Encontrei meu lugar

13 de Junho de 2022

Por Rosalie, Coreia do Sul

Após crer em Deus, eu busquei com muito entusiasmo. Não importava o dever que a igreja arranjava para mim, eu obedecia. Quando tinha dificuldades ou problemas em meu dever, eu conseguia, também, sofrer e pagar o preço de buscar uma resolução sem reclamar. Não demorou, e comecei a praticar a rega de recém-convertidos, na qual eu era sempre promovida. Achava que tinha talento, que era alguém que a igreja estava cultivando, que eu buscava mais que os outros, e que, contanto que trabalhasse muito no meu dever, eu seria promovida e receberia funções importantes. Quando pensava nisso, eu ficava muito satisfeita comigo mesma.

Um tempo depois, vi que muitos irmãos da minha idade tinham servido como líderes de equipe e supervisores, e fiquei com inveja. Pensei: “Se, tão jovens, eles conseguem desempenhar deveres tão importantes, ser valorizados pelos líderes e admirados pelos irmãos, não posso me acomodar. Tenho que buscar bem e me esforçar para realizar grandes avanços no meu dever para que eu também possa ter uma função importante”. Então, trabalhei ainda mais no meu dever. Não receava ficar acordada até tarde e sofrer. Quando tinha problemas em meu dever, eu buscava as palavras de Deus para resolvê-los. Mas meu esforço não trouxe mudança nenhuma. Devido à minha pobre qualificação profissional, fui designada para fazer trabalhos de rotina. Depois disso, quando via os outros à minha volta sendo promovidos, eu ficava ainda mais invejosa. Eu sabia que ainda era inferior a eles de longe, por isso sempre me encorajava a não perder o ânimo ou me acomodar, que tinha que buscar e melhorar, que ainda precisava beber e comer mais da palavra de Deus, e me esforçar mais na minha entrada na vida. Eu achava que, quando melhorasse as minhas habilidades profissionais e me esforçasse mais na entrada na vida, certamente eu seria promovida. Então, enquanto me esforçava para melhorar, também vivia na expectativa de ser promovida.

Num piscar de olhos, dois anos se passaram, e meus parceiros ficavam indo e vindo. Alguns eram promovidos; outros se tornavam líderes e obreiros. Comecei a suspeitar: “Tenho feito esse dever por algum tempo, e aqueles que o fizeram por menos tempo são promovidos um após o outro, então por que o meu dever não mudou nem um pouco? Os líderes acham que não mereço ser cultivada e que sou apta apenas para trabalho de rotina? Será possível que não tenho a menor chance de ser promovida? Ficarei presa neste dever obscuro para sempre?”. Quando pensei nisso, eu me senti como uma bola murcha. De repente eu não tinha mais ânimo, não era tão diligente em meu dever como antes, e não tinha senso de urgência para lidar com trabalhos que precisavam ser feitos. Apenas agia sem me envolver todos os dias ou era superficial nas tarefas. Como resultado, sempre apareciam desvios e descuidos no meu trabalho, mas não os levei a sério e não refleti sobre mim mesma adequadamente. Mais tarde, fiquei sabendo que mais irmãos que eu conhecia estavam sendo promovidos e fiquei ainda mais angustiada. Pensei: “Alguns deles cumpriam um dever igual ao meu, mas, um por um, agora todos foram promovidos, enquanto eu continuo presa aqui, onde comecei. Talvez eu não seja alguém que busca a verdade ou não seja digna de ser cultivada”. Esse pensamento pesava nos meus ombros. Eu estava péssima. Nesses dias, fiquei num estado de grande depressão e não tinha motivação em meu dever. Ficava pensando que não tinha futuro em minha crença em Deus. Estava muito aflita e não conseguia aceitar o que estava acontecendo. Eu pensava: “Será que sou realmente tão ruim? Será que só sirvo para trabalho de rotina? Será que não há nenhum valor em me cultivar? Tudo que eu quero é uma chance. Por que devo ficar presa onde ninguém percebe que eu existo?”. Quanto mais pensava, mais aflita e deprimida eu ficava. Suspirava o dia todo, e minhas pernas pesavam tanto que eu não queria me mexer. Às vezes, eu chorava em silêncio, na cama, e pensava: “Se as minhas habilidades profissionais são inferiores às dos outros, então me esforçarei para buscar a verdade. Lerei mais das palavras de Deus e me concentrarei na entrada na vida. Quando eu conseguir comungar com conhecimento prático, e os líderes virem que me concentro em buscar a verdade, será que não me promoverão?”. Mas quando pensava assim, eu também me sentia um pouco culpada. Pensava: “Buscar a verdade é algo positivo, e é o que um crente deve buscar. Mas estou usando isso para me colocar acima dos outros. Se eu buscar desse jeito, com desejo e ambição, Deus detestará e odiará isso, não é mesmo? Por que não estou disposta a cumprir meu dever anonimamente?”. Eu me sentia muito culpada, então orei a Deus enquanto chorava: “Deus, sei que buscar status é errado, mas meus desejos e ambições são fortes demais. Fico achando que é inútil cumprir meu dever desse jeito, no anonimato. Deus, não consigo sair deste estado. Por favor, guia-me a entender a Tua vontade e a conhecer a mim mesma”.

Um dia, li as palavras de Deus: “Para os anticristos, status e reputação são sua vida. Não importa como vivam, não importa o ambiente em que vivam, não importa o trabalho que façam, não importa ao que aspirem, quais sejam seus objetivos, qual seja a direção de sua vida, tudo gira em torno de ter boa reputação e status elevado. E esse objetivo não muda; eles nunca conseguem deixar essas coisas de lado. Essa é a face verdadeira dos anticristos e sua essência. Você poderia colocá-los numa selva primordial, no meio das montanhas, e, mesmo assim, eles não deixariam de lado sua busca de status e prestígio. Você pode colocá-los em qualquer grupo de pessoas, e tudo em que conseguem pensar continua sendo status e prestígio. Embora os anticristos também acreditem em Deus, eles veem a busca por status e prestígio como equivalente à fé em Deus e lhe atribuem peso igual. O que quer dizer que, enquanto trilham a senda de fé em Deus, eles também buscam status e prestígio. Pode-se dizer que, no coração dos anticristos, eles acreditam que a fé em Deus e a busca da verdade são a busca de status e prestígio; a busca de status e prestígio também é a busca da verdade, e ganhar status e prestígio é ganhar verdade e vida. Se acham que não têm prestígio nem status, que ninguém os admira, ou os venera, ou os segue, eles ficam muito frustrados, acreditam que não faz sentido acreditar em Deus, que isso não tem valor, e dizem para si mesmos: ‘Essa fé em Deus é um fracasso? É inútil?’. Muitas vezes eles ponderam sobre tais coisas no coração, ponderam sobre como podem construir um lugar para si na casa de Deus, como podem ter uma reputação elevada na igreja, para que escutem quando eles falarem, e os apoiem quando eles agirem, e os sigam para onde quer que forem; para que tenham uma voz na igreja, uma reputação, para que desfrutem de benefícios e tenham status — eles realmente focam tais coisas com frequência. Isso é o que essas pessoas buscam(A Palavra, vol. 4: Expondo os anticristos, “Item Nove: parte 3”). “Para os anticristos, se seu status ou reputação é atacado ou retirado, isso é uma questão ainda mais séria do que tentar tirar sua vida. Não importam quantos sermões ouçam nem quantas das palavras de Deus leiam, eles não sentirão tristeza nem arrependimento por nunca terem praticado a verdade e por terem seguido a senda dos anticristos, nem por possuírem a natureza essência dos anticristos. Em vez disso, eles estão sempre quebrando a cabeça para encontrar maneiras de ganhar status e aumentar sua reputação. […] Em sua busca consistente de status e reputação, elas também negam descaradamente o que Deus fez. Por que digo isso? No fundo do coração dos anticristos, eles acreditam que: ‘Todo status e reputação são conquistados pelas próprias pessoas. Só se conquistarem uma posição firme entre as pessoas e ganharem status e reputação eles poderão usufruir das bênçãos de Deus. A vida só tem valor quando as pessoas ganham poder e status absolutos. Só isso é viver como um humano. Em contraste, seria inútil viver de modo a se submeter à soberania e aos arranjos de Deus em tudo, permanecer voluntariamente na posição de um ser criado e viver como uma pessoa normal, como dito na palavra de Deus — ninguém admiraria uma pessoa assim. O status, a reputação e a felicidade de uma pessoa devem ser conquistados por meio de seus esforços; é preciso lutar por eles e conquistá-los com uma atitude positiva e proativa. Ninguém mais os dará para vocês — ficar esperando passivamente só pode levar ao fracasso’. É assim que os anticristos calculam. Esse é o caráter dos anticristos(A Palavra, vol. 4: Expondo os anticristos, “Item Nove: parte 3”). Deus revelou que anticristos veem o status como mais importante do que a vida. Tudo que dizem e fazem gira em torno de status e reputação, e eles só pensam em ganhar e preservar status. Quando o perdem, perdem a motivação de viver. Em nome de status, eles até resistem e traem a Deus, e estabelecem o próprio reino. Percebi que sempre considerei status algo muito importante. Quando eu era jovem, minha família sempre me ensinava coisas como: “Você tem de suportar um grande sofrimento a fim de sair por cima”, e “o homem luta para subir; a água flui para baixo”. Eu sempre tinha visto essas leis satânicas para sobreviver como ditados pelos quais viver. Sempre achei que somente ganhando status e a admiração dos outros a pessoa poderia ter uma vida digna e que valia a pena, enquanto satisfazer-me com a minha sina e ser uma pessoa comum, com os pés no chão, mostrava que eu carecia de aspiração e de quaisquer objetivos. Eu achava que esse era um jeito inútil de uma pessoa viver. Depois de eu crer em Deus, meus pensamentos e opiniões não mudaram. Por fora, eu não estava competindo, mas meus desejos e ambições não eram modestos. Eu só queria cumprir um dever mais importante, ganhar status elevado, e ganhar a admiração dos outros. Quando via as pessoas à minha volta sendo promovidas a líderes de equipe e supervisores, isso só atiçava ainda mais o meu desejo e me deixava ainda mais descontente com a minha situação. Para ser promovida, eu me levantava cedo e ficava acordada até tarde, e estava disposta a sofrer e a pagar um preço pelo meu dever. Quando minhas esperanças foram destruídas vez após vez, eu me enchi de queixas e resistência ao meu ambiente. Até achei que não havia sentido em crer em Deus e perdi a motivação no meu dever. Eu só agia sem me envolver e era superficial no que podia. Eu via que, desde que tinha começado a crer em Deus, a senda que eu trilhava não era a senda de buscar a verdade. Eu fazia tudo por reputação e status. No dever, Deus espera que possamos buscar a verdade, entrar em suas realidades e escapar dos nossos caracteres corruptos. Mas eu negligenciava a minha tarefa. Meu foco não estava em buscar a verdade; tudo que eu queria era ganhar status elevado, e quando meu desejo não se cumpriu, comecei a afrouxar, e cavei um buraco ainda mais fundo. Eu não tinha consciência nem razão! Pensava em como, a despeito dos meus anos de crença em Deus, já que eu não buscava a verdade, eu não tinha muito conhecimento do meu caráter corrupto. Eu não conseguia nem cumprir bem o dever que eu já tinha. Ainda era superficial, e sempre havia problemas e desvios no meu trabalho. Ainda assim, eu queria ser promovida e fazer trabalhos maiores. Eu era tão descarada! Só então eu vi que crer em Deus sem buscar a verdade e só buscar status cegamente me tornaria ainda mais ambiciosa e meu caráter seria mais arrogante, querendo sempre estar acima dos outros, mas incapaz de obedecer à soberania e aos arranjos de Deus. Tal busca é autodestrutiva e é odiada e amaldiçoada por Deus. Como os anticristos expulsos da igreja, que não buscavam a verdade, e sempre buscavam reputação, ganho e status. Buscavam ser admirados e adorados, e tentavam tomar e controlar as pessoas. Como resultado, eles cometeram muitos males e foram revelados e expulsos por Deus. Minhas buscas não eram iguais às deles? Eu não estava trilhando a senda de resistir a Deus? O caráter de Deus é justo e não pode ser ofendido. Se eu me recusasse a me corrigir, eu seria rejeitada e expulsa por Deus! Com isso em mente, fiz um juramento a mim mesma: a partir de agora, eu não buscarei status, eu me submeterei às orquestrações e aos arranjos de Deus. Buscarei a verdade e cumprirei meu dever corretamente com os pés no chão.

Um dia, durante meus devocionais, eu li a palavra de Deus: “Como não reconhecem as orquestrações de Deus e a soberania de Deus, as pessoas sempre encaram o destino de modo desafiador, com uma atitude rebelde, e sempre querem se livrar da autoridade e soberania de Deus e das coisas que o destino reserva, esperando em vão mudar suas circunstâncias atuais e alterar seu destino. Mas elas nunca conseguem ter sucesso; ficam frustradas toda vez. Essa luta, que se dá no fundo da alma da pessoa, gera uma dor profunda do tipo que fica gravada nos ossos, enquanto a pessoa desperdiça sua vida esse tempo todo. Qual é a causa dessa dor? É por causa da soberania de Deus ou porque a pessoa nasceu sem sorte? Obviamente, nenhuma das duas é verdade. Na realidade, é por causa das sendas que as pessoas tomam, dos modos com que escolhem viver sua vida. Algumas pessoas podem não ter percebido essas coisas. Mas quando você realmente sabe, quando vem realmente a reconhecer que Deus tem soberania sobre o destino humano, quando realmente entende que tudo que Deus planejou e decidiu para você é um grande benefício e uma grande proteção, então você sente sua dor aliviar gradativamente e seu ser inteiro fica relaxado, livre, liberto. A julgar pelo estado da maioria das pessoas, elas não conseguem verdadeiramente, objetivamente, aceitar o valor e o significado práticos da soberania do Criador sobre o destino humano, ainda que, em um nível subjetivo, não queiram continuar a viver como viviam antes, e queiram alívio da dor; elas não conseguem verdadeiramente, objetivamente, reconhecer e se submeter à soberania do Criador, e menos ainda sabem como buscar e aceitar as orquestrações e os arranjos do Criador. Assim, se as pessoas não conseguem verdadeiramente reconhecer o fato de que o Criador tem soberania sobre o destino humano e sobre todas as questões do ser humano, se não conseguem verdadeiramente submeter-se ao domínio do Criador, então será difícil para elas não serem guiadas, e acorrentadas, pela ideia de que ‘o destino da pessoa está em suas mãos’. Será difícil para elas livrar-se da dor de sua luta intensa contra o destino e contra a autoridade do Criador, e nem é preciso dizer que será difícil para elas serem verdadeiramente libertas e livres, serem pessoas que adoram a Deus(A Palavra, vol. 2: Sobre conhecer a Deus, “O Próprio Deus, o Único III”). As palavras de Deus tocaram meu coração. Eu nunca tinha comparado meu estado com o que essas palavras de Deus revelam. Achava que essas palavras se dirigiam aos incrédulos, enquanto eu era um dos crentes, e acreditava na soberania de Deus e a ela obedecia. Mas foi somente quando me acalmei e contemplei essa passagem da palavra de Deus que percebi que reconhecer a soberania de Deus não representa conhecer a soberania de Deus Todo-Poderoso, muito menos obedecer à soberania de Deus. Embora eu acreditasse em Deus, minhas opiniões ainda eram iguais às dos incrédulos. Os incrédulos sempre acreditam que seu destino está em suas próprias mãos, e sempre lutam contra o destino. Querem mudar seu destino por meio de seus esforços e viver uma vida de excelência. Como resultado, sofrem muito, pagam um preço alto, até, finalmente, ficarem machucados e maltratados, e mesmo quando estão cobertos de cicatrizes, ainda assim não acordam para a realidade. Eu não era igual? Eu sempre queria mudar minha situação por meio dos meus esforços e confiava na minha luta para buscar promoção e funções importantes. Para isso, eu sofria em silêncio, pagava um preço e trabalhava muito para adquirir habilidades profissionais. Quando meu desejo não se cumpriu, eu me tornei passiva e resisti e me afundei ainda mais. Só então eu vi que estava tão magoada e tão cansada porque estava seguindo a senda errada e escolhia o jeito errado de viver. Eu via falácias satânicas como “o destino de uma pessoa está em suas próprias mãos”, e “o homem pode criar uma pátria agradável com suas próprias mãos” como máximas para a vida. Acreditava que, a fim de alcançar meu objetivo, eu tinha que confiar no meu esforço para alcançá-lo. Vendo meus desejos nunca se cumprindo, e incapaz de ganhar promoções ou cargos importantes, eu não conseguia me submeter e sempre queria lutar com Deus, livrar-me dos arranjos Dele, e ganhar status e reputação por meio dos meus esforços. Só então eu vi que eu era uma crente somente em nome. Na verdade, eu não acreditava na soberania de Deus em meu coração, e menos ainda estava disposta a obedecer aos arranjos Dele. Qual era a diferença entre uma crente como eu e um descrente? Deus é o Senhor da Criação, e Deus tem soberania e controle sobre tudo. O destino de cada pessoa, o calibre e os pontos fortes dela, o dever que consegue cumprir na igreja, o tipo de situação que ela experimenta em determinado momento etc., tudo isso é arranjado e preordenado por Deus, e nenhuma pessoa consegue escapar disso nem mudar nada. Só se obedecemos à soberania e aos arranjos de Deus nosso coração pode ficar em paz. Sabendo disso, de repente, eu me senti lamentável e patética. Eu tinha acreditado em Deus por anos, e embora tivesse comido e bebido tanto da palavra de Deus, eu ainda era igual a um descrente. Eu não conhecia a onipotência e a soberania de Deus. Eu era tão arrogante e ignorante! A palavra de Deus diz: “Quando realmente entende que tudo que Deus planejou e decidiu para você é um grande benefício e uma grande proteção, então você sente sua dor aliviar gradativamente e seu ser inteiro fica relaxado, livre, liberto(A Palavra, vol. 2: Sobre conhecer a Deus, “O Próprio Deus, o Único III”). Ponderando a palavra de Deus, perguntei-me como eu podia saber que esse ambiente era benéfico para mim e que estava me protegendo? Enquanto buscava, percebi que, desde que eu tinha começado a crer em Deus, eu nunca tinha experimentado um fracasso ou um contratempo maior, e não tinha sido dispensada nem transferida. Eu tinha sido promovida e cultivada o tempo todo. Sem perceber, eu tinha começado a achar que eu era alguém que busca a verdade, e que eu era alguém importante para ser cultivado na igreja, então tinha passado a ver a “promoção” como objetivo a ser buscado. Sempre que era promovida, eu não recebia isso como responsabilidade e dever de Deus, e não buscava a verdade com os pés no chão nem pensava em como usar os princípios em meu dever. Em vez disso, via o meu dever como instrumento para buscar status e ser admirada pelos outros. Achava que, quanto mais alto o dever e mais elevado o status, mais as pessoas me admirariam e valorizariam, por isso me importava muito em ser promovida, e passava meus dias me preocupando com esses ganhos e perdas. Eu tinha me esquecido daquilo que realmente deveria buscar em minha crença em Deus. Em retrospectiva, minha ambição e meus desejos eram grandes demais, e se eu realmente tivesse sido promovida e recebido uma função importante, como eu queria, não sei quão arrogante poderia ter me tornado ou que males poderia ter cometido. Há exemplos demais desse tipo de fracasso. Muitas pessoas cumprem seus deveres com sinceridade quando não têm status, mas assim que o obtêm, suas ambições aumentam, elas começam a cometer o mal e enganam e tomam as pessoas. Para manter reputação, ganho e status, excluem e suprimem os outros, e trazem ruína para si mesmas como resultado. Eu vi que status, para aqueles que buscam a verdade e trilham a senda certa, é prática e aperfeiçoamento. Mas para aqueles que não buscam a verdade ou não trilham a senda certa, é tentação e revelação. Naquele momento, eu ainda não tinha status, e só porque não tinha sido promovida nem vista como alguém importante, fiquei tão ressentida que nem queria cumprir o meu dever. Pude ver que meus desejos e ambições eram enormes, e que, se eu realmente tivesse sido promovida para um dever importante, eu certamente falharia igual a quem já tinha falhado. A essa altura, eu senti que, no fato de eu não ser promovida a líder de equipe ou supervisora, havia a permissão de Deus. Deus usou esse ambiente para me forçar a parar e refletir sobre mim, para eu poder consertar minhas atitudes e trilhar a senda de buscar a verdade. Esse ambiente era o que a minha vida exigia e era uma grande proteção para mim! Pensando nisso, achei que tinha sido ignorante e cega demais, e não tinha entendido a vontade de Deus. Eu tinha entendido errado e culpado Deus. Eu tinha realmente magoado o coração de Deus.

Depois disso, li a palavra de Deus: “Que tipo de coração Deus quer que as pessoas tenham? Para começar, esse coração precisa ser honesto, e elas precisam ser capazes de cumprir seu dever conscienciosamente com os pés no chão, capazes de defender o trabalho da igreja, deixar de ter as assim chamadas ‘grandes ambições’ e ‘objetivos elevados’. Cada passo deixa uma pegada quando elas seguem e adoram a Deus, elas se comportam como seres criados; elas não buscam mais tornar-se uma pessoa grande ou excepcional, muito menos uma pessoa especialmente funcional e elas não adoram as criações em planetas alienígenas. Além disso, esse coração precisa amar a verdade. O que significa primariamente amar a verdade? Significa amar coisas positivas, ter um senso de justiça, ser capaz de se despender sinceramente por Deus, amá-Lo verdadeiramente, submeter-se a Ele e testificar Dele(A Palavra, vol. 3: As declarações de Cristo dos últimos dias, “As cinco condições que devem ser satisfeitas para se iniciar a trilha certa da crença em Deus”). A leitura da palavra de Deus me comoveu muito. Senti as esperanças e exigências de Deus para as pessoas. Deus não quer que elas sejam famosas, importantes ou altivas. Não quer que nos empenhemos em empreendimentos grandes nem que tenhamos conquistas gloriosas. Deus apenas espera que as pessoas busquem a verdade e se submetam aos arranjos e à soberania Dele, e cumpram os deveres com os pés no chão. Mas eu não entendia a vontade de Deus e não conhecia a mim mesma. Eu sempre queria status, ser uma figura poderosa ou elevada. Sem status e atenção, achava que vivia uma vida deprimida e inútil. Eu não tinha nenhuma humanidade nem razão. Eu era a grama que queria ser árvore, um pardal que queria ser uma águia, e, como resultado, eu me esforcei até me sentir péssima e exausta. Quando percebi isso, orei a Deus: “Deus, no passado, sempre busquei status, reputação e ganho. Sempre quis ser admirada e elogiada. Eu não estava contente cumprindo meu dever no anonimato, coisa que Tu detestas e odeias. Agora entendo que esse é o caminho errado. Desejo submeter-me aos Teus arranjos e à Tua soberania. Não importa se posso ser promovida no futuro; buscarei a verdade com os pés no chão e cumprirei bem o meu dever”. Depois de orar, senti uma grande libertação e me senti mais próxima de Deus.

Mais tarde, ao ler a palavra de Deus, ganhei algum conhecimento das minhas opiniões erradas sobre a busca. As palavras de Deus dizem: “Quando alguém é promovido para servir como líder ou obreiro, ou é cultivado para ser o supervisor de algum tipo de trabalho técnico — para o qual é nomeado como supervisor —, isso nada mais é do que a casa de Deus confiando a ele um fardo. É uma comissão, uma responsabilidade e, é claro, é também um dever especial, uma oportunidade extraordinária; é uma elevação excepcional, e essa pessoa não tem nada do que se gabar. Quando alguém é promovido e cultivado pela casa de Deus, isso não significa que ele tem posição ou status especial na casa de Deus, de modo que pode desfrutar de tratamento e favor especiais. Ao contrário, depois de ter sido excepcionalmente exaltado pela casa de Deus, dão-lhe condições excelentes para receber treinamento da casa de Deus, para praticar fazer algum trabalho de igreja substancial, e, ao mesmo tempo, a casa de Deus exigirá padrões mais altos dessa pessoa, o que é benéfico para sua entrada na vida. Quando uma pessoa é promovida e cultivada na casa de Deus, isso significa que ela será submetida a requisitos estritos e rigorosamente supervisionada. A casa de Deus inspecionará e supervisionará rigorosamente o trabalho que ela faz e virá a entender e dará atenção à sua entrada na vida. Sob esses pontos de vista, as pessoas promovidas e cultivadas pela casa de Deus desfrutam de tratamento especial, de status especial e de posição especial? Claro que não, e menos ainda desfrutam de alguma identidade especial. Quanto às pessoas que foram promovidas e cultivadas, se elas acham que têm capital como resultado de cumprir seu dever com um pouco de eficiência, e então estagnam e param de buscar a verdade, elas estão em perigo quando se deparam com provações e tribulações. Se a estatura das pessoas for baixa demais, provavelmente elas serão incapazes de permanecer firmes. Algumas dizem: ‘Se alguém é promovido e cultivado como líder, ele tem uma identidade. Mesmo que não seja um dos primogênitos, pelo menos ele tem esperança de se tornar membro do povo de Deus. Eu nunca fui promovido nem cultivado, então que esperança tenho de ser considerado membro do povo de Deus?’. É errado pensar dessa forma. Para se tornar membro do povo de Deus, você deve ter experiência de vida e ser alguém que obedece a Deus. Não importa se é um líder, obreiro ou um seguidor comum, qualquer pessoa que possui as verdades realidades é membro do povo de Deus. Mesmo que seja um líder ou obreiro, se lhe faltarem as verdades realidades, você continuará sendo um servidor(A Palavra, vol. 5: As responsabilidades dos líderes e dos obreiros, “As responsabilidades dos líderes e dos obreiros (5)”). A palavra de Deus me mostrou que ser promovido e cultivado na igreja não significa que as pessoas têm status especial, ou que recebem tratamento especial como os oficiais no mundo. É simplesmente uma oportunidade de praticar. É apenas uma responsabilidade maior para as pessoas. Ser promovido e cultivado só significa que uma pessoa está mudando de um dever para outro. Não significa que o status e a identidade de uma pessoa são mais elevados nem que ela entende a verdade ou possui as realidades da verdade. Não ser promovido não a torna inferior e não significa que ela não tem futuro e não pode ser salva. Em suma, não importa o dever que cumprimos, se somos ou não promovidos, Deus trata todos com justiça, e a cada pessoa é dada a chance de praticar em seu dever. A igreja arranja deveres de acordo com o calibre e os pontos fortes de cada um, para que eles possam ser usados ao máximo. Isso beneficia o trabalho da igreja e a nossa entrada pessoal na vida. Não importa se somos promovidos para um dever importante, a expectativa de Deus para as pessoas e a provisão para todos são iguais. Deus quer que as pessoas busquem a verdade e mudem seus caracteres enquanto cumprem seus deveres. Portanto, a salvação de Deus para as pessoas nunca depende de status ou qualificações. Depende, sim, da atitude das pessoas em relação à verdade e ao próprio dever. Se trilharmos a senda de buscar a verdade, ao cumprir nosso dever, poderemos obter mais prática e continuaremos fazendo progresso na vida. Se não buscarmos a verdade, não importa quão alto seja nosso status, não vamos durar. Cedo ou tarde, seremos dispensados e expulsos. No passado, eu não tinha um entendimento puro sobre ser promovida. Sempre achava que ser promovida significava obter status, e que, quanto mais alto o status, melhor seriam meu futuro e meu destino. Como resultado, não me concentrei em buscar a verdade em meu dever e só busquei status. Só agora percebo que essa visão das coisas é absurda! Na verdade, a igreja me deu a chance de praticar, mas meu calibre era baixo demais para tarefas mais importantes. Mas eu não tinha autoconsciência, por isso sempre achava que era capaz e que poderia ser promovida para fazer trabalho mais importante. Eu realmente não conhecia a mim mesma. Não importa o trabalho que fazemos na casa de Deus, todos nós precisamos entender a verdade e entrar nas verdades princípios para que o nosso trabalho alcance bons resultados. Mas eu não entendia a verdade e não conseguia fazer trabalho prático nenhum. Mesmo se fosse promovida, que bem eu poderia fazer? Eu não ficaria só atrapalhando? Além de ficar totalmente exausta, eu impediria o trabalho da igreja. Não valeria a pena. A essa altura, percebi finalmente que o meu dever era muito apropriado para mim. Eu era capaz de cumpri-lo, e fazia uso dos meus pontos fortes. Isso era útil para a minha entrada na vida e era benéfico para o trabalho da igreja. Por meio do esclarecimento e da orientação das palavras de Deus, me conscientizei da vontade de Deus, encontrei o meu lugar, soube qual dever eu devia estar fazendo, e dei meia-volta no meu estado negativo.

Depois disso, fui muito menos controlada por reputação, ganho e status, e assumi um fardo em meu dever. Quando não estava ocupada com trabalho, usava meu tempo livre para pregar o evangelho e dar testemunho de Deus. Quando via pessoas que realmente acreditam em Deus, têm sede da verdade e aceitam a obra de Deus Todo-Poderoso nos últimos dias, eu sentia tranquilidade e conforto. Finalmente entendi que não importa se somos colocados numa posição importante. O que importa é se conseguimos exercer o papel de um ser criado ao cumprir nosso dever. Essa é a coisa mais importante. Agora, embora eu ouça com frequência que alguns irmãos que conheço foram promovidos, fico mais calma e não mais sinto inveja, como antes, pois eu sei que, embora cumpramos deveres diferentes, todos nós buscamos o mesmo objetivo, e fazemos tudo que podemos para espalhar o evangelho do reino de Deus. Agora, finalmente encontrei meu lugar. Sou apenas um pequeno ser criado. Meu dever é obedecer aos arranjos e às orquestrações do Criador. No futuro, não importa qual seja o meu dever, estou disposta a aceitar, obedecer e me esforçar ao máximo para cumpri-lo para satisfazer a Deus.

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