As consequências de depender de outros num dever

14 de Outubro de 2023

Por Bai Xue, Itália

Em novembro de 2021, a líder arranjou que eu fosse parceira da irmã Sandra na produção de imagens para vídeos. No início, gastei um tempo lendo os princípios e materiais relevantes para melhorar minhas habilidades técnicas. Mas vi que essas imagens seriam difíceis de produzir e que eu nunca as tinha feito antes. Achei que era um trabalho muito difícil que precisaria de prática para aprender aos poucos. Então comecei a criar designs sem pensar muito nos princípios, e Sandra ficou apontando problemas nas minhas imagens. Confrontada com isso, eu não analisava meus erros nem minhas deficiências. Eu só me delimitava, pensando: “Careço de calibre e não sou boa nesse tipo de imagens. Tenho praticado por um tempo, mas continuo tendo problemas. Parece que fiquei presa neste nível”. Eu também invejava e admirava Sandra. Ela criava imagens havia anos, então eu a achava melhor do que eu em todos os aspectos, que ela estava muito à frente e que eu devia depender mais dela no futuro. A partir de então, passei a depender dela em meus designs, e as partes que eu não conseguia desenhar bem, eu as entregava a ela para que ela as terminasse. Às vezes, ao terminar um esboço, eu não me preocupava muito se ele estava alinhado com os princípios e simplesmente pedia sugestões à minha irmã. Às vezes, eu via que minhas imagens tinham problemas, mas não queria fazer um esforço adicional e então as repassava para Sandra. Eu achava que investir tempo em refiná-las era esforço demais e que meu nível de habilidade tinham um limite, de modo que eu só esperava Sandra consertá-las e melhorá-las, já que ela era melhor nisso. Sempre que eu via Sandra arrumar uma imagem minha, eu ficava tão feliz, porque era ótimo ter uma irmã como ela como parceira, e isso me poupava muito tempo e esforço.

Mais tarde, a demanda por imagens aumentou, então, para aumentar a eficiência, Sandra sugeriu que nós as fizéssemos juntas. Mas enquanto eu desenhava, eu não pensava em como fazer um trabalho melhor. Eu era muito passiva. Eu achava que eu não era boa nesse tipo de imagem e que a de Sandra ficaria melhor, por isso eu deveria ouvi-la mais. Assim, na maior parte do tempo, eu só fazia imagens segundo as instruções de Sandra e, às vezes, quando ela estava ocupada, eu esperava para podermos trabalhar juntas. Às vezes eu tentava pensar no jeito mais rápido de dominar os princípios, melhorar minhas habilidades e esboçar as imagens sozinha. Mas então eu pensava que seria um tanto difícil para mim e, já que Sandra estava lá e era tão boa nisso, eu deveria deixá-la exercer um papel maior. Não havia necessidade de eu me preocupar tanto. E assim continuei dependendo de Sandra em meu dever. Alguns meses depois, a líder viu que eu não tinha progredido muito, por isso lidou comigo por eu não ter iniciativa e por sempre pedir ajuda a Sandra, impactando o trabalho dela. Quando a líder disse isso, fiquei muito angustiada. Ela tinha arranjado para que Sandra fosse minha parceira para que eu pudesse dominar as coisas o quanto antes e então criar designs sozinha. Mas eu estava sempre dependendo de Sandra e não era dedicada. Eu tinha praticado por tanto tempo, mas progredido tão pouco. Como eu podia tratar meu dever desse jeito? Orei a Deus, pedindo que Ele me guiasse a entender meu problema.

Uma irmã compartilhou algumas passagens da palavra de Deus comigo: “Na maior parte do tempo, vocês são incapazes de responder quando questionados sobre questões de trabalho. Alguns de vocês se envolveram no trabalho, mas nunca perguntaram como está indo o trabalho, nem pensaram nisso com atenção. Dados seu calibre e conhecimento, vocês não deveriam não saber nada, porque todos vocês participaram desse trabalho. Por que, então, a maioria das pessoas não diz nada? É possível que vocês realmente não saibam o que dizer — que vocês não saibam se as coisas estão indo bem ou não. Há duas razões para isso: uma é que vocês são totalmente indiferentes, e nunca se importaram com essas coisas, e apenas as trataram como uma tarefa a ser completada. A outra é que vocês são irresponsáveis e não estão dispostos a se importar com essas coisas. Se você realmente se importasse, e realmente estivesse empenhado, você teria visão e perspectiva sobre tudo. Muitas vezes, não ter perspectiva ou visão provém de ser indiferente e apático, e não assumir responsabilidade. Você não é diligente em relação ao dever que cumpre, não assume responsabilidade alguma, não está disposto a pagar um preço ou se envolver, não se empenha nem está disposto a despender mais energia; você meramente deseja ser um subalterno, o que não é diferente de quando um incrédulo trabalha para o chefe. Deus não gosta de tal cumprimento do dever e não Se agrada com ele. Ele não pode receber a Sua aprovação(A Palavra, vol. 3: As declarações de Cristo dos últimos dias, “Somente sendo honesto é que se pode viver como um ser humano verdadeiro”). “Ao cumprir um dever, as pessoas sempre escolhem o trabalho leve, que não as cansa, que não envolve o enfrentamento dos elementos ao ar livre. Isso se chama escolher os trabalhos fáceis e evitar os difíceis, é uma manifestação de cobiçar os confortos da carne. Que mais? (Sempre queixar-se quando o seu dever é um pouco duro, um pouco cansativo, quando envolve pagar um preço.) (Preocupar-se com comida e roupas e as indulgências da carne.) Tudo isso são manifestações de cobiçar os confortos da carne. Quando tal pessoa vê que uma tarefa é trabalhosa ou arriscada demais, ela a empurra para outra pessoa; ela mesma só faz trabalho folgado, e inventa desculpas para justificar por que não pode fazer este, dizendo que ela é de calibre baixo e não tem as habilidades necessárias, que isso é demais para ela — quando, na verdade, é porque ela cobiça os confortos da carne. […] Pessoas que cobiçam os confortos da carne são adequadas para desempenhar um dever? Mencione o tema do desempenho do dever, fale sobre pagar um preço e sofrer adversidades, e elas continuam balançando a cabeça: elas teriam muitos problemas, estão cheias de reclamações, são negativas em relação a tudo. Essas pessoas são inúteis, não têm o direito de desempenhar seu dever e deveriam ser expulsas. No que diz respeito a cobiçar os confortos da carne, ficaremos por aqui(A Palavra, vol. 5: As responsabilidades dos líderes e dos obreiros). Refletindo sobre a palavra de Deus, vi que eu não tinha progredido nesses meses cumprindo meu dever porque eu era preguiçosa demais e carecia de iniciativa e responsabilidade. Quando encontrava incertezas no meu trabalho, eu não me acalmava para buscar os princípios. Eu achava que refletir sobre elas seria trabalhoso demais, por isso deixava tudo para Sandra. Quando ela dava muitas sugestões sobre meu trabalho encerrado, eu não refletia sobre elas nem reconhecia minhas deficiências, só inventava desculpas de que eu carecia de calibre e não era boa nisso e repassava as partes difíceis para a minha irmã. Havia até algumas partes em que eu via problemas, mas eu não me dava ao trabalho de consertá-los. Em vez disso, eu agia superficialmente, era desleixada e escorregadia, deixando Sandra consertar tudo. Eu achava que isso me poupava trabalho e me tornava mais eficiente, pregando dois pregos com uma martelada só. Eu me achava inepta e sem calibre, com prazer me tornei uma seguidora. Achava que, já que eu era incapaz e Sandra era melhor do que eu, era lógico que ela fizesse mais, por isso eu a deixava. Eu fazia o quanto pudesse, não que eu fosse ociosa. Eu cobiçava conforto físico, era enganosa e escorregadia. Pensei nos incrédulos que trabalham lá fora no mundo, sem se importar com sua consciência ou humanidade e sem pensar em pagar um preço ou fazer bem o seu trabalho, e que só fazem as coisas da maneira mais relaxada e fácil possível, sendo enganosos a cada passo e nunca assumindo responsabilidade. Essa era minha atitude em relação ao meu dever: eu carecia de diligência e responsabilidade, sempre usava a experiência dos outros como desculpa para buscar conforto e não pagar um preço em meu dever. Eu sempre empurrava dificuldades para cima dos outros e depois me escondia em segundo plano, levando uma vida sossegada. Eu era muito egoísta e enganosa. Já que eu sempre cobiçava conforto e carecia de iniciativa, eu nunca progredia em minhas habilidades, nem exercia um papel real. Eu era indigna do trabalho. Senti que eu tinha decepcionado Deus e não queria continuar cumprindo meu dever desse jeito.

Mais tarde, li mais da palavra de Deus. “Não importa o trabalho que algumas pessoas façam ou o dever que desempenhem, elas são incapazes de ser bem-sucedidas nele, é demais para elas, elas são incapazes de cumprir qualquer uma das obrigações ou responsabilidades que as pessoas devem cumprir. Elas não são lixo? Elas ainda são dignas de ser chamadas de pessoas? Com exceção dos simplórios, dos deficientes mentais e daqueles que sofrem de deficiências físicas, existe alguém que não deva desempenhar suas funções e cumprir suas responsabilidades? Mas esse tipo de pessoa está sempre conspirando e fazendo jogo sujo, e não deseja cumprir suas responsabilidades; a implicação é que ele não deseja comportar-se como uma pessoa correta. Deus lhe deu calibre e dons, Ele lhe deu a oportunidade de ser um ser humano, entretanto ela não consegue usar isso ao cumprir seu dever. Ela não faz nada, mas deseja apreciar tudo. Pessoas como essa estão aptas a ser chamadas de humanas? Não importa que trabalho lhes seja dado — seja ele importante ou comum, difícil ou simples —, elas são sempre descuidadas e superficiais, sempre preguiçosas e esguias. Quando surgem problemas, tentam empurrar a responsabilidade para outras pessoas; elas não assumem responsabilidade, querem continuar com sua vida de parasita. Elas não são um lixo inútil? Na sociedade, quem é que não tem que depender de si mesmo para sobreviver? Uma vez que uma pessoa é adulta, ela deve prover para si mesma. Seus pais cumpriram a responsabilidade deles. Mesmo se os pais estivessem dispostos a sustentá-la, ela não se sentiria à vontade com isso, e deveria ser capaz de reconhecer: ‘Meus pais completaram a tarefa deles de criar os filhos. Sou adulta e tenho um corpo saudável — eu deveria ser capaz de viver independentemente’. Esse não é o mínimo de senso que um adulto deveria ter? Se alguém realmente tiver senso, ele não conseguiria viver na aba dos pais; ele teria medo de ser zombado pelos outros, de ser envergonhado. Então, um vagabundo ocioso tem senso? (Não.) Ele quer sempre algo de graça, nunca quer assumir responsabilidades, procura um almoço gratuito, quer três refeições por dia — e que alguém o sirva e que a comida seja deliciosa — sem fazer trabalho algum. Não é essa a mentalidade de um parasita? E as pessoas que são parasitas têm consciência e senso? Têm dignidade e integridade? De forma alguma; todas elas são aproveitadoras imprestáveis, animais sem consciência nem razão. Nenhuma delas está apta a permanecer na casa de Deus(A Palavra, vol. 5: As responsabilidades dos líderes e dos obreiros). “As pessoas preguiçosas não podem fazer nada. Numa palavra, elas são lixo, ficaram inválidas pelo ócio. Por melhor que seja o calibre das pessoas preguiçosas, não é nada mais do que enfeite de vitrine; seu bom calibre não tem a menor utilidade. Isso ocorre porque são preguiçosas demais; elas sabem o que devem fazer, mas não fazem; mesmo que saibam que algo é um problema, não buscam a verdade para resolvê-lo; sabem quais adversidades devem sofrer para que o trabalho seja eficaz, mas não estão dispostas a suportar um sofrimento tão valioso. Como resultado, não ganham verdade alguma e não fazem nenhum trabalho real. Não desejam suportar as adversidades que as pessoas devem suportar; conhecem apenas a ganância por conforto, o prazer da carne, o prazer dos momentos de alegria e lazer, o prazer de uma vida livre e relaxada. Elas não são inúteis? As pessoas que não conseguem suportar adversidade não estão aptas a viver. Qualquer um que sempre deseje viver como parasita é alguém sem consciência e razão; é um animal de um tipo inapto até para prestar serviço. Visto que não consegue suportar adversidade, o serviço que ele presta é ruim, e se ele deseja ganhar a verdade, a esperança de isso acontecer é ainda menor. Uma pessoa que não consegue sofrer e não ama a verdade é uma vadia, não é qualificada nem para prestar serviço. É um animal sem um pingo de humanidade. Nada, a não ser expulsar tais pessoas, está de acordo com a vontade de Deus(A Palavra, vol. 5: As responsabilidades dos líderes e dos obreiros). Pela palavra de Deus pude entender que, aos olhos de Deus, aqueles que sempre cobiçam conforto, não querem pagar um preço, não terminam corretamente o trabalho que lhes foi atribuído e não cumprem suas responsabilidades, são totalmente inúteis. Essas pessoas não têm iniciativa e sempre usufruem dos frutos do trabalho dos outros. São parasitas na igreja e devem ser expulsas. Fiquei pensando no que Deus quis dizer com “parasita” e “lixo”. Pensei nos adultos no mundo lá fora que ainda vivem às custas de seus pais. Já adultos, eles não conseguem um emprego e só desfrutam da ajuda dos pais, vivem dependendo de esmolas sem saber o que significa ganhar a própria vida. Eles carecem de razão humana normal. Essas pessoas são parasitas. Vi que não havia diferença entre meu comportamento e o desses vadios irresponsáveis e parasitas. A igreja tinha arranjado que eu criasse imagens, e essa era minha responsabilidade. Não importava se o trabalho fosse difícil, eu deveria ter estudado diligentemente para assumi-lo o quanto antes. Mas achei que criar essas imagens era difícil e não quis investir esforço refletindo sobre elas. Inventei desculpas para minha preguiça, achando que eu dominaria os princípios ao longo de muito tempo de acúmulo, e quando surgiam problemas, eu não analisava os desvios nem buscava os princípios. Quando vi o quanto Sandra era experiente, tomei seu apoio como algo dado, empurrando as coisas difíceis para cima dela e esperando para colher as recompensas. Mesmo quando trabalhávamos juntas, eu dependia dela. Eu só ouvia o que Sandra dizia sem pensar por conta própria. Não tinha senso de responsabilidade pelo meu dever e só dependia dos outros. Sem me esforçar, só queria desfrutar dos frutos do trabalho dos outros. Eu era uma inútil, uma aproveitadora parasita dentro da igreja. Eu era odiada por Deus! Quando minha irmã terminava seu trabalho, ela tinha que passar tempo me ajudando com o meu, o que atrasava seu dever. Eu me senti ainda pior e ainda mais culpada. Pude ser tão preguiçosa porque tinha sido influenciada por falácias satânicas, como “você precisa ser gentil consigo mesmo e aprender a se amar”, “encoste-se na árvore e aproveite a sombra” e “não depender de apoio quando pode é tolice”. Essas ideias satânicas tinham me levado a obedecer à carne e tinham me tornado ainda mais decadente, depravada e passiva. Eu queria colher sem semear, e quando meu dever ficava um pouco difícil, eu não queria pensar nem pagar um preço. Quando vi que minha parceira era mais hábil do que eu, repassei-lhe as coisas difíceis, para que ela carregasse o peso. Para mim, era tolice não depender do apoio disponível. Eu era muito enganosa e escorregadia! Embora cumprir meu dever desse jeito não me cansasse, eu nunca progredi em meu trabalho de imagens. Se eu não assumisse um papel no trabalho em longo prazo, mais cedo ou mais tarde, eu seria expulsa! Fiquei muito transtornada quando pensei nisso. Eu orei a Deus: “Deus, tenho cobiçado conforto e carecido de iniciativa em meu dever. Agora quero me arrepender e aceitar o Teu escrutínio. Se eu obedecer à carne de novo, por favor, castiga-me e disciplina-me”.

Lembrei-me de que, uns dias antes, quando Sandra apontou alguns problemas em algumas das minhas imagens e explicou detalhes específicos, eu sabia que ela já tinha me explicado esse tipo de problema antes, mas, mesmo assim, eu tinha me esquecido completamente. Senti tanto remorso. Sempre que eu me deparava com algo que não conseguia fazer, Sandra se comunicava comigo com paciência. Se eu tivesse tentado me lembrar e anotado algo, os mesmos problemas não teriam acontecido continuamente. Mas eu não dava atenção à aplicação dos princípios, só dependia dos outros. Por mais que os outros dissessem, nada disso me alcançava, por isso eu ainda não tinha dominado os princípios básicos. Quando pensei nisso, eu esbocei um documento, listando todos os problemas e princípios em que eu precisava me concentrar ao criar imagens, para que, quando me deparasse de novo com incertezas, eu pudesse resolvê-las sozinha. Quando problemas apareciam, eu os anotava e analisava prontamente. Aos poucos, progredi no meu trabalho de imagens.

Mais tarde, refleti sobre mim mesma. Além da preguiça, que outros problemas estavam me obstruindo em meu dever? Em minha reflexão, li uma passagem da palavra de Deus: “E em que se baseia essa alta qualificação que as pessoas acreditam ter? Em quantos anos têm cumprido certo dever, em quanta experiência ganharam, não é? E sendo esse o caso, vocês não passarão a pensar gradativamente em termos de senioridade? Por exemplo, certo irmão tem acreditado em Deus por muitos anos e cumpriu um dever por muito tempo, portanto, é o mais qualificado a falar sobre esse dever; certa irmã está aqui há pouco tempo e, embora tenha um pouco de calibre, ela não é experiente no cumprimento desse dever e não tem acreditado em Deus há muito tempo, portanto, é a menos qualificada a falar. A pessoa mais qualificada a falar pensa: ‘Já que tenho senioridade, isso significa que o desempenho do meu dever está à altura do padrão e minha busca alcançou seu pico, e não há nada que eu deva buscar ou em que deva entrar. Tenho cumprido bem esse dever, basicamente completei esse trabalho, Deus deveria estar satisfeito’. E dessa forma, ela começa a ficar complacente. Isso indica que ela entrou na realidade da verdade? […] O que as pessoas realmente buscam e a estrada que seguem, se elas realmente aceitam a verdade ou a abandonam, se elas se submetem a Deus ou resistem a Ele — Deus está sempre observando todas essas coisas. Cada igreja e cada indivíduo é observado por Deus. Não importam quantas pessoas estejam desempenhando um dever ou seguindo a Deus numa igreja, no momento em que se afastam das palavras de Deus, no momento em que perdem a obra do Espírito Santo, elas deixam de experimentar a obra de Deus e assim, elas — e o dever que desempenham — não têm conexão alguma com a obra de Deus nem têm parte nela. Nesse caso, essa igreja se tornou um grupo religioso. Digam-Me, quais são as consequências uma vez que a igreja se torne um grupo religioso? Vocês não diriam que essas pessoas estão em grande perigo? Nunca buscam a verdade quando confrontadas com problemas e não agem de acordo com os princípios da verdade, mas estão sujeitas aos arranjos e manipulações de seres humanos. Há até muitas que, enquanto desempenham o dever, nunca oram nem buscam os princípios da verdade; só perguntam aos outros e fazem o que os outros dizem, agindo de acordo com as dicas dos outros. Não importa o que as pessoas as mandem fazer, é isso que elas fazem. Acham que orar a Deus sobre seus problemas e sua busca da verdade é vago e difícil, por isso buscam uma solução simples e fácil. Imaginam que confiar nos outros e fazer o que os outros dizem é fácil e muito prático, e por isso simplesmente fazem o que os outros dizem, perguntando aos outros e fazendo o que eles dizem em tudo. Como resultado, mesmo após crerem por muitos anos, quando confrontadas com um problema, essas pessoas não vêm para diante de Deus nem uma única vez orando e buscando a Sua vontade e a verdade, para então alcançar um entendimento da verdade, e agir e se comportar de acordo com a vontade de Deus — elas nunca tiveram uma experiência assim. Tais pessoas realmente praticam fé em Deus?(A Palavra, vol. 3: As declarações de Cristo dos últimos dias, “Só com o temor de Deus é possível trilhar a senda da salvação”). Ao considerar a palavra de Deus e refletir sobre mim mesma, percebi que eu tinha uma opinião de deferência em relação à senioridade. Eu via dons, calibre e experiência de trabalho como capital para cumprir bem um dever e achava que ter tudo isso dava a alguém o direito de se manifestar nele. Assim, ao ver que Sandra criava imagens havia tanto tempo, e o quanto ela era experiente e habilidosa, eu a invejei e admirei. Quando havia coisas que eu não conseguia fazer, eu não orava nem confiava em Deus para buscar e considerar os princípios. Eu repassava as coisas em que eu não era boa para ela, sempre dependendo dela. Eu fazia tudo que ela dizia. Percebi que não era só nesse trabalho que eu dependia dos outros. Sempre que conhecia uma pessoa mais talentosa, com mais calibre, mais habilidades ou experiência de trabalho do que eu, eu a adorava e admirava de todo coração e muitas vezes dependia dela, a ponto de não ter lugar para Deus no coração. Eu não confiava em Deus nem buscava a verdade para resolver os problemas que eu enfrentava. Como resultado, eu não progredia e meu dever não produzia frutos. Eu era odiada por Deus e incapaz de alcançar a obra do Espírito Santo. É como diz a Bíblia: “Maldito o varão que confia no homem, e faz da carne o seu braço, e aparta o seu coração de Jeová!(Jeremias 17:5). É verdade, em nossa fé deveríamos reverenciar a Deus como grande. Confiar em Deus e recorrer a Ele em todas as coisas é a maior sabedoria. Não importa que calibre, dons, habilidades, experiência de trabalho ou anos de fé uma pessoa tenha, isso não significa que ela possua a verdade. Nenhum ser criado é superior ou inferior a outro. Só se confiarmos em Deus e recorrermos a Ele e buscarmos mais os princípios da verdade poderemos ganhar a orientação de Deus e cumprir bem o nosso dever.

Mais tarde, li mais algumas passagens da palavra de Deus que me deram uma senda para cumprir bem o meu dever. Deus Todo-Poderoso diz: “Suponhamos que a igreja lhe dê um trabalho a fazer e você diga: ‘Não importa se o trabalho é uma chance de me destacar ou não — já que foi dado a mim, eu o farei bem. Eu assumirei essa responsabilidade. Se eu for designado para a recepção, eu darei tudo de mim para fazer bem esse trabalho; cuidarei bem dos irmãos e farei o melhor que puder para manter a segurança de todos. Se eu for designado para espalhar o evangelho, eu me equiparei com a verdade e espalharei o evangelho com amor e desempenharei bem meu dever. Se eu for designado para aprender uma língua estrangeira, eu a estudarei com diligência e me esforçarei muito e a aprenderei o mais rápido possível, dentro de um ou dois anos, para que eu possa testificar de Deus aos estrangeiros. Se me pedirem para escrever artigos de testemunho, eu me treinarei conscienciosamente para fazer isso e para ver as coisas de acordo com os princípios da verdade; aprenderei sobre a língua e, embora possa não ser capaz de escrever artigos em prosa linda, pelo menos serei capaz de comunicar minhas experiências e meu testemunho claramente, de comunicar a verdade de forma compreensível e de dar testemunho verdadeiro de Deus, de modo que, quando as pessoas lerem meus artigos, elas sejam edificadas e beneficiadas. Qualquer que seja o trabalho que a igreja me atribua, eu o assumirei com todo o coração e com toda minha força. Se houver alguma coisa que não entenda ou se surgir um problema, orarei a Deus, buscarei a verdade, entenderei os princípios da verdade e farei bem a coisa. Qualquer que seja o meu dever, usarei tudo que tenho para cumpri-lo bem e satisfazer a Deus. Para tudo que puder realizar, eu farei o meu melhor para assumir toda a responsabilidade que me cabe assumir e, no mínimo, não irei contra minha razão e consciência, nem serei negligente e superficial, nem serei traiçoeiro nem negligente, nem desfrutarei dos frutos do trabalho dos outros. Nada que fizer estará abaixo dos padrões da consciência’. Esse é o padrão mínimo para o comportamento humano, e aquele que cumpre seu dever dessa forma pode se qualificar como uma pessoa conscienciosa e sensata. No mínimo, você deve ter uma consciência tranquila ao cumprir o dever, e deve, no mínimo, achar que você merece suas três refeições diárias e não está mendigando por elas. Isso se chama senso de responsabilidade. Não importa se seu calibre é alto ou baixo, e se você entende a verdade ou não, você deve ter esta atitude: ‘Já que esse trabalho me foi dado, devo tratá-lo com seriedade; devo fazer dele a minha preocupação e fazê-lo bem, com todo o coração e com toda minha força. Quanto a se eu posso fazê-lo perfeitamente bem, não posso presumir que consiga oferecer uma garantia, mas minha atitude é que eu farei meu melhor para garantir que ele seja bem-feito, e certamente não serei negligente nem superficial em relação a ele. Se surgir um problema, eu devo assumir responsabilidade, garantir que eu aprenda uma lição com isso e cumpra bem o dever’. Essa é a atitude correta(A Palavra, vol. 5: As responsabilidades dos líderes e dos obreiros). “Não importa o dever que você cumpra, você precisa estar atento à vontade de Deus e consciente dela. Só com essa mentalidade um dever pode ser bem desempenhado. Não importam as dificuldades que surjam, confie em Deus, ore a Deus e busque a verdade para resolvê-las. Se erros forem cometidos, corrija-os a tempo, aprenda sua lição e evite cometer os mesmos erros de novo. Aqueles que cumprem seu dever com a mentalidade correta são conscienciosos e responsáveis — não importa que dever importante eles assumam, eles não causarão atrasos em seu trabalho(A comunhão de Deus). A palavra de Deus me mostrou que o trabalho que a igreja arranja para nós é o dever que devemos cumprir e é uma responsabilidade. Uma pessoa responsável pode cumprir seu dever com diligência e considerar a vontade de Deus. Não importa quais sejam seu calibre, dons e nível de habilidade, nem quais sejam as dificuldades que ela enfrente nem o que tenha que sofrer, essa pessoa consegue confiar em Deus para pagar um preço, superar as dificuldades e dar tudo de si para cumprir bem o seu dever. Como Noé, que enfrentou muitas dificuldades na construção da arca. Ele não só teve que preparar todos os tipos de materiais e reunir muitas criaturas, como também vivia numa era sem desenvolvimento, por isso teve que confiar na própria força para fazer cada parte do trabalho. Ele teve que passar por muitos fracassos e refazer muitas coisas, sofreu exaustão física e outras coisas mais. Mas Noé nunca obedeceu à carne nem agiu de forma enganosa ou escorregadia, muito menos empurrou a comissão de Deus para cima de outro. Em vez disso, manteve em mente a comissão de Deus o tempo todo e confiou em Deus para superar várias crises. Depois de 120 anos, ele terminou a arca e completou a comissão de Deus. A obediência e sinceridade de Noé em relação à comissão de Deus me comoveram e envergonharam. Eu nasci nos últimos dias e ouvi tantas das palavras de Deus, e Deus disse tanto sobre as verdades de se cumprir um dever. Meu trabalho não era tão difícil quanto construir a arca de Noé, mas ainda assim eu era enganosa e escorregadia. Eu carecia de humanidade. Encontrei uma senda de prática na palavra de Deus. Sempre que eu encontrava dificuldades, eu não podia só depender de Sandra. Eu devia orar a Deus e buscar os princípios relevantes para lidar com elas. Quando investi meu coração no trabalho, minhas imagens foram melhorando. Às vezes, Sandra mal tinha sugestões a fazer. Vi que eu era capaz de exercer um papel e que o trabalho não era tão difícil como eu tinha imaginado. Antes, eu nem tinha me dado ao trabalho de considerar os princípios e só tinha obedecido à carne e confiado em outros, sem jamais entender os princípios.

Uma vez, uma irmã me procurou e disse que estavam precisando de uma imagem com urgência. Eu pensei: “Essa imagem parece ser difícil e é urgente, eu posso não fazê-la bem. Eu deveria pedir que Sandra resolva isso”. Quando quis procurá-la, eu percebi que estava querendo obedecer à carne e repassar trabalho de novo, por isso orei a Deus e me acalmei para considerar os princípios com cuidado. Para a minha surpresa, terminei a imagem rapidamente e não atrasei o trabalho. Eu não me esquivei da tarefa por ser difícil e senti muita tranquilidade no coração!

Por meio dessa experiência, descobri que, não importa qual seja a tarefa, ela não pode ser feita confiando somente em calibre, dons e experiência. O que importa é buscar a verdade e os princípios. Quando você encontra dificuldades, se conseguir não obedecer à carne e não cobiçar conforto e, em vez disso, confiar em Deus e buscar a verdade para superá-las e cumprir suas responsabilidades, você será capaz de ganhar a orientação de Deus e de cumprir bem o seu dever! Também entendi que, só porque Deus fornece uma parceira, não significa que eu deva depender dela. Em vez disso, devemos ajudar uns aos outros e compensar as deficiências uns dos outros. Visto que Deus deu a cada um de nós dons, aptidões e calibres diferentes, precisamos cooperar com um só coração e uma só mente e nos dedicar ao cumprimento de nossas responsabilidades!

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