Um calibre pobre não é desculpa

09 de Outubro de 2020

Por Zhuiqiu, China

No passado, sempre que enfrentava alguma dificuldade ao cumprir o meu dever ou fazia um trabalho ruim, eu pensava que isso se devia ao fato de meu calibre ser pobre demais. Em decorrência disso, muitas vezes, eu vivia num estado negativo e passivo. Frequentemente, eu usava meu calibre pobre como desculpa para jogar deveres que eu considerava difíceis em cima de outras pessoas e acreditava que não havia nada de errado nisso, que eu estava pensando no trabalho da igreja quando pedia que outras pessoas fizessem algo porque meu calibre era pobre e eu não conseguiria fazê-lo bem. Foi apenas graças à leitura das palavras de Deus que eu reverti essa visão errônea, percebendo que eu estava vendo as coisas através das minhas próprias concepções e imaginações. Também aprendi algo sobre o meu próprio caráter corrupto.

Certo dia, um líder nos pediu para escrever uma carta para apoiar uma irmã. A irmã da minha equipe estava ocupada com outra coisa, por isso pediu que eu cuidasse disso. Rapidamente, comecei a dar desculpas: “Meu calibre é pobre demais. Minha escrita e edição de textos são ruins. Eu prefiro que você cuide disso”. Assim, eu automaticamente empurrava qualquer coisa complicada para cima da minha parceira. Mais tarde, ela me disse: “Desde que nos conhecemos, você vem dizendo que seu calibre é ruim. Mas após estar com você por alguns dias, percebi que você é capaz de identificar alguns problemas no trabalho. Não acho que seu calibre seja tão ruim, mas sempre que se depara com alguma dificuldade no cumprimento do seu dever, você diz que seu calibre é pobre e, às vezes, até empurra seu dever para cima de outra pessoa. Não sei qual é a sua motivação para sempre falar sobre como é ruim o seu calibre — parece-me que você está sendo realmente falsa!” Fiquei atônita quando a ouvi dizer isso, mas meu coração se encheu de antipatia: “Quando digo que meu calibre é ruim, estou falando a verdade. Você não conhece os fatos e me entendeu mal”. Depois, fiquei refletindo sobre por que a irmã tinha dito aquilo. Eu não estava mentindo quando dizia que meu calibre é pobre — como ela podia dizer que eu tinha segundas intenções? Em meu coração, eu simplesmente não conseguia entender.

Certa vez, durante uma reunião com meus colegas de trabalho, eu compartilhei minha confusão com os outros irmãos e irmãs. Citei, uma por uma, as razões pelas quais eu acreditava ter um calibre pobre: por exemplo, eu digitava muito lentamente, o estilo da minha escrita não era muito bom. Quando trabalhava em textos com minha parceira, ela escrevia e redigia a maior parte, e quando lidou com o trabalho da igreja, ela identificava os problemas rapidamente; eu, porém, era mais lenta, e assim em diante. Após ouvir minha comunicação, nosso líder irmão Liu disse: “Irmã, é com base nessas coisas que medimos se o calibre de uma pessoa é bom ou ruim? Isso está alinhado com a verdade? Está alinhado com a vontade de Deus? Todos nós sabemos que as pessoas no mundo valorizam muito o cérebro e o talento. Qualquer pessoa perspicaz, eloquente e competente em lidar com questões do mundo exterior é uma pessoa de calibre bom, enquanto as pessoas ignorantes, pouco instruídas e de fala desajeitada são vistas como pessoas sem calibre; é assim que os incrédulos veem isso. Nós que acreditamos em Deus deveríamos ver as coisas com base nas palavras de Deus. Temos buscado a vontade de Deus nessa questão? Qual é a base na qual Deus mede se o calibre de uma pessoa é bom ou ruim? E o que, exatamente, é um calibre bom ou ruim?” Eu balancei a cabeça, e o irmão Liu continuou a comunicar: “Leiamos uma passagem das palavras de Deus: ‘Como medimos o calibre das pessoas? A maneira mais correta é medir seu calibre com base no grau em que elas entendem a verdade. Algumas pessoas conseguem aprender alguma especialidade rapidamente, mas quando ouvem a verdade, ficam confusas e adormecem, ela as deixa perplexas, nada que ouvem entra, tampouco entendem o que estão ouvindo — isso é que é calibre pobre. No caso de algumas pessoas, você lhes diz que elas são de calibre pobre, e elas discordam. Acreditam que, sendo altamente educadas e instruídas, isso significa que têm calibre bom. Uma boa educação demonstra calibre alto? Não. O calibre das pessoas é medido com base no grau em que elas entendem as palavras de Deus e a verdade. Essa é a maneira mais comum e mais correta de fazê-lo. É inútil tentar medir o calibre de alguém de qualquer outra forma. Algumas pessoas são eloquentes e perspicazes e são realmente boas em conviver com os outros — mas quando leem as palavras de Deus e ouvem sermões, elas não entendem nada. Quando falam dos testemunhos de suas experiências, elas se revelam como meros amadores, e todos podem sentir que elas não têm nenhum entendimento espiritual. Essas não são pessoas de calibre bom’ (‘Entender a verdade é crucial para cumprir corretamente o seu dever’ em “Registros das falas de Cristo”). Essa comunicação nos mostra que o calibre de uma pessoa ser bom ou ruim depende de sua capacidade de entender as palavras de Deus. Não é a isso que os incrédulos se referem quando dizem que alguém tem calibre ou é talentoso e esperto. Pessoas de bom calibre conseguem entender a vontade de Deus quando terminam de ler Suas palavras, conseguem encontrar uma senda para praticar e entrar na verdade e são capazes de praticar de acordo com aquilo que Deus exige. Por outro lado, há aqueles que parecem ser muito espertos e conseguem lidar de forma maravilhosa com questões do mundo exterior — mas eles se confundem assim que são confrontados com as verdades das palavras de Deus. Não podemos dizer que tais pessoas têm calibre bom. São como algumas pessoas informadas e instruídas que parecem ser talentosas e inteligentes por fora, mas são incapazes de entender as verdades das palavras de Deus. Algumas delas têm até uma perspectiva ridícula sobre as coisas. Assim, ser altamente instruído, perspicaz e capaz não representa um calibre bom, tampouco é o padrão segundo o qual o calibre de uma pessoa é medido. O que importa é se as pessoas entendem o espírito, se são capazes de entender a verdade. Não podemos confiar em nossas próprias concepções e imaginações para medir se o calibre de uma pessoa é bom ou ruim!” De repente, ao ouvir isso, vi a luz: descobri que minhas crenças eram nada mais do que minhas próprias concepções e imaginações — elas não se conformavam à verdade.

Em seguida, uma irmã encontrou duas passagens das palavras de Deus e pediu que eu as lesse. As palavras de Deus dizem: “Como Deus trata as pessoas não depende de quantos anos elas tenham, do tipo de ambiente em que nasceram ou de quão talentosas elas sejam. Antes, Ele trata as pessoas com base na atitude delas em relação à verdade, e essa atitude está relacionada ao caráter delas. Se você tiver uma atitude correta em relação à verdade, uma atitude de aceitação e humildade, então, mesmo se você for de calibre pobre, Deus mesmo assim iluminará você e permitirá que você ganhe algo. Se você for de calibre bom, mas sempre for arrogante, pensando constantemente que você está certo, e não estiver disposto a aceitar qualquer coisa que outra pessoa diz e sempre estiver resistindo a ela, então Deus não operará em você. Ele dirá que essa pessoa tem um caráter ruim e que não é digna de receber qualquer coisa, e Ele até tirará o que você teve no passado. É isso que significa ser exposto” (‘Apenas praticando a verdade é possível possuir humanidade normal’ em “Registros das falas de Cristo”). “Quando se pode ser sério, responsável, dedicado e trabalhador, o trabalho será feito adequadamente. Às vezes, seu coração não é como esse, e você não consegue encontrar ou descobrir um erro que seja claro como o dia. Uma pessoa que tivesse um coração como esse, com o incentivo e a orientação do Espírito Santo, seria capaz de identificar o problema. Mas se o Espírito Santo o guiasse e lhe desse tal consciência, permitindo-lhe sentir que algo está errado, se você não tivesse um coração como esse, mesmo assim você seria incapaz de identificar o problema. Então, o que isso mostra? Mostra que é muito importante que as pessoas cooperem; seu coração é muito importante, e para onde direcionam seus pensamentos e intenções é muito importante. Deus perscruta e enxerga o que as pessoas guardam em seu coração ao cumprir seus deveres e quanta energia despendem. É crucial que as pessoas coloquem todo o seu coração e força no que fazem. A cooperação também é um componente crucial. Se as pessoas se esforçarem para não se arrepender dos deveres que cumpriram e das coisas que fizeram, e para não ficar em dívida com Deus, somente assim estarão agindo com todo o seu coração e força” (‘Como resolver o problema de ser descuidado e superficial no cumprimento do seu dever’ em “Registros das falas de Cristo”). Depois que li as palavras de Deus, a irmã disse: “As palavras de Deus mostram que, quando cumprimos nosso dever, a nossa atitude é muito importante — é crucial. Se tivermos a mentalidade certa, se conseguirmos investir todo o nosso coração e energia no cumprimento do nosso dever, Deus verá e nos tratará de acordo com a nossa atitude em relação ao nosso dever. Mesmo se tivermos um calibre pobre, Deus ainda assim nos iluminará e guiará. Se tivermos um calibre bom, mas não tivermos a mentalidade correta e não estivermos dispostos a pagar um preço e cooperar com Deus, ou se formos arrogantes e nos mantermos firmes, ou trabalharmos apenas para ganhar fama e fortuna, nós não só não cumpriremos nosso dever corretamente como também seremos rejeitados por Deus. Esta é a justiça de Deus. Se olharmos para os irmãos e irmãs em nossa volta através das palavras de Deus, veremos que alguns têm um calibre comum, mas têm a motivação certa no cumprimento de seu dever; quando confrontados com uma dificuldade, eles se empenham em buscar a verdade e se concentram na entrada nos princípios, e eles se tornam cada vez mais eficazes no cumprimento de seu dever. Por outro lado, há alguns irmãos e irmãs que, aos nossos olhos, parecem ter um calibre especialmente bom e que têm um entendimento puro das palavras de Deus, mas serem presunçosos, satisfeitos consigo mesmos, não ouvem o conselho de outras pessoas, tomam para si mesmos a glória de Deus sempre que obtêm algum sucesso pequeno no cumprimento de seu dever. Eles se exibem sempre que podem, lutando por lucro e fama. Alguns até atrapalham o trabalho da igreja e são privados de sua elegibilidade para cumprir seu dever; alguns se tornam anticristos após cometerem muitos atos malignos e são expulsos da igreja. Esses fatos nos mostram que o calibre de uma pessoa ser bom ou ruim não determina se ela é elogiada por Deus; o que importa é se ela busca ou não a verdade e cumpre seus deveres com todo o seu coração e com toda a sua mente”.

Em seguida, os irmãos e irmãs recorreram às suas próprias experiências para falar sobre os perigos e consequências de definir a si mesmo de acordo com suas próprias concepções e imaginações. Só aí eu percebi como era estúpido não entender a verdade; eu não tinha buscado a verdade, em vez disso, tinha definido a mim mesma como pessoa de calibre pobre vivendo em minhas concepções e imaginações, ao ponto em que, frequentemente, empurrava deveres difíceis para cima de outras pessoas. Eu não tentava melhorar, nem confiava em Deus ou pagava um preço para romper essas barreiras, o que até me incapacitou de cumprir os deveres que eu era capaz de cumprir. Eu não só era incapaz de treinamento real ou de crescer na verdade e na vida, mas isso influenciava também diretamente a minha eficácia no cumprimento do meu dever. Eu pensei na rapidez com que a irmã com quem eu trabalhava era capaz de identificar problemas. Mesmo que isso estivesse conectado diretamente ao seu calibre inerente, mais importante do que isso era que, devido à sua atitude consciente e responsável em relação ao seu dever, ela era capaz de confiar em Deus e encarar dificuldades de frente quando se deparava com elas. Só então ela era esclarecida e iluminada pelo Espírito Santo. Eu, por outro lado, tentava evitar problemas quando eu os encontrava e usava o calibre pobre como desculpa para me safar. Eu não confiava em Deus nem fazia o esforço para tentar e resolver o problema buscando a verdade relevante, o que significava que eu não era capaz de ganhar a obra do Espírito Santo. A partir disso, vi que Deus é imparcial e justo com todos. Através da comunhão, reconheci também que Deus exige de nós com base naquilo do que somos capazes. Ele não está “ensinando um porco a cantar”. Eu deveria fazer o certo por conta própria; em vez de prestar atenção ao meu calibre, eu deveria me concentrar apenas em colocar toda a minha energia no cumprimento do meu dever. Eu deveria buscar e contemplar os princípios da verdade, aprender com as qualidades dos outros, ouvir o conselho de outras pessoas e incorporá-los naquilo que eu realmente praticava — e, ao longo do tempo, eu certamente me beneficiaria e cresceria.

Certo dia, li estas palavras de Deus: “Você deve examinar a si mesmo cuidadosamente para ver se é uma pessoa correta. Seus objetivos e intenções são formulados pensando em Mim? Todas as suas palavras e ações são ditas e feitas na Minha presença? Eu examino todos os seus pensamentos e ideias. Você não se sente culpado? Você coloca uma fachada falsa para os outros verem e calmamente assume um ar hipócrita; você faz isso para se proteger. Você faz isso para esconder sua maldade e até mesmo inventa maneiras de empurrar essa maldade para outra pessoa. Quanta traição habita o seu coração!” (‘Capítulo 13’ das Declarações de Cristo no princípio em “A Palavra manifesta em carne”). Depois de ler as palavras de Deus, comecei a refletir sobre mim, quando eu era confrontada com um dever que nunca tinha cumprido antes, a primeira coisa que eu costumava fazer era dizer aos outros irmãos e irmãs que meu calibre era pobre, pois eu temia que eles me desprezassem se cumprisse meu dever de forma ruim. Eu fazia isso para o bem de meu próprio status e orgulho. A implicação era: Se eu fizer isso de forma ruim, a culpa não é minha; não é que eu não tenha investido toda a minha energia nisso, mas isso está acima do meu calibre. Sempre que encontrava qualquer dificuldade no cumprimento do meu dever, eu estava indisposta a sofrer e pagar um preço para encará-la de frente. Eu também tinha medo da responsabilidade. Assim, eu simplesmente usava meu calibre pobre como uma desculpa para empurrar meus deveres para cima de outra pessoa, para fazê-la pensar que eu era racional e autoconsciente. Quase sempre que eu sofria uma dificuldade e precisava pagar um preço ou assumir alguma responsabilidade, eu recuava. Na verdade, eu estava vivendo segundo a filosofia interpessoal satânica do “fique quieta para proteger a si mesma e tente apenas escapar da culpa”. Parecia ser bastante esperta — usar meus próprios meios desonestos para evitar responsabilidade — mas, na verdade, eu tinha perdido muitas oportunidades de buscar e entender a verdade. Fato é que o calibre que Deus dá a cada um de nós condiz ao propósito; no entanto, eu não tinha exercido todo o meu coração e energia com base naquilo que eu era capaz de alcançar a fim de ganhar a obra do Espírito Santo e cumprir bem o meu dever; em vez disso, eu sempre usava meu calibre pobre como desculpa para não praticar a verdade, para tentar ludibriar e enganar a Deus. Isso não é muito astuto, muito maligno? E como eu poderia ser guiada por Deus dessa forma?

As palavras de Deus dizem: “Aprecio muito quem não nutre suspeita de outras pessoas e também gosto muito de quem prontamente aceita a verdade; demonstro grande zelo por esses dois tipos de pessoas, porque, a Meu ver, são pessoas honestas” (‘Como conhecer o Deus na Terra’ em “A Palavra manifesta em carne”). “‘Mesmo que meu calibre seja baixo, tenho um coração honesto’. Quando a maioria das pessoas ouve essa linha, ela se sente bem, não é verdade? Essa questão envolve as exigências de Deus às pessoas. Quais exigências? Se faltar calibre às pessoas, isso não é o fim do mundo, no entanto, elas devem possuir um coração honesto e, assim, serão capazes de receber o elogio de Deus. Não importa qual seja sua situação, você deve ser uma pessoa honesta, falar honestamente, agir honestamente, ser capaz de cumprir seu dever com todo seu coração e com toda sua mente, ser fiel e não deve fugir do seu trabalho, ser dissimulado ou enganoso, ser astucioso e tentar enganar os outros ou falar em círculos; você deve ser uma pessoa que ama a verdade e busca a verdade. […] Você diz: ‘Meu calibre é baixo, mas sou honesto no coração’. Quando um dever lhe compete, no entanto, você tem medo de sofrer ou que, se não o cumprir bem, terá de assumir a responsabilidade, e assim você inventa desculpas para esquivar-se dele. Isso é uma expressão de uma pessoa honesta? Claramente não é. Como, então, uma pessoa honesta deveria se comportar? Ela deveria aceitar e obedecer, e então ser totalmente devotada a fazer seus deveres com o melhor da sua capacidade, esforçando-se para atender a vontade de Deus. Isso é expressado de diversas maneiras. Uma maneira é que você deveria aceitar seu dever com honestidade, não pensar em outra coisa e não ser indiferente a ele. Não maquine para o seu benefício próprio. Isso é uma expressão de honestidade. Outra maneira é pôr toda a sua força e todo o seu coração nele. Você diz: ‘Isso é tudo que posso fazer; porei tudo em jogo e o dedicarei completamente a Deus’. Isso não é uma expressão de honestidade? Você dedica tudo que tem e tudo que pode fazer — isso é uma expressão de honestidade” (‘Apenas sendo uma pessoa honesta pode-se ser verdadeiramente feliz’ em “Registros das falas de Cristo”). As palavras de Deus me ofereceram uma senda para praticar: Deus não se importa se o calibre de uma pessoa é bom ou ruim; o que importa é se ela tem um coração que é honesto, se ela consegue aceitar a verdade e colocá-la em prática. Apesar de meu calibre ser pobre, de eu ser um pouco mais lenta para entender a verdade e, às vezes, eu seguir a doutrina, se meu coração for honesto e eu buscar a verdade constantemente para resolver meu caráter corrupto ao cumprir o meu dever, se eu fizer tudo que puder para executar o que Deus exige, então eu receberei a orientação e as bênçãos de Deus e, gradualmente, serei capaz de entender a verdade. Na medida em que entrar na verdade, eu serei capaz de compensar minhas deficiências no que diz respeito ao meu calibre pobre e me tornarei cada vez melhor em compreender e enxergar as coisas. Após entender a vontade de Deus, comecei a confiar em Deus para me aprimorar quando cumpria meu dever. Eu não jogava mais em outras pessoas as coisas que não me eram evidentes, que eu não entendia, mas me esforçava para buscar e resolvê-las por conta própria. Graças a Deus! Quando eu praticava conforme Deus exige, eu também era capaz de identificar problemas no meu dever — e, mesmo que houvesse momentos em que questões relativamente complexas permaneciam confusas para mim, quando eu buscava os princípios da verdade com os irmãos e irmãs, elas, aos poucos, se tornavam aparentes para mim, e eu me sentia mais leve e mais livre quando cumpria o meu dever.

Foi graças a ter experimentado o ambiente que Deus tinha estabelecido para mim que eu ganhei algum conhecimento da minha corrupção e minhas deficiências e me conscientizei de como encarar as questões relacionadas ao meu calibre. No passado, quando cumpria meu dever, eu não me concentrava em buscar a verdade, tampouco tentava tratar do meu caráter corrupto. Eu sempre enxergava as coisas através das minhas próprias concepções e imaginações, o que, muitas vezes, me levava a me delinear e a tentar me esquivar das coisas, dizendo que meu calibre era pobre. O cumprimento do meu dever era cheio de superficialidade, eu atrasava o trabalho da igreja e sofria perdas em minha própria vida. Agora entendo que o calibre de todas as pessoas é preordenado por Deus e é parte das intenções gloriosas de Deus. Eu não devo ser limitada pelo fato de meu calibre ser bom ou ruim. No futuro, tentarei buscar a verdade em todas as coisas, agir com princípio e ser uma pessoa honesta para satisfazer a Deus.

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