Tortura implacável

13 de Março de 2024

Por Wu Ming, China

Um dia, em dezembro de 2000, por volta das cinco da tarde, a minha mulher e eu estávamos reunidos em casa com um irmão e uma irmã quando, de repente, ouvimos um “bang bang bang” alto na porta. Às pressas, escondi os nossos livros. Depois, seis ou sete policiais invadiram a sala. Um deles gritou: “O que estão fazendo? Estão tendo uma reunião?”. Depois de me obrigarem a assinar um mandado de busca, revistaram a casa, deixando tudo numa bagunça total. Encontraram livros da palavra de Deus e dois gravadores de fita cassete. O vice-chefe, de sobrenome Lyu, da Seção de Segurança Política se aproximou de mim com alguns livros da palavra de Deus e disse: “Isso é prova para a sua prisão”. Depois, colocaram-nos num carro. Orei silenciosamente a Deus: “Ó Deus, Tu permitiste que fôssemos pegos hoje. Não importa como a polícia me torture, recuso-me a me tornar um judas e a Te trair!”.

Quando chegamos à delegacia, eles nos interrogaram separadamente. Um policial chamado Jin me perguntou: “Quem lhe deu aqueles livros que estavam na sua casa? Quem converteu você? Quem é seu líder?”. Eu não disse uma palavra, por isso ele disse cruelmente: “Vai falar? Se não falar, está morto!”. Quando viu que eu não falaria, um policial me deu vários socos violentos na cabeça e depois me esbofeteou com força algumas vezes. Fiquei vendo estrelas, e o meu rosto ardia terrivelmente. Então ele pisou na minha coxa várias vezes com muita força. O agente Jin me bateu no rosto com uma revista enrolada e me disse com perversidade: “Não vamos perder tempo falando com ele. Amarrem-no e mostrem-lhe o que somos capazes de fazer!”. Então um policial trouxe uma corda de quase meio centímetro de espessura e me despiu, deixando-me apenas de ceroulas. Eles agarraram os meus braços e me jogaram no chão, enrolaram a corda em volta do meu pescoço, cruzando-a sobre o meu peito, depois amarraram os braços, usaram a corda para atar as mãos nas minhas costas e a enfiaram no pedaço de corda que estava em volta do meu pescoço, depois a puxaram com força. Meus ombros foram dolorosamente puxados um para o outro, e a corda fina cortou a minha carne. Meus braços pareciam ter se partido, e eu estava sentindo uma dor tremenda. Obrigaram-me a abrir as pernas em 90 graus e a inclinar a cabeça para baixo com quadril inclinado também em 90 graus. Em pouco tempo, fiquei tonto e senti como se os meus olhos estivessem saltando da cabeça. O suor ficou pingando do meu rosto, cobrindo todo o chão. Eu estava cansado e com dores, meu corpo tremia, e minhas pernas não me sustentavam. Eu quis aproximar as pernas e descansar por um momento, mas se me mexesse só um pouquinho, Jin me dava um chute no traseiro e me mandava ficar imóvel. A dor era insuportável. Eu estava furioso e cheio de ódio e pensei: “Há tantos criminosos que vocês não perseguem. Acredito em Deus e trilho a senda certa, não violo nenhuma lei, mas vocês estão me torturando. Isso é incrivelmente maligno!”. Lembrei-me das palavras de Deus que dizem: “Ancestrais dos antigos? Líderes adorados? Todos eles se opõem a Deus! Sua interferência deixou tudo que está debaixo do céu em estado de escuridão e caos! Liberdade religiosa? Direitos e interesses legítimos dos cidadãos? São todos truques para encobrir o pecado!(A Palavra, vol. 1: A aparição e a obra de Deus, “Obra e entrada (8)”). Finalmente vi a cara feia do PC Chinês como realmente é. Eles dizem “liberdade de religião” e “a polícia do povo é pelo povo”, mas é tudo mentira! O Partido Comunista mantém a pretensão de honrar a liberdade de crença, mas, na realidade, eles são implacáveis com os crentes e adorariam aniquilar todos nós. O Partido Comunista é Satanás, o diabo, que resiste e odeia a Deus. Eu pensei: “Quanto mais me torturarem, mais fé terei, até o fim!”.

Cerca de meia hora mais tarde, todo o meu corpo estava fraco, e a cabeça e os olhos estavam inchados. Minhas pernas estavam totalmente dormentes, e eu tinha perdido a sensibilidade nos braços e nas mãos. Minha roupa estava ensopada. Foi então que ouvi o Jin dizer: “Não podemos usar a corda por mais de meia hora, caso contrário os braços ficam incapacitados”. Depois que ele disse isso, eles desataram a corda. No momento em que tiraram a corda, eu caí no chão, meu corpo inteiro doendo. Depois, dois policiais agarraram as minhas mãos de ambos os lados e giraram meus braços em círculos como se estivessem girando uma grande corda. Depois de alguns giros, senti uma dor extrema nas mãos. Jin me perguntou novamente: “Onde conseguiu aqueles livros? Quem é o seu líder? Quem converteu você? Diga-me agora!”. Em seguida, Lyu disse, com gentileza falsa: “Basta nos contar, não é nada demais. Se nos contar, não terá que sofrer mais”. Eu pensei: “Jamais eu entregaria os meus irmãos!”. Desesperado por eu não falar, Jin disse: “Ponham-no de volta na corda e vamos ver quanto tempo ele aguenta!”. Voltaram a me amarrar. Dessa vez, eles me amarraram com mais força do que antes. A corda cortou minha carne nos mesmos lugares, e a dor foi ainda maior do que da primeira vez. No meu coração, continuei orando a Deus, pedindo que Ele me desse fé e me ajudasse a superar a dor da carne. Passados trinta minutos, viram que eu não lhes responderia e soltaram a corda.

Por volta da meia-noite e meia, a polícia me levou para uma casa de detenção. Na casa de detenção, eu só comia duas refeições por dia, sendo que cada refeição consistia apenas em um pãozinho cozido a vapor e uma pequena porção de vegetais. Os pãezinhos estavam cheios de espiga de milho, metade dos legumes estava podre, e o fundo da tigela estava cheio de lama. Todos os dias, das seis da manhã às oito da noite, eu era obrigado a me sentar de pernas cruzadas, exceto para as refeições e a meia hora de manhã em que eu podia ir para fora. Se eu me mexesse um pouco sequer enquanto estava sentado, alguém me batia. Havia um corte nos meus ombros, por causa da tortura com a corda na delegacia. O líquido amarelo que escorria dele impregnava as minhas roupas, e os meus pulsos também tinham começado a sangrar e a inchar até ficar roxos. Todas as articulações do meu corpo doíam insuportavelmente, e até levantar-me para ir ao banheiro era muito difícil. Eu achei que não era um lugar adequado para humanos e não sabia quando aqueles dias sombrios na prisão finalmente acabariam. Esses pensamentos realmente me atormentavam. No meio da minha dor, orei a Deus sem parar, pedindo que Ele me guiasse para que eu pudesse compreender a vontade Dele, ser forte e permanecer firme no meu testemunho. Lembrei-me das palavras de Deus: “Durante estes últimos dias, vocês devem dar testemunho de Deus. Não importa quão grande seja o sofrimento de vocês, devem caminhar até o fim e até mesmo até seu último suspiro, ainda assim vocês devem ser fiéis a Deus e ficar à mercê de Deus; só isso é realmente amar a Deus e apenas isso é o testemunho forte e retumbante(A Palavra, vol. 1: A aparição e a obra de Deus, “Somente experimentando provações dolorosas é que você pode conhecer a amabilidade de Deus”). Pensar nas palavras de Deus foi encorajador para mim. Eu estava nessa situação com a permissão de Deus. Deus estava usando esse ambiente árduo para aperfeiçoar a minha fé e o meu amor. Ele esperava que eu conseguisse permanecer firme no meu testemunho e humilhar Satanás. Mas se eu quisesse escapar depois de sofrer um pouco, que tipo de testemunho seria esse? Apesar de ter sofrido a tortura da polícia, isso me ajudou a ver claramente a essência demoníaca do Partido Comunista em sua resistência a Deus para que eu pudesse odiá-lo e renunciar a ele do fundo do meu coração e a deixar de ser enganado por ele. Foi a salvação de Deus para mim. Eu me senti menos miserável quando entendi a vontade de Deus. Fiz um juramento a mim mesmo: “Não importa quanto sofra, continuarei a confiar em Deus e ter firmeza no meu testemunho Dele”.

Um dia, alguém da Seção de Segurança Política veio interrogar-me, e eu fiquei um pouco nervoso. Não sabia que tipo de tortura iriam usar em mim. Orei silenciosamente a Deus e pedi que Ele protegesse o meu coração. Na sala de interrogatório, o vice-chefe Lyu disse com falsidade: “Basta confessar e você poderá ir para casa. Fomos até a sua casa. Seus filhos são tão novos — é tão triste que não haja ninguém para tomar conta deles. Conte-nos”. Foi difícil suportar ouvi-lo mencionar os meus filhos. Eu pensei: “A minha esposa e eu fomos ambos presos pelo Partido Comunista, e agora até os nossos filhos estão sendo implicados. Como é que eles sobreviverão sem ninguém que cuide deles numa idade tão tenra?”. Foi então que me lembrei das palavras de Deus que dizem: “Em todos os momentos, Meu povo deveria estar em guarda contra os ardilosos esquemas de Satanás, protegendo o portal da Minha casa para Mim […] de modo a evitar que caiam na armadilha de Satanás, quando então seria tarde demais para arrependimentos(A Palavra, vol. 1: A aparição e a obra de Deus, “Palavras de Deus para todo o universo, Capítulo 3”). Percebi que era um truque de Satanás. Os policiais estavam usando as minhas emoções para me seduzir para trair a Deus. Eu não podia cair nessa. Então me lembrei das palavras de Deus que dizem: “De tudo que ocorre no universo, não há nada no qual Eu não tenha a palavra final. Existe alguma coisa que não esteja em Minhas mãos?(A Palavra, vol. 1: A aparição e a obra de Deus, “Palavras de Deus para todo o universo, Capítulo 1”). Deus governa sobre tudo, e os meus filhos estavam nas mãos Dele. Eu estava disposto a confiar os meus filhos a Deus, e, independentemente dos truques que a polícia usasse contra mim, eu ficaria firme e nunca me tornaria um judas! Lyu continuou a interrogar-me sobre a igreja, e quando eu não respondia, Jin me socava e chutava, gritando enquanto me batia: “Se não falar eu te espanco até a morte!”. Minha cabeça estava girando por causa do espancamento. Jin me bateu por algum tempo até ficar sem fôlego, e então disse ferozmente: “Acha que vai ficar bem se não falar? Ainda assim será condenado à prisão! Temos os nossos jeitos de lidar com você”. Enquanto falava, ele tirou meu casaco, sapatos de algodão e meias à força. Arregaçou minhas calças para expor minhas panturrilhas, depois me arrastou até um grande caminhão do lado de fora da sala de interrogatório, depois algemou as minhas mãos à maçaneta da porta. A porta estava tão alta que as minhas mãos ficaram sobre a minha cabeça quando algemadas à maçaneta. Havia mais de um metro de neve no chão. Jin limpou cerca de três metros quadrados de neve em volta de onde eu estava, expondo terreno arenoso com uma fina camada de gelo por cima. Ele me obrigou a ficar de pé sobre o gelo com meus pés descalços e disse ferozmente: “Se não falar, vai se congelar até quase morrer. Será um aleijado pelo resto da vida!”. Depois, voltou para dentro.

Aquele inverno estava particularmente frio. Fazia cerca de 20 graus abaixo de zero ao ar livre. Senti frio até os ossos assim que fui algemado, e o local em que eu me encontrava era exposto ao vento que soprava. Lentamente, fui perdendo a sensibilidade no corpo. Fiquei orando a Deus no meu coração: “Deus, estou me entregando totalmente às Tuas mãos. Por favor, dá-me fé e força e a vontade para passar por esse sofrimento”. Depois de orar, cantei em silêncio um hino das palavras de Deus “Você deve abandonar tudo pela verdade”:

1 Você deve sofrer dificuldades pela verdade, deve se entregar à verdade, deve suportar humilhação pela verdade e, para ganhar mais da verdade, você deve passar por mais sofrimento. É isso que você deveria fazer. […]

2 Você deveria buscar tudo que é belo e bom e buscar uma senda na vida que seja mais significativa. Se você levar uma vida tão vulgar e não buscar quaisquer objetivos, você não desperdiça a vida? O que você pode ganhar com uma vida assim? Você deveria abandonar todos os prazeres da carne em favor da verdade e não deveria jogar fora todas as verdades em favor de um pouco de prazer. Pessoas assim não têm integridade nem dignidade; sua existência não faz sentido!

A Palavra, vol. 1: A aparição e a obra de Deus, “As experiências de Pedro: seu conhecimento de castigo e julgamento”

Isso me encorajou. Eu não devia ceder a Satanás. Mesmo que eu congelasse até a morte nesse dia, eu ficaria firme no meu testemunho de Deus! Cerca de meia hora depois, um guarda da casa de detenção passou e me viu algemado à porta do caminhão. Enquanto ia até a sala de interrogatório, ele gritou em voz alta: “Vocês não podem interrogar pessoas desse jeito. Não podemos aceitar ninguém que vocês congelaram até quase morrer!”. Logo após o guarda entrar, Jin e os outros saíram e me arrastaram de volta para dentro. A essa altura, minhas mãos e meus pés já tinham perdido toda a sensibilidade, minha boca estava entorpecida de frio e meu coração estava palpitando. Fiquei sentado no chão por mais de uma hora até começar a esquentar novamente. Lyu me viu com dor e exultou: “Você é pior do que um ladrão — eles pelo menos têm habilidade. Vocês passam por tanta dor só para acreditar em Deus, isso realmente não vale a pena. Mesmo que não fale, você será condenado”. Fiquei enfurecido ao ouvir isso. Esses policiais viram a verdade de ponta-cabeça. Eles acreditam que roubar é uma habilidade, mas tratam a nós crentes, que trilhamos a senda correta, como criminosos, como seus inimigos mortais que deveriam ser torturados de forma tão desumana! Olhando para os seus rostos vis, eu os amaldiçoei no meu coração. Finalmente, viram que eu não pretendia falar, por isso mandaram-me de volta para a cela.

Naquela noite, meus pés coçavam e doíam, e bolhas começaram a se formar neles. Eles estavam cobertos de bolhas de sangue na manhã seguinte, como se eu tivesse sido queimado com água quente. Uma emergia após a outra; as maiores tinham o tamanho de gemas de ovo, e as pequenas, o tamanho da ponta de um dedo. Eu não conseguia andar e queria coçá-las, mas não ousei. Quando as bolhas de sangue estouraram, elas ficaram grudadas às minhas meias. Minhas panturrilhas estavam completamente entorpecidas e coçavam. Fiquei com febre e o meu rosto ficou muito vermelho. No terceiro dia, meus pés tinham infeccionado e estavam tão inchados que não cabiam nem nos maiores chinelos. Minhas panturrilhas tinham inchado ao dobro do tamanho normal, e meus tornozelos estavam pretos e roxos. Com medo de serem responsabilizados, os guardas me mandaram para o hospital. O médico disse que o meu tornozelo direito estava infeccionado e apodrecendo, e que eu precisava ser operado. Na sala de operações, ouvi o médico dizer aos outros funcionários: “Tivemos outro prisioneiro igual a este uns dias atrás. A perna estava infectada do mesmo jeito; e ele morreu de osteomielite”. Assustei-me ao ouvir o médico dizer isso. Meus pés estavam infeccionados e eu nem conseguia andar. Eu também teria osteomielite? Se sim, eu acabaria morrendo ou ficaria incapacitado. O que eu faria, então? Eu ainda era tão jovem, e toda a minha família dependia de mim. Quanto mais eu pensava, mais sofria, e então me lembrei de um hino das palavras de Deus intitulado “Como ser aperfeiçoado”: “Quando encarar sofrimentos, você deve ser capaz de deixar de lado qualquer preocupação com a carne e de não fazer reclamações contra Deus. Quando Deus Se esconde de você, você deve ser capaz de ter a fé para segui-Lo e de manter seu antigo amor sem permitir que fraqueje ou se dissipe. Não importa o que Deus faça, você deve se submeter ao Seu desígnio e estar preparado para amaldiçoar a própria carne em vez de fazer reclamações contra Ele. Quando encarar provações, você deve satisfazer a Deus, embora você possa chorar amargamente ou se sentir relutante em se separar de algum objeto amado. Somente isso é amor e fé verdadeiros(A Palavra, vol. 1: A aparição e a obra de Deus, “Aqueles que hão de ser aperfeiçoados devem passar pelo refinamento”). As palavras de Deus me deram fé e força. Quando sou confrontado com o sofrimento, Deus quer que eu tenha fé e persevere para que eu possa permanecer firme no meu testemunho. Pensando nas últimas vezes em que fora torturado, eu achei que tinha muita fé. Quando vi que tinha sido tão gravemente ferido pelo frio, comecei a me preocupar pela minha vida e o meu futuro. Tive medo de morrer e perder a função nas pernas. Minha estatura era verdadeiramente pequena. Eu não mostrava verdadeira fé nem submissão a Deus. Pensando nessas coisas, orei a Deus: “Ó Deus! Não quero pensar mais em mim. Obedecerei aos Teus arranjos e orquestrações, e mesmo que eu morra, continuarei firme e satisfazendo a Ti”. Enquanto estava no hospital, a polícia me manteve algemado à cama o tempo todo. Só me soltavam para usar o banheiro e para comer. Um dia, quando fui ao banheiro, duas pacientes passaram e perguntaram que crime eu tinha cometido. Jin disse: “Ele é um estuprador!”. As mulheres olharam para mim com desprezo. Eu fiquei indignado. A polícia sempre distorce a verdade e inventa mentiras!

O inchaço nas minhas pernas diminuiu após algumas semanas, mas eu ainda mancava quando andava. Os guardas me levaram de volta para a casa de detenção. Um dia, três novos policiais vieram me interrogar. Quando me viram conectado a um soro, eles disseram cruelmente: “Retirem isso! Estão sendo gentis demais com ele, deixando-o usar soro. Já basta terem permitido que vivesse!”. Furioso, eu pensei: “Esses demônios, eles me congelaram quase até a morte e depois dizem que foram gentis demais. Eles são muito cruéis e impiedosos!”.

Na sala de interrogatório, um policial disse: “Seu caso está agora nas mãos da nossa Brigada da Polícia Criminal. A Seção de Segurança Política pode não ser capaz de lidar com você, mas sempre temos os nossos jeitos!”. Vendo o rosto perverso e horrendo de cada um deles, fiquei nervoso e comecei a suar. Eu tinha ouvido dizer que a Brigada da Polícia Criminal era responsável pelos casos importantes. Eram particularmente cruéis e impiedosos em seus métodos de tortura. Eu não sabia como me torturariam. Eu conseguiria suportar isso? Orei rapidamente a Deus para que Ele me desse fé e a determinação para suportar o sofrimento. Então o policial disse: “Sempre conseguimos fazer com que os mais durões confessem aqui. A Brigada da Polícia Criminal é especializada na punição de pessoas. Não nos importamos se os crentes em Deus Todo-Poderoso vivem ou morrem, por isso apresse-se e confesse!”. Eu disse: “Não tenho nada a dizer”. Enfurecido, ele me deu uma bofetada no rosto com uma mão e depois com a outra. Fiquei atordoado. As únicas coisas que eu conseguia sentir eram o meu rosto com dores terríveis, com sangue escorrendo pelos cantos da boca, e que a minha boca e o meu rosto tinham inchado. Quando vi como todos eles eram robustos e como podiam ser brutais, fiquei muito preocupado: “Se isso continuar, será que me espancarão a ponto da incapacidade ou da morte? Se eu não aguentar a tortura e trair, eu serei um judas”. Rapidamente vim para diante Deus e orei. Depois da oração, lembrei-me de uma frase das palavras de Deus: “A fé é como uma ponte de um tronco só: aqueles que se agarram abjetamente à vida terão dificuldade para cruzá-la, mas aqueles que estão prontos para se sacrificar podem atravessá-la de pé firme e sem preocupação(A Palavra, vol. 1: A aparição e a obra de Deus, “Declarações de Cristo no princípio, Capítulo 6”). As palavras de Deus me deram fé, e eu resolvi: “Não importa quanto me espanquem hoje, não me tornarei um judas!”. Eles me bateram no rosto e me chutaram com força mais algumas vezes. Depois, colocaram-me de novo na corda, como da vez anterior. Mas dessa vez foi ainda pior. Puxaram meus braços para as costas e puxaram a corda para cima com força. Parecia que os meus braços estavam se partindo, e a dor era terrível. Meia hora depois, minhas mãos estavam pretas e roxas, e eles me desamarram quando viram que eu estava no fim das minhas forças. Após outra meia hora, vendo que os meus pulsos tinham se recuperado um pouco, eles me colocaram na corda pela segunda vez. Dessa vez, trouxeram um esfregão. Enfiaram o cabo atrás da corda em volta da parte de trás do meu pescoço e o giraram duas vezes para que a corda ficasse ainda mais apertada nos meus braços e ombros. Um dos policiais estava sentado numa cadeira e segurava o esfregão atrás de mim, empurrando-o com força para baixo. Senti uma dor insuportável nos braços, e parecia que eles iam quebrar. Enquanto empurrava o esfregão para baixo, ele não parava de me perguntar: “Quantos vocês são? Quem é o seu líder?”. Quando viram que eu não ia responder, trouxeram três garrafas de cerveja e as enfiaram debaixo dos meus braços. Parecia que os meus braços estavam sendo puxados para baixo, e a dor foi tão penetrante que eu quase desmaiei. Continuei orando a Deus e pedindo que Ele me desse força. Depois, dois policiais se aproximaram de cada lado de mim, levantaram a minha camisa, e usaram a abertura de uma garrafa de água para raspar com força ao longo das costelas. Doeu tanto que eu gritei. Um policial gritou comigo: “Está com dor, então por que não pede ao seu Deus que o salve, hein? Se está com tanta dor, fale!”. E o tempo todo ficavam raspando as minhas costelas com força, para trás e para a frente, até rasgarem a pele. Foi agonizante. Depois pressionaram minha cabeça com força e, exasperados, disseram: “Se não estiver funcionando, nós o levaremos para um lugar onde ninguém esteja por perto e o espancaremos até a morte. É melhor ser um ladrão do que um desses crentes em Deus. Um pouco de sofrimento vale a pena se você conseguir um dinheiro!”. Então, um policial disse: “Basta falar, esse sofrimento não vale a pena. Se você falar, tudo isso acabará”. Senti que o meu corpo tinha atingido o limite, e pensei: “E se eu lhes disser algo que não é importante? Talvez eu sofra um pouco menos”. Mas depois percebi que, se dissesse algo, eu seria um judas e trairia Deus. Eu não podia dizer nada. Eu continuei orando a Deus: “Ó Deus! Já não aguento mais. Dá-me forças e protege-me para que eu possa continuar firme no meu testemunho”. Depois de orar, lembrei-me das palavras de Deus: “Durante estes últimos dias, vocês devem dar testemunho de Deus. Não importa quão grande seja o sofrimento de vocês, devem caminhar até o fim e até mesmo até seu último suspiro, ainda assim vocês devem ser fiéis a Deus e ficar à mercê de Deus; só isso é realmente amar a Deus e apenas isso é o testemunho forte e retumbante(A Palavra, vol. 1: A aparição e a obra de Deus, “Somente experimentando provações dolorosas é que você pode conhecer a amabilidade de Deus”). As palavras de Deus restauraram as minhas forças. Pude sentir a Sua orientação constante ao meu lado. Por mais que sofresse, eu confiaria em Deus e passaria por isso. Orei a Ele: “Deus, Tu sabes quanto eu consigo suportar. Não importa como me torturem, não Te trairei. Se realmente não suportar mais dor, prefiro morrer a tornar-me um judas”.

Depois da segunda rodada, fiquei caído no chão. Eu mal tinha me recuperado quando um policial me puxou para cima pelo colarinho e me empurrou contra uma parede. Ele me estrangulou com muita força e disse selvagemente: “Hoje eu te estrangularei!”. Sem conseguir respirar, usei todas as minhas forças para afastá-lo de mim. Ele recuou e pareceu perplexo. Também achei surpreendente. Após um mês de tortura, eu estava bastante frágil. Nesse dia, eu já tinha passado por um pouco de tortura e já não tinha forças. Não tinha imaginado que ainda fosse capaz de empurrá-lo para longe. Eu sabia que era Deus que estava me ajudando e me dando força. Eles continuaram me torturando até depois de uma da tarde. Enfurecido, um dos policiais criminais disse: “Você é teimoso demais. Continuaremos amanhã e veremos por quanto tempo conseguirá resistir. Se não falar, nós o interrogaremos todos os dias até falar!”. À noite, eu estava deitado no meu beliche, todo o meu corpo estava ferido. A pele em volta das minhas costelas estava toda cortada, e até respirar doía. Meus braços doíam tanto que eu nem sequer consegui tirar a camisa. Levantei o colarinho e vi que as feridas nos meus ombros que tinham sarado estavam abertas de novo. Meus pulsos tinham marcas de sangue devido à pressão da corda. Aqueles demônios fariam qualquer coisa, por mais cruel que fosse, para me forçar a trair Deus e entregar os meus irmãos. Eles queriam me matar. Eram um bando de demônios que odiavam a verdade, que odiavam a Deus! Pensei em como o policial disse que continuariam a me interrogar de novo no dia seguinte e senti assomos de covardia e medo: “A tortura será pior ainda amanhã? Será que me torturarão até a morte? Esses policiais malignos não descansarão enquanto eu não lhes falar da igreja. Mas se eu falar, serei um judas que trai a Deus, e se não falar, é muito provável que seja torturado até a morte”. Eu orei repetidamente a Deus: “Ó Deus, a minha estatura é baixa demais, não consigo passar por essa tortura sozinho, mas não quero ser um judas e trair-Te. Por favor, ajuda-me e guia-me”. Depois de orar, lembrei-me das palavras de Deus: “Para com aqueles que não Me ofereceram sequer um pingo de lealdade durante tempos de adversidade, Eu não terei mais misericórdia, pois Minha misericórdia vai só até esse ponto. Não tenho apreço algum, além disso, por quem quer que já tenha Me traído, muito menos gosto de Me associar com quem trai os interesses de seus amigos. Esse é Meu caráter, seja quem for a pessoa. Eu devo lhes dizer isto: qualquer um que partir Meu coração não receberá clemência de Mim pela segunda vez, e qualquer um que tiver sido fiel a Mim ficará para sempre no Meu coração(A Palavra, vol. 1: A aparição e a obra de Deus, “Prepare boas ações suficientes para o seu destino”). Refleti repetidamente sobre essas palavras. Eu sabia que o caráter de Deus é justo e não tolera ofensas. Se eu traísse Deus e entregasse os meus irmãos para evitar sofrimento, eu estaria ofendendo o caráter de Deus e acabaria sofrendo um castigo. Pensei em toda essa experiência. Se não fosse pela orientação das palavras de Deus, eu não teria sido capaz de superar a tortura brutal da polícia. O fato de eu ainda estar vivo se deve à proteção de Deus. Minha vida e minha morte estão nas mãos de Deus. Sem a permissão de Deus, Satanás não pode tirar a minha vida. Com isso em mente, tive a determinação de dar o meu melhor para ser firme no testemunho de Deus. Para a minha surpresa, assim que obtive a confiança para enfrentar o interrogatório seguinte, eles não voltaram. Mais ou menos um mês depois, Lyu me informou: “Seu caso está encerrado. Você foi condenado a um ano. Sua família arranjou sua soltura sob fiança. Quando chegar em casa, deverá ficar em casa por um ano. Quando for chamado, deverá comparecer imediatamente”.

Depois da minha soltura, a fim de evitar a vigilância policial, tive que sair de casa para cumprir o meu dever em outros lugares. Essa prisão e a perseguição do PC Chinês me ajudaram a ver claramente a essência demoníaca do seu ódio e resistência a Deus. Eu o odiava profundamente. Também senti o amor e a salvação de Deus por mim. Quando quase não consegui lidar com mais sofrimento devido à tortura, Deus esteve sempre comigo, vigiando-me e protegendo-me e usando as Suas palavras para me guiar e me dar fé e força para que eu pudesse vencer a crueldade daqueles demônios e ter a determinação de entregar a minha vida a Deus e ser firme no testemunho Dele. Graças a Deus!

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