As riquezas da vida

31 de Julho de 2019

Wang Jun Província de Shandong

Ao longo dos anos, desde que aceitei a obra de Deus Todo-Poderoso nos últimos dias, eu e minha esposa temos vivenciado isso juntos, sob a opressão do grande dragão vermelho. Durante esse tempo, apesar de minhas fraquezas, dor e lágrimas, sinto que ganhei muito ao passar por esta opressão. Essas experiências amargas não somente fizeram-me ver com clareza a natureza retrógrada, maligna e a face horrenda do grande dragão vermelho, como também reconheci a minha própria essência corrompida, o que também me permitiu experimentar a onipotência e a sabedoria de Deus. Tenho realmente experimentado e reconhecido o significado real de Deus, utilizando o grande dragão vermelho como um contraste a partir da qual minha confiança em seguir a Deus tornou-se cada vez mais sólida.

Depois de aceitar a obra de Deus nos últimos dias, devido às bênçãos de Deus, eu e minha esposa cumprimos o nosso dever oferecendo hospitalidade em nossa casa. Naquela época, havia irmãos e irmãs convivendo conosco todos os dias e as pessoas frequentemente entravam e saíam de nossa casa. Por isso, éramos relativamente conhecidos na região por crermos em Deus. No inverno de 2003, a opressão do grande dragão vermelho intensificou-se ainda mais. Um dia, nosso líder nos disse: “A polícia está de olho em vocês. Vocês não podem mais ficar aqui, arrumem suas coisas e saiam para cumprir o seu dever”. Confrontado com este arranjo de última hora, fiquei abalado. Eu pensei: “Esta casa de telhado de barro que trabalhei duro para construir, na qual moramos há menos de um ano — não estou disposto a deixá-la assim! Ah, Deus, se Tu pudesses nos deixar morar aqui por alguns anos antes de termos que sair, seria muito bom. Viver em outro lugar não é tão conveniente, tão confortável como morar em nossa casa”. Mas, quando pensei na opressão do grande dragão vermelho, decidi que depois de vender a casa, deveríamos sair logo para cumprir o nosso dever. Enquanto olhava pela nossa casa recém-construída, senti uma onda de tristeza e dor. Eu realmente não conseguiria deixar a minha casa. Eu sentia que vendê-la naquele momento era uma escolha infeliz. Enquanto eu computava os ganhos e perdas da carne e não conseguia tomar uma decisão, ouvi as palavras de Deus ressoando em meus ouvidos: “Abraão ofereceu Isaque. O que vocês ofereceram? Jó ofereceu tudo. O que vocês ofereceram? Tantas pessoas têm dado suas vidas, suas cabeças, derramado o sangue delas para buscar o verdadeiro caminho. Vocês pagaram esse preço? Em comparação, vocês não estão, de modo algum, qualificados para desfrutar de tão grande graça, […]” (de ‘O significado de salvar os descendentes de Moabe’ em “A Palavra manifesta em carne”). As palavras de Deus trespassaram o centro do meu coração como uma espada de dois gumes. Eu me senti muito envergonhado. Era verdade! A fim de satisfazer os requisitos de Deus, Abraão estava disposto a suportar grande dor ao se separar do que ele amava, ao oferecer seu único filho como sacrifício a Deus. Quando Satanás e Deus fizeram uma aposta, embora Jó tenha perdido todos os seus bens e seus dez filhos, ele ainda era capaz de louvar e exaltar o nome de Jeová. Mesmo no fim, quando sofreu a tortura de ser abandonado por seus amigos e familiares e de ser assolado por uma enfermidade, ele ainda preferiria amaldiçoar o dia do seu nascimento do que culpar a Deus. Ele prestou um forte e retumbante testemunho de Deus e Satanás sofreu uma derrota total e humilhante. Houve também todos aqueles santos e profetas no decorrer das eras, e alguns desses, para cumprir a vontade de Deus, desistiram de sua juventude e de seus casamentos, alguns desistiram de suas famílias e parentes e da riqueza do mundo. Outros sacrificaram até mesmo a própria vida e derramaram o sangue pela obra de Deus. Mas, ao olhar para mim, ainda que eu estivesse desfrutando da rara graça da salvação que gerações de santos nunca desfrutaram e das ricas palavras de vida dadas por Deus, ao que eu estava renunciando por Deus? O que eu tinha oferecido a Deus? A igreja tinha me levado a deixar minha casa por causa da opressão e perseguição do grande dragão vermelho, para que eu não caísse em suas garras e sofresse com sua perseguição cruel. Este era o grande amor e proteção de Deus por nós, mas eu não sabia diferenciar o bem do mal, nem me importava com as intenções sinceras de Deus. Eu sequer pensava em minha própria segurança, apenas pensava em meu desejo por aquela casa nova com telhado de telha de barro e os prazeres da carne. Eu não estava disposto a obedecer aos arranjos de Deus — realmente estava cheio de ganância e me importava mais com o dinheiro do que com a própria vida! Eu não estava disposto a deixar minha casa para trás, nem mesmo pelo bem da minha segurança. Se eu tivesse que virar as costas para os meus próprios interesses pessoais como um sacrifício a Deus, ou se tivesse que dar a minha vida ou derramar o meu sangue pela obra de Deus, como que alguém como eu — uma pessoa mesquinha, egoísta e desprezível, que ama o dinheiro como a própria vida — estaria disposto a fazer esse sacrifício por Deus? Eu não fugiria muito antes disso? Eu costumava pensar a respeito de mim mesmo, dizendo sem pensar: “Estou disposto a seguir o exemplo de Pedro e ser um pioneiro por amor a Deus. Estou disposto a renunciar a tudo, a dar tudo sem considerar meu próprio benefício pessoal, minha perda ou meu ganho. Eu só quero agradar a Deus”. Mas, quando confrontado com uma situação real, não havia nenhuma parte de mim focada em Deus. Eu só pensava em meus próprios interesses imediatos, e de fato tentava barganhar com Deus pelos prazeres da carne. Então, eu me perguntei: “Será que esse é o amor que eu tenho para retribuir a Deus?” Deus disse: “Se você ama, vai, de bom grado, se sacrificar e suportar dificuldades e assim, vai se tornar compatível Comigo. Você abrirá mão de seu tudo por Mim, […] Se não, seu amor não seria amor de jeito nenhum, mas sim engano e traição! Que tipo de amor é o seu? É um amor verdadeiro? Ou falso? De quanto você desistiu? Quanto você ofereceu? Quanto amor Eu recebi de você? Você sabe? O coração de vocês está cheio de maldade, traição e engano […]” (de ‘Muitos são chamados, mas poucos são escolhidos’ em “A Palavra manifesta em carne”). Eu fiz um juramento diante de Deus, mas não o estava honrando. Não seria isso tentar enganar a Deus, ludibriá-Lo? Quando meditei sobre isso, prostrei-me imediatamente diante Dele e orei: “Ó Deus Todo-Poderoso, eu sempre acreditei que estava disposto a hospedar quantos irmãos e irmãs fosse necessário, sem jamais me lamentar de qualquer dificuldade, e que isso era uma expressão do meu amor por Ti. Mas só agora vi por meio da revelação dos fatos que o meu assim chamado amor era condicional e seletivo. Ele era completamente baseado no que eu queria, e eu só o tinha se estivesse em um ambiente confortável. Mas quando Tu precisaste de mim para suportar privações na carne e comprometer meus próprios interesses, o meu ‘amor’ simplesmente desapareceu. E disso eu vi que realmente eu não Te amava e que eu não estava realizando o meu dever para retribuir o Teu amor, e sim desejando pagar um pequeno preço em troca de grandes bênçãos. Realmente sou um total oportunista, sou uma pessoa mesquinha, egoísta e desprezível. Eu simplesmente não estou apto a viver diante de Ti, e sou ainda menos apto a receber tudo o que Tu provês em minha vida! Ó Deus, não quero mais Te enganar e me rebelar contra Ti, para Te entristecer. Estou disposto a manter o meu voto, a deixar de lado o meu próprio benefício pessoal e a obedecer às Tuas orquestrações e arranjos”.

Depois disso, investi minha energia em vender aquela casa nova, e comprei um apartamento de dois quartos em um lugar desconhecido. Embora não se comparasse à nossa casa anterior, havia telefone e aquecimento, e o transporte era conveniente. Eu estava muito feliz com ele e retomamos ali o nosso dever de anfitrião. Num piscar de olhos era a primavera de 2004 e a polícia do Partido Comunista novamente começou a desconfiar de nós. Eles enviaram dois espiões fingindo ser cartomantes para obter algumas informações. Graças ao esclarecimento e à liderança de Deus, vimos a trama deles e, confiando na sabedoria de Deus, nós os despedimos. Depois que a igreja ficou sabendo do acontecido, nossos deveres foram suspensos. Eles nos incentivaram a encontrar algum trabalho para proteger o nosso ambiente. Desde aquela data, quase não tivemos contato algum com nossos irmãos e irmãs. Seis meses se passaram e a situação local tornou-se ainda mais tensa. Um dia, de repente, recebemos um recado da igreja dizendo que um judas havia nos vendido e que precisávamos nos mudar o mais rápido possível para evitar cair nas mãos do grande dragão vermelho. Confrontado com este arranjo da casa de Deus, desta vez escolhi obedecer, e um ódio pelo grande dragão vermelho nasceu em meu coração. Pensei no passado, quando eu tinha ouvido as palavras do grande dragão vermelho proclamando: “Os cidadãos têm liberdade de religião e seus direitos legítimos e interesses estão protegidos”, e vi igrejas sendo construídas por toda parte. Adorei e amei aquilo, achei que isso havia conquistado o coração das pessoas. Hoje, porém, diante da realidade, finalmente vi com clareza a face horrenda do grande dragão vermelho, vi a verdade por detrás de suas maquinações, e sei que as suas proclamações e suas ações superficiais eram todas enganos e mentiras, tudo fingimento. Eles usavam meios desprezíveis, truques sujos para confundir e cegar as pessoas. Era tudo sinistro e inescrupuloso, ardiloso e enganador, regressivo, contra Deus, e totalmente reacionário. Só então me veio à mente essas palavras de Deus: “Liberdade religiosa? Direitos e interesses legítimos dos cidadãos? São todos truques para encobrir o pecado! […] Por que erguer um obstáculo assim tão impenetrável para a obra de Deus? Por que usar diversos truques para enganar o povo de Deus? Onde estão a verdadeira liberdade e os direitos e interesses legítimos? Onde está a justiça? Onde está o conforto? Onde está o calor? Por que usar esquemas ardilosos para enganar o povo de Deus? Por que usar força para suprimir a vinda de Deus? Por que não permitir que Deus circule livremente pela terra que Ele criou? Por que perseguir Deus até que Ele não tenha mais onde descansar a Sua cabeça?” (de ‘Obra e entrada (8)’ em “A Palavra manifesta em carne”). Por meio das palavras de Deus, pude ver claramente a face horrenda do grande dragão vermelho, pude ver claramente a verdade de sua resistência e perseguição a Deus, como também o quanto fazia mal e algemava as pessoas. Eu pensei em quantos irmãos e irmãs que, sob a sua opressão e perseguição, não puderam voltar para casa e levavam a vida perambulando, sem ter onde morar. Fiquei pensando em quantos irmãos e irmãs haviam sofrido a destrutividade de sua tortura desumana, quantos irmãos e irmãs haviam sido presos sob falsas acusações e passado tantos dias sombrios, levando a vida em um calabouço que nem um cão ou porco merece, porque criam em Deus e cumpriam o seu dever. Pensei também em quantos irmãos e irmãs que não tinham liberdade, sob a sua vigilância; eles não tinham como cumprir o seu dever nem podiam levar uma vida normal na igreja. Hoje, o fato de crermos em Deus e oferecermos hospitalidade era meramente o cumprimento de nosso dever como criaturas. Estávamos cumprindo as nossas responsabilidades, e não tínhamos de forma alguma transgredido as disposições legislativas ou regulamentares do Partido Comunista Chinês, mas ainda estávamos sujeitos às restrições infundadas e opressão. Só nos restava partir mais uma vez para outro lugar para cumprir o nosso dever. Apesar disso, a polícia não relaxava em sua perseguição a nós, chegando a de fato se disfarçarem de cartomantes para desenterrar informações, imaginando que poderiam encontrar alguma prova para nos apanhar e nos perseguir. O grande dragão vermelho é de fato imensamente sinistro, traiçoeiro, desprezível e cruel! Nesse momento, vi que o grande dragão vermelho era sinistro e implacável, astuto e enganoso, perverso, contra os céus e totalmente reacionário. Era um demônio que devorava e fazia mal às pessoas! Deus encarnado veio à terra para salvar Sua criação, a humanidade. Esse era o amor de Deus pelo homem; era uma coisa enorme e jubilosa, mas o grande dragão vermelho não permitiria que Deus viesse entre os homens, não permitiria que as pessoas adorassem a Deus e trilhassem uma senda adequada na vida. Fazia tudo o que podia para caçar freneticamente a Cristo, perseguia com crueldade o povo escolhido de Deus e tentava interromper e destruir a obra de Deus. Tentava matar todo o povo escolhido de Deus e demolir a obra de Deus nos últimos dias. Isso era totalmente reacionário e intolerável aos céus! Ao pensar nisso, senti uma justa indignação ainda maior e estava cheio de ódio profundo pelo grande dragão vermelho. Graças a Deus! Foram a obra e as palavras práticas de Deus que removeram por completo a máscara do grande dragão vermelho e expuseram totalmente a feiura de sua hipocrisia com aparência de dignidade. Isso afinal abriu os meus olhos que estavam cegos. O meu espírito foi desperto e eu vi a clareza da verdade de que o grande dragão vermelho constrói seu nome enganando o público, e vi a verdade de seu engano e nocividade. Então, tive a confiança e a determinação para abandoná-lo e rejeitá-lo com firmeza. Além disso, em comparação com o mal desprezível e a imundície obscura do grande dragão vermelho, ganhei uma compreensão ainda maior da justiça santidade, luz e bondade de Deus. Eu vi a Sua grande salvação e o Seu cuidado para conosco, seres humanos corruptos; e vi que não importava o quão hostil fosse o ambiente, não importava que tipo de resistência e opressão viessem do grande dragão vermelho, Deus nunca tinha desistido de Sua salvação para nós. Ele ainda está suportando todo sofrimento para fazer a obra que Ele deve fazer. Neste mundo sujo e mau, nós só podemos depender de Deus — Ele é o nosso amor maior e a nossa salvação maior, a partir dos quais temos a aspiração e o anseio por uma vida de busca da verdade, seguindo a Cristo. Deus seja louvado por dispor tal banquete para eu participar; para que, em meio à miséria, eu possa ganhar discernimento e visão. De agora em diante, eu juro pela minha vida que romperei completamente com o grande dragão vermelho. Serei seu inimigo jurado. Não importa o quanto ele me persiga, não serei intimidado por seu despotismo. Apenas seguirei de perto a Deus, confiarei em Sua liderança, me libertarei da opressão de todas as forças das trevas e cumprirei o meu dever a fim de retribuir a graça da salvação de Deus.

Por causa das duras condições que não nos permitiam continuar ali por muito tempo, mais uma vez nos apressamos para nos mudar para outro lugar desconhecido. Após a nossa chegada, uma irmã da casa de Deus nos disse que ali era uma área de minoria étnica e que o grande dragão vermelho não era muito rigoroso. O ambiente era relativamente aceitável. Mas meu coração não estava tranquilo. Pensei comigo mesmo: este é agora o domínio do grande dragão vermelho e é como se densas nuvens pairassem sobre a cidade. Ele não irá nos permitir crer em Deus em paz. Como era de se esperar, quando estávamos ali há apenas vinte dias, os espiões do grande dragão vermelho chegaram a nossa casa sob o pretexto de cobrar uma taxa de saneamento e começaram a buscar as pessoas dentro e fora de nossa casa, indagando austeramente minha esposa de onde ela vinha, onde sua residência era registrada e por que estava ali. Um deles deu uma descrição física e perguntou a ela se eu me parecia com a descrição. Ela confirmou e, assim que ouviram sua resposta, eles trocaram olhares uns com os outros. Só então minha esposa percebeu que eles sabiam como eu era sem nunca terem visto o meu rosto. Provavelmente foi o judas que me vendeu, que havia até descrito a minha aparência para eles. Em seguida, foram para a casa dos vizinhos atrás de nossa casa. Foi aí que percebemos que nossos vizinhos trabalhavam para eles e estiveram nos vigiando. Contamos isso imediatamente para a igreja. Não demorou muito para uma irmã da igreja nos enviar um recado dizendo: “A polícia local fez contato com a polícia da sua cidade natal. Eles estão determinados a prender aqueles entre vocês que foram delatados. Eles querem primeiro observar a situação com visitas inesperadas e analisar vocês e, quando chegar a hora certa, vão fazer uma limpeza de todos vocês. A sua situação é perigosa, vocês devem voltar para sua cidade natal na província de Shandong e se esconderem. Tomem a estrada rapidamente — quanto mais cedo, melhor — se demorarem, correm o risco de não conseguirem mais sair!”. Depois de ler esse recado, não nos atrevemos a ignorá-lo. Decidimos partir no dia seguinte. Naquela noite, eu me revirava na cama e não conseguia pegar no sono. Não só estava extremamente irado com a perseguição insana do grande dragão vermelho, como também me sentia desolado e confuso sobre o caminho que tínhamos pela frente. Ó! A princípio eu pensava que crer em Deus era simples, que tudo o que eu precisava fazer era confessar a Deus com a minha boca, crer Nele em meu coração e fazer o melhor possível para cumprir com meus deveres e eu seria enaltecido por Deus. Nunca imaginei que esse caminho se tornaria mais difícil quanto mais eu o trilhasse. E foi quando eu estava me sentindo preocupado e triste por causa da minha árdua jornada de crer em Deus que Suas palavras me esclareceram: “As pessoas não levam a sério a crença em Deus porque crer em Deus não lhes é familiar, é estranho demais para elas. Dessa maneira, elas ficam aquém das demandas de Deus. Em outras palavras, se as pessoas não conhecem a Deus, não conhecem Sua obra, então elas não são aptas para serem usadas por Deus, muito menos podem cumprir os desejos de Deus. “Crença em Deus” significa acreditar que há um Deus; esse é o conceito mais simples de fé em Deus. Mais ainda, acreditar que há um Deus não é o mesmo que crer verdadeiramente em Deus; antes é um tipo de fé simples com fortes implicações religiosas. Fé verdadeira em Deus significa experimentar as palavras e a obra de Deus com base na crença de que Deus é soberano sobre todas as coisas. Assim você será libertado de seu caráter corrupto, cumprirá o desejo de Deus e virá a conhecer Deus. Somente por meio de tal jornada se poderá dizer que crê em Deus” (de ‘Prefácio’ em “A Palavra manifesta em carne”). Sentei-me em silêncio, tentando entender o significado de Suas palavras. Dentro de mim, pouco a pouco obtive iluminação: Sim, é verdade que a verdadeira fé em Deus significa experimentar Suas palavras e Sua obra com base na certeza de que Ele detém a soberania sobre todas as coisas, assim podemos ser libertos dos nossos caracteres corrompidos, cumprir a vontade de Deus e conhecê-Lo. Somente por meio dessa jornada é que podemos afirmar que cremos em Deus. Sem dúvida não era tão simples como eu acreditava, que eu só precisava confessá-Lo com a minha boca, continuar a me reunir com os irmãos, comer e beber as palavras de Deus e cumprir o meu dever. Esse meu tipo de fé era apenas uma crença religiosa vaga e não continha a essência da fé em Deus. Mesmo que eu seguisse até o fim, possivelmente não poderia satisfazer a vontade de Deus, nem obter Sua aprovação. Pensei em Pedro que, em sua fé em Deus, foi enfático em levar a palavra de Deus para sua vida e experimentá-la diariamente. Não importa o que acontecesse, ele buscava satisfazer a vontade e as exigências de Deus. Quer fosse julgamento e castigo, provações e refinamento, quer fosse adversidade e sofrimento, como também disciplina, ele foi sempre capaz de aceitá-los e obedecer. Com isso, ele buscou a verdade, buscou o conhecimento de si mesmo e o conhecimento de Deus. Sua busca de longos anos não somente resultou em uma mudança em seu próprio caráter, como também ele passou a ter maior conhecimento de Deus do que qualquer outro desde eras. A fé de Pedro estava mais em sintonia com a vontade de Deus, e foi a que mais correspondeu ao Seu padrão. Porém eu tinha uma perspectiva muito simplória sobre o que era crer em Deus. Acreditava que se eu apenas continuasse a me reunir com os irmãos, se comesse e bebesse as palavras de Deus e cumprisse o meu dever, eu estaria apto a ser enaltecido por Deus. Que diferença havia entre as minhas ideias e as dos incrédulos e religiosos? No final, não seriam todas em vão? Foi aí que reconheci que todos os meus anos crendo em Deus foram repletos de confusão. Eu sequer sabia o que significava crer em Deus. Se não fosse pelas revelações práticas de Deus e a orientação e esclarecimento de Suas palavras, eu ainda estaria seguindo a Deus, ao mesmo tempo, vivendo de acordo com as minhas próprias concepções e imaginação. Também não teria visto que eu era, na verdade, um crente religioso que apenas seguia o seu próprio caminho. Não pude deixar de sentir um pouco de medo. Percebi que se continuasse com esse modo confuso de seguir a Deus, sem concentrar-me em experimentar a Sua obra, ou sem concentrar-me em buscar a verdade ou uma mudança no caráter, no final eu certamente seria eliminado por Deus. Quando vi a gravidade de minha situação, no mesmo instante levantei uma oração a Deus: “Ó Deus! Eu Te agradeço por Tuas revelações e Teu esclarecimento que me permitiram compreender a verdade e reconhecer os erros em minha crença em Ti. Ah Deus! Estou disposto a seguir o exemplo das práticas de Pedro, a trilhar o caminho que ele trilhou. Agora que escolhi esse caminho, estou disposto a seguir em frente com confiança, não importa quão traiçoeira seja a estrada ou quantos perigos estão à minha espreita. Estou disposto a ter a vontade de sofrer, a obedecer aos Teus desígnios e arranjos e a experimentar verdadeiramente as Tuas palavras e obra de acordo com o que exiges de mim para que eu possa me tornar uma criatura que realmente crê em Ti e Te adora”. Senti-me bastante aliviado depois de orar e tinha a confiança para experimentar a obra de Deus.

No dia seguinte, tomamos um trem para Shandong. Depois de nos escondermos por um período em nossa cidade natal em Shandong e experimentarmos alguns reveses, sob a orientação do Espírito Santo finalmente conseguimos fazer contato com a igreja e retomamos a vida da igreja. Mas o grande dragão vermelho não tinha relaxado em sua perseguição a nós. Aonde quer que fôssemos, estávamos sempre sujeitos às suas restrições e limitações. A polícia aparecia com frequência para inspecionar autorizações de residência — às vezes vinham duas vezes em um mesmo dia e insistiam com veemência que nos cadastrássemos para obter autorizações provisórias de residência, caso contrário, nos expulsariam dali. Então, mudar-se de casa tornou-se rotina para nós. Mais tarde, nos mudamos para um complexo maior de apartamentos, onde o filho de um ancião da igreja alugava um imóvel, então esse irmão nos hospedou ali. Mas nesse local não apenas teríamos que nos cadastrar para obter uma autorização provisória de residência, como também teríamos que ter uma autorização de entrada e saída, senão não conseguiríamos entrar e sair, muito menos nos locomover. Tivemos que nos esconder dentro de casa e não podíamos sair para a rua. Mesmo assim, a polícia não desistiu. Ainda iam de porta em porta, fazendo inspeções. Com isso vimos que nesse país descrente e ditatorial, regido por um partido ateu, a crença em Deus era suprimida e oprimida a cada momento. De fato, isso produzia um ressentimento velado. Especialmente durante os Jogos Olímpicos de 2008, a situação era muito tensa, extremamente hostil. O grande dragão vermelho preparou armadilhas e a polícia montava guarda em toda parte. Foi, no entanto, nessas circunstâncias, que vimos a onipotência, a sabedoria de Deus e Suas obras maravilhosas, que era Deus planejando tudo. Toda vez que os oficiais queriam realizar uma inspeção, por desígnio de Deus, o homem que vigiava o portão principal vinha informar ao nosso ancião irmão, de forma que podíamos nos preparar rapidamente e nos esconder com antecedência. Houve uma vez em que a polícia apareceu de supetão para realizar uma inspeção enquanto estávamos no meio de uma reunião. Ouvimos os cães latindo lá fora como loucos. As pessoas encarregadas da inspeção invadiram o quintal e, sob o pretexto de checarem os medidores de energia, começaram a ir em todos os cantos, olhando tudo a sua volta, procurando, interrogando e assustando o nosso idoso irmão, que usou a sabedoria de Deus para fazê-los sair. Estávamos todos assustados quando eles foram embora. Felizmente todos nos escondemos a tempo — se tivessem nos encontrado ou os livros das palavras de Deus, as consequências teriam sido impensáveis. Quando o medo abateu-se em meu coração, pensei nestas palavras de Deus: “Não seja controlado por nenhuma pessoa, assunto ou objeto; se algo estiver de acordo com Minha vontade pratique-o em conformidade com as Minhas palavras. Não tema, pois Minhas mãos o sustentarão e Eu certamente o protegerei de todos os malignos” (de ‘Capítulo 28’ das Declarações de Cristo no princípio em “A Palavra manifesta em carne”). “Ajam com coragem! Mantenham a cabeça erguida! Não temam: Eu, o Pai de vocês, estou aqui para apoiá-los e vocês não sofrerão. Desde que orem e supliquem diante de Mim frequentemente, darei a vocês toda a fé. De fora, os poderosos podem parecer perversos, mas não temam, pois isso é porque vocês têm pouca fé. Se sua fé aumentar, nada será difícil demais. Celebrem e pulem de alegria pelo conteúdo de seu coração! Tudo está sob os seus pés e ao Meu alcance. A realização ou a destruição não é decidida por uma só das Minhas palavras?” (de ‘Capítulo 75’ das Declarações de Cristo no princípio em “A Palavra manifesta em carne”). Senti-me envergonhado depois de ler as palavras de Deus. É verdade. Não estão todas as pessoas, acontecimentos e coisas neste mundo dentro dos desígnios e arranjos de Deus? Todos eles não aparecem, se renovam e mudam de acordo com os pensamentos de Deus? O grande dragão vermelho é também uma criatura nas mãos de Deus. Não importa quão feroz seja, ele não pode escapar do governo de Deus. Se Deus quisesse destruí-lo, não bastaria dizer uma palavra? Deus não o destruiu, mas permitiu sua ferocidade por um tempo. Isso é para nos dar confiança e coragem, e para nos permitir conhecer a sabedoria, a onipotência e as obras maravilhosas de Deus por meio de nossas experiências. Foi também para nos permitir reconhecer melhor a natureza reacionária e maligna, como também a face horrenda do grande dragão vermelho em sua opressão, para que possamos odiá-lo, rejeitá-lo, trai-lo e amaldiçoá-lo do fundo do nosso coração. Sob a orientação e liderança das palavras de Deus, não apenas eu não era mais tímido e medroso, como estava cheio de gratidão a Deus. Eu estava disposto a ser obediente dentro desse ambiente e combater o grande dragão vermelho, a aceitar o próprio treinamento e aperfeiçoamento de Deus, a buscar compreender e obter mais da verdade. Durante os meses seguintes, a polícia local faria duas ou três visitas de surpresa todo mês para nos pegar despreparados. Mas foi nessas condições terríveis que pudemos escapar de suas vistas um sem-número de vezes sob o cuidado e proteção de Deus. Houve muitas ocasiões em que não nos pegaram por pouco, e as coisas sempre acabavam bem por um triz. Após essas experiências, eu só poderia sentir verdadeira gratidão e louvor a Deus do fundo do meu coração. Eu pensava: “Ó Deus Todo-Poderoso! Verdadeiramente és o Senhor do universo, que estás no comando de todas as coisas. As Tuas obras maravilhosas estão em toda parte e por meio das minhas experiências eu pude provar não apenas da Tua onipotência e sabedoria, mas vi que és meu mais fervoroso defensor, és o meu refúgio e tenho visto que o grande dragão vermelho não é nada mais do que um tigre de papel. Quando se olha de fora, tudo o que se vê são garras e dentes e ele é terrivelmente prepotente, mas quando defronte de Ti, é muito fraco e impotente — não resiste a um único sopro. Ele só pode atender obedientemente às Tuas atribuições e desígnios. Enquanto eu tiver confiança, poderei triunfar sobre todas as forças das trevas. Ó Deus! Embora eu esteja agora neste país controlado por demônios, não estarei debaixo das restrições de qualquer pessoa, acontecimento ou coisa. Eu me levantarei da opressão das trevas, me erguerei deste lugar de imundície para agir como prova da Tua vitória”.

Sob as terríveis circunstâncias de ser perseguido pelo grande dragão vermelho, tive a experiência profunda de que era a palavra de Deus Todo-Poderoso me guiando por meio de provação após provação, ajudando-me a triunfar vez após vez nas provas de Satanás. Foi a grande graça e proteção de Deus que me trouxeram aqui hoje. Ao refletir sobre a estrada que tomei, sofri a opressão e a perseguição do grande dragão vermelho, fui impedido de voltar para casa e fiquei desabrigado, tenho vivido a vida de um errante e não tive um “ninho acolhedor” como os incrédulos têm, nem consegui viver despreocupadamente como eles ou levar uma vida sossegada. E por causa da opressão do grande dragão vermelho, o meu coração padeceu muito sofrimento e dor. No entanto, porque passei por essas situações amargas, ganhei as riquezas da vida. Ao sofrer a opressão do grande dragão vermelho, reconheci a minha própria natureza egoísta e desprezível. Vi que eu não cria de fato ou amava a Deus. Por intermédio da minha experiência de opressão com o grande dragão vermelho, reconheci a sua natureza traiçoeira, desprezível e má. Nesse contexto, ganhei maior compreensão da essência da justiça, fidelidade, luz e bondade de Deus. Por essa experiência de opressão pelo grande dragão vermelho, tornei-me consciente da minha própria fé vaga e incerta e entendi o verdadeiro significado e valor de crer em Deus. Com essa opressão, também obtive maior entendimento da sabedoria e onipotência de Deus e de Seus feitos maravilhosos, e vi a crueldade, a malignidade e a essência reacionária do grande dragão vermelho, que é hostil a Deus. Eu vi claramente como ele corrompe, engana e prejudica as pessoas. Com isso, desenvolvi um profundo ódio por ele, e eu estava disposto a confiar na palavra de Deus para livrar-me do caráter corrompido de Satanás, a ser capaz de virar as costas inteiramente para o grande dragão vermelho, a viver como uma pessoa verdadeira e satisfazer o coração de Deus. Foi a obra prática de Deus que me permitiu saborear pessoalmente esse banquete abundante de vida, que não só despertou esse meu coração que há muito jazia cego pelo grande dragão vermelho, como também me permitiu ganhar tantas imensas riquezas da vida. E, antes que eu me desse conta, eu havia adentrado no caminho correto de crer em Deus. A Deus Todo-Poderoso, meu profundo agradecimento e louvor!

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