Quando mamãe cumpre pena

04 de Fevereiro de 2022

Por Zhou Jie, China

Eu tinha 15 anos de idade quando minha mãe e eu fugimos de casa. Lembro que partimos tarde da noite em 2002. De repente, minha mãe sussurrou que a polícia estava vindo para prendê-la e que não poderíamos ficar em casa e que devíamos partir imediatamente. Rapidamente reunimos alguns pertences e saímos de casa às pressas. Desde então, mamãe e eu nunca mais voltamos para casa. E mamãe não me levou com ela, ela me deixou na casa de parentes enquanto ela se escondia em outra cidade. Minha mãe tinha ajudado muito aqueles parentes quando ela ainda fazia negócios, agora estávamos em apuros, mas eles estavam preocupados com o que poderia acontecer e não queriam se envolver. Não queriam me acolher e até atacaram minha mãe, dizendo que sua crença em Deus a tinha deixado sem um lar que nem poderia cuidar de sua própria filha. Queriam que minha mãe me levasse. Fiquei muito irritada por entenderem mamãe errado. Obviamente, tudo isso era por causa da polícia, não era culpa da minha mãe. Eu queria sair dali na mesma hora. Não queria ficar nem mais um minuto. Esperava que minha mãe voltasse e me buscasse logo. Quando minha mãe partiu, foi muito difícil para mim no início. Era como se eu não tivesse ninguém em quem me apoiar e sofri muito. Sou de família monoparental, meus pais se divorciaram quando eu tinha apenas três anos. Minha mãe e eu éramos grudadas, nunca nos separávamos. Sempre que me lembrava de que minha mãe não poderia mais cuidar de mim, eu começava a chorar. Quando me sentia triste e impotente, eu orava a Deus. Dizia: “Amado Deus! Minha mãe não pode mais cuidar de mim. Por favor, dá-me força”. Depois de orar, encontrei uma passagem das palavras de Deus que dizia: “Não tema, o Deus Todo-Poderoso dos exércitos certamente estará com você. Ele está atrás de vocês e é o seu escudo” (‘Capítulo 26’ das Declarações de Cristo no princípio em “A Palavra manifesta em carne”). “Avance corajosamente; Eu sou sua rocha de refúgio, então confie em Mim!” (‘Capítulo 10’ das Declarações de Cristo no princípio em “A Palavra manifesta em carne”). As palavras esclareceram as coisas para mim. Minha mãe não estava mais ao meu lado, mas Deus estava atrás de mim e eu podia confiar Nele. Eu não podia permitir que essa adversidade me vencesse e eu não podia mais depender da minha mãe, devia aprender a ser forte — por mais difíceis que as coisas ficassem, eu devia confiar em Deus e perseverar. Mais tarde, fui morar com a família da irmã Zhang. Todos os três membros da família são crentes. Não éramos parentes de sangue, mesmo assim eles me trataram muito bem. A filha da irmã Zhang lia as palavras de Deus para mim e comungava sobre a verdade. Mamãe podia não estar ao meu lado, mas não me senti sozinha. Gostava muito de estar com meus irmãos e irmãs.

Isso foi em 2003. Minha mãe estava espalhando o evangelho em outra cidade. Um dia, ela me mandou uma carta dizendo que gostaria de me encontrar e me instruiu a esperar por ela em determinado lugar e hora. Fiquei tão feliz e animada com a carta dela que mal consegui dormir naquela noite. No dia do encontro, cheguei ao local combinado pontualmente, mas depois de esperar uma hora, não havia sinal dela. Eu mandei algumas mensagens pelo bipe, mas mamãe nunca respondeu. Acabei esperando por ela desde o meio-dia até as oito da noite. Ela nunca veio. Fiquei tão decepcionada e senti que algo estava errado. No dia seguinte, meu líder me informou que, no dia anterior, oito irmãos e irmãs tinham sido presos enquanto espalhavam o evangelho, e que minha mãe era um deles. Ele me instruiu a destruir imediatamente o bipe que tinha usado para entrar em contato com ela. Fiquei muito preocupada quando recebi a notícia. Orei sem parar a Deus, pedindo que Ele a protegesse e a ajudasse a dar testemunho. Durante aquele tempo, sempre que pensava em mamãe, eu começava a chorar. Estava preocupada que ela estava sendo espancada ou torturada. Ela deveria estar sofrendo muito na prisão. Quando seria solta? Eu estava tão preocupada que, um dia, eu desmaiei de repente. Quando acordei, voltei mancando para o meu quarto, apoiando-me nas paredes, então me deitei na cama e chorei, pensando em como eu estava sozinha e impotente. Na minha hora mais miserável, foi Deus que me guiou. Lembrei-me de um hino: “Durante meu refinamento, Teu coração dói por mim. Tuas palavras proveem o que me falta, quando estou triste, me consolam. […]” (‘O amor de Deus derreteu meu coração’ em “Seguir o Cordeiro e cantar cânticos novos”). Vi claramente que isso era a orientação de Deus. Percebi na hora que não estou sozinha — Deus está comigo. Por causa da perseguição do grande dragão vermelho, minha mãe não podia estar comigo. Ela não podia cuidar de mim nem me confortar, mas Deus não tinha saído do meu lado. Na minha hora mais escura, Deus estava lá para me confortar. Senti que Ele estava tão próximo e percebi que Ele é o Único no qual realmente posso confiar. Pensei: “Se Deus é capaz de me guiar assim, tenho certeza de que Ele pode ajudar também mamãe a atravessar suas dificuldades”. Quando percebi isso, eu me animei um pouco e me senti menos preocupada e ansiosa com a situação da minha mãe. Mais tarde, pude ver minha mãe. Ela estava na prisão havia quatro meses e só saiu quando usou uma conexão para garantir sua soltura. Quando nos encontramos, ela estava toda preocupada comigo e meu deu muitos conselhos. Comungamos e encorajamos uma à outra e fizemos um pacto de que, não importando o que acontecesse, sempre seguiríamos a Deus e cumpriríamos nossos deveres.

Lembro que era setembro e minha mãe ainda estava espalhando o evangelho em outra cidade. Ouvi que uma irmã com um dever importante tinha sido presa e muitas pessoas que tinham tido contato com ela corriam perigo e precisaram ser relocadas. Pensei: “Quem será essa irmã?”. Então meu líder veio e me contou que eu devia destruir meu cartão SIM que usava para entrar em contato com minha mãe. Percebi na hora que era a minha mãe que tinha sido presa. Eu sabia que dessa vez ela foi presa por imprimir livros das palavras de Deus e poderia ser submetida e surras e torturas brutais. Nos dias seguintes, eu estava muito preocupada e não conseguia dormir. Logo depois, soube que mais de vinte irmãos e irmãs já tinham sido presos e que todos tinham sido torturados. Quando ouvi isso, fiquei ainda mais preocupada. Minha mãe estava sendo torturada naquele instante? Estava viva ou morta? Minha mãe estava em grande perigo, mas tudo que eu podia fazer era me preocupar e entrar em pânico — não podia fazer nada por ela. Foi terrível. Fiquei imaginando que, se mamãe não tivesse assumido um dever tão perigoso, talvez ela não tivesse sido presa e torturada. É tão difícil e perigoso crer em Deus na China. Durante aquele tempo, eu estava muito fraca. Estava distraída e perdida e não sentia vontade de fazer nada. Não tinha energia nem motivação em meu dever. Todos os dias, tudo que fazia era orar a Deus e pedir que Ele protegesse minha mãe.

Certo dia, vi uma passagem das palavras de Deus que dizia: “Quando Jó perdeu seu rebanho que cobria as montanhas e suas riquezas incalculáveis, quando seu corpo ficou coberto de furúnculos dolorosos, foi por causa de sua fé. Quando ele pôde ouvir a Minha voz, de Jeová, e ver a Minha glória, de Jeová, foi por causa de sua fé. O fato de que Pedro pôde seguir Jesus Cristo deveu-se à sua fé. Que ele pôde ser pregado na cruz por Minha causa e dar um testemunho glorioso também se deveu à sua fé. […] As pessoas têm recebido muito por causa de sua fé, e isso nem sempre é uma bênção. Elas podem não receber o tipo de felicidade e alegria que Davi sentiu, ou ter a água concedida por Jeová como Moisés teve. Por exemplo, Jó foi abençoado por Jeová por causa de sua fé, mas também sofreu um desastre. Quer você seja abençoado ou sofra um desastre, ambos são eventos abençoados. Sem fé, você não seria capaz de receber essa obra de conquista, muito menos de ver hoje os feitos de Jeová exibidos diante de seus olhos. Você não seria capaz de ver, muito menos seria capaz de receber” (‘A verdade interna da obra de conquista (1)’ em “A Palavra manifesta em carne”). Pensei: “É verdade, tudo está nas mãos de Deus, sejamos abençoados ou soframos desastre. As adversidades e provações que atravessamos em nossa fé são a maneira de Deus nos exaltar e testar”. Igual a Jó — Satanás apostou com Deus que conseguiria tentar Jó privando-o de seus filhos e rebanhos e cobrindo seu corpo com chagas, de modo que ele negaria e abandonaria a Deus. Deus também estava usando essa adversidade para testar Jó e aperfeiçoar sua fé. Jó não só não culpou a Deus, mas louvou a Deus e disse: “Receberemos de Deus o bem, e não receberemos o mal?” (Jó 2:10). “Jeová deu, e Jeová tirou; bendito seja o nome de Jeová” (Jó 1:21). Jó deu testemunho de Deus e ganhou Seu elogio e até ouviu a voz de Deus num turbilhão. Como resultado, ganhou uma fé ainda mais verdadeira em Deus e isso é uma benção ainda maior Dele. Pensei que, na superfície, parecia ser desastroso minha mãe ser prejudicada pelo grande dragão vermelho, na verdade, porém, Deus estava usando isso para nos testar e aperfeiçoar nossa fé. Isso era a exaltação de Deus. De repente, percebi que Satanás estava me observando e que Deus estava esperando que eu declarasse minha posição. Estavam esperando para ver se eu perderia minha fé em Deus, se O negaria e trairia porque minha mãe tinha sido presa. Quando percebi isso, decidi ficar do lado de Deus, não culpá-Lo nem O negar e cumprir meu dever para satisfazer a Ele. Depois de entender a intenção de Deus, parei de me preocupar tanto com minha mãe e me dispus a me submeter aos arranjos e orquestrações de Deus.

Ela foi condenada a dois anos de reeducação por meio de trabalho. Fiquei chocada quando descobri. Dois anos é muito tempo. As condições de vida e a comida na prisão são terríveis e você trabalha todos os dias. Como minha mãe sobreviveria àquelas condições infernais e maltrato brutal? Ela já tinha passado dos 50 — como seu corpo aguentaria mais daquela tortura? Certo dia, vi uma passagem das palavras de Deus que diz: “Desde o momento em que chega a este mundo chorando, você começa a cumprir seu dever. Para o plano de Deus e para Sua ordenação, você desempenha seu papel e começa a sua jornada de vida. Não importa o seu passado, não importa a jornada à sua frente, ninguém pode escapar das orquestrações e dos arranjos do Céu, e ninguém está no controle do próprio destino, pois apenas Aquele que governa todas as coisas é capaz de tal obra” (‘Deus é a fonte da vida do homem’ em “A Palavra manifesta em carne”). As palavras de Deus me ajudaram a entender que cada pessoa tem um papel e propósito em sua vida, e o curso que sua vida tomará foi preordenado por Deus muito tempo atrás. Minha mãe tinha um papel a cumprir e uma missão a completar. Dois anos na prisão era muito tempo, mas era algo pelo qual ela devia passar. Como seu corpo se sairia e quanto sofrimento ela sofreria, isso cabia a Deus. Deus permitiu que minha mãe fosse prejudicada pelo grande dragão vermelho, detida e presa a fim de testá-la. Deus estava lhe dando uma oportunidade de dar testemunho Dele. Eu deveria me orgulhar. Eu também tinha lições a aprender com essa situação. Eu devia aprender a como não me queixar e culpar a Deus quando confrontada com adversidade e como me submeter e cumprir o meu dever. Depois de entender as intenções de Deus, orei a Deus, dizendo-Lhe que minha mãe estava nas mãos Dele e pedindo que Ele a protegesse na prisão para que ela pudesse dar testemunho.

Um ano e meio depois, ouvi que minha mãe tinha sido solta mais cedo e entrei em contato com ela. Para não sermos seguidas e monitoradas pela polícia, decidimos nos encontrar numa sauna. Naquele dia, cheguei uma hora antes. Meu coração estava batendo forte: estava tão animada por ver minha mãe. Meus olhos ficaram grudados na entrada então, pela janela, vi uma mulher esquelética de meia-idade. Quando entrou, ela disse a um funcionário que a filha dela estava esperando por ela. Quando a ouvi falar, pensei: “Essa não é a voz da minha mãe?”. Levei um segundo para me dar conta. Se ela não tivesse falado, eu não a teria reconhecido. Minha mãe costumava ter uma postura alta e ereta e uma elegância refinada, mas tinha perdido muito peso e parecia mais corcunda. Parecia ser outra pessoa. Corri até ela e gritei: “Mãe!” Minha mãe se virou para mim e seu rosto estava tão abatido que não a reconheci. Seu rosto estava pálido e parecia magro e desgastado. A expressão de seus olhos era indiferente, como alguém que tinha sido superexcitado. Eu quase desmoronei quando a vi daquele jeito. Não conseguia imaginar o que ela havia sofrido na prisão — não suportava pensar nisso. Meus olhos se encheram de lágrimas. Sentado do meu lado, minha mãe apertou minha mão e perguntou como eu tinha passado esses anos. Ela disse que, na prisão, ela tinha se preocupado muito comigo e orado muito por mim. Ela temia que eu não seria capaz de lidar com o trauma e me afastaria de Deus. Quando ouviu que eu ainda acreditava em Deus e estava cumprindo meu dever, ela ficou muito feliz. Senti um aperto no coração quando vi como minha mãe tinha emagrecido quando estávamos no vestiário. Quando ela se virou, vi que ela tinha uma cicatriz em sua clavícula esquerda. A cicatriz era preta e o osso apresentava uma depressão no meio, como se tivesse sido quebrado. Não suportei vê-la assim. Engoli as lágrimas e perguntei: “Como você conseguiu essa cicatriz? A polícia espancou você? Ainda dói?”. Minha mãe não queria que eu me preocupasse e disse que tudo estava bem e que já tinha curado. Só anos depois eu soube que minha mãe tinha sido torturada brutalmente depois de presa, e um policial profissionalmente treinado tinha socado o ombro dela trinta vezes, quebrando e fraturando muitos ossos, deslocando seu ombro e muitas vértebras. Graças à proteção de Deus, minha mãe milagrosamente se recuperou totalmente e todas as suas fraturas foram curadas. Até os médicos da prisão se surpreenderam com a rapidez de sua recuperação.

Logo depois disso, tivemos de nos separar, pois minha mãe acabara de ser solta e, provavelmente, a polícia ainda a estava monitorando. Para minha segurança, tivemos de nos separar por mais um tempo. Foi muito difícil para mim, dessa vez, eu queria ficar do lado dela e ajudar a cuidar dela. Mas devido à perseguição do grande dragão vermelho, eu não podia nem cumprir minha responsabilidade como filha. Eu me sentia muito mal. A caminho de casa, imagens do corpo frágil da minha mãe e da cicatriz em sua clavícula não paravam de aparecer na minha cabeça. Sempre que uma imagem aparecia, eu sofria um novo tormento. Eu não conseguia imaginar como aqueles policiais a deviam ter torturado e brutalizado. Eu estava furiosa. O grande dragão vermelho é tão cruel e maligno! Lembrei-me de uma passagem das palavras de Deus: “Portanto, não é de surpreender que Deus encarnado continue completamente escondido: em uma sociedade obscura como esta, onde os demônios são impiedosos e desumanos, como o rei dos demônios, que mata pessoas sem piscar um olho, poderia tolerar a existência de um Deus que é amável, bondoso e também santo? Como poderia aplaudir e comemorar a chegada de Deus? Lacaios! Retribuem bondade com ódio, há muito desdenham de Deus, abusam de Deus, são selvagens ao extremo, não têm a menor consideração por Deus, saqueiam e pilham, perderam toda a consciência, contrariam toda consciência e tentam os inocentes à insensatez. Ancestrais dos antigos? Líderes adorados? Todos eles se opõem a Deus! Sua interferência deixou tudo que está debaixo do céu em estado de escuridão e caos! Liberdade religiosa? Direitos e interesses legítimos dos cidadãos? São todos truques para encobrir o pecado!” (‘Obra e entrada (8)’ em “A Palavra manifesta em carne”). Vi claramente a essência cruel e demoníaca do grande dragão vermelho que resiste a Deus. Aqueles policiais atacaram brutalmente uma mulher de meia-idade só porque ela crê em Deus e não se importavam se ela vivesse ou morresse. Isso me deixou com tanta raiva. Deus fez a humanidade, é claro, então, que deveríamos crer e adorar a Deus, mas o grande dragão vermelho faz de tudo para torturar e brutalizar as pessoas para que elas neguem e traiam a Deus. Ele é tão desprezível, maligno e cruel! Eu costumava pensar que os oficiais do governo e os policiais eram pessoas boas. Foi só após ser perseguida pelo grande dragão vermelho que percebi que suas alegações de que os cidadãos têm direitos jurídicos e liberdade religiosa são nada além de enganação e mentira. Eles prendem, perseguem, torturam e espancam freneticamente os crentes e estão ansiosos para matar todos eles. Não passam de um bando de demônios que resiste a Deus. Odeio todos eles do fundo do meu coração. Quero entregar meu coração a Deus, segui-Lo e cumprir o meu dever.

Em 2013, minha mãe foi presa mais uma vez. No início, fiquei um pouco preocupada. Pensei: “Será que mamãe será torturada de novo? Ela será condenada à prisão? Seu corpo aguentará outra sentença de prisão?”. Enquanto pensava isso, percebi imediatamente que minha mãe foi presa com a permissão de Deus. Eu devia me submeter e buscar a intenção de Deus. Lembrei-me das palavras de Deus que dizem: “Vocês já aceitaram as bênçãos que lhe foram dadas? Alguma vez já procuraram as promessas que foram feitas para vocês? Vocês, sob a orientação da Minha luz, romperão a repressão das forças das trevas. Certamente, no meio da escuridão, não perderão a luz que os guia. Vocês certamente serão os mestres de toda criação. Certamente serão vencedores diante de Satanás. Certamente, na queda do reino do grande dragão vermelho, levantar-se-ão no meio das miríades das multidões para dar testemunho da Minha vitória. Certamente serão firmes e inabaláveis na terra de Sinim. Através dos sofrimentos que vocês suportam, herdarão a bênção que vem de Mim, e certamente irradiarão Minha glória por todo o universo” (‘Capítulo 19’ das Palavras de Deus para todo o universo em “A Palavra manifesta em carne”). As palavras de Deus me ajudaram a perceber que dessa vez minha mãe tinha sido presa com a permissão de Deus. Deus usa a perseguição do grande dragão vermelho para aperfeiçoar nossa fé, dar-nos verdade, e permitir-nos dar testemunho Dele. Também ouvi meus irmãos comungando sobre crentes que tinham sido presos várias vezes e, no final, quando confrontados com a prisão pelo PCCh, eles não foram mais restringidos pela influência sombria de Satanás. Não importava quantas vezes tivessem sido presos, eles ainda acreditaram em Deus e cumpriram seus deveres quando soltos e se sentiram livres e libertados. Essa era a salvação de Deus. Quando entendi a intenção de Deus, eu me senti muito mais serena. Orei a Deus por minha mãe, pedindo que Ele a ajudasse a não ter medo da influência do grande dragão vermelho e dar um testemunho retumbante Dele. Eu não sabia por quanto tempo ficaria separada da minha mãe dessa vez, mas senti paz em meu coração. Logo depois, eu me dediquei ao cumprimento do meu dever.

Mais tarde, minha mãe me contou que, quando o policial foi verificar o arquivo dela para checar seu histórico, maravilhosamente, o registro dela não dizia nada. Minha mãe disse que, em suas prisões anteriores, ela tinha experienciado pessoalmente como Deus a guiou em adversidades e realizou obras milagrosas. Ela também ganhou um entendimento melhor da soberania onipotente de Deus e sua fé em Deus ficou mais forte. Quando o policial a perguntou como eles espalhavam o evangelho, minha mãe deu testemunho aberto da obra de Deus. Por meio da experiência da minha mãe, vi como Deus é sábio. Ele usa a perseguição do grande dragão vermelho para nos dar coragem, sabedoria e fé, para aprimorar nosso discernimento, para que possamos ver a essência demoníaca do grande dragão vermelho e desprezar e abandoná-lo totalmente. O grande dragão vermelho é apenas um peão na mão de Deus. Ele usa cada método possível para perturbar e descarrilar a obra de Deus, mas seus esforços só contribuem para o aperfeiçoamento do povo escolhido de Deus. É um tigre de papel! Tendo testemunhado a onipotência e sabedoria de Deus, sinto-me ainda mais confiante em seguir a Deus e experimentar a Sua obra. Isso me lembrou das palavras de Deus que dizem: “Quando começo formalmente a Minha obra, todos se movem conforme Eu Me movo, de modo que as pessoas em todo o universo se ocupam em harmonia Comigo, há um ‘júbilo’ em todo o universo e o homem é impulsionado adiante por Mim. Como consequência, o próprio grande dragão vermelho é açoitado até um estado de frenesi e perplexidade por Mim, ele serve à Minha obra, e, apesar de relutar, ele é incapaz de seguir os próprios desejos, ficando sem outra escolha senão a de se submeter ao Meu controle. Em todos os Meus planos, o grande dragão vermelho é o Meu contraste, o Meu inimigo e também o Meu servo; como tal, nunca relaxei os Meus ‘requisitos’. Portanto, a etapa final da obra da Minha encarnação é completada em seu lar. Dessa forma, o grande dragão vermelho é mais capaz de fazer serviço adequado para Mim, através do qual Eu irei conquistá-lo e completar o Meu plano” (‘Capítulo 29’ das Palavras de Deus para todo o universo em “A Palavra manifesta em carne”).

Eu posso ter sofrido mais do que outros filhos por casa da perseguição do grande dragão vermelho, mas, a despeito da adversidade e de momentos de fraqueza, eu fiquei mais forte. Essas experiências foram muito valiosas para mim. Elas ajudaram a me convencer profundamente de que só Deus está sempre presente para ajudar e me oferece apoio verdadeiro. Contanto que não percamos fé em Deus, Ele nos guia em adversidades e podemos testemunhar Sua obra. Estou disposta a confiar em Deus para segui-Lo com firmeza, cumprir o meu dever e retribuir o Seu amor!

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