Escapando das garras da morte

01 de Agosto de 2020

Deus Todo-Poderoso diz: “Deus nunca está ausente do coração do homem e vive em todos os momentos entre os homens. Ele tem sido a força impulsionadora da vida do homem, o fundamento da existência humana e um rico depósito para a existência do homem após o nascimento. Ele faz o homem renascer e o capacita a viver obstinadamente em cada um de seus papéis. Graças ao poder Dele e à Sua inextinguível força vital, o homem tem vivido geração após geração, ao longo das quais o poder de vida de Deus foi o esteio da existência humana e pelas quais Deus tem pagado um preço que nenhum homem comum jamais pagou. A força de vida de Deus pode prevalecer sobre qualquer poder; além do mais, ela ultrapassa qualquer poder. Sua vida é eterna, Seu poder, extraordinário, e Sua força vital não pode ser vencida por qualquer ser criado ou força inimiga. A força de vida de Deus existe e fulgura em seu brilhante esplendor, independentemente de tempo ou lugar. O céu e a terra podem passar por grandes mudanças, mas a vida de Deus é a mesma para sempre. Todas as coisas podem passar, mas a vida de Deus ainda permanecerá, porque Deus é a fonte e a raiz da existência de todas as coisas” (“A Palavra manifesta em carne”). Quando lia essa passagem no passado, eu a entendia apenas em teoria, mas nunca a entendi de verdade ou a apreciei. Mais tarde, fui preso, perseguido e brutalmente torturado pelo Partido Comunista Chinês (PCC). As palavras de Deus me guiaram para escapar das garras da morte várias vezes, enquanto Satanás me assolava. Vi as maravilhas de Deus e experimentei que a autoridade de Suas palavras ultrapassa tudo. Ganhei algum entendimento de Deus, e minha fé cresceu.

Isso foi em 2006, quando meu dever na igreja era imprimir os livros das palavras de Deus. Lembro que, certa vez, durante uma entrega, alguns dos irmãos responsáveis pela entrega dos livros e um motorista da gráfica que contratamos foram presos pela polícia do PCC. Dez mil cópias de “A Palavra manifesta em carne” que estavam no carro foram confiscadas. O motorista nos delatou, e cerca de uma dúzia de outros irmãos acabaram sendo presos. Isso agitou as coisas em duas províncias, e o Comitê Central começou a vigiá-lo. Mais tarde, o governo do PCC soube que eu era um líder da igreja e chegou a despachar policiais armados para investigar o escopo do meu trabalho. Naquela ocasião, eles confiscaram os dois carros e um caminhão da gráfica com a qual trabalhávamos, além de 65.500 yuans em dinheiro da gráfica. Também tomaram mais de 3.000 yuans dos irmãos e irmãs que ajudavam na entrega. Depois, a polícia revistou minha casa duas vezes, sempre arrombando a porta. Quebravam e destruíam tudo o que pegavam, deixando a casa num caos total. O PCC acabou não me prendendo, mas eles prenderam meus vizinhos e outras pessoas associadas a mim, tentando forçá-los a revelar meu paradeiro.

Não tive escolha senão fugir para a casa de um parente longe dali para escapar da detenção e perseguição do PCC. Para a minha surpresa, na minha terceira noite na casa do parente, a polícia da minha cidade natal coordenou com as polícias armada e criminal de lá, e mais de cem pessoas cercaram nossa casa, para ninguém escapar. Então, a polícia invadiu a casa. Uma dúzia apontou suas armas para a minha cabeça, e um deles gritou: “Se você se mexer, você morre!” Eles se atropelavam enquanto corriam para me algemar, torcendo meu braço direito sobre meu ombro e puxando o outro para o alto pelas costas. Não conseguiam me algemar e apoiaram um pé nas minhas costas para puxar meu braço para cima, então, lograram algemar meus punhos à força. A dor foi insuportável. Apreenderam 650 yuans que encontraram comigo e me perguntaram onde estava o dinheiro da igreja, ordenando que eu o entregasse. Isso me deixou furioso. Era essa a “polícia do povo”? Eu ia às reuniões, lia as palavras de Deus e cumpria meu dever em minha fé, mas eles reuniram tantos homens e foram até lá só para me prender, e agora queriam saquear e desviar os fundos da igreja. Era uma piada! Vendo que eu não falaria, um policial veio e me bateu duas vezes com força, me chutou e jogou no chão. Ficaram me chutando como uma bola de futebol. Desmaiei de tanta dor. Quando voltei a mim, eu estava numa viatura sendo levado para minha cidade natal. No carro, a polícia me prendeu com correntes pesadas, com meu pescoço preso numa ponta e meus pés presos na outra. Tudo que pude fazer foi me enrolar como uma bola, de rosto para baixo, e me apoiar com o peito e cabeça para não cair. Quando viram a miséria em que eu estava, os policiais riram de mim e disseram coisas degradantes. Eu sabia muito bem que me tratavam daquele jeito por causa da minha fé em Deus Todo-Poderoso. Lembrei-me deste versículo dito por Deus na Era da Graça: “Se o mundo vos odeia, sabei que, primeiro do que a vós, Me odiou a Mim” (João 15:18). Quanto mais me humilhavam assim, com mais clareza ainda eu via sua feiura e sua natureza satânica e maligna de odiar a Deus. Eu os odiei ainda mais. Clamei a Deus em oração sem cessar do fundo do meu coração, para que Deus protegesse meu coração, para que, independentemente da tortura que viesse a encarar, eu pudesse dar testemunho e humilhar Satanás. Depois de orar, pensei nas palavras de Deus: Deus diz: “Aquiete-se em Mim, pois Eu sou seu Deus, o único Redentor de vocês. Vocês devem aquietar seu coração em todos os momentos, viver em Mim; Eu sou sua rocha, o apoiador de vocês” (“A Palavra manifesta em carne”). É verdade. Tudo relacionado ao homem está no alcance e nos arranjos de Deus, e é Deus quem decide se vivemos ou morremos. Com Deus Todo-Poderoso ao meu lado, o que eu tinha a temer? Esse pensamento renovou minha fé, e fiquei disposto a confiar em Deus para encarar a tortura brutal que viria.

Não sei quantas vezes eu desmaiei de tanta dor ao longo das 18 horas em trânsito. Só lembro que era mais de duas da manhã quando cheguei à casa de detenção na minha cidade. Sentia como se todo o sangue em meu corpo tivesse congelado. Minhas mãos e meus pés estavam tão inchados, dormentes, não podia mexê-los. Ouvi alguns policiais falarem sobre mim, dizendo: “O cara está morto?” Depois disso, me puxaram pelos grilhões e me puxaram para baixo. Senti os dentes das algemas se enfiando em minha carne, e então me arrastaram rudemente para fora do carro e me jogaram no chão. Desmaiei de tanta dor. Logo depois, um policial me acordou aos chutes e me arrastou até uma cela no corredor da morte. No dia seguinte, uma dúzia de policiais, todos armados, vieram me pegar na casa de detenção e me levaram para um local remoto fora dos limites da cidade. Havia um pátio grande cercado de muros altos. Parecia fortemente vigiado. Havia guardas armados, uma placa dizia “Base de Treinamento de Cães Policiais”. Na sala, vi todos os tipos de instrumentos de tortura. Quando vi aquilo, meu sangue congelou. Os policiais me puseram de pé no centro do pátio e me mandaram ficar parado. Abriram uma jaula e tiraram dela quatro cachorros ferozes. Depois, apontaram para mim e deram uma ordem aos cães: “Vão, matem!” Aqueles quatro cães correram em minha direção selvagemente e eu fechei meus olhos depressa de tanto medo. Estava atônito e ouvi um zunido na minha cabeça. Eu só pensei uma coisa: “Deus, salva-me! Salva-me!” Clamei a Deus no meu coração sem cessar. Pouco tempo depois, percebi de repente que os cachorros só estavam mordendo minha roupa e que não tinham me ferido. Um dos cachorros estava apoiado em meus ombros, lambendo meu rosto e me cheirando. Ele também não estava me machucando. Nesse momento, lembrei-me da história do profeta Daniel contada na Bíblia. Ele foi jogado na cova dos leões porque adorava a Deus, mas Deus esteve com ele. Ele enviou anjos para selar a boca dos leões, e assim os leões famintos não feriram Daniel. Esse pensamento me deu uma fé maior ainda. Realmente senti que tudo está nas mãos de Deus, e se morremos ou vivemos depende Dele. Pensei: “Se, hoje, Deus permitir que eu seja martirizado pela minha fé, isso será uma honra, e eu não me queixarei”. A ideia de morrer não me restringia, e quando me dispus a dar minha vida para dar testemunho de Deus, vi outro dos feitos maravilhosos de Deus. Podia ouvir como aqueles policiais gritavam: “Matem! Matem!” Mas os cachorros só vieram e morderam a minha roupa, me cheiraram e lamberam, deram meia volta e saíram correndo. Os policiais pararam os cães para que voltassem e me atacassem, mas os cães se espalharam em pânico e fugiram e não me morderam. Os policiais estavam perplexos e disseram: “Que estranho, os cachorros não querem mordê-lo!” Ao ouvir isso, lembrei-me das palavras de Deus: “O coração e o espírito do homem são guardados na mão de Deus, tudo de sua vida é observado pelos olhos de Deus. Não importa se você acredita nisso ou não, todas e cada uma das coisas, vivas ou mortas, vão se transformar, mudar, se renovar e desaparecer de acordo com os pensamentos de Deus. Tal é a maneira pela qual Deus preside sobre todas as coisas” (“A Palavra manifesta em carne”). O fato de eu ter ficado são e salvo no meio de uma matilha de cães policiais era Deus me protegendo, mostrando-me Sua onipotência e Seus feitos maravilhosos. Minha fé em Deus cresceu ainda mais.

Vendo que as coisas não aconteciam como esperavam, me levaram para uma sala de tortura e me penduraram na parede pelas algemas. Imediatamente, senti uma dor cortante nos punhos, como se tivessem partido. Mesmo assim, eles não pararam e começaram a me bater e chutar. Quando um ficava muito cansado, outro tomava o lugar. Fiquei roxo e preto de apanhar e perdi muito sangue. Quando a noite chegou, eles não me deram descanso. No momento em que fechava os olhos, eles me eletrocutavam com seus bastões, e, enquanto me batia, um policial disse: “Se alguém te bater e você desmaiar, eu vou te acordar bem desse jeito!” Quando o ouvi dizer isso, eu sabia que Satanás tentava todo tipo de tortura cruel para que eu cedesse, para que, quando me quebrassem e eu não aguentasse mais pensar direito, tirassem de mim informações sobre a igreja. Então prenderiam os irmãos e tomariam o dinheiro da igreja. Suportando a dor, cerrei os dentes e adverti a mim mesmo: “Mesmo que seja enforcado, jamais cederei a Satanás!” Continuaram me torturando até o sol raiar no dia seguinte. Eu me senti totalmente esgotado e sem forças, de modo que a morte teria sido um alívio, e eu não tinha mais energia para continuar. Eu estava clamando sem cessar a Deus em meu coração: “Ó Deus! Minha carne é fraca, e realmente não aguento mais isso. Enquanto ainda me restar um suspiro, enquanto ainda estiver consciente e alerta, imploro que aceites minha alma. Não serei um Judas e não Te trairei”. Depois de orar, lembrei-me destas palavras de Deus: “Esta rodada da obra de Deus tem Deus entrando na carne e nascendo na morada do grande dragão vermelho, Sua vinda à terra desta vez é ainda mais acompanhada de perigos extremos. O que Ele enfrenta são facas, armas e porretes; o que Ele enfrenta é a tentação; o que Ele enfrenta são multidões com olhares assassinos. Ele corre o risco de ser morto a qualquer momento” (“A Palavra manifesta em carne”). Deus é o Criador. Ele é tão supremo, tão honrável. Ele Se tornou carne duas vezes, suportando humilhação enorme para expressar a verdade e salvar a humanidade, constantemente caçado e perseguido por Satanás, condenado e rejeitado pelo mundo religioso e por ambas as gerações. Deus tem sofrido demais. Pensar no amor de Deus me comoveu tanto, que eu decidi: “Enquanto me restar um único suspiro, darei testemunho e humilharei Satanás!” Vendo que eu não dizia nada nem implorava por misericórdia, com medo que eu morresse de apanhar e eles não pudessem dar relatório, os policiais pararam de me bater, mas me deixaram pendurado na parede por mais dois dias e noites.

Na época, fazia muito frio. Eu estava usando roupas leves e estava totalmente encharcado e mais, não tinha comido por dias. Senti que não aguentaria por muito tempo. Foi aí que os policiais tentaram outro de seus truques. Chamaram um psicólogo para tentar influenciar meu raciocínio e fazer uma lavagem cerebral. O psicólogo disse: “Você ainda é jovem e tem seu pais e filhos. Desde sua prisão, os outros crentes, inclusive seu líder, não se preocuparam com você. Você não está sendo tolo por sofrer tanto por causa deles?” Quando ouvi essas mentiras, pensei: “Se meus irmãos viessem me visitar, não estariam entrando diretamente numa cilada? Você quer me enganar e me seduzir com esses truques, usando os meus relacionamentos com os irmãos para que eu entenda errado, culpe e rejeite Deus. Não deixarei você ter sucesso”. Graças à proteção de Deus, enxerguei o truque de Satanás e não fui enganado. Frustrado, o psicólogo então balançou a cabeça e disse: “Esse cara não tem jeito. Não importa o que façamos, não vamos arrancar nada dele. Ele não cederá”. Dizendo isso, balançou a cabeça e foi embora derrotado.

Mas os policiais, vendo que o truque falhara, logo mostraram quem eram e me penduraram mais um dia. Naquela noite, sentia frio demais, e parecia que minhas mãos cairiam do corpo. Tudo doía muito. Minha mente ficou confusa, e senti que realmente não aguentaria mais. Justo naquele momento, um bando de policiais entrou, cada um segurando uma vara de mais ou menos um metro de comprimento. Começaram a me bater nos joelhos e tornozelos, e alguns outros policiais começaram a me beliscar. Era tanta dor que eu queria morrer. Dessa vez, realmente desmoronei. Finalmente não consegui suportar mais, e comecei a chorar. A ideia de trair a Deus passou pela minha cabeça. Pensei que talvez poderia falar sobre minha própria fé contanto que não envolvesse meus irmãos e irmãs. Vendo-me chorar, os policiais me colocaram no chão. Fiquei deitado ali, me deram água e me deixaram descansar um pouco. Pegaram caneta e papel que já tinham preparado, prontos para escrever. Justamente quando estava quase cedendo à tentação de Satanás e ia trair a Deus, de repente, as palavras de Deus me vieram à mente: “Não terei mais misericórdia daqueles que não Me ofereceram sequer um pingo de lealdade em tempos de adversidade, pois Minha misericórdia vai só até esse ponto. Além disso, não tenho apreço algum por quem quer que já tenha Me traído e gosto ainda menos de Me associar com quem trai os interesses de seus amigos. Esse é Meu caráter… não receberá Minha clemência pela segunda vez quem partir Meu coração” (“A Palavra manifesta em carne”). Isso me fez perceber que o caráter de Deus não tolera ofensa, e qualquer um que trair a Deus jamais ganhará Sua misericórdia. De repente, minha mente clareou e pensei em Judas que traiu o Senhor Jesus por 30 moedas de prata. Eu realmente trairia a Deus por um momento de conforto físico? Se as palavras de Deus não tivessem me guiado e iluminado a tempo, eu provavelmente teria traído a Deus e sido condenado eternamente! Então me lembrei do trecho de um hino: “Minha cabeça pode quebrar, e sangue pode fluir, mas a coragem do povo de Deus não se perderá. As exortações de Deus repousam no coração, decido humilhar Satanás, o diabo”. Eu cantarolei isso no meu coração e senti minha fé crescer. Minha vida e morte estavam nas mãos de Deus, e eu deveria obedecer aos Seus arranjos. Enquanto me restasse um único suspiro, eu deveria dar testemunho e jamais ceder aos demônios do PCC!

Vendo que eu estava deitado no chão sem me mexer, eles ficaram me seduzindo. Um deles disse: “Vale a pena todo esse sofrimento? Estamos lhe dando a chance de compensar seus erros e nos dizer o que sabe. Já sabemos de tudo, quer você fale ou não. Temos muitas testemunhas e evidência suficiente para acusá-lo e condená-lo”. Vendo que tentavam cada truque possível para me fazer trair a Deus e entregar outros crentes, fiquei tão irado que não consegui conter minha fúria e gritei contra eles: “Já que sabem de tudo, não precisam me perguntar. Mesmo se soubesse de tudo, jamais lhes diria!” Exasperado, um policial disse: “Se você não falar hoje, você morrerá. Nem pense que sairá daqui com vida!” Eu respondi, dizendo: “Desde que caí em suas mãos, eu não tenho esperado sair daqui com vida!” Irritado, um policial me deu um forte pontapé na barriga, e eu me senti como se tivesse sido estripado. Todos eles me cercaram novamente e começaram a me chutar e socar, e, mais uma vez, desmaiei de tanta dor. Quando recuperei a consciência, eu estava novamente pendurado como antes, só que mais alto dessa vez. Senti meu corpo inteiro começar a inchar e nem conseguia falar. Mas graças à proteção de Deus, não estava sentindo nenhuma dor. Quando caiu a noite, quatro policiais ficaram para me vigiar e acabaram dormindo onde estavam. De repente, minhas algemas se abriram sozinhas e caí no chão com leveza, como se alguém me apoiasse por baixo. Se não tivesse vivido isso pessoalmente, eu nunca teria acreditado! Então me lembrei de quando Pedro esteve na prisão e um anjo enviado pelo Senhor o salvou. Na época, as correntes de Pedro simplesmente caíram dele e a porta de sua cela se abriu por conta própria. Não ousava crer que estava vivenciando as maravilhas de Deus como Pedro. Naquele momento, senti que eu tinha sido elevado e abençoado por Deus! Muito comovido, depressa me ajoelhei diante de Deus e fiz uma oração de gratidão. Eu disse: “Ó Deus! Obrigado por Tua misericórdia e Teu cuidado. Eu fui torturado até a beira da morte tantas vezes, e Tu me protegeste em silêncio, permitindo que eu visse a Tua onipotência e Tuas maravilhas”. Essa oração me comoveu incrivelmente e me aqueceu por dentro. Realmente queria me levantar e sair, mas não conseguia mexer as mãos e os pés, então não saí. Então dormi no chão até o dia seguinte, quando a polícia me acordou aos chutes. Esses policiais malignos começaram a me torturar de um jeito novo. Eles me fizeram mudar para outra sala e me sentaram numa cadeira de tigre elétrica. Prenderam meu pescoço e a cabeça com grampos de ferro e amarraram minhas mãos e eu não podia me mexer. Tudo que pude fazer foi orar a Deus em silêncio. Naquele momento, um policial ligou a eletricidade, e os outros doze policiais fixaram o seu olhar em mim, para ver como eu ficaria ao ser eletrocutado. Ficaram chocados ao ver que eu não tinha nenhuma reação. Conferiram todos os fios e, pouco depois, já que eu ainda não reagia, um dos policiais perguntou: “A cadeira de tigre quebrou? Por que não passa corrente?” Sem pensar, ele me tocou com uma das mãos e com um “zap!”, o choque elétrico o arremessou voando vários metros para trás. Ele ficou deitado no chão gritando de dor. Os outros ficaram tão assustados que saíram correndo, e um deles tropeçou e caiu na pressa de sair. Passou bastante tempo até que dois policiais voltassem para me soltar as trancas, com de medo de levarem um choque. Eu tinha ficado sentado na cadeira de tigre por trinta minutos completos, mas não senti eletricidade nenhuma. Era como estar sentado numa cadeira normal. Essa foi mais uma das obras maravilhosas de Deus. Fiquei tão comovido. Na época, eu sentia que estava pronto para perder tudo, até a minha vida. Enquanto Deus estivesse comigo, isso me bastaria.

Mais tarde, me levaram para a casa de detenção. Estava todo coberto de feridas, e a dor nas mãos e nos pés era insuportável. Meu corpo todo estava mole e fraco. Não podia sentar, nem ficar de pé, nem comer. Tudo que conseguia fazer era ficar prostrado. Um dos caras da minha cela no corredor da morte soube que eu não delatei ninguém, ficou muito admirado e disse: “Vocês crentes são verdadeiros heróis!” No meu coração, fiz uma oração dando louvor a Deus. Depois, a polícia quis que os outros presos me batessem e me atormentassem, mas, surpreendentemente, eles ficaram do meu lado e vieram me defender. Disseram: “Ele crê em Deus e não fez nada de errado. Vocês vão torturá-lo até a morte”. Temendo perder o controle, os policiais não ousaram dizer nada e saíram derrotados.

Vendo que não chegavam a lugar algum, os policiais mudaram de tática e convenceram os guardas na casa de detenção para que me dessem muito trabalho extra para fazer. Eu tinha de fazer dois maços de papel de joss que era queimado para os mortos, e cada maço era feito de 1.600 folhas de papel alumínio e nitrocelulose. Isso era o dobro do que os outros prisioneiros tinham de fazer. Minhas mãos doíam demais, e eu não conseguia levantar nada, e mesmo trabalhando a noite inteira, eu não conseguia fazer tudo. Por isso, os policiais me castigaram fisicamente, dando-me banhos frios ao ar livre com temperaturas de vinte graus abaixo de zero, ou me obrigando a trabalhar noites a fio, ou a ficar de vigia muito tempo. Eu estava dormindo menos de três horas por noite. Sofri dessa forma por um ano e oito meses na casa de detenção. Mais tarde, o PCC me acusou de “usar uma organização xie jiao para sabotar a aplicação da lei”, sem quaisquer evidências e me condenou a três anos de prisão. Quando me libertaram, a delegacia local continuou me monitorando de perto. Não podia ir aonde queria e me apresentava sempre que me chamavam. Eu não tinha nenhuma liberdade pessoal. Não podia ir às reuniões da igreja nem cumprir o meu dever. Isso foi muito difícil para mim e pensei que, se fosse sempre vigiado pelo PCC e não cumprisse meu dever como ser criado, isso não seria igual a uma morte em vida para mim? Por isso, deixei minha cidade e fui para outra região onde pudesse cumprir o meu dever.

A perseguição cruel pelo PCC ficou gravada na memória. Vi seu rosto vil, sua oposição demoníaca a Deus e como ele prejudica as pessoas, e o odeio até a medula dos ossos. Também testemunhei as maravilhas, a onipotência e a soberania de Deus. Foram esses feitos maravilhosos de Deus que me permitiram escapar das garras de Satanás e foi isso que me arrancou das garras da morte. Durante a perseguição brutal pelo PCC, as palavras de Deus me guiaram, e a Sua força vital me sustentou para que eu pudesse me agarrar à vida, e isso fortaleceu minha fé para seguir a Deus. Toda a glória seja dada a Deus Todo-Poderoso!

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