As consequências de cumprir um dever só por exibição

16 de Dezembro de 2022

Por Xiaomo, Espanha

Em 2021, eu era responsável pelo trabalho de várias igrejas. Elas tinham sido estabelecidas havia pouco tempo e todo o seu trabalho estava na fase inicial. Nossa líder superior vinha com frequência para orientar o trabalho, e ela oferecia comunhão oportuna quando havia problemas. Ela fazia muitas perguntas sobre o trabalho evangelístico. Vendo que o trabalho evangelístico das outras igrejas estava indo muito bem, que elas tinham muitas pessoas investigando o caminho verdadeiro e se juntando à igreja a cada mês, eu fiquei com muita inveja. Eu vi que o trabalho evangelístico era muito importante para a líder superior e que me faltava muito nesse aspecto. Se eu não me saísse bem e nosso trabalho evangelístico ficasse parado, a líder certamente diria que eu carecia de calibre, não conseguia fazer o trabalho e me dispensaria. Assim, investi muito esforço no trabalho evangelístico por um tempo, acompanhando os irmãos frequentemente e vendo como as coisas estavam indo, discutindo os problemas com eles para encontrar soluções, mas eu não perguntava nem acompanhava muito os outros trabalhos. Depois de um tempo, estávamos obtendo resultados melhores no trabalho evangelístico, mas a eficácia do nosso trabalho de rega estava diminuindo. Alguns recém-convertidos estavam encontrando dificuldades ou eram perturbados pelos seus pastores e não recebiam rega e apoio a tempo, assim ficaram negativos e pararam de ir às reuniões. Quando vi isso, pensei que nos faltavam regadores, que deveríamos treinar alguns recém-convertidos como regadores. Mas então me lembrei de que, na época, a líder superior se concentrava principalmente no trabalho evangelístico e que as outras igrejas estavam indo muito bem nesse sentido. Se eu não conseguisse resultados bons, a líder pensaria que eu não era capaz. Decidi que deveria concentrar minha energia no trabalho evangelístico. Com isso em mente, não pensei mais em cultivar os recém-convertidos. Mais tarde, quando a líder verificou nosso trabalho, ela descobriu que não tínhamos cultivado recém-convertidos nos últimos meses e que os novos membros da igreja não estavam sendo regados a tempo. Irritada, ela disse: “A casa de Deus exigiu repetidas vezes que cultivemos recém-convertidos. Você suspendeu essa parte tão crítica do nosso trabalho — por quê?”. Ela revogou minha responsabilidade pelo trabalho de rega. Fiquei um pouco confusa. Mas pensei que era bom não ser responsável por isso. Havia tanto trabalho de igreja a fazer e eu não conseguia dar conta, assim, sendo responsável pelo trabalho evangelístico, eu conseguiria fazê-lo bem. Eu não tinha nenhuma consciência do problema dentro de mim. Foi só durante os devocionais no dia seguinte que percebi que perder a responsabilidade por algo tão importante quanto a rega dos recém-convertidos devia conter uma lição para mim. Eu devia refletir sobre mim mesma à luz disso. Fiz uma oração em silêncio a Deus no meu coração, pedindo que Ele me esclarecesse e guiasse a conhecer a mim mesma. Depois de orar, percebi que eu só me concentrava no trabalho que minha líder tinha verificado recentemente. Se a líder não mencionava algo, eu não dava atenção nem quando um problema aparecia na esfera da minha responsabilidade. Eu não estava trabalhando só para me exibir? Mais tarde, encontrei algumas palavras relevantes de Deus. Deus Todo-Poderoso diz: “Algumas igrejas são particularmente lentas em espalhar o trabalho de evangelização, e isso simplesmente se deve ao desleixo dos falsos líderes em seus deveres e ao excesso de erros. Enquanto executam vários itens de trabalho, há muitos problemas, desvios e descuidos que os falsos líderes devem resolver, corrigir e remediarmas, visto que eles não têm senso algum de fardo, visto que só conseguem exercer o papel de um funcionário do governo e não fazem nenhum trabalho real, em decorrência disso eles causam uma confusão desastrosa. Os membros de algumas igrejas perdem a união, e diminuem uns aos outros, ficam suspeitosos e desconfiados; ficam também ansiosos e com receio de que a casa de Deus os expulsará. Quando os falsos líderes são confrontados com essa situação, eles não fazem nenhum trabalho específico. Não incomoda nem um pouco os falsos líderes seu trabalho permanecer num estado de paralisia; eles não conseguem se animar para fazer nenhum trabalho real e, em vez disso, esperam que o Alto envie ordens que lhes digam o que devem fazer ou não, como se seu trabalho fosse feito apenas para o Alto. Se o Alto não comunica nenhuma exigência específica, e não dá nenhuma ordem ou instrução direta, eles não fazem nada, e são descuidados e superficiais. Eles só fazem o que o Alto lhes dá para fazer, se mexem quando são empurrados e ficam parados quando não são, são descuidados e superficiais. O que é um falso líder? Para resumir, eles não fazem trabalho prático, o que significa que eles não fazem seu trabalho de líderes. São severamente negligentes em relação a trabalho crítico e fundamentalnão fazem nada. É isso que é um falso líder(A Palavra, vol. 5: As responsabilidades dos líderes e dos obreiros). As palavras de Deus me mostraram que falsos líderes investem tudo em trabalho que lhes faça parecer bons. Eles só fazem aquilo em que seus líderes insistem ou coisas que todos podem ver. Se um líder não ordena algo, mesmo que o trabalho já esteja sofrendo, eles se fingem de cegos ou só agem superficialmente. Esse tipo de pessoa não defende nem um pouco o trabalho da igreja em seu dever nem faz trabalho prático. Ele não tem humanidade nem caráter e não busca nem ama a verdade. Mesmo quando cumpre um dever, ele só interrompe e comete o mal. Antes, nunca achei que eu não tivesse humanidade boa, mas então vi que eu estava nesse tipo de estado. Pensei em como eu vinha cumprindo meu dever. Vi que a líder superior priorizava o trabalho evangelístico e que ela me orientava e ajudava bastante nesse sentido, já que eu não era muito boa nisso, por isso tive medo de ser dispensada se continuasse tendo dificuldades com isso. Para manter minha posição, comecei a me concentrar mais no trabalho evangelístico e a ignorar outros aspectos do nosso trabalho. Naquele tempo, eu suspeitava de que havia outras coisas dentro do meu escopo que eu devia acompanhar, mas também achei que, já que a líder não perguntava sobre essas coisas, elas não eram tão importantes, por isso as ignorei. Eu só fazia o trabalho que a líder exigia, as coisas que beneficiariam meu nome e status. Eu não considerava a vontade de Deus nem minimamente. Eu não estava executando as responsabilidades de uma líder no meu dever. Eu só fazia as coisas para me exibir, para satisfazer a minha líder. A minha atitude em relação ao meu dever já tinha impactado meu trabalho. A casa de Deus comungou muitas vezes que devemos regar e cultivar os recém-convertidos de calibre bom para que possam assumir um dever. Isso beneficiaria a expansão do evangelho do reino. Mas eu deixei de fazer esse trabalho crítico por dois ou três meses, atrasando muito o nosso trabalho. Isso era cometer o mal. Foi muito inquietante pensar nisso. Orei a Deus: “Ó Deus, tenho sido tão falsa e astuta. Só tenho trabalhado para passar uma impressão boa e atrasei o trabalho da igreja. Deus, quero me arrepender!”.

Depois disso, li algumas palavras de Deus que expõem os caracteres dos anticristos e que me ajudaram a entender a mim mesma. Deus Todo-Poderoso diz: “Essa é a atitude que os anticristos têm em relação a praticar a verdade: quando é benéfico para eles, quando todos os elogiam e admiram por isso, eles certamente obedecem e fazem algum esforço simbólico para o bem das aparências. Se praticar a verdade não lhes traz benefícios, se ninguém vê, e se os líderes superiores não estão presentes, então, nessas horas, praticar a verdade está fora de questão. Sua prática da verdade depende do contexto, da hora, se isso é feito em público ou longe da vista dos outros, do tamanho dos benefícios; eles são extraordinariamente safos e expertos quando se trata dessas coisas, e não ganhar nenhum benefício ou não se exibir é inaceitável. Eles não fazem nenhum trabalho se seus esforços não são reconhecidos, se ninguém vê, por mais que façam. Se o trabalho é arranjado diretamente pela casa de Deus, e eles não têm escolha senão fazê-lo, ainda assim eles levam em consideração se isso beneficiará seu status e reputação. Se for bom para seu status e eles puderem melhorar sua reputação, eles investirão tudo que têm nessa tarefa e farão um bom trabalho; eles acham que estão matando dois pássaros com uma pedra só. Se isso não beneficiar seu status ou reputação, e fazer um trabalho ruim prejudicará sua reputação, eles inventam um jeito ou uma desculpa para se safar. Independentemente do dever que desempenhe, ele sempre se atém ao mesmo princípio: ele deve colher algum benefício. O tipo de trabalho que os anticristos mais gostam é quando não há custo para eles, quando não precisam sofrer nem pagar qualquer preço e quando há um benefício para o seu status e reputação. Em suma, não importa o que estejam fazendo, os anticristos consideram primeiro os próprios interesses e só agem depois de pensarem em tudo; não obedecem verdadeira, nem sincera, nem absolutamente à verdade sem fazer concessões, mas o fazem seletiva e condicionalmente. Que condição é esta? É que seu status e reputação devem ser protegidos e não devem sofrer qualquer perda. Só quando essa condição é satisfeita é que eles decidem e escolhem o que fazer. Isto é, os anticristos levam em alta consideração como tratar os princípios da verdade, as comissões de Deus e o trabalho da casa de Deus, ou como lidar com as coisas com que se deparam. Eles não consideram como cumprir a vontade de Deus, como não prejudicar os interesses da casa de Deus, como satisfazer a Deus ou como beneficiar os irmãos e irmãs; essas não são as coisas que eles consideram. O que os anticristos consideram? Se seu status e sua reputação serão afetados e se seu prestígio diminuirá. Se fazer algo de acordo com os princípios da verdade beneficia o trabalho da igreja e os irmãos e irmãs, mas causaria dano à sua reputação e faria muitas pessoas perceberem sua verdadeira estatura e saber que tipo de natureza e essência eles têm, eles definitivamente não agiriam de acordo com os princípios da verdade. Se fazer trabalho prático fará com que mais pessoas os tenham em alta estima, os venerem e admirem, ou capacite suas palavras a ter autoridade e a fazer com que mais pessoas se submetam a eles, eles escolherão fazer isso dessa forma; caso contrário, eles jamais preferirão descartar seus interesses em consideração aos interesses da casa de Deus, ou dos irmãos e irmãs. Essas são a natureza e a essência dos anticristos. Isso não é egoísta e vil?(A Palavra, vol. 4: Expondo os anticristos, “Item Nove: Eles só cumprem seu dever para se distinguir e alimentar seus próprios interesses e ambições; eles nunca levam em consideração os interesses da casa de Deus e até traem esses interesses em troca de glória pessoal (parte 3)”). “Os anticristos são uma espécie astuta, não são? Em tudo que fazem, eles conspiram e calculam oito ou dez ou até mais vezes. Sua cabeça está cheia de pensamentos sobre como fazer com que tenham uma posição mais estável na multidão, como ter uma reputação melhor e um prestígio mais alto, como agradar ao Alto, como fazer com que os irmãos e irmãs os apoiem, amem e respeitem, e eles fazem o que for necessário para obter esses desfechos. Que senda eles estão trilhando? Para eles, os interesses da casa de Deus, os interesses da igreja e o trabalho da casa de Deus não são sua consideração principal, muito menos são coisas com as quais eles se preocupam. O que eles pensam? ‘Essas coisas nada têm a ver comigo. É cada um por si e que o demônio leve quem ficar por último; as pessoas devem viver para si mesmas e para seu status e reputação. Esse é o objetivo mais elevado que existe. Se alguém não sabe como deve viver para si mesmo e como se proteger, ele é um idiota. Se pedissem que eu praticasse de acordo com os princípios da verdade e me submetesse a Deus e aos arranjos da Sua casa, isso dependeria de se haveria ou não algum benefício para mim e se haveria alguma vantagem em agir assim. Se não me submeter aos arranjos da casa de Deus traz a possibilidade de eu ser expulso ou de perder uma oportunidade de ganhar bênçãos, eu me submeterei’. Assim, a fim de proteger seu status e reputação, muitas vezes os anticristos decidem fazer algumas concessões. Poder-se-ia dizer que, em nome de status, os anticristos são capazes de suportar qualquer tipo de sofrimento e, em nome de uma boa reputação, eles são capazes de pagar qualquer tipo de preço. O ditado ‘Um grande homem sabe quando ceder e quando resistir’ soa verdadeiro para eles. Essa é a lógica de Satanás, não é? Essa é a filosofia de Satanás para viver no mundo e é, também, o princípio de sobrevivência de Satanás. É totalmente repugnante!(A Palavra, vol. 4: Expondo os anticristos, “Item Nove: Eles só cumprem seu dever para se distinguir e alimentar seus próprios interesses e ambições; eles nunca levam em consideração os interesses da casa de Deus e até traem esses interesses em troca de glória pessoal (parte 2)”). As palavras de Deus me mostraram que anticristos são astutos e enganosos por natureza; eles são muito egoístas e vis. Em seu dever, eles só pensam em seu nome e status e colocam seus interesses em primeiro lugar. Se algo os beneficia, beneficia sua reputação, lhes rende o elogio dos líderes e o apoio dos irmãos, eles se dedicam a isso. Mas quanto a tarefas que os líderes não percebem mesmo que sejam feitas ou a coisas que não servem a seu nome ou status, eles não querem pagar um preço por elas. Antes de um anticristo fazer algo, ele calcula como proteger seu status e reputação, como maximizar seu benefício. Ele nunca pensa em defender o trabalho da igreja. Ao refletir como eu tinha agido, vi que eu revelava o caráter de um anticristo. Eu meu dever, eu não considerava o que beneficiaria o trabalho da igreja e não defendia o trabalho da igreja. Em vez disso, eu só calculava o que causaria uma boa impressão minha na líder, como bajulá-la e impedi-la de ver minhas deficiências para que eu pudesse manter minha posição. Quando percebi que a líder fazia muitas perguntas sobre o trabalho evangelístico, achei que ele era importante para ela, assim, para proteger minha posição, enfatizei demais o trabalho evangelístico, tentando acompanhar esse trabalho e resolver esses problemas. Mas quando vi que a líder não tinha se concentrado no trabalho de rega por um tempo, eu ignorei esse aspecto do meu trabalho. Achei que, mesmo que gastasse tempo nele, eu não ganharia o elogio da líder. Eu estava ciente de que nos faltavam regadores e que não regar a tempo os recém-convertidos já estava tendo consequências, mesmo assim não dei atenção e permiti que o trabalho de rega sofresse diante dos meus olhos. Eu parecia estar muito empenhada em meu dever e eu corria para fazer tudo que a líder me pedia, mas, na verdade, eu estava administrando meu negócio, enganando as pessoas e a Deus com uma imagem falsa. Eu era egoísta, escorregadia e astuta. Eu tinha assumido um trabalho tão importante, mas continuei pensando e calculando em prol dos meus interesses a cada passo. Eu tratava meu dever como trampolim para minha busca por nome e status. Eu estava na senda de um anticristo. Tudo que eu fazia enojava a Deus. Quando entendi isso, percebi que eu tinha interrompido o trabalho da igreja e que me dispensar não seria excessivo. Eu tinha sido tão egoísta, astuta e irresponsável. Eu não era digna de um trabalho tão importante. Eu senti culpa e arrependimento e que devia muito a Deus! Fiz uma oração a Deus no meu coração dizendo que, não importava se a líder me perguntasse algo ou não, contanto que estivesse dentro do escopo do meu trabalho, eu daria tudo de mim e compensaria minhas transgressões. Para a minha surpresa, quando me dispus a me arrepender diante de Deus, a líder pediu que eu voltasse a assumir o trabalho de rega. Fiquei muito comovida naquele momento. Pensei que eu tinha que valorizar esse dever e nunca mais pensar em nome e status. Depois disso, eu me dediquei com tudo ao meu trabalho. Priorizei as tarefas de acordo com a urgência, as estudei e acompanhei e encontrei soluções práticas para os problemas. Eu me senti muito melhor quando comecei a trabalhar desse jeito.

Alguns dias depois, a casa de Deus decretou que as igrejas deveriam fazer trabalho de purificação. Lembrei-me de que eu era responsável pelo trabalho evangelístico e de rega, que isso era importante, e que eu não tinha responsabilidade primária pelo trabalho de purificação. Achei que minha parceira poderia cuidar disso. Assim, eu não me preocupei muito com isso, e só discuti rapidamente com minha parceira como executar esse trabalho e a deixei cuidar dele. Nunca lhe perguntei sobre o progresso nem sobre suas dificuldades nesse trabalho. Fui tomada de surpresa quando, numa reunião, a líder perguntou como o trabalho de purificação estava indo. Ela estava perguntando sobre outra igreja, queria saber quem tinha sido removido, como essas pessoas tinham se comportado, se enfrentavam alguma dificuldade ou se havia algo que elas não entendiam naquele trabalho. Fiquei muito nervosa porque eu não tinha acompanhado o trabalho de purificação e não sabia nada a respeito. Se eu fosse perguntada e não fizesse ideia, a líder certamente diria que eu não estava fazendo trabalho prático. E se meu dever fosse mudado ou eu fosse dispensada? Naquele momento, só pensei em uma coisa: informar-me sobre o progresso desse projeto assim que a reunião terminasse, fazer uma contagem das pessoas removidas, identificar os casos duvidosos e discutir e decidir na hora se elas deveriam ser removidas para que eu fosse capaz de dar uma resposta básica se ela viesse investigar. Assim ela pensaria que eu era capaz de fazer trabalho real. Já tinha passado da meia-noite quando a reunião terminou, e eu ainda queria perguntar à minha parceira sobre esse projeto. Justamente quando estava prestes a contatá-la, me senti um pouco estranha. Eu não estava trabalhando novamente só para me exibir? Analisar as coisas desse jeito era agir sem me envolver. Se tomássemos a decisão errada e removêssemos alguém que não deveria ser removido, isso não seria ser irresponsável com a vida dos irmãos? Se eu não investigasse com cuidado e não ponderasse a decisão, e a pessoa errada fosse removida, isso não seria só ser irresponsável no meu trabalho, mas prejudicaria os irmãos. Suei frio quando pensei nisso e, em silêncio, orei: “Deus, comecei a trabalhar para me exibir de novo. Estou com pressa para acompanhar o trabalho de purificação agora. Isso não é considerar a Tua vontade nem cumprir bem o meu dever, é para o bem da minha reputação e posição. Estou fazendo joguinhos e Te enganando de novo. Deus, não sou nem um pouco genuína em meu dever, só estou agindo para passar uma impressão boa. Tudo isso Te enoja. Ó Deus, quero refletir sobre mim mesma e me arrepender diante de Ti”. Naquele momento, lembrei-me de uma passagem das palavras de Deus que eu tinha lido recentemente. Deus Todo-Poderoso diz: “Se você é um líder, não importa por quantos projetos você é responsável, sua responsabilidade será se envolver constantemente e fazer perguntas, ao mesmo tempo que confere as coisas e resolve problemas prontamente, quando estes surgem. Esse é o seu trabalho. E assim, não importa se você é líder regional, líder distrital, líder de igreja ou líder de equipe ou supervisor, uma vez que determinou o escopo das suas responsabilidades, você deve examinar frequentemente se está fazendo a sua parte nesse trabalho, se cumpriu as responsabilidades que devem ser cumpridas por um líder ou obreiro, que trabalho você não fez, que trabalho você não fez bem, que trabalho você não quer fazer, que trabalho foi ineficaz, e de qual trabalho você não compreendeu os princípios. Tudo isso são coisas sobre as quais você deveria refletir com frequência. Ao mesmo tempo, você deve aprender a se comunicar e fazer perguntas a outras pessoas, e deve aprender a identificar, nas palavras de Deus e nos arranjos de trabalho, um plano, princípios e uma senda para a implementação. Em relação a qualquer arranjo de trabalho, seja ele relacionado à administração, aos recursos humanos ou à vida da igreja, ou a qualquer tipo de trabalho especializado, se disser respeito às responsabilidades de líderes e obreiros, se for uma responsabilidade que você deve cumprir e estiver dentro do alcance das suas responsabilidades, você deveria se preocupar com isso. Naturalmente, devem ser estabelecidas prioridades, com base na situação, para que nenhum projeto fique para trás(A Palavra, vol. 5: As responsabilidades dos líderes e dos obreiros). As palavras de Deus são muito claras. Como líder responsável pelo trabalho da igreja, não importa quantos projetos eu supervisione, eu devo priorizá-los, supervisioná-los, investigá-los e acompanhá-los, para que cada um proceda corretamente. É isso que um líder ou obreiro deve fazer e é o único jeito de fazer trabalho real. Mas eu achava que, contanto que conseguisse fazer o trabalho importante que produzisse resultados tangíveis ou tarefas que a líder acompanhasse regularmente, isso era fazer trabalho prático. Mas as coisas sobre as quais a líder superior não perguntava ou que não rendiam resultados óbvios, eu mal trabalhava nelas nem as acompanhava. Mas, na verdade, eu deveria ter dado meu máximo em tudo dentro do escopo do meu dever. Alguns dos projetos já tinham sido lançados e não tinham sido discutidos por um tempo, mas isso não significava que tinham parado e não precisavam ser acompanhados. Eu deveria estar verificando todos eles por ordem de prioridade. Se eu nunca perguntasse sobre eles e isso impedisse seu progresso, isso seria irresponsável e uma falta de devoção a Deus. Pensei em minha atitude em relação ao meu trabalho. Eu sabia que o trabalho de purificação era muito importante, mas achava que não era algo pelo qual eu era responsável e que, se fosse bem-feito, ninguém veria o esforço que eu investi, por isso não coloquei meu coração nisso nem o tratei com seriedade. Eu não fazia ideia de como estava indo. Assim que ouvi a líder perguntar sobre ele, corri para verificar. Eu queria fazer algum acompanhamento simples para poder responder à líder caso ela investigasse meu trabalho, assim ela não descobriria que eu não estava fazendo trabalho real e não me dispensaria. Eu estava fazendo joguinhos e sendo enganosa, protegendo meu nome e status e não assumindo responsabilidade pelo trabalho da igreja. Isso era cometer o mal!

Depois disso, refleti sobre minha atitude recente e meu desempenho no meu dever. Estas passagens das palavras de Deus me vieram à mente: “Quando uma pessoa aceita o que Deus confia, Deus tem um padrão para julgar se as ações da pessoa são boas ou más e se a pessoa obedeceu, e se a pessoa satisfez a vontade de Deus, e se o que ela faz está à altura do padrão. Deus se importa com o coração da pessoa, e não com seus gestos aparentes. Não é que Deus abençoa alguém desde que este faça alguma coisa, sem importar como faz. Isso é um equívoco das pessoas acerca de Deus. Deus não olha apenas para o resultado final das coisas, mas coloca mais ênfase em como é o coração da pessoa e qual é a atitude da pessoa durante o desenvolvimento das coisas, e olha se há obediência, consideração e desejo de satisfazer a Deus em seu coração(A Palavra, vol. 2: Sobre conhecer a Deus, “A obra de Deus, o caráter de Deus e o Próprio Deus I”). “Embora todos estejam dispostos a buscar a verdade, entrar na realidade desta não é uma questão simples. A chave é concentrar-se em buscar a verdade e colocar a verdade em prática. Você tem que refletir sobre essas coisas todos os dias. Não importa quais problemas ou dificuldades você encontre, não desista de praticar a verdade; você deve aprender a buscar a verdade e a refletir sobre si mesmo e, essencialmente, praticar a verdade. Isso é o mais crucial de tudo; não importa o que você faça, não tente proteger seus interesses pessoais, e se colocar os seus interesses em primeiro lugar, você não será capaz de praticar a verdade. Veja essas pessoas que só buscam aquilo que as beneficia pessoalmentequal delas consegue praticar a verdade? Nenhuma. Todos aqueles que praticam a verdade são pessoas honestas, amantes da verdade e pessoas bondosas. São pessoas com senso e consciência, que conseguem renunciar aos seus interesses pessoais, à vaidade e ao orgulho, que conseguem renunciar à carne. Essas são as pessoas que conseguem colocar a verdade em prática. […] Pessoas que amam a verdade trilham uma senda diferente daquelas que não a amam: pessoas que não amam a verdade sempre se concentram em viver segundo as filosofias de Satanás, elas se contentam com manifestações externas de piedade e bom comportamento, mas, em seu coração, ainda existem desejos e aspirações extravagantes, e elas ainda buscam status e prestígio, ainda desejam ser abençoadas e entrar no reinomas, por não buscar a verdade e ser incapazes de se livrar de seus caracteres corruptos, elas sempre vivem sob o poder de Satanás. Em todas as coisas, todos aqueles que amam a verdade buscam a verdade, refletem sobre si mesmos, tentam conhecer a si mesmos e se concentram em praticar a verdade, e sempre há obediência a Deus e temor de Deus em seu coração. Se surge alguma noção ou equívoco sobre Ele, eles oram a Deus imediatamente e buscam a verdade para resolvê-lo; eles se concentram em cumprir bem seu dever, de modo que a vontade de Deus seja satisfeita; e eles se esforçam em direção à verdade e buscam conhecimento de Deus, vindo a temê-Lo em seu coração e evitando todas as ações malignas. Essa é uma pessoa que sempre vive diante de Deus(A Palavra, vol. 3: As declarações de Cristo dos últimos dias, “Bom comportamento não significa que o caráter de alguém mudou”). Em meu dever, eu só fazia coisas para passar uma boa impressão, sempre pensava em ganhar a estima da líder e assim garantir a minha posição. Achava que estava sendo esperta, mas, na verdade, estava sendo tola. As palavras de Deus são cristalinas: Deus se importa com o coração de uma pessoa em seu dever. Ele vê se sua atitude em relação ao seu dever considera a vontade Dele, não quanto trabalho ela parece estar fazendo nem quantas pessoas a aplaudem. Além disso, a igreja tem princípios para dispensar pessoas. Ninguém é casualmente dispensado porque não fez um trabalho bom por pouco tempo. Se seu coração estiver no lugar certo e ele conseguir defender o trabalho da igreja, se ele só cometer alguns erros por falta de experiência, a casa de Deus o ajudará e apoiará. Se ele realmente não der conta do trabalho por falta de calibre, a igreja arranjará outro dever para ele. Em geral, o essencial é ter o coração no lugar certo. Se você tem a intenção errada no seu dever ou não considera a vontade de Deus, se você busca nome e status ou trapaceia e é enganoso para que os líderes o valorizem, pode até parecer que você está fazendo algum trabalho e você pode até ser capaz de sofrer e de pagar um preço, mas seus motivos estão errados e você está fazendo tudo para si mesmo. Isso não é cumprir o seu dever e não ganhará a aprovação de Deus. Eu sabia que o trabalho de purificação era um projeto importante para a casa de Deus. Entender e supervisionar o progresso dos meus obreiros fazia parte do meu trabalho. Eu deveria ter tido a atitude certa e feito meu dever de acordo com os princípios. Depois disso, conversei com os obreiros sobre seu progresso no trabalho de purificação e me informei sobre as dificuldades que enfrentavam. Então os ajudei a avaliar o pessoal e removemos as pessoas que cumpriam as condições para a purificação. Eu me senti muito à vontade fazendo isso.

Ganhei tanto com todas essas experiências. Eu costumava pensar que fazer o trabalho que a líder priorizava e em que ela se concentrava era fazer trabalho prático. Mas, por meio dessas experiências, vi que, se eu não tiver os motivos corretos, mas cumprir meu dever por nome, status e a admiração dos outros ou para agradar a um líder, isso é trabalhar por exibição, não é cumprir meu dever. Então, por mais trabalho que eu fizesse, Deus nunca o aprovaria. Ao cumprirmos um dever, Deus se importa com nosso coração e Ele vê nossa atitude em relação ao nosso dever, se estamos defendendo o trabalho da igreja, se conseguimos praticar a verdade e viver segundo as Suas palavras. Isso é o mais importante. Entendi tudo isso só graças à orientação de Deus. Graças a Deus!

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