Por que não quero assumir um fardo?

07 de Fevereiro de 2023

Por Daisy, Coreia do Sul

Em outubro de 2021, eu estava praticando como supervisora da área de vídeos. Meus parceiros eram o irmão Leo e a irmã Clara. Ambos cumpriam esse dever havia mais tempo do que eu e eram muito mais experientes. E eles assumiram a liderança acompanhando e tratando de grande parte do trabalho. Eu tinha começado a praticar e não entendia muitos aspectos do trabalho, por isso, obviamente, só assumi um papel pequeno. Achei que, contanto não houvesse problemas com meu trabalho, tudo estaria bem, e que os outros poderiam intervir e resolver o resto. Desse jeito, eu me preocuparia menos e não poderia ser responsabilizada por ninguém. Aos poucos, fui assumindo um fardo cada vez menor e acabei entendendo e participando de pouca coisa no trabalho dos outros dois. Sempre que discutíamos sobre trabalho, eu não expressava nenhuma opinião, e, em meu tempo livre, eu relaxava e assistia a vídeos seculares. Eu achava que cumprir meu dever desse jeito bastava.

Um dia, por volta do meio-dia, uma líder me procurou e me disse que Leo e Clara iriam cumprir seu dever em outro lugar, e que eu teria que assumir mais responsabilidade, me esforçar mais e assumir a área de vídeos. Essa mudança repentina me deixou momentaneamente perplexa. Eu cumpria esse dever havia pouco tempo, e tinha muito trabalho que precisava ser acompanhado; não seria muita pressão? O trabalho pelo qual eles eram responsáveis era muito complicado e exigia atenção constante. Exigiria que eu pesquisasse material para guiar aqueles que careciam de habilidades. Leo e Clara eram muito habilidosos e, normalmente, estavam muito ocupados. Já que eu tinha acabado de começar, certamente eu teria que investir ainda mais tempo. Eu voltaria a ter algum tempo livre? Se não conseguisse assumir essa responsabilidade e atrasasse o trabalho, eu não cometeria uma transgressão? Achei que a líder deveria procurar outra pessoa mais apta para essa responsabilidade. Quando viu que eu não estava dizendo nada, a líder perguntou no que eu estava pensando. Eu estava muito resistente e não quis dizer nada. Quando terminamos de discutir o trabalho, eu simplesmente fui embora. Quando pensei em todos os problemas e adversidades que eu teria que enfrentar sozinha, eu me senti sufocada pela pressão e achei que os dias seguintes seriam insuportáveis. Por mais que eu analisasse tudo, eu ainda não me sentia apto para o trabalho. A líder me enviou uma mensagem perguntando sobre meu estado, e eu logo respondi: “Não me sinto à altura desse trabalho. Talvez você possa encontrar uma pessoa mais apta”. A líder me perguntou: “Com base em que você se julga inapta?”. Eu não soube responder essa pergunta. Eu ainda nem tinha tentado, e não sabia se estava à altura da tarefa. Mas pensar na pressão do trabalho e no preço físico que eu teria que pagar me fazia querer recusar. Isso não era me esquivar da responsabilidade e recusar o dever? Então pensei em como todas as coisas que eu enfrentava todos os dias eram permitidas por Deus e que eu deveria me submeter. Então orei a Deus: “Deus, meus dois parceiros estão sendo transferidos, e eu terei que assumir todo o trabalho sozinha. Quero resistir e não estou disposta a me submeter. Sei que esse tipo de estado é incorreto, mas não entendo Tua vontade. Por favor, esclarece-me e guia-me para que eu possa me conhecer e me submeter”.

Mais tarde, uma irmã me enviou uma passagem da palavra de Deus que tratava do meu estado. Deus diz: “Quais são as manifestações de uma pessoa honesta? Primeiro, não ter dúvidas em relação às palavras de Deus. Essa é uma das manifestações de uma pessoa honesta. Além disso, a manifestação mais importante é buscar e praticar a verdade em todas as questões — isso é o mais crucial. Você diz que é honesto, mas sempre empurra as palavras de Deus para o fundo da mente e simplesmente faz o que bem quer. Isso é uma manifestação de uma pessoa honesta? Você diz: ‘Embora meu calibre seja baixo, tenho um coração honesto’. No entanto, quando um dever lhe compete, você tem medo de sofrer e de assumir a responsabilidade se você não o fizer bem, assim você inventa desculpas para esquivar-se de seu dever ou recomenda que alguém mais o faça. Isso é uma manifestação de uma pessoa honesta? Claramente, não é. Como, então, uma pessoa honesta deveria se comportar? Ela deveria se submeter aos arranjos de Deus, ser devotada ao dever que deve desempenhar, e esforçar-se para satisfazer a vontade de Deus. Isso se manifesta de diversas maneiras: uma é aceitar seu dever com um coração honesto, sem considerar seus interesses carnais e não ser indiferente a ele nem maquinar para seu benefício próprio. Essas são manifestações de honestidade. Outra é investir todo seu coração e força, para desempenhar bem seu dever, fazendo as coisas apropriadamente, e investir o coração e seu amor no dever a fim de satisfazer a Deus. Essas são as manifestações que uma pessoa honesta deveria ter enquanto desempenha o dever. Se você não executa o que sabe e entende e só investe 50 ou 60 por cento de seu esforço, você não está investindo nisso todo o seu coração e força. Ao contrário, você está sendo dissimulado e negligente. Pessoas que cumprem seus deveres desse jeito são honestas? De forma alguma. Deus não tem utilidade para pessoas escorregadias e enganosas; elas devem ser eliminadas. Deus só usa pessoas honestas para cumprir deveres. Até servidores dedicados devem ser honestos. Todas as pessoas que são eternamente descuidadas, superficiais, dissimuladas e que sempre procuram formas de ser negligentes são enganosas, e todas elas são demônios. Nenhuma delas realmente acredita em Deus, e todas elas serão eliminadas. Algumas pessoas pensam: ‘Ser uma pessoa honesta só significa falar a verdade e não contar mentiras. É fácil ser uma pessoa honesta, na verdade’. O que você acha dessa opinião? Ser uma pessoa honesta é tão limitado em escopo? De forma alguma. Você precisa revelar seu coração e entregá-lo a Deus; essa é a atitude que uma pessoa honesta deve ter. É por isso que um coração honesto é tão precioso. O que isso implica? Que um coração honesto consegue controlar seu comportamento e mudar seu estado. Ele pode levar você a fazer as escolhas certas e a se submeter a Deus e ganhar a aprovação Dele. Um coração como esse é verdadeiramente precioso. Se você tem um coração honesto como esse, então é nesse estado que você deveria viver, é assim que você deveria se comportar, e é assim que você deveria dar de si mesmo(A Palavra, vol. 3: As declarações de Cristo dos últimos dias, “Parte 3”). A palavra de Deus me deixou muito envergonhada. Quando confrontadas com o dever, as pessoas honestas não se preocupam com o risco que o cumprimento do dever pode representar, muito menos se esquivam do dever ou o recusam porque receiam que vão sofrer. Ao contrário, elas aceitam e dão tudo de si. Só esta é uma atitude honesta. Então pensei em minha atitude em relação ao dever. Assim que soube que meus dois parceiros seriam transferidos, eu me preocupei com o aumento da minha carga de trabalho, com a multiplicação das minhas preocupações e com o aumento da pressão. Se o trabalho não fosse bem-feito, eu teria que assumir a responsabilidade por isso, e assim tentei usar a desculpa de não ser qualificada para me esquivar da responsabilidade. Eu era muito enganosa e carecia de consciência. Refleti sobre como, na oração, eu sempre jurava dar atenção aos fardos de Deus, mas, quando chegava a hora, eu obedecia à carne, não praticava nenhuma das verdades e só usava palavras vazias para enganar a Deus. Se eu realmente atentasse para a vontade de Deus, soubesse que não estava à altura do trabalho e não conseguisse encontrar alguém mais apto, eu deveria intensificar o aperfeiçoamento de minhas habilidades e cooperar com os outros para impedir que o trabalho com os vídeos fosse impactado. Era isso que uma pessoa com consciência e humanidade deveria fazer. Se, no fim, eu realmente não estivesse à altura da tarefa e acabasse sendo transferida ou dispensada, eu simplesmente me submeteria aos arranjos de Deus. Só esse jeito de praticar é racional. Eu me acalmei um pouco ao pensar assim.

Mais tarde, li uma passagem da palavra de Deus que me deu algum entendimento da atitude que eu tinha em relação ao dever. Deus diz: “Todos aqueles que não buscam a verdade cumprem seus deveres com uma mentalidade que carece de responsabilidade. ‘Se alguém lidera, eu sigo; para onde quer que liderem, eu vou. Farei tudo que me mandarem fazer. No que diz respeito a assumir responsabilidade e preocupação, ou fazer um esforço maior para fazer algo, fazer algo com todo o meu coração e com toda a minha força — não estou a fim disso.’ Essas pessoas não estão dispostas a pagar um preço. Elas só estão dispostas a se esforçar, não a assumir responsabilidade. Essa não é a atitude com a qual se cumpre um dever de verdade. É preciso aprender a investir seu coração no cumprimento do seu dever, e uma pessoa com consciência consegue realizar isso. Se nunca se investe o coração no desempenho de seu dever, então não se tem consciência, e aqueles sem consciência não podem ganhar a verdade. Por que digo que eles não podem ganhar a verdade? Eles não sabem orar a Deus e buscar o esclarecimento do Espírito Santo, nem demonstrar consideração pela vontade de Deus, nem investir seu coração em contemplar as palavras de Deus, nem sabem como buscar a verdade, não sabem como buscar entender as exigências de Deus e a Sua vontade. É isso que é não ser capaz de buscar a verdade. Vocês experimentam estados em que, não importa o que aconteça nem que tipo de dever vocês cumpram, vocês são frequentemente capazes de se aquietar diante de Deus e de investir seu coração em contemplar as Suas palavras e em buscar a verdade e em considerar como vocês devem cumprir esse dever para se conformar à vontade de Deus e quais verdades vocês deveriam possuir a fim de cumprir esse dever satisfatoriamente? Há muitas vezes em que vocês buscam a verdade desse jeito? (Não.) Colocar seu coração em seu dever e ser capaz de assumir responsabilidade exige que você sofra e pague um preço — não basta simplesmente falar sobre essas coisas. Se você não colocar seu coração no seu dever, em vez disso sempre desejando exercer esforço físico, então seu dever certamente não será bem-feito. Você simplesmente agirá sem se envolver, e nada mais, e não saberá se cumpriu bem seu dever ou não. Se colocar seu coração nisso, você virá gradualmente a entender a verdade; se não colocar, então você não o fará. Quando coloca o coração no cumprimento de seu dever e na busca da verdade, você se tornará gradualmente capaz de entender a vontade de Deus, de descobrir sua própria corrupção e deficiências e de dominar todos os seus vários estados. Quando você só se concentrar em se esforçar e não colocar seu coração em refletir sobre si mesmo, você será incapaz de descobrir os estados verdadeiros em seu coração e a miríade de reações e as revelações de corrupção que você tem em ambientes diferentes. Se você não sabe quais serão as consequências quando problemas não são resolvidos, você está encrencado. É por isso que não serve acreditar em Deus de um jeito confuso. Você deve viver diante de Deus em todos os momentos, em todos os lugares; não importa o que o acometa, você deve sempre buscar a verdade, e enquanto faz isso, você deve também refletir sobre si mesmo e saber que problemas existem em seu estado, buscando a verdade imediatamente para resolvê-los. Só assim você pode cumprir bem o seu dever e evitar atrasar o trabalho. Você não só será capaz de cumprir bem seu dever, o mais importante é que você também terá entrada na vida e será capaz de resolver seus caracteres corruptos. Só assim você pode entrar na verdade realidade. Se o que você pondera com frequência no seu coração não está relacionado a seu dever, se não são assuntos que têm a ver com a verdade, e, em vez disso, você está emaranhado em coisas externas, com os pensamentos em assuntos da carne, você será capaz de entender a verdade? Você será capaz de cumprir bem o seu dever e viver diante de Deus? Certamente não. Uma pessoa como essa não pode ser salva(A Palavra, vol. 3: As declarações de Cristo dos últimos dias, “Só uma pessoa honesta pode viver uma verdadeira semelhança humana”). Deus estava pintando um retrato meu em Sua exposição desse tipo de atitude. Quando comecei nesse dever, eu não assumi nenhuma responsabilidade. Vi que meus parceiros eram mais experientes do que eu, por isso simplesmente recuei e achei que tudo estaria bem, contanto que eu pudesse garantir que nada desse errado no meu trabalho. Se fizesse isso, eu pareceria respeitável e não teria que me desgastar, por isso só me concentrei em meu trabalho e nunca me preocupei com o trabalho pelo qual eles eram responsáveis, nem levei a sério os problemas e dificuldades que surgiam nele. Quando a líder perguntou por que o trabalho do nosso grupo era tão ineficiente, eu não tive resposta. Esse tipo de atitude é igual à atitude com que os incrédulos tratam seus empregos. De que forma eu estava obedecendo à vontade de Deus em meu dever? Quando problemas surgiam no trabalho, eu não buscava a verdade nem analisava os desvios, nem refletia sobre como aumentar a eficiência. Sempre achei que, se meus colegas dessem conta, eu poderia relaxar um pouco. Sempre que tinha tempo, eu satisfazia a carne ou assistia a vídeos seculares. Eu me tornei cada vez mais dissoluta e me afastei cada vez mais de Deus. Vi que eu não tinha diligência em meu dever. Eu o tratava como um emprego. Como eu poderia cumprir bem o dever desse jeito? Àquela altura, percebi que os arranjos de Deus tinham levado meus “substitutos” a irem embora para me dar uma chance de praticar, de aprender a me preocupar e assumir responsabilidade ativamente, de confiar em Deus nas dificuldades e buscar as verdades princípios. E, acima de tudo, isso me permitia reconhecer que minha atitude desleixada e irresponsável em relação ao meu dever estava provocando o nojo de Deus. A pressão no trabalho agora me forçaria a ser mais diligente em meu dever, e trabalhar para cumprir corretamente o meu dever. Quando entendi as intenções de Deus, eu me dispus a me submeter a essas circunstâncias. Ao longo dos próximos dias, eu me esforcei mais em meu trabalho. Quando descobri problemas no trabalho com os vídeos, eu os anotei e busquei resolvê-los. Elaborei um plano de estudo e me esforcei para assumir o trabalho o quanto antes. Depois de ajustar meu estado, eu tive mais tempo para o meu trabalho e passei meus dias sentindo-me em paz.

Mais tarde, fiz parceria com outra irmã. Para começar, eu ainda estava atenta a ser mais responsável, mas, depois de um tempo, descobri que ela era muito habilidosa e que tinha mais conhecimento profissional do que eu, por isso deleguei algumas tarefas a ela e depois não me envolvi mais. Às vezes, para preservar minha reputação, eu participava das discussões, mas não dava sugestões, e pensava: “Vejo que você consegue dar conta das coisas, portanto não preciso me preocupar e posso relaxar por um tempo”. Minha líder me alertou e disse que eu deveria me preocupar mais com o trabalho, e, por alguns dias, depois que ela disse isso, foi o que fiz, mas não demorou e eu retomei meus hábitos antigos. Às vezes, os irmãos nos mandavam mensagens sobre problemas complicados que tinham surgido no trabalho e precisavam ser resolvidos na hora, mas assim que eu via que era um trabalho que minha irmã estava acompanhando, eu não me importava. Deliberadamente, eu marcava a mensagem como não lida e fingia que não tinha visto, achando que minha irmã lidaria com isso mais tarde. Embora achasse que isso era irresponsabilidade, já que o trabalho progredia normalmente, eu não dava muita atenção. Alguns meses depois, assumimos a responsabilidade de partes diferentes do trabalho com vídeos. Dessa vez, eu fiquei sem ajudante e tive certeza de que enfrentaria muitos problemas e dificuldades. Mas, quando refleti sobre minha falta de responsabilidade no dever e sobre como isso poderia ser bom para mim, eu disse a mim mesma que deveria começar submetendo-me. Mas quando comecei, descobri que eu precisava acompanhar muito mais e que as coisas que eu precisava fazer todos os dias pareciam não ter fim. Além disso, minhas habilidades profissionais não eram maravilhosas, e cada vez mais problemas ficaram aparecendo. Todo vídeo que fazíamos recebia sugestões, e eu tinha que pensar para responder a cada uma. Aos poucos, o entusiasmo que eu tinha se desgastou, e eu me perguntei com frequência: “Eu já estou me esforçando muito, mas ainda há vários problemas. Talvez fosse melhor se a líder procurasse alguém mais apto”. Logo depois, vários dos nossos vídeos foram devolvidos e tiveram que ser refeitos, e eu fiquei ainda mais deprimida. Eu não queria mais resolver os problemas complicados com que eu era confrontada e tinha saudade dos dias em que eu tinha a colaboração de outros em meu dever, quando conseguia me esconder despreocupadamente atrás deles e não tinha que suportar tanta pressão. Eu não tinha motivação para cumprir o meu dever; quando andava, sentia as minhas pernas pesadas. Foi aí que percebi que eu não podia continuar cumprindo meu dever nesse estado, por isso orei a Deus. Por meio da busca, de repente, eu me lembrei de Noé. Ele enfrentou muitas dificuldades e fracassos ao construir a arca, mas nunca desistiu e continuou por 120 anos, quando finalmente completou a arca e a comissão de Deus. Mas, diante das minhas poucas dificuldades, eu queria me livrar do meu fardo e fugir para as montanhas. Eu não estava sendo covarde? Quando pensei nisso, eu me recompus um pouco e fui capaz de encarar os problemas no meu trabalho corretamente.

Durante meus devocionais, li esta passagem da palavra de Deus: “Nenhum dos falsos líderes jamais faz trabalho prático, e todos eles agem como se seu papel de liderança fosse algum cargo oficial, desfrutando plenamente dos benefícios de seu status. O dever que deve ser desempenhado e o trabalho que deve ser feito por um líder são tratados como um estorvo, como um incômodo. No coração, eles transbordam de rebeldia em relação ao trabalho da igreja: se você pede que fiquem de olho no trabalho ou que descubram problemas que existam dentro dele e que precisem ser acompanhados e resolvidos, eles ficam relutantes. Esse é o trabalho que os líderes e os obreiros devem fazer, essa é a sua tarefa. Se você não o faz — se não está disposto a fazê-lo —, por que ainda quer ser líder ou obreiro? Você desempenha o dever para estar atento à vontade de Deus ou para ser um oficial e desfrutar dos benefícios do status? Não é descarado ser líder porque você só deseja ter alguma posição oficial? Ninguém é de caráter inferior — essas pessoas não têm respeito próprio, são descaradas. Se você deseja desfrutar de tranquilidade carnal, corra de volta para o mundo e lute por ela, agarre-a e tome-a conforme você for capaz. Ninguém interferirá. A casa de Deus é um lugar para o povo escolhido de Deus desempenhar seus deveres e adorá-Lo; é um lugar para as pessoas buscarem a verdade e serem salvas. Não é um lugar para alguém desfrutar de tranquilidade carnal, muito menos é um lugar que afaga as pessoas. […] Não importa o trabalho que algumas pessoas façam ou o dever que desempenhem, elas são incapazes de ser bem-sucedidas nele, é demais para elas, elas são incapazes de cumprir qualquer uma das obrigações ou responsabilidades que as pessoas devem cumprir. Elas não são lixo? Elas ainda são dignas de ser chamadas de pessoas? Com exceção dos simplórios, dos deficientes mentais e daqueles que sofrem de deficiências físicas, existe alguém que não deva desempenhar suas funções e cumprir suas responsabilidades? Mas esse tipo de pessoa está sempre conspirando e fazendo jogo sujo, e não deseja cumprir suas responsabilidades; a implicação é que ele não deseja comportar-se como uma pessoa correta. Deus lhe deu calibre e dons, Ele lhe deu a oportunidade de ser um ser humano, entretanto ela não consegue usar isso ao cumprir seu dever. Ela não faz nada, mas deseja apreciar tudo. Pessoas como essa estão aptas a ser chamadas de humanas? Não importa que trabalho lhes seja dado — seja ele importante ou comum, difícil ou simples —, elas são sempre descuidadas e superficiais, sempre preguiçosas e esguias. Quando surgem problemas, tentam empurrar a responsabilidade para outras pessoas; elas não assumem responsabilidade, querem continuar com sua vida de parasita. Elas não são um lixo inútil? Na sociedade, quem é que não tem que depender de si mesmo para sobreviver? Uma vez que uma pessoa é adulta, ela deve prover para si mesma. Seus pais cumpriram a responsabilidade deles. Mesmo se os pais estivessem dispostos a sustentá-la, ela não se sentiria à vontade com isso, e deveria ser capaz de reconhecer: ‘Meus pais completaram a tarefa deles de criar os filhos. Sou adulta e tenho um corpo saudável — eu deveria ser capaz de viver independentemente’. Esse não é o mínimo de senso que um adulto deveria ter? Se alguém realmente tiver senso, ele não conseguiria viver na aba dos pais; ele teria medo de ser zombado pelos outros, de ser envergonhado. Então, um vagabundo ocioso tem senso? (Não.) Ele quer sempre algo de graça, nunca quer assumir responsabilidades, procura um almoço gratuito, quer três refeições por dia — e que alguém o sirva e que a comida seja deliciosa — sem fazer trabalho algum. Não é essa a mentalidade de um parasita? E as pessoas que são parasitas têm consciência e senso? Têm dignidade e integridade? De forma alguma; todas elas são aproveitadoras imprestáveis, animais sem consciência nem razão. Nenhuma delas está apta a permanecer na casa de Deus(A Palavra, vol. 5: As responsabilidades dos líderes e dos obreiros, “As responsabilidades dos líderes e dos obreiros (8)”). A palavra de Deus me compeliu a refletir: monitorar e entender os problemas no trabalho e buscar a verdade para resolvê-los é o trabalho de líderes e obreiros, mas os falsos líderes veem isso como um incômodo. Isso mostra que eles não estão aqui para cumprir seu dever, mas para desfrutar dos benefícios da posição. Vi que meu comportamento era igual. Eu deveria ter assumido responsabilidade e resolvido os problemas e dificuldades que emergiam, deveria ter aproveitado essa oportunidade para buscar a verdade e compensar minhas deficiências, o que teria me permitido progredir mais rapidamente. Mas eu queria recusar o dever por causa das muitas dificuldades. Como supervisora, eu não fazia nenhum trabalho real nem resolvia nenhum problema. Isso não era cobiçar os benefícios do status? Lembrando-me do meu comportamento, embora parecesse que eu estava trabalhando quando tinha parceiros, na verdade, o trabalho era dividido entre muitos de nós, e eu não era responsável por muita coisa. Meu dever era fácil. Na verdade, eu estava passando por uma fase fácil. Quando meus dois parceiros foram transferidos, a pressão aumentou muito, eu tive que sofrer para assumir minha responsabilidade, e então resisti, a ponto até de querer trair a Deus e recusar meu dever. Mais tarde, embora eu corrigisse meu estado comendo e bebendo a palavra de Deus, quando fiz pareceria com uma irmã mais experiente do que eu, eu voltei a assumir menos responsabilidade e passei meus dias cumprindo meu dever sem pressa, não querendo me preocupar. Quando me tornei a única responsável pelo trabalho de vídeo dessa vez, e as dificuldades se acumularam, eu quis fugir de novo. Vi que minha atitude em relação ao dever tinha sido muito traiçoeira e que eu estava disposta a me desculpar diante do primeiro sinal de adversidade física ou responsabilidade. Eu sempre queria um trabalho fácil e sem estresse, mas a verdade é que todos os trabalhos têm dificuldades, e se eu não resolvesse meu caráter corrupto, eu não seria capaz de cumprir nenhum dever corretamente. Vi que eu estava farta da verdade por natureza e que eu não amava coisas positivas. Eu não estava ali para cumprir um dever, mas para desfrutar de bênçãos. No fim, esse tipo de fé não resulta em nada. Em particular, li na palavra de Deus: “Ele quer sempre algo de graça, nunca quer assumir responsabilidades, procura um almoço gratuito, quer três refeições por dia — e que alguém o sirva e que a comida seja deliciosa — sem fazer trabalho algum. Não é essa a mentalidade de um parasita?”. Eu era exatamente esse tipo de pessoa que Deus estava revelando. Eu só queria colher, mas nunca semear, e desfrutar dos frutos do trabalho dos outros. Eu não era apenas lixo? Quanto mais eu pensava, mas enojada ficava de mim mesma. No passado, as pessoas que eu mais odiava eram aqueles parasitas que ainda vivem à custa dos pais, adultos crescidos que não saem de casa, que se aproveitam de seus pais e não assumem responsabilidades. São uns imprestáveis. Mas em que meu comportamento atual era diferente do deles? Em minha repreensão própria, orei a Deus: “Ó Deus, finalmente vejo que sou realmente egoísta e insincera em meu dever. Eu sempre só pensava em minha carne e queria ser um parasita. Estou aterrorizada com esses pensamentos depravados. Há tanto trabalho na igreja que precisa de cooperação urgente, mas eu não tento progredir nem assumir qualquer fardo. Eu sou lixo”.

Continuei refletindo. Por que eu sempre queria fugir e recusar o dever, quando a pressão e as dificuldades se acumulavam no meu trabalho? Qual era a causa principal disso exatamente? Em minha busca, li as palavras de Deus: “Hoje, você não crê nas palavras que digo e não presta atenção nelas; quando chegar o dia de difundir essa obra e você perceber a totalidade dela, você se lamentará e, naquele tempo, você ficará perplexo. Há bênçãos, mas você não sabe como desfrutá-las, e há a verdade, mas você não a busca. Acaso você não está trazendo desprezo sobre si mesmo? Hoje, embora o próximo passo da obra de Deus ainda esteja por começar, nada há de excepcional no que se refere às demandas feitas a você e ao que se espera que você viva. Há tanta obra e tantas verdades; elas não são dignas de serem conhecidas por você? O castigo e o julgamento de Deus são incapazes de despertar seu espírito? O castigo e o julgamento de Deus são incapazes de fazer com que você se odeie? Você se contenta com viver sob a influência de Satanás, em paz e alegria e com um pouco de conforto carnal? Será que você não é a mais baixa de todas as pessoas? Ninguém é mais tolo do que aquelas que contemplaram a salvação, mas não buscam ganhá-la; são pessoas que se empanturram com a carne e se deliciam com Satanás. Você espera que sua fé em Deus não envolva quaisquer desafios ou tribulações nem a menor dificuldade. Você sempre busca coisas sem valor e não dá valor à vida; em vez disso, coloca seus pensamentos extravagantes acima da verdade. Você é tão inútil! Você vive como um porco — que diferença há entre você, porcos e cães? Os que não buscam a verdade e, em vez disso, amam a carne não são todos bestas? Os mortos sem espírito não são todos cadáveres ambulantes? Quantas palavras foram ditas no meio de vocês? Apenas uma pequena obra foi feita no meio de vocês? Quantas coisas Eu providenciei entre vocês? Então, por que você não as ganhou? Do que você pode se queixar? Não é o caso que você não ganhou nada porque está amando demais a carne? E não será porque seus pensamentos são exorbitantes? Não será porque você é estúpido demais? Se você é incapaz de ganhar essas bênçãos, você pode culpar Deus por não salvá-lo? O que você busca é ser capaz de ter paz depois de crer em Deus, que suas crianças estejam livres de doenças, que seu marido tenha um bom emprego, que seu filho encontre uma boa esposa, que sua filha encontre um marido decente, que seus bois e cavalos arem bem o solo, que tenha um ano de clima bom para suas colheitas. É isso que você busca. Sua busca visa tão somente viver com conforto, que nenhum acidente sobrevenha a sua família, que os ventos passem ao largo, que sua face não seja tocada pela areia, que as colheitas de sua família não sejam inundadas, que você não seja atingido por nenhum desastre, em suma, você busca viver no abraço de Deus, viver em um ninho aconchegante. Um covarde como você que sempre busca a carne — você tem um coração, tem um espírito? Você não é uma besta? Eu lhe dou o caminho verdadeiro sem pedir nada em troca, mas você não busca. Você é mesmo alguém que crê em Deus? Eu lhe concedo vida humana real, mas você não busca. Você não é nada diferente de um porco ou de um cão? Porcos não buscam a vida do homem, não buscam ser purificados e não entendem o que é vida. Todo dia, depois de comer sua porção, eles simplesmente dormem. Dei a você o caminho verdadeiro, mas você não o ganhou: você está de mãos vazias. Você está disposto a continuar nessa vida, na vida de um porco? Qual é o significado de tais pessoas estarem vivas? Sua vida é desprezível e ignóbil, você vive no meio da imundície e licenciosidade e não busca nenhum objetivo; acaso sua vida não é a mais ignóbil de todas? Você se atreveria a levantar os olhos para Deus? Se você continuar a experimentar desse modo, o que adquirirá além de nada? O caminho verdadeiro foi dado a você, mas ganhá-lo ou não depende, em última análise, da sua busca pessoal(A Palavra, vol. 1: A aparição e a obra de Deus, “As experiências de Pedro: seu conhecimento de castigo e julgamento”). As palavras duras de Deus me fizeram perceber que Deus tem o maior desprezo e a maior antipatia por pessoas que cobiçam conforto, que, para Ele, elas não passam de animais. São parasitas ociosos, não querem trabalhar para progredir, gostam de ficar paradas e, no fim, não cumprem nenhum dever corretamente e não ganham a verdade. Elas são lixo. Eu era exatamente assim. Eu queria que meu dever fosse fácil, e, contanto que tivesse um dever e não fosse dispensada nem expulsa, estava tudo bem. Mas assim que eu era confrontada com dificuldades que exigiam que eu sofresse ou pagasse um preço, eu recuava. Eu só queria escolher trabalhos simples e fáceis e defendia os princípios de vida satânicos como “aproveite a vida enquanto estiver vivo” e “trate-se bem”. Por causa da dominância desses pensamentos e opiniões, eu sempre cobiçava conforto e me irritava quando o trabalho pelo qual eu era responsável se acumulava, temendo que isso interferisse no meu tempo livre. Quando precisava adquirir alguma habilidade nova, eu não pagava um preço por isso. Como resultado, depois de um tempo, eu não tinha feito muito progresso em minhas habilidades e não dava conta do trabalho. Às vezes, eu até negligenciava meus deveres e assistia a vídeos seculares sob o pretexto de adquirir habilidades, tornando-me cada vez mais entorpecida e sombria no espírito. Como supervisora, quando problemas apareciam no trabalho, eu deveria tê-los acompanhado e resolvido ativamente, mas, assim que via que os problemas eram um pouco complicados, eu só usava artimanhas para ignorá-los, atrasando o progresso do trabalho. Mais séria ainda era a minha vontade constante de encontrar alguém para assumir meu lugar e aliviar a pressão sobre mim. Eu sabia que fazer vídeos era muito importante, mas eu satisfazia a carne, fugia em todo momento crítico e não assumia nenhuma responsabilidade. Eu era como uma criança cujos pais criaram até a idade adulta, mas, quando chega a hora de se sacrificar pela família, teme sofrer e não se dispõe a assumir responsabilidade. Esse tipo de pessoa não tem consciência, são desgraçados ingratos. Pensei em como minha conduta tinha sido igual. Deus tinha me guiado até esse ponto e, além disso, tinha me agraciado, permitindo-me cumprir um dever muito importante, mas eu sempre temia sofrer e só considerava a carne. Eu não tinha nenhuma consciência! Eu sempre reclamava das adversidades do dever e odiava renunciar a meus confortos. Eu não só estava perdendo a chance de ganhar a verdade, mas estava também bagunçando meu dever e deixando nada além de transgressões. No fim, eu seria rejeitada e expulsa por Deus!

Comecei procurando uma senda de prática. Eu li as palavras de Deus: “Suponhamos que a igreja lhe dê um trabalho a fazer e você diga: ‘Não importa se o trabalho é uma chance de me destacar ou não — já que foi dado a mim, eu o farei bem. Eu assumirei essa responsabilidade. Se eu for designado para a recepção, eu darei tudo de mim para receber bem as pessoas; cuidarei bem dos irmãos e farei o melhor que puder para manter a segurança de todos. Se eu for designado para espalhar o evangelho, eu me equiparei com a verdade e espalharei o evangelho com amor e desempenharei bem meu dever. Se eu for designado para aprender uma língua estrangeira, eu a estudarei com diligência e me esforçarei muito e a aprenderei o mais rápido possível, dentro de um ou dois anos, para que eu possa testificar de Deus aos estrangeiros. Se me pedirem para escrever artigos de testemunho, eu me treinarei conscienciosamente para fazer isso e para ver as coisas de acordo com as verdades princípios; aprenderei sobre a língua e, embora possa não ser capaz de escrever artigos em prosa linda, pelo menos serei capaz de comunicar meu testemunho experiencial claramente, de comunicar a verdade de forma compreensível e de dar testemunho verdadeiro de Deus, de modo que, quando as pessoas lerem meus artigos, elas sejam edificadas e beneficiadas. Qualquer que seja o trabalho que a igreja me atribua, eu o assumirei com todo o coração e com toda minha força. Se houver alguma coisa que não entenda ou se surgir um problema, orarei a Deus, buscarei a verdade, resolverei os problemas de acordo com as verdades princípios e farei bem a coisa. Qualquer que seja o meu dever, usarei tudo que tenho para cumpri-lo bem e satisfazer a Deus. Para tudo que puder realizar, eu farei o meu melhor para assumir toda a responsabilidade que me cabe assumir e, no mínimo, não irei contra minha razão e consciência, nem serei negligente e superficial, nem serei traiçoeiro nem negligente, nem desfrutarei dos frutos do trabalho dos outros. Nada que fizer estará abaixo dos padrões da consciência’. Esse é o padrão mínimo para o comportamento humano, e aquele que cumpre seu dever dessa forma pode se qualificar como uma pessoa conscienciosa e sensata. No mínimo, você deve ter uma consciência tranquila ao cumprir o dever, e deve, no mínimo, achar que você merece suas três refeições diárias e não está mendigando por elas. Isso se chama senso de responsabilidade. Não importa se seu calibre é alto ou baixo, e se você entende a verdade ou não, você deve ter esta atitude: ‘Já que esse trabalho me foi dado, devo tratá-lo com seriedade; devo fazer dele a minha preocupação e fazê-lo bem, com todo o coração e com toda minha força. Quanto a se eu posso fazê-lo perfeitamente bem, não posso presumir que consiga oferecer uma garantia, mas minha atitude é que eu farei meu melhor para garantir que ele seja bem-feito, e certamente não serei negligente nem superficial em relação a ele. Se surgir um problema no trabalho, eu deverei assumir responsabilidade, garantir que eu aprenda uma lição com isso e cumpra bem o dever’. Essa é a atitude correta. Vocês têm esse tipo de atitude?(A Palavra, vol. 5: As responsabilidades dos líderes e dos obreiros, “As responsabilidades dos líderes e dos obreiros (8)”). As palavras de Deus me inspiraram. Já que a igreja me colocou a cargo desse trabalho, eu deveria assumir todas as responsabilidades que um adulto é capaz de assumir. Por mais alto que fosse meu calibre, por mais capaz que eu fosse no meu trabalho, por mais dificuldades que eu encarasse no meu dever, eu não podia recuar, eu devia avançar e dar tudo de mim nesse trabalho. Mais tarde, sempre que completávamos um vídeo e recebíamos as sugestões dos outros, não importava se era um problema do qual eu não estava ciente ou com que eu não sabia lidar, eu sempre buscava uma senda para resolvê-lo ou tentava achar pessoas experientes que eu pudesse consultar. Aos poucos, eu me familiarizei mais com essas habilidades e com os princípios. Antes, sempre que havia um problema complicado, eu o empurrava para cima dos meus parceiros, não respondia a mensagens no bate-papo do grupo e enrolava. Agora, sou capaz de assumir responsabilidade e um fardo maior no meu dever. Embora haja dificuldades ao longo da nossa cooperação, quando confio em Deus, e por meio da discussão com todos, a senda que devemos seguir se torna mais clara.

Foi só depois dessa experiência que percebi como eu era egoísta e enganosa, que eu era traiçoeira e preguiçosa em meu dever, não queria assumir responsabilidade. Quando corrigi minha atitude e me dispus a considerar o fardo de Deus e dar tudo de mim para cooperar, vi a liderança e a orientação de Deus, ganhei fé dentro de mim e me tornei disposta a praticar ser uma pessoa racional e conscienciosa que cumpre seus deveres.

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