A luta para falar com honestidade

04 de Fevereiro de 2022

Por Weniela, Filipinas

Eu aceitei a obra de Deus Todo-Poderoso dos últimos dias em 2017. Normalmente, meu tempo de comunhão com os irmãos era muito feliz, pois eu sempre aprendia mais verdades e ganhava algo com isso. No início, acontecia através de mensagens de texto, Ou seja, digitávamos toda a nossa comunicação. Eu não escondia nada e estava ansiosa por falar sobre meu entendimento das palavras de Deus. Os líderes diziam que eu tinha um entendimento bom, e os irmãos me admiravam. Diziam que gostavam de ouvir minha comunhão e que eu fala inglês bem. Seus elogios me deixavam animada, e eu sentia que estava indo bem. Então uma irmã sugeriu que fizéssemos reuniões por chamada de áudio, e meus problemas vieram à tona.

Numa reunião à tarde, depois de lermos as palavras de Deus, algumas irmãs compartilharam seu entendimento da passagem. Mas eu estava nervosa e não tinha prestado atenção em sua comunhão. Antes, tudo tinha acontecido por meio de textos, e eu não estava acostumada a comungar por voz. Comunhão por voz era meu ponto fraco. Quando era por texto, eu podia escolher minhas palavras e deixar o texto perfeito. Mas numa conversa ao vivo, eu não tinha tempo para me preparar. Embora tivesse algum entendimento das palavras de Deus, minha comunhão era caótica e desorganizada, e eu temia que meus irmãos se decepcionassem comigo. Eu me preocupava com isso o tempo todo. Eu hesitava se devia compartilhar ou não. Se não compartilhasse, os outros pensariam que eu não estava empenhada, e a líder se decepcionaria comigo. Mas se compartilhasse, eu me exporia e, se não fosse bem, os irmãos me menosprezariam. Isso arruinaria a boa imagem que tinham de mim. Esses pensamentos me deixaram tão nervosa que não consegui dizer nada. Eu estava envergonhada, especialmente porque as irmãs que tinham me convertido estavam na reunião. Pensei que ficariam decepcionadas porque, em nossa comunicação por texto, eu tinha revelado um bom entendimento e me empenhado bastante, mas, dessa vez, eu fiquei calada. Então Flora Shi, uma líder, me disse: “Irmã Weniela, você gostaria de compartilhar? Todos já compartilharam. Você se esqueceu de compartilhar comunhão?”. Pelo tom de sua voz, senti que ela estava decepcionada. Me senti constrangida e envergonhada. Para esconder essa deficiência minha e manter minha imagem aos olhos deles, decidi que, a partir de então, eu anotaria o que compartilharia antes da reunião e simplesmente o leria quando fosse minha vez. Assim não ficaria tão nervosa. Achariam que eu falava bem e que minha comunhão era certeira e útil para eles. Achei que era uma boa ideia.

Uma noite, algumas irmãs da China lideraram a nossa reunião. Por conveniência, todos nós nos comunicávamos em inglês. Os irmãos locais eram tímidos porque seu inglês não era tão bom, ainda assim foram capazes de comungar sobre seu entendimento das palavras de Deus. Quando chegou minha vez, eu me empenhei bastante e parecia estar muito confiante porque eu tinha anotado tudo de antemão. Fui a última. Eu tinha passado muito tempo redigindo minha comunhão e tentei falar de modo totalmente natural para que não percebessem que eu estava lendo. Depois, todos elogiaram minha comunhão e disseram que havia sido útil para eles e que meu inglês era ótimo. Secretamente, seus elogios me deixaram satisfeita e eu achei que tinha ganhado seu respeito. Então, sempre que os irmãos diziam que gostavam da minha comunhão e que eu era talentosa, eu não conseguia conter a alegria que sentia. Então fui eleita líder de grupo. Eu me concentrei ainda mais naquilo que os outros pensavam de mim. Mas, depois de um tempo, comecei a me sentir culpada, incomodada, sempre que os outros me elogiavam. Eu sabia que o que eu estava fazendo era errado, que não estava deixando que vissem quem eu realmente era. Não me senti bem com isso, mas continuei fazendo as mesmas coisas. Nas reuniões, eu não me concentrava na comunhão dos outros. De modo algum eu os ouvia com meu coração, mas me ocupava anotando meu próprio entendimento e, como resultado, era impossível que eu aprendesse com a comunhão deles. As reuniões não tinham significado para mim. Eu estava sempre concentrada em anotar algo que soasse bem para satisfazer a minha vaidade e proteger minha reputação. Isso me impedia de ganhar mais com essas reuniões. Eu queria mudar, comungar com mais liberdade, mas tinha medo de tomar esse passo. Temia que, se os outros soubessem que eu estava anotando coisas de antemão, eles me menosprezariam e diriam que eu era insincera, que eu mentia e era enganosa. Quis parar de fazer isso muitas vezes, porque aquilo não estava me beneficiando e me deixava muito incomodada, mas essa ansiedade não era nada em comparação com a minha imagem e a admiração dos outros. Eu me importava mais com a minha fama e reputação. Mas sempre que fazia isso, eu me sentia muito culpada. Até tentei convencer a mim mesma de que eu só fazia aquilo para poder compartilhar meu entendimento de forma mais clara e precisa e para que os outros entendessem melhor o que eu estava dizendo. Fiquei dizendo a mim mesma que estava tudo bem, mas minha inquietação e culpa continuaram a me atormentar. Pensei que, se eu pudesse abrir mão do meu orgulho e contar a verdade, eu conseguiria escapar disso. Mas se descobrissem que meu inglês não era tão maravilhoso, eles ririam de mim. Então como poderia encará-los? Lutei com isso por muito tempo, mas não consegui abrir meu coração. Sem saber o que fazer, tentei aprimorar minhas habilidades linguísticas. Pratiquei comungar sozinha em casa, eu me gravava e então ouvia para ver como eu soava. Pensei que, aos poucos, eu conseguiria melhorar minha fala desse jeito e então não teria que anotar minha comunhão de antemão e que poderia compartilhar diretamente. Então não haveria necessidade de dizer a verdade a ninguém. Contanto que conseguisse comungar bem e meu inglês parecesse fluente, eu garantiria seu respeito por mim. Mas por mais que praticasse, eu sempre ficava nervosa quando comungávamos, e assim eu lia minha comunhão como vinha fazendo desde sempre. Eu estava decepcionada comigo mesma e estava presa num estado negativo. Isso também impactou meu dever. Acabei sendo demitida de minha posição como líder de grupo.

Numa reunião, uma irmã compartilhou esta passagem das palavras de Deus: “Se deseja que os outros confiem em você, primeiro você precisa ser honesto. Como uma pessoa honesta, primeiro você precisa desnudar seu coração de modo que todos possam olhar para ele, ver tudo que você está pensando e vislumbrar a sua verdadeira face; você não deve tentar se disfarçar ou se embalar para parecer bom. Só então as pessoas confiarão em você e o considerarão honesto. Essa é a prática mais fundamental e o pré-requisito de ser uma pessoa honesta. Você está sempre fingindo, sempre simulando santidade, virtuosidade, grandeza, simulando qualidades morais elevadas. Você não permite que as pessoas vejam a sua corrupção e seus fracassos. Você apresenta uma imagem falsa às pessoas para que elas acreditem que você é honrado, grandioso, abnegado, imparcial e altruísta. Isso é desonestidade. Não vista um disfarce e não embale a si mesmo; ao contrário, desnude a si mesmo e o seu coração para os outros verem. Se você puder desnudar o seu coração para os outros verem e desnudar todos os seus pensamentos e planos — tanto positivos quanto negativos — então você não está sendo honesto? Se puder se desnudar para os outros verem, então Deus, também, verá você e dirá: ‘Você se desnudou para os outros verem e, por isso, certamente é honesto também diante de Mim’. Se você só se desnudar para Deus quando está fora da vista de outras pessoas e sempre fingir ser grandioso e virtuoso ou justo e altruísta quando está na companhia delas, então o que Deus pensará e dirá? Ele dirá: ‘Você é genuinamente enganador; você é puramente hipócrita e mesquinho; e você não é uma pessoa honesta’. Deus condenará você assim. Se deseja ser uma pessoa honesta, então, independentemente do quando estiver perante Deus ou outras pessoas, você deve ser capaz de fornecer um relato puro e aberto daquilo que se manifesta em você e sobre as palavras em seu coração. É fácil alcançar isso? Isso exige tempo, exige uma luta interna, e devemos praticar constantemente. Pouco a pouco, nosso coração se abrirá e seremos capazes de nos desnudar” (‘A prática mais fundamental de ser uma pessoa honesta’ em “As declarações de Cristo dos últimos dias”). Deus gosta de pessoas honestas, e Ele não gosta de astúcia nem de desonestidade. Não importa se é algo bonito ou feio, devemos nos abrir de coração na comunhão, não fingir ser algo que não somos, não devemos nos disfarçar. Isso é ser honesto. Eu me senti tão culpada ao ler isso porque sabia que eu não era uma pessoa honesta. Eu realmente queria me abrir, renunciar à minha vaidade e a manter as aparências, e embora tivesse tentado algumas vezes, eu nunca consegui. Eu ansiava por aparecer bem. Eu estava presa em minha própria vaidade. Vi que eu era incrivelmente corrupta. Senti-me muito culpada e irritada ao mesmo tempo. Por que eu estava sempre fingindo, passando uma impressão positiva falsa? Por que não conseguia praticar a verdade? Por que estava desperdiçando minha fé em Deus? Todos esses deveres e reuniões eram em vão? Sentia que jamais escaparia das amarras da minha vaidade. Eu queria sair do nosso grupo para ter tempo para me colocar no estado correto, depois eu poderia voltar para as reuniões e deixar de fazer essas coisas. Então, saí do grupo e parei de usar a conta que eu tinha, querendo ficar sozinha e refletir sobre mim mesma. Eu fiquei frustrada e agitada por um tempo, também me senti sozinha. Eu estava decepcionada comigo mesma. Eu tinha sido uma crente por dois anos, mas ainda não tinha conseguido ser honesta e renunciar à minha vaidade. Eu me importava demais com a opinião dos outros. Só de imaginar a reação dos outros ao descobrirem a verdade eu ficava muito envergonhada.

Tudo que fiz durante aquele tempo foi ler as palavras de Deus. Um dia vi esta passagem: “Buscar a verdade é o mais importante, e praticá-la é, na verdade, muito simples. Você deveria começar sendo uma pessoa honesta e falando a verdade, abrindo seu coração. Se existe algo do qual você sente vergonha demais para discuti-lo com seus irmãos e irmãs, então você deve se ajoelhar e contar para Deus através da oração. O que você deveria dizer para Deus? Diga a Deus o que está em seu coração; não ofereça cordialidades vazias nem tente enganá-Lo. Comece sendo honesto. Se você foi fraco, diga que foi fraco; se você foi malvado, diga que foi malvado; se você foi desonesto, diga que foi desonesto; se você teve pensamentos cruéis e insidiosos, fale com Deus sobre eles. Se você está sempre competindo por uma posição, fale com Ele sobre isso também. Deixe que Deus discipline você; deixe que Ele arranje um ambiente para você. Permita que Deus ajude você a atravessar todas as suas dificuldades e a resolver todos os seus problemas. Você deve abrir seu coração; não o mantenha fechado. Mesmo que você O exclua, Ele ainda consegue ver seu interior. No entanto, se você se abrir para Ele, você pode ganhar a verdade. Qual senda, então, você deveria escolher? Comece sendo honesto e, de forma alguma, finja. Por anos temos comungado verdades sobre ser honesto, e, no entanto, hoje ainda há muitas pessoas que permanecem indiferentes, que falam e agem somente de acordo com suas intenções, desejos e objetivos, e que nunca pensaram em se arrepender. É essa a atitude de pessoas que são honestas? (Não.) Por que Deus exige que as pessoas sejam honestas? É para poder controlá-las com maior facilidade? (Não.) Ser honesto é o início de ser normal, de ser amado por Deus, de ganhar a verdade; e é também o indício mais fundamental de possuir humanidade e a semelhança de uma pessoa genuína. Assim, qualquer um que nunca foi honesto ou pensou em ser honesto é alguém que não pode entender nem ganhar a verdade. Se você não acredita em Mim, vá e veja por si mesmo ou vá e experimente isso pessoalmente. Seu coração só pode se abrir se você praticar a honestidade, e apenas quando o seu coração se abrir a verdade pode entrar em você, então você pode, por sua vez, entendê-la e ganhá-la. Se seu coração estiver sempre fechado, se você nunca falar a verdade para ninguém e se você for sempre evasivo e esquivo, então que resultará de toda essa sua evasão? No fim, você arruinará a si mesmo e será incapaz de compreender ou ganhar quaisquer verdades” (‘Seis indicadores de crescimento na vida’ em “As declarações de Cristo dos últimos dias”). Isso me mostrou que entender a verdade é o mais importante de tudo, mais do que minha aparência e vaidade. Para ganhar a verdade, eu devia começar sendo honesta. Um é um, e dois é dois — chega de fingir e enganar. Por um bom tempo, eu tinha fingido, enganando os outros. Eu anotava o que queria comungar, para que pensassem que eu tinha um bom entendimento e dominava bem o inglês e continuassem me elogiando. Eu estava tomada de culpa e ansiedade, mas não tinha a coragem de me abrir aos irmãos. Não queria que eles vissem minhas falhas e me menosprezassem, dissessem que eu era mentirosa. Até preferi abandonar nosso grupo a contar-lhes a verdade. Eu era muito astuta. Percebi que minha depressão era o dano que Satanás estava causando em mim e que, provavelmente, estava impedindo minha entrada na vida. Isso poderia até me arruinar. Eu deveria ter a coragem de contar aos outros o que estava realmente em meu coração para que eu pudesse praticar alguma honestidade. Por mais constrangedor que fosse contar a verdade, eu sabia que devia deixar de fazer as coisas do jeito errado. Deus gosta de pessoas honestas e se enoja com pessoas desonestas. Se eu continuasse fingindo, passando uma impressão falsa e não sendo franca, eu continuaria vivendo em trevas e nunca ganharia a obra do Espírito Santo. Nunca ganharia a verdade. Eu devia me abrir para Deus para que Ele me ajudasse a resolver minha desonestidade. Orei pedindo que Deus me guiasse a praticar a verdade e a ser uma pessoa honesta.

Mais tarde, finalmente me abri para a nossa líder, a irmã Connie. Eu lhe disse por que eu tinha saído do grupo e desativado minha conta. Depois de me ouvir, a irmã Connie disse: “Eu nunca menosprezaria você por causa disso e aprecio muito a sua honestidade”. Fiquei muito aliviada quando ela disse isso. Experimentei como é maravilhoso ser honesta. Essa honestidade me livrou de toda a minha ansiedade e me permitiu corrigir minhas opiniões equivocadas. Ela também me deu um conselho, que, quando estou compartilhando meu entendimento das palavras de Deus, eu não preciso ser muito eloquente nem compartilhar nenhum tipo de teoria complexa. Basta vir do coração para ser honesto. Isso alegra Deus. Aceitei a sugestão dela e me senti pronta para colocá-la em prática.

Mais tarde, outra irmã me mandou uma passagem das palavras de Deus. “Em vez de buscar a verdade, a maioria das pessoas tem objetivos mesquinhos próprios. Para elas, seus interesses, reputação e o lugar ou posição que ocupam na opinião dos outros são de grande importância. São as únicas coisas que elas prezam. Elas se agarram a isso como se fosse a própria vida. E como elas são vistas ou tratadas por Deus é de importância secundária; por ora, ignoram isso; por ora, só consideram se são o chefe do grupo, se outras pessoas as admiram e ouvem o que elas dizem. Essas coisas são de importância primária para elas. Quando estão num grupo, quase todas as pessoas procuram esse tipo de posição, esses tipos de oportunidades. Quando são muito talentosas, é claro que querem ser o chefão; se sua capacidade é mediana, ainda assim elas querem ocupar uma posição mais alta do que as outras pessoas medianas do grupo; e quando ocupam uma posição baixa no grupo, tendo calibre e habilidades medianos, elas também querem que os outros as admirem, não querem que os outros as menosprezem. É em sua reputação e dignidade que essas pessoas definem o limite: elas têm de se agarrar a essas coisas. Elas podem não ter integridade alguma nem possuir a aprovação ou o consentimento de Deus, mas, num grupo, elas nunca perdem a chance de competir por reputação, status e a admiração dos outros — que é o caráter de Satanás. A maioria das pessoas não está ciente disso. Elas acreditam que devem se agarrar a esse pouquinho de reputação até o fim. Elas não estão cientes de que somente quando essas coisas vãs e superficiais forem totalmente abandonadas e deixadas de lado elas se tornarão alguém que tem determinação. As pessoas que fazem do status a sua vida perdem sua vida. Elas não sabem o que está em jogo. E assim, quando agem, elas sempre retêm algo, sempre tentam proteger seu status, sua reputação, colocam-nos em primeiro lugar, só falam em prol de seus fins, em sua defesa espúria. Tudo que fazem é para si mesmas. Correm na direção de tudo que brilha, informando a todos que fizeram parte disso. Na verdade, isso não teve nada a ver com elas, mas elas nunca querem ficar em segundo plano, sempre temem que as outras pessoas as menosprezem, sempre temem que as outras pessoas digam que elas não são nada, que não são capazes de nada, que não têm habilidades. Tudo isso não é guiado por seus caracteres satânicos? Quando for capaz de renunciar a tudo isso, você será muito mais relaxado e livre por dentro; você terá embarcado na senda de ser honesto. Mas, para muitos, não é fácil alcançar isso. Quando a câmera aparece, eles correm para a frente; gostam de ter seu rosto na câmera, quanto mais cobertura melhor; têm medo de não receber cobertura suficiente e pagarão qualquer preço para a chance de recebê-la. E tudo isso não é guiado por seus caracteres satânicos? (Sim.) Esses são seus caracteres satânicos. Então, você recebe cobertura — e daí? As pessoas o admiram — e daí? Elas o idolatram — e daí? Alguma dessas coisas prova que você tem a verdade? Nada disso possui qualquer valor. Quando você conseguir superar essas coisas — quando se tornar indiferente a elas e deixar de sentir que elas são importantes, quando a reputação, a vaidade, o status, aquilo que as outras pessoas pensam de você não controlarem mais seus pensamentos e seu comportamento e menos ainda como você cumpre seu dever — então o desempenho do seu dever se tornará mais eficiente e cada vez mais puro” (‘Apenas praticando a verdade é possível possuir humanidade normal’ em “As declarações de Cristo dos últimos dias”). Nessa passagem, Deus expõe como as pessoas valorizam a aparência e o status mais do que a vida, e a primeira coisa em que pensam quando confrontadas com algo é sua reputação, vaidade e posição, não a vontade de Deus. Deus não quer que finjamos, Ele não quer que coloquemos nossa reputação em primeiro lugar ou busquemos nosso status entre as pessoas. Não é isso que nos ajuda a ganhar a aprovação de Deus e não nos ajuda a mudar nossos caracteres para sermos salvos. Fama e status são laços que Satanás usa para nos amarrar, e buscar essas coisas nos torna cada vez mais vaidosos e astutos. Assim, perdemos a orientação de Deus e, no fim, perderemos Sua salvação. Deus não gosta de pessoas astutas e Ele não quer que as pessoas façam jogos para ganhar Sua aprovação e a admiração dos outros. Ele quer que renunciemos ao nosso status e reputação, que busquemos a verdade e sejamos pessoas honestas. Não importa se é diante de Deus ou dos outros, não devemos ser enganosos nem insinceros. Repetidas vezes, eu não consegui me abrir e compartilhar minhas lutas com os outros porque eu me importava demais com minha fama e vaidade. Presa nas garras do meu caráter satânico, eu era incapaz de praticar a verdade. Meu desejo de aparência e status era forte demais.

Mais tarde, a irmã me enviou mais das palavras de Deus que continham uma passagem muito útil para mim. “Quando olham para isso agora, vocês diriam que usar pequenos favores, ou se exibir, ou enganar as pessoas com ilusões é uma boa senda para seguir, a despeito dos muitos benefícios e de quanta satisfação uma pessoa que implemente esses meios possa parecer obter externamente? É uma senda de buscar a verdade? É uma senda que pode trazer a salvação? É óbvio que não. Esses métodos e truques, por mais brilhantemente que possam ter sido concebidos, não podem enganar a Deus e, no fim das contas, todos eles são condenados e odiados por Deus, porque, por trás de tais comportamentos, se escondem a ambição pessoal e um tipo de atitude e essência de querer colocar-se contra Ele. No fundo, Deus jamais e de forma alguma reconheceria tal pessoa como alguém que está cumprindo seu dever; em vez disso, a definiria como um malfeitor. Qual é a conclusão de Deus ao lidar com malfeitores? ‘Apartai-vos de Mim, vós que praticais a iniquidade!’ Quando Deus disse: ‘Apartai-vos de Mim’, ele estava mandando as pessoas para Satanás, para lugares abarrotados de satanases, e Ele não as queria mais. Não as querer significava que Ele não as salvaria. Se você não faz parte do rebanho de Deus, sem falar de não ser um de Seus seguidores, você não está entre aqueles que Ele salvará. É assim que tal pessoa é definida” (‘Eles tentam conquistar as pessoas’ em “Expondo os anticristos”). As palavras de Deus me mostraram que algumas pessoas são hipócritas e fingem para roubar um lugar no coração das pessoas. Parece que ganham o respeito dos outros e que seus desejos e ambições são satisfeitos. Mas o que recebem no fim? Podem enganar as pessoas por ora, mas não podem enganar a Deus. Deus vê nosso coração e mente, e, no fim, elas perdem a chance de serem salvas por Deus e nunca podem ganhar a verdade nem a aprovação de Deus. As palavras de Deus são claras. Ele odeia aqueles que não buscam a verdade e cultivam suas próprias intenções, que querem roubar um lugar no coração dos outros. Ele os vê como malfeitores e não reconhece os deveres que cumprem. Isso me assustou. Eu temia que Deus me abandonaria, que Ele me entregaria a Satanás e que eu perderia Sua salvação. Percebi que eu tinha seguido a senda errada. Visto que tudo que eu pensava e fazia era para ser elogiada e admirada pelos outros, eu nunca considerava a vontade de Deus nem o que eu receberia por agir desse jeito. Mesmo se ganhasse o coração das pessoas, eu nunca ganharia a verdade porque eu estava numa senda contrária a Deus. Se continuasse nessa senda, no fim, eu seria arruinada. Quando percebi isso, eu soube que Deus odiava o que eu vinha fazendo e que não era o que Ele queria que eu buscasse. Não consegui acalmar meus sentimentos. Eu queria mudar e escapar desse estado, ser meu verdadeiro eu e nunca mais ser enganosa.

Mais tarde, a irmã Connie me encorajou a compartilhar comunhão e me abrir para os outros, a ser honesta, para que pudesse sentir alguma paz e alegria. Mas ao pensar em me abrir aos irmãos sobre minha corrupção e falhas, eu hesitei. Então vi outra passagem das palavras de Deus: “Você deve buscar a verdade para resolver qualquer problema que surge, não importa o que seja, e de forma alguma deve se disfarçar ou mostrar um rosto falso aos outros. Seus defeitos, suas deficiências, suas falhas, seus caracteres corruptos — seja completamente aberto em relação a todos eles e comungue sobre todos eles. Não os guarde no interior. Aprender a se abrir é o primeiro passo em direção à entrada na verdade e é o primeiro obstáculo, que é o mais difícil de superar. Uma vez que você o superou, entrar na verdade é fácil. Dar esse passo significa que você está abrindo seu coração e mostrando tudo que tem, bom ou mau, positivo ou negativo, desnudando-se para que os outros e Deus o vejam; não escondendo nada de Deus, não ocultando nada, não disfarçando nada, livre de enganação e truques, e sendo igualmente aberto e honesto com as outras pessoas. Dessa forma, você vive na luz, e não somente Deus o escrutinizará; as outras pessoas também serão capazes de ver que você age com princípios e alguma medida de transparência. Você não precisa encobrir nada, nem fazer modificações, nem empregar truques pelo bem da sua reputação, do respeito próprio e do status, e isso também se aplica a quaisquer erros que você tenha cometido; esse esforço sem sentido é desnecessário. Se não fizer isso, então você viverá tranquilo e descansado, e completamente na luz. Somente pessoas assim podem receber o elogio de Deus. A seguir, você tem que aprender a dissecar seus pensamentos e ideias. Quaisquer coisas erradas que esteja fazendo e quaisquer de seus comportamentos dos quais Deus não gostaria, você deve ser capaz de revertê-los imediatamente e retificá-los. Qual é o propósito de retificá-los? É aceitar e levar em consideração a verdade, enquanto rejeita as coisas dentro de si que pertencem a Satanás e as substitui pela verdade. Você costumava confiar em sua natureza satânica, tais como astúcia e engano, mas agora não confia mais; agora, quando faz coisas, você age com uma mentalidade de honestidade, pureza e obediência. Se você não guardar nada, se não apresentar uma fachada, um fingimento, se você se desnudar aos irmãos e irmãs, não esconder seus pensamentos e suas ponderações mais íntimas, e permitir que os outros vejam sua atitude honesta, aos poucos, a verdade se enraizará em você, florescerá e dará fruto, produzirá resultados, pouco a pouco. Se o seu coração é cada vez mais honesto e se orienta cada vez mais por Deus, e se você sabe proteger os interesses da casa de Deus quando cumpre seu dever, e sua consciência pesa quando você deixa de proteger esses interesses, isso é prova de que a verdade teve um efeito sobre você e se tornou sua vida” (‘Só aqueles que praticam a verdade são tementes a Deus’ em “As declarações de Cristo dos últimos dias”). Pude ver que as palavras de Deus podem mudar as pessoas. Quando as pessoas aprendem a se abrir sobre sua corrupção verdadeira e a buscar a verdade, nossas ideias equivocadas e caracteres corruptos podem ser mudados aos poucos. Deus expôs meu pensamento errado e revelou minha busca equivocada por nome e status, então me guiou por meio de Suas palavras para encontrar a senda correta de prática. Eu devia tomar o primeiro passo para me abrir para os outros, parar de pensar em nome e reputação, parar de ser astuta, enganosa e insincera. Eu devia praticar as palavras de Deus e permitir que elas me guiassem.

Naquela manhã de domingo, participei da reunião como sempre e disse a mim mesma que eu devia ser genuína, compartilhar livremente meu entendimento com todos. Eu orei: “Deus amado, desta vez quero praticar a verdade, quero escapar dos laços de Satanás e revelar minha hipocrisia e enganação. Não me importarei, mesmo que me menosprezem. Só quero ser uma pessoa honesta para Te satisfazer. Por favor, ajuda-me a ser aberta e honesta”. Relaxei um pouco depois dessa oração. Durante nossa reunião, pensei nas palavras de Deus e prestei atenção na comunhão dos outros sobre sua experiência e seu entendimento. Não usei esse tempo para anotar minha própria comunhão e não pensei em que tipo de comunhão os outros gostariam. Quando fiz isso, ganhei novo esclarecimento da comunhão dos outros. Quando chegou a minha vez, não pensei em quão boa ou eloquente minha comunhão era, e, embora estivesse nervosa, isso não me impediu de continuar a comungar. Então falei sobre uma passagem das palavras de Deus que me tinha comovido muito. “Ser honesto significa entregar seu coração a Deus, ser genuíno com Ele em todas as coisas, ser aberto com Ele em todas as coisas, nunca esconder os fatos, nunca tentar enganar quem está acima e abaixo de você e não fazer as coisas apenas para conseguir o favor de Deus. Resumindo, ser honesto é ser puro em suas ações e palavras e não enganar nem a Deus nem aos homens. […] Se você tiver muitas confidências que reluta em compartilhar, se estiver muito indisposto a desnudar seus segredos — suas dificuldades — diante dos outros de forma a buscar o caminho da luz, então digo que você é alguém que não alcançará a salvação facilmente e que não emergirá facilmente das trevas” (‘Três admoestações’ em “A Palavra manifesta em carne”). Relacionei essa passagem das palavras de Deus à minha própria experiência e então desnudei minha alma no final, revelando a todos a minha face mais verdadeira. Eu não estava nem um pouco preocupada com o que diriam sobre mim. Eu lhes disse: “Esse tempo todo eu tenho apresentado um grande espetáculo, fingindo ser fluente em inglês. A verdade é que eu estava anotando toda a minha comunhão de antemão e até a gravava para praticar para que soasse natural, para que vocês pensassem bem de mim. Era só para ganhar seus elogios e para que me admirassem. Eu estava enganando vocês…” Pensei que eles me menosprezariam depois de desnudar meu coração, mas eles me disseram que eu não precisava me preocupar em comungar bem, todos nós somos iguais. Deus quer que sejamos genuínos e práticos, não de fala florida. Se eu não comungar de coração e tudo for só doutrina, que bem isso fará? Fiquei tão comovida com isso. Eles não me menosprezaram nem um pouco, e alguns disseram que entendiam o que tinha me motivado e que minha experiência os ajudou. Isso foi uma surpresa agradável. Depois de me abrir para todos sobre a minha corrupção, era como se um espinho tivesse sido retirado do meu lado. Finalmente eu estava livre e podia escapar das amarras do meu caráter satânico. Satanás usa vaidade e reputação para me impedir de praticar a verdade, mas quando aprendi sobre mim mesma por meio das palavras de Deus, a praticar ser uma pessoa honesta e a me abrir, senti que tinha me aproximado de Deus e removido aquelas dúvidas e obstáculos entre mim e meus irmãos. Eu não tinha sido capaz de renunciar à minha vaidade para dizer a verdade por tanto tempo porque me preocupava tanto com minha fama, mas não com a vontade de Deus. Por tanto tempo, eu tinha me disfarçado para satisfazer minha própria vaidade e regozijar no elogio dos outros, mas não era isso o que Deus queria. Na verdade, eu tinha machucado Deus por tanto tempo. Mas Deus sempre perdoou e foi paciente, esperando que eu desse meia-volta. Sou muito grata ao enorme amor de Deus.

Essa experiência me ensinou a importância de buscar a verdade. O único jeito de escapar dos grilhões de um caráter satânico é ser uma pessoa honesta e praticar a verdade. O único jeito de ganhar alegria e paz verdadeiras é escolher a verdade. Eu era tão escorregadia, tão hipócrita, mas agora decido praticar a verdade e ser honesta. Isso é a coisa mais importante para mim. Tudo que quero é que Deus continue me guiando para que eu possa colocar mais verdade em prática.

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