Mudando um caráter arrogante

22 de Fevereiro de 2022

Por Xiaofan, China

Em agosto de 2019, assumi deveres de produção de vídeos e fui colocada no comando. Na época, eu era a menos experiente de todos na equipe. Eu sabia que ter sido escolhida como responsável era Deus me exaltando, por isso prometi a mim mesma que eu me esforçaria ao máximo para cumprir esse dever. No início, vi que a equipe teria que aprender e dominar muito trabalho e conhecimento professional e senti que eu carecia de muitas coisas. Durante aquele período, fiz muitas perguntas às irmãs que eram minhas parceiras e eu era capaz de aceitar suas sugestões com humildade. Mas não demorou, e eu me familiarizei com o trabalho da equipe e dominei o conhecimento profissional. Era capaz de descobrir problemas quando editava vídeos. Quando meus irmãos tinham problemas técnicos, eu também conseguia resolvê-los. Quando minhas parceiras tinham problemas que não conseguiam resolver, elas pediam meu conselho. Eu não só tinha percepções únicas, muitas vezes também resolvia suas dificuldades. Minhas irmãs diziam que eu aprendia tão rápido que era difícil acreditar que eu era novata. Quando ouvi isso, senti muito orgulho de mim mesma. Pensei: “Sou a mais nova na equipe, os outros vêm fazendo isso há mais tempo do que eu, mas agora eu, uma novata, estou orientando eles. Isso significa que tenho um calibre melhor do que eles e tenho talento para esse trabalho”. Quando meus irmãos e irmãs estavam em estados negativos, em graus diferentes, minha comunhão também lhes ajudava a resolver seus estados. Às vezes, até diziam: “Sem a sua comunhão, não saberíamos como resolver esse problema”. Eu era membro da equipe havia pouco mais de um mês, mas tinha feito progresso nos aspectos profissionais e produzido tantos resultados. Quanto mais refletia sobre isso, mais me sentia talentosa e insubstituível.

Aos poucos, minha atitude começou a mudar. Eu não era mais tão calada quanto costumava ser e, sem perceber, comecei a me ver como elemento central da equipe. Achava que tinha um calibre mais alto e era mais capaz do que todos. Quando os irmãos me faziam uma pergunta técnica, eu costumava discutir e me comunicar com minhas parceiras, mas, agora, logo oferecia respostas sem consultar ninguém. Quando discutíamos o trabalho e minhas irmãs expressavam opiniões conflitantes, eu rejeitava cada uma sem buscar e exigia que fizessem as coisas do meu jeito. Também arranjava tarefas de trabalho sem discuti-las com elas. Pensava que, já que eu servia como líder e tinha experiência, eu podia arranjar as coisas diretamente. Às vezes, minhas irmãs ficavam sabendo dos meus arranjos quando já estavam feitos. Na época, uma irmã lidou comigo, dizendo que eu era arrogante demais e agia como queria sem discutir nada com elas e que era fácil cometer erros se cumprisse meu dever desse jeito. Por fora, concordei, mas, por dentro, pensei: “Não há nada de errado em não discutir as coisas com você. Minhas opiniões são melhores do que as suas, e quando discutimos algo, você sempre acaba fazendo as coisas do meu jeito. Por que gastar tempo com esse processo?”. E, sem mais sem menos, recusei-me a aceitar o conselho e a ajuda da irmã e continuei fazendo as coisas como queria. Com o passar do tempo, já que eu sempre rejeitava as sugestões das minhas parceiras, na maioria das vezes, eu mesma acabava fazendo todos os arranjos de trabalho, e quando discutíamos outros trabalhos, ninguém expressava suas opiniões. Até começaram a sentir que não conseguiam cumprir esse dever e se tornaram negativas e revelaram muitas vezes que não queriam trabalhar comigo. Várias vezes, quando voltavam de uma reunião, elas diziam: “Eu queria não ter que voltar para aquela equipe. Estar lá é exaustivo…” Na época, não refleti sobre mim mesma. Eu dizia em tom de deboche: “Vocês duas são tão fracas. São muito frágeis!”. Já que eu sempre tinha a última palavra e não discutia nada com minhas irmãs, não demorou, e as duas irmãs se tornaram tão negativas que queriam se demitir. Mais e mais problemas começaram a aparecer em meus deveres. Eu não percebia problemas em nossos vídeos e era obrigada a reeditá-los eram descobertos. Dei dicas profissionais erradas várias vezes, o que também resultou em trabalho repetido. Houve muitas falhas em meus arranjos de trabalho, o trabalho da equipe se tornou cada vez menos eficiente, e por mais que tentasse, eu não conseguia reverter a situação. Naquele sufoco, eu me senti muito atormentada e até cheguei a querer me demitir. Mas o julgamento e castigo de Deus veio a tempo.

Depois de ser informada sobre meu desempenho, minha líder escreveu uma carta dura para me expor e lidar comigo: “A maioria dos seus irmãos relataram que você é arrogante e hipócrita em seus deveres, você não coopera com suas parceiras, não aceita as sugestões de seus irmãos, decide tudo sozinha e detém todo o poder na equipe. Isso são manifestações do domínio e da arbitrariedade de um anticristo. Se você não refletir sobre si mesma logo, as consequências serão sérias…” Quando li as palavras da minha líder, senti uma tontura, como se tivesse levado um tapa. Havia também uma passagem da palavra de Deus na carta. “A primeira manifestação de como os anticristos exigem que as pessoas obedeçam apenas a eles — e não à verdade e a Deus — é que eles são incapazes de trabalhar com qualquer outra pessoa; eles são sua própria lei. […] Pode parecer que alguns anticristos têm assistentes ou parceiros, mas quando algo acontece, de fato, eles ouvem o que outras pessoas têm a dizer? Eles não só não ouvem como nem mesmo levam em conta, muitos menos discutem; não dão atenção alguma, é como se essas pessoas nem existissem. Uma vez que os outros se expressaram, é a decisão final do anticristo aquela à qual se deve obedecer — é como se todos os outros falassem com as paredes. Por exemplo, quando duas pessoas são responsáveis por algo, e uma delas tem a essência de um anticristo, o que essa pessoa exibe? Não importa o que seja, ela e apenas ela é a pessoa que faz as coisas acontecer, que faz as perguntas, que resolve as coisas, que encontra uma solução. E, na maioria das vezes, mantém seu parceiro completamente no escuro. O que é seu parceiro aos seus olhos? Não é seu substituto, mas simplesmente decoração de vitrine. Aos olhos do anticristo, ele simplesmente não é seu parceiro. Sempre que há um problema, o anticristo reflete sobre isso, rumina sobre isso, e, uma vez que tenha tomado uma decisão sobre o curso de ação, ele informa todos os outros de que é assim que isso será feito, e ninguém deve questionar. Qual é a essência de sua cooperação com outros? O fato é que é ele que dá as ordens. Ele age sozinho, fala, resolve problemas e assume trabalho sozinho, seu parceiro nada mais é do que decoração de vitrine. E, sendo incapaz de trabalhar com qualquer outra pessoa, ele comunga sobre seu trabalho com os outros? Não. Em muitos casos, as outras pessoas só descobrem quando ele já terminou e resolveu. Outras pessoas lhe dizem: ‘Todos os problemas devem ser discutidos conosco. Quando foi que você lidou com aquela pessoa? Como a tratou? Como é que não ficamos sabendo disso?’. Ele não fornece uma explicação nem presta atenção; para ele, seu parceiro é inútil. Quando algo acontece, ele reflete sobre isso e toma uma decisão, agindo como acha apropriado. Não importa quantas pessoas haja ao redor dele, é como se essas pessoas não estivessem ali; para o anticristo, elas poderiam muito bem nem existir. Dessa forma, qualquer coisa real resulta de sua cooperação com os outros? Não, ele só age sem se envolver, exercendo um papel. Outras pessoas lhe dizem: ‘Por que você não comunga com todos os outros quando se depara com um problema?’. Ao que ele responde: ‘E o que eles sabem? Eu sou o líder da equipe, cabe a mim decidir’. Os outros dizem: ‘E por que você não comungou com seu parceiro?’. Ele responde: ‘Eu o informei; ele não teve opinião’. Ele usa o fato de seu parceiro não ter opinião ou não ser capaz de refletir por conta própria como desculpa para ofuscar o fato de que ele está agindo como sua própria lei. E isso não resulta em nenhuma introspecção, muito menos na aceitação da verdade — isso seria impossível. Esse é um problema com a natureza do anticristo” (‘Eles gostariam que os outros obedecessem apenas a eles, não à verdade nem a Deus (parte 1)’ em “Expondo os anticristos”). A revelação de Deus sobre os anticristos foi muito pungente e dolorosa. Lembrei-me do meu comportamento naquele período, de como, depois de fazer algum progresso no trabalho, eu pensei que tinha calibre e competência e que era melhor do que minhas duas parceiras. Oficialmente, essas duas irmãs eram minhas parceiras nos meus deveres, mas, na verdade, eram apenas fantoches. Quando eu arranjava trabalho, eu nunca o discutia com elas. Eu fazia o que achava ser melhor e pensava que suas opiniões eram piores do que as minhas e não mereciam ser levadas em conta. Às vezes, mesmo quando discutia com elas, eu estava apenas agindo sem me envolver, pois eu já tinha decidido o que fazer antes de conversarmos. Portanto, sempre que minhas parceiras faziam uma sugestão que divergia da minha, eu as rejeitava sem buscar e as obrigava a fazer as coisas do jeito que eu queria. A igreja arranjou para que trabalhássemos juntas para cumprir nossos deveres, mas eu agi como um tirano, exigia a última palavra em tudo, exclui minhas irmãs e tomei todo poder para mim mesma. Isso não era igual à ditadura do grande dragão vermelho? Refleti sobre como eu restringia minhas irmãs, fazendo com que se sentissem negativas e quisessem se demitir, e como o trabalho da equipe estava cheio de erros. Eu não estava cumprindo meu dever, eu estava interrompendo o trabalho da casa de deus. Quando percebi isso, eu me assustei. Eu tinha perturbado e interrompido o trabalho da casa de Deus e causado dor e miséria aos meus irmãos e irmãs. Eu seria eliminada e punida pelo que eu tinha feito? Assim, vivi em negatividade e equívoco.

Um dia, por acaso, vi uma passagem das palavras de Deus: “Porque o homem tem um caráter corrupto e todos os seus atos e comportamentos e tudo que ele revela são hostis a Deus, ele não é digno do amor de Deus. No entanto, Deus ainda tem tanto cuidado e preocupação para com o homem e arranja um ambiente para o homem para prová-lo e refiná-lo pessoalmente, capacitando-o a passar por uma mudança; Ele permite que o homem, por meio desse ambiente, seja equipado com a verdade e ganhe a verdade. Deus ama tanto o homem, com um amor que é tão real, e Deus não é nada além de fiel. Você sentirá isso. Se Deus não fizesse essas coisas, ninguém poderia dizer quanto o homem teria caído! O homem tenta administrar o próprio status, a própria fama e a fortuna e, no fim, após ter feito todas essas coisas, ele convence os outros a ficarem do seu lado e os traz para diante de si — isso não é oposição a Deus? É insuportável imaginar as consequências de continuar dessa forma! Deus faz um trabalho excelente, impedindo tudo isso a tempo! Embora o que Deus faz exponha e julgue o homem, isso também o salva. Isso é amor real” (‘A parte mais importante de crer em Deus é colocar a verdade em prática’ em “As declarações de Cristo dos últimos dias”). Quando vi essa passagem, senti um calor no coração, como se Deus estivesse do meu lado, me confortando e encorajando. Entendi que a poda e o tratamento que experimentei, embora fosse revelação e julgamento, era ainda mais o amor de Deus. Deus me julgou e me expôs para impedir que eu cometesse mais maldades. Também me conscientizou do meu caráter corrupto e da senda errada que estava seguindo. Se eu continuasse assim, as consequências seriam inimagináveis. Lembrei-me da declaração de Jonas ao povo de Nínive na Bíblia: “Ainda quarenta dias, e Nínive será subvertida” (Jonas 3:4). Deus enviou Jonas para declarar isso não para afirmar Sua intenção de destruí-los, mas para lembrá-los e alertá-los e lhes dar uma chance de se arrepender. O caráter de Deus é justo e majestoso, mas também amoroso e misericordioso. Esse é o caráter justo de Deus. Entendi de forma ainda mais clara que Deus me julgou e revelou e também orquestrou coisas, assuntos e pessoas para me alertar. A intenção de Deus não era me punir. Ele usou isso para me despertar e me levar ao arrependimento. Quando percebi isso, meu coração se iluminou, e eu me senti menos miserável. Eu sabia que devia me arrepender, caso contrário estaria em perigo. Orei a Deus sem parar, pedindo orientação para refletir e ganhar conhecimento de mim mesma.

Um dia, durante meus devocionais, vi uma passagem da palavra de Deus. “A arrogância é a raiz do caráter corrupto do homem. Quanto mais arrogantes, mais sujeitas as pessoas ficam a resistir a Deus. O quanto esse problema é sério? As pessoas com caráter arrogante não só consideram todas as outras inferiores a elas, como também, o pior de tudo, são até condescendentes para com Deus. Embora algumas pessoas, externamente, pareçam acreditar em Deus e segui-Lo, elas não O tratam como Deus de modo algum. Sempre sentem que possuem a verdade e pensam que elas são tudo no mundo. Essa é a essência e a raiz do caráter arrogante, e ele vem de Satanás. Portanto, o problema da arrogância precisa ser resolvido. Sentir que um é melhor que os outros — esse é um caso trivial. A questão crítica é que o caráter arrogante de uma pessoa a impede de se submeter a Deus, Seu governo e Seus arranjos; tal pessoa se sente sempre inclinada a competir com Deus pelo poder sobre os outros. Esse tipo de pessoa não reverencia a Deus nem um pouco, sem falar de amar a Deus ou submeter-se a Ele. Pessoas que são arrogantes e convencidas, sobretudo aquelas que são tão arrogantes que perderam o senso, não podem se submeter a Deus em sua crença Nele, nem exaltar e dar testemunho por si mesmas. Tais pessoas resistem o máximo a Deus. Se desejam chegar aonde reverenciam a Deus, então primeiro as pessoas precisam resolver seu caráter arrogante. Quanto mais completamente resolver seu caráter arrogante, mais reverência você terá por Deus, e só então poderá se submeter a Ele e ser capaz de obter a verdade e conhecê-Lo” (A comunhão de Deus). Depois de ler a palavra de Deus, entendi que eu agia arbitrariamente e não conseguia cooperar com outros porque eu tinha uma natureza muito arrogante. Vi que, por ter sido escolhida como responsável, por dominar muito conhecimento profissional, por produzir alguns resultados em meus deveres e por conseguir resolver alguns problemas, eu perdi o controle e me superestimei. Achava que era talentosa e que ninguém era tão bom quanto eu, como se ninguém tivesse um calibre mais alto e fosse mais competente nesse trabalho, assim eu me coloquei acima dos outros e os dominei. Em meus deveres, eu fazia o que queria e não discutia nem me comunicava com os outros. Eu nem ouvia as sugestões das minhas parceiras. Não importava o que dissessem, a minha opinião era sempre a melhor. Eu as desprezava em meu coração e tratava minhas parceiras como fantoches. Várias vezes, minhas parceiras me lembraram de que eu devia discutir as coisas com elas. Esses eram os arranjos e orquestrações de Deus. Eu sempre cometia erros e me deparava com obstáculos em meus deveres, e isso era Deus lidando comigo e me disciplinando. Mas quando as coisas aconteciam comigo, eu não buscava nem refletia. Como eu poderia dizer que eu tinha obediência e temor de Deus? Pensei em como o arcanjo é arrogante. Ele não tinha temor de Deus em seu coração. Deus criou os humanos, mas ele queria administrar os humanos, e queria estar à altura de Deus. Arrogância e hipocrisia são caracteres satânicos clássicos. Eu tinha esse tipo de natureza satânica, como, então, eu podia temer ou obedecer a Deus? Como podia praticar a verdade e viver uma humanidade normal? Foi quando percebi que resolver meu caráter arrogante era essencial para alcançar mudança de caráter! Essa era também a raiz da minha incapacidade de cooperar com minhas parceiras.

Mais tarde, lembrei-me de outra passagem da palavra de Deus. “O que Deus exige das pessoas não é a capacidade de completar certo número de tarefas ou realizar grandes empreendimentos quaisquer, Ele nem precisa que elas sejam pioneiras em quaisquer grandes empreendimentos. O que Deus quer é que as pessoas sejam capazes de fazer tudo que puderem de maneira realista e viver em concordância com Suas palavras. Deus não precisa que você seja incrível ou honrado, nem precisa que produza quaisquer milagres, nem quer ver surpresas agradáveis em você. Ele não precisa de tais coisas. Tudo que Deus precisa é que você pratique resolutamente de acordo com as palavras Dele. Quando você ouvir as palavras de Deus, faça o que você entendeu, execute o que compreendeu, lembre-se daquilo que viu e, então, quando chegar a hora certa, pratique como Deus diz, para que as palavras de Deus se tornem o que você vive e se tornem a sua vida. Dessa forma, Deus ficará satisfeito. Você está sempre buscando grandeza, nobreza e dignidade; sempre busca exaltação. Como Deus Se sente quando vê isso? Ele detesta e não quer considerar isso. Quanto mais você busca coisas como grandeza, nobreza, ser superior aos outros, distinto, proeminente e digno de nota, mais Deus acha você repugnante. Se você não refletir sobre si mesmo e não se arrepender, Deus o desprezará e abandonará. Garanta que você não seja alguém que Deus considera repugnante; seja uma pessoa que Deus ama. Como, então, pode-se alcançar o amor de Deus? Recebendo a verdade com os pés no chão, permanecendo na posição de um ser criado, confiando firmemente na palavra de Deus para ser uma pessoa honesta e cumprindo seus deveres e vivendo a semelhança de um verdadeiro humano. Isso basta” (‘O cumprimento adequado dos deveres exige cooperação harmoniosa’ em “As declarações de Cristo dos últimos dias”). As palavras de Deus me mostraram que Deus não vê o quanto alcançamos nem quanto trabalho fazemos, tampouco olha para nosso calibre e dons. Deus vê se conseguimos ouvir Suas palavras, obedecer a Ele, viver uma humanidade normal baseada em Suas exigências, cooperar com outros e cumprir nossos deveres. É isso que Deus vê e que ganha Sua aprovação. Mas eu não entendia as exigências de Deus. Eu conseguia fazer algum trabalho e tinha algum calibre e dons, assim fiquei arrogante, achava que era talentosa, sentia que era melhor do que os outros, coloquei-me acima de todos e fiz com que todos me ouvissem. Eu carecia de qualquer razão. Lembrei-me de Paulo na Era da Graça. Ele tinha calibre e dons, sofreu muito por pregar o evangelho, trabalhou muito e fez com que os outros a admirassem, mas em todos os seus anos de trabalho, ele alcançou nenhuma mudança em seu caráter de vida, ele exaltava a si mesmo e se exibia e finalmente disse as palavras mais arrogantes até então: “Porque para mim o viver é Cristo, e o morrer é lucro” (Filipenses 1:21). Graças a isso, Paulo acabou não ganhando a aprovação de Deus e foi punido eternamente por Deus. Não importa quais dons ou calibre uma pessoa tenha, nem que status ou poder ela possua entre os humanos, se ela não buscar a verdade nem alcançar mudança de caráter, tudo é em vão. Essas coisas não são a verdade nem capital para a salvação das pessoas. Deus não salva nem aperfeiçoa pessoas com base nessas coisas. Eu achava que tinha calibre, dons e talento, mas não conseguia viver nem mesmo uma humanidade normal mais básica, não tinha nenhum respeito por meus irmãos e não conseguia aceitar conselhos corretos. Eu não mostrava nenhuma mudança em meu caráter. Meus irmãos me lembraram e me ajudaram muitas vezes, e Deus me golpeou e disciplinou, mas eu não refleti sobre mim mesma. Precisei de poda e tratamento severos para que refletisse sobre mim mesma. Estava tão entorpecida! Meu calibre era terrível! Uma pessoa de calibre bom buscaria a verdade quando as coisas acontecessem e seria capaz de entender a vontade de Deus e aprender lições com os ambientes que Deus arranja. Olhando para mim mesma, vi que eu era cega e arrogante. Eu não tinha razão e não vivia uma semelhança humana, como, então, poderia ganhar a aprovação de Deus? Também pensei que minhas duas parceiras tinham cumprido esse dever por mais tempo do que eu, mas que nunca as vi se gabarem de suas qualificações. Elas ainda buscavam e discutiam comigo quando tinham problemas, e quando eu as menosprezava e depreciava, elas sempre eram tolerantes e pacientes, ajudando-me com paciência. Eu me senti culpada e envergonhada ao ver a humanidade que elas viviam. Percebi que minha razão e humanidade eram terríveis. Eu não tinha nenhuma autoconsciência! Causei tantos prejuízos e impedimentos ao trabalho da equipe de vídeos e tantos danos às minhas parceiras. Em vista das minhas ações, eu era indigna de um dever tão importante. Quando percebi isso, senti um grande fardo de autoacusação. Jurei para mim mesma que, independentemente de eu ser demitida ou do desfecho que me esperava no futuro, eu buscaria a verdade, resolveria meu caráter corrupto e não seria mais arrogante e arbitrária.

Mais tarde, vi outra passagem das palavras de Deus que tratavam do meu problema. “A cooperação harmoniosa exige permitir que os outros opinem e permitir que façam sugestões alternativas, e significa aprender a aceitar a ajuda e dicas dos outros. Às vezes, as pessoas não dizem nada, e você deve pedir a opinião delas. Não importa o problema que encontre, você deve buscar os princípios da verdade e tentar alcançar um consenso. Fazer as coisas desse jeito resultará numa cooperação harmoniosa. Como líder ou obreiro, se você sempre pensa que está acima dos outros e se deleita em seu dever como um funcionário do governo, sempre cobiçando os privilégios da sua posição, sempre fazendo planos próprios, sempre administrando uma operação própria, sempre buscando sucesso e promoção, isso significa encrenca: agir como um funcionário do governo, dessa forma, é extremamente arriscado. Se é assim que você sempre age e você não quer cooperar com mais ninguém, para não dividir sua autoridade com os outros, para impedir que os outros fiquem com seu mérito e que os holofotes seja roubada — se você quiser tudo para si, então é um anticristo. Mas se você busca a verdade com frequência, se você renuncia à carne, aos seus próprios planos e motivações, e se você consegue tomar a iniciativa para cooperar com os outros, abrindo seu coração com frequência para se consultar com os outros e buscar seu conselho, e se você consegue adotar as sugestões dos outros e ouvir com atenção seus pensamentos e palavras, então você está seguindo a senda certa, na direção certa. Desça de seu pedestal e esqueça seu título. Não dê atenção a essas coisas, trate-as como coisas sem importância, e não as veja como um distintivo de status, como galardão. Acredite, em seu coração, que você e os outros são iguais; aprenda a colocar-se em pé de igualdade com os outros e seja capaz até mesmo de se rebaixar para pedir a opinião dos outros. Seja capaz de ouvir com seriedade, cuidado e atenção o que os outros têm a dizer. Dessa forma, você gerará cooperação pacífica entre você e os outros. A que função, então, serve a cooperação pacífica? Serve a uma grande função, na verdade. Você ganhará o que jamais teve, coisas novas, coisas de um império mais alto; você descobrirá as virtudes dos outros e aprenderá com seus pontos fortes. E há mais uma coisa: os aspectos em meio às suas noções que o levam a considerar os outros imbecis, estúpidos, tolos, inferiores a você — quando você ouve as sugestões dos outros ou quando os outros abrem seu coração para falar com você, sem querer você vem a perceber que ninguém é tão simples assim, que todos, não importando quem sejam, têm uns pensamentos importantes. E dessa forma, você deixará de ser um sabichão, não pensará mais que é mais esperto e melhor do que todos os outros. Impede que você viva sempre num estado narcisista de autoadmiração. Serve para proteger você, não serve? Tal é o resultado e benefício de trabalhar com outros” (‘Eles gostariam que os outros obedecessem apenas a eles, não à verdade nem a Deus (parte 1)’ em “Expondo os anticristos”). A palavra de Deus me mostrou que ninguém é perfeito e ninguém consegue enxergar problemas tão claramente. Erros e desvios em nossos deveres são inevitáveis, mas, contanto que aprendamos a cooperar com outros e com os pontos fortes uns dos outros, podemos evitar esses problemas, e somente então o nosso dever pode melhorar. Quanto mais cooperamos com nossos parceiros, mais qualidades descobrimos nos outros, tratamos todos com justiça e imparcialidade, não depreciamos nem menosprezamos os outros. Isso também nos impede de viver num estado de arrogância e hipocrisia, de agir como um tirano, fazer coisas arbitrárias ou seguir a senda do anticristo. Mas em meus deveres, eu me tornei arrogante, achava que elas eram inferiores a mim. Eu sempre queria ter a última palavra, não cooperava com meus irmãos e, no fim, prejudiquei não só a mim mesma. Causei muita dor e miséria a eles e atrasei o trabalho da casa de Deus. Só então percebi a importância de cooperar com meus irmãos!

Mais tarde, tive uma oportunidade de me abrir com minhas parceiras. Eu lhes contei como eu me tornei arrogante e hipócrita em meu dever, o quanto eu as tinha prejudicado e todos os problemas que eu tinha reconhecido depois de refletir. Também pedi perdão a elas e pedi sua supervisão. Se percebessem que eu estava sendo arrogante ou hipócrita ou não aceitava suas sugestões, elas deveriam apontar isso e me podar e lidar comigo ou me denunciar se eu não o aceitasse. Uma pessoa tão arrogante e hipócrita como eu exigia esse tipo de tratamento especial. Ao praticar dessa forma, eu me senti bastante firme, como um paciente de câncer que finalmente encontrou uma cura. Todos os dias, eu levava meus problemas para diante de Deus e orava, pedindo Sua proteção e disciplina para que eu pudesse evitar tais coisas insensatas. Sem perceber, tornei-me muito mais piedosa. Antes de agir, eu também discutia e me comunicava ativamente com minhas parceiras, e quando elas expressavam opiniões divergentes, em vez de recusá-las cegamente, eu pude buscar e contemplar para ver se suas opiniões correspondiam ao princípio e quais eram as vantagens, o que também me impediu de exigir a última palavra.

Uma veze, estávamos discutindo a transferência de pessoal. Sugeri transferir uma irmã para outro grupo, mas minhas parceiras não favoreciam transferir demais as pessoas. Disseram que deveríamos selecionar e treinar pessoas novas. Quando ouvi a opinião divergente das minhas parceiras, eu quis ressaltar que minha opinião era correta, mas percebi que eu estava prestes a agir segundo meu caráter arrogante. Imediatamente orei a Deus no meu coração, pedindo que Ele me ajudasse a me negar e a renunciar a mim mesma. Naquele momento, lembrei-me de repente da palavra de Deus: “Diferenças em opinião não devem ser tratadas levianamente; você deve levar muito a sério tudo que tenha a ver com seu trabalho. Não as ignore simplesmente, dizendo: ‘Quem é que entende disso, você ou eu? Venho fazendo isso há muito tempo — como eu poderia não saber mais do que você? O que é que você sabe? Nada!’. Esse é um caráter ruim” (‘Se não consegue viver sempre diante de Deus, você é um incrédulo’ em “As declarações de Cristo dos últimos dias”). Sim. Minhas parceiras tinham levantado uma objeção, então eu devia contemplá-la e não insistir demais na minha própria opinião. E se minha opinião naquela questão contivesse um problema? O que havia de bom em sua sugestão, e quais eram os benefícios para o trabalho da casa de Deus? Quando refleti sobre isso desse jeito, percebi que sua sugestão era mais benéfica para o nosso trabalho. Cultivar novos talentos alivia o problema de falta de pessoas na raiz. Minha opinião, por sua vez, era um pouco unilateral. No fim, implementamos a sugestão delas. Eu estava em paz. Pensei que, para variar, eu finalmente tinha sido sensata, tinha me negado e obedecido à verdade. Eu me senti maravilhosa.

Depois de um tempo de cooperar com minhas parceiras, descobri que minhas irmãs contemplavam os problemas de forma mais abrangente do que eu. Muitas das minhas sugestões eram inapropriadas, mas os conselhos delas compensavam minhas deficiências. Quando cooperamos com nossos parceiros, devemos aprender com os pontos fortes de cada um e ajudar, supervisionar e restringir uns aos outros. É assim que melhoramos cada vez mais em nossos deveres. Também percebi que nenhum de nós é melhor do que os outros. Cada um de nós tem seus pontos fortes e fraquezas, e ninguém consegue cumprir bem os seus deveres sozinho. Devemos cooperar com nossos parceiros e complementar uns aos outros. É o único jeito de cumprir melhor os nossos deveres e não seguir a senda errada. Sem o julgamento, castigo, poda e tratamento na palavra de Deus, eu ainda agiria a partir de meus caracteres arrogantes e seguiria a senda do anticristo, e, no fim, eu seria eliminada e punida por Deus. O fato de eu ter esse entendimento e mudança hoje é o resultado do julgamento e castigo da palavra de Deus, e sou grata a Deus por me salvar!

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