quando o Espírito Santo operar nelas. Em particular, aquelas que coordenam o serviço a Deus devem captar ainda mais esses estados. Se você apenas fala sobre muitas experiências ou maneiras de alcançar entrada, isso mostra que a sua experiência é extremamente unilateral. Sem conhecer seu estado verdadeiro e captar os princípios da verdade, não é possível alcançar mudança no caráter. Sem conhecer os princípios da obra do Espírito Santo ou compreender o fruto que ela dá, será difícil para você discernir a obra de espíritos malignos. Você deve expor a obra dos espíritos malignos, assim como as noções do homem, e penetrar direto no cerne da questão; você deve, também, apontar vários desvios na prática das pessoas e os problemas que elas podem ter em sua fé em Deus, para que possam reconhecê-los. No mínimo, você não deve fazer com que elas se sintam negativas ou passivas. No entanto, você deve entender as dificuldades que existem objetivamente para a maioria das pessoas, e você não deve ser irracional nem deve tentar ‘ensinar um porco a voar’; isso é um comportamento tolo. Para resolver as muitas dificuldades que as pessoas experimentam, você deve primeiro compreender a dinâmica da obra do Espírito Santo; você deve entender como o Espírito Santo opera em pessoas diferentes, você deve ter um entendimento das dificuldades que as pessoas enfrentam e as suas deficiências, e você deve enxergar as questões principais do problema e chegar à sua origem, sem se desviar nem cometer erro algum. Somente uma pessoa assim está qualificada para coordenar o serviço a Deus(A Palavra, vol. 1: A aparição e a obra de Deus, “Com que um pastor adequado deveria ser equipado”). Refletindo sobre as palavras de Deus, eu percebi que, não importa se estamos compartilhando o evangelho ou regando recém-convertidos, sempre devemos estar cientes dos problemas e estados reais das pessoas e comungar as verdades relevantes para resolver os problemas delas. Se não entendermos suas dificuldades e só comungarmos com base em nossas crenças, não só não conseguiremos resolver tais problemas, como estaremos propensos a magoá-las ou ofendê-las. Às vezes, quando recém-convertidos mostram sinais de corrupção e negatividade e comungar várias vezes não os ajuda a melhorar, devemos primeiro refletir para ver se comungamos a verdade referente aos problemas deles com lucidez. Se os problemas não forem resolvidos porque não comungamos a verdade com lucidez, então não cumprimos nosso dever e não cumprimos nossa responsabilidade. Eu tive que pensar em como tinha tratado a irmã Liu. Naquelas vezes em que tinha visto a irmã Liu explodir com o marido, eu supus que ela era arrogante e mandava nele, por isso a critiquei o tempo todo e a obriguei a reconhecer seu caráter corrupto, mas, no fim, seus problemas ainda não foram resolvidos. Só quando aquietei meus pensamentos e meditei sobre esse problema, percebi que a razão pela qual a irmã Liu perdia o controle era porque ela esperava que o marido estabelecesse rapidamente um fundamento no caminho verdadeiro, começasse a participar das reuniões e tivesse a proteção de Deus quando confrontado com problemas. Assim, quando ela via seu marido se ocupando com eventos sociais ou jogando Mahjong e não lendo as palavras de Deus, ela perdia o controle. Eu não tinha comungado esse problema com ela, por isso minha comunhão não tinha dado resultados. Na verdade, o problema principal era eu. Eu não identifiquei o problema da recém-convertida para comungar com ela e até a julguei como tendo humanidade pobre e não aceitando a verdade, e até quis parar de regá-la. Eu não conhecia a mim mesma e não tinha um pingo de amor pelos outros. Quando percebi isso, senti vergonha e culpa. Eu tinha que corrigir minha atitude em relação à irmã Liu, comungar em relação à sua situação atual e usar a verdade para resolver os problemas dela.

Um dia depois, foi nossa próxima reunião. Quando cheguei, a irmã Liu começou a reclamar, dizendo que o marido tinha dito que viria à reunião, mas que ainda não tinha voltado para casa. Ela também o delimitou como alguém que não buscava e quis desistir dele. Então comunguei com ela à luz da situação dela. Eu disse: “Convidar seu marido a se reunir e ler as palavras de Deus foi bem-intencionado, mas não podemos esperar demais dele. Se você perder o controle quando ele não ouve você, é improvável que ele colabore”. “As pessoas foram muito corrompidas por Satanás e não amam a verdade, por isso a busca delas da verdade e entrada na vida ocorre muito lentamente”. “É preciso muita comunhão, experiência e até contratempos para obter um pouquinho de percepção ou entendimento. Por isso precisamos ajudar as pessoas com amor e dar-lhes tempo para fazer uma mudança”. “Vimos que Deus exige que as pessoas transformem seus caracteres, mas Ele nunca força as pessoas nem têm expectativas irrealistas. Quando vê que vivemos segundo nossos caracteres corruptos e não obedecemos às palavras de Deus, Ele não se enfurece nem nos abandona, mas nos esclarece e nos guia com Suas palavras, permitindo que experimentemos coisas uma após a outra e aos poucos venhamos a entender a verdade e a alcançar transformação. Sentimos que a abordagem Dele é muito gentil”. “Então, se quisermos que nossa família participe de reuniões e leia mais das palavras de Deus para estabelecerem um fundamento o quanto antes, essa é a intenção correta, mas devemos entender as dificuldades deles e guiá-los e apoiá-los com paciência. Só assim tenderão a colaborar”. Depois de me ouvir, a irmã Liu soltou um longo suspiro e respondeu: “Estou sempre tentando fazer com que meu marido se reúna mais e leia mais das palavras de Deus, achando que isso é o melhor para ele e tentando obrigá-lo a concordar comigo. Quando ele não faz o que eu digo, eu explodo na cara dele. Tratá-lo desse jeito realmente deve machucá-lo. Eu estava errada. No futuro, praticarei de acordo com as palavras de Deus e não o tratarei mais de acordo com meu caráter corrupto”. Também me senti ótima quando vi que a irmã Liu tinha ganhado algum entendimento e que tinha um sorriso estampado no rosto. Depois disso, lemos uma passagem da palavra de Deus juntas. “As palavras de Deus mostram ou insinuam claramente como você deve tratar os outros; a atitude com a qual Deus trata a humanidade é a atitude que as pessoas deveriam adotar na forma de tratar umas às outras. Como Deus trata cada pessoa? Algumas pessoas são de estatura imatura; ou são jovens; ou acreditam em Deus há pouco tempo; ou não são ruins por natureza e essência, nem maliciosas, mas simplesmente são um tanto ignorantes, ou lhes falta calibre. Ou estão sujeitas a um excesso de restrições e ainda não entenderam a verdade, ainda não entraram na vida, por isso, têm dificuldade de não fazer algumas coisas tolas ou de não cometer alguns atos ignorantes. Mas Deus não se concentra na tolice passageira das pessoas; Ele vê apenas seu coração. Se elas estão determinadas a buscar a verdade, então estão corretas, e quando esse é seu objetivo, Deus as está observando, esperando por elas e dando-lhes tempo e oportunidades que permitem que elas entrem. Não é o caso que Deus as matará por causa de uma única transgressão. Isso é algo que as pessoas fazem com frequência; Deus nunca trata pessoas desse jeito. Se Deus não trata as pessoas desse jeito, por que, então, as pessoas tratam os outros desse jeito? Isso não mostra seu caráter corrupto? Isso é precisamente o seu caráter corrupto. Você deve observar como Deus trata pessoas ignorantes e tolas, como Ele trata pessoas de estatura imatura, como Ele trata as manifestações normais do caráter corrupto da humanidade e como Ele trata aqueles que são maliciosos. Deus trata pessoas diferentes de maneiras diferentes, e tem também várias maneiras de administrar a miríade de condições de pessoas diferentes. Você deve entender essas verdades. Uma vez que você tiver entendido essas verdades, você saberá como experimentar assuntos e tratará as pessoas de acordo com os princípios(A Palavra, vol. 3: As declarações de Cristo dos últimos dias, “A fim de ganhar a verdade, deve-se aprender com as pessoas, questões e coisas próximas”). Quando terminamos de ler, a irmã Liu disse que era uma boa passagem e pediu que eu comungasse mais. Eu comunguei com ela, dizendo: “Quando percebemos em nossas interações com alguém que ele tem deficiências ou problemas, podemos mencioná-los de maneira amorosa e equilibrada e não esperar demais dele. Devemos dar-lhe tempo para aceitar a verdade e esperar que, aos poucos, ele faça melhoras. Deus sabe que fomos profundamente corrompidos por Satanás e que existem muitos obstáculos e dificuldades envolvidos em aceitar e praticar a verdade. Às vezes, mesmo quando entendemos a verdade, somos incapazes de praticá-la imediatamente. Deus precisa comungar conosco repetidas vezes. Às vezes, Ele teme que não entendamos, por isso Ele nos dá exemplos com paciência e usa todos os tipos de métodos para nos guiar a ganhar entendimento. Às vezes, ele nos conduz por meio de Suas palavras, às vezes, por meio de dicas de nossos irmãos. Outras vezes, estamos entorpecidos e rebeldes demais e nenhuma comunhão produz resultados, assim Deus arranja situações práticas para nos castigar, disciplinar, podar e lidar conosco, para comover nosso coração”. “Deus opera de modo muito gentil e amoroso e não faz nada para impor-Se a nós. Até quando Ele nos castiga, disciplina, julga e expõe duramente, podemos sentir Seu amor e Sua misericórdia. Por meio das nossas experiências, vemos como Deus trata as pessoas segundo os princípios e nunca nos abandona precipitadamente só porque não melhoramos após ouvirmos muito da verdade. Deus tem amor e paciência imensos com a humanidade e um desejo profundamente sincero de salvar a humanidade”.

Depois de comungar com a irmã Liu, de repente pensei: “Quanto daquilo que Deus exige eu mesma pratiquei? Eu só comunguei com a irmã Liu como tratar corretamente o marido, mas eu não tratei a irmã Liu corretamente! Quando vi a irmã Liu se irritar com o marido e não melhorar após eu comungar com ela algumas vezes, eu a julguei como alguém arrogante, sem humanidade, que só falava, mas não fazia, e assim por diante” . Pensando no que eu tinha revelado, senti muita vergonha. A irmã Liu era uma recém-convertida e não tinha muita experiência, mas eu a forcei a reconhecer sua natureza arrogante e exigi que ela mudasse. Quando ela não mudou, eu a delimitei como alguém que não busca nem aceita a verdade e até a julguei como tendo humanidade pobre. Eu não tinha compreendido o estado da irmã Liu e não tinha comungado com relação a isso, mas ainda assim a forcei a aceitar, a submeter-se e a fazer mudanças. Eu era muito arrogante e irracional. Foi então que percebi que eu tinha revelado meu caráter corrupto. O estado da irmã Liu era só um espelho que me permitia ver minha corrupção. Ela acreditava em Deus havia só meio ano, portanto, era normal que ela fosse incapaz de refletir e conhecer a si mesma. Eu acreditava havia anos e comungava a verdade com os outros frequentemente para resolver problemas, mas quanta verdade eu realmente tinha praticado? O meu discurso hipócrita não era igual aos fariseus que só falavam doutrinas? Àquela altura, uma passagem das palavras de Deus me veio à mente. “Algumas pessoas se equipam com verdades só para trabalhar e pregar, para prover para os outros, não para resolver os próprios problemas, muito menos para pô-las em prática. Sua comunhão pode ser de puro entendimento e estar alinhada com a verdade, mas essas pessoas não se comparam à verdade, não a praticam nem experimentam. Qual é o problema aqui? Elas realmente aceitaram a verdade como sua vida? Não, não aceitaram. A doutrina que alguém prega, por mais pura que seja, não significa que ele possui a realidade da verdade. Para se equipar com a verdade, é preciso, primeiro, entrar nela pessoalmente e colocá-la em prática quando você a entende. Se você não se concentra em sua própria entrada, mas pretende se exibir pregando a verdade a outros, sua intenção está errada. Há muitos falsos líderes que trabalham assim, eles comungam incessantemente com outros as verdades que entendem, provendo para os recém-convertidos, ensinando as pessoas a praticar a verdade, a cumprir bem os seus deveres, a não ser negativas. Essas palavras são todas muito boas — até amorosas — mas por que quem as fala não pratica a verdade? Por que eles não têm entrada na vida? O que realmente está acontecendo aqui? Uma pessoa desse tipo realmente ama a verdade? É difícil dizer. Era assim que os fariseus de Israel expunham a Bíblia para os outros, mas eles mesmos não conseguiam guardar os mandamentos de Deus. Quando o Senhor Jesus apareceu e operou, eles ouviram a voz de Deus, mas resistiram ao Senhor. Eles crucificaram o Senhor Jesus e foram amaldiçoados por Deus. Portanto, todas as pessoas que não aceitarem nem praticarem a verdade serão condenadas por Deus. Como são miseráveis! Se a doutrina de letras e palavras que pregam pode ajudar os outros, por que ela não os ajuda? Faríamos bem em chamar tal pessoa um hipócrita que não tem realidade. Ela provê os outros com as palavras e letras da verdade, faz com que outros as pratiquem, enquanto ela mesma não pratica nem um tiquinho delas. Tal pessoa não é descarada? Ela não tem a realidade da verdade, mas, ao pregar as palavras e letras de doutrina a outros, ela finge tê-la. Isso não é dano e enganação deliberados? Se tal pessoa fosse exposta e excluída, ela só poderia culpar a si mesma. Ela seria indigna de compadecimento(A Palavra, vol. 3: As declarações de Cristo dos últimos dias, “Parte 3”). As palavras de Deus eram uma descrição exata do meu estado. Lembrando-me do meu tempo regando a irmã Liu, eu tinha vivido segundo um caráter corrupto e não a tinha tratado com justiça. Tudo que via era como a irmã Liu revelava seu caráter arrogante e não aceitava a verdade, mas eu não refleti sobre a corrupção que eu mesma revelava. Não reconheci meu rosto feio e descaradamente critiquei a irmã Liu com as palavras de Deus, exigindo que ela fizesse melhoras. Era como se os outros tivessem que refletir sobre sua corrupção, mas eu não era corrupta e não precisava refletir. Eu realmente não conhecia a mim mesma e era descarada! Eu usava as palavras de Deus para comungar com os outros e resolver seus problemas, mas nem de longe refletia ou ganhava entrada. Em que isso era diferente dos fariseus falsamente piedosos? Como eu esperava ajudar as pessoas cumprindo o meu dever desse jeito?

Mais tarde, quando o marido da irmã Liu voltou, ela disse a ele: “A irmã acabou de ler algumas passagens da palavra de Deus, e percebi que eu estava errada. Eu tenho oprimido você com meu caráter arrogante. No futuro, praticarei de acordo com as palavras de Deus e deixarei de tratá-lo com um caráter arrogante”. Quando vi como a irmã Liu era capaz de praticar as palavras de Deus, senti ainda mais vergonha. No passado, eu a tinha delimitado como alguém que não aceitava a verdade, mas agora a realidade da situação era como um tapa na minha cara. A caminho de casa, pensei em como eu tinha delimitado e julgado a irmã Liu e me senti muito culpada. Lembrei-me das palavras de Deus, que dizem: “Se, em seu coração, você realmente entender a verdade, você saberá como praticar a verdade e obedecer a Deus e naturalmente embarcará na senda de buscar a verdade. Se a senda que você trilha for a correta e estiver alinhada com a vontade de Deus, então a obra do Espírito Santo não o abandonará — nesse caso você correrá menos risco de trair a Deus. Sem a verdade, é fácil praticar o mal, e você o praticará a despeito de si mesmo. Por exemplo, se você tem um caráter arrogante e presunçoso, então ser ordenado a abster-se de se opor a Deus não faz diferença nenhuma, você não pode impedir, está fora de seu controle. Não faria isso de propósito; você o faria sob o domínio de sua natureza arrogante e vaidosa. Sua arrogância e vaidade fariam com que você desprezasse a Deus e O visse como um ser sem importância; fariam você se exaltar, e se colocar sempre na vitrine; levariam você a desprezar os outros, não deixariam ninguém em seu coração além de você mesmo; roubariam o lugar de Deus em seu coração e, no fim, levariam você a se sentar no lugar de Deus e a exigir que as pessoas se submetessem a você e a fazer com que você venerasse seus próprios pensamentos, ideias e noções como a verdade. Tanto mal é feito pelas pessoas sob o domínio da natureza arrogante e vaidosa delas! Para resolver o problema de cometer o mal, elas precisam primeiramente resolver a sua natureza. Sem uma mudança no caráter, não seria possível trazer uma resolução fundamental para esse problema(A Palavra, vol. 3: As declarações de Cristo dos últimos dias, “Somente buscando a verdade pode-se alcançar uma mudança no caráter”). Ponderando as palavras de Deus, eu vi meu caráter corrupto com clareza ainda maior. Lembrando-me do meu tempo regando a irmã Liu, quando ela não melhorou após várias comunhões, eu não refleti sobre mim mesma, até pensei que tinha identificado corretamente o problema e que conseguia comungar e resolver a situação dela. Se a irmã Liu não obedecesse, seria porque ela não aceitava a verdade. Eu só tinha encontrado a irmã Liu em poucas ocasiões e não a conhecia de verdade, mesmo assim eu a julguei e delimitei descuidadamente, como se eu entendesse a verdade perfeitamente e conseguisse enxergar a essência de uma pessoa após encontrá-la algumas vezes. Depois de ser exposta repetidas vezes, percebi que eu não entendia a raiz e a essência dos problemas das pessoas e não as tratava com base em seu comportamento, natureza e essência gerais. Eu não entendia a verdade, ainda assim acreditava profundamente em mim mesma e me agarrava às minhas crenças. Eu não tinha o menor conhecimento de mim mesma. Percebi que, se eu continuasse tratando os recém-convertidos de acordo com meu caráter arrogante, no mínimo, eu desenvolveria preconceitos contra eles e estaria propensa a constrangê-los e a prejudicá-los e a atrasar a entrada deles na vida. No pior dos casos, poderia julgá-los e delimitá-los e até abandoná-los descuidadamente. Eu estaria em dívida com eles. Quando percebi isso, fiquei horrorizada, mas também me senti aliviada. Quando mostrei sinais de arrogância, minha parceira os apontou, permitindo que eu reconhecesse meu problema e fizesse uma mudança oportuna. Isso foi a proteção de Deus! Mais tarde, tive que sair da igreja por um tempo devido a exigências do trabalho. Um mês depois, quando reencontrei a irmã Liu, ela me contou como ela tinha experimentado e dado testemunho das palavras de Deus ao espalhar o evangelho. Suspirando de emoção, ela continuou: “Mas, recentemente, ao compartilhar o evangelho, vi como todos têm noções diferentes sobre Deus. Para as pessoas, não é fácil aceitar a obra de Deus nos últimos dias e vir para diante Dele. Antes, eu sempre achava que meu marido não buscava e exigia que ele renunciasse a muitas coisas. Eu exigia demais dele. Isso era um erro meu. As palavras de Deus são maravilhosas, e eu ainda devo experimentá-las mais”. Quando ouvi isso, fiquei muito feliz por ela, mas também senti vergonha e fiquei comovida. Para que as pessoas aceitem a verdade, é preciso tempo e experiência. Depois disso, quando recém-convertidos mostravam sinais de corrupção durante a rega, eu me concentrava em identificar a causa principal do problema deles e buscava princípios relacionados para tratar dele. Durante aquele tempo, vi também como vir para diante de Deus e estabelecer um fundamento é um processo que leva tempo. No processo de regá-los e apoiá-los, eu refletia também sobre mim mesma e corrigia meus estados incorretos, apoiando-os com amor, permitindo que eles estabelecessem um fundamento e viessem para diante de Deus o quanto antes. Cumprir meu dever desse jeito me deu paz e tranquilidade.

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