Jurando minha vida à devoção

31 de Julho de 2019

Zhou Xuan Província de Shandong

No dia 3 de abril de 2003, fui com uma irmã visitar um recém-convertido. Esse novo crente estava incerto sobre a obra de Deus nos últimos dias e acabou nos denunciando. Por isso, quatro policiais malignos à paisana nos abordaram com violência, empurraram-nos para dentro do seu veículo e levaram-nos para a delegacia. No caminho, meu coração estava extremamente nervoso, porque tinha comigo um pager, uma lista parcial com nomes de membros da igreja e um bloco de anotações. Eu estava com medo que os policiais malignos descobrissem essas coisas e mais medo ainda de os irmãos e irmãs ligarem para o meu pager, então eu orava sem parar e com urgência a Deus em meu coração: “Deus, que devo fazer? Eu Te peço para me proveres uma saída e não deixares que essas coisas caiam nas mãos dos policiais malignos”. A seguir, tirei as coisas da minha bolsa e com cuidado as coloquei na cintura e disse que meu estômago não estava bem e que eu precisava usar o banheiro. Os policiais malignos gritaram palavrões, dizendo: “Você está mentindo!” Mas eu continuei insistindo e finalmente uma policial feminina me vigiou enquanto fui ao banheiro. Quando tirei o cinto, o pager caiu e eu rapidamente, o peguei e joguei no cano do esgoto. Como eu estava com medo que a policial descobrisse a bolsa na minha cintura, não joguei a bolsa no esgoto, mas, em vez disso, joguei-a na lata de lixo. Eu pensava em ir ao banheiro de novo à noite e então a jogaria no vaso sanitário. Mas eu nunca consegui voltar ao banheiro. No final, acabou que os policiais malignos encontraram a bolsa que eu tinha jogado na lata do lixo.

Os policiais malignos nos prenderam em um quarto e nos fizeram tirar toda a roupa para nos revistar. Até passaram as mãos no nosso cabelo para ver se estávamos escondendo alguma coisa. Quando terminaram a revista, algemaram-nos e nos trancaram no quarto. Quando anoiteceu, separaram-nos para um intenso interrogatório. Perguntaram-me: “De onde você é? Como é seu nome? Quando você chegou aqui? O que está fazendo aqui? Onde você mora? No que você acredita? Como é o nome da pessoa que está com você?” Como não estavam satisfeitos com minhas respostas, disseram furiosamente: “Somos tolerantes com aqueles que confessam, porém muito severos com os que resistem. Se você não contar a verdade, a culpa do que vai te acontecer será sua. Fala! Quem é o líder de vocês? O que estão fazendo? Fala e a trataremos com tolerância”. Vendo como eles pareciam demônios ferozes, decidi silenciosamente: De forma alguma eu serei Judas, não vou entregar meus irmãos e irmãs, nem os interesses da família de Deus. Quando viram que não conseguiriam tirar nada de mim, ficaram nervosos e começaram a me bater e chutar com violência, dizendo: “Como você não está dizendo nada, vamos te ensinar uma lição, te esticando até você virar uma águia de asas abertas!” E de repente veio mais uma série violenta de socos e chutes. Depois disso, um deles me ordenou a sentar no chão, algemou as minhas mãos e torceu-as nas costas o mais apertado possível. Depois colocou uma cadeira atrás de mim e amarrou minhas mãos com uma corda na parte de trás da cadeira. Ele me pegou e com toda a força me empurrou para baixo, apertando meus braços. Imediatamente senti como se meus braços fossem quebrar; senti tanta dor que soltei um grito estridente. Eles empurravam meus braços para frente e para trás, torturando-me incessantemente por algumas horas. Depois disso, eu não suportava mais e me contorcia da cabeça aos pés. Quando viram isso, falaram: “Não finja que é louca, já vimos isso muitas vezes. A quem você acha que está assustando? Você acha que isso vai te livrar?” Eles viram que eu estava me contorcendo toda e um dos policiais malignos disse: “Vai ao banheiro e coloca um pouco de fezes na boca dessa mulher e vê se ela as come ou não”. Eles usaram uma vara e pegaram algumas fezes e esfregaram na minha boca e me forçaram a comer; eu continuava espumando pela boca e quando viram que eu continuava me contorcendo, deixaram-me sair da cadeira. Eu sentia uma dor insuportável no meu corpo inteiro como se eu estivesse com câimbras da cabeça aos pés, e gritava de dor, caída no chão e paralisada. Depois de muitas horas, meus braços e mãos voltaram a se mexer. Os policiais malignos estavam com medo que eu batesse a minha cabeça contra a parede até me matar, então me colocaram um capacete. Depois disso, arrastaram-me de novo para o pequeno quarto de ferro. Eu chorava e clamava a Deus: “Ó Deus, minha carne é fraca demais. Peço-Te que me protejas. Não importa o quanto Satanás me persiga, eu prefiro morrer a Te trair como Judas. Não vou entregar meus irmãos e irmãs, nem os interesses da família de Deus. Estou disposta a ser uma testemunha para Ti e envergonhar o velho Satanás”.

No terceiro dia, os policiais malignos pegaram o bloco de anotações e a lista de nomes dos membros da igreja que eu tinha jogado na lata de lixo e me interrogaram. Quando eu vi aquilo, senti-me muito mal, culpada e arrependida. Odiei a mim mesma por ter sido tão covarde e medrosa e não ter tido coragem o suficiente para jogar a bolsa no cano do esgoto, o que causou essa situação tão séria. Odiei ainda mais não ter dado atenção aos arranjos e regras da família de Deus e ter trazido essas coisas comigo quando cumpria o meu dever, o que ocasionou esse grande problema para a igreja. Naquele momento, eu queria apenas confiar em Deus para encarar tudo que estava à minha frente. Mais do que isso, eu queria confiar em Deus para derrotar Satanás. Nessa hora me lembrei de um hino “Marchando na senda de amar a Deus”: “Não me importo quão dura seja a senda de crer em Deus, eu só executo a vontade de Deus como minha vocação; muito menos me preocupo se recebo bênçãos ou sofro infortúnio no futuro. Agora que decidi amar a Deus, serei fiel até o fim. Não importa quais perigos ou dificuldades me espreitem atrás de mim, não importa qual será o meu fim, a fim de acolher o dia de glória de Deus, sigo de perto os passos de Deus e avanço” (de “Seguir o Cordeiro e cantar cânticos novos”). Eu sussurrava essa canção e novamente sentia fé e poder em meu coração. Os policiais malignos me perguntaram: “Essas coisas são suas? Seja honesta conosco e não te trataremos injustamente. Você é uma vítima e eles mentiram para você. O Deus no qual você crê é vago e distante, é uma ilusão. O partido comunista é bom, e você deve confiar no partido e no governo. Se você tiver algum problema, pode nos procurar e nós te ajudaremos a encontrar a solução. Se precisar de ajuda para encontrar trabalho, podemos te ajudar também. Você só tem que confessar tudo sobre a sua igreja. Conte-nos o que essas pessoas na sua lista estão fazendo. Onde elas moram? Quem é seu superior?” Eu vi o que eles queriam através daqueles truques mentirosos e disse: “Essas coisas não são minhas! Eu não sei!”. Quando viram que eu não revelaria nada, mostraram quem eram de verdade, bateram em mim até eu cair no chão e continuaram a me bater com fúria, e com toda força me arrastaram pelas algemas. Quanto mais eles me arrastavam, mais apertadas as algemas ficavam e cortavam a minha carne. A dor era tão forte que eu gritava e os policiais malignos diziam com furor: “Vamos te forçar a falar, vamos te apertar aos poucos como se aperta um tubo de creme dental para te fazer falar!” Finalmente, eles pegaram minhas mãos e as amarraram para trás nas costas da cadeira e me fizeram sentar no chão. Eles me batiam e com toda força empurravam meus braços para baixo. Eu senti uma dor cortante, insuportável como se meus braços fossem quebrar. Os policiais malignos me torturaram, rosnando para mim: “Fala!” Eu disse sem hesitar: “Eu não sei!” “Se você não falar, vamos te matar; se você não falar, não espere continuar viva; vamos te prender por 10 anos, 20 anos, por sua vida inteira; não espere sair nunca!” Quando disseram isso, eu tive uma ideia: Eu tenho que estar disposta a passar a vida na prisão. Depois pensei em um hino “Desejo ver o dia da glória de Deus”: “Darei meu amor e lealdade a Deus e completarei minha missão para glorificar a Deus. Estou determinado a permanecer firme no testemunho a Deus e jamais ceder a Satanás. Ah, minha cabeça pode quebrar, e sangue pode fluir, mas a coragem do povo de Deus não se perderá. As exortações de Deus repousam no coração, decido humilhar Satanás, o diabo” (de “Seguir o Cordeiro e cantar cânticos novos”). Deus me iluminou, mantendo-me firme e corajosa, e me dando a fé e a determinação para sofrer todas as coisas e dar testemunho para Deus. Como resultado, a conspiração dos policiais malignos não teve êxito. Eles me torturaram até cansar e depois me mandaram de volta para o quarto de ferro.

Alguns dias mais tarde, fui torturada novamente pelos policiais malignos até perder as forças. Eu estava em completo estado de transe e desatenção e minhas mãos e braços estavam dormentes. Ao enfrentar essa tortura cruel e desumana, o meu maior medo era que eles voltassem para me interrogar. Quando eu pensava nisso, era impossível não estremecer de pavor. Eu não tinha ideia do que mais eles usariam para me torturar e nem sabia quando o interrogatório iria terminar. Eu apenas conseguia orar a Deus em meu coração e pedir a Ele que protegesse meu coração, e me concedesse a força de vontade e o poder para suportar o sofrimento, para que eu pudesse ser testemunha de Deus e fizesse com que Satanás fracassasse em completa humilhação.

Quando os policiais malignos viram que eu não confessaria, uniram-se com a Brigada de Segurança Nacional e a Agência de Segurança Pública para me interrogarem. Havia mais de 20 pessoas se revezando para me interrogar dia e noite, tentando me forçar a confessar. Naquele dia, dois policiais malignos da Brigada de Segurança Nacional, que já tinham me interrogado antes, vieram até a mim e inicialmente falaram com gentileza, dizendo: “Se você confessar a verdade, nós te soltaremos e garantiremos sua segurança… Só o partido comunista pode te salvar, e Deus não pode te salvar…” Quando um deles viu que eu não falaria uma palavra, ficou nervoso e começou a gritar palavrões e me fez sentar no chão. Ele me chutou nas pernas, com sapatos de couro, com o máximo de força que podia, causando-me uma dor insuportável. Outro policial maligno lhe perguntou: “Como está indo? Ela está falando?” Ele disse: “Ela é muito teimosa, não adianta o quanto você bate, ela não fala!” O homem então falou furioso: “Se ela não falar, então bate nela até a morte!” O policial maligno me ameaçou dizendo: “Não vai falar? Então vamos te matar!” Eu disse: “Já disse tudo que tinha para dizer! Eu não sei!” Ele ficou tão furioso que parecia completamente enlouquecido e começou a rugir como uma fera selvagem e a me bater e chutar. Finalmente, ele cansou de me bater, achou uma corda da grossura de um dedo, e a enrolou na mão dele algumas vezes. Ele chicoteou meu rosto furiosamente várias vezes, dizendo: “Você não acredita em Deus? Você está sofrendo, então por que o seu Deus não vem te salvar? Por que Ele não vem e abre suas algemas? Onde está o seu Deus?” Eu cerrei os dentes e aguentei a dor. Eu orava silenciosamente a Deus em meu coração: “Ó Deus! Mesmo se eles me baterem até a morte hoje, nunca serei como Judas. Eu quero que Tu estejas junto a mim e protejas meu coração. Estou disposta a dar minha vida como testemunha para Ti e humilhar o velho Satanás”. Pensei em um hino “Peço apenas que Deus seja satisfeito”: “A Deus dou minha máxima devoção, não importa se eu morrer, a vontade de Deus é mais alta do que tudo. Despreocupado com o futuro, sem calcular ganhos ou perdas, peço apenas que Deus seja satisfeito. Dou testemunho retumbante e faço cair vergonha sobre Satanás para a glória maior de Deus. Juro lealdade até a morte para retribuir o amor de Deus, eu O louvo com todo meu coração. Meus olhos viram o Sol da justiça, verdade reina suprema na terra. Justo e santo é o caráter de Deus, digno do louvor da humanidade. Eu amo Deus Todo-Poderoso com todo meu coração, eu O amo para sempre” (de “Seguir o Cordeiro e cantar cânticos novos”). Eu fechei os olhos e suportei a tortura e os golpes alucinados de Satanás. Naquele momento, era como se eu tivesse esquecido a dor. Eu não sabia quando terminaria a tortura. Não ousava pensar, e nem conseguia pensar naquilo. Tudo que eu conseguia fazer era orar sem cessar e clamar a Deus. As palavras de Deus também me deram fé contínua: “Não tema, Deus Todo-Poderoso das hostes certamente estará com você. Ele os defende e Ele é o escudo de vocês” (de ‘Capítulo 26’ das declarações de Cristo no princípio em “A Palavra manifesta em carne”). “E não temais os que matam o corpo, e não podem matar a alma; temei antes aquele que pode fazer perecer no inferno tanto a alma como o corpo” (Mateus 10:28). Eu pensei no grande dragão vermelho que é apenas um tigre de papel e será derrotado pelas mãos de Deus. Se Deus não permitir, a morte não virá sobre mim; sem a permissão de Deus, nem um fio de cabelo da minha cabeça se perderá. Também pensei nestas palavras de Deus: “Vocês já aceitaram as bênçãos que lhe foram dadas? Alguma vez vocês já procuraram as promessas que foram feitas para vocês? Vocês certamente irão, sob a orientação da Minha luz, romper a repressão das forças das trevas. Certamente, no meio da escuridão, não vão perder a luz que os guia. Vocês certamente vão ser o mestre de toda criação. Vocês certamente serão vencedores diante de Satanás. Vocês certamente, na queda do reino do grande dragão vermelho, levantar-se-ão no meio das miríades das multidões para dar testemunho da Minha vitória. Vocês certamente serão firmes e inabaláveis na terra de Sinim. Através dos sofrimentos que vocês suportam, vão herdar a bênção que vem de Mim, e certamente irradiarão Minha glória por todo o universo” (de ‘Capítulo 19’ das palavras de Deus para todo o universo em “A Palavra manifesta em carne”). O poder da palavra de Deus é ilimitado e multiplicou a minha fé. Eu estava determinada a lutar contra Satanás até o final. Quando o policial maligno cansou de me bater, perguntou novamente: “Você vai falar?” Eu disse com firmeza: “Mesmo que você bata até me matar, eu continuo não sabendo!” Quando ele ouviu aquilo, nada podia fazer. Ele jogou a corda no chão e disse: “Você é teimosa como uma maldita mula. Você é muito boa, não diz nada, mesmo que morra. Onde você conseguiu tanta força e fé? Você é mais forte que a Liu Hulan [jovem espiã comunista, idolatrada pelo Partido Comunista da China]!” Quando o ouvi dizer isso, foi como se eu estivesse vendo Deus sentado em Seu trono triunfante, assistindo a Satanás ser humilhando. Eu chorava e louvava a Deus ao mesmo tempo: Ó Deus, ao me apoiar em Teu poder, eu posso triunfar sobre Satanás, o demônio! À luz dos fatos, eu vejo que Tu és onipotente e Satanás é impotente; Satanás sempre será derrotado sob o Teu controle. Se Tu não permites, Satanás não conseguirá me torturar até a morte. Nesse momento, as palavras de Deus novamente me iluminaram: “O caráter de Deus é algo que pertence ao Governante de todas as coisas e seres vivos, […] Seu caráter é o símbolo de autoridade, […] é um símbolo Daquele que não pode ser[a] vencido nem invadido pelas trevas nem por qualquer força inimiga […]” (de ‘É muito importante entender o caráter de Deus’ em “A Palavra manifesta em carne”). Quando passei pela experiência da perseguição cruel do grande dragão vermelho, eu vi o verdadeiro amor e a salvação de Deus por mim e experimentei o poder e autoridade da palavra de Deus. Sem a palavra de Deus me guiando a cada passo do caminho, e se eu tivesse me apoiado em minha própria força, teria sido impossível superar as torturas e os golpes do grande dragão vermelho. Da mesma maneira, vi a imagem vulnerável e avariada do grande dragão vermelho. Eu vi sua substância demoníaca de desumanidade e desprezo pela vida, e o detestei e o amaldiçoei em meu coração. Meu desejo era quebrar toda conexão com ele e seguir a Cristo e servi-Lo por toda eternidade.

No dia seguinte, os policiais malignos vieram me interrogar novamente e se admiraram, dizendo: “Qual é o problema do seu rosto?” Quando olhei no espelho, não reconheci a mim mesma. O policial maligno tinha chicoteado tanto o meu rosto com uma corda no dia anterior que ele estava muito inchado e com manchas rochas e pretas como um urso panda. Quando vi como meu rosto estava irreconhecível, senti um ódio amargo pelo grande dragão vermelho e tomei a decisão de permanecer firme no meu testemunho. Eu não poderia permitir que a conspiração dele triunfasse de maneira nenhuma. Minhas pernas tinham sido tão espancadas que eu não conseguia andar e quando fui ao banheiro podia ver que não estavam normais, mas cheias de manchas roxas e pretas. Um dos policiais perversos disse: “Não há necessidade de você passar por isso, se você falasse, não teria que sofrer; você está fazendo isso a você mesma! Pense nisso: confesse e vamos te mandar de volta para casa, para teu esposo e filha”. Quando ouvi isso, eu o odiei até a alma. Depois disso, mudaram o método e começaram a se revezar para não me deixar dormir o dia inteiro e a noite inteira. Quando eu começava a adormecer, eles gritavam e faziam barulhos para me acordar; tentaram me dobrar, deixando-me sem dormir para que eu falasse num estado mental desatento, de cabeça zonza. Agradeci a Deus por me proteger. Embora os policiais malignos tivessem me mantido acordada por quatro dias e quatro noites, não importava o quanto me interrogassem, eu me apoiava em Deus para me dar resistência e fé, e eles não somente não conseguiram tirar minha atenção, mas fiquei muito mais alerta. À medida que os policiais perversos me interrogavam sem parar, foram ficando cada vez mais desanimados e desencorajados. Começaram a me interrogar pela metade; xingavam e reclamavam, e se ressentiam que eu tinha tirado o apetite deles, que não conseguiam descansar direito e que eu os atormentava, e estavam muito chateados. No final, só me faziam perguntas banais e não tinham mais a força de vontade para me interrogar. Satanás perdeu a luta nessa rodada novamente.

Os policiais malignos não pararam por aí, e tentaram me seduzir. Um deles veio e levantou meu queixo com os dedos, pegou minha mão e falou meu nome. Com uma voz “suave” ele disse: “Você é tão linda. Não vale a pena sofrer tanto aqui. Qualquer dificuldade que você tiver aqui, eu posso te ajudar a resolver. Sua fé em Deus não te conseguiu coisa alguma. Eu tenho duas casas, um dia vou levar você para a gente se divertir; nós dois podíamos formar uma parceria. Se você confessar, será solta. No que você quiser, eu posso te ajudar. Não vou te tratar mal…” Quando ouvi essas mentiras sujas e nojentas, senti náuseas e o recusei com dureza. Ele não teve escolha, a não ser sair com o rabo entre as pernas. Depois disso eu entendi claramente quem são esses deploráveis e desavergonhados supostos “policiais do povo”. Para alcançar seus propósitos, usam métodos vulgares e lamentáveis, sem nenhum senso de vergonha; não possuem nenhuma dignidade ou integridade; são de verdade espíritos malignos e imundos.

Os policiais malignos vinham com um plano astuto depois do outro e usaram minha família para tentar me coagir, dizendo: “Você só acredita em Deus, e não está pensando em seu esposo, sua filha, seus pais e outros membros da sua família; sua filha vai para a escola um dia e vai procurar trabalho. Se você persistir em sua fé, isso afetará diretamente as perspectivas de futuro dela. Você vai deixar isso acontecer? Você não está pensando nela. Você tem a coragem de deixá-la se envolver nisso?” Em seguida, trouxeram meu esposo, minha filha e minha tia e os deixaram tentar me persuadir. Quando vi minha filha, que eu não via há vários anos, as lágrimas começaram a rolar no meu rosto descontroladamente. Nesse momento eu orei a Deus com todas as minhas forças: “Ó Deus, eu Te peço para proteger meu coração, porque minha carne é fraca demais. Nesse momento não posso cair nos truques de Satanás e não posso ser tentada por Satanás a me entregar às emoções. Não posso trair a Deus, nem entregar meus irmãos e irmãs. Eu só peço a Deus que fique comigo e me dê fé e poder”. Minha tia me disse: “Fala rápido, por que você está sendo tão tola? Vale a pena sofrer tudo isso por sua crença em Deus? Quem vai cuidar de você se alguma coisa acontecer? Seus pais estão preocupados com você, eles se preocupam todos os dias e não conseguem dormir nem comer direito. Você tem que pensar na sua família e voltar a viver conosco. Não creia em Deus. Olha para os problemas que você tem sofrido por causa da sua crença em Deus. Por que você se incomoda com isso?” Embora eu estivesse fraca, estava protegida por Deus e reconhecia que isso era uma luta espiritual e podia ver os truques de Satanás; as palavras de Deus em meu coração me fizeram lembrar que: “[…] você deve satisfazer Deus apesar de qualquer relutância em se afastar de algo que você ama ou de chorar amargamente” (de ‘Aqueles que hão de ser aperfeiçoados devem passar pelo refinamento’ em “A Palavra manifesta em carne”). Naquele momento eu disse a ela: “Titia, não tente me persuadir, eu já disse a eles tudo que deveria dizer. Eu não sei o que mais devo dizer-lhes. Eles podem me tratar como quiserem, a decisão é deles. Não se preocupe comigo. Você deve voltar para casa!” Quando os policiais malignos viram minha atitude firme, não tiveram outra escolha a não ser deixarem minha família voltar para casa. Os esquemas e artimanhas dos policiais malignos tinham falhado, e eles estavam tão irritados que cerraram os dentes e disseram: “Você não tem coração mesmo! Você é tão egoísta. Você realmente não é humana. Onde está o seu Deus? Se Ele é todo-poderoso, então por que Ele te deixa sofrer aqui? Por que seu Deus não vem e te salva? Se realmente existe um Deus, então por que Ele não vem e abre suas algemas e te salva? Onde está Deus? Não seja enganada por essas mentiras, não seja tola. Não é tarde demais para acordar e ver a verdade. Se você não confessar, vamos mandar você para a prisão por anos!” As mentiras deles me fizeram pensar na visão do Senhor Jesus sendo crucificado. Deus veio pessoalmente e levou sobre Sua própria carne a remissão da raça humana. Tudo que Ele fez foi para o benefício do homem. Porém, Ele foi escarnecido, caluniado, acusado, profanado, insultado e massacrado pelos fariseus e os que estavam no poder. Deus sofreu extrema humilhação para salvar a humanidade e foi crucificado no final pela humanidade. Toda a dor que Deus sofreu foi pelo homem, e a dor que estou sofrendo hoje é a que eu tenho que sofrer. Porque ainda tenho o veneno do grande dragão vermelho, Deus está usando esse ambiente por um lado para me testar, e por outro lado para me permitir entender de verdade a natureza maligna do grande dragão vermelho, desprezá-lo, traí-lo, e seguir somente a Deus de todo coração. Bem como diz a palavra de Deus: “Deus pretende usar uma parte da obra dos espíritos malignos para aperfeiçoar uma parte do homem, para que essas pessoas consigam entender completamente os feitos dos demônios, e para permitir que todos entendam de fato seus antepassados. Só então os humanos podem se libertar por completo, não apenas renunciando à posteridade dos demônios, mas ainda mais a de seus ancestrais. Essa é a intenção original de Deus de derrotar completamente o grande dragão vermelho, para fazer com que todos os homens conheçam a verdadeira forma do grande dragão vermelho ao arrancar sua máscara e enxergar sua verdadeira forma. É isso que Deus quer alcançar, e esse é Seu objetivo final na terra, pelo qual Ele tem feito tamanha obra; Ele visa a realizá-lo em todos os homens. Isso é conhecido como a manobra de todas as coisas pelo propósito de Deus” (de ‘Capítulo 41’ das interpretações dos mistérios das palavras de Deus para todo o universo em “A Palavra manifesta em carne”).

Finalmente, os policiais malignos me mandaram para o centro de detenção e me mantiveram presa como uma criminosa por um mês. Durante aquele mês, interrogaram-me mais uma vez. Por dois dias e duas noites, não me deixaram dormir e não me deram comida suficiente. Às vezes eles não me davam comida nenhuma, mas não adiantava nada. O grande dragão vermelho tortura e aflige as pessoas assim, interminavelmente! Quando a minha detenção chegou ao final, condenaram-me sem provas a dois anos de reformatório com trabalhos forçados, por “acreditar em um Xie Jiao e perturbar a ordem da sociedade”. Antes de ir para o campo de trabalhos forçados, minha família mandou 2,000 yuan [aproximadamente 1100,oo reais] para minhas despesas pessoais, mas foi tudo desviado por eles. Esses demônios eram de fato Satanás e espíritos malignos sedentos por sangue e vida humana. Era simplesmente maligno! No país do grande dragão vermelho não há lei. Ele pode massacrar e explorar como quiser a tudo a que se opõe; pode criar acusações criminosas como desejar para controlar e perseguir as pessoas. O grande dragão vermelho enquadra e encurrala pessoas, massacra os inocentes, inventa coisas do nada e injustamente rotula as pessoas. Eles são um autêntico e verdadeiro culto, são um grupo de criminosos e gângsteres organizados que trazem calamidades e desastres sobre a humanidade. Por dois anos no campo de trabalhos forçados, eu vi os policiais malignos do governo chinês abusarem e tratarem os trabalhadores como escravos. Eles faziam as pessoas comerem rolinhos cozidos a vapor e sopa de legumes todos os dias. Dia e noite faziam-nos trabalhar horas extras sem nenhuma compensação. Se eu não fizesse um bom trabalho, recebia duras críticas e punição (sentenças prolongadas, privação de alimento, era forçada a ficar de pé por horas). Durante esse período, os policiais malignos não me deixavam em paz, interrogavam-me, tentando me forçar a confessar os detalhes da igreja. Eu odiava aquilo amargamente e, apoiando-me na fé e no poder de Deus, dizia-lhes com indignação: “Vocês me bateram e me puniram. O que mais vocês querem? Eu já disse tudo que tinha para dizer. Vocês podem me interrogar por dez, vinte anos, mas eu vou continuar dizendo que não sei de nada. Vocês podem esquecer!” Quando ouviam isso, diziam exasperados: “Você é incurável, pode ficar esperando aqui!” No final saíam com o rabo entre as pernas.

Depois de passar por essa experiência de tortura desumana e o tratamento cruel do grande dragão vermelho, e também viver injustamente na prisão por dois anos, vi claramente que a substância do grande dragão vermelho é feita só de mentiras, maldade, arrogância e malícia. Vale menos do que o gado. Eles chegam ao ponto de pregarem cartazes que dizem “liberdade religiosa!”, mas depois perseguem o povo escolhido de Deus de todas as maneiras possíveis. Eles freneticamente perturbam e desmancham a obra de Deus. São assassinos que matam sem pestanejar, são bandidos que saqueiam sob o manto da “caridade, justiça, paz e retidão”. No final, suas máscaras foram arrancadas pela sabedoria da obra de Deus, e suas faces demoníacas e malévolas expostas à luz para que eu possa abrir meu campo de visão e despertar do meu sonho. Justo como a palavra de Deus diz: “Durante milhares de anos, essa tem sido a terra da imundice, é insuportavelmente suja, a miséria abunda, fantasmas correm desenfreados por toda parte, enganando e iludindo, fazendo acusações infundadas,[1] sendo impiedosos e viciosos, pisoteando essa cidade fantasma e a deixando coberta de cadáveres; o fedor da decadência cobre a terra e permeia o ar, e é fortemente vigiada.[2] Quem é capaz de enxergar o mundo além dos céus? O diabo amarra firmemente todo o corpo do homem, apaga seus olhos e sela seus lábios com firmeza. O rei dos diabos tem causado alvoroço por vários milhares de anos até o dia de hoje, quando ainda mantém forte vigilância sobre a cidade fantasma, como se fosse um palácio de demônios impenetrável; enquanto isso, essa matilha de cães de guarda observa com olhos ferozes, com um profundo medo de que Deus os pegue desprevenidos e os extermine, deixando-os sem um lugar de paz e felicidade. Como as pessoas de uma cidade fantasma tal como essa puderam um dia ter visto Deus? Alguma vez já desfrutaram do carinho e da amabilidade de Deus? Que apreciação têm elas das questões do mundo humano? Quem entre elas é capaz de compreender a vontade ávida de Deus? Portanto, não é de surpreender que Deus encarnado continue completamente escondido: em uma sociedade obscura como essa, onde os demônios são impiedosos e desumanos, como o rei dos diabos, que mata pessoas em um piscar de olhos, poderia tolerar a existência de um Deus que é amável, bondoso e também santo? Como poderia aplaudir e comemorar a chegada de Deus? Lacaios! Retribuem bondade com ódio, há muito desdenham de Deus, abusam de Deus, são selvagens ao extremo, não têm a menor consideração por Deus, saqueiam e pilham, perderam toda a consciência, não têm nem um resquício de bondade e tentam os inocentes à insensatez. Ancestrais dos antigos? Líderes adorados? Todos eles se opõem a Deus! Sua interferência deixou tudo sob o céu em estado de escuridão e caos! Liberdade religiosa? Direitos e interesses legítimos dos cidadãos? São todos truques para encobrir o pecado!” (de ‘Obra e entrada (8)’ em “A Palavra manifesta em carne”).

Deus Todo-Poderoso é eternamente sábio, onipotente e maravilhoso, e Satanás, o grande dragão vermelho, é eternamente deplorável, imundo e incapaz. Independente de quão selvagem e desenfreado, independente de como ele luta e se rebela, será sempre uma ferramenta nas mãos de Deus, para treinar Seu povo escolhido. Além disso, ele está condenado a ser lançado no inferno por Deus, com punição eterna. Ele tenta destruir a vontade do homem através de perseguição desumana, para que as pessoas se afastem e renunciem a Deus. Mas ele está errado! É justo sua perseguição que nos faz ver com clareza a substância do demônio. Estimula-nos completamente a traí-lo e ter a coragem e a fé para seguir a Deus no caminho certo da vida. Eu sempre confiarei e me apoiarei no sábio e Todo-Poderoso Deus. De agora em diante, não importa quais sejam os perigos desconhecidos e as dificuldades no caminho à frente, resoluta, seguirei a Deus até o final e darei ressoante testemunho a Ele para humilhar o grande dragão vermelho.

Notas de rodapé:

1. “Fazendo acusações infundadas” se refere aos métodos por meio dos quais o diabo prejudica as pessoas.

2. “Fortemente vigiada” indica que os métodos que o diabo usa para afligir as pessoas são particularmente perversos e controlam tanto as pessoas que elas não têm espaço para se mover.

a. O texto original diz: “é um símbolo de ser incapaz de ser”.

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