Uma lição aprendida da obediência

07 de Fevereiro de 2023

Por Carmen, Estados Unidos

Um dia em setembro do ano passado, meu líder me designou para supervisionar uma igreja recém-estabelecida, enquanto o irmão Eric assumiria a supervisão de minha igreja atual. Quando ele me informou sobre isso, eu realmente não quis assumir a tarefa. Eu pensei: “Essa nova igreja tem todo tipo de problemas e seus projetos não estão indo bem, faltam-lhe líderes e obreiros, e havia muito trabalho que não conseguiam fazer. Eu teria que ensiná-los ou fazê-lo pessoalmente”. Achei que supervisionar essa igreja seria trabalho demais. Além de exigir muito sofrimento e sacrifício, não havia garantia de sucesso. Não era igual à igreja atual, que obtinha bons resultados no trabalho evangelístico, tinha recém-convertidos que conseguiam trabalhar independentemente e compartilhar o fardo de parte de meu trabalho, para que eu não fizesse tanto esforço. Quanto mais eu refletia, menos eu queria assumir essa igreja. Por isso eu disse ao líder: “Eric acabou de começar e não está pronto para assumir esse trabalho sozinho. Se eu sair agora, ele poderá não ser capaz de dar conta de todo o trabalho aqui, e o trabalho da igreja poderá ser afetado. Posso ficar aqui?”. O líder disse que Eric era muito sólido em seu dever e podia ser cultivado. Ele tinha refletido bem e concluído que seria melhor se eu fosse. Quando ouvi isso, eu entendi que o líder já tinha tomado uma decisão e que eu precisava aceitá-la. Mas, mais tarde, sempre que eu pensava na igreja nova, eu ficava preocupada e ansiosa. Eu sabia que eu estava num estado ruim e que estava recusando meu dever, então orei a Deus, pedindo que Ele me guiasse a me submeter e a experimentar essa situação.

Mais tarde, deparei-me com esta passagem das palavras de Deus: “Ao cumprir um dever, as pessoas sempre escolhem o trabalho leve, que não as cansa, que não envolve o enfrentamento dos elementos ao ar livre. Isso se chama escolher os trabalhos fáceis e evitar os difíceis, é uma manifestação de cobiçar os confortos da carne. Que mais? (Sempre queixar-se quando o seu dever é um pouco duro, um pouco cansativo, quando envolve pagar um preço.) (Preocupar-se com comida e roupas e as indulgências da carne.) Tudo isso são manifestações de cobiçar os confortos da carne. Quando tal pessoa vê que uma tarefa é trabalhosa ou arriscada demais, ela a empurra para outra pessoa; ela mesma só faz trabalho folgado, e inventa desculpas para justificar por que não pode fazer este, dizendo que ela é de calibre baixo e não tem as habilidades necessárias, que isso é demais para elaquando, na verdade, é porque ela cobiça os confortos da carne. […] Acontece também que as pessoas sempre reclamam enquanto cumprem seu dever, não querem fazer esforço algum, e, assim que têm um pouco de folga, elas descansam, jogam conversa fora ou se entregam a lazer e entretenimento. E quando o trabalho acelera e isso interfere no ritmo e na rotina de sua vida, elas ficam infelizes e descontentes com isso. Resmungam e se queixam, e ficam descuidadas e superficiais no cumprimento do seu dever. Isso é cobiçar os confortos da carne, não é? […] Não importa quão agitado seja o trabalho da igreja ou quão corridos sejam seus deveres, a rotina e a condição normal de sua vida nunca são interrompidas. Elas nunca são desleixadas em relação a quaisquer detalhes da vida da carne e os controlam perfeitamente, sendo muito rígidas e sérias. Mas, ao lidar com o trabalho da casa de Deus, não importa quão importante seja o assunto, nem mesmo se este envolva a segurança dos irmãos, esse sujeito lida com isso de forma descuidada. Ele nem se importa com aquelas coisas que envolvem a comissão de Deus ou o dever que ele deveria cumprir. Ele não assume nenhuma responsabilidade. Isso é cobiçar os confortos da carne, não é? Pessoas que cobiçam os confortos da carne são adequadas para cumprir um dever? Mencione o tema do cumprimento do seu dever, fale sobre o pagamento de um preço e sofrer adversidades, e elas continuam balançando a cabeça: elas teriam muitos problemas, estão cheias de reclamações, são negativas em relação a tudo. Essas pessoas são inúteis, não têm o direito de cumprir seu dever e deveriam ser expulsas(A Palavra, vol. 5: As responsabilidades dos líderes e dos obreiros). Essa passagem disseca como aqueles que desejam tranquilidade não são sinceros nos deveres. Eles sempre preferem o trabalho leve e são exigentes em relação às coisas. Sempre escolhem deveres fáceis e não têm muitas responsabilidades, e quanto aos deveres que exigem sofrimento e sacrifício, eles sempre encontram razões para os rejeitar e recusar. Deus diz que tais pessoas não são dignas de cumprir deveres e que Ele as considera repugnantes. Depois de considerar as palavras de Deus, eu me senti muito culpada. Deus tinha exposto precisamente meu estado. Quando meu líder me designou para supervisionar a igreja nova, eu resisti muito, sabendo que, já que o trabalho na igreja tinha acabado de ser iniciado, os resultados não eram ótimos e que faltavam líderes e obreiros. Se eu quisesse que o trabalho fosse bem feito, isso exigiria muito esforço e sofrimento. Quanto à minha igreja atual, nós não só estávamos obtendo bons resultados no trabalho evangelístico, nós também estávamos bem-equipados com líderes e obreiros, o que tornava fácil distribuir o trabalho. Ao comparar as igrejas, eu preferia ficar onde estava a supervisionar a igreja nova. Quando meu líder se comunicou comigo, eu até inventei uma desculpa para o recusar, dizendo que Eric só tinha calibre mediano e não daria conta do trabalho sozinho. Então, se eu saísse, o trabalho da igreja seria impactado. Por fora, eu parecia suportar um fardo grande e que estava cuidando da igreja com tudo que dizia. Mas, na verdade, eu só estava inventando desculpas para não ter que supervisionar a igreja nova. Eu estava mimando a carne, não queria sofrer nem me sacrificar. Eu só considerava a carne e fazia o que era mais fácil e mais tranquilo. Eu era seletiva e exigente em relação aos deveres, era intrigante e traiçoeira com Deus e não queria assumir nenhum fardo. Eu era tão escorregadia e dissimulada quanto um incrédulo. A igreja tinha me cultivado por anos, mas quando uma igreja nova estava tendo problemas e precisava da minha ajuda, se eu satisfizesse a carne e não fizesse o trabalho necessário, o trabalho da igreja seria afetado, os recém-convertidos não seriam cultivados e o trabalho evangelístico sofreria atrasos. Eric podia não ter o melhor calibre nem o melhor desempenho no trabalho e talvez não conseguisse assumir todo o trabalho sozinho prontamente, mas minha igreja original era mais estável e Eric estava familiarizado com ela. Se eu cooperasse com ele quando necessário, o trabalho da igreja não seria tão afetado. Em geral, meu líder tinha tomado a decisão certa quando me designou para a igreja nova. Sempre satisfazer a carne e não proteger o trabalho da igreja enojava a Deus, e eu não era digna de Sua confiança. Quando percebi isso, orei a Deus em silêncio: “Amado Deus, estou pronta para me submeter a esse ambiente. Meu líder me designou para supervisionar essa igreja nova e estou disposta a cooperar e a investir tudo nesse dever. Não posso mais viver nesse estado egoísta e desprezível”.

Depois disso, deparei-me com outra passagem das palavras de Deus: “Tudo que Deus exige que as pessoas façam e todos os vários tipos de trabalho na casa de Deustodos eles precisam de pessoas que os façam, todos eles contam como deveres das pessoas. Não importa que tipo de trabalho as pessoas façam, esse é o dever que deveriam cumprir. Os deveres abrangem um escopo muito amplo e envolvem muitas áreasmas não importa que dever você cumpra, em termos simples, essa é a sua obrigação, é algo que você deveria estar fazendo. Contanto que você se esforce para fazê-lo bem, Deus o elogiará e reconhecerá como alguém que realmente crê em Deus. Não importa quem você seja, se você sempre tenta evitar o seu dever ou se esconder dele, isso é um problema: Em termos brandos, você é preguiçoso demais, enganoso demais, você é ocioso, ama o tempo livre e odeia o trabalho; em termos mais sérios, você não está disposto a cumprir seu dever, não tem dedicação nem obediência. Se você não consegue fazer nem o esforço para essa tarefa pequena, o que consegue fazer? O que você é capaz de fazer corretamente? Se uma pessoa for realmente dedicada e tiver um senso de responsabilidade em relação ao seu dever, então, contanto que seja exigido por Deus e contanto que seja necessário para a casa de Deus, ela fará tudo que lhe pedirem, sem seleção. Não é um dos princípios de cumprir seu dever empreender e completar qualquer coisa que uma pessoa pode e deve fazer? (Sim.)” (A Palavra, vol. 4: Expondo os anticristos, “Item Dez: parte 4”). Por meio das palavras de Deus, percebi que, independentemente do dever que a igreja atribuía, fosse ele fácil ou difícil, ele era minha responsabilidade e eu devia assumi-lo. Eu devia fazer o meu melhor e trabalhar muito para alcançar resultados. Essa era a razão e consciência que eu deveria ter. Meu líder tinha me designado para supervisionar a igreja nova e, embora aquele trabalho apresentasse alguns problemas, eu não devia satisfazer a carne e sempre ser exigente. Eu devia confiar em Deus para fazer as coisas, acelerar o trabalho da igreja e cumprir meu dever. Era isso que eu devia fazer. Depois disso, comecei a analisar os funcionários da igreja e a situação do trabalho, comuniquei os princípios e comecei a treiná-los. Mais tarde, descobri que a razão pela qual o trabalho evangelístico sofria era que os regadores eram negligentes no acompanhamento. Eles não se comunicavam nem resolviam as noções religiosas das pessoas que investigavam a obra de Deus dos últimos dias e não levavam a cabo certos aspectos de seu trabalho. Então eu analisei e me comuniquei sobre seus desvios e descuidos, ajudando, podando e lidando com aqueles que precisavam disso até resolver todos os seus problemas. Aos poucos, os irmãos começaram a melhorar em seus deveres, e o trabalho da igreja começou a entrar no ritmo. Eu me senti bastante confiante e à vontade trabalhando desse jeito. Achei que, após passar por tudo isso, eu já tinha alcançado alguma transformação, mas logo depois aconteceu algo que me expôs novamente.

No fim de setembro, meu líder me informou que estava pensando em me designar para supervisionar outra igreja nova. Eu quase enlouqueci quando soube disso: “A supervisão dessa igreja será ainda mais difícil do que a atual. Não só lhe faltam líderes e obreiros, a maioria deles é nova em suas funções. Fazer com que essa igreja trabalhe bem exigirá muito sofrimento e dedicação mental”. Eu não queria assumir essa tarefa. Então eu disse ao líder: “Por que eu sempre tenho que supervisionar essas igrejas novas? A igreja que estou supervisionando agora está começando a melhorar. Você não pode designar outro irmão para supervisionar essa igreja?”. Assim que eu disse isso, percebi que eu estava tentando recusar o dever de novo. Eu ainda estava satisfazendo a carne e não querendo fazer sacrifícios. Eu disse a mim mesma: “É a vontade de Deus que eu me encontre nesta situação, e, embora eu não entenda, eu deveria me submeter primeiro”. Eu me senti péssima depois dessa ligação. Por que, sempre que eu era transferida, eu só pensava em como viver com mais tranquilidade em vez de obedecer à vontade de Deus e me submeter a Seus arranjos e orquestrações? Quanto mais eu refletia, pior me sentia. Então orei a Deus, pedindo que Ele me esclarecesse e guiasse a refletir e conhecer a mim mesma.

Mais tarde, li duas passagens das palavras de Deus que tiveram um impacto profundo sobre mim: Deus Todo-Poderoso diz: “Até que as pessoas tenham experimentado a obra de Deus e compreendido a verdade, é a natureza de Satanás que assume o controle e as domina por dentro. O que, especificamente, essa natureza acarreta? Por exemplo, por que você é egoísta? Por que protege a própria posição? Por que você tem emoções tão fortes? Por que aprecia aquelas coisas injustas? Por que gosta daqueles males? Qual é a base para sua afeição por tais coisas? De onde vêm essas coisas? Por que você fica tão feliz em aceitá-las? A esta altura, vocês todos vieram a entender que a razão principal por trás de todas essas coisas é que o veneno de Satanás está dentro do homem. Então, qual é o veneno de Satanás? Como ele pode ser expressado? Por exemplo, se você pergunta: ‘Como as pessoas deveriam viver? Para que deveriam viver?’ as pessoas responderão: ‘É cada um por si e o diabo pega quem fica por último’. Esse simples provérbio expressa a raiz exata do problema. A filosofia e a lógica de Satanás se tornaram a vida das pessoas. Não importa o que as pessoas busquem, elas o fazem para si mesmase assim só vivem para si mesmas. ‘É cada um por si e o diabo pega quem fica por último’essa é a filosofia de vida do homem e representa também a natureza humana. Essas palavras já se tornaram a natureza da humanidade corrupta, o retrato verdadeiro da natureza satânica da humanidade corrupta, e essa natureza satânica já se tornou a base para a existência da humanidade corrupta; durante vários milênios, a humanidade corrupta tem vivido segundo esse veneno de Satanás, até o dia atual(A Palavra, vol. 3: As declarações de Cristo dos últimos dias, “Como trilhar a senda de Pedro”). “Seus lemas são: ‘A vida só gira em torno de comida e roupas’, ‘Aproveite o prazer do dia, pois a vida é curta’ e ‘Beba hoje o vinho de hoje, e preocupe-se amanhã com o amanhã’. Eles aproveitam cada dia que passa, se divertem como podem e não pensam no futuro, e consideram menos ainda quais responsabilidades um líder deve cumprir e quais deveres deve cumprir. Repetem algumas palavras e frases de doutrina e fazem umas tarefas apenas por aparência, como algo natural, mas não fazem nenhum trabalho real. Eles não tentam se aprofundar em problemas reais na igreja, a fim de resolvê-los completamente. De que serve fazer esse tipo de trabalho superficial? Isso não é enganoso? Alguma responsabilidade séria pode ser confiada a esse tipo de falso líder? Será que ele está alinhado com os princípios e as condições da casa de Deus para selecionar líderes e obreiros? (Não.) Essas pessoas não têm consciência nem razão, são desprovidas de qualquer senso de responsabilidade, e, no entanto, ainda desejam servir na qualidade oficial de líder de igrejapor que são tão descaradas? Algumas pessoas que têm senso de responsabilidade são de calibre baixo e não podem ser líderessem falar do lixo humano que não tem o menor senso de responsabilidade; este é ainda menos qualificado para ser líder(A Palavra, vol. 5: As responsabilidades dos líderes e dos obreiros). Só depois de refletir sobre as palavras de Deus, eu percebi que a razão pela qual eu reagia de modo tão forte sempre que eu era transferida e não estava disposta a sofrer e assumir um fardo era porque eu era preguiçosa demais e cobiçava tranquilidade. Desde cedo, eu tinha sido influenciada e moldada por Satanás, e frases como “cada um por si e o demônio pega quem fica por último” e “tome hoje todo seu vinho. Deixe as preocupações de amanhã para amanhã” se tornaram as filosofias satânicas segundo as quais eu vivia. Minha visão da vida e meus valores foram distorcidos e depravados. Eu achava que, enquanto vivêssemos, nós deveríamos curtir a vida e que não havia necessidade de nos esgotar. Deveríamos tratar-nos bem, ser boas conosco mesmas. Antes de me converter, eu me contentava em cumprir os protocolos e completar minhas tarefas no meu trabalho e não fazia mais do que o necessário. Às vezes, quando precisávamos fazer hora extra, eu achava que era estressante e cansativo demais e saía de licença. Depois de me converter, continuei buscando as mesmas coisas. Eu tentava evitar sofrimento e sacrifícios e queria que meu dever fosse relaxado e tranquilo, sem nenhum problema. Então, quando meu líder me designou para supervisionar essas duas igrejas que estavam cheias de problemas e exigiriam muito sofrimento e sacrifício, eu não quis assumi-las e tentei recusar os deveres. Na verdade, porém, eu sabia que eu vinha trabalhando havia um tempo e tinha alguma experiência, por isso eu deveria supervisionar igrejas com mais dificuldades. Eu só não queria renunciar à carne e assumir um fardo pesado. Deus tinha me agraciado com a oportunidade de praticar como supervisora de igreja, por isso eu devia cumprir minhas responsabilidades para retribuir o amor de Deus. Mas eu não cumpria bem meu dever e sempre tentava relaxar e trabalhar menos. Eu estava vivendo segundo essas noções satânicas, era egoísta, desprezível e não tinha um pingo sequer de caráter e integridade. Quando percebi isso, senti que seria perigoso continuar desse jeito. Então orei a Deus e me dispus a mudar de atitude em relação ao dever.

Mais tarde, deparei-me com esta passagem: “Na verdade, todo dever envolve alguma adversidade. O trabalho físico envolve adversidade física, e o trabalho mental envolve adversidade mental; cada um tem as suas dificuldades. Sempre é mais fácil falar do que fazer. Quando as pessoas realmente agem, por um lado você deve observar seu caráter, e, por outro, deve ver se elas amam a verdade. Falemos primeiro do caráter das pessoas. Se uma pessoa é de bom caráter, ela vê o lado positivo de tudo e é capaz de aceitar e compreender essas coisas a partir de uma perspectiva positiva e com base na verdade; isto é, seu coração, caráter e espírito são justosisso é visto sob a perspectiva do caráter. Em seguida, falemos sobre outro aspectose você ama ou não a verdade. Amar a verdade diz respeito a ser capaz de aceitar a verdade, o que significa, independentemente de você compreender ou não as palavras de Deus, de você compreender ou não a vontade de Deus, independentemente de sua visão, opinião e perspectiva sobre o trabalho e o dever que você deve cumprir estarem alinhados à verdade, você ainda é capaz de aceitá-lo de Deus e é obediente e sincero, então isso basta, isso o qualifica para cumprir seu dever, é o requisito mínimo. Se você for obediente e sincero, ao executar uma tarefa, você não será descuidado e superficial, e não procurará formas de ser negligente, mas investirá todo o seu corpo e alma nela. Ter o estado errado dentro de si produz negatividade, o que faz com que as pessoas percam o ímpeto, e assim se tornam descuidadas e desleixadas. No coração, elas sabem muito bem que seu estado não é correto e ainda assim não tentam corrigir isso buscando a verdade. Tais pessoas não têm amor pela verdade e estão apenas ligeiramente dispostas a cumprir seu dever; não estão inclinadas a fazer qualquer esforço ou a sofrer adversidades, estão sempre à procura de formas de ser negligentes. Na verdade, Deus já viu tudo issopor que, então, Ele não dá atenção a essas pessoas? Deus está apenas esperando que Seus escolhidos acordem e as identifiquem pelo que são, para que as exponham e expulsem. No entanto, tais pessoas ainda pensam: ‘Vejam como eu sou esperto. Comemos a mesma comida, mas depois de trabalhar, vocês ficam completamente exaustos. Eu não estou nem um pouco cansado. Eu sou o esperto; qualquer pessoa que faz um trabalho verdadeiro é um idiota’. É correto essa pessoa ver as pessoas honestas dessa forma? Não. Na verdade, as pessoas que fazem trabalho de verdade quando cumprem seu dever estão praticando a verdade e satisfazendo a Deus e, assim, elas são as pessoas mais espertas de todas. O que os torna espertos? Eles dizem: ‘Eu não faço nada que Deus não pede que eu faça, e faço tudo que Ele pede que eu faça. Faço tudo que Ele pede e invisto meu coração, nunca engano. Não estou fazendo para pessoa nenhuma; estou fazendo para Deus. Deus me ama tanto, devo fazer isso para satisfazer a Deus’. Esse é o estado de espírito correto, e o resultado é que, quando chegar o momento de a igreja ser purificada, aqueles que são escorregadios no cumprimento do dever serão todos expulsos, enquanto aqueles que são pessoas honestas e aceitam o escrutínio de Deus permanecerão. O estado dessas pessoas honestas só se fortalece cada vez mais, e elas são protegidas por Deus em tudo que lhes acomete. E o que lhes rende essa proteção? Porque, em seu coração, elas são honestos. Elas não temem adversidade nem exaustão quando cumprem seu dever e não são seletivas em relação a nada que lhes é confiado; não perguntam por que, simplesmente fazem o que são ordenadas a fazer, obedecem sem examinar nem analisar, não levam qualquer outra coisa em consideração; não têm segundas intenções e são capazes de obedecer em todas as coisas. Seu estado interior é sempre muito normal; quando confrontadas com perigo, Deus as protege; quando são acometidas por doença ou pestilência, Deus também as protege — são muito abençoadas(A Palavra, vol. 4: Expondo os anticristos, “Item Dez: parte 4”). As palavras de Deus me mostraram que os que têm uma consciência e um bom caráter têm uma atitude sincera em relação ao dever. Quando se deparam com problemas no dever, suportam o sofrimento, fazem sacrifícios e se esforçam para melhorar, fazendo o melhor para alcançar bons resultados naquilo que fazem. Tais pessoas recebem o esclarecimento e a orientação de Deus nos deveres e sua condição continua melhorando. Mas os que carecem de razão e consciência resmungam e reclamam assim que se deparam com problemas no dever, só consideram seus interesses, não cooperam de coração e até se acham espertos por agirem assim. Deus despreza tais pessoas e, no fim, Ele as expõe e expulsa. Eu não era igual, achando que eu era esperta? Por fora, eu podia enganar meu líder — eu evitaria o sofrimento ao supervisionar a igreja nova e o líder não saberia o que eu estava pensando e não poderia dizer nada contra mim. Mas Deus escrutiniza cada pensamento nosso. Se Deus visse que eu era sempre negligente no dever e cobiçava tranquilidade, que eu não protegia o trabalho da igreja, Ele me desprezaria. Se eu não me arrependesse, eu seria abandonada e expulsa por Deus. Lembrei-me de certas pessoas que tinham sido removidas no passado — elas eram negligentes e agiam sem se envolver e foram removidas das fileiras dos que cumpriam um dever, vítimas de sua suposta esperteza. Quando refleti sobre tudo isso, eu me assustei um pouco e então orei a Deus, disposta a corrigir minha atitude em relação ao dever, a assumir responsabilidade e cumprir bem o dever.

Mais tarde, li uma passagem das palavras de Deus que me deu uma senda de prática. Deus Todo-Poderoso diz: “Depois de aceitar o que Deus tinha confiado a ele, Noé se pôs a executar e realizar a construção da arca de que Deus falara como se fosse a coisa mais importante da vida dele, sem nem pensar em adiar nada. Dias se passaram, anos se passaram, dia após dia, ano após ano. Deus nunca pressionou Noé, mas durante todo esse tempo Noé perseverou na tarefa importante que Deus lhe confiara. Cada palavra e frase que Deus tinha professado estava inscrita no coração de Noé como palavras gravadas numa tábua de pedra. Sem dar atenção às mudanças no mundo exterior, à zombaria das pessoas em sua volta, às adversidades envolvidas ou às dificuldades que encontrou, ele perseverou o tempo todo naquilo que Deus lhe confiara, jamais desesperando nem pensando em desistir. As palavras de Deus estavam inscritas no coração de Noé e tinham se tornado sua realidade cotidiana. Noé localizou e armazenou cada um dos materiais necessários para a construção da arca, o formato e as especificações da arca ordenadas por Deus aos poucos ganharam forma com cada batida cuidadosa do martelo e cinzel de Noé. Em chuva e vento, e não importando como as pessoas gozassem dele ou o caluniassem, a vida de Noé procedeu dessa maneira, ano após ano. Secretamente, Deus observou cada ação de Noé, sem jamais dirigir outra palavra a ele, e Seu coração se comoveu com Noé. Noé, porém, não sabia nem sentia isso; do início ao fim, ele simplesmente construiu a arca e reuniu cada espécie de criatura viva, em lealdade inabalável às palavras de Deus. No coração de Noé, não existia instrução mais alta que ele deveria seguir e executar: as palavras de Deus eram sua orientação e objetivo vitalícios. Assim, não importava o que Deus lhe dissesse, não importava o que Deus exigisse dele e ordenasse que ele fizesse, Noé o aceitou completamente e o gravou em sua memória e o assumiu como o empreendimento de sua vida. Ele não só não esqueceu, ele não só o gravou em sua mente, mas também fez disso a realidade de sua vida, usando sua vida para aceitar e executar a comissão de Deus. E dessa maneira, prancha após prancha, a arca foi construída. Cada gesto de Noé, cada um de seus dias era dedicado às palavras e aos mandamentos de Deus. Pode não ter parecido que Noé estava realizando um empreendimento muito importante, mas, aos olhos de Deus, tudo que Noé fazia, cada passo que tomava para alcançar algo, cada trabalho executado por sua mãotodos eram preciosos, merecedores de comemoração e dignos de imitação por essa humanidade. De modo inabalável, Noé aderiu ao que Deus tinha confiado a ele. Ele era inabalável em sua crença de que cada palavra professada por Deus era verdade; ele não tinha dúvida disso. E, como resultado, a arca foi completada, e cada espécie de criatura viva foi capaz de viver nela(A Palavra, vol. 4: Expondo os anticristos, “Excurso Dois: Como Noé e Abraão ouviram as palavras de Deus e Lhe obedeceram (parte 1)”). A história de Noé me impactou profundamente. Depois de receber a comissão de Deus, Noé nunca considerou seus interesses. Ele deixou tudo de lado na vida, e só pensou em executar a comissão de Deus. Embora construir a arca fosse um projeto enorme com muitas dificuldades, Noé continuou construindo, prancha após prancha, debaixo de sol ou chuva, por 120 anos. Ele nunca se queixou e, no fim, completou a comissão de Deus e ganhou Sua aprovação. Quando comparei minha atitude com a de Noé em relação à comissão de Deus, eu me senti mal. Eu não tinha passado nem por um milésimo do sofrimento de Noé, e quando enfrentava o menor estresse ou dificuldade, eu me queixava e queria recusar meu trabalho. Eu não tinha nenhuma lealdade nem testemunho da prática da verdade. Eu me senti muito endividada com Deus e cheia de remorsos. Eu orei a Deus e me arrependi, querendo deixar de cobiçar tranquilidade e desejando imitar Noé para cumprir bem o dever. Mesmo que me deparasse com dificuldades e problemas no dever, eu deveria fazer sacrifícios e suportar adversidade para cumpri-lo e consolar o coração de Deus. Depois disso, procurei meu líder e disse: “Estou disposta a supervisionar essa igreja nova. Daqui em diante, não importa para onde você precise que eu vá, eu me submeterei aos arranjos da igreja”. Quando disse isso, eu me senti muito mais à vontade. Na época, porém, meu líder designou a irmã Sasha para supervisionar aquela igreja ao invés de me enviar.

Mas logo depois, eu soube que Sasha estava tendo dificuldades para dar conta de todo o trabalho na igreja e que ela não seria capaz de continuar supervisionando ali. Isso significava que o líder poderia me enviar. Assim que me lembrei de todos os problemas naquela igreja, eu fiquei estressada. Mas então percebi que eu estava satisfazendo a carne de novo e que não estava disposta a sofrer, então orei a Deus: “Amado Deus, não quero considerar sempre meus interesses quando as coisas acontecem. Por favor, guia-me para que eu consiga me submeter”. Naquele momento, eu me lembrei das palavras de Deus: “Se uma pessoa for realmente dedicada e tiver um senso de responsabilidade em relação ao seu dever, então, contanto que seja exigido por Deus e contanto que seja necessário para a casa de Deus, ela fará tudo que lhe pedirem, sem seleção. Não é um dos princípios de cumprir seu dever empreender e completar qualquer coisa que uma pessoa pode e deve fazer? (Sim.)” (A Palavra, vol. 4: Expondo os anticristos, “Item Dez: parte 4”). As palavras de Deus me fizeram perceber que, não importa o papel que lhes seja designado, as pessoas que são leais a Deus fazem de tudo em seu poder para cumprir seus deveres e responsabilidades. São pessoas que defendem o trabalho da igreja. Eu estava nessa situação de novo porque o trabalho da igreja precisava de minha ajuda. Eu não podia continuar considerando meus interesses e cobiçando tranquilidade. Se eu fosse designada como supervisora ou não, eu estava disposta a me submeter. Mais tarde, meu líder pediu que eu supervisionasse aquela igreja e, naquele momento, eu aceitei com tranquilidade. Depois de assumir a igreja, eu fui trabalhando aos poucos e, verificando e acompanhando, eu fui capaz de identificar e resolver alguns problemas.

Por fora, parecia que a transferência me custava mais, mas, na verdade, isso me protegia e motivava. A igreja que eu costumava supervisionar estava mais estabelecida e produzia resultados decentes, por isso, inconscientemente, eu me tornei complacente e comecei a cair numa rotina. Fui ficando cada vez mais passiva e preguiçosa. A igreja nova tinha mais problemas, mas isso me motivava a orar e a confiar em Deus em adversidade e a buscar a verdade para resolver problemas. Eu me sentia mais próxima de Deus e aprendia muito. Isso era um favor especial para mim. Graças a Deus!

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