Aqueles que agradam às pessoas podem ganhar a salvação de Deus?

30 de Outubro de 2020

Por Hao Zheng, China

Sou de um vilarejo pobre e atrasado da montanha, com costumes antigos e relações interpessoais complicadas. Fui muito influenciado por aquele ambiente e as coisas que meus pais diziam, como “Pense antes de falar e então fale com reservas”, “O silêncio é de ouro, a palavra é de prata, e quem fala muito erra muito”, “Calar diante das falhas de bons amigos ajuda a criar uma amizade boa e duradoura”, “Use palavras boas, em harmonia com o sentimento e a razão do outros, já que ser franco aborrece”. Todas essas filosofias se tornaram palavras de sabedoria na minha vida. Mesmo com meus irmãos, eu sempre os observava com cuidado, tentando dizer coisas gentis e elogiosas para deixá-los felizes. Quando um deles fazia algo e meus pais me perguntavam quem tinha feito, eu sempre dizia que não sabia, por isso meus irmãos gostavam de mim. Minha mãe também sempre dizia que eu era um bom menino. Depois de sair de casa, tanto com os amigos ou com todos os tipos diferentes de pessoas, eu estava sempre pisando em ovos para proteger meus relacionamentos. Nunca fazia nada que pudesse ofender alguém nem nunca discutia com ninguém. Se outra pessoa me ofendesse, eu a perdoava e não criava caso. Muitas vezes, eu saía perdendo e me sentia reprimido e irritado, mas era fiel ao ditado: “O silêncio é de ouro, e quem fala muito erra muito” e simplesmente engolia meus sentimentos. Entre parentes e amigos, fiquei conhecido como uma pessoa simpática. Eu era elogiado por todos por ser daquele jeito, mas eu sempre sentia aquela pressão e dor no meu coração que eu não conseguia descrever. Eu estava sempre em alerta para não ofender ninguém e nunca ousava me abrir de verdade a uma pessoa. Eu estava sempre bajulando e apresentando uma fachada para proteger meus interesses. Era um jeito doloroso, cansativo e angustiante de viver. Eu sempre me perguntava: “Quando meu sofrimento terminará? Como posso levar uma vida mais fácil?” Quando eu estava perdido e em dor, Deus Todo-Poderoso estendeu Sua mão de salvação para mim.

Em 1998, tive a boa sorte de aceitar a obra de Deus Todo-Poderoso dos últimos dias. As palavras de Deus Todo-Poderoso me ensinaram que Deus se tornou carne e veio para salvar a humanidade, principalmente para resolver nossos caracteres corruptos e permitir que vivamos uma semelhança humana. Deus Todo-Poderoso diz: “Vocês devem saber que Deus gosta de pessoas honestas. Deus tem a substância da fidelidade, então Sua palavra é sempre digna de confiança; além disso, Suas ações são irrepreensíveis e inquestionáveis. É por isso que Deus gosta daqueles que são absolutamente honestos com Ele” (‘Três admoestações’ em “A Palavra manifesta em carne”). “Meu reino exige os que são honestos, os que não são hipócritas nem enganadores. As pessoas sinceras e honestas não são impopulares no mundo? Sou exatamente o oposto. É aceitável que as pessoas honestas venham a Mim; fico feliz com esse tipo de pessoa e também necessito desse tipo de pessoa. Essa é precisamente a Minha justiça” (‘Capítulo 33’ das Declarações de Cristo no princípio em “A Palavra manifesta em carne”). Deus nos manda ser honestos, simples e abertos, que esse é o único jeito de entrar no reino dos céus. Quando li isso, senti que esse era um jeito mais fácil e mais feliz de viver e almejei ser honesto como Deus exige. Em interações e reuniões com irmãos e irmãs, percebi que todos eles eram honestos e falavam abertamente. Eram sinceros e genuínos. Quando tinham uma opinião sobre alguém ou viam alguém revelando corrupção, eles apontavam isso para ajudar e podiam se abrir e falar sobre o conhecimento de si mesmos. Isso realmente me surpreendeu, pois sempre achei que nãos se pode expressar opiniões sobre as pessoas, que ao ser honesto, eu ofenderia os outros e me prejudicaria. Mas eu não precisava me preocupar com isso ali. Eles não eram falsos como as pessoas no mundo e pediam perdão quando machucavam alguém. Eles sempre pensavam nos outros. Eu sabia que eles praticavam e viviam aquilo totalmente graças à obra e às palavras de Deus Todo-Poderoso. Isso me deu uma certeza ainda maior de que as palavras de Deus Todo-Poderoso são a verdade e o caminho verdadeiro, que elas purificam e mudam as pessoas, e eu realmente queria ser uma pessoa honesta. Mas as filosofias de vida de Satanás estavam arraigadas em mim havia muito tempo, tornando-se minhas regras de sobrevivência. Em minhas interações com irmãos e irmãs, sem perceber, eu ainda confiava nessas filosofias satânicas. Eu tinha medo de me abrir e falar do coração, de ofender alguém ou danificar minha reputação. Continuei sendo cauteloso para proteger meus relacionamentos e senti que ser honesto era realmente difícil. Então, para me purificar e mudar, Deus arranjou com cuidado o ambiente certo para revelar minha corrupção e deficiências, conduzindo-me para a realidade de ser uma pessoa honesta.

Mais tarde, comecei a trabalhar como líder de equipe com o irmão Li. Nós nos dávamos muito bem, e ele me ajudava em muitas coisas. Mas em nosso dever, descobri que ele era arrogante, teimoso e não seguia os princípios. Sempre que eu queria dizer algo, quando estava prestes a abrir a boca, eu acabava engolindo as palavras. Pensei: “Se eu o criticar, ele dirá que não tenho consciência, que ele tem sido bondoso comigo, mas que estou sempre apontando seus problemas. E se ele se tornar preconceituoso contra mim e não conseguirmos mais trabalhar juntos em nosso dever?” Nunca falei com ele sobre isso a fim de proteger nosso relacionamento. Mais tarde, o irmão Li impactou seriamente o trabalho da igreja por ser arrogante e negligenciar seus deveres, e ele foi substituído. Apesar disso, ainda não refleti sobre mim mesmo. Mas então, certo dia, fui à casa do irmão Li para fazer algo, a esposa dele me disse: “Parte da culpa de meu marido ter sido substituído é sua. Se você o tivesse alertado e ajudado, é possível que ele não teria agido de forma tão teimosa e descuidada em seu dever e interromper o trabalho da igreja. Por que não consegue defender o trabalho da igreja? Você quer agradar às pessoas, você não pratica a verdade!” Ouvi-la dizer isso foi devastador, e senti mais vergonha do que nunca. Após ir embora, não consegui deixar de chorar. Orei a Deus em minha dor, dizendo: “Ó, Deus, Tu permitiste que essa irmã lidasse comigo e me repreendesse hoje, mas eu não me conheço de verdade. Por favor, ilumina-me e guia-me”. Após orar, fui me acalmando aos poucos, e comecei a pensar sobre o tempo em que trabalhei com o irmão Li. Vi que estive vivendo segundo as filosofias de vida de Satanás. Eu tinha visto claramente como ele tinha violado os princípios, mas não o impedi nem o ajudei. Tive muito medo de ofendê-lo e de prejudicar nossa relação de trabalho. Eu tinha uma responsabilidade no fato de o irmão Li ter chegado àquele ponto. Me senti cada vez mais culpado e arrependido.

Mais tarde, li uma passagem das palavras de Deus. “Tem que haver um padrão para se ter boa humanidade. Não envolve tomar a senda da moderação, não aderir a princípios, se esforçar para não ofender ninguém, bajular em todo lugar para onde for, ser tranquilo e astuto com todos a quem encontrar e fazer com que todos se sintam bem. Esse não é o padrão. Então, qual é o padrão? Ele inclui tratar Deus, outras pessoas e eventos com um coração verdadeiro, ser capaz de assumir responsabilidade e fazer tudo isso de uma forma que seja evidente para todos verem e sentirem. Além disso, Deus sonda o coração das pessoas e as conhece, cada uma delas. Algumas pessoas sempre se gabam de possuir boa humanidade, alegando nunca terem feito nada de mau, roubado bens de outros ou cobiçado coisas de outras pessoas. Elas até chegam ao ponto de permitir que outros se beneficiem à sua própria custa quando há litígio por interesses, preferindo sofrer perda, e nunca dizem nada de mau sobre ninguém só para que todos os demais pensem que elas são boas pessoas. Contudo, ao cumprirem seus deveres na casa de Deus, elas são astutas e evasivas, sempre tramando para si mesmas. Elas nunca pensam nos interesses da casa de Deus, nunca tratam como urgentes as coisas que Deus trata como urgentes, nem pensam como Deus pensa e nunca conseguem colocar de lado seus próprios interesses com o intuito de cumprir seus deveres. Elas nunca renunciam aos seus próprios interesses. Até quando veem malfeitores cometendo o mal, elas não os expõem; elas não têm quaisquer princípios. Esse não é um exemplo de boa humanidade. Não dê atenção ao que tal pessoa diz; você deve ver o que ela vive, o que revela, qual é sua atitude quando cumpre seus deveres e também qual é seu estado interior e o que ela ama. Se seu amor por sua própria fama e fortuna excede sua lealdade a Deus, se seu amor por sua própria fama e fortuna excede os interesses de Deus, ou se seu amor por sua própria fama e fortuna excede a consideração que demonstra por Deus, então ela não é uma pessoa com humanidade. Seu comportamento pode ser visto pelos outros e por Deus; portanto, é muito difícil que tal pessoa ganhe a verdade” (‘Dê seu real coração a Deus e você poderá obter a verdade’ em “Registros das falas de Cristo”). As palavras de Deus me mostraram que ser uma boa pessoa não é ser agradável. Não é se dar bem com as pessoas nem ganhar sua aprovação. É voltar seu coração para Deus, ser leal, praticar a verdade para defender o trabalho da casa de Deus, seguir os princípios da verdade e ajudar e apoiar as pessoas espiritualmente em sua vida. Mas mesmo vendo o irmão Li sendo teimoso e violando a verdade muitas vezes e sendo arrogante e não aceitando as sugestões de outros, mesmo sabendo que isso era ruim para ele e para o trabalho da casa de Deus, ainda assim segui a filosofia satânica de “Calar diante das falhas de bons amigos ajuda a criar uma amizade boa e duradoura”. Fiz vista grossa. Não o ajudei nem falei sobre isso com um líder da igreja. Só assisti enquanto o trabalho da igreja era prejudicado. Não consegui sacrificar meu prestígio para praticar a verdade e ser responsável. Fui tão egoísta, desprezível e enganoso! Eu estava permitindo seu pecado. Eu estava ficando do lado de Satanás. Eu me tornei uma pessoa desprezível e interesseira por medo de ofender alguém. Eu não tinha senso de justiça e não era uma pessoa nada boa. Buscando ser um “homem agradável”, virei uma pessoa enganosa que agradava aos outros, coisa que Deus despreza. Lá fora no mundo, tudo bem ser assim, mas na casa de Deus, é repugnante para Ele. Então percebi que não praticar a verdade, mas ser bonzinho para proteger relacionamentos realmente prejudica as pessoas. Pela primeira vez na vida, minha visão de ser uma pessoa boa foi abalada. Vi que seguir filosofias satânicas em meus relacionamentos era totalmente errado e, dessa vez, ao ser tratado, fiquei com uma impressão profunda sobre mim da qual jamais me esquecerei. Senti que meu irmão tinha cometido uma transgressão, mas que eu tinha ficado com uma dívida eterna. Por meio do julgamento e castigo de Deus, ganhei um entendimento da minha busca equivocada ao longo dos anos e não queria mais viver daquele jeito. Tornei-me disposto a ser uma pessoa honesta e idônea como Deus exige. Eu queria trabalhar para ser uma pessoa honesta, mas visto que minha corrupção e meu caráter satânico eram tão profundos e eu não entendia totalmente nem odiava minha natureza e essência de querer agradar às pessoas, eu não mudei de verdade. Pouco tempo depois, eu estava de volta fazendo as mesmas coisas.

O marido da irmã Zhang, de um vilarejo próximo, era um bandido local perverso que atrapalhava a fé dela. Sempre que a via saindo para uma reunião, ele criava confusão com outros irmãos e irmãs, de modo que eles não tinham paz. Certa vez, ela saiu para uma reunião. Um dos irmãos tinha ajuntado um monte de madeiras para construir uma casa. O marido incendiou todas elas. O líder da igreja disse a ela: “Não venha às reuniões. Precisamos manter todos seguros. Faça seus devocionais e leia as palavras de Deus sozinha em casa”. Mas, depois de um tempo, ela quis tanto participar de uma reunião, que veio até a nossa vila para se encontrar com a irmã Wang. Sem saber o que fazer, a irmã Wang veio falar comigo. Eu sabia muito bem que os interesses da igreja deveriam vir em primeiro lugar, que a irmã Zhang deveria ir para casa. Mas então pensei: “Não sou um líder da igreja. O que os outros pensarão se essa for a decisão errada? Além disso, se a irmã Zhang descobrir que eu a impedi de vir à reunião, o que ela pensará de mim?” Diante disso, contornei o problema de forma bem-educada, dizendo: “Você deveria falar com um líder da igreja sobre isso. Vá procurar um deles”. No fim, ela não conseguiu achar nenhum líder, então deixou que a irmã Zhang ficasse.

Na noite seguinte, eu estava em casa fazendo meus devocionais e ouvindo hinos das palavras de Deus quando, de repente, ouvi alguém batendo com violência à porta. Na hora que meu filho abriu a porta, três ou quatro sujeitos grandes com porretes invadiram a casa e depois mais quatro ou cinco saltaram do meu telhado. Eles me jogaram na cama e, sem uma palavra, me deram uma surra violenta. Fiquei muito assustado. Orei e clamei a Deus sem parar. Quando a dor estava ficando insuportável, a estrutura da cama cedeu, e eu caí no chão. Aqueles brutamontes acharam que eu tinha sido gravemente ferido e fugiram. Pensei que, depois de uma surra daquela, eu certamente teria alguns ossos quebrados, mas, surpreendentemente, foram apenas feridas superficiais sem ossos fraturados. Eu sabia que eram o cuidado e a proteção de Deus. No dia seguinte, descobri que o marido da irmã Zhang sabia que ela estava indo a uma reunião e pensou que eu tinha arranjado tudo, assim mandou aqueles homens me baterem. Percebi que aquilo aconteceu porque eu não tinha seguido os princípios. Se eu tivesse seguido e impedido a irmã Zhang de participar da reunião, as coisas nunca teriam chegado a isso. Levei uma surra daqueles bandidos só porque fui egoísta e desprezível. Eu só me preocupava com meus próprios interesses e era um “homem bonzinho” que não praticava a verdade. Eu tinha causado aquilo.

Mais tarde, vim para diante de Deus em busca e reflexão: por que eu não conseguia parar de proteger meus interesses e de querer agradar às pessoas? Por que eu não conseguia pôr em prática, mesmo sabendo a verdade? Uma vez, li estas palavras de Deus: “Satanás corrompe as pessoas por meio da educação e da influência de governos nacionais, dos famosos e grandes. Suas palavras diabólicas têm se tornado parte da vida-natureza do homem. ‘Cada um por si e o demônio pega quem fica por último’ é um ditado satânico popular que tem sido plantado em cada um e tem se tornado a vida do homem. Existem outros dizeres das filosofias para viver que também são semelhantes. Satanás usa a boa cultura tradicional de cada nação para educar as pessoas, fazendo com que a humanidade caia e afunde em um abismo de destruição sem limites, e no fim as pessoas são destruídas por Deus por servirem a Satanás e resistirem a Deus. […] Ainda restam muitos venenos satânicos na vida das pessoas, em sua conduta e comportamento; elas possuem quase nenhuma verdade. Por exemplo, suas filosofias para viver, suas maneiras de fazer as coisas e suas máximas estão todas repletas dos venenos do grande dragão vermelho, e todas elas vêm de Satanás. Assim, todas as coisas que fluem pelos ossos e sangue das pessoas são todas coisas de Satanás. Todas aquelas autoridades, aqueles que detêm o poder e aqueles que estão realizados têm suas sendas e seus segredos próprios para o sucesso. E tais segredos não são representantes perfeitos de sua natureza? Eles fizeram coisas tão grandes no mundo, e ninguém consegue enxergar os esquemas e as intrigas que estavam por trás deles. Isso mostra apenas como é insidiosa e venenosa a sua natureza. A humanidade foi profundamente corrompida por Satanás. O veneno de Satanás flui pelo sangue de cada pessoa, e pode-se ver que a natureza do homem é corrupta, maligna e reacionária, repleta das filosofias de Satanás e imersa nelas — é, em sua totalidade, uma natureza que trai a Deus. É por isso que as pessoas resistem a Deus e se opõem a Deus” (‘Como conhecer a natureza do homem’ em “Registros das falas de Cristo”). Ao refletir sobre isso, encontrei a raiz do problema. Eu sempre agradava às pessoas e não conseguia praticar a verdade por estar repleto destas filosofias e venenos de Satanás: “O silêncio é de ouro, a palavra é de prata, e quem fala muito erra muito”, “Quando você sabe que algo está errado, é melhor dizer menos”, “Pessoas sensatas sabem se proteger e evitam cometer erros”, “Pense antes de falar e então fale com reservas”, “Calar diante das falhas de bons amigos ajuda a criar uma amizade boa e duradoura”. Eu vivia segundo essas palavras, eram minhas regras de conduta, e fazia de tudo para ser um homem agradável com base nessas coisas. Em todas as minhas interações, eu só pensava em não ofender as pessoas, em como fazer com que as pessoas me elogiassem e admirassem. Eu tinha aperfeiçoado as filosofias escorregadias e enganosas de Satanás, e passei a revelá-las naturalmente. Mesmo que eu parecesse ser uma pessoa boa no mundo e as pessoas me elogiassem como um homem agradável, eu estava bem longe de ser uma pessoa boa. E o que eu estava ganhando vivendo segundo os venenos de Satanás? Perdi a inocência que uma criança deveria ter quando era pequeno e apresentava uma fachada falsa a todos. Eu era muito cuidadoso e sempre observava os outros quando falava e agia. Eu vivia em alerta com todos. Nunca me abria nem falava de coração com ninguém e era enganoso até com minha própria família. Eu ia contra a minha própria consciência com frequência e traía minha dignidade e integridade, porque eu temia ofender os outros. Eu nunca ousava defender o que era justo, comprometia minha integridade só para proteger minha imagem e me forçava a sorrir mesmo quando estava com raiva. Essas coisas não só me impediam de viver uma humanidade normal, mas eu também era egoísta, desprezível, enganoso e não discernia entre bem e mal. Viver segundo essas filosofias satânicas me rendeu os elogios de outros no momento, mas era como estar preso por algemas invisíveis, muito bem amarradas. Eu não podia falar nem agir livremente. Eu não tinha nenhuma liberdade e estava deprimido e em dor. Agora, consegui ver que o esforço de querer agradar às pessoas, na verdade, não me tornava uma pessoa boa, mas uma pessoa astuta, de coração sombrio que não buscava a verdade. Eu estava me opondo a Deus e O traindo. Eu nunca poderia ser salvo sem o julgamento e castigo de Deus. Então percebi que Deus tinha permitido que aqueles bandidos me dessem uma surra. Ele estava me alertando para que eu viesse para diante Dele e refletisse sobre mim mesmo, conhecesse a essência e as consequências de querer agradar às pessoas e me arrependesse.

Por comunicar sobre as palavras de Deus, vi a natureza e a essência de ser daquele jeito bem como seus perigos e consequências. Orei a Deus, disposto a buscar a verdade, ser liberto das amarras das filosofias de Satanás e ser honesto de acordo com as palavras de Deus. Uma vez, descobri que a irmã Lin tinha sido transferida para outra igreja e escolhida como diaconisa. Eu sabia que ela era uma pessoa muito enganosa e que tinha sido muito astuta em seu dever na igreja antes, dizendo uma coisa e fazendo outra. Eu sabia que uma pessoa tão enganosa não deveria ser diaconisa na igreja e que eu deveria defender o trabalho da igreja. Decidi escrever uma carta ao líder daquela igreja explicando a situação. Mas, quando coloquei a mão na caneta, hesitei, pensando: “Isso é um assunto da igreja deles. Talvez o líder de lá diga que estou ultrapassando meus limites e me metendo onde não devo.” Então, pensei em algumas das palavras de Deus: “Todos vocês dizem que têm consideração pelo fardo de Deus e que defenderão o testemunho da igreja, mas quem dentre vocês realmente foi atencioso com o fardo de Deus? Perguntem a si mesmos: Você é alguém que demonstrou consideração pelo fardo de Deus? Você pode praticar a justiça para Deus? Você pode se levantar e falar por Mim? Você pode colocar a verdade em prática firmemente? Você tem coragem suficiente para lutar contra todos os atos de Satanás? Você seria capaz de colocar suas emoções de lado e expor Satanás em prol da Minha verdade? Você pode permitir que Minhas intenções sejam cumpridas em você? Você ofereceu seu coração nos momentos mais cruciais? Você é alguém que faz a Minha vontade?” (‘Capítulo 13’ das Declarações de Cristo no princípio em “A Palavra manifesta em carne”). Cada uma das palavras de Deus falou ao meu coração e pude sentir a vontade urgente de Deus, esperando que as pessoas praticassem a verdade e defendessem a justiça, que ousassem dizer “não” às forças de Satanás e assumissem responsabilidade de defender a obra de Deus. Ele não quer que calculemos nossos ganhos e perdas, mas priorizemos os interesses da igreja. Quando entendi a vontade de Deus, encontrei a confiança para colocar a verdade em prática, assim escrevi aquela carta ao líder da outra igreja sobre a irmã Lin. Alguns dias depois, o líder me disse que eles tinham investigado o assunto e confirmado que a irmã Lin era uma pessoa enganosa e assim mudaram o dever dela. Ver esse resultado foi confortante e me deixou à vontade. Vi que ser honesto é maravilhoso e pude fazer algo significativo. Mais tarde, alguns irmãos e irmãs me contaram que escrever aquela carta para proteger os interesses da igreja mostrou que eu realmente tinha mudado e que eu tinha ganho um senso de justiça. Fiquei muito comovido quando ouvi isso deles. Eu sabia em meu coração que praticar a verdade, ter mudado um pouquinho, era tudo devido ao julgamento e castigo de Deus. Dou graças a Deus Todo-Poderoso pela minha salvação!

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