O egoísmo é vil
Por Yang Shuo, China No início de 2021, a irmã Zhang Yichen e eu estávamos apoiando juntas uma igreja recém-estabelecida. Yichen era nova...
Damos as boas-vindas a todos os buscadores que anseiam pela aparição de Deus!
Tenho sido supervisora do trabalho de vídeo por mais de dois anos. Pouco tempo atrás, por causa das exigências do trabalho, nosso grupo foi dividido em dois grupos menores. A irmã Layla era responsável por um grupo, e eu, pelo outro. Embora a irmã Layla tivesse apenas começado a supervisionar esse trabalho, ela sempre fazia sugestões importantes para a produção de vídeos e frequentemente levava os irmãos a analisar o trabalho e a aprender habilidades técnicas. Isso não me deixava muito feliz, e eu pensava: “Nesse ritmo eles progredirão rapidamente, e logo eu ficarei para trás”. Fui tomada por uma sensação de crise e disse a mim mesma que eu precisava fazer um bom trabalho com cada vídeo para não ficar para trás de Layla e seu grupo. Na época, estávamos fazendo um vídeo que era tecnicamente exigente, e eu estava estudando minuciosamente as habilidades relevantes com outros irmãos. Quando encontrávamos dificuldades, eu orava a Deus e buscava soluções com todos. O vídeo foi completado após muito trabalho, e os irmãos que o viram disseram que ele havia sido bem-feito. Isso foi muito gratificante, pois sugeria que eu tinha, sim, um pouco de habilidade, e era mais capaz do que Layla e seu grupo. Eu enviei o vídeo aos irmãos em outros grupos, e alguns dias depois eles responderam dizendo que o vídeo era muito realista e me perguntaram como melhorei minhas habilidades técnicas. Fiquei muito feliz ao ouvir isso e pensei: “Agora que todos os irmãos viram o que posso fazer, com certeza me respeitarão e me admirarão”. Prometi a mim mesma que eu trataria todos os vídeos subsequentes com diligência máxima.
Depois disso, Layla e seu grupo estavam tendo algumas dificuldades com um vídeo e quiseram que eu os ajudasse a resolvê-las. Eu pensei: “Esse vídeo é responsabilidade sua. Se eu gastar tempo resolvendo esses problemas, o mérito não será meu e também atrasará meu trabalho. Será melhor para mim se eu me esforçar mais no vídeo pelo qual sou responsável do que se eu ajudá-los a resolver seus problemas”. Assim, decidi não ajudá-los. Mais tarde, quando Layla ainda não tinha encontrado uma solução, ela me procurou de novo. Ela disse que tinha tentado várias abordagens, mas sem sucesso, e perguntou como eu tinha lidado com tais dificuldades no passado. Eu pensei: “Se eu gastar tempo com os problemas do seu grupo e você acabar fazendo um trabalho melhor do que eu, todos não pensarão que você é uma líder de grupo melhor do que eu, embora você tenha acabado de começar? Eu pareceria incompetente!”. Com isso em mente, eu lhe disse casualmente que não havia nada que eu pudesse fazer. Layla não teve escolha senão voltar e continuar sondando as dificuldades pessoalmente. Então ela enviou uma amostra do vídeo ao chat do grupo para que verificássemos se havia algum problema. Eu não queria responder, achando que assistir ao vídeo seria uma perda de tempo. Mas, ao mesmo tempo, eu temia que, se eu não assistisse a ele, os irmãos dissessem que eu era negligente na supervisão e irresponsável como líder de grupo. Por isso, abri o arquivo com relutância e assisti ao vídeo. Descobri problemas em vários lugares, mas não lhes dei muita atenção. Então Layla enviou o vídeo à líder, que apontou um bom número de problemas, por isso o vídeo precisava ser revisto e corrigido. Como resultado, o progresso do trabalho se atrasou. Mais tarde, quando a líder veio discutir o trabalho comigo, ela apontou meus problemas e disse: “Quando desempenhamos o dever na igreja, dividimos o trabalho, mas isso não significa que trabalhamos independentemente uns dos outros. Você é uma líder de grupo, então tem de levar um fardo maior. Layla acabou de começar a praticar como líder de grupo, por isso você deve verificar mais de perto os vídeos que ela e seu grupo produzem, para que alguns problemas possam ser resolvidos com antecedência”. Então eu percebi que eu não podia me livrar da responsabilidade por esse atraso, pois ele foi devido a eu ser egoísta demais, cuidando só do meu trabalho e me recusando a cooperar com Layla. No entanto, eu não refleti muito sobre a questão. Depois disso, sempre que fazia vídeos, meu raciocínio era nebuloso e eu me sentia sonolenta e desorientada. Eu não conseguia identificar os problemas no dever dos irmãos e nem sabia o que dizer quando orava. Percebi que eu não estava no estado correto e que Deus me ocultou Sua face. Assim, vim para diante de Deus buscando e orando, pedindo que Ele me guiasse a entender a mim mesma.
Uma noite, antes de me deitar, eu refleti sobre meu desempenho recente. Pensei em como Deus expõe os anticristos que só se importam com seu trabalho no desempenho do dever. Encontrei esta passagem das palavras de Deus: “Os anticristos não têm consciência, nem razão, nem humanidade. Eles não apenas são desprovidos de vergonha, mas também têm outro distintivo: eles são notavelmente egoístas e vis. O significado literal de ‘egoísta e vil’ não é difícil de entender. Significa que uma pessoa não busca nada além de lucro. Se algo diz respeito aos próprios interesses, ela se dedicará de coração a isso, sofrerá e pagará um preço por isso, e investirá pensamento e energia nisso. Se algo não se relaciona aos seus interesses, ela fará vista grossa e não dará atenção a isso; deixará os outros fazerem o que quiserem — mesmo que alguém esteja causando interrupções ou perturbações, ela ignorará e pensará que isso não tem nada a ver com ela. Uma maneira agradável de dizer isso é que ela cuida da própria vida, mas é mais acurado dizer que esse tipo de pessoa é vil, baixa e sórdida — nós a caracterizamos como ‘egoísta e vil’. Como o egoísmo e a vileza dos anticristos se manifestam? Em tudo que beneficia seu status ou reputação, eles se esforçam para fazer ou dizer o que for necessário, e suportam voluntariamente qualquer sofrimento. Mas quando se trata do trabalho arranjado pela casa de Deus ou quando se trata de trabalho que beneficia o crescimento na vida do povo escolhido de Deus, eles o ignoram totalmente. Mesmo quando as pessoas malignas causam interrupções e perturbações e cometem todo tipo de mal, afetando assim seriamente o trabalho da igreja — eles não se preocupam com isso nem investigam, como se isso nada tivesse a ver com eles. E se alguém descobre e denuncia os atos malignos de uma pessoa maligna, eles dizem que não viram nada e fingem ignorância. […] Não importa o trabalho pelo qual sejam responsáveis, os anticristos nunca pensam nos interesses da casa de Deus. Só consideram se os seus interesses são afetados e pensam apenas no pouquinho de trabalho à sua frente que os beneficia. Para eles, o trabalho principal da igreja é apenas algo que fazem em seu tempo livre. Não o levam nem um pouco a sério. Eles só se mexem se são instigados a agir, só fazem o que gostam de fazer e só fazem trabalho que seja em prol de manter seu poder e status. Aos seus olhos, qualquer trabalho arranjado pela casa de Deus, o trabalho de espalhar o evangelho e a entrada na vida do povo escolhido de Deus não são importantes. Não importam quais dificuldades as outras pessoas tenham no trabalho delas, que problemas elas identificaram e relataram a eles, quão sinceras sejam suas palavras, os anticristos não dão atenção, não se envolvem, é como se nada tivesse a ver com eles. Não importa quão grandes sejam os problemas que emerjam no trabalho da igreja, eles ficam totalmente indiferentes. Mesmo quando um problema está apresentado bem na frente deles, eles o tratam apenas com perfunctoriedade. Somente quando o alto os poda diretamente e ordena que resolvam um problema é que eles, relutantemente, farão um pouco de trabalho real e farão uma encenação para o alto. Depois, continuarão a ocupar-se com seus próprios assuntos. Quando se trata do trabalho da igreja, de questões importantes que se relacionem com o todo, eles não se preocupam com nenhuma dessas coisas e as ignoram, e nem sequer tratam dos problemas quando os descobrem. Não importa que questões os outros levantem, eles respondem perfunctoriamente e hesitam, abordando as questões apenas com grande relutância. Isso não é uma manifestação de egoísmo e vileza? Além disso, não importa que dever os anticristos desempenhem, eles sempre consideram se podem ficar sob os holofotes; contanto que um dever possa aumentar sua reputação, eles quebrarão a cabeça e tentarão encontrar todas as maneiras possíveis de aprender como fazê-lo e executá-lo. Contanto que possam elevar-se acima dos outros, eles ficam satisfeitos. Não importa o que estejam fazendo ou pensando, eles apenas pensam em sua própria fama, ganho e status a cada passo. Não importa que dever desempenhem, eles apenas competem para ver quem é superior, quem ganha e quem tem maior prestígio. Eles apenas se importam com quantas pessoas os idolatram e admiram, quantas pessoas os ouvem e os seguem. Eles nunca comunicam a verdade nem resolvem problemas reais. Eles nunca consideram como desempenhar seu dever de tal forma que venham a lidar com as coisas de acordo com os princípios, nem refletem sobre se têm devoção, se cumpriram suas responsabilidades, se há desvios, lapsos ou problemas em seu trabalho, muito menos consideram quais são as exigências de Deus e quais são as intenções de Deus. Eles não prestam a mínima atenção a todas essas coisas. Eles apenas se enterram em seu trabalho por fama, ganho e status, e para satisfazer suas próprias ambições e desejos. Isso não é uma manifestação de egoísmo e vileza? Isso expõe completamente o fato de que o coração deles está cheio de ambições, desejos e exigências irracionais, e que cada ação deles é governada por suas ambições e desejos. Não importa o que façam, a motivação e a fonte de suas ações vêm de suas próprias ambições, desejos e exigências irracionais. Essa é uma manifestação arquetípica de egoísmo e vileza” (A Palavra, vol. 4: Expondo os anticristos, “Excurso quatro: Resumindo a índole dos anticristos e seu caráter essência (parte 1)”). Deus expõe os anticristos como sendo extremamente egoístas. Em questões relacionadas a seus interesses ou que lhes permitam se destacar, eles trabalham com diligência e alegria, independentemente do preço que precisem pagar ou de quanto precisem sofrer. Mas se algo não diz respeito aos seus interesses, eles simplesmente o ignoram. Em tais casos, eles não estão dispostos a dar atenção, não importam quantas dificuldades os outros estejam enfrentando nem quão grande seja a perda para o trabalho da igreja. Tudo que fazem é para o bem de seu status e reputação pessoal, e eles não consideram os interesses da igreja. Então notei que era assim que eu vinha me comportando. Quando nosso grupo foi dividido em dois, vi que Layla fazia progresso rápido e levava um fardo no dever. Eu temia que ela me ultrapassasse, por isso não quis ajudá-la quando ela encontrou dificuldades e pediu minha ajuda. Achei que isso não era uma das minhas responsabilidades primárias e que fazer isso tomaria meu tempo e energia. Não só isso, mas mesmo que o vídeo ficasse bom, meu trabalho duro passaria despercebido — em vez disso, os outros suporiam que Layla estava no mesmo nível que eu, apesar de só ter começado a praticar como uma líder de grupo. Nesse caso, eu não seria capaz de me exibir. Então, quando Layla pediu que eu verificasse seu vídeo e lhes fizesse sugestões, não me importei. Eu não queria gastar tempo e esforço vendo-o. No fim, acabei assistindo — mas só a contragosto, por formalidade, porque eu temia que os outros pudessem me rotular como irresponsável. Por causa disso, o vídeo — que continha numerosos problemas — teve de ser refeito. Se eu tivesse feito um esforço um pouco maior, eu poderia ter descoberto e corrigido esses problemas mais cedo. Mas, por ser tão egoísta e só pensar em meus interesses, o trabalho da igreja se atrasou. Quando pensei nisso, eu me senti muito culpada. A igreja tinha arranjado que eu fosse uma líder de grupo, portanto, eu deveria ter cumprido minhas responsabilidades e ter sido atenciosa para resolver os vários problemas e dificuldades que os irmãos encontravam em seu dever. Mas eu não me importei nem um pouco com a intenção de Deus. Tudo o que me importava era se os vídeos sob minha responsabilidade eram bem-feitos, e se eu poderia fazer com que mais pessoas me admirassem. Quando Layla se deparou com dificuldades, obviamente, eu tive algumas ideias sobre como resolvê-las, mas eu não ajudei em nada. Até pensei maliciosamente: “É bom que eles tenham se deparado com algumas dificuldades. Se seus resultados forem ruins, a minha imagem melhorará. Os irmãos acharão que eu sou o pilar de nosso grupo e que não podem ficar sem mim”. A forma como eu pensava e agia era muito desprezível! Ao rever o trabalho mais tarde, eu ouvi algumas irmãs dizendo coisas como: “Esse vídeo não foi muito bem-feito, e sinto-me um tanto negativa quanto a isso. Acho que meu calibre não é bom o suficiente para esse dever”. Ouvir isso me deixou angustiada e reforçou o que eu sentia em relação a como eu tinha sido egoísta. Eu só me importava com meu status e reputação. Eu estava ciente de que elas só tinham começado a praticar e que elas precisavam de assistência e cooperação. Mas eu só cruzei os braços, sem um pingo de amor. Quanto mais eu pensava nisso, mais sentia que eu carecia de humanidade. Como pude fazer algo tão desprezível e baixo?
Numa reunião, um irmão comunicou uma experiência sua e vi que eu me beneficiei muito com isso. Em sua comunhão, havia uma passagem das palavras de Deus que me impressionou profundamente. As palavras de Deus dizem: “Qual é o critério pelo qual as ações e o comportamento de uma pessoa são julgados como sendo bons ou maus? É se, em seus pensamentos, revelações e ações, ela tem ou não o testemunho de colocar a verdade em prática e de viver a verdade realidade. Se não tiver essa realidade ou não viver isso, então você é, sem dúvida, um malfeitor. Como Deus considera os malfeitores? Para Deus, seus pensamentos e ações externas não dão testemunho para Ele, tampouco humilham e derrotam Satanás; em vez disso, trazem vergonha para Ele e estão repletos de marcas que O desonram. Você não está dando testemunho de Deus, não está se despendendo por Ele nem está cumprindo suas responsabilidades e obrigações para o bem Dele; em vez disso, está agindo para o próprio bem. O que significa ‘para o próprio bem’? Para ser preciso, significa para o bem de Satanás. Por isso, no fim, Deus dirá: ‘Apartai-vos de Mim, vós que praticais a iniquidade’. Aos olhos de Deus, suas ações não serão vistas como boas ações, serão consideradas atos malignos. Não somente elas não ganharão a aprovação de Deus — elas serão condenadas. O que alguém espera ganhar com tal crença em Deus? Tal crença não levaria a nada no final?” (A Palavra, vol. 3: Os discursos de Cristo dos últimos dias, “Liberdade e liberação só podem ser ganhas livrando-se de seus caracteres corruptos”). As palavras de Deus me mostraram que Deus não olha para quantos deveres uma pessoa desempenha nem quanto os outros elogiam uma pessoa. Antes, o que Ele vê é se uma pessoa possui o testemunho de praticar a verdade em seus pensamentos, expressões e ações durante o desempenho do dever. É assim que Deus julga se as coisas que alguém faz são boas ou malignas. Deus escrutina o coração das pessoas, e se uma pessoa desempenha o dever sem a intenção de dar testemunho de Deus e de satisfazer a Deus e, em vez disso, prejudica o trabalho da igreja para defender seus interesses pessoais, então, por mais alto que seja o preço que uma pessoa pague, ela está cometendo o mal aos olhos de Deus. Eu sempre achei que eu era conscienciosa e responsável no dever e que eu não era tão ruim. Porém, ao refletir sobre meu comportamento à luz das palavras de Deus, eu vi que, embora eu fizesse meu melhor e fosse meticulosa no trabalho pelo qual eu era responsável, por trás disso se escondia a intenção de ocupar um lugar no coração dos meus irmãos; a intenção de fazer com que as pessoas achassem que eu era o pilar do grupo e que não podiam ficar sem mim. Até quando Layla se deparou com dificuldades e não conseguiu progredir em seu trabalho, eu não me importei nem um pouco. Ao contrário, eu fiquei feliz ao vê-la tendo dificuldades, pois achava que isso me ajudaria a me destacar. Ao desempenhar meu dever com intenções tão desprezíveis, eu estava cometendo o mal e sendo condenada por Deus. Se eu não me arrependesse, no fim, eu seria eliminada por Deus, mesmo que fizesse muito trabalho e pagasse um preço alto. Esse pensamento me assustou, e eu senti que estava em grande perigo. Eu orei a Deus e decidi que não viveria mais segundo meu caráter corrupto, e que, se algo similar ocorresse comigo no futuro, eu tinha de considerar o trabalho da igreja como um todo e proteger os interesses da igreja.
Depois, encontrei uma senda de prática nas palavras de Deus. Deus diz: “Para todos que desempenham um dever, por mais profundo ou raso que seja seu entendimento da verdade, a prática mais simples para entrar na verdade realidade é pensar nos interesses da casa de Deus a cada passo, abrindo mão de seus desejos egoístas, intenções, motivos, orgulho e status pessoais e colocando os interesses da casa de Deus em primeiro lugar — isso é o mínimo que devem fazer. Se uma pessoa que desempenha um dever não consegue fazer nem mesmo isso, como se pode dizer que ela está desempenhando seu dever? Isso não é desempenhar o dever. Você deveria primeiro pensar nos interesses da casa de Deus, considerar as intenções de Deus e levar o trabalho da igreja em conta. Coloque essas coisas acima de tudo; só depois disso você pode pensar sobre a estabilidade de seu status ou sobre como os outros o consideram. Divida isso em duas etapas, fazendo uma pequena concessão — vocês não acham que isso torna as coisas um pouco mais fáceis? Se praticar assim por um tempo, você passará a achar que satisfazer a Deus não é uma coisa difícil. Além disso, se você conseguir cumprir suas responsabilidades; cumprir suas obrigações e seu dever; deixar de lado seus desejos egoístas, intenções e motivos; mostrar consideração pelas intenções de Deus e colocar os interesses da casa de Deus, o trabalho da igreja e o dever que você deve desempenhar em primeiro lugar, então, depois de experienciar assim por um tempo, você sentirá que se conduzir dessa maneira é bom, que as pessoas devem viver de maneira honesta e franca e que não devem levar uma existência covarde, sórdida e baixa, mas sim que devem ser íntegras e retas. Você sentirá que essa é a imagem que uma pessoa deve viver. Aos poucos, seu desejo de satisfazer seus interesses diminuirá” (A Palavra, vol. 3: Os discursos de Cristo dos últimos dias, “Liberdade e liberação só podem ser ganhas livrando-se de seus caracteres corruptos”). As palavras de Deus me mostraram que, para desempenhar bem seu dever, uma pessoa precisa deixar de lado seus motivos e intenções pessoais, seu orgulho e status e deve colocar os interesses da igreja primeiro, todas as vezes. Depois disso, eu desempenhei o dever de modo consciente, de acordo com as exigências de Deus, e deixei de ser egoísta e desprezível e de considerar só meu status e reputação. Uma vez, Layla se deparou com uma dificuldade ao fazer um vídeo e pediu que eu desse uma olhada em como resolvê-la. Eu relutei um pouco e pensei: “Ainda não terminei o vídeo que estou fazendo. Ajudar a resolver o problema dela afetará o progresso do meu trabalho? Se eu acabar não podendo terminá-lo em tempo, os outros dirão que eu sou ineficiente, mesmo sendo uma líder de grupo?”. Percebi que eu estava novamente vivendo segundo meu caráter corrupto. Eu me lembrei da resolução que eu tinha feito diante de Deus — que eu consideraria o trabalho da igreja como um todo e não cuidaria somente do meu trabalho — e eu orei a Deus, disposta a me rebelar contra a carne, deixar de lado meus interesses e ajudar Layla diligentemente. Assisti ao vídeo com atenção, anotei os problemas e então procurei Layla e seu grupo para oferecer orientação local. Layla disse que minha comunhão tinha aberto uma senda para ela e eu senti muita paz no coração. Inicialmente, eu achei que ajudá-los atrasaria meu trabalho, mas, no fim, não houve nenhum atraso. Para ambos os grupos, o trabalho avançou de forma mais eficiente do que nunca e foi completado com sucesso em um mês. Depois disso, quando os irmãos pediam minha ajuda para suas dificuldades, eu não a recusei mais. Em vez disso, ajudava da melhor forma possível. Embora estivesse gastando mais tempo e esforço verificando coisas e fazendo sugestões, eu me sentia em paz praticando desse jeito.
Mais tarde, refleti sobre mim mesma e me perguntei por que eu era tão assídua referente a questões que diziam respeito a meus interesses, mas não cooperava quando meus interesses não estavam envolvidos. O que, exatamente, era a essência desse problema? Vi algumas das palavras de Deus: “Para proteger sua vaidade e orgulho, e para proteger sua reputação e seu status, algumas pessoas ficam felizes em ajudar os outros e estão dispostas a levar um tiro por seus amigos, pagando qualquer preço por eles. Mas quando precisam proteger os interesses da casa de Deus, defender a verdade e a retidão, sua boa vontade se foi, ela desapareceu completamente. Quando deveriam praticar a verdade, elas não a praticam nem um pouco. O que está acontecendo? Para proteger sua dignidade e orgulho, elas pagam qualquer preço e suportam qualquer sofrimento. Mas, quando precisam fazer trabalho real e lidar com assuntos reais, proteger o trabalho da igreja e coisas positivas, e proteger o povo escolhido de Deus e prover para ele, por que essa força para pagar qualquer preço e suportar qualquer sofrimento desaparece? Isso é inconcebível. Na verdade, elas têm um caráter que é avesso à verdade. Por que digo que são avessas à verdade? Porque, sempre que algo envolve praticar a verdade, dar testemunho de Deus, lutar contra os esquemas de Satanás, salvaguardar o trabalho da igreja e proteger o povo escolhido de Deus, elas fogem e se esquivam disso e não lidam com nenhum assunto adequado. Onde estão seu heroísmo e seu espírito para suportar sofrimento? Onde elas aplicam essas coisas? Isso é evidente. Mesmo que alguém as repreenda, dizendo que elas não deveriam ser egoístas e baixas, nem tentar proteger a si mesmas, e que elas deveriam proteger o trabalho da igreja, elas não ligam muito. Elas dizem a si mesmas: ‘Eu não faço essas coisas, e elas não têm nada a ver comigo. Que bem isso faria para minha busca de fama, ganho e status?’. Elas não são pessoas que buscam a verdade. Só gostam de buscar fama, ganho e status, e não fazem nada do trabalho que Deus lhes confiou. Portanto, quando o trabalho da igreja precisa delas, elas simplesmente escolhem fugir. Isso significa que, no coração, elas não amam coisas positivas e não estão interessadas na verdade. Isso é uma manifestação nítida de ser avesso à verdade. Somente aqueles que amam a verdade e possuem a verdade realidade podem, quando o trabalho da casa de Deus o exigir e quando o povo escolhido de Deus tiver necessidade, dar um passo adiante e se apresentar com bravura e senso de responsabilidade para dar testemunho de Deus e comunicar a verdade, guiando Seu povo escolhido para a senda certa, o que o capacita a alcançar submissão à obra de Deus. Somente essa é uma atitude de responsabilidade e uma manifestação de mostrar consideração pelas intenções de Deus. Se vocês não tiverem essa atitude e só agirem sem se envolver, e pensarem: ‘Farei as coisas dentro do escopo do meu dever, mas não me importo com mais nada. Se você me perguntar algo, eu lhe responderei — se eu estiver de bom humor. Senão, não o farei. Essa é a minha atitude’, então esse é um caráter corrupto, não é? Apenas proteger status, reputação e orgulho próprios, e apenas proteger as coisas que dizem respeito a seus interesses — isso é proteger uma causa justa? É proteger os interesses da casa de Deus? Por trás desses motivos mesquinhos e egoístas está o caráter de ser avesso à verdade” (A Palavra, vol. 3: Os discursos de Cristo dos últimos dias, “Parte 3”). “Deus não sente repulsa pelas pessoas e não as afasta Dele porque elas têm baixo calibre, algumas falhas menores, caracteres corruptos ou uma essência que resiste a Ele. Essa não é a intenção de Deus e não é Sua atitude em relação ao homem. Deus não detesta o baixo calibre das pessoas, Ele não detesta sua tolice, e Ele não detesta que elas tenham caracteres corruptos. O que é que Deus mais odeia nas pessoas? É que elas são avessas à verdade. Se você é avesso à verdade, só por causa disso Deus nunca encontrará prazer em você. Isso está escrito em pedra. Se você é avesso à verdade, se não ama a verdade, se a sua atitude para com a verdade é indiferente, desdenhosa e arrogante e teimosa, ou até mesmo repulsiva, resistente e rejeitadora — se essas são as manifestações que você tem — Deus é totalmente avesso a você, e você está acabado, fora do alcance da salvação” (A Palavra, vol. 3: Os discursos de Cristo dos últimos dias, “Para cumprir seu dever, entender a verdade é o mais crucial”). As palavras de Deus me mostraram que as pessoas que não amam a verdade nem protegem os interesses da igreja, sempre protegendo o status e a reputação pessoal, e prontamente fazendo qualquer coisa que sirva a seus interesses e as faça se destacar, enquanto ignoram e dispensam tudo que não as beneficia, são pessoas de caráter satânico avessas à verdade. Não importa quão diligente seja esse tipo de pessoa em questões que toquem seus interesses pessoais, que preço ela pague nem quão impressionantes sejam os resultados de seu trabalho, sua intenção é sempre satisfazer sua necessidade de status e reputação. Quando se trata dos interesses da igreja, ela claramente sabe a verdade, mas não a pratica, e ela não defende o trabalho da igreja de modo algum. Ao refletir, percebi que eu vinha desempenhando meu dever desse jeito. Eu estava disposta a me esforçar e a pagar um preço contanto que eu fosse capaz de me destacar e passar uma impressão boa. Mesmo em face de dificuldades, eu permanecia resoluta e só me dedicava totalmente para obter resultados. Mas assim que via que fazer um bom trabalho não me faria me destacar nem me beneficiaria, eu ficava de fora. Eu nem ficava ansiosa, mesmo quando via o trabalho da igreja sofrendo perdas. Eu estava revelando o caráter satânico de ser avessa à verdade! Com base em todos os meus anos de fé e todas as palavras de Deus que eu tinha lido, eu sabia em termos de doutrina que, como um ser criado, eu tinha de cumprir meu dever com todo meu coração, toda minha mente e força, e que eu sempre devia colocar os interesses da igreja em primeiro lugar. Frequentemente, eu orava a Deus, dizendo que eu desempenharia meu dever da melhor forma possível para retribuir Seu amor. Mas quando eu enfrentava uma situação real, eu escolhia satisfazer meus desejos egoístas, em vez de proteger os interesses da igreja. Eu sempre colocava meu status e minha reputação acima dos interesses da igreja. Como eu era maligna! Se eu não lidasse com meu caráter satânico de ser avessa à verdade, eu nunca alcançaria uma mudança em minha vida caráter, sem falar de alcançar a salvação, por mais anos que eu continuasse crendo em Deus. Pensando nisso, percebi como esse meu caráter era fatal. Eu orei a Deus pedindo que Ele me guiasse a me livrar dos grilhões desse caráter corrupto.
Logo depois, li outra passagem das palavras de Deus: “Na casa de Deus, todos aqueles que buscam a verdade estão unidos, e não divididos, diante de Deus. Todos eles trabalham em prol de um objetivo comum: cumprir seu dever, fazer bem o trabalho que recai sobre eles, agir de acordo com as verdades princípios, fazer o que Deus exige e satisfazer Suas intenções. Se seu objetivo não serve a esse fim, mas é para seu próprio bem, para satisfazer seus desejos egoístas, então isso é a revelação de um caráter corrupto satânico. Na casa de Deus, os deveres são cumpridos de acordo com as verdades princípios, enquanto as ações dos não crentes são governadas por seus caracteres satânicos. Essas são duas sendas muito diferentes. Os não crentes abrigam suas próprias intenções, cada um deles tem seus próprios planos e objetivos, e todos vivem para os interesses pessoais. É por isso que todos lutam por cada pingo de lucro e se recusam a ceder um milímetro sequer. Estão divididos, não unidos, porque eles não têm um objetivo comum. A intenção e a natureza do que fazem são as mesmas. Todos estão fazendo de tudo por si mesmos. A verdade não reina nisso; o que reina e está no comando em tudo isso são seus caracteres corruptos satânicos. Eles são controlados por seus caracteres corruptos satânicos e não conseguem se conter, e assim caem cada vez mais fundo no pecado. Na casa de Deus, se o ímpeto, a motivação, os princípios e os métodos de suas ações não forem diferentes daqueles dos não crentes, se vocês também forem manipulados, controlados e dominados por seus caracteres corruptos satânicos, e se o ímpeto de suas ações forem seus próprios interesses, reputação, orgulho e status, então a maneira como vocês desempenham seu dever não será diferente de como os não crentes fazem as coisas. Se vocês buscarem a verdade, vocês deveriam mudar a maneira como fazem as coisas. Vocês deveriam largar seus próprios interesses e suas intenções e desejos pessoais. Deveriam primeiro comunicar a verdade juntos quando fazem as coisas e entender as intenções e as exigências de Deus antes de dividir o trabalho entre vocês, tendo em vista quem é bom e quem é ruim em quê. Deveriam assumir o que são capazes de fazer e se agarrar a seu dever. Não compitam nem briguem pelas coisas. Vocês devem aprender a exercer tolerância e paciência. Se alguém é novo neste dever ou está apenas começando a aprender as habilidades relevantes e ainda não é capaz de lidar com certas tarefas, você não deve forçá-lo a assumi-las. Deve atribuir-lhe tarefas que sejam um pouco mais simples. Isso lhe permite obter resultados mais facilmente no desempenho de seu dever. É isso que significa ser tolerante, paciente e ter princípios. É uma parte do que a humanidade normal deveria ter; é o que Deus exige das pessoas e o que as pessoas deveriam praticar” (A Palavra, vol. 3: Os discursos de Cristo dos últimos dias, “Parte 3”). As palavras de Deus me fizeram entender como desempenhar um dever na igreja é diferente da maneira como os descrentes fazem as coisas. No mundo não crente, as pessoas interagem de acordo com as filosofias satânicas para os tratos mundanos como: “deixe as coisas passarem, se elas não o afetarem pessoalmente” e “que cada um cuide da sua vida”. Elas só consideram seus interesses e se podem ganhar uma promoção ou riqueza. Ninguém demonstra nenhum interesse nem preocupação pela dificuldade dos outros. Ao considerar como eu vinha me comportando no dever, percebi que eu agia exatamente como um descrente. Eu estava ciente do fato de que Layla tinha acabado de começar a praticar e que ela estava tendo dificuldades em seu dever, mas eu temia ficar atrasada e ser ultrapassada por ela, por isso não quis ajudar. Como resultado, refazer o vídeo não só atrasou o progresso, mas eu também estava vivendo com um caráter corrupto, era detestada por Deus e carecia de Sua orientação em meu dever. Isso me permitiu ver que o caráter de Deus é justo, que Deus escrutina o fundo do nosso coração, que Deus vê com clareza absoluta as nossas intenções egoístas no desempenho do nosso dever e que nós somos incapazes de alcançar a obra do Espírito Santo se abrigarmos intenções erradas no nosso dever. As palavras de Deus me mostraram que, na igreja, nós estamos desempenhando um dever, em vez de tratar nossos assuntos pessoais e não podemos executar nossos negócios pessoais com base num caráter corrupto. Não importa o que aconteça, temos de praticar a verdade e defender os interesses da igreja e ajudar e apoiar mutuamente nossos irmãos, para que o trabalho da igreja avance tranquilamente. Eu tinha desfrutado da rega e do sustento de tantas das palavras de Deus, e a igreja tinha me cultivado por tanto tempo. Se eu ainda estava tramando para mim mesma, satisfazendo meus desejos egoístas, enquanto era incapaz de desempenhar o dever bem para retribuir o amor de Deus, então eu realmente carecia de consciência e era indigna de tudo que Deus tinha me concedido, muito menos de viver diante de Deus. Notar isso me encheu de remorso. Eu não deveria ter tratado meu dever desse jeito e precisava dar meia-volta o quanto antes. Ao lidar com problemas no futuro, contanto que fosse trabalho da igreja, eu precisava defendê-lo e cumprir minhas responsabilidades não importando se o trabalho estava em minha alçada ou se me faria causar boa impressão. Depois disso, nunca mais recusaria sempre que os irmãos tivessem dificuldades e precisassem de minha ajuda, e eu seria capaz de dizer-lhes algumas boas sendas que eu tinha resumido. Ao desempenhar meu dever desse jeito, eu me senti em paz e à vontade.
Tendo lido até aqui, você é uma pessoa abençoada. A salvação de Deus dos últimos dias virá até você.
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