Aprendendo a me submeter por meio do meu dever

04 de Fevereiro de 2022

Por Novo, Filipinas

Em 2012, quando trabalhava no Taiwan, eu aceitei a obra de Deus Todo-Poderoso dos últimos dias. Mais tarde, eu soube que eu fui uma das primeiras pessoas das Filipinas a aceitá-la. Fiquei muito animado e senti que tinha sido abençoado. Depois de voltar para as Filipinas em 2014, comecei a pregar o evangelho do reino de Deus Todo-Poderoso em meu país. Pouco depois, muitos filipinos aceitaram a obra de Deus dos últimos dias. Eu estava vibrando, orgulhoso por poder pregar o evangelho. Meus irmãos me invejavam por eu cumprir um dever tão importante e por estar entre os primeiros filipinos a aceitar a obra de Deus. Todos diziam que eu era muito sortudo. Quando via como me invejavam e admiravam, eu sempre tinha uma sensação de superioridade e achava que merecia um dever tão importante.

Um dia, o líder de igreja me disse que um irmão que cuidava dos assuntos gerais da igreja tinha algo a fazer e perguntou se eu poderia assumir o dever desse irmão por um tempo. Fiquei muito chateado, e pensei: “Por que meu líder quer, tão de repente, que eu cuide de assuntos gerais? O que os meus irmãos pensarão de mim se descobrirem?”. Na minha mente, somente pregar o evangelho e testificar de Deus era um dever importante, capaz de levar muitas pessoas que anseiam pela aparição de Deus para diante Dele. Assuntos gerais eram, basicamente, afazeres que de modo algum poderiam testificar de Deus nem levar os outros a me admirar. Fiquei muito decepcionado. Não entendia como isso podia estar acontecendo comigo e temia que meu líder me obrigasse a continuar fazendo isso. Tive muitos pensamentos negativos, não conseguia me submeter a isso, nem queria que meus irmãos soubessem que meus deveres tinham mudado.

No dia seguinte, alguns irmãos me disseram que ouviram que eu agora estava cuidando de uns assuntos gerais da igreja. Quando os ouvi dizerem isso, senti vergonha e fiquei deprimido. Eu não queria esse trabalho de jeito nenhum. Senti-me magoado e desobediente, mas, por fora, fingia não me importar. Não queria que vissem minha fraqueza e me menosprezassem, então respondi, dizendo: “Esses são os arranjos de Deus, e sou grato a Ele por isso”. Só depois que disse isso, eu percebi que, embora eu conhecesse a frase “Deus tem soberania sobre todas as coisas”, quando a situação real veio, no meu coração, eu não admiti Sua soberania. Minhas palavras não correspondiam aos meus sentimentos. Eu parecia obediente, mas na verdade não queria aceitar isso, de jeito nenhum. Eu não conseguia deixar de pensar: “O líder cometeu um erro ao arranjar que eu cuide de assuntos gerais? Esse trabalho não é nada apropriado para mim. Eu deveria estar pregando o evangelho, como posso cumprir esse dever?”. Eu fiquei cada vez mais negativo. Supus que foi porque ele achava que eu não era apto para pregar o evangelho que ele me fez cumprir esse dever. Eu achava que cuidar de assuntos gerais não exigia entrada na vida ou buscar as verdades princípios, e era só trabalho físico, por isso apenas cuidava das coisas como me mandavam fazer. Depois de algum tempo, não ganhei entrada na vida, eu fiquei cansado daquilo e, no fim, eu não queria mais fazer esse trabalho.

Um dia, um irmão que tinha pregado o evangelho comigo antes me ligou e perguntou: “Irmão, gostaríamos de ir a certo lugar. Você pode nos levar até lá?”. Ouvir isso me deixou triste e envergonhado. Pensei: “Talvez esse irmão pense que eu apenas cuido de assuntos gerais, que estou aqui apenas fazendo trabalho braçal ou de leva e traz, e que eu não tenho status. Com certeza, ele me menospreza”. Eu me senti horrível e negativo e fiquei ainda mais desmotivado em meus deveres. Durante esse tempo, apesar de parecer cumprir meu dever, por dentro, eu estava uma bagunça. Com frequência, eu me perguntava o que os irmãos pensavam de mim. Eu nem queria ler a palavra de Deus ou ir às reuniões. Teoricamente, eu sabia que, não importava o que acontecesse, eu deveria cumprir meus deveres como um ser criado, no entanto, eu não conseguia escapar do meu estado negativo e passivo. No fim, deixei de sentir a obra do Espírito Santo, e meu dever me parecia um trabalho mundano. A cada dia, eu só zanzava de um lado para o outro, esperando o dia passar. Meu coração estava cheio de trevas e tristeza, eu não tinha o esclarecimento do Espírito Santo nas reuniões e sempre me sentia vazio. Orei a Deus: “Deus, sei que meu estado está errado, mas ainda me importo com o que os irmãos pensam de mim. Por favor, esclarece e guia-me para que eu possa refletir sobre a minha corrupção e aceitar esse dever”.

Mais tarde, li algumas das palavras de Deus: “Ao medir se as pessoas podem ou não obedecer a Deus, a chave é se elas têm ou não algum desejo extravagante ou segundas intenções para com Ele. Se as pessoas estão sempre fazendo exigências a Deus, isso prova que elas não são obedientes a Ele. Não importa o que aconteça com você, se não receber isso de Deus, e não buscar a verdade, e sempre se defender e sempre achar que somente você está certo, e se até mesmo for capaz de duvidar de que Deus é a verdade e a justiça, você estará encrencado. Tais pessoas são as mais arrogantes e rebeldes para com Deus. Pessoas que sempre fazem exigências a Deus não podem obedecer a Ele verdadeiramente. Se você faz exigências a Deus, isso prova que você está tentando fazer um acordo com Deus, que está escolhendo a própria vontade, e agindo de acordo com ela. Nisso, você está traindo a Deus e carece de obediência. […] Se não houver fé verdadeira numa pessoa, nem crença substancial, ela jamais poderá obter o elogio de Deus. Quando as pessoas são capazes de fazer menos exigências a Deus, elas têm mais fé e obediência verdadeiras, e seu senso de razão é comparativamente normal(A Palavra, vol. 3: As declarações de Cristo dos últimos dias, “As pessoas fazem demandas demais a Deus”). A palavra de Deus revelou a corrupção em meu coração. Lembrei-me de que, quando aceitei a obra de Deus dos últimos dias, eu orei a Deus e disse: “Não importa que ambiente Deus arranje ou que eu me depare com dificuldades ou experimente grandes provações, aceitarei e obedecerei. Não importa o que aconteça, seguirei a Deus”. Mas agora eu fui colocado num ambiente real, mas não o conseguia aceitar. De repente, percebi que minha obediência à soberania e aos arranjos de Deus eram apenas da boca para fora. Quando a igreja arranjou que eu pregasse o evangelho, eu achei que era um dever importante. Meus irmãos e irmãs também me elogiavam e admiravam, por isso, eu gostava muito desse dever e, assim, eu era muito diligente e trabalhava muito duro para cumpri-lo. Mas quando o líder arranjou que eu cuidasse de assuntos gerais, senti que eu tinha passado de uma pessoa altamente estimada por todos a um serviçal com quem ninguém se importava, e isso era muito vergonhoso. Achava que os irmãos não me admirariam mais como costumavam fazer. Assim, do fundo do meu coração, não conseguia aceitar esse dever e até pensei que os arranjos do meu líder estavam equivocados. Eu levava meu status e dignidade demasiadamente a sério, eu era egoísta e seletivo para com meus deveres. Eu só queria um dever em que pudesse me exibir e ganhar a admiração dos outros, não um dever discreto. Quando o dever arranjado para mim não me permitiu aparecer e ganhar a admiração dos outros, meu coração se encheu de queixas e resistência. Nunca consegui me fazer obedecer, o que fez com que eu perdesse a obra do Espírito Santo e vivesse em escuridão. A palavra de Deus me mostrou que, se eu quisesse me tornar verdadeiramente obediente a Deus, não só eu devia obedecer aos arranjos de Deus quando o ambiente me agradasse, como, acima de tudo, devia obedecer especialmente quando não me agradasse. Mesmo que sentisse vergonha ou meus irmãos não me admirassem, eu tinha que aceitar e obedecer.

Mais tarde, numa reunião, comunguei abertamente meu estado, e meus irmãos me enviaram uma passagem da palavra de Deus: “O que Satanás usa para manter o homem firmemente sob seu controle? (Fama e ganho.) Então Satanás usa a fama e o ganho para controlar os pensamentos do homem até que tudo em que as pessoas consigam pensar seja fama e ganho. Elas lutam por fama e ganho, passam por dificuldades por fama e ganho, suportam humilhação por fama e ganho, sacrificam tudo o que têm por fama e ganho e farão qualquer julgamento ou tomarão qualquer decisão para o bem de fama e ganho. Dessa forma, Satanás amarra as pessoas com grilhões invisíveis e elas não têm nem a força nem a coragem para se livrar deles. Elas, sem saber, carregam esses grilhões e caminham penosamente sempre adiante com grande dificuldade. Por causa dessa fama e ganho, a humanidade se afasta de Deus e O trai e se torna cada vez mais perversa. Dessa forma, portanto, uma geração após a outra é destruída em meio à fama e ao ganho de Satanás. Olhando agora para as ações de Satanás, seus motivos sinistros não são totalmente detestáveis? Talvez, hoje, vocês ainda não consigam discernir os motivos sinistros de Satanás por pensarem que não se pode viver sem fama e ganho. Vocês pensam que, se as pessoas deixarem para trás a fama e o ganho, elas não serão mais capazes de ver o caminho adiante, não serão mais capazes de ver seus objetivos, que seu futuro se tornará escuro, turvo e sombrio. Lentamente, porém, todos vocês reconhecerão um dia que fama e ganho são grilhões monstruosos que Satanás usa para amarrar o homem. Quando aquele dia vier, você resistirá completamente ao controle de Satanás e resistirá completamente aos grilhões que Satanás usa para amarrá-lo. Quando chegar a hora em que você desejar livrar-se de todas as coisas que Satanás tem incutido em você, você fará uma ruptura clara com Satanás e você detestará verdadeiramente tudo que Satanás trouxe para você. Só então a humanidade terá amor e anseio verdadeiro por Deus(A Palavra, vol. 2: Sobre conhecer a Deus, “O Próprio Deus, o Único VI”). Depois de contemplar a palavra de Deus, percebi que a razão de eu ficar pensando que cuidar de assuntos gerais era algo comum, que me envergonhava e feria minha imagem, e de eu não conseguir me levar a obedecer, era o dano causado por Satanás. Satanás usa fama e ganho para controlar o coração das pessoas. Faz com que as pessoas lutem e sacrifiquem tudo por fama e ganho. Inconscientemente, também fui enganado e corrompido por Satanás. Eu me lembrei de como meus pais me ensinaram, na infância, a conquistar o respeito e a admiração dos outros. Assim, desde cedo, eu acreditava que devia me destacar dos outros e ser extraordinário. Além disso, a sociedade e as mídias também promovem essas opiniões, e eu vi como algumas pessoas famosas e de status elevado desfrutam um tratamento melhor do que pessoas medianas, por isso eu estava determinado a me sobressair e ser admirado por todos. Depois de aceitar a obra de Deus nos últimos dias, eu ainda vivia segundo essas perspectivas, e equivocadamente acreditava que o trabalho evangelístico era importante e podia ganhar a admiração e o respeito dos outros, mas que ninguém admira os que cuidam das tarefas diárias. Eu via os deveres em termos de melhores ou piores e queria cumprir qualquer dever que me permitisse sobressair. Quando meu líder arranjou que eu cuidasse de assuntos gerais com base nas necessidades do nosso trabalho, tudo em que pude pensar foi minha dignidade e meu status, e no fundo do meu coração, não consegui aceitar nem obedecer. Não busquei a vontade de Deus e não considerei as necessidades do trabalho da igreja. Eu fui tão egoísta e desprezível! Foi aí que percebi que querer continuar pregando o evangelho não era de fato estar atento à vontade de Deus. Eu só queria o dever como trampolim para ganhar a admiração de todos. Só queria usar meu dever para me exibir e fazer com que as pessoas me admirassem, para que eu conseguisse obter fama e fortuna. Quando o líder arranjou que eu cuidasse de assuntos gerais, minha ambição de ser altamente respeitado foi destruída, então recuei passivamente e até deixei de ter a motivação para cumprir o meu dever. Pensei em como alguns irmãos costumavam ter status e prestígio mundanos, mas eles foram capazes de renunciar a isso e, não importando que dever a igreja arranjasse para eles, fosse o dever insignificante ou não, eles conseguiam aceitar e obedecer. Ao me comparar com eles, senti vergonha. Eu não tinha um lugar para Deus em meu coração nem mesmo a obediência mais básica a Deus. Agora percebi como era irracional buscar fama, ganho e status. Se continuasse buscando assim, eu jamais entenderia nem obteria a verdade e, mais cedo ou mais tarde, eu seria eliminado. Depois disso, li algumas palavras de Deus: “Se tudo em que você pensa durante as horas disponíveis de cada dia tiver a ver com como resolver seu caráter corrupto, como praticar a verdade e como entender as verdades princípios, você aprenderá a usar a verdade para resolver seus problemas de acordo com as palavras de Deus. Assim, você ganhará a capacidade de viver independentemente, você terá entrada na vida, você não enfrentará dificuldades maiores ao seguir a Deus, e, aos poucos, você entrará na verdade realidade. Se, em seu coração, você ainda está fixado em prestígio e status, se ainda se preocupa com se exibir e fazer com que os outros o admirem, você não é alguém que busca a verdade, e você está trilhando a senda errada. O que você busca não é a verdade, nem é a vida, mas as coisas que você ama: reputação, lucro e status — nesse caso, nada que você faça se relacionará à verdade, é tudo maldade e prestar serviço. Se, em seu coração, você amar a verdade e sempre se esforçar pela verdade, se você buscar mudança de caráter, se for capaz de alcançar obediência verdadeira a Deus, e se puder temer a Deus e evitar o mal, e se você for comedido em tudo que fizer, e for capaz de aceitar o escrutínio de Deus, seu estado continuará melhorando, e você será alguém que vive diante de Deus. […] Aqueles que amam a verdade a buscam em todas as coisas, eles refletem sobre si mesmos e tentam conhecer a si mesmos, concentram-se em praticar a verdade, e sempre são obedientes a Deus e temem a Deus no coração. Se surge neles alguma noção ou equívoco sobre Deus, eles oram a Deus imediatamente e buscam a verdade para resolvê-los. Eles se concentram em desempenhar bem seus deveres, de modo que a vontade de Deus seja satisfeita; e eles se esforçam pela verdade e buscam conhecimento de Deus, e passam a ter um coração que teme a Deus e a evitar todas as ações malignas. Essas são pessoas que sempre vivem diante de Deus(A Palavra, vol. 3: As declarações de Cristo dos últimos dias, “Bom comportamento não significa que o caráter de alguém mudou”). Depois de ler a palavra de Deus, percebi que, se quisesse voltar à trilha certa de acreditar em Deus, buscar a verdade e alcançar mudança em meu caráter, então eu precisava mudar meu ponto de vista equivocado sobre a busca. Independentemente de poder me exibir ou ser admirado pelos outros em meu dever, eu deveria aceitar meu dever e cumpri-lo lealmente. Essa é a atitude que eu deveria ter em relação ao dever e a racionalidade que um ser criado deveria ter. Se eu cumprisse meu dever sem buscar a verdade e não pudesse obedecer a Deus, se só o fizesse para buscar fama e status e para ganhar o respeito dos meus irmãos, isso significaria que eu estaria tomando uma trilha de oposição a Deus. Se eu não mudasse meus caminhos, então, no fim, eu só poderia ser rejeitado e eliminado. Crer em Deus e cumprir meus deveres requerem estabelecer meus motivos corretamente, focando a busca e a prática da verdade, renunciando às minhas ambições e desejos, e fazendo as coisas de acordo com as exigências de Deus. Só então eu poderia ser obediente a Deus, e só desse jeito eu poderia mudar meu caráter corrupto. Quando entendi isso, encontrei uma direção e, do fundo do meu ser, fiquei disposto a aceitar meu dever. Não importava se as pessoas me admirassem, eu tinha que cumprir meu dever da melhor forma possível.

Depois disso, li duas passagens da palavra de Deus: “Para que vocês sejam capazes de cumprir seu dever na casa de Deus hoje, seja ele grande ou pequeno, físico ou mental, e seja ele lidar com assuntos externos ou trabalho interno, ninguém cumpre um dever por acaso. Como isso poderia ser escolha sua? Tudo isso é conduzido por Deus. É somente por causa do comissionamento de Deus que você é movido dessa forma, tem esse senso de missão e responsabilidade, e pode cumprir esse dever. Entre os incrédulos, muitos têm boa aparência, conhecimento ou talento, mas será que Deus os favorece? Ele não os favorece. Deus não os escolheu, e favorece apenas todos vocês. Em Sua obra de gerenciamento, Ele faz com que vocês desempenhem todo tipo de função, cumpram todos os tipos de deveres e assumam diferentes tipos de responsabilidades. Quando o plano de gerenciamento de Deus finalmente chegar ao fim e for cumprido, que glória e privilégio isso será! Portanto, quando, hoje, as pessoas enfrentam algumas dificuldades ao cumprir o dever; quando têm que abrir mão de algumas coisas, despender-se um pouco e pagar certo preço; quando perdem seu status, fama e fortuna no mundo; e quando todas essas coisas se vão, parece que Deus lhes tirou tudo, no entanto elas ganharam algo mais precioso e mais valioso. O que as pessoas ganharam de Deus? Elas ganharam a verdade e vida por cumprir seu dever. Quando você cumprir seu dever, completar a comissão de Deus, viver toda a sua vida para sua missão e para a comissão que Deus lhe deu, tiver um belo testemunho e viver uma vida que tenha valor, só então você será uma pessoa de verdade! E por que eu digo que você é uma pessoa de verdade? Porque Deus escolheu você e fez com que você cumprisse seu dever como um ser criado sob Seu gerenciamento. Esses são o maior valor e o maior significado da sua vida(A Palavra, vol. 3: As declarações de Cristo dos últimos dias, “Parte 3”). “Se deseja dar toda a sua devoção em todas as coisas para satisfazer a vontade de Deus, você não pode fazê-lo simplesmente desempenhando um dever; você precisa aceitar qualquer comissão que Deus lhe conceda. Se isso é segundo seus gostos e corresponde a seus interesses, ou se é algo de que você não goste ou que nunca fez, ou é difícil, ainda assim você deveria aceitá-la e obedecer. Não só precisa aceitá-la, mas também precisa cooperar de maneira proativa e aprender sobre ela, enquanto experimenta e entra. Mesmo que sofra adversidade, se canse, seja humilhado ou excluído, ainda assim você deverá dedicar-lhe toda a sua devoção. Só se você praticar desse jeito, você será capaz de dedicar toda a sua devoção em todas as coisas e de satisfazer a vontade de Deus. Você deve considerá-la como o seu dever a cumprir, não como um assunto pessoal. Como você deveria entender deveres? Como algo que o Criador — Deus — dá a alguém para fazer; é assim que os deveres das pessoas se dão. A comissão que Deus lhe dá é o seu dever, e é perfeitamente natural e justificado que você cumpra seu dever como Deus exige. Se estiver claro para você que esse dever é a comissão de Deus e que esse é o amor de Deus e a bênção de Deus que recaem sobre você, então você será capaz de aceitar o seu dever com um coração Deus-amante, e poderá estar atento à vontade de Deus enquanto cumpre o seu dever, e será capaz de superar todas as dificuldades para satisfazer Deus. Aqueles que realmente se despendem por Deus jamais poderiam recusar a comissão de Deus, jamais poderiam recusar qualquer dever. Não importa que dever Deus lhe confie, não importam as dificuldades que isso implique, você não deve recusá-lo, mas aceitá-lo. Essa é a senda de prática, que é praticar a verdade e dar toda a sua devoção em todas as coisas, a fim de satisfazer Deus. Qual é o foco aqui? Está nas palavras ‘todas as coisas’. ‘Todas as coisas’ não significa necessariamente as coisas de que você gosta ou nas quais é bom, muito menos as que lhes são familiares. Às vezes, serão coisas em que você não é bom, coisas que você precisa aprender, coisas que são difíceis, ou coisas que você precisa sofrer. No entanto, seja qual for a coisa, contanto que Deus a tenha confiado a você, você deve aceitá-la Dele, e, tendo aceitado, você precisa desempenhar bem o dever, dedicando-lhe toda a sua devoção e satisfazendo a vontade de Deus. Essa é a senda de prática. Não importa o que aconteça, você deve sempre buscar a verdade e, uma vez que tiver certeza que tipo de senda que está alinhada com a vontade de Deus, é assim que deverá praticar. Só ao fazer isso você está praticando a verdade, e só dessa forma você pode entrar na realidade da verdade(A Palavra, vol. 3: As declarações de Cristo dos últimos dias, “Parte 3”). Depois de ler a palavra de Deus, percebi que nenhum dever vem a alguém por acidente. Ele vem da soberania e dos arranjos de Deus. Eu não podia seguir minhas preferências pessoais. Eu tinha que obedecer e cumprir bem meu dever com todo o meu coração e com toda a minha força. Só viver desse jeito é significativo e não é em vão. Antes, eu tinha sido hipnotizado pela fama e o ganho. Eu não entendia a soberania de Deus, por isso não conseguia tratar meu dever corretamente e via meus deveres como melhores e piores. Agora eu entendia que nenhum dever está acima ou abaixo de outro; nós simplesmente desempenhamos funções diferentes. Seja pregar o evangelho, seja cuidar de assuntos gerais, eu devo aceitar. Não importa que dever cumpramos na casa de Deus, Deus quer que busquemos a verdade e enfatizemos a entrada na vida. Se eu cumprisse o meu dever apenas para ser admirado e ganhar fama e status, eu não estaria cumprindo o dever de um ser criado, estaria tramando para meus próprios fins. Eu estaria me rebelando contra Deus e me opondo a Ele. Se fosse esse o caso, mesmo que eu fosse admirado pelas outras pessoas, Deus não o aprovaria, então de que adiantaria fazer isso? Embora cuidar de assuntos gerais não parecesse ser algo notável para mim, esse ambiente me permitiu refletir e me conhecer, buscar a verdade, aprender lições e, finalmente, me permitiu abrir mão do meu desejo de reputação e status, e aprender a obedecer. Essa era a salvação de Deus para mim. Na verdade, ao cuidar dos assuntos da igreja, eu encontrava várias coisas que exigiam atenção aos interesses da igreja. Durante esse tempo, eu precisei buscar a verdade e agir de acordo com os princípios. Essa não era uma boa chance de praticar a verdade e cumprir meu dever para satisfazer a Deus? Quando percebi isso, orei a Deus: “Deus, não quero mais me rebelar contra Ti. Quero me submeter aos Teus arranjos e orquestrações, aceitar Tua observação e cumprir meus deveres com um coração cheio de amor por Ti”. Depois de orar, tive uma sensação de libertação e a confiança para desempenhar corretamente o meu dever.

Uma vez, eu estava trabalhando com meus irmãos para cumprir uma tarefa. Observei-os cumprindo os deveres deles com atenção, considerando conscienciosamente e inspecionando cada detalhe do trabalho deles, para que os interesses da igreja não sofressem. Lembrei-me de como eu tive a atitude errada em relação ao meu dever desde que o assumira. Eu simplesmente fazia o que era arranjado pelo meu líder e nunca refleti sobre como cumprir bem o dever. Cumprir meu dever desse jeito magoava a Deus e O fazia me desprezar. Mais tarde, deixei de me preocupar com a admiração dos outros. Em vez disso, refleti seriamente sobre os interesses da igreja e passei a ser cuidadoso e deliberado em minhas tarefas. Quando cumpria meus deveres desse jeito, eu me sentia em paz, e eles não me cansavam mais. Ganhei muito com a minha experiência e entendi que Deus tinha me dado um dever que eu não gostava para me levar a refletir e perceber que minha busca por reputação e status tinha sido errada, para me salvar da escravidão e das restrições da reputação e do status. Ele estava me conduzindo pela senda de buscar a verdade. Tudo isso era o amor de Deus por mim. Eu entendi as boas intenções de Deus e vi que, não importando o que recai sobre mim, mesmo quando é algo ou um dever que não se encaixa às minhas noções, é tudo benéfico para a minha vida. Eu não podia mais me rebelar contra Deus. Eu tinha que ser obediente a Deus e cumprir meus deveres com pés no chão.

Pouco depois, o irmão que estivera a cargo dos assuntos gerais retornou. O líder arranjou para que eu trabalhasse com esse irmão e continuasse cuidando dos assuntos gerais. Quando recebi a notícia, pensei: “Dessa vez, não posso permitir que minhas preferências ditem como eu trato meus deveres. Devo aceitar e obedecer aos arranjos e orquestrações de Deus”. Eu sabia que isso era Deus me mostrando graça, dando-me outra chance de me treinar e entrar em Suas palavras. Com a minha experiência anterior, parei de ter pensamentos negativos no meu dever, de menosprezar meu dever, e não mais fiquei triste por não ser admirado pelos outros. Em vez disso, cumpri meu dever com os pés no chão e busquei satisfazer a vontade de Deus. Li algumas das palavras de Deus: “Para todos que cumprem um dever, por mais profundo ou raso que seja seu entendimento da verdade, a maneira mais simples de praticar entrar na verdade realidade é pensar nos interesses da casa de Deus em tudo e abrir mão de desejos egoístas, intenções, motivos, orgulho e status pessoais. Coloque os interesses da casa de Deus em primeiro lugar — isso é o mínimo que se deve fazer. Se uma pessoa que cumpre um dever não consegue fazer nem mesmo isso, como se pode dizer que ela está cumprindo seu dever? Isso não é cumprir o dever. Você deveria primeiro pensar nos interesses da casa de Deus, considerar a vontade de Deus e considerar o trabalho da igreja. Coloque essas coisas acima de tudo; só depois disso você pode pensar sobre a estabilidade de seu status ou sobre como os outros o consideram. Vocês não acham que isso fica um pouco mais fácil quando vocês o dividem em dois passos e fazem algumas concessões? Se praticar assim por algum tempo, você vai achar que satisfazer a Deus não é algo tão difícil. Além disso, você deve ser capaz de cumprir suas responsabilidades, cumprir seu dever e suas obrigações, e deixar de lado seus desejos, motivos e intenções egoístas; você deveria ter consideração pela vontade de Deus e colocar em primeiro lugar os interesses da casa de Deus, o trabalho da igreja e o dever que é para você cumprir. Após experimentar isso por algum tempo, você sentirá que essa é uma boa maneira de se comportar. É viver franca e honestamente, e não ser uma pessoa baixa, vil; é viver justa e honradamente, em vez de ser desprezível, baixo e inútil. Você achará que é assim que uma pessoa deveria agir e a imagem que ela deveria viver. Aos poucos, seu desejo de satisfazer seus interesses diminuirá(A Palavra, vol. 3: As declarações de Cristo dos últimos dias, “Liberdade e alívio só podem ser ganhos livrando-se do caráter corrupto”). A palavra de Deus iluminou meu coração. Quando cumprimos nossos deveres, deveríamos aceitar a observação de Deus, renunciar aos nossos desejos, intenções e motivações. Deveríamos oferecer nosso coração sincero, fazer as coisas em benefício da igreja e dar o melhor de nós em tudo que devemos fazer. Somente assim podemos cumprir o dever de um ser criado, viver de maneira íntegra, e possuir a humanidade e a razão que as pessoas devem ter. Quando pratiquei desse jeito, senti que minha mente estava em paz e tranquila.

Estou feliz em meu dever agora e ganhei muito. Sei que, se não tivesse sido exposto pelos fatos e sem o julgamento da palavra de Deus, eu não teria reconhecido minha corrupção, nem teria sido capaz de ver a importância de buscar a verdade. Depois de experimentar isso, também percebi que o dever que cumpro é arranjado por Deus e se baseia em minhas necessidades em termos de entrada na vida, por isso deveria aceitar e obedecer, buscar a verdade, cumprir meus deveres de todo coração e mente, e me tornar alguém que realmente obedece a Deus e conquista a aprovação de Deus.

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