Deveres não têm hierarquia

27 de Setembro de 2022

Por Karen, Filipinas

Antes de crer em Deus Todo-Poderoso, eu costumava ser elogiada por meus professores. Eu sempre queria ser o centro das atenções e desfrutava da alta-estima dos outros. Em maio de 2020, aceitei a obra de Deus Todo-Poderoso nos últimos dias. Comia e bebia ativamente as palavras de Deus, participava das reuniões, e, durante as reuniões, eu sempre era a primeira a comungar meu entendimento. Meus irmãos sempre elogiavam minha comunhão, e eu me achava ótima. Achava que tinha calibre bom e um entendimento melhor do que os outros. Uma vez, a supervisora me disse que me treinaria como anfitriã de um grupo de reuniões. Fiquei muito feliz — dentre tantas pessoas, a supervisora tinha me escolhido. Achei que isso significava que eu tinha calibre bom e era diferente dos outros. Depois disso, comecei a ser anfitriã em reuniões de grupo. Todos os irmãos prestavam muita atenção em mim e me admiravam. Eu também interagia com eles durante as reuniões, informando-me sobre seus estados e dificuldades e enviando-lhes palavras de Deus. Se percebesse que alguém não estava comungando ou participando das reuniões, eu o encorajava em privado. Eu tinha uma relação próxima com os irmãos, e sempre que conversávamos, eles ficavam felizes. Eu achava que era apta a regar recém-convertidos e podia até me tornar diaconisa de rega. Eu queria uma posição mais alta para poder verificar o trabalho de outros líderes de grupo. Assim eu ganharia a admiração e os elogios de mais pessoas. Mas fiquei muito surpresa quando, um dia, uma líder me disse que eu servia melhor para espalhar o evangelho, por isso ela queria que eu me concentrasse no trabalho evangelístico. Mas, na época, eu não consegui me animar. Pensei: “Sou regadora. Sei tudo sobre o trabalho de rega. Por que você não me deixa continuar regando? Por que me obriga a espalhar o evangelho? Como regadora, posso aproveitar todos os meus talentos, mas, se tiver que espalhar o evangelho, terei que começar do zero. Tudo que isso exige é convidar pessoas que estão investigando o caminho verdadeiro a ouvirem sermões. Qualquer um consegue cumprir um dever tão simples, como, então, poderia me destacar? Além disso, sou líder de grupo agora. Se me transferirem para compartilhar o evangelho, só serei uma compartilhadora do evangelho. Quem me admirará?”. Eu estava desanimada e não queria cumprir meus deveres como compartilhadora do evangelho. Simplesmente não conseguia me submeter. Mas, na época, eu não percebi isso e só me senti confusa. Um dia, perguntei à líder: “Por que você me obriga a compartilhar o evangelho? Por que não posso regar os recém-convertidos? Consigo dar conta dos dois deveres, posso fazer arranjos para acomodar tudo”. A líder disse: “Você gosta de falar e tem talento para compartilhar o evangelho. Você é mais apta a fazer isso”. Quando ouvi isso, tentei aceitar, mas ainda achava que ninguém me admiraria no grupo evangelístico. Me senti deprimida e lesada. Eu tinha trabalhado como regadora por muito tempo, era muito eficiente no meu trabalho e os outros me admiravam. Se fosse transferida para compartilhar o evangelho, eu perderia tudo isso. Se não fosse eficaz em compartilhar o evangelho, o que a líder pensaria de mim? Eu estava desanimada e não estava motivada para espalhar o evangelho. Quando convidava as pessoas a ouvirem os sermões, eu agia sem me envolver e não dava tudo de mim. Passava a maior parte do tempo conversando com os irmãos e contando piadas, esperando afastar assim todos esses sentimentos negativos. Também me perguntava quando eu poderia voltar a regar os recém-convertidos. Por causa disso, não produzi nenhum resultado num mês de compartilhar o evangelho. Foi só então que vim para diante de Deus em oração: “Deus amado, estou tendo dificuldades em me submeter a essa situação e fico querendo voltar para a rega. Peço que Tu me guies a entender a Tua intenção, para que eu possa me submeter”.

Depois disso, li esta passagem das palavras de Deus: “Qual é a atitude que você deve ter em relação ao seu dever, que pode ser dita correta e alinhada à vontade de Deus? Primeiro, você não pode escrutinizar por quem ele foi arranjado, que nível de liderança o atribuiu — você deve aceitá-lo de Deus. Você não pode analisá-lo, você deve aceitá-lo de Deus. Essa é uma condição. Além do mais, seja qual for o seu dever, não discrimine entre alto e baixo. Suponha que você diga: ‘Embora essa tarefa seja uma comissão de Deus e a obra da casa de Deus, se eu a fizer, as pessoas podem me olhar com desprezo. Os outros recebem um trabalho que lhes permite destacar-se. Foi-me dada essa tarefa que não deixa eu me destacar e só me faz me exaurir nos bastidores, isso é injusto! Não farei esse dever. Meu dever tem de ser aquele que me põe em destaque na frente dos outros e me permite ganhar renome para mim — e mesmo se eu não ganhar renome para mim nem me destacar, ainda tenho de me beneficiar disso e me sentir fisicamente em paz’. Essa é uma atitude aceitável? Ser seletivo é não aceitar o que vem de Deus; é fazer escolhas de acordo com as suas preferências. Isso é não aceitar o seu dever; é recusar o seu dever, uma manifestação de rebeldia. Tal seletividade é adulterada por seus desejos e preferências individuais; quando você leva em consideração seu benefício próprio, sua reputação e assim por diante, a sua atitude para com o dever não é submissa(A Palavra, vol. 3: As declarações de Cristo dos últimos dias, “Qual o desempenho adequado do dever?”). Depois dessa leitura, refleti sobre minhas ações. Em meus deveres, eu seguia minhas preferências. No trabalho de rega, eu conseguia aproveitar meus talentos, eu era líder de grupo, responsável por outras pessoas, obtinha bons resultados regando os recém-convertidos, e todos os outros me respeitavam e elogiavam, e eu estava sempre feliz. Mesmo quando tinha muito trabalho, eu nunca me queixava. Mas quanto a líder me designou para compartilhar o evangelho, eu achava que só estava convidando pessoas para ouvirem sermões, o que qualquer um podia fazer. E eu perdi minha posição como líder de grupo, ninguém me admirava mais. Eu estava infeliz, reclamava a mim mesma e tentava discutir com Deus. Embora concordasse em espalhar o evangelho, eu não tinha motivação para fazê-lo. Preferia conversar com os outros em vez de refletir sobre como cumprir melhor o meu dever. Como resultado, eu não obtive resultado nenhum num mês inteiro de compartilhar o evangelho. Eu meu dever, eu dava importância a status e reputação. Se eu gostasse e me desse status e reputação, eu me submetia. Mas se não gostasse e não fortalecesse nome e reputação, eu ficava desanimada e me queixava a Deus. Eu não estava me submetendo. Eu decidia se obedeceria a Deus com base em se o dever me daria atenção e status. Eu não tinha uma atitude sincera em meu dever. Se continuasse buscando status desse jeito, mesmo que trabalhasse muito, tivesse um bom desempenho e ganhasse a admiração dos meus irmãos, qual seria o sentido disso se Deus não gostasse e comemorasse o que eu fazia? Quando percebi isso, eu estava disposta a mudar minha atitude em relação ao meu dever. Eu deixaria de me preocupar com o que os outros pensavam de mim e me concentraria em fazer um bom trabalho.

Depois disso, dei tudo de mim ao compartilhar o evangelho. Mais tarde, algumas pessoas que vinham investigando o caminho verdadeiro aceitaram a obra de Deus. A líder disse que eu tinha feito um trabalho ótimo, e eu fiquei muito feliz. Eu estava no grupo evangelístico havia pouco tempo, mas já estava me saindo melhor do que os outros. Até tinha sido elogiada pela líder. Eu realmente tinha muito potencial! Comecei a pensar que compartilhar o evangelho não era tão ruim. Talvez eu pudesse exibir meus talentos aqui e ganhar ainda mais admiradores. Depois disso, me esforcei ainda mais no evangelismo e passei a alcançar resultados cada vez melhores. Em março de 2021, fui promovida a líder de igreja. Fiquei entusiasmada e dei graças a Deus. Nesse dever, eu lideraria todos os irmãos na igreja e presidiria sobre cada projeto de trabalho. Era uma chance ótima para me destacar. Eu devia dar tudo de mim nesse dever. Naquele tempo, eu trabalhei com diligência. Eu sempre enviava mensagens a todos perguntando sobre problemas que estavam tendo em seus deveres. Se percebesse que alguém ficava aquém em seu dever, eu lhe dava dicas práticas. Também acompanhava todos os projetos e cultivava irmãos com calibre bom. Ao cuidar dos irmãos, eu me sentia como a irmã mais velha. Todos confiavam em mim e estavam dispostos a se abrir comigo sobre seus problemas. Uma irmã até me elogiou por encontrar passagens das palavras de Deus rapidamente para resolver seus problemas. Ganhar seu respeito e admiração me deixou tão feliz, e eu me esforcei ainda mais no meu dever.

Um mês depois disso, cada vez mais pessoas estavam aceitando a obra de Deus nos últimos dias e a igreja foi dividida. No entanto, dessa vez, eu fui selecionada como diaconisa, não como líder. Fiquei muito decepcionada. O papel de líder é uma posição mais alta do que a de diácono e você pode ganhar mais respeito. Eu podia ser uma boa líder, por que não tinha sido escolhida? Quando a nova líder pediu que eu fizesse algum trabalho, eu não quis responder. Eu me sentia péssima e estava tendo dificuldades em me submeter àquele ambiente. Mas então me lembrei das palavras de Deus, que dizem: “Ao realizar o seu dever, você não pode de maneira alguma seguir suas preferências pessoais, ao fazer só o que gostaria de fazer, o que você ficaria feliz fazendo, nem o que o faria parecer bom. Isso é agir de acordo com a vontade própria. Se você confia em suas preferências pessoais no cumprimento do seu dever, achando que é isso que Deus exige e que é isso que deixará Deus feliz, e se você impuser forçosamente suas preferências pessoais para Deus ou praticá-las como se fossem a verdade, observando-as como se fossem os princípios da verdade, isso não é um erro? Isso não é cumprir o seu dever, e realizar o seu dever dessa maneira não será lembrado por Deus(A Palavra, vol. 3: As declarações de Cristo dos últimos dias, “Só buscando os princípios da verdade pode-se realizar bem o dever”). Por meio dessa passagem das palavras de Deus, percebi que não ser eleita como líder era o jeito de Deus de me testar para ver se eu conseguia praticar a verdade e me submeter a Ele. Se não me submetesse a Deus porque eu não gostava desse Deus, Deus não me elogiaria. Assim, mesmo que fosse difícil aceitar isso, eu sabia que deveria me submeter. Dois meses depois, fui enviada para outra igreja para compartilhar o evangelho. A líder me atribuiu muito trabalho e pedia minha opinião quando discutia o trabalho. Ela até disse que eu era muito apta para esse dever. Pensei: “A líder me deu todo esse trabalho porque ela confia em mim. Não devo decepcioná-la. Devo provar que tenho calibre bom e que sou competente”. Na época, eu percebi que estava buscando status e reputação novamente. Fiquei desanimada e negative. Eu não entendia por que estava sempre me comportando desse jeito. Qual era a fonte do meu caráter corrupto? Orei a Deus para buscar. Mais tarde, encontrei esta passagem das palavras de Deus: “Algumas pessoas particularmente idolatram Paulo. Elas gostam de sair, dar palestras e trabalhar, gostam de participar de reuniões e pregar e gostam quando as pessoas as ouvem, as veneram e giram em torno delas. Elas gostam de ter status na mente dos outros e apreciam quando os outros valorizam a imagem que apresentam. Vamos analisar sua natureza a partir desses comportamentos: qual é a natureza delas? Se elas realmente se comportam assim, então é o suficiente para mostrar que são arrogantes e convencidas. Elas não adoram a Deus nem um pouco; elas buscam um status mais elevado e desejam ter autoridade sobre os outros, possuí-los e ter status na mente deles. Essa é a imagem clássica de Satanás. Os aspectos de sua natureza que se sobressaem são a arrogância e a presunção, uma relutância em adorar a Deus e um desejo de ser adorado pelos outros. Tais comportamentos podem lhe dar uma visão muito clara da natureza delas(A Palavra, vol. 3: As declarações de Cristo dos últimos dias, “Como conhecer a natureza do homem”). “O apreço que os anticristos têm por seu status e prestígio vai além do das pessoas normais e é algo de dentro de seu caráter e essência; não é um interesse temporário nem o efeito transitório de seu ambiente — é algo de dentro de sua vida, de seus ossos, e é, portanto, sua essência. Isso quer dizer que, em tudo que um anticristo faz, sua primeira preocupação é seu status, seu prestígio, nada mais. Para um anticristo, status e prestígio são sua vida e seu objetivo vitalício. Em tudo que faz, sua primeira consideração é: ‘O que acontecerá com meu status? E com meu prestígio? Fazer isso me dará prestígio? Elevará meu status na mente das pessoas?’. Essa é a primeira coisa em que ele pensa, e é prova suficiente de que ele tem o caráter e a essência de um anticristo; se não fosse assim, ele não consideraria esses problemas. Pode-se dizer que, para um anticristo, status e prestígio não são uma exigência adicional, muito menos algo extrínseco do qual ele pudesse abrir mão. São parte da natureza dos anticristos, estão em seus ossos, em seu sangue, são inatos para eles. Os anticristos não são indiferentes a se possuem status e privilégio; essa não é sua atitude. Qual, então, é sua atitude? Status e privilégio estão intimamente conectados ao seu dia a dia, ao seu estado diário, ao que aspiram diariamente. E assim, para os anticristos, status e prestígio são sua vida. Não importa como vivam, não importa o ambiente em que vivam, não importa o trabalho que façam, não importa ao que aspirem, quais sejam seus objetivos, qual seja a direção de sua vida, tudo gira em torno de ter uma boa reputação e uma posição alta. E esse objetivo não muda; eles nunca conseguem deixá-lo de lado. Essa é a face verdadeira dos anticristos e sua essência(A Palavra, vol. 3: Expondo os anticristos, “Item Nove: Eles só cumprem seu dever para se distinguir e alimentar seus próprios interesses e ambições; eles nunca levam em consideração os interesses da casa de Deus e até traem esses interesses em troca de glória pessoal (parte 3)”). Por meio das palavras de Deus, percebi que anticristos valorizam status e reputação muito mais do que pessoas normais, é um aspecto intrínseco ao seu ser. Não importa o que façam, sua maior preocupação é sempre status e reputação e se as pessoas os respeitam e admiram. Querem um lugar no coração delas, para controlá-las e dominá-las. Isso se deve à sua essência como anticristos. Eu refleti sobre como eu cobiçava status e reputação. Antes de depositar minha fé em Deus, eu sempre buscava a admiração dos outros e um lugar em seu coração. E mesmo quando comecei a crer em Deus, eu continuei buscando respeito e admiração. Eu amava realizar reuniões, comungar e ser estimada pelos outros. Gostava da sensação de ser admirada. Quando passei de líder a diaconisa, fiquei desanimada. Achava que tinha perdido meu status e reputação e temia que os outros me menosprezariam. Quando fui redesignada para compartilhar o evangelho em outra igreja, de novo, eu quis provar meu valor e ganhar o respeito de todos. Minha busca era igual à de Paulo. Paulo gostava de falar em público. Ele gostava de se cercar com público, ser respeitado e admirado. Ele queria ter um lugar no coração das pessoas e, no fim, chamou a si mesmo de Cristo. Sua natureza era muito arrogante. Ao cumprir os meus deveres, eu só pensava em ganhar o respeito e a admiração dos outros. Eu queria ter uma posição alta no coração deles. Como eu era arrogante! Eu estava resistindo a Deus! Embora cresse em Deus, eu não tinha um coração que temia a Deus. Eu só fazia meus deveres por status e fama, não para satisfazer a Deus. Eu já tinha embarcado na senda do anticristo. Eu estava em grande perigo! Percebi que Deus estava me protegendo ao não permitir que eu fosse eleita como líder. Se Deus não tivesse estabelecido essa situação para me expor, eu nunca teria percebido o quão arrogante eu era e quão perigosa era a minha situação. Eu me senti péssima e culpada e entristecida pelas minhas buscas incorretas. Vim para diante de Deus em oração: “Deus Todo-Poderoso, segui a senda errada buscando status e reputação e me sinto péssima. Obrigada por me expor com as Tuas palavras. Não buscarei mais status e reputação e me submeterei a todos os Teus arranjos. Não importa o que os outros pensem de mim, cumprirei meu dever da melhor forma possível”.

Mais tarde, deparei-me com outra passagem das palavras de Deus: “Como criatura de Deus, o homem deve procurar cumprir o dever de uma criatura de Deus e buscar amar a Deus sem fazer outras escolhas, pois Deus merece o amor do homem. Os homens que buscam amar a Deus não devem buscar quaisquer benefícios pessoais nem buscar aquilo que pessoalmente anseiam; este é o meio de busca mais correto. Se o que você busca é a verdade, se o que põe em prática é a verdade e se o que obtém é uma mudança em seu caráter, então a senda que você trilha é a correta. Se o que você busca são as bênçãos da carne, o que põe em prática é a verdade de suas próprias noções e se não há mudança alguma em seu caráter, se você não é nada obediente a Deus na carne e ainda vive na incerteza, o que você busca seguramente o levará ao inferno, pois a sua senda é a senda do fracasso. Ser tornado perfeito ou eliminado depende da sua própria busca, o que também é dizer que o sucesso ou o fracasso depende da senda percorrida pelo homem(A Palavra, vol. 1: A aparição e a obra de Deus, “O sucesso ou o fracasso dependem da senda que o homem percorre”). Essa passagem das palavras de Deus foi muito útil para mim. Percebi que eu devia buscar a verdade e mudança de caráter, essa é a senda correta. Buscar status e reputação é a senda do fracasso. Antes eu sempre buscava status e reputação. Ao regar os recém-convertidos, eu ganhei elogios e admiração e, mais tarde, fui promovida a líder. Aos olhos dos outros, meu status tinha aumentado, mas eu tinha me tornado cada vez mais arrogante. Eu me estimava tanto, e nenhuma mudança em meu caráter tinha ocorrido. Se eu continuasse buscando desse jeito, eventualmente, eu seria expulsa. Eu era igual a Paulo, que ganhou muitas pessoas espalhando o evangelho. Muitas de suas cartas estão na Bíblia, e ele é elogiado e admirado no mundo religioso. Mas Paulo não se conhecia, nunca transformou seu caráter corrupto e foi lançado no inferno. Percebi que o aspect mais importante da fé era trilhar a senda de buscar a verdade. Caso contrário, eu me arrependeria mais cedo ou mais tarde.

Mais tarde, ao assistir um vídeo de testemunho experiencial, vi a seguinte passagem das palavras de Deus: “Se deseja ser devotado em tudo que faz para atender a vontade de Deus, você não pode simplesmente desempenhar um dever; você precisa aceitar qualquer comissão que Deus lhe conceda. Se corresponde ou não a seus gostos e inclui-se ou não em seus interesses, ou se é algo de que você não goste ou que nunca fez, ou é algo difícil, você ainda deveria aceitá-la e submeter-se. Não só precisa aceitá-la, mas precisa cooperar de maneira proativa, aprender sobre ela, experimentá-la e alcançar entrada. Mesmo se você sofrer, não se destacar, for humilhado e excluído, você ainda deverá empenhar a sua devoção. Deve considerá-la como o seu dever a cumprir, não como um assunto pessoal. Como as pessoas deveriam entender seus deveres? Como algo que o Criador — Deus — lhes dá para fazer; é assim que os deveres das pessoas se dão. A comissão que Deus lhe dá é o seu dever, e é ordenado pelo Céu e reconhecido pela Terra que você cumpra o seu dever como Deus exige(A Palavra, vol. 3: As declarações de Cristo dos últimos dias, “Somente sendo honesto é que se pode viver como um ser humano verdadeiro”). Eu devia me lembrar de que meu dever era a comissão de Deus. Por mais que as pessoas me admirassem, eu devia dedicar minha vida a completar minha missão, não a me tornar um objeto de admiração dos outros. No passado, eu não aceitava meu dever como algo vindo de Deus, eu sempre seguia minhas preferências. Eu avaliava os deveres como importantes ou secundários, como mais altos ou mais baixos. Eu cumpria deveres que me permitiam me destacar de modo entusiasmado e ativo e tinha uma atitude negativa e resistente em relação aos outros deveres e não os aceitava. Percebi que eu não devia escolher meus deveres nem seguir minhas preferências. Na verdade, não importava se eram deveres que me davam destaque ou que eram feitos nos bastidores, todos eles eram aspectos do trabalho da igreja e uma comissão de Deus. Não havia diferença em termos de hierarquia. Aos olhos de Deus, todos os deveres são iguais. Deus nos dá diferentes funções e habilidades e nos atribui deveres diferentes com base nessas habilidades. Eu posso ter talentos que os outros não têm, mas eles também têm talentos que eu não tenho. Eu devia me submeter aos arranjos de Deus e cumprir o meu papel. Então orei a Deus: “Ó Deus Todo-Poderoso, não quero mais cumprir o meu dever com base em preferências. Mesmo que não possa me destacar, estou disposta a dar tudo de mim no meu dever para satisfazer a Deus”.

Um dia, numa reunião, eu esperava que a líder me permitiria ser a anfitriã, mas quando cheguei na reunião, vi que outra irmã estava sendo anfitriã. Pensei: “Eu costumava ser a líder dessa irmã, e agora ela é minha líder de grupo. Eu sempre costumava ser anfitriã das reuniões. Agora não sou e não posso me destacar — será que os irmãos me menosprezarão?”. Fiquei tão envergonhada. Eu quis ignorar as mensagens do grupo e participar de outra reunião. Mas então percebi que eu tinha a atitude errada e vim para diante de Deus em oração, pedindo que Ele me guiasse a cumprir bem o meu dever. Depois da oração, eu me acalmei um pouco. Eu devia me concentrar no meu dever e parar de querer me destacar. Quando percebi isso, consegui renunciar às minhas preocupações. Mais tarde, eu me abri com todos sobre minha experiência naquele tempo e comunguei o que eu tinha ganho ao experimentar o julgamento das palavras de Deus e como as palavras de Deus tinham me mudado. Me senti tão feliz e liberta. Agora, ainda sou uma compartilhadora comum do evangelho, mas não me importo mais com a posição do meu dever na hierarquia. Mesmo que não seja mais líder de grupo, diaconisa ou líder de igreja, ainda estou disposta a continuar cumprindo o meu dever. Als palavras de Deus me transformaram.

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