Seu dever não é sua carreira

20 de Janeiro de 2022

Por Cheng Nuo, França

No ano passado, eu era responsável pelo trabalho de duas igrejas para recém-convertidos. Às vezes, as pessoas precisavam ser transferidas das nossas igrejas para cumprir dever em outro lugar. No início, cooperava de boa vontade e recomendava as pessoas prontamente. Mas, depois de um tempo, percebi que ficava mais difícil fazer todo o trabalho quando pessoas boas eram transferidas. Temia que meu desempenho sofresse e que o líder me demitisse por não obter resultados em meu trabalho, e que meu status ficasse em perigo. Minha disposição de fornecer pessoas diminuiu. Não demorou, e percebi que uma recém-convertida, a irmã Rama, tinha bom calibre e era esforçada em sua busca, lendo as palavras de Deus, assistindo aos vídeos da igreja e sempre fazendo perguntas sobre praticar a verdade e entrar em sua realidade. Eu sabia que nossa igreja precisava de um líder de equipe de rega e que eu deveria cultivá-la para isso, então forneci muita ajuda para que ela entendesse mais verdades e fosse capaz de assumir isso. Eu não estava apenas regando novos convertidos, mas achava que isso mostraria que eu estava obtendo resultados e que as pessoas pensariam que eu era muito capaz — todos sairiam ganhando. Então, um dia, uma líder me disse que outra igreja precisava de alguém para regar e já que a irmã Ranna estava indo bem e era inspiradora, ela deveria assumir aquele dever na outra igreja. Fiquei aborrecida quando ouvi isso e pensei que eu a tinha cultivado para ser a líder da equipe de rega e que a outra igreja não era a única que precisava de pessoal. Resisti muito a isso. Alguns dias depois, a líder mencionou de novo a ideia de transferir a irmã Ranna, dizendo que ela tinha bom calibre e poderia ser treinada para uma responsabilidade maior. Minha resistência só aumentou, e pensei: “Você quer levá-la sem mais nem menos? Se nossa igreja continuar a sofrer, eu serei demitida”. Então eu disse: “Pensei em mantê-la aqui para cultivá-la para uma posição de liderança”. Eu sabia que havia mais recém-convertidos na outra igreja e que a necessidade de rega era maior. Eu não ousava dizer que não a deixaria ir, mas estava cheia de raiva represada e me sentia horrível, simplesmente não queria aceitar. A líder já tinha transferido dois líderes de equipe das nossas duas igrejas, e eu estava sempre tentando preencher vagas e cultivar pessoas novas, e, acima de tudo, candidatos bons eram difíceis de achar. Se eu não obtivesse bons resultados, eu nunca teria a chance de passar uma boa impressão. Sentia que não conseguia cumprir esse dever e comecei a me sentir cada vez pior. Eu me sentia injustiçada e não consegui segurar as lágrimas. Ao me ver assim, a líder comungou comigo sobre a vontade e as exigências de Deus, mas nada disso me convencia. Mais tarde, ela disse que, agindo assim, eu estava impedindo o trabalho da igreja, mas não consegui aceitar nada disso. Pensei: “Mas não estou fazendo isso em consideração do trabalho da nossa igreja? Se você acha que estou obstruindo o caminho, você pode fazê-lo. É só me demitir e então não causarei mais problemas”. Não me senti bem ao pensar desse jeito, então orei: “Deus, não consigo me submeter ao que está acontecendo agora. Sinto-me tão injustiçada. Por favor, guia-me para que eu possa entender o que há de errado comigo”.

Na época, refleti sobre por que, quando a líder precisava fazer mudanças normais, outras pessoas não se importavam, mas eu tinha um problema com isso. Eu tinha de lutar contra isso. Eu resistia tanto a isso internamente, e não foi apenas uma ou duas vezes que agi desse jeito. Por que era tão difícil submeter-me? Então me lembrei desta passagem das palavras de Deus: “O dever não é gerenciado por você — não é a sua carreira nem o seu trabalho; em vez disso, é a obra de Deus. A obra de Deus requer a sua cooperação, o que dá origem ao seu dever. A parte da obra de Deus com a qual o homem deve cooperar é o seu dever. O dever é a porção da obra de Deus — não é sua carreira, não são seus assuntos domésticos, nem seus assuntos particulares na vida. Se o seu dever é lidar com assuntos externos ou internos, é a obra da casa de Deus, ela forma uma parte do plano de gerenciamento de Deus e é a comissão que Deus deu a você. Não é seu negócio pessoal. Então, como você deveria tratar o seu dever? Portanto, você não pode cumprir seu dever como lhe agradar” (‘Só buscando os princípios da verdade é possível realizar bem o seu dever’ em “Registros das falas de Cristo dos últimos dias”). “O que, exatamente, é dever? É sensato dizer que, uma vez que você recebe um dever, esse dever se torna seu assunto pessoal? Algumas pessoas dizem: ‘Quando me dão um dever, ele não é assunto meu? Meu dever é responsabilidade minha, e aquilo com que fui encarregado não é assunto meu? Se eu tratar meu dever como assunto meu, isso não significa que eu o cumprirei corretamente? Eu o cumpriria bem se não o tratasse como assunto meu?’. Essas palavras estão corretas ou erradas? Estão erradas; são contrárias à verdade. O dever não é seu assunto pessoal, é parte da obra de Deus, e você deve fazer o que Deus exige, caso em que você realizará o dever à altura de um padrão aceitável. Se ele for cumprido de acordo com uma visão própria, de acordo com suas exigências, de acordo com suas noções e imaginações, ele não estará à altura do padrão; isso não é cumprir seu dever, pois o que você está fazendo não é um trabalho que se encontra dentro do escopo do gerenciamento de Deus, não é o trabalho da casa de Deus; você está administrando uma operação própria, e, portanto, isso não é comemorado por Deus” (‘Só buscando os princípios da verdade é possível realizar bem o seu dever’ em “Registros das falas de Cristo dos últimos dias”). Percebi que um dever não é uma carreira. Não é meu emprego. É a comissão de Deus, por isso deve ser feito de acordo com as exigências de Deus e de Sua casa. Eu não devia fazer só o que eu quero, com base em meus desejos e planos pessoais. Pode parecer que estou trabalhando muito, mas isso não é cumprir um dever. É administrar meu próprio negócio e resistir a Deus. Em retrospectiva, sempre que pediam que eu fornecesse alguém, eu temia que, se abrisse mão de membros da igreja de bom calibre, nossas igrejas não obteriam bons resultados e que eu perderia minha posição. Eu não queria fornecer pessoas a fim de proteger meu status e reputação. Em teoria, eu sabia que meu dever me foi dado por Deus e que era minha responsabilidade, mas, na prática, eu o tratava como meu negócio, meu emprego. Já que tinha recebido esse emprego, eu achava que era meu negócio e que a última palavra era minha. Eu estava disposta a fornecer pessoas, contanto que não impactasse meu trabalho, mas quando isso acontecia, eu resistia. Então, quando soube que a irmã Ranna seria transferida, fiquei decepcionada e não quis deixá-la ir. Eu me senti injustiçada e fiquei com muita raiva e quis até largar o meu dever. Isso era cumprir um dever? Eu estava interrompendo e obstruindo o trabalho da casa de Deus. Eu não estava defendendo os interesses da casa de Deus nem tentando satisfazer a Deus, mas estava tramando para mim mesma, usando meu dever como chance de trabalhar para meu status e minha reputação. Estava fazendo tudo para mim mesma. Não importava quanto trabalho eu fizesse, Deus jamais honraria isso. Deus me deu aquele dever, e o trabalho era para a casa de Deus. Eu deveria cooperar com entusiasmo sempre que uma igreja precisasse de alguém. Não podia ser tão egoísta, pensando apenas em mim mesma.

No dia seguinte, uma líder mencionou numa reunião que é tarefa dos líderes de igreja regar os irmãos e, ao mesmo tempo, cultivar pessoas para que todos possam cumprir um dever apropriado. Ouvir isso foi como despertar de um sonho. Ela estava certa. Regar os irmãos e ajudá-los a encontrar o dever certo fazia parte do meu trabalho. Mas quando a casa de Deus precisava de alguém, embora eu não ousasse recusar, eu lutava contra isso no coração, inventando todo tipo de desculpa para não o fazer. Isso não é cumprir meu dever. Eu não cumpria minhas responsabilidades naquela função, mas me sentia complacente. Eu não refleti sobre mim mesma, só fiquei no caminho do trabalho da igreja. Eu não estava impedindo o trabalho da igreja, como a irmã tinha dito? Lembrei-me de que, quando assumi o dever, eu só queria cumprir minha parte no trabalho evangelístico da casa de Deus. Mas eu tinha me tornado um obstáculo, uma pedra de tropeço. Então, senti remorso e quis dizer a Deus que me arrependia.

Alguns dias depois, a líder enviou uma mensagem pedindo que eu transferisse alguns membros da equipe evangelística para outra igreja. Permaneci calma quando vi a mensagem e vi que Deus estava arranjando isso para me dar uma chance de praticar a verdade. Mas quando avaliei os membros da equipe, senti uma certa relutância em deixá-los ir e me perguntei se realmente devia abrir mão das duas melhores irmãs na equipe ou se podia transferir dois membros que não eram tão bons. Ao pensar isso, percebi que estava sendo egoísta e cometendo o mesmo erro de novo. Então li uma passagem das palavras de Deus. “O coração de pessoas enganosas e malignas transborda de ambições, planos e esquemas pessoais. É fácil largar essas coisas? (Não.) O truque aqui é ser capaz de cumprir bem o seu dever mesmo quando você não é capaz de largá-las. Na verdade, nem é difícil: você só precisa ser capaz de fazer uma distinção. Se algo diz respeito à casa de Deus e é de importância especial, você não deve adiar, nem cometer erros, nem prejudicar os interesses da casa de Deus, nem perturbar o trabalho da casa de Deus. Esse é o princípio que você deve seguir. Se os interesses da casa de Deus não são prejudicados, mas seus desejos e ambições são um tanto comprometidos, você deve aceitar que sejam comprometidos e não ofender o caráter de Deus, o que seria um caminho sem volta. Se você estragar o trabalho da casa de Deus a fim de satisfazer suas ambições e vaidades patéticas, qual será a consequência final para você? Você será substituído e poderá ser eliminado. Você terá merecido a ira do caráter de Deus e pode não ter outras chances. Existe um limite para o número de chances que Deus dá às pessoas. Quantas chances as pessoas recebem para serem testadas por Deus? Isso é determinado de acordo com a essência delas. Se você aproveitar ao máximo as oportunidades que recebe e for capaz de dar mais importância a completar o trabalho da casa de Deus do que ao seu orgulho e vaidade, você terá a mentalidade correta” (‘Só buscando os princípios da verdade é possível realizar bem o seu dever’ em “Registros das falas de Cristo dos últimos dias”). A líder estava arranjando isso porque era necessário para o trabalho da casa de Deus, e eu não devia atrasar isso para proteger meu status e reputação. Eu sempre temia que, se os melhores membros de uma equipe fossem transferidos, o trabalho da nossa igreja sofresse e eu fosse demitida. Quem seria demitido por defender os interesses da casa de Deus e se importar com a vontade de Deus? Ninguém. A pessoa egoísta e desprezível, que se recusa a abrir mão de bons membros de equipe, impactando o trabalho da casa de Deus e seus interesses — essa sim seria demitida e eliminada. E mesmo que me agarrasse àquelas irmãs, isso não significava que nossas igrejas se sairiam bem. Meus motivos estavam errados. Se eu protegesse meu status e posição, eu não ganharia a obra do Espírito Santo, como, então, eu poderia obter bons resultados em meu dever sem a bênção de Deus? Esses pensamentos me deixaram mais tranquila e eu disse a Deus em meu coração: “Deus, quero praticar a verdade e Te satisfazer, e parar de proteger meu status e reputação”. Depois disso, ofereci os dois membros da equipe evangelística com o melhor desempenho. Fiquei em paz quando coloquei isso em prática. Era bom agir daquele jeito.

Depois dessa experiência, pensei que tinha mudado um pouco, mas, para a minha surpresa, fui totalmente desnudada pouco tempo depois. Um dia, uma líder disse que ela queria que eu fornecesse alguns membros da equipe de rega, pois tínhamos muitos recém-convertidos bilíngues nas nossas igrejas. Quando fui fazer a avaliação, percebi que deveria abrir mão de quase todos os membros bilíngues de bom calibre. Comecei a me preocupar de novo com minha reputação e posição. Se aquelas pessoas partissem, eu temia que o trabalho evangelístico das nossas igrejas fosse impactado ou até se tornasse ineficaz. Naquela noite, a líder me enviou uma mensagem para conferir a situação. Senti muita resistência. A cada nome que ela citava, eu respondia com respostas curtas: “Sim”, “OK”. Quando ela pediu detalhes, eu não quis dizer nada. Pensei: “Para começar, eu não quis abrir mão dessas pessoas, mas você fica fazendo perguntas. Você está drenando nossas igrejas de pessoas que conseguem cumprir um dever. Como devo fazer meu trabalho?”. Eu resisti muito e não consegui me submeter.

Então, numa reunião mais tarde, vi um vídeo de uma leitura das palavras de Deus que me ajudou a entender minha corrupção. Deus Todo-Poderoso diz: “A essência do egoísmo e da vileza dos anticristos é obviamente clara; esse aspecto é especialmente saliente. Quando você comunga com eles, qualquer coisa que não diz respeito ao status e à reputação deles não os interessa, eles não se importam, e é como se essas coisas não tivessem conexão alguma com eles. Eles jamais tentariam encontrar a verdade no interior e entender a vontade de Deus, muito menos contemplariam as coisas a partir de um contexto mais amplo e refletiriam sobre o trabalho da casa de Deus. Dentro do escopo do trabalho da casa de Deus, é necessário realocar certas pessoas de acordo com as exigências do trabalho. Por exemplo, um líder é responsável pelo trabalho de um grupo, e é necessário transferir um membro do grupo para outro grupo para cumprir seu dever, sendo isso exigido pelo trabalho da casa de Deus. Então, de acordo com o senso humano, como isso deveria ser tratado? De acordo com as circunstâncias, o líder deveria encontrar um substituto para preencher a vaga. Uma vez que uma pessoa adequada fosse encontrada, a pessoa original deveria ser dispensada e liberada para ir aonde fosse requisitada pelo trabalho da casa de Deus. Isso é assim porque as pessoas não são entidades isoladas, mas parte da casa de Deus. Elas deveriam ir para qualquer projeto da casa de Deus que necessite delas, a não ser que sejam transferidas ad libitum, em violação do princípio. Se for uma transferência normal que esteja de acordo com o princípio, nenhum líder terá o direito de impedi-la. Vocês diriam que existe algum trabalho que não é o trabalho da casa de Deus? Existe algum trabalho que não envolve a expansão do plano de gerenciamento de Deus? Tudo é o trabalho da casa de Deus, cada trabalho é equivalente, e não existe ‘seu’ e ‘meu’. […] A casa de Deus coordena seu pessoal de modo central e de acordo com o princípio. Isso nada tem a ver com algum líder, chefe de equipe ou indivíduo. Todos devem agir de acordo com o princípio; essa é a regra da casa de Deus. E assim, aqueles que não seguem os princípios da casa de Deus, que sempre tramam e conspiram em prol de seus interesses e status, eles não são egoístas e vis? Usam os irmãos e irmãs, se aproveitam dessas pessoas capazes para que trabalhem para eles, para que ajudem a manter a eficiência do trabalho, para que eles consolidem seu status. É isso que almejam. Olhando de fora, se você não olhar de perto, essa pessoa parece ser muito responsável. Os incrédulos a chamariam de elite, de figurão, e diriam que ela tem grande capacidade e alguns truques na manga quando se trata de reter talento. Isso é uma fonte de inveja entre os incrédulos, é algo a que as pessoas aspiram, é estimado — mas a casa de Deus é exatamente o oposto: na casa de Deus, isso é condenado. Não pensar no trabalho mais amplo da casa de Deus, pensar apenas no próprio status e garantir o próprio status — sem remorso algum pelo que isso custa aos interesses da casa de Deus e pelo dano causado ao trabalho da igreja: isso não é egoísta e vil? Quando confrontado com esse tipo de situação, no mínimo, você deve pensar com sua consciência: ‘Todas essas pessoas são da casa de Deus, não são propriedade pessoal minha. Eu também sou um membro da casa de Deus. Que direito tenho eu de impedir que a casa de Deus transfira pessoas? Devo considerar os interesses gerais da casa de Deus em vez de me concentrar apenas no trabalho do meu próprio grupo’. Tais são os pensamentos que devem ser encontrados em pessoas que possuem consciência e racionalidade, e tal é o senso que aqueles que acreditam em Deus devem possuir; somente então é possível obedecer aos arranjos da casa de Deus. Quando os malignos detêm poder, eles não possuem tal senso e consciência e de forma alguma obedecem aos arranjos da casa de Deus. Que tipo de ‘coisa’ é essa? Na casa de Deus, até são ousados a ponto de serem obstrutivos e até ousam ser teimosos; essas são as pessoas que mais carecem de humanidade, são pessoas malignas. Esse é o tipo de pessoa que são os anticristos. Eles sempre tratam o trabalho da casa de Deus e os irmãos e irmãs, e até mesmo os bens da casa de Deus — tudo que está sob sua autoridade — como propriedade privada; eles decidem como essas coisas são distribuídas, transferidas e usadas. Uma vez que elas estão nas mãos deles, é como se eles estivessem possuídos por Satanás, e a casa de Deus é proibida de interferir, ninguém pode tocar em nada. Em seu território, eles são o figurão, o chefão, e quem quer que vá para lá deve obedecer às suas ordens e arranjos e fazer o que lhe é dito. Essa é a manifestação do egoísmo e da vileza dentro do caráter do anticristo” (‘Excurso Quatro: Resumindo a qualidade da humanidade de anticristos e a essência de seu caráter (parte 1)’ em “Expondo os anticristos”). As palavras de Deus revelaram meu estado. Querer ficar com os irmãos sob meu controle e não os entregar à casa de Deus era egoísta e desprezível, e eu estava exibindo o caráter de um anticristo. Sentia muita resistência e me recusava sempre que a líder queria transferir alguém das nossas igrejas. Eu agia por revolta e me sentia injustiçada. Eu não concordei até a líder comungar comigo para me ajudar a mudar meu raciocínio e me disse coisas legais. Eu era como o chefão exposto por Deus, querendo controlar as transferências das igrejas pelas quais eu era responsável. Quando pessoas eram requisitadas, elas poderiam ir se eu permitisse, caso contrário, não poderiam. Ninguém podia partir sem minha permissão. Eu estava mantendo as igrejas sob meu controle, mantendo tudo sob meu comando. Cristo não estava no controle das igrejas — eu estava. Era como se os recém-convertidos cultivados pertencessem a mim. Eu queria usar o que eles alcançavam em seu dever para consolidar minha posição. Isso era descarado! Essas são as igrejas de Deus e esse é o trabalho da casa de Deus, mas eu estava agindo como o rei na colina, estabelecendo meu próprio reino. Eu não estava na senda de um anticristo contrária a Deus? Também me lembrou do clero no mundo religioso. Eles sabem que a Igreja de Deus Todo-Poderoso dá testemunho que o Senhor retornou e expressou muitas verdades, mas temem que suas congregações seguirão Deus Todo-Poderoso quando enxergarem essas verdades e que perderão seu status, reputação e sustento, por isso fazem de tudo para afastá-los do caminho verdadeiro. Dizem que as ovelhas são suas e não permitem que elas ouçam a voz de Deus e O sigam. Tratam os crentes como sua propriedade privada, controlando-os e lutando por eles contra Deus. São os servos malignos, os anticristos expostos nos últimos dias. Em que minhas ações eram diferentes em sua essência daqueles pastores e presbíteros? Eu estava controlando os outros para proteger minha reputação e posição. Eu sabia que, se não me arrependesse, eu seria condenada e punida por Deus juntamente com os anticristos. As pessoas escolhidas por Deus pertencem a Deus, não a um ser humano. Quando a casa de Deus precisa de alguém para um dever, ele pode ser transferido. Eu não tinha o direito de prender ninguém nas igrejas que eu administrava. Cultivar pessoas para o trabalho da casa de Deus era meu dever, e é algo muito normal uma líder transferir pessoas. Pedir minha opinião era uma questão de respeito e servia a uma cooperação mais harmoniosa. Ela poderia até transferir alguém diretamente, sem meu consentimento. Eu não tinha o direito de manter as pessoas sob meu controle. Eu sabia que não podia continuar sendo tão egoísta, que era Deus que me permitia respirar naquele instante, pelo que, então, eu estava lutando? Posso não fazer uma grande contribuição para a casa de Deus, mas, no mínimo, não devo interferir. Eu devia fazer mais para beneficiar o trabalho da casa de Deus.

Depois disso, sempre que necessário, eu ajudava com as transferências e parei de pensar em meus próprios interesses. Certa vez, uma irmã que eu tinha transferido para outra igreja me mandou uma mensagem, dizendo que os irmãos aprenderam muito com o treinamento de evangelização. Fiquei feliz e envergonhada. Fiquei feliz por saber que eles tinham crescido, que podiam fazer sua parte para espalhar o evangelho do reino. Fiquei envergonhada porque, se eu tivesse fornecido pessoas sem obstruir o caminho, eles poderiam ter sido treinados mais cedo e feito boas obras. Orei a Deus, não querendo mais viver segundo meu caráter corrupto, mas fornecer bons candidatos para fazer minha parte no trabalho evangelístico e cumprir o meu dever.

Todos os dias temos 24 horas e 1440 minutos. Você está disposto a dedicar 10 minutos para estudar o caminho de Deus? Você está convidado a se juntar ao nosso grupo de estudo.

Conteúdo relacionado

Entre em contato conosco pelo WhatsApp