Reflexões sobre não dispensar prontamente um falso líder

09 de Julho de 2023

Por Xiangran, Myanmar

Em agosto de 2021, fui escolhida como diaconisa de rega. Na época, eu regava recém-convertidos e espalhava o evangelho. Por não ter experiência evangelística, eu não tinha bons resultados no trabalho evangelístico. Um dia a líder arranjou que a irmã Janine fosse minha parceira para acompanhar o trabalho evangelístico. A irmã Janine entendeu rapidamente os problemas que todos estavam tendo no trabalho evangelístico, reuniu os irmãos para comunhão e análise e então compartilhou algumas experiências e abordagens bem-sucedidas. Aos poucos, eles ficaram mais animados no trabalho evangelístico e dominaram alguns princípios do trabalho. Não demorou, e mais de 20 pessoas no nosso vilarejo aceitaram a obra de Deus Todo-Poderoso nos últimos dias e mais e mais pessoas também a aceitavam em outros lugares. Logo estabelecemos uma nova igreja. Eu pensei: “Janine acredita há tanto tempo, tem calibre ótimo e é capaz em seu trabalho. Desde que ela veio, o trabalho evangelístico melhorou muito”. Eu a admirava muito. Achei que ela era uma obreira capaz e que buscava a verdade. Ela ficou com uma boa impressão de mim. Ela dizia que eu era responsável e assumia um fardo e, na frente dos outros, promovia meu bom calibre e minha capacidade. Fiquei muito surpresa ao ouvir isso. Descobri que ela me admirava muito e parecia que eu ocupava um bom lugar em seu coração. Fiquei tão feliz. Mais tarde, eu fui escolhida como líder e ainda fazia parceria com Janine no meu dever.

Em junho de 2022, eu me tornei pregadora, Janine foi escolhida como líder, e eu assumi seu trabalho. Mas o trabalho evangelístico de Janine não estava melhorando e eu não sabia por quê. Ela não se concentrava em nutrir os recém-convertidos e não se reunia com os obreiros evangelísticos e não comunicava nem resolvia os estados e as dificuldades em que os outros se encontravam. Fiquei muito preocupada quando vi esses problemas e lhe enviei uma mensagem para saber mais sobre seu trabalho, mas, apesar de a ler, ela não respondeu. Eu pensei: “Você é uma líder, como está sendo tão irresponsável com o trabalho da igreja?”. Eu estava furiosa. Eu queria lidar com ela e expor seus problemas, mas aí me lembrei de como tínhamos cooperado bem no passado e da boa impressão que ela mantinha de mim e de ter dito que eu era uma boa líder. Se eu lidasse com ela, a boa impressão que tinha de mim desapareceria? Achei melhor ficar calada para proteger nosso relacionamento. Assim, decidi não dizer nada. Eu só lhe enviei as responsabilidades de líderes e obreiros para ler e a informei do escopo de suas responsabilidades e do trabalho que ela deveria fazer para lhe dar um senso de fardo. Achei que tinha esclarecido as coisas e que ela saberia o que fazer em seguida e que seu trabalho evangelístico melhoraria aos poucos. Mas, após um tempo, seu trabalho ainda não dava resultados. Isso realmente me aborreceu. Ela não era assim antes, por que estava assim agora? Eu quis podá-la e lidar com ela, mostrar que ela estava sendo irresponsável no dever e que não fazia trabalho real, para ela corrigir sua atitude no dever. Mas então pensei: “Ela sempre me viu como uma boa líder e frequentemente elogiava o fardo que eu assumia pelo trabalho da igreja e que eu era paciente e compassiva. Se eu expuser seu problema, a boa impressão que ela tem de mim desaparecerá”. Assim, eu só lhe disse algumas palavras reconfortantes e a encorajei a arrumar mais tempo para reuniões e a acompanhar o trabalho da igreja. Quando Janine ouviu isso, ela disse que precisava corrigir sua atitude em relação ao dever e expressou que pretendia cumpri-lo bem no futuro. Muito feliz, eu pensei: “Dessa vez, Janine certamente cumprirá bem o dever. Se ela liderar os obreiros evangelísticos, seus resultados melhorarão”. Pouco tempo depois, minha irmã parceira me disse: “Como líder, Janine não acompanha o trabalho nem nutre as pessoas. Ela é líder só de nome e nunca faz trabalho real. Ela é uma falsa líder. Sugiro que ela seja dispensada e que outro líder seja escolhido. Assim, o trabalho da igreja poderá melhorar”. Outra irmã me mostrou que o fato de Janine não fazer trabalho real já tinha atrasado o trabalho da igreja e que ela deveria ser dispensada logo. Mas eu ainda achava que Janine era capaz e tinha calibre bom, que ela só passava por um período difícil porque sua família a oprimia e que, se ela revertesse seu estado, o trabalho evangelístico melhoraria. Assim eu adiei a dispensa dela. Mais tarde, o desempenho de Janine continuou a decair e os outros continuaram relatando que ela não tinha mudado, que dizia coisas agradáveis, mas não fazia nada. O retorno que eu recebi dos irmãos me deixou muito triste e senti que não a discernia bem. Orei a Deus, pedindo que me guiasse a aprender a discernir.

Mais tarde, li a palavra de Deus: “Como se pode julgar se um líder está cumprindo suas responsabilidades, ou se é um falso líder? O mais fundamental é observar se ele é capaz de fazer trabalho real, se ele tem ou não esse calibre. Em segundo lugar, observe se ele realmente faz trabalho real. Ignore o que diz a boca dele e que tipo de entendimento da verdade ele tem; não se concentre em se ele tem calibre, talentos ou dons no trabalho superficial que faz, se ele faz esse trabalho bem ou não — essas coisas não são importantes. O crucial é se ele é capaz de executar adequadamente o trabalho mais fundamental da igreja, se ele é capaz de resolver problemas usando a verdade, se ele consegue conduzir as pessoas para a realidade da verdade. Esse trabalho é o mais fundamental e essencial. Se ele é incapaz de fazer esse trabalho real, então não importam quão bom seja o calibre dele, quão talentoso ele é, quão capaz ele seja de suportar adversidade e pagar um preço, ainda assim ele é um falso líder. Algumas pessoas dizem: ‘Esqueça que ele não faz trabalho real agora. O calibre dele é bom, e ele é capaz. Treine-o por um tempo, e é certo que ele será capaz de fazer trabalho real. E mais, ele nunca fez nada ruim, não cometeu nenhum mal, nem causou interrupção ou interferência, também — como você pode dizer que ele é um falso líder?’. Como explicar isso? Não importam quão talentoso você seja, que calibre você tenha ou quão culto você seja; o que importa é se você faz ou não trabalho real, e se você cumpre as responsabilidades de um líder ou não. Durante seu tempo como líder, você participou de cada trabalho específico dentro do escopo de sua responsabilidade? Quantos problemas surgiram, que você resolveu efetivamente? Quantas pessoas entenderam os princípios da verdade por seu trabalho, liderança e orientação? Quanto do trabalho da igreja avançou e foi impulsionado? Isso é o que importa. Não importam quantos lemas saiba repetir, quantas palavras e doutrinas você dominou, quantas horas gaste trabalhando cada dia, quão exausto esteja. Não importam que distância tenha viajado, quantas igrejas visitou, quantos riscos assumiu, quanto sofreu — nada disso importa. Só veja quão eficiente o trabalho dentro do seu escopo de responsabilidades tem sido, se ele alcançou algum desfecho, quantos dos arranjos da casa de Deus e das metas que você deveria alcançar você alcançou, quantos deles você levou à realização, quão bem você os levou à realização, quão bem eles têm sido acompanhados, quantas questões relacionadas a problemas de descuido, desvios ou violações dos princípios que apareceram no trabalho você resolveu, retificou, compensou, e quantos problemas relacionados aos recursos humanos, à administração ou às várias tarefas de especialistas você ajudou a resolver, e se você os solucionou de acordo com os princípios e as exigências da casa de Deus, e assim por diante — todos estes são os padrões pelos quais se avalia se um líder ou um obreiro está cumprindo suas responsabilidades(A Palavra, vol. 5: As responsabilidades dos líderes e dos obreiros). Você não pode julgar se um líder é competente ou falso vendo se ele fala bem, nem analisando seu calibre, suas habilidades ou o número de suas boas ações. As coisas principais a verificar são se ele faz trabalho real, se é responsável e se consegue cumprir o dever de um líder. Janine tinha algum calibre e era uma obreira capaz, mas só dizia coisas agradáveis, sem agir de fato nem fazer um bom trabalho. Ela não fazia o trabalho que uma líder deveria fazer. Não parecia que ela fazia algo ruim ou maligno, mas, como líder, ela só enviava mensagens e repetia chavões. Ela nunca investigava as coisas nem acompanhava o trabalho da igreja. Ela não nutria os recém-convertidos que começavam a ter deveres. Quando outros tinham problemas na evangelização, ela não se comunicava nem resolvia as coisas e, muitas vezes, negligenciava seu dever. Eu a alertei muitas vezes esse tempo todo para que corrigisse sua atitude em relação ao dever e, embora ela prometesse mudar, continuava como antes e desaparecia de vista. O trabalho evangelístico parou e vários projetos não tinham resultados. Ela não refletia sobre si mesma e dispensava os irmãos com desculpas como não ter tempo para reuniões depois do trabalho ou que a pressão da família a dificultava ao cumprir um dever. Ficou claro com sua atitude para com o dever e seu comportamento que ela era uma falsa líder que não fazia trabalho real, como revelado por Deus, e que deveria ser dispensada logo. Mas eu não via as coisas nem discernia as pessoas com base na palavra de Deus. Eu só via a inteligência, o calibre e as capacidades de Janine. Achava que ela conseguia fazer trabalho, mas eu não via que trabalho ela realmente fazia nem que tipo de resultado ela obtinha. Eu ainda depositava minha esperança nela. Eu esperava que ela fizesse o trabalho da igreja melhorar como antes, por isso fiquei lhe dando outras chances. Como eu fui tola e ignorante! Minha irmã parceira tinha me dado um feedback sobre Janine e sugerido que ela fosse dispensada, mas eu insistia nas minhas opiniões, querendo dar chances para ela e apoiá-la mais, por isso eu não a dispensei prontamente, causando um impacto sério no trabalho da igreja. Vi que eu não fiz uma boa supervisão no dever, impactando o trabalho da igreja. Isso também não era o comportamento de um falso líder? Orei a Deus, pedindo que Ele me guiasse a conhecer minha corrupção.

Um dia li a palavra de Deus. “Alguns líderes de igreja, ao verem seus irmãos ou irmãs cumprindo seus deveres de forma descuidada e superficial, não os repreendem, embora devessem. Quando eles veem algo que é claramente prejudicial aos interesses da casa de Deus, fazem vista grossa e não investigam para não causar a menor ofensa aos outros. Na verdade, não estão mostrando consideração pelas fraquezas das pessoas; em vez disso, sua intenção é conquistar as pessoas, e eles estão plenamente cientes disso: ‘Se eu continuar assim e não causar ofensa a ninguém, pensarão que sou um bom líder. Terão uma opinião boa e elevada de mim. Eles me darão reconhecimento e gostarão de mim’. Não importa quanto dano seja feito aos interesses da casa de Deus e não importa quão grandemente o povo escolhido de Deus seja impedido em sua entrada na vida ou quão grandemente a sua vida de igreja seja perturbada, tais líderes persistem em sua filosofia satânica e não causam ofensa a ninguém. Nunca há um senso de autocensura no coração deles. Quando veem alguém causando perturbação e interrupção, no máximo, eles podem fazer, de passagem, uma menção casual dessa questão, e colocar fim nisso. Eles não comunicam a verdade nem apontam a essência do problema para essa pessoa e muito menos dissecam o estado dela. Eles nunca comunicam qual é a vontade de Deus. Os líderes falsos nunca expõem nem dissecam que tipo de erros as pessoas cometem com frequência nem os caracteres corruptos que elas revelam repetidamente. Não resolvem nenhum problema real, em vez disso, sempre toleram a má conduta e o extravasar de corrupção das pessoas, e permanecem indiferentes, por mais negativas e fracas que as pessoas estejam, meramente pregam umas palavras de doutrina, e fazem algumas exortações superficiais, tentando evitar conflitos. Como resultado, os escolhidos de Deus não refletem sobre si nem tentam conhecer a si mesmos, não ganham nenhuma resolução para as extravasões de vários tipos de corrupção e vivem em meio a palavras, frases, noções e imaginações sem qualquer entrada na vida. Até acreditam, em seu coração, que ‘Nosso líder tem até mais compreensão de nossas fraquezas do que Deus. Nossa estatura pode ser pequena demais para estar à altura das exigências de Deus, mas precisamos apenas satisfazer as exigências do nosso líder; ao obedecer ao nosso líder, estamos obedecendo a Deus. Se chegar um dia em que o alto substitua nosso líder, levantaremos a nossa voz; para manter nosso líder e impedir que ele seja substituído pelo alto, negociaremos com o alto e o forçaremos a concordar com as nossas exigências. É assim que defenderemos nosso líder’. Quando as pessoas têm tais pensamentos no coração, quando têm um relacionamento assim com o líder, e, em seu coração, sentem dependência, admiração, respeito e veneração em relação ao seu líder, então passam a ter uma fé cada vez maior nesse líder, são as palavras do líder que querem ouvir, e elas param de buscar a verdade nas palavras de Deus. Tal líder quase ocupou o lugar de Deus no coração das pessoas. Se um líder está disposto a manter tal relacionamento com o povo escolhido de Deus, se ele extrai um sentimento de prazer disso em seu coração e acredita que os escolhidos de Deus devem tratá-lo assim, então não há diferença alguma entre ele e Paulo, e ele já embarcou na senda dos anticristos(A Palavra, vol. 4: Expondo os anticristos, “Item Um”). A palavra de Deus revelou minhas intenções desprezíveis no dever. Vi que Janine não fazia trabalho real, mas não expus nem dissequei seu problema, nem a dispensei prontamente. Eu só a mimei e lhe dei chances de se arrepender. Mas eu não fiz isso por atenção a sua fraqueza nem por querer ajudá-la, minhas intenções reais eram manter a impressão que Janine tinha de mim como boa líder e ganhar a estima dos outros. Tínhamos sido parceiras em deveres antes, e ela sempre teve uma boa impressão de mim. Ela sempre me promovia como responsável pelo trabalho da igreja e como uma boa líder na frente dos outros. Se eu a expusesse e apontasse seus problemas e lidasse com ela, isso arruinaria nossa relação e a boa impressão acabaria. Para proteger essa impressão de boa líder, eu não expus seus problemas, não lidei com ela nem dissequei suas ações e conduta, o que a teria conscientizado de seus problemas e permitido que ela corrigisse seus hábitos. Eu só lhe ofereci algumas palavras de conforto e conselho, encorajei-a a participar de mais reuniões e a acompanhar o trabalho, só mencionando as coisas de passagem. Minha irmã parceira pediu várias vezes que eu dispensasse Janine de acordo com os princípios, mas eu temia que eu a ofendesse ao fazer isso e que ela deixasse de ter uma boa impressão, por isso adiei sua dispensa. Deus revela que os anticristos trabalham e falam em prol de nome e status, que, quando eles veem os outros violando os princípios nos deveres, eles não os criticam nem lidam com eles. Seu objetivo é ter um lugar no coração das pessoas, ganhar a estima dos outros e trazer as pessoas para diante de si. A fim de proteger a impressão que os outros tinham de mim, eu ignorei o trabalho da igreja e, quando identifiquei uma falsa líder que não fazia trabalho real, eu não a expus, nem lidei com ela, nem a substituí. Eu fiz isso para ter um lugar no coração das pessoas e levar todos a pensarem que eu era compassiva, paciente e uma boa líder. Eu não ajudava nem edificava os irmãos ao cumprir meu dever assim, e isso não os faria entender a verdade nem os traria para diante de Deus. Antes, isso os traria para diante de mim e faria com que me admirassem e adorassem. Assim eu enganava e conquistava as pessoas, trilhando a senda de um anticristo. Pensei nos anticristos removidos da igreja, expostos e expulsos um por um. Se eu continuasse assim sem me arrepender e mudar, eu seria removida e expulsa como eles. Então orei a Deus, pedindo que Ele me guiasse a refletir sobre a raiz dos meus fracassos.

Mais tarde, li uma passagem da palavra de Deus. “Quando algo surge, você vive segundo uma filosofia de vida e não pratica a verdade. Você sempre teme ofender os outros, mas não teme ofender a Deus e até sacrificará os interesses da casa de Deus para proteger suas relações interpessoais. Quais são as consequências de agir dessa forma? Você terá protegido muito bem suas relações interpessoais, mas terá ofendido a Deus, e Ele detestará e rejeitará você e Se irritará com você. O que é melhor, no final das contas? Se você não souber dizer, então está completamente confuso; isso prova que você não tem a mínima compreensão da verdade. Se continuar assim sem nunca acordar, o perigo é realmente grande e, no fim, você não poderá alcançar a verdade. Será você que terá sofrido uma perda. Se você não buscar a verdade nessa questão e se falhar, você será capaz de buscar a verdade no futuro? Se você ainda não conseguir, já não será mais uma questão de sofrer uma perda — no fim, você será expulso. Se você tiver as motivações e a perspectiva de uma ‘pessoa legal’, então, em todos os assuntos, você será incapaz de praticar a verdade e de obedecer aos princípios, e você sempre falhará e cairá. Se você não despertar e nunca buscar a verdade, então você será um incrédulo e jamais ganhará a verdade e a vida. O que, então, você deveria fazer? Quando confrontado com tais coisas, você deve clamar a Deus em oração, implorando pela salvação e pedindo que Deus lhe dê mais fé e força, para o capacitar a seguir o princípio, a fazer o que você deveria fazer, a lidar com as coisas de acordo com o princípio, a permanecer firme e proteger os interesses da casa de Deus e impedir que qualquer dano aconteça ao trabalho da casa de Deus. Se você for capaz de abandonar seus interesses pessoais, sua reputação e sua postura de uma ‘pessoa legal’, e se você fizer o que deveria fazer com um coração honesto e íntegro, então você terá derrotado Satanás e terá ganhado esse aspecto da verdade. Se você sempre viver segundo a filosofia de Satanás, mantendo seus relacionamentos com os outros e nunca praticando a verdade, não ousando obedecer aos princípios, então você será capaz de praticar a verdade em outros assuntos? Você não terá fé, não terá força. Se você nunca for capaz de buscar nem de aceitar a verdade, então tal fé em Deus lhe permitirá obter a verdade? (Não.) E se você não consegue obter a verdade, você pode ser salvo? Não pode. Se você sempre vive segundo a filosofia de Satanás, se carece completamente da realidade da verdade, então você nunca pode ser salvo. Deveria ser claro para você que obter a verdade é uma condição necessária para a salvação. Como, então, você pode obter a verdade? Se você for capaz de praticar a verdade, se conseguir viver segundo a verdade e a verdade se tornar a base da sua vida, então você ganhará a verdade e terá vida, e assim você será um daqueles que são salvos(A Palavra, vol. 3: As declarações de Cristo dos últimos dias, “Parte 3”). A palavra de Deus me mostrou que a razão pela qual eu estava protegendo meu status, imagem e relacionamentos e ignorando o trabalho da igreja era que eu era influenciada demais por filosofias mundanas e bajuladoras. Eu era influenciada por ideias satânicas e mundanas como “calar diante das falhas de bons amigos ajuda a criar uma amizade boa e duradoura”, e “mantenha boas relações com aqueles que você não pode evitar”. Eu achava que, para que os outros gostassem de você e o admirassem, você tinha que ser bondoso e meigo e que jamais podia ser ríspido com as pessoas, que, quando visse os problemas dos outros, bastava mencioná-los de passagem, que você não devia ser severo demais nem ofender ninguém e que, assim, todos gostariam de você. Eu vivia segundo essas ideias bajuladoras, e quando vi que Janine não estava fazendo trabalho real, eu não a expus, não lidei com ela nem a dispensei. Eu tinha protegido o status e a imagem, mas, ao não expor os problemas de Janine e não a dispensar prontamente, eu tinha atrasado o trabalho evangelístico. Eu tinha colocado meu status, minha reputação e meus relacionamentos acima do meu dever e, para proteger o status e a imagem, eu não protegi o trabalho da igreja. Eu fui muito egoísta e desprezível. Essas ideias bajuladoras tinham me deixado cada vez mais escorregadia, desonesta e desprovida de humanidade. As palavras de Deus dizem: “Todos os que ficam em cima do muro são os mais sinistros. Tentam não ofender ninguém, agradam às pessoas, aceitam as coisas e ninguém consegue ver quem realmente são. Uma pessoa assim é um Satanás vivo!(A Palavra, vol. 3: As declarações de Cristo dos últimos dias, “Só pela prática da verdade é possível se livrar dos grilhões de um caráter corrupto”). Deus despreza e odeia os bajuladores. Você nunca pode ganhar a verdade nem ser salva confiando em ideias bajuladoras. Quando percebi isso, eu me assustei bastante. Sabia que eu tinha transgredido diante de Deus e que, se eu não corrigisse esse estado e não me arrependesse, eu seria abandonada e expulsa por Deus. A palavra de Deus também apontou uma senda de prática para mim, que, quando quero proteger nome e status, devo orar mais a Deus, pedir-Lhe que dê força e então agir com princípios e aprender a cumprir o dever com um coração honesto. Isso não beneficia somente a entrada dos irmãos na vida, mas também o trabalho da igreja. Eu orei a Deus dizendo que praticaria a verdade, agiria com princípios e protegeria os interesses da igreja.

Depois disso, eu li a palavra de Deus. “Manter-se informado sobre as circunstâncias dos supervisores de trabalhos diferentes e do pessoal responsável por vários trabalhos importantes e realocá-los ou substituí-los prontamente quando necessário, a fim de impedir ou mitigar perdas causadas por empregar pessoas inadequadas e garantir a eficácia e o progresso tranquilo do trabalho(A Palavra, vol. 5: As responsabilidades dos líderes e dos obreiros). “Parte das obrigações dos líderes e trabalhadores é saber o que está acontecendo com as pessoas encarregadas dos vários projetos e com as que são responsáveis por trabalhos importantes. Então, quem é esse pessoal? Os mais fundamentais são os líderes de igreja, seguidos pelos supervisores de equipe e líderes de equipe. As pessoas encarregadas de vários projetos e as que são responsáveis por trabalhos importantes: não é crítico e de grande importância entender e garantir que eles possuam a realidade da verdade, têm princípios em suas ações e consigam fazer bem o trabalho da igreja? Se os líderes e obreiros ganham um entendimento correto da situação dos principais supervisores responsáveis por vários projetos e fazem ajustes apropriados no pessoal, isso é como vigiar cada programa de trabalho. É equivalente a cumprir seu dever e responsabilidade. Se esse pessoal não estiver disposto corretamente e surgir um problema, o trabalho da igreja será profundamente impactado. Se esse pessoal tiver boa humanidade, possuir um fundamento na fé, for responsável ao lidar com as questões e for capaz de buscar a verdade para resolver problemas, então encarregá-los do trabalho evitará muitos problemas. O importante é que o trabalho possa progredir sem problemas. Mas se os supervisores de equipe não forem confiáveis, forem de humanidade pobre, não tiverem um comportamento bom e não colocarem a verdade em prática — e, além disso, tenderem a causar perturbações —, isso terá um impacto negativo sobre o trabalho pelo qual eles são responsáveis e sobre a entrada na vida dos irmãos e irmãs que eles lideram. É claro que esse impacto pode ser grande ou pequeno. Se apenas faltar seriedade aos supervisores e eles forem negligentes nos deveres, isso pode causar atrasos no trabalho; o progresso será um pouco menor; e o trabalho, um pouco menos eficiente. No entanto, se for um anticristo, o problema é sério: não é questão de o trabalho ser um pouco ineficiente e ineficaz — ele perturbará e prejudicará todo o trabalho pelo qual são responsáveis. E assim, manter-se informado do status das pessoas encarregadas de vários projetos e das que são responsáveis por trabalho importante, e fazer ajustes e dispensas oportunos quando se descobrir que alguém não está fazendo trabalho prático, não é uma obrigação da qual os líderes e trabalhadores possam se esquivar — é um trabalho muito sério e muito importante. Se líderes e trabalhadores conseguem ficar a par da personalidade das pessoas encarregadas de vários projetos e das pessoas responsáveis por trabalho importante, e sua atitude em relação ao seu dever e à verdade, bem como de seus estados e manifestações durante cada período e em cada estágio, e conseguem ajustar ou tratar dessas pessoas prontamente de acordo com as circunstâncias, então o trabalho pode progredir continuamente. Inversamente, se essas pessoas perderem o controle e não fizerem trabalho real nas igrejas, e os líderes e os obreiros não forem rápidos em identificar isso e fazer ajustes, mas esperarem até que problemas sérios de todo tipo apareçam, causando perdas substanciais ao trabalho da casa de Deus antes de, casualmente, tentar tratá-los, fazer ajustes e retificar e redimir a situação, esses líderes e obreiros são vadios. São genuínos falsos líderes que devem ser substituídos e expulsos(A Palavra, vol. 5: As responsabilidades dos líderes e dos obreiros). A palavra de Deus me mostrou que um líder é obrigado a investigar prontamente o status do supervisor de cada projeto e outros funcionários importantes e dispensar ou transferir prontamente qualquer pessoa inapta que encontrar para garantir o desenvolvimento bem-sucedido dos projetos da igreja. Quando ele identifica um supervisor, líder ou obreiro que não esteja fazendo trabalho real, impactando e atrasando o trabalho da igreja, ele precisa se comunicar prontamente com ele e, se ele não mudar e não puder nem prestar serviço, ele precisa ser transferido ou dispensado prontamente. Isso beneficia o trabalho da igreja. Fique com aqueles que são aptos e dispense aqueles que não são, dê comunhão e ajuda aos que precisam dela, trate os que precisam ser tratados e nutra aqueles que buscam a verdade. Janine tinha sido superficial, não tinha assumido um fardo e tinha sido irresponsável no dever o tempo todo. Os líderes tinham se comunicado com ela muitas vezes, porém ela nunca mudou. Isso estava impactando seriamente o trabalho da igreja. Ela realmente era uma falsa líder que não fazia trabalho real e precisava ser dispensada imediatamente, mas uma pessoa responsável com humanidade boa precisava ser nutrida. Isso beneficiaria o trabalho da igreja e permitiria que o trabalho evangelístico se desenvolvesse sem problemas. Agora meu coração estava totalmente claro e iluminado e eu fiz uma promessa a Deus: “Quando eu me deparar de novo com esse tipo de problema, eu praticarei de acordo com os princípios e cumprirei minhas responsabilidades”. Também pedi que Deus me guiasse a praticar a verdade.

Mais tarde, eu falei com Janine sobre cada um de seus problemas, expondo-a como uma falsa líder que não fazia trabalho real. Vi que ela estava furiosa e não ousei dizer mais nada. Eu pensei: “Se eu expuser mais de seus problemas, nosso relacionamento ficará todo travado e a boa impressão que ela tem de mim estará arruinada”. Então percebi que eu estava caindo nos velhos hábitos, por isso orei a Deus: “Deus, quero praticar a verdade, cumprir o dever, comunicar o que preciso comunicar e parar de me importar com a imagem que os outros têm de mim. Por favor, dá-me força para superar as restrições do meu caráter corrupto”. Depois de orar, continuei me comunicando com Janine, mencionando seus problemas um por um, e expondo sua falta de trabalho real. Embora não gostasse, na hora, no fim ela disse que, sem minha exposição e crítica, ela não teria visto seus problemas. Ela admitiu a profundeza de sua corrupção e disse que queria mudar e que ela aceitaria como a igreja quisesse lidar com ela. Agradeci a Deus quando ela disse isso. Ao praticar as palavras de Deus, meus relacionamentos não foram destruídos como eu tinha imaginado, e eu senti uma paz e tranquilidade enormes. Depois de dispensar Janine, escolhemos outro irmão para supervisionar o trabalho evangelístico. Ele assumiu seu dever e liderou os outros a compartilhar o evangelho. Depois de um tempo, o trabalho evangelístico melhorou.

Essa experiência me fez perceber que confiar num caráter satânico no dever não só prejudica a nós mesmas, mas também impacta o trabalho da igreja. Só cumprir seu dever de acordo com a palavra de Deus e os princípios da verdade está alinhado com a vontade de Deus.

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