A senda para remover a máscara

20 de Janeiro de 2022

Por Tongxin, Coreia do Sul

Fui eleita como líder da equipe de rega neste ano, responsável por várias equipes de rega. No momento, pensei que ser eleita para aquela posição significava que eu devia ter algum calibre e capacidade, que eu estava à frente dos outros em meu entendimento da verdade e na entrada na vida. Achei que precisava me equipar com a verdade e cumprir bem o meu dever com todo o meu coração, para que todos vissem que eu era capaz de cumprir aquele dever.

No início, eu não estava familiarizada com o trabalho, então, quando coisas incomuns surgiam, eu perguntava ao líder ou irmãos com os quais eu trabalhava. Pensei que, já que eu era nova naquele dever, todos entenderiam que haveria algumas coisas que eu não sabia, e que buscar mais me ajudaria a crescer mais rápido, então todos teriam uma boa impressão minha e pensariam que eu era sincera. Mas fiquei me deparando com muitos problemas e, mais tarde, hesitei a perguntar. Eu já estava naquele dever havia algum tempo, o que os outros pensariam de mim se eu continuasse fazendo tantas perguntas? Achariam que meu calibre não era muito bom, que eu não conseguia resolver nem problemas simples e que não era capaz de assumir o dever como líder de equipe? Assim, quando encontrava um problema depois disso, não deixava de pensar se deveria perguntar, se era sensato perguntar. Temia que meu raciocínio parecesse simplista. Quando achava que algum problema não era complicado, eu não perguntava, mas tentava resolvê-lo sozinha. Assim, os problemas foram se acumulando e muitos não foram resolvidos a tempo. Isso me deixou cada vez mais preocupada: “Todos acharão que não sou uma boa escolha como líder de equipe?”. Durante as reuniões, sobretudo quando um líder estava presente, quando eu comungava sobre as palavras de Deus, eu me preocupava o tempo todo: “Minha comunhão é prática? Meu entendimento é puro?”. Eu observava as reações de todos depois da minha comunhão, e se alguém elaborasse em cima do que eu tinha dito, isso significava que minha comunhão era marcante e continha luz, mostrava que eu tinha um entendimento puro das palavras de Deus e conseguia dar conta do dever. Mas eu me sentia horrível quando ninguém reagia quando eu terminava. Depois de um tempo, meu dever começou a me deixar exausta. Eu sempre me preocupava com tudo que dizia e não conseguia relaxar. Eu queria cumprir bem o meu dever, mas estava sempre tensa e não estava crescendo nem aprendendo nada. Eu tinha perdido de vista a minha intenção original.

Vim para diante de Deus em busca e oração e li uma passagem das Suas palavras: “As próprias pessoas são objetos da criação. Objetos da criação podem alcançar onipotência? Podem alcançar perfeição e impecabilidade? Podem alcançar proficiência em tudo, vir a entender tudo e realizar tudo? Não podem. No entanto, há uma fraqueza nos humanos. Assim que aprendem uma habilidade ou profissão, as pessoas sentem que são capazes, que são pessoas com status e valor, e que são profissionais. Não importa quão ‘capazes’ se achem, todas elas querem maquiar sua aparência, disfarçando-se como figuras altivas, e parecer perfeitas e impecáveis, sem um único defeito; aos olhos dos outros, querem ser vistas como grandes, poderosas, totalmente capazes, capazes de realizar qualquer coisa. Sentem que, se buscassem a ajuda de outros numa questão, elas pareceriam incapazes, fracas e inferiores e que as pessoas as menosprezariam. Por essa razão, sempre querem manter uma fachada. Algumas pessoas, quando lhes pedem que façam alguma coisa, dizem que sabem como fazer, quando, na verdade, não sabem. Mais tarde, em segredo, pesquisam o assunto e tentam aprender a fazer, mas depois de estudá-lo por diversos dias, ainda não o compreendem; não fazem a menor ideia. Quando lhes perguntam como estão dando conta, elas mantêm o fingimento para não revelar seus defeitos e suas fraquezas, dizendo, em vez disso, que logo terminarão. Que tipo de caráter é esse? Tais pessoas são tão arrogantes, perderam todo o senso! Elas não querem ser pessoas comuns, pessoas normais nem meros mortais. Só querem ser sobre-humanas ou alguém com habilidades ou poderes especiais. Esse é um problema tão grande! No que diz respeito à fraqueza, deficiência, ignorância, tolice ou falta de entendimento da humanidade normal, elas as embrulharão, não permitirão que outras pessoas as vejam e então continuarão a se disfarçar. […] A cabeça de tais pessoas está sempre nas nuvens, não está? Não estão sonhando? Elas não sabem quem elas mesmas são, tampouco sabem como viver a humanidade normal. Jamais agiram como seres humanos práticos. Em sua conduta, se escolherem esse tipo de senda — sempre com a cabeça nas nuvens em vez de estar com os pés no chão, sempre querendo voar — as pessoas estão fadadas a se deparar com problemas. A senda na vida que você escolhe não é correta” (‘Os cinco estados necessários para estar na trilha certa em sua fé’ em “Registros das falas de Cristo dos últimos dias”). Quando refleti sobre isso, entendi um pouco o meu estado. Eu pensava que eu era grande coisa, achava que, por ter sido eleita líder da equipe de rega, isso significava que eu tinha certo calibre e capacidade de trabalho. Quando me vi daquele jeito, comecei a me preocupar com o que os outros pensavam de mim e quis provar que estava à altura da tarefa o quanto antes. Assim, quando me deparei com mais problemas e dificuldades, eu não consegui articulá-los, pois sempre me preocupava se as pessoas perceberiam quem eu era, diriam que eu carecia de calibre e não estava à altura do trabalho. Comecei a usar uma máscara, ficando quieta quando surgiam problemas e resolvendo as coisas por conta própria. Isso significava que muitos problemas no meu dever não foram resolvidos, o que atrasou nosso trabalho e impactou meu próprio estado. Perdi a clareza de raciocínio e comecei a ficar confusa com coisas que eu costumava entender. Estava sempre questionando minha comunhão em reuniões, temendo que as pessoas me menosprezariam se não fosse boa. Eu me sentia constrangida a cada passo. Percebi que a culpa era toda minha. Eu era tão arrogante e insensata e não conseguia encarar as minhas falhas. Estava sempre fingindo para que os outros tivessem uma opinião melhor de mim. Aquele dever era uma chance que a casa de Deus tinha me dado para me treinar e não significava que eu entendia a verdade nem que conseguia fazer bem o trabalho. Eu só tinha um pouco de capacidade de receber a verdade, mas havia muitas coisas que eu não entendia e com as quais eu não tinha experiência pessoal. Eu não tinha nada de especial, mas tinha uma opinião exagerada de mim mesma, fingindo ser elevada, alguém que entendia a verdade. Eu me superestimava! Agora, fico com os pés no chão e pergunto quando preciso, o que é a única senda de prática realista e sensata.

Li uma passagem das palavras de Deus que ofereciam algumas abordagens práticas. Deus diz: “Você deve buscar a verdade para resolver qualquer problema que surge, não importa o que seja, e de forma alguma deve se disfarçar ou mostrar um rosto falso aos outros. Seus defeitos, suas deficiências, suas falhas, seus caracteres corruptos — seja completamente aberto em relação a todos eles e comungue sobre todos eles. Não os guarde no interior. Aprender a se abrir é o primeiro passo em direção à entrada na verdade e é o primeiro obstáculo, que é o mais difícil de superar. Uma vez que você o superou, entrar na verdade é fácil. Dar esse passo significa que você está abrindo seu coração e mostrando tudo que tem, bom ou mau, positivo ou negativo, desnudando-se para que os outros e Deus o vejam; não escondendo nada de Deus, não ocultando nada, não disfarçando nada, livre de enganação e truques, e sendo igualmente aberto e honesto com as outras pessoas. Dessa forma, você vive na luz, e não somente Deus o escrutinizará; as outras pessoas também serão capazes de ver que você age com princípios e alguma medida de transparência. Você não precisa encobrir nada, nem fazer modificações, nem empregar truques pelo bem da sua reputação, do respeito próprio e do status, e isso também se aplica a quaisquer erros que você tenha cometido; esse esforço sem sentido é desnecessário. Se não fizer isso, então você viverá tranquilo e descansado, e completamente na luz. Somente pessoas assim podem receber o elogio de Deus” (‘Só aqueles que praticam a verdade são tementes a Deus’ em “Registros das falas de Cristo dos últimos dias”). Refletir sobre isso me ajudou a perceber que, a fim de cumprir meu dever sem ansiedade, o primeiro passo era aprender a me abrir sobre minhas falhas e parar de usar uma máscara. Eu devia praticar a verdade e ser uma pessoa honesta. Vi que era apenas uma pessoa corrupta que mal entendia a verdade, portanto, é claro que eu não entenderia muito. Isso era perfeitamente normal. Não havia necessidade de fingir e encobrir qualquer coisa em prol da minha imagem. A única maneira de relaxar em meu dever era renunciar ao meu orgulho e me abrir e buscar quando tinha uma pergunta. Então meu coração se iluminou e eu comecei a me concentrar em praticar isso. Quando não tinha certeza em relação a algo, eu perguntava proativamente, e quando compartilhava minha opinião, eu dizia o que pensava e só comungava sobre o que sabia. Quando coloquei isso em prática, aos poucos, comecei a entender coisa que nunca tinha entendido antes e fui capaz de encontrar e tratar de erros em meu dever. Obtive uma impressão mais forte dos meus problemas pessoais. Então experimentei que ser vista pelo que sou é algo bom, que isso ajuda a entender os princípios da verdade e descobrir nossas falhas. A essa altura, me senti muito mais livre e, depois disso, fui capaz de cumprir meu dever normalmente.

Não demorou, e os grupos pelos quais eu era responsável estavam indo muito bem na vida de igreja, e os irmãos queriam comungar comigo sobre seus problemas. Mas, sem perceber, eu voltei a me concentrar naquilo que as pessoas pensavam de mim. Uma vez, numa reunião de obreiros, uma líder mencionou alguns problemas numa igreja e nos perguntou o que achávamos. Eu pensei: “Tantos irmãos estão aqui, e se eu tiver algumas percepções singulares, isso mostrará como eu sou capaz”. Mas fiquei pensando e pensando e não conseguia entender. Então a líder me perguntou o que eu pensava. Fiquei gaguejando e então fiz alguma sugestão ambígua. Logo depois, duas outras irmãs compartilharam seus pensamentos, e suas sugestões eram opostas à minha. O que disseram era bem-pensado, e o líder concordou com elas. Na hora, eu me senti desconfortável, pensando que não só tinha falhado em passar uma boa impressão, mas que tinha passado vergonha. O que a líder pensaria de mim? Ela pensaria que eu não tinha nenhuma percepção numa coisa tão simples, que não tinha crescido nem um pouco? Nos dias seguintes, surgiram alguns problemas nos grupos pelos quais eu era responsável. Eu não os entendia e deveria ter procurado ajuda imediatamente. Mas então pensei: se eu fizesse todas essas perguntas, isso não arruinaria a boa imagem que tinha construído? Por outro lado, eu sabia que problemas não resolvidos impediriam nosso trabalho, então improvisei uma estratégia: eu dividiria minhas perguntas e perguntaria pessoas diferentes, assim os problemas seriam resolvidos, mas eu não pareceria estar fazendo muitas perguntas como alguém que não sabia de nada. Quando me escondi desse jeito, meu estado foi piorando cada vez mais. Meus pensamentos ficaram mais confusos e comecei a ter dificuldades em muitas coisas. Então refleti e vi que, já que não tinha a percepção que costumava ter, o problema tinha de ser com meu estado. Assim, vim para diante de Deus e orei: “Deus, é evidente que tenho problemas, mas não ouso ser honesta e me abrir sobre minhas falhas. Sempre quero agir com grandeza. Por que é tão difícil perguntar quando não entendo? Meus lábios estão selados, e cumprir meu dever desse jeito é exaustivo. Por favor, guia-me para que eu conheça minha corrupção e mude”.

Depois, li algumas passagens das palavras de Deus que expuseram meu estado. Deus Todo-Poderoso diz: “Cometer erros ou fingir: quais destes se refere ao caráter? (Fingir.) Fingir envolve um caráter arrogante, envolve maldade e traição, e é desdenhado pelos outros e por Deus. […] Se você não tentar fingir nem inventar desculpas, todos dirão que você é honesto e sábio. E o que torna você sábio? Todos cometem erros. Todos têm falhas e defeitos. E, na verdade, todos têm o mesmo caráter corrupto. Não se ache mais nobre, perfeito e bondoso do que os outros; isso é ser totalmente insensato. Uma vez que os caracteres corruptos das pessoas e a essência e face verdadeira da corrupção do homem estiverem claros para você, seus erros não o surpreenderão e você não pressionará os outros quando eles cometerem um erro, mas encarará ambos corretamente. Somente então você será perceptivo e não fará coisas estúpidas, o que fará de você uma pessoa sábia. Aqueles que não são sábios sempre ficam pensando em seus erros pequenos, ao mesmo tempo que são sorrateiros nos bastidores. Ver isso é repugnante. Na verdade, o que você está fazendo é imediatamente evidente para as outras pessoas, mas você continua fingindo descaradamente. Para os outros, parece a apresentação de um palhaço. Isso não é burrice? É, realmente. Pessoas burras não têm sabedoria. Não importa quantos sermões ouçam, elas não entendem a verdade nem veem nada como realmente é. Sempre se colocam no pedestal, achando que são diferentes de todos os outros, pensando que são mais dignas — o que é burrice. Pessoas burras não têm entendimento espiritual, têm? As questões em que você é burro e insensato são as questões em que você não tem entendimento espiritual algum e não entende a verdade. É assim que é” (‘Os princípios que devem guiar a conduta da pessoa’ em “Registros das falas de Cristo dos últimos dias”). “Que caráter é esse quando as pessoas sempre exibem uma fachada, sempre se camuflam, sempre fingem para que os outros as admirem e não consigam ver suas falhas ou deficiências, quando sempre tentam apresentar seu melhor e mais perfeito lado às pessoas? Isso é arrogância, falsidade, hipocrisia, é o caráter de Satanás, é algo maligno. Veja os membros do regime satânico: não importa quanto lutem, briguem e matem nos bastidores, ninguém pode denunciar nem expor isso. E mais, eles fazem tudo que podem para encobrir. Em público, fazem o máximo que podem para encobrir seus atos, dizendo quanto amam as pessoas, quão maravilhosos, gloriosos e corretos eles são. Essa é a natureza de Satanás. Qual é o traço saliente desse aspecto da natureza de Satanás? (Artifícios e enganação.) E qual é o objetivo desses artifícios, dessa enganação? Enganar as pessoas, impedi-las de ver sua essência e como realmente são, e assim alcançar o objetivo de solidificar seu governo. As pessoas comuns talvez careçam desse poder e status, mas elas também desejam fazer com que os outros tenham uma boa opinião delas, que as pessoas as tenham em alta estima e lhes concedam um status alto em seu coração. É isso que é um caráter corrupto. Aqueles que não reconhecem essas coisas nunca mencionam as próprias falhas, deficiências e estados corruptos, e jamais falam sobre conhecer a si mesmos. O que eles dizem? ‘Eu acredito em Deus há muitos anos. Vocês não sabem o que estou pensando quando faço algo, o que eu levo em consideração, o que sou apto a fazer!’ Isso é um caráter arrogante? Qual é a característica principal de um caráter arrogante? Qual é o objetivo que querem alcançar? (Fazer com que as pessoas os admirem.) O propósito de fazer com que as pessoas os admirem é dar-lhes status na mente das pessoas” (‘Os princípios que devem guiar a conduta da pessoa’ em “Registros das falas de Cristo dos últimos dias”). Refletindo sobre as palavras de Deus, pude ver que, entre apresentar uma fachada falsa e errar nas coisas, as fachadas falsas são piores. Ninguém é perfeito, portanto, ter perguntas e cometer erros em seu dever é totalmente normal, mas o que está por trás de uma fachada são os caracteres satânicos da arrogância, astúcia e maldade. Sempre esconder suas imperfeições, permitir que as pessoas vejam apenas seu lado bom para que admirem você é o que Deus mais odeia. Uma pessoa sábia consegue encarar suas deficiências e usar isso para compensar aquilo que lhe falta. É uma chance de crescer. Mas os tolos e ignorantes, que carecem de autoconsciência, nunca conseguem aceitar suas falhas. Elas só fingem, o que significa que os problemas nunca são resolvidos e eles nunca crescem na vida. Lembrando-me do meu comportamento, percebi que eu era um dos tolos arrogantes expostos por Deus. Quando comecei a ir bem no meu dever, Achei que não era tão ruim, que era apta a ser uma líder de equipe. Era capaz de resolver problemas, então me elevei bastante e tinha uma opinião elevada de mim. Então, quando me deparava com coisas com que não sabia lidar, eu era cautelosa e indecisa, temendo dizer a coisa errada e arruinar minha boa imagem. E decidi expressar menos opiniões e fazer menos perguntas. Mesmo quando buscava ajuda, eu escolhia perguntas mais difíceis para exibir minhas habilidades, para que ninguém visse minhas dificuldades. Eu até fazia jogos, dividindo as perguntas entre pessoas, para que não fosse ignorada. Eu era arrogante e astuta sem qualquer autoconsciência, fingia de várias maneiras para que as pessoas me admirassem. Eu era tão tola, repugnante para Deus e as pessoas. Eu escondia minhas falhas para proteger meu nome e status, e os problemas em meu dever permaneciam sem solução. Eu estava atrasando o trabalho da casa de Deus. O que estava pensando? Eu era tão desprezível e maligna. Eu podia garantir minha posição a curto prazo fingindo, mas Deus inspeciona tudo, e, mais cedo ou mais tarde, eu seria eliminada por Deus por enganá-Lo, por atrasar o trabalho da igreja. Os anticristos prezam o status em especial e não poupam nem os interesses da casa de Deus para o bem de seu próprio status. Qual era a diferença entre meu caráter e perspectivas e os de um anticristo? E pensando sobre isso, como essa posição me beneficiava? Ela me impedia de admitir e encarar minhas falhas, e eu tinha perdido minha razão. Eu não queria buscar quando me deparava com problemas, mas passava a fingir e me tornava cada vez mais astuta. Eu acabaria na senda de um anticristo, enojando a Deus e sendo eliminada. Isso prejudicaria o trabalho da casa de Deus e me destruiria. Na época, percebi como era perigoso continuar daquele jeito. Era um alerta de que eu não devia continuar cumprindo meu dever daquele jeito.

Li mais das palavras de Deus com uma senda de prática, e isso me libertou ainda mais. Deus diz: “Algumas pessoas são promovidas e nutridas pela igreja; isso é uma grande oportunidade. Pode-se dizer que elas foram elevadas e agraciadas por Deus. Como, então, elas devem cumprir seu dever? O primeiro princípio que devem seguir é entender a verdade. Quando não entendem a verdade, elas devem buscar a verdade, e se, depois de buscar, elas ainda não entenderem, elas deverão procurar alguém para perguntar e com quem comungar; devem aprender a trabalhar em harmonia com os outros, fazer mais perguntas, buscar mais. Somente então elas serão capazes de resolver problemas corretamente e ser um benefício para os escolhidos de Deus e para o trabalho da igreja. Pois você está apenas no estágio de promoção e nutrição. Você não entende tudo. Então não finja que entende; essa é uma maneira tola de fazer as coisas. Se você não entende, você pode perguntar a outra pessoa, ou comungar com os outros, ou perguntar ao Alto — nada disso é vergonhoso. Mesmo quando você não pergunta, o Alto sabe que você não é nada, que você não tem nada. Buscar e comungar é o que você deveria estar fazendo. Esse é o senso que deve ser encontrado na humanidade normal e é o princípio que deve ser seguido por líderes e obreiros. Não há nada de vergonhoso em fazer essas coisas. Se você sempre tem a sensação de que, agora que você é líder, é vergonhoso ainda não entender os princípios e ainda ficar perguntando aos outros e ao Alto o tempo todo — e se, como resultado, você finge que entende, que sabe, que é capaz de fazer esse trabalho, que você é bom nesse trabalho e não precisa das dicas e da comunhão dos outros, que não precisa da provisão e do apoio de ninguém mais, então isso é perigoso; mais cedo ou mais tarde, você será substituído, pois isso é contrário às condições de promoção e nutrição da casa de Deus. Você se acha capaz, mas precisa perceber que, na verdade, você não é capaz de nada e está só no estágio de aprendizado e treinamento. Esse é o senso que você deve possuir. Buscar e comungar: é isso que você deve praticar” (‘Identificando falsos líderes (5)’ em “Registros das falas de Cristo dos últimos dias”). Refleti sobre isso e vi que a casa de Deus promove e cultiva pessoas para lhes dar uma chance de praticar. Não significa que elas entendem a verdade, conseguem resolver problemas e são aptas para o uso por Deus. Em sua prática, encontrarão todos os tipos de problemas reais e, se continuarem buscando e comungando, aos poucos começarão a entender diferentes aspectos dos princípios. Então poderão resolver problemas e cumprir bem o seu dever. Eu sabia que devia encarar minhas falhas e saber quem eu era, buscar mais verdade, discutir e comungar mais com os outros quando as coisas surgissem e dar tudo que tenho. Então, mesmo que algum dia ficasse claro que eu não tinha o calibre, que não estava à altura da tarefa, pelo menos minha consciência estaria limpa. Senti um grande alívio depois de refletir sobre isso. Eu não precisava continuar fingindo e usando uma máscara, mas devia ser honesta e encarar de frente as minhas falhas e deficiências.

Depois disso, nas nossas discussões de equipe, tentei ser honesta e compartilhar minhas opiniões. No início, hesitei um pouco, temia dizer a coisa errada e revelar que eu tinha um entendimento superficial e calibre pobre. Principalmente quando havia problemas que me deixavam insegura, as opiniões que eu compartilhava não eram muito claras. Então meu coração palpitava: “Todos vão perceber como sou?”. Mas eu me lembrava de que esse era meu nível atual e que não faria mal se eu fosse menosprezada. O que importa é ser uma pessoa honesta diante de Deus e expressar meus pensamentos e participar das discussões é o meu dever. É a única maneira de ter paz na vida. Depois disso, quando surgia uma pergunta no meu dever, e ia e perguntava a opinião dos outros. De vez em quando, eu ainda temia ser menosprezada. Mas quando pensava que esconder minhas falhar para proteger meu orgulho prejudicaria o trabalho da casa de Deus, eu fazia um esforço para me afastar desse impulso e procurava ajuda. Quando fiz isso, comecei a entender coisas que não tinha entendido antes e fiquei mais calma, mais em paz. Às vezes, os irmãos tinham um entendimento mais correto do que eu, e eu me perguntava se todos pensavam que eu não prestava para nada. Mas percebi que não era a forma correta de olhar para isso. Eu devia aprender com os pontos fortes dos outros para compensar minhas fraquezas. Isso não é um dom? Não fiquei aflita quando pensei sobre isso desse jeito, e, aos poucos, comecei a me sentir cada vez mais livre. Sou grata pela orientação de Deus que me permitiu experimentar como ser honesta traz liberdade e alegria, e agora tenho mais fé para colocar as palavras de Deus em prática.

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