Expor anticristos é responsabilidade minha

13 de Junho de 2022

Por Li Qian, China

No final de agosto de 2020, eu fui selecionada como líder de igreja em parceria com Xin Ran. No início de setembro, nosso superior chamou Xin Ran para uma reunião fora da cidade, e eu fiquei na igreja com alguns diáconos para lidar das várias tarefas da igreja. Na época, vi que o trabalho de rega não era eficiente, principalmente porque o supervisor não acompanhava o trabalho em tempo oportuno. Nós nos preparamos para comungar com o supervisor para resolver o problema, mas quando enviamos uma carta a Xin Ran sobre o tema, ela rejeitou nossa sugestão de imediato e nos instruiu a esperar até que ela retornasse para falar sobre isso. Pensei: “É só uma comunhão com o supervisor. Por que deveríamos esperar seu retorno?”. Mas então pensei que, talvez, Xin Ran sabia sobre outros problemas do supervisor e queria resolver isso conosco. Pensando nisso, eu não disse mais nada. Mas, alguns dias depois, Xin Ran voltou da reunião e não explicou nada. Na época, achei que ela foi um pouco arrogante, pois antes da volta dela, nada nos teria impedido de comungar com o supervisor sobre esses problemas. Havia alguma razão pela qual não podíamos fazer o trabalho sem ela? Mais tarde, quando discutimos o trabalho na nossa reunião, senti que ela se achava superior a nós e simplesmente nos dava ordens, como se não visse necessidade de discutir as coisas conosco. Fiz algumas sugestões sobre nosso trabalho, mas ela as recusou sem nem pensar. Algumas das sugestões não tinham problema nenhum, mas, deliberadamente, ela as criticava e nos obrigava a fazer o que ela queria. Por exemplo, quando eu investiguei o trabalho de algumas equipes, descobri alguns problemas e sugeri que eu comungasse com os supervisores para resolvê-los, mas Xin Ran insistiu que eu não precisava ir e disse que ela mesma se encontraria com eles quando tivesse tempo. Mas isso não atrasou as coisas? E eu estava mais familiarizada com o trabalho daquelas equipes do que ela, então repeti minha sugestão, mas ela insistiu que eu fizesse o que ela pedia. Isso me deixou muito desconfortável, e eu pensei: “Somos parceiras, mas ela sempre tem a última palavra e não há espaço para negociações. Ela rejeita todas as minhas sugestões, e, no fim, ainda devo obedecer a ela. Nenhuma das minhas sugestões é apropriada? Ou ela é arrogante demais?”. Mas eu vi como ela era enérgica e sabia que ela tinha sido líder por mais tempo e que ela devia conhecer a situação melhor do que eu. Decidi fazer as coisas do jeito dela e não disse mais nada.

Depois, nós nos separamos para nos encontrar com equipes diferentes. Quando me encontrei com os obreiros de rega, a irmã Wang, a pessoa responsável, disse que o número de recém-convertidos vinha aumentando muito e que os obreiros de rega estavam ocupados demais e perguntou se poderíamos arranjar para que líderes e obreiros regassem os recém-convertidos em meio-período. Isso garantiria que os recém-convertidos fossem regados a tempo. Achei que a sugestão da irmã Wang era boa e a adotei. Inesperadamente, quando Xin Ran descobriu, ela escreveu uma carta muito dura no mesmo dia e a enviou a todos os obreiros de rega. A carta me acusava de um planejamento ruim e de transformar o trabalho em caos. Ela também lidou com a irmã Wang, repreendendo-a nas entrelinhas, dizendo que ela fazia arranjos arbitrariamente e agia como queria, o que interrompia e perturbava o trabalho da igreja, e isso era muito sério. A carta foi como um tapa na cara. Fez com que meu coração saltasse do peito. Eu era arbitrária? Eu interrompia o trabalho da igreja? Fiquei perplexa e temi ter me desviado e causado uma interrupção. Especialmente quando percebi que todos os irmãos podiam ler aquela carta, eu fiquei muito envergonhada. O que todos pensavam de mim agora? Como eu os encararia no futuro? Eu fiquei péssima e senti como se tivesse sido condenada. Pensei: “Mesmo que tenhamos cometido um erro, você poderia comungar conosco sobre os princípios e nos dizer onde erramos para que possamos consertar o problema. Por que escreveu uma carta a todos sem comungar conosco?”. Não consegui segurar as lágrimas. Na época, fiquei negativa por mais de dois dias por causa disso. Depois, foi só comendo e bebendo a palavra de Deus que meu estado melhorou um pouco. Eu tinha um sentimento vago no meu coração de que Xin Ran tinha um temperamento terrível e de que eu devia ter cuidado com ela e não irritá-la. Caso contrário, ela poderia me punir e me humilhar de novo. Depois disso, o trauma permaneceu na minha mente. Sempre achava que, se não a ouvisse ou a refutasse, ela faria algo para me prejudicar. Sempre sentia esse medo vago.

Então, eu soube que Xin Ran insistia em se encontrar sozinha com os superiores de cada equipe, mas por causa de um planejamento ruim, isso se atrasou por alguns dias e muitas tarefas não foram arranjadas nem implementadas a tempo. Achei que ela compartilharia as lições que aprendera com isso na reunião ou que falaria sobre os desvios e erros ao arranjar o trabalho. Fiquei surpresa quando isso não aconteceu. Alguns dias depois, nosso superior nos enviou uma carta comungando sobre os princípios relevantes e disse que era correto eu arranjar que os líderes e obreiros regassem os recém-convertidos em meio-período. Dessa forma, poderíamos acumular mais boas obras e os recém-convertidos poderiam ser regados rapidamente, o que era benéfico para o trabalho da igreja. Achei que Xin Ran refletiria sobre si mesma e percebesse seu erro quando ficasse sabendo, mas ela parecia totalmente despreocupada. Ela simplesmente me olhou com desdém e se virou. Pensei: “Ela cometeu erro após erro em seu dever, mas não se conhece nem um pouco. É perigoso para ela continuar assim”. Olhei para a sua conduta altiva e pensei em como ela negava energicamente cada sugestão que lhe faziam, sem falar da atitude dela quando outros apontavam seus problemas. Isso e o fato de ela ter me repreendido duramente da última vez, me deixaram com medo e constrangida, e não ousei falar disso com ela.

Na época, o trabalho era conduzido e arranjado só por Xin Ran. Embora fôssemos parceiras, ela nunca se comunicou nem discutiu as coisas comigo. Ela estava no controle de tudo e só ela tinha a última palavra. Quando discutíamos o trabalho e eu e alguns diáconos expressávamos nosso ponto de vista, ela sempre procurava problemas em nosso ponto de vista, depois reformulava nossas ideias e então dava sua própria “opinião altiva”. Com o passar do tempo, nós começamos a nos sentir inferiores a ela e que Xin Ran era mais sensata, capaz e qualificada para ver os problemas melhor do que nós, assim, na maioria das vezes, concordávamos com o ponto de vista dela e fazíamos o que ela dizia. E quando Xin Ran encontrava erros ou negava minhas sugestões, ela era muito agressiva, por isso, eu sempre sentia certo medo. Era como se, caso eu não a ouvisse, ela faria algo cruel comigo. Assim, eu cedia involuntariamente e não ousava me opor a ela. Já que ela sempre me rejeitava, com o tempo, deixei de querer compartilhar minhas ideias. Mais tarde, tornei-me cada vez mais passiva em meu dever e parei de buscar como ser mais eficaz em meu dever. Eu era igual a um fantoche. Eu não tinha pensamentos nem pontos de vista ao lidar com os vários problemas em meu trabalho. Esperava as ordens de Xin Ran para fazer qualquer coisa e fazia o que ela queria. Vários diáconos estavam no mesmo estado. Durante aquele tempo, tornei-me cada vez mais passiva. Eu sabia que Deus odiava meu estado e estava escondendo Seu rosto de mim, mas eu não sabia como mudar isso. Era um tormento.

Naqueles dias, recebemos uma carta do nosso líder superior, dizendo que alguns irmãos tinham sido presos recentemente. Para a nossa segurança, ele pediu que nos dividíssemos em dois grupos e não estivéssemos num mesmo lugar. Isso evitaria a prisão de todos de uma só vez, o que poderia atrasar o trabalho. Na época, Xin Ran não estava presente, então discuti isso com alguns diáconos. Achei que era um plano muito bom, mas os diáconos acharam que separar-nos tornaria mais difícil discutirmos o trabalho, de modo que, no fim, não conseguimos tomar uma decisão. Queriam esperar até que Xin Ran retornasse para decidir. Pensei: “É só nos dividir em dois grupos, não é uma questão de princípios, e, levando em conta as questões de segurança, é uma boa ideia separar-nos”. Mas ninguém ousou decidir. Insistiram em esperar pelo consentimento de Xin Ran. Vi o quanto todos adoravam Xin Ran, como todos esperavam por ela para arranjar as coisas, como ouviam as ordens dela, e percebi que o problema com ela era sério. Depois, falei com uma diaconisa, a irmã Li, sobre meu estado e os problemas que eu tinha descoberto em Xin Ran. Fiquei surpresa quando ela disse que também se sentia constrangida por Xin Ran. Ela sempre teve medo de Xin Ran e não ousava opor-se a ela. Disse também que Xin Ran deliberadamente aumentava as deficiências dela e a repreendia na frente dos outros e a envergonhava. Então a irmã Li acrescentou: “Podemos ver o problema de Xin Ran, mas se não o discernirmos, não o expormos, e não praticarmos a verdade, seremos abandonadas pelo Espírito Santo”. Concordei quando ela disse isso. Lembrei-me de uma passagem da palavra de Deus. “Aqueles dentro da igreja que praticam a verdade são expulsos, incapazes de dar tudo de si, enquanto lá dentro aqueles que perturbam a igreja e espalham morte correm em desordeme, além disso, a maioria das pessoas os segue. Tais igrejas são governadas por Satanás, pura e simplesmente; o diabo é o seu rei. Se não se levantarem e rejeitarem os demônios principais, os congregados, também, irão à ruína, mais cedo ou mais tarde. De agora em diante, medidas precisam ser tomadas contra tais igrejas. Se aqueles que são capazes de praticar um pouco da verdade não buscarem, então essa igreja será eliminada. Se uma igreja não tiver ninguém que esteja disposto a praticar a verdade e ninguém que possa ser testemunha de Deus, então essa igreja deve ser completamente isolada e suas conexões com outras igrejas precisam ser rompidas. Isso é chamado de ‘enterrar a morte’; é isso que significa expulsar Satanás” (‘Um alerta para aqueles que não praticam a verdade’ em “A Palavra manifesta em carne”). Quando refleti sobre essa passagem da palavra de Deus, fiquei com muito medo. A palavra de Deus revelava nosso estado atual com exatidão. Xin Ran tinha a última palavra e detinha o poder na igreja, mas ninguém ousava expô-la nem ousava dar um passo à frente e praticar a verdade. Em vez disso, todos nós a ouvíamos, a seguíamos e permitíamos que ela tivesse a última palavra. Como poderíamos dizer que tínhamos um lugar para Deus em nosso coração? Como poderíamos impedir Deus de nos odiar e desprezar desse jeito? Se continuássemos assim, eventualmente, seríamos rejeitados por Deus e perderíamos a obra do Espírito Santo. Eu tinha visto claramente que Xin Ran violava os princípios e agia arbitrariamente. Ela tinha a última palavra em tudo, se comportava como um tirano e não ouvia os conselhos de seus obreiros. Quando outros apontavam os problemas dela, ela não aceitava e não refletia sobre si mesma. Mas eu temia ofendê-la e ser tratada e oprimida por ela, então não ousava mencionar nada. Sempre a ouvia e obedecia a ela, o que causava atrasos, interrompia o trabalho da igreja e fazia de mim uma cúmplice de Satanás. Essa percepção gerou profundo remorso e arrependimento em mim. Pensei: “Devo praticar a verdade e expô-la. Não posso continuar resignada desse jeito”.

Mas então, algo inesperado aconteceu comigo. Um dia, quando Xin Ran voltou de uma reunião, irritada, ela disse com uma expressão sombria: “Há dois supervisores de equipe que não conseguem cooperar com os outros e sempre criticam os outros. Eles serão dispensados”. Fiquei chocada ao ouvir isso. Eu conhecia esses supervisores. Embora, às vezes, exibissem um caráter arrogante, ambos aceitavam a verdade e faziam trabalho prático. Eles só expunham corrupções e não cooperavam em harmonia, mas comungar sobre a verdade poderia resolver o problema. Como podiam ser dispensados sem mais nem menos? Dispensar arbitrariamente pessoas que conseguem fazer trabalho prático não atrasaria o trabalho da igreja? Dessa vez, eu não podia segui-la cegamente e ser covarde. Eu disse: “Numa questão tão importante, devemos buscar sobre como praticar corretamente. Não podemos simplesmente substituí-los quando quisermos”. Então, fui para a igreja para investigar a situação. Fiquei surpresa ao descobrir que eles já tinham sido substituídos. Investiguei e descobri que eles não eram um caso de dispensa. Fiquei chocada e com raiva e pensei: “Numa questão tão importante, Xin Ran tomou uma decisão sem discuti-la com ninguém. Ela está sendo uma déspota!”. Escrevi uma carta para apontar os problemas de Xin Ran, mas ela não entendeu a si mesma nem um pouco. Mais tarde, eu soube que uma diaconisa, a irmã Liang, costumava ser proativa e responsável em seu dever, mas recentemente Xin Ran a tinha atacado e menosprezado muitas vezes, e ela caiu num estado negativo e achava que não podia continuar como diaconisa. Isso me deixou muito triste. Vi que a arrogância e a conduta tirânica de Xin Ran, seus ataques e restrições constantes só deixavam os outros negativos e miseráveis. Sem dúvida alguma, ela era uma malfeitora. Eu devia me levantar para expô-la e impedi-la. Não podia permitir que ela agisse como quisesse. No entanto, quando tive que encará-la, eu ainda era tímida.

Depois disso, li uma passagem da palavra de Deus. “Se a verdade não se tornou sua vida e você ainda vive em seu caráter satânico, quando descobrir pessoas perversas e diabos que causam interrupções e perturbações no trabalho da casa de Deus, você fará vista grossa e se fingirá de surdo; você as ignorará sem ser repreendido por sua consciência. Você até achará que o fato de alguém causar perturbações no trabalho da casa de Deus nada tem a ver com você. Não importa quanto o trabalho da igreja e os interesses da casa de Deus sofram, você não se importa, não intervém nem se sente culpadoo que faz de você alguém que não tem consciência nem senso, um incrédulo, um servidor. Você come o que é de Deus, bebe o que é de Deus e desfruta tudo o que vem de Deus, mas acha que qualquer dano aos interesses da casa de Deus não está relacionado a você — o que faz de você um traidor que morde a mão que o alimenta. Se você não protege os interesses da casa de Deus, você nem é humano. Isso é um demônio que se insinuou para dentro da igreja. Você finge acreditar em Deus, finge ser um escolhido e quer se aproveitar da casa de Deus. Você não vive a vida de um ser humano e é claramente um dos incrédulos. Se você for alguém que realmente acredita em Deus, mesmo que ainda tenha que ganhar a verdade e a vida, no mínimo, você falará e agirá ao lado de Deus; no mínimo, você não ficará parado ao ver que os interesses da casa de Deus estão sendo comprometidos. Quando tiver o desejo de fazer vista grossa, você se sentirá culpado e incomodado e dirá para si mesmo: ‘Eu não posso ficar sentado aqui e não fazer nada, devo me levantar e dizer algo, devo assumir a responsabilidade, devo revelar esse comportamento maligno, devo impedir isso, para que os interesses da casa de Deus não sejam prejudicados e a vida de igreja não seja perturbada’. Se a verdade se tornou sua vida, você não somente terá essa coragem e determinação e será capaz de entender completamente a questão, mas também cumprirá a responsabilidade que tem para com a obra de Deus e com os interesses de Sua casa, e assim seu dever será cumprido” (‘Só aqueles que praticam a verdade são tementes a Deus’ em “As declarações de Cristo dos últimos dias”). Vi na palavra de Deus que, quando algumas pessoas veem que os interesses da casa de Deus estão sofrendo, elas não se importam. Tais pessoas são simplesmente subumanas. Esse conhecimento me deixou muito triste, pois era assim que eu me comportava. Via o problema de Xin Ran claramente, mas nunca ousei me levantar para expô-la e impedi-la. Já que ela sempre me criticava e negava meus pontos de vista, se colocava acima de mim para passar sermões e me atacar, eu tinha medo dela e não ousava ofendê-la. A fim de me proteger, eu cooperava com ela e me rebaixava. Até achava que se eu fosse obediente e submissa a ela, ela não me oprimiria nem puniria. Contanto que eu pudesse me proteger, eu estava disposta a ser dominada e ficar à mercê dela. Eu vivia nesse estado sem considerar os interesses da casa de Deus. O jeito dela de agir contra os princípios e de agir como um tirano já tinha afetado o trabalho da igreja, mas eu não ousava me levantar e expô-la. Mesmo quando ela atacava e dominava as pessoas por toda parte, tomava poder e tinha a última palavra, eu não ousava me opor a ela nem impedir seus feitos perversos. O estado da minha servidão era sério. Eu nada mais era do que uma covarde inútil em degradação. Como eu podia ter qualquer dignidade desse jeito? Eu desfrutava da rega e do suprimento da palavra de Deus e de tudo que vem de Deus, mas eu sempre tentava me proteger e não conseguia praticar a verdade para proteger os interesses da igreja. Eu era indigna de ser chamada de humana. Pensando nisso, me senti muito agitada e culpada. Odiei a mim mesma por ser tão egoísta e enganosa. Pensei: “Não posso continuar mais assim. Dessa vez, mesmo que ela me puna e se vingue, devo me levantar, expor os feitos malignos dela e proteger o trabalho da casa de Deus. Essa é a minha responsabilidade”.

Quando voltei, reagindo à dispensa arbitrária dos dois supervisores por Xin Ran, eu expus sua violação dos princípios e sua conduta tirânica. Mas antes de conseguir abrir a boca, ela me interrompeu e disse que eu não cooperava em harmonia com ela. Naquele momento, vários diáconos também expuseram sua conduta opressora e dominadora. Por fim, confrontada com os fatos, ela não conseguiu refutá-los e disse que ela não tinha reconhecido os problemas que mencionávamos e que passaria a buscar no futuro. Finalmente, com um sorriso no rosto, ela disse: “Com meu calibre alto, não tenho como não ser arrogante”. Fiquei sem palavras quando ouvi aquilo. Ela era totalmente insensata. Depois disso, duas diaconisas comungaram e ajudaram Xin Ran duas vezes, esperando que ela se arrependesse, mas Xin Ran não aceitou nada disso e até atacou as duas irmãs dizendo que elas estavam lidando com ela. Quando vi que Xin Ran não aceitava a verdade e não tinha entendimento de seus feitos malignos, percebi que o problema dela era sério.

Depois, eu me perguntei algo. Xin Ran tinha nos desencorajado tanto que estávamos tão fracos a ponto de não querermos cumprir nossos deveres. O que estava acontecendo? Mais tarde, depois de ler a palavra de Deus, ganhei algum discernimento dos meios e da essência por trás dos atos de Xin Ran. As palavras de Deus dizem: “Os anticristos têm motivos e objetivos por trás de todos os meios que utilizam contra aqueles que buscam a verdade. Em vez de procurar salvaguardar o trabalho da casa de Deus, seu propósito é salvaguardar poder e status, bem como sua posição e sua imagem no coração do povo escolhido de Deus. Esses métodos e comportamentos são interrupções e perturbações para o trabalho da casa de Deus e têm também um efeito destrutivo sobre a vida de igreja. Essa não é a manifestação mais comum dos atos malignos de um anticristo? Além desses atos malignos, os anticristos fazem algo ainda mais desprezível, que é que eles sempre tentam descobrir como ganhar vantagem sobre aqueles que buscam a verdade. Por exemplo, se algumas pessoas fornicaram ou cometeram alguma outra transgressão, os anticristos se agarram a isso como vantagem para atacá-las, procuram oportunidades para insultar, expor e difamá-las, rotulando-as para abafar o entusiasmo delas no cumprimento dos deveres, para que elas se sintam negativas. Os anticristos fazem também com que o povo escolhido de Deus discrimine, afaste e rejeite essas pessoas, para que aqueles que buscam a verdade fiquem isolados. No fim, quando todos aqueles que buscam a verdade se sentem negativos e fracos, já não mais desempenham ativamente os deveres e não estão mais dispostos a participar das reuniões, o objetivo dos anticristos é alcançado. Quando aqueles que buscam a verdade já não representam uma ameaça ao seu status e poder e ninguém mais se atreve a denunciá-los ou expô-los, os anticristos podem se sentir à vontade. […] O que os anticristos acreditam que os torna capazes de tal perversidade? ‘Se aqueles que buscam a verdade ouvem frequentemente os sermões, um dia talvez eles vejam as minhas ações pelo que de fato são, e então certamente me exporão e substituirão. Enquanto cumprem seus deveres, meu status, meu prestígio, minha reputação estão sob ameaça. É melhor atacar primeiro, encontrar oportunidades para aproveitar a influência para assediar e condená-los e para torná-los passivos, para que percam todo o desejo de cumprir seus deveres. Os anticristos também provocam conflitos entre os líderes e obreiros e aqueles que buscam a verdade, de modo que os líderes e obreiros os odeiem, os evitem e deixem de valorizar ou promovê-los. Dessa forma, deixarão de ter qualquer desejo de buscar a verdade ou de cumprir seus deveres. O melhor é que aqueles que buscam a verdade permaneçam passivos’. Esse é o objetivo que os anticristos desejam alcançar” (‘Eles excluem e atacam aqueles que buscam a verdade’ em “Expondo os anticristos”). Por meio da leitura da palavra de Deus, vi que anticristos veem poder como vital e têm um forte desejo por status. Temem que aqueles que buscam a verdade entendam isso e ganhem discernimento e ganhem o apoio e a aprovação dos irmãos, então, a fim de consolidar seu poder e posição, os anticristos buscam alguma vantagem para atacar e menosprezar aqueles que buscam a verdade para deixá-los negativos, para que percam a confiança e não consigam cumprir seus deveres. Desse jeito, podem permanecer no poder e ter a última palavra. Percebi que era isso que Xin Ran fazia. Ela sempre nos criticava, se fixava em nossos problemas com cinismo e sarcasmo e nos envergonhava e humilhava na frente dos nossos irmãos, então achávamos que não conseguíamos fazer trabalho prático e ficávamos fracos e incapazes de cumprir nossos deveres. Quando escreveu a carta pública, me menosprezando e me condenando por um entendimento e um jeito absurdos de fazer as coisas, eu me senti muito atacada. Desde então, eu tive medo dela. Eu ficava aterrorizada pensando que, se discordasse com ela em algo, ela me menosprezaria e me repreenderia publicamente de novo, então eu tentava de tudo para segui-la sem ofendê-la de novo e não ousava me opor à vontade dela, nem discernir nem expô-la. Ela usava os mesmos métodos com os diáconos, levando todos a abaixar a cabeça e a achar que deviam refletir sobre si mesmos para que ninguém fosse capaz de discerni-la, e todos se sentissem constrangidos e a escutassem sem objetar as decisões dela. Era assim que ela alcançava seu objetivo de deter o poder sozinha. As palavras e ações de Xin Ran eram muito sinistras, astutas e cruéis. Tudo que fazia e dizia era igual a um anticristo.

Também me perguntei, já que todos nós éramos oprimidos por ela, por que ainda a admirávamos e a ouvíamos no fim, por que não ousávamos tomar decisões sem a presença dela? Como ela nos enganava e nos controlava nessa medida? Mais tarde, li outra passagem da palavra de Deus. “Um dos sinais mais comuns dos anticristos que controlam as pessoas é que, no escopo do seu controle, só eles têm a última palavra. Se o anticristo não está presente, ninguém mais se atreve a uma resolução ou a tomar uma decisão. Se o anticristo não está presente, todos os outros são como crianças sem a mãe. Não fazem ideia de como orar ou buscar, nem de como discutir as coisas em conjunto. São como fantoches ou pessoas mortas. Não entraremos em detalhes sobre o tipo de fala que os anticristos usam para controlar as pessoas. Eles certamente têm falas e métodos, e os resultados alcançados se refletem nas várias manifestações dessas pessoas sob o seu controle. […] Por exemplo, se você apresenta uma sugestão que é sensata, todos deveriam continuar a comungar sobre esse plano correto. Essa é a senda certa, e é lealdade e responsabilidade para com o dever. No entanto, um anticristo se perguntará: ‘Por que não pensei no seu plano?’. Ele admite que o plano é correto na mente dele, mas será que o aceitará? Devido à sua natureza, ele jamais aceitará a sua sugestão correta. Definitivamente, tentará rejeitar seu plano e então apresentar outro. Ele fará com que você acredite que o seu plano é completamente impraticável, para que você acredite que não pode largar o anticristo, que só quando o anticristo trabalha todos os outros têm um papel a desempenhar, que, se ele não estiver presente, nenhum trabalho pode ser bem feito, e que, sem o anticristo, todos os outros são inúteis e não serão capazes de fazer nada. Os métodos dos anticristos são sempre pouco convencionais e pretensiosos quando eles fazem as coisas. Por mais correta que seja a sugestão do outro, ele sempre a rejeitará. Mesmo que a sugestão de outra pessoa seja consistente com as ideias dele, se o anticristo não a propuser primeiro, ele se recusará definitivamente a aceitá-la ou a implementá-la. Em vez disso, o anticristo fará de tudo para menosprezar, negar e condenar a sugestão até que a pessoa que a apresentou sinta que a ideia está errada e admita isso. Só então o anticristo para. Os anticristos gostam de se engrandecer e de menosprezar os outros para que os outros os adorem e os coloquem no centro das coisas. Os anticristos só permitem que eles mesmos floresçam e que os outros sirvam apenas de pano de fundo que lhes permite destacar-se. Os anticristos acreditam que tudo que dizem e fazem é certo, enquanto tudo que os outros dizem e fazem é errado. Muitas vezes, eles apresentam novos pontos de vista para negar os pontos de vista e práticas de outras pessoas, eles criticam e encontram problemas nas opiniões de outras pessoas e interrompem ou rejeitam os planos de outras pessoas, para que todos sejam obrigados a ouvi-los e a agir de acordo com os métodos deles. Eles utilizam esses métodos e meios para negar, atacar você continuamente e levá-lo a crer que você não é suficientemente bom, para que você se torne cada vez mais submisso a eles e os admire, até que finalmente você esteja completamente sob o controle deles. Esse é o processo por meio do qual os anticristos subjugam e controlam as pessoas” (‘Eles confundem, atraem, ameaçam e controlam as pessoas’ em “Expondo os anticristos”). Depois de ler as palavras de Deus, meu coração se iluminou. No passado, quando Xin Ran sempre negava nosso ponto de vista, eu achava que ela era só arrogante, mas não discernia as intenções dela nem a natureza de suas ações. Foram as palavras de Deus que me mostraram que, sempre que Xin Ran negava nosso ponto de vista, ela era muito hábil em destacar os problemas no nosso ponto de vista e em refutá-los, e nós achávamos que nosso conselho não era apropriado. Ela sintetizava uma ideia com base nisso ou oferecia alguma teoria altiva, e, depois de um tempo, nos sentíamos inferiores a ela e achávamos que ela via as coisas com mais profundeza e percepção. Nós não só não a discerníamos, nós a admirávamos até o ponto de rejeitar a nós mesmos. Achávamos que nossas ideias eram inúteis, que não adiantava mencioná-las e que devíamos simplesmente ouvi-la. Assim, ela tinha alcançado seu objetivo de controlar os pensamentos das pessoas. Depois de muito tempo sob esse controle, paramos de buscar e pensar quando as coisas aconteciam conosco. No fim, perdemos a razão e nos tornamos fantoches, totalmente inúteis em nossos deveres. Agora eu entendi que isso era um meio que os anticristos usam para alcançar domínio e controle sobre as pessoas. Xin Ran tinha usado esse método para nos controlar, para nos levar a ouvir e obedecer a ela. Xin Ran era tão insidiosa, astuta e maligna!

Mais tarde, li outra passagem das palavras de Deus. “Se alguém é esperto, usa sempre esquemas nas coisas que faz e diz, é formidável, e quando você está com ele, ele sempre deseja controlá-lo e gerenciá-lo, então você sente no seu coração que essa pessoa é bondosa ou viciosa? (Viciosa.) Você fica com medo dela e pensa: ‘Essa pessoa quer sempre me controlar. Preciso afastar-me dela o mais rápido possível. Se eu não fizer o que ela diz, ela pensará num jeito de me prejudicar em segredo e talvez me castigue’. Você consegue sentir que o caráter dela é vicioso, não é? (Sim.) Como consegue sentir isso? (Ela sempre obriga as pessoas a fazer as coisas de acordo com as exigências e ideias dela.) É errado que ela exija que os outros façam as coisas desse jeito? É necessariamente errado quando outras pessoas exigem que você faça algo? Essa lógica é correta? Isso está de acordo com a verdade? (Não está.) São os métodos ou o caráter delas que fazem você se sentir desconfortável? (O caráter delas.) É verdade, o caráter delas faz você se sentir desconfortável e o leva a achar que esse caráter vem de Satanás, que ele não se conforma à verdade e que ele perturba, controla e amarra você. Ele não só o deixa desconfortável, mas desperta medo no seu coração, e o leva a pensar que, se não fizer o que elas dizem, é possível que elas o ‘descartem’. O caráter desse tipo de pessoa é tão perverso! Ela não se limita a dizer algo casualmenteela quer controlar você. Exige com tanta força que você faça coisas e exige que você as faça de um jeito específico. Isso implica certo tipo de caráter. Ela não exige apenas que você faça algo, ela quer, também, controlar todo o seu ser. Se ela o controlar, você se tornará o fantoche dela, um fantoche que ela pode manipular. Ela fica feliz quando aquilo que você quer dizer, aquilo que faz e como faz dependem inteiramente dela. Quando percebe esse caráter, o que você sente no seu coração? (Eu sinto medo.) E quando sente medo, como você pode definir esse caráter? Ele é responsável, é bondoso ou é perverso? Você achará que ele é perverso. Quando percebe que o caráter de alguém é perverso, você sente alegria ou sente ódio, aversão e medo? (Ódio, aversão e medo.) Esses sentimentos ruins surgem. Quando sente ódio, aversão e medo, você se sente liberto e livre ou se sente amarrado? (Amarrado.) De onde vêm esses tipos de sentimentos e emoções? Vêm de Satanás” (‘Conhecer o caráter de alguém é o fundamento para mudá-lo’ em “As declarações de Cristo dos últimos dias”). Depois de ler as palavras de Deus, entendi por que eu tinha tanto medo de Xin Ran e não ousava desafiá-la ou opor-me a ela. Era porque, quando Xin Ran lidava comigo e me negava, ela tinha um caráter cruel que me constrangia e oprimia. Achava que, se não a ouvisse, ela me oprimiria e puniria. Na verdade, eu era controlada pelo caráter cruel dela. Xin Ran nos atacava e nos menosprezava com seu caráter cruel, procurava erros e negava nossas opiniões. O propósito dela era nos obrigar a ceder e nos tornar fantoches dela. Era para forçar todos a ouvi-la, para eliminar a desobediência e assim alcançar seu objetivo de deter poder absoluto. O desejo dela de controlar era forte demais.

Mais tarde, os diáconos e eu comungamos sobre a palavra de Deus juntos. Quanto mais falávamos, mais se iluminava nosso coração. Tínhamos algum discernimento dos métodos de Xin Ran para nos enganar, controlar e oprimir, e vimos que a natureza de Xin Ran era arrogante e cruel. A fim de consolidar seu poder e posição, ela usava meios para oprimir e controlar as pessoas. Entre os irmãos, ela precisava ter a última palavra. Já que ela violava os princípios e agia arbitrariamente com frequência, ela causava interrupção e danos ao trabalho da igreja. A despeito de ser exposta e receber comunhão muitas vezes, ela não aceitou nada, nem entendeu nem se arrependeu. Com base na palavra de Deus, conseguimos discernir com certeza que Xin Ran era um anticristo e deveria ser dispensada e isolada para observação. Por isso, repassamos nossa determinação aos superiores no mesmo dia e, mais tarde, após investigarem e confirmarem, descobriram outros feitos malignos de Xin Ran, determinaram que ela era um anticristo e a expulsaram. Depois da expulsão dela, nossos irmãos ficaram muito felizes. Vimos que Deus é justo e que a verdade governa na casa de Deus. Ao mesmo tempo, senti também muito remorso e arrependimento. Percebi que minha natureza era enganosa e egoísta e que meu desejo de me proteger era forte. Eu estava disposta a ser oprimida e escravizada por ela, em vez de buscar a verdade, discerni-la e expô-la, e tacitamente tolerei os feitos malignos dela e a interrupção do trabalho da igreja, o que significa que eu tinha parte na maldade dela. Também experimentei que, como líderes e obreiros, devemos defender os princípios da verdade e ousar expor anticristos e malfeitores, pois esse é o único jeito de proteger o trabalho da igreja e cumprir bem o nosso dever. Graças a Deus!

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