A fé inquebrável

16 de Novembro de 2019

Por Meng Yong, China

Em dezembro de 2012, eu e diversos irmãos e irmãs dirigimos até um local para pregar o evangelho, e terminamos sendo denunciados por pessoas más. Pouco depois, o governo do condado enviou policiais da brigada da polícia criminal, as forças de segurança nacional, a divisão antidrogas, as forças policiais armadas e a delegacia local para virem em mais de 10 viaturas policiais e nos prenderem. Quando um irmão e eu estávamos prestes a ir embora, quatro policiais correram e bloquearam o nosso carro. Um deles retirou a chave do carro e nos ordenou a ficar dentro do carro e não nos mexer. Ao mesmo tempo vi que sete ou oito policias estavam espancando furiosamente outro irmão com seus bastões e aquele irmão já havia sido agredido ao ponto de não conseguir se mover. Eu me enchi de indignação justa e corri para fora do carro, tentando interromper aquela violência, mas os policiais me seguraram. Depois eles nos levaram para a delegacia, e o nosso carro foi apreendido.

Depois das nove horas da noite, dois policiais criminais vieram me interrogar. Quando viram que não conseguiriam obter nenhuma informação útil de mim, ficaram nervosos e exasperados, rangendo os dentes de ódio e praguejando: “Droga, cuidaremos de você mais tarde!”. E me trancaram na sala de espera de interrogatório. Às 11:30 da noite, eles me levaram para uma sala sem câmeras de segurança. Tive o pressentimento de que eles usariam violência contra mim. Comecei a orar a Deus repetidamente em meu coração, implorando a Ele para me proteger. Naquele momento, um policial, cujo sobrenome era Jia, veio me interrogar: “Você estava num Volkswagen Jetta nos últimos dias?”. Eu respondi que não, e ele gritou furiosamente: “Outras pessoas viram você, e você ainda nega?”. Depois de dizer isso, ele me deu uma bofetada violenta no rosto. Eu só sentia uma dor que queimava na minha face. Depois ele berrou: “Vamos ver se você é durão!”. Ele pegou um cinto grosso enquanto falava e continuou a me açoitar no rosto. Não sei quantas vezes eu fui atingido. Eu só gritava de dor. Ao meu verem gritando, eles tamparam a minha boca com o cinto. Alguns policiais então puseram uma colcha sobre o meu corpo antes de me agredirem furiosamente com seus cassetetes e só pararam quando ficaram exaustos. Eu tinha sido tão espancado que a minha cabeça girava e o meu corpo doía como se todos os ossos estivessem quebrados. Àquela altura, eu não sabia por que eles estavam me surrando daquela maneira, mas depois descobri mais tarde que eles tinham me coberto com um cobertor para impedir que as agressões deixassem marcas na minha pele. Eles me colocaram num quarto sem câmeras de segurança, me amordaçaram, e me cobriram com uma colcha — tudo isso porque temiam que seus atos perversos fossem expostos. A polícia do Partido Comunista Chinês é tão traiçoeira e perversa! Quando os quatro policiais se cansaram de me bater, mudaram o método de tortura: dois policiais torceram um dos meus braços para trás e o puxaram para cima, enquanto outros dois levantaram o meu outro braço por cima do ombro, até as minhas costas, e o puxaram com força para baixo. (Eles chamavam esse método de tortura de “carregar uma espada nas costas”, que pessoas normais não poderiam suportar.) No entanto, como as minhas duas mãos não podiam ser unidas, eles me deram uma joelhada no braço. Eu só ouvi um clique, e senti como se os meus dois braços tivessem sido arrancados. Aquilo doeu tanto que eu quase desmaiei. Não demorou para que eu perdesse a sensibilidade nas minhas duas mãos. Isso não foi o suficiente para que eles desistissem. Então me mandaram me agachar no chão para aumentar o meu sofrimento. Eu estava sentindo tanta dor que o meu corpo todo começou a suar frio, a minha cabeça estava zumbindo e a minha consciência começou a ficar um pouco confusa. Eu pensei: “Ao longo de todos esses anos da minha vida, eu nunca tinha tido a sensação de não poder controlar a minha própria consciência. Estou morrendo?”. Depois, como não conseguia mais aguentar, pensei em buscar alívio na morte. Naquele momento, as palavras de Deus me iluminaram em meu interior: “Hoje, a maioria das pessoas não tem esse conhecimento. Elas acreditam que o sofrimento é sem valor […]. O sofrimento de algumas pessoas chega ao extremo, e seus pensamentos se voltam para a morte. Isso não é verdadeiro amor por Deus; tais pessoas são covardes, não têm perseverança, são fracas e impotentes!” (‘Somente experimentando provações dolorosas é que você pode conhecer a amabilidade de Deus’ em “A Palavra manifesta em carne”). Subitamente, as palavras de Deus me despertaram e me fizeram perceber que o meu raciocínio não estava de acordo com as Suas vontades e só O fariam ficar triste e decepcionado. Porque, no meio da dor e da tribulação, Deus não quer me ver buscando a morte, mas que eu possa confiar na Sua orientação para lutar contra Satanás, dar testemunho de Deus, e envergonhar e derrotar Satanás. Buscar a morte seria cair nos planos de Satanás e eu não poderia ser considerado como dando testemunho de Deus, em vez disso me tornaria uma marca da vergonha. Depois de entender as intenções de Deus, orei a Ele em silêncio: “Ó Deus! A realidade mostrou que a minha natureza é muito fraca. Não tenho a vontade e a coragem para sofrer por Ti e queria morrer por causa de um pouco de dor física. Agora não quero escapar disso e devo dar testemunho e satisfazer-Te não importando quanto sofrimento eu tenha que passar. No momento o meu corpo está sentindo extrema dor e está fraco, e sei que é muito difícil superar as agressões desses demônios sozinho. Por favor, dá-me mais confiança e força para que eu possa confiar em Ti e derrotar Satanás. Juro sobre a minha vida que não Te trairei nem venderei meus irmãos e irmãs”. Enquanto orava repetidamente a Deus, o meu coração aos poucos se acalmava. Os policiais perversos viram que eu mal estava respirando e como ficaram com medo da responsabilidade que teriam que assumir se eu morresse, retiraram as minhas algemas. Mas os meus braços já estavam endurecidos, e as algemas estavam tão apertadas que foi difícil retirá-las. Os quatro policiais maus precisaram de alguns minutos para abrir as algemas e depois me arrastaram de volta para a sala de espera de interrogatório.

Na tarde do dia seguinte, a polícia arbitrariamente me acusou de um “delito criminal”, levou-me de volta para casa e a vasculhou, para depois me enviar para a casa de detenção. Assim que entrei na casa de detenção, quatro agentes penitenciários confiscaram a minha jaqueta de algodão, minhas calças, botas e o meu relógio, bem como 1.300 yuans que eu tinha comigo em espécie. Eles me fizeram vestir o uniforme prisional e me forçaram a gastar 200 yuans na compra de uma colcha com eles. Depois disso, os agentes penitenciários me encarceraram com assaltantes, assassinos, estupradores e traficantes de drogas. Quando entrei na minha cela, vi doze prisioneiros carecas me encarando com hostilidade. O ambiente era sombrio e aterrorizante, e senti meu coração vir à boca. Dois dos prisioneiros líderes da cela vieram a mim e me perguntaram: “Por que você está preso?”. Eu respondi: “Por pregar o evangelho”. Sem dizer mais nada, um deles me esbofeteou duas vezes e disse: “Você é ‘bispo’, não é?”. Os outros prisioneiros começaram a rir de forma selvagem e me ironizaram perguntando: “Por que você não deixa o seu Deus resgatá-lo daqui?”. No meio de toda a zombaria e ridicularização, o líder da cela me deu mais alguns tapas no rosto. Depois disso eles me apelidaram de “bispo” e com frequência me humilhavam e me ironizavam. O outro líder da cela viu as sandálias que eu estava calçando e gritou de forma arrogante: “Você não sabe o seu lugar aqui dentro. Você merece estar calçando esses sapatos? Tire-os!”. Enquanto dizia isso, ele me forçou a tirá-los e trocar por um par de sandálias bem gastas de um deles. Ele também deu o meu cobertor para que os outros prisioneiros usassem. Os prisioneiros brigaram pelo meu cobertor e no final só me deixaram um cobertor velho, fino, rasgado, sujo e com cheiro ruim. Instigados pelos agentes penitenciários, os prisioneiros me submeteram a todo tipo de provações e tormentos. A luz estava sempre acesa à noite na cela, mas um dos líderes da cela, com sorriso maléfico, me disse: “Apague essa luz para mim”. Como eu não consegui (nem havia um interruptor), eles começaram a rir de mim e me ironizar novamente. No dia seguinte, uns presos jovens me forçaram a ficar de pé num canto e memorizar as regras da prisão, dizendo em tom de ameaça: “Você vai apanhar se não memorizar tudo em dois dias”. Fiquei aterrorizado e quanto mais eu pensava no que eu tinha passado nos últimos dias, mais medo eu sentia. A única coisa que eu podia fazer era clamar por Deus e implorar que Ele me protegesse para que eu pudesse superar aquilo. Naquele momento, um hino da palavra de Deus me iluminou: “Quando as provações vêm, você ainda pode amar Deus; se você enfrenta encarceramento, doença, ridicularização ou difamação de outros, ou parece não ter saída, você ainda pode amar a Deus. Isso significa que seu coração se voltou para Deus” (‘Seu coração se voltou para Deus?’ em “Seguir o Cordeiro e cantar cânticos novos”). A palavra de Deus me deu força e me indicou uma senda — amar a Deus e voltar o meu coração a Ele! Naquele momento, subitamente ficou muito claro em meu coração: Deus estava permitindo que esse sofrimento recaísse sobre mim não para me atormentar nem para me fazer sofrer intencionalmente, mas para me treinar a voltar o meu coração a Deus em ambientes como esse, para que eu conseguisse resistir ao controle das influências sombrias de Satanás e para que o meu coração pudesse, ainda assim, estar próximo de Deus e amá-Lo, nunca reclamando e sempre obedecendo às Suas orquestrações e aos Seus arranjos. Com isso em mente, eu perdi o medo. Não importava como a polícia e os prisioneiros me tratassem, tudo que me importava era me entregar a Deus; eu jamais cederia a Satanás.

A vida na prisão é praticamente o inferno na terra. Os prisioneiros eram instigados pelos guardas a usar várias maneiras de me torturar: quando estava dormindo à noite, eles se espremiam contra mim de modo que quase não conseguia me virar e me obrigavam a dormir ao lado do vaso sanitário. Depois de ser preso, não dormi durante vários dias e fiquei com tanto sono que não aguentava e acabava cochilando. Os prisioneiros responsáveis pela guarda vinham me importunar e intencionalmente esbarravam na minha cabeça até eu acordar. Havia um prisioneiro que me acordou intencionalmente e tentou pegar minhas ceroulas. Depois do café da manhã no dia seguinte, o chefe de cela exigiu que eu esfregasse o chão todos os dias. Aqueles eram os dias mais frios do ano e não havia água quente. Por isso, eu só podia usar água fria para a limpeza. Depois, vários assaltantes me fizeram memorizar as regras da prisão. Se eu não conseguisse memorizá-las, eles me socavam e me chutavam, e receber tapas no rosto era ainda mais comum. Tendo que lidar com esse ambiente, eu me senti muito miserável. À noite eu cobria a minha cabeça com a colcha e orava em silêncio: “Ó Deus, Tu permitiste que esse ambiente caísse sobre mim, então deve residir nisso as Tuas boas intenções. Por favor, revela as Tuas intenções para mim”. Naquele momento, as palavras de Deus me iluminaram: “Eu admiro os lírios desabrochando nos montes; as flores e as gramas se espalham pelas encostas, mas os lírios acrescentam resplendor à Minha glória na terra antes da chegada da primavera — o homem consegue realizar tais coisas? Ele poderia testificar de Mim na terra antes do Meu retorno? Ele poderia se dedicar em favor do Meu nome no país do grande dragão vermelho?” (‘Capítulo 34’ das Palavras de Deus para todo o universo em “A Palavra manifesta em carne”). Enquanto contemplava as palavras de Deus, pensei: “As flores, a grama e eu somos criações de Deus. Deus nos criou para Se manifestar, para glorificar a Ele. Os lírios podem dar brilho à glória de Deus na terra antes da chegada da primavera, significando que cumpriram sua responsabilidade como criação de Deus. O meu dever era obedecer à orquestração de Deus e dar testemunho Dele diante de Satanás. Hoje, estou sujeito a perseguição e humilhação por causa da minha fé, mas isso é sofrimento em nome de Deus e é glorioso. Quanto mais Satanás me humilhava, mais eu ficava ao lado de Deus e O amava. Dessa maneira, Deus poderia ganhar a glória, e eu teria cumprido o meu dever. Se Deus estiver feliz e contente, o meu coração também estará confortado. Eu estava disposto a enfrentar o sofrimento final para satisfazer a Deus e me submeter às orquestrações de Deus em todas as coisas”. Quando comecei a pensar dessa forma, eu me senti especialmente tocado em meu coração, e novamente não consegui controlar as minhas lágrimas. Orei a Deus em silêncio: “Ó Deus, Tu és tão adorável! Eu tenho seguido a Ti há muitos anos, mas nunca havia sentido o Teu afeto como senti hoje, nem me senti tão próximo de Ti como me senti hoje”. Esqueci completamente o meu próprio sofrimento e me envolvi nesse sentimento por muito, muito tempo…

As temperaturas estavam muito baixas no sexto dia na casa de detenção. Como o policial perverso tinha confiscado o meu casaco de algodão acolchoado, eu só vestia um macacão térmico e acabei pegando um resfriado. Fiquei com febre alta e não parava de tossir. À noite eu me enrolava numa colcha velha, enfrentando a doença e ao mesmo tempo pensando sobre os contínuos maus-tratos e abusos dos prisioneiros contra mim. Eu me sentia muito desolado e desamparado. Quando minha miséria ficou muito grande, lembrei-me da oração genuína e sincera de Pedro diante de Deus: “Se me deres enfermidade e tirares minha liberdade, posso continuar vivendo, mas se Teu castigo e julgamento me deixarem em algum momento, eu não terei como continuar vivendo. Se eu estivesse sem Teu castigo e julgamento, eu teria perdido Teu amor, um amor que é profundo demais para que eu o expresse com palavras. Sem Teu amor, eu viveria sob o império de Satanás e seria incapaz de ver Tua face gloriosa. Como eu poderia continuar vivendo?” (‘As experiências de Pedro: seu conhecimento de castigo e julgamento’ em “A Palavra manifesta em carne”). Essas palavras me deram fé e força. Pedro não se importava com sofrimento físico. O que ele prezava, aquilo que realmente importava para ele, eram o julgamento e castigo de Deus. O que ele buscava era experimentar o julgamento e castigo de Deus para que pudesse ser purificado e, no fim, alcançar obediência até a morte e o amor máximo por Deus. Eu sabia que devia adotar a mesma busca de Pedro, que Deus tinha permitido que eu fosse colocado naquela situação. Embora estivesse experimentando sofrimento físico, isso era o amor de Deus vindo sobre mim. Deus queria aperfeiçoar minha fé e minha determinação na face do sofrimento. Eu fiquei muito comovido quando entendi as intenções sinceras de Deus e odiei como eu era fraco e egoísta. Senti que tinha uma dívida enorme com Deus por não considerar a Sua vontade e jurei que, não importava quão grande fosse meu sofrimento, eu daria testemunho e satisfaria a Deus. No dia seguinte, minha febre alta milagrosamente baixou. Dei graças a Deus no meu coração.

Uma noite, um comerciante veio até a janela e o líder da cela comprou muito presunto, carne de cachorro, coxas de galinha e outras coisas. No final, ele me mandou pagar. Eu disse que não tinha dinheiro, ao que ele respondeu irritado: “Se você não tiver o dinheiro, eu o atormentarei lentamente!”. No dia seguinte, ele me fez lavar os lençóis, as roupas e as meias. Os agentes penitenciários também me fizeram lavar suas meias. Eu tive que suportar as agressões deles naquele centro de detenção quase todos os dias. Sempre que eu não estava mais suportando aquilo, pensava nas palavras de Deus: “Você deve, durante seu tempo na terra, cumprir seu dever final para Deus. No passado, Pedro foi crucificado de cabeça para baixo em nome de Deus; mas, no fim, você deve satisfazer a Deus e esgotar toda a sua energia para o bem Dele. O que um ser criado pode fazer em prol de Deus? Portanto, você deve se entregar a Deus o mais cedo e não o mais tarde possível, para que Ele possa dispor de você como Ele desejar. Contanto que isso deixe Deus feliz e satisfeito, permita que Ele faça o que quiser com você. Que direito os homens têm de falar palavras de queixa?” (‘Capítulo 41’ das Interpretações dos mistérios das palavras de Deus para todo o universo em “A Palavra manifesta em carne”). As palavras de Deus me deram poder. Embora de tempos em tempos eu ainda passasse por ataques, abuso, condenações e agressões dos prisioneiros, com a orientação das palavras de Deus, fui confortado por dentro e não senti mais nenhuma dor.

Certa vez, um agente penitenciário me levou ao seu escritório. Vi mais de uma dúzia de pessoas me olhando de uma forma estranha. Uma delas segurava uma câmera de vídeo em frente a mim, à minha esquerda, enquanto uma outra pessoa se encaminhou a mim com um microfone e perguntou: “Por que você crê em Deus Todo-Poderoso?”. Foi então que percebi que aquilo era uma entrevista e respondi com humildade orgulhosa: “Desde a infância eu tenho sofrido muito bullying e desprezo das pessoas, e já vi as pessoas traírem e tirarem proveito umas das outras. Eu senti que essa sociedade era muito sombria, muito perigosa e que as pessoas estavam vivendo vidas vazias e desamparadas, sem expectativas e sem metas. Depois, quando uma pessoa pregou o evangelho de Deus Todo-Poderoso a mim, eu comecei a acreditar nele. Depois de crer em Deus Todo-Poderoso, senti que outros crentes me tratavam como família. Ninguém na Igreja de Deus Todo-Poderoso conspira contra mim. Todos são compreensivos e carinhosos. Eles cuidam uns dos outros, e não têm medo de falar o que estão pensando ou dar suas opiniões. Nas palavras de Deus Todo-Poderoso, eu encontrei o propósito e o valor da vida. Acho que crer em Deus é muito bom”. Depois o repórter perguntou: “Você sabe por que está aqui?”. Eu respondi: “Depois de passar a crer em Deus Todo-Poderoso, vi que a palavra de Deus pode realmente salvar e purificar as pessoas e levá-las a trilhar a senda correta na vida. Por isso decidi contar as boas novas às pessoas, mas nunca imaginei que esse bom ato seria banido na China. Por esse motivo eu fui preso e trazido para cá”. O repórter viu que as minhas respostas não eram vantajosas para eles, então imediatamente interrompeu a entrevista e foi embora. Naquele momento, o vice-diretor da Brigada Nacional estava tão furioso que ficava batendo os pés no chão. Ele me encarou irritado, rangeu os dentes e disse: “Espere para ver!”. Mas não senti nenhum medo das ameaças nem da intimidação dele. Pelo contrário, eu me sentia profundamente honrado por ter prestado testemunho de Deus naquela ocasião e ter dado glória a Ele para a exaltação do Seu nome e a derrota de Satanás.

Mais tarde, o policial responsável pelo meu caso me interrogou novamente. Dessa vez ele não usou tortura para tentar forçar uma confissão. Em vez disso, usou uma fachada “gentil” para me perguntar: “Quem é o seu líder? Vou lhe dar uma outra chance. Se você nos contar, tudo vai ficar bem. Serei muito complacente com você. Na verdade, você era inocente, mas outras pessoas o traíram. Então, por que protegê-las? Você parece ser uma pessoa tão legal. Por que dar a sua vida por eles? Se você nos contar, você pode ir para casa. Por que ficar aqui e sofrer?”. Aqueles hipócritas viram que a abordagem dura não tinha funcionado e por disso decidiram tentar a abordagem gentil. Eles realmente são cheios de truques espertos e são mestres de maquinações e manobras! Aquele seu rosto hipócrita encheu o meu coração de ódio contra aquele bando de demônios. Eu disse a ele: “Eu já lhe contei tudo que eu sabia. Não sei mais nada”. Ele viu minha postura resoluta e que não extrairia nada de mim, e foi embora decepcionado.

Depois de ter sido mantido na casa de detenção por duas semanas, fui solto, mas primeiro a minha família teve que pagar, a pedido da polícia, 8.000 yuans de fiança. Mas eles me alertaram que eu não fosse a lugar nenhum e que ficasse em casa, sempre de prontidão para responder caso eles me chamassem. Mais tarde, com base na acusação infundada de “perturbar a ordem social”, o PCCh me condenou a um ano de prisão, suspensa por dois anos.

Depois de passar por essa perseguição e tribulação, passei a entender e pude discernir a face diabólica e a essência maligna do Partido Comunista ateu da China, e desenvolvi um profundo ódio por ele. Ele usa violência e mentiras para proteger sua posição de dominância; oprime loucamente e persegue as pessoas que acreditam em Deus. Usa cada truque do manual para impedir e perturbar a obra de Deus na terra e odeia a verdade ao extremo. É o maior inimigo de Deus e é também o inimigo daqueles de nós que são crentes. Após passar por essa tribulação, posso ver que somente a palavra de Deus pode dar vida às pessoas. Quando eu estava em desespero máximo ou à beira da morte, foi a palavra de Deus que me deu fé e coragem e permitiu que eu me agarrasse tenazmente à vida. Graças a Deus por me proteger naqueles dias escuros e difíceis. Seu amor por mim é muito grande!

Todos os dias temos 24 horas e 1440 minutos. Você está disposto a dedicar 10 minutos para estudar o caminho de Deus? Você está convidado a se juntar ao nosso grupo de estudo.

Conteúdo relacionado

O amor de Deus não tem limites

Por Zhou Qing, Província de ShandongSofri ao máximo as misérias desta vida. Eu estive casada por poucos anos quando meu marido faleceu, e,...

Uma época de tortura brutal

Por Chen Hui, ChinaFui criada em uma família comum na China. Meu pai era militar, e por ter sido moldada e influenciada por ele desde cedo,...

Escapando das garras da morte

Por Wang Cheng, ChinaDeus Todo-Poderoso diz: “Deus nunca está ausente do coração do homem e vive entre os homens em todos os momentos. Ele...

A juventude sem arrependimentos

Xiaowen, Cidade de Chongqing “O ‘amor’, refere-se a uma emoção que é pura e sem máculas, em que você usa o coração para amar, sentir e ser...

Entre em contato conosco pelo WhatsApp