A luz brilhante da vida no covil dos monstros sombrios

14 de Outubro de 2019

Por Lin Ying, Província de Shandong

Meu nome é Lin Ying, e sou uma cristã na Igreja de Deus Todo-Poderoso. Antes de começar a crer em Deus Todo-Poderoso, eu sempre queria confiar em minhas próprias habilidades e trabalhar duro para melhorar um pouco a minha vida, mas as coisas não saíam do jeito que eu queria; em vez disso, eu me batia contra muro após muro e sofria um revés após o outro. Depois de receber minha dose das amargas adversidades da vida, corpo e mente estavam exaustos, e eu sofria de maneira indescritível. Em meio à minha dor e desespero, uma irmã pregou o evangelho dos últimos dias de Deus Todo-Poderoso para mim. Quando li as palavras de Deus, que diziam: “Quando você estiver enfadado e quando começar a sentir um pouco da triste desolação deste mundo, não fique perdido, não chore. Deus Todo-Poderoso, o Vigia, abraçará a sua chegada a qualquer tempo” (de ‘O suspirar do Todo-Poderoso’ em “A Palavra manifesta em carne”), eu não consegui impedir minhas lágrimas. As palavras maternais de Deus Todo-Poderoso me consolaram imensamente, e eu me senti como uma órfã que tinha vagado por muitos anos e finalmente encontrou o caminho de volta para o abraço de sua mãe — eu não me senti mais solitária e impotente. A partir daquele dia, li avidamente as palavras de Deus todos os dias. Participando de reuniões e comungando com os irmãos e irmãs na Igreja de Deus Todo-Poderoso, vim a entender muitas verdades e vi que essas pessoas eram todas tão boas e honestas. Não havia disputas invejosas entre elas, e elas não tramavam umas contra as outras, e sempre que alguém tinha um problema, todos os irmãos e irmãs comungavam sobre a verdade com sinceridade para ajudar a resolvê-lo. Ajuda sempre era oferecida incondicionalmente, e ninguém jamais pedia algo em troca, e em seu meio tive uma sensação de liberação e alegria que jamais havia sentido antes. Eu tinha uma sensação profunda de que a Igreja de Deus Todo-Poderoso era um lugar de pureza e adquiri a certeza de que Deus Todo-Poderoso é o único Deus verdadeiro capaz de salvar a humanidade do mar de sofrimento! No entanto, justamente quando eu estava desfrutando o amor de Deus, o governo do Partido Comunista Chinês (PCC) me prendeu e perseguiu de modo ilegítimo e destruiu minha vida feliz e cheia de alegria.

No meio da noite de 12 de agosto de 2003, eu dormia profundamente quando, de repente, fui acordada por fortes batidas na porta e ouvi alguém gritar: “Abra! Abra!” Antes mesmo de conseguir me vestir, ouvi um baque alto, a porta do meu apartamento arrebentou, e seis policiais violentos e selvagens entraram correndo. Chocada, perguntei: “Do que se trata tudo isso?” O líder dos policiais me repreendeu, dizendo: “Não se faça de boba!” Então, com um gesto de sua mão, gritou: “Revirem este lugar!” Vários policiais começaram a vasculhar meus guarda-roupas e armários como se fossem ladrões. Dentro de instantes, meus tachos e panelas, minhas roupas, meus lençóis, minha comida… tudo estava espalhado pelo chão, e meu apartamento estava um caos total. Após revistarem meu lar, eles me empurraram e arrastaram até uma viatura. Pegaram um tocador de CDs que eu tinha acabado de comprar e que valia 240 yuans, 80 yuans em dinheiro e uma pilha de livros com as palavras de Deus. Nem em meus piores sonhos eu teria imaginado tal cena: isso era algo que acontecia apenas em programas de TV, mas agora estava acontecendo comigo. Senti pânico e medo incríveis, e meu coração estava batendo forte. Orei constantemente a Deus, pedindo que Ele me protegesse para que eu pudesse ser testemunha Dele e morresse antes de entregar meus irmãos e irmãs e me tornar um Judas. Naquele momento, as palavras de Deus Todo-Poderoso repentinamente me vieram à mente: “Você não deve ter medo disto e daquilo. Sejam quais forem as muitas dificuldades e perigos que você enfrentar, você deve permanecer firme diante de Mim; não se deixe obstruir por coisa alguma para que Minha vontade possa ser realizada. […] Não tema; com Meu apoio, quem poderia jamais bloquear o caminho? Lembre-se disso! Lembre-se!” (de ‘Capítulo 10’ das Declarações de Cristo no princípio em “A Palavra manifesta em carne”). As palavras de Deus me consolaram muito e ajudaram meu coração a se acalmar aos poucos. Elas me fizeram perceber que Aquele em que eu acreditava é o Governante que criou todas as coisas no céu e na terra, que todas as coisas estão em Suas mãos, que Satanás e os demônios estão sob Seus pés e que, sem a permissão de Deus, não havia nada que Satanás pudesse fazer comigo. Agora eu me encontrava num momento crucial na batalha de Deus com Satanás: esse era o momento em que Deus precisava que eu testificasse, estava na hora de eu experimentar as palavras de Deus e ganhar a verdade; eu sabia que devia assumir uma posição e praticar de acordo com as palavras de Deus e que jamais me curvaria diante de Satanás nem cederia a ele!

Com muito barulho, a viatura entrou no pátio da delegacia. Assim que parou, os policiais me puxaram rudemente para fora dela. Avancei cambaleando, de braços estendidos, e só parei quando me choquei contra uma parede. Pude ouvi-los rindo histericamente atrás de mim. Então me empurraram para dentro de uma sala pequena e, antes de conseguir recuperar meu fôlego, um dos policiais leu uma lista de nomes e perguntou se eu reconhecia algum deles. Quando viram que eu não respondia, eles me cercaram, me bateram e chutaram, me xingando enquanto faziam isso. Então um policial perverso me agarrou pelo cabelo, me puxou para o alto e me bateu com força no rosto duas vezes. Minha cabeça começou a girar, e minha visão ficou embaçada. Sangue claro e vermelho escorria do canto da minha boca.

Então, um dos policiais pegou uma folha de papel com uma lista de nomes e a jogou na minha cara, dizendo ferozmente: “Você conhece essas pessoas! Como você se chama?” Naquele momento, eu estava sentindo tamanha dor que nem conseguia falar, e, quando viram que eu não responderia, três policiais perversos me assaltaram, me espancaram e chutaram novamente até eu desmaiar.

Na madrugada seguinte, os policiais perversos me levaram até uma sala de interrogatório na Seção de Investigação Criminal da Secretaria de Segurança Pública. Quando fui conduzida para o interior da sala, vi vários homens robustos que me olharam como se quisessem me matar. A sala estava cheia de todos os tipos de instrumentos de tortura, e, ao deparar-me com a cena, senti uma angústia imediata — eu me sentia como se tivesse caído numa cova de demônios. Eu estava absolutamente aterrorizada, e sentimentos de medo e insegurança me assaltaram novamente. Pensei comigo mesma: “Ontem, eles me torturaram daquele jeito, e aquilo nem era o interrogatório oficial. Parece que não há como escapar daquilo que acontecerá hoje. Serei capaz de resistir se me submeterem a uma tortura cruel?” Eu fiz uma oração sincera a Deus: “Ó, Deus. Estou com tanto medo neste instante e temo que não serei capaz de suportar a tortura à qual esses demônios me submeterão e que perderei meu testemunho. Por favor, protege meu coração. Prefiro ser espancada até a morte do que trair a Ti!” Então, uma passagem das palavras de Deus apareceu em minha mente: “De fora, os poderosos podem parecer perversos, mas não temam, pois isso é porque vocês têm pouca fé. Se sua fé aumentar, nada será difícil demais” (de ‘Capítulo 75’ das Declarações de Cristo no princípio em “A Palavra manifesta em carne”). As palavras de Deus têm autoridade e poder. Elas me encheram imediatamente com força interior, e pensei: “Com Deus ao meu lado, nada temerei. Não importa como tentem me intimidar, eles são apenas tigres de papel que só parecem ferozes por fora. Nada preciso temer deles, pois já foram derrotados por Deus”. Naquele momento, um dos policiais perversos gritou: “Diga-nos qual é a sua posição na igreja! Quem é seu superior?” Visto que eu tinha as palavras de Deus como meu apoio, não senti medo nenhum e, assim, não respondi às suas perguntas. Quando viu como eu me recusava a responder, ele rugiu como uma besta enfurecida: “Coloquem essa vadia fedorenta de pé! Façam com que fique na ponta dos pés para que ela sinta na pele que não estamos de brincadeira!” Dois policiais perversos vieram e rudemente torceram meus braços atrás das minhas costas e os levantaram. Imediatamente, senti uma dor lacerante e soltei um grito, depois desmaiei… Quando acordei, vi que eu estava deitada no chão e que meu nariz tinha sangrado. Entendi que, depois de desmaiar, os policiais perversos tinham simplesmente me jogado no chão. Quando viram que eu tinha despertado, eles me arrastaram para uma sala que era tão escura que eu nem conseguia ver minha mão na frente do meu rosto. A escuridão era absoluta, a sala era fria e úmida, fedia a urina, e eu quase não conseguia respirar. Ao fechar a porta, um dos policiais perversos disse acidamente: “Repense. Se você não confessar, deixaremos você morrer de fome”. Despenquei no chão gelado. Todo o meu corpo doía, e eu me senti fraca e desanimada em meu coração. Pensei: “É uma lei inalterável que um ser criado acredite em Deus e adore a Deus, o que, então, pode haver de errado em crer em Deus Todo-Poderoso? Crer em Deus nos permite trilhar a senda certa, e isso não é ilegal nem é um crime. Mesmo assim, esse bando de diabos está me tratando como se eu tivesse cometido um crime que merece ser punido com a morte. Isso é simplesmente intolerável!” Enquanto sofria em minha dor, lembrei-me de um hino das palavras de Deus: “Ninguém pode tirar a obra que foi feita em vocês nem as bênçãos que lhes foram concedidas, e ninguém pode tirar tudo o que foi dado a vocês. […] Por causa disso, vocês devem ser ainda mais dedicados a Deus e ainda mais leais a Deus. Posto que Deus o levanta, você deve aumentar seus esforços e deve preparar sua estatura para aceitar as comissões de Deus. Deve manter-se firme no lugar que Deus lhe deu, buscar tornar-se um do povo de Deus, aceitar o treinamento do reino, ser ganho por Deus e, finalmente, tornar-se um glorioso testemunho de Deus. Se já possui tais resoluções, você, por fim, tem a certeza de ser ganho por Deus e se tornará um glorioso testemunho de Deus. Você deve entender que a principal comissão é ser ganho por Deus e tornar-se um glorioso testemunho de Deus. Essa é a vontade de Deus” (de ‘Você não pode decepcionar a vontade de Deus’ em “Seguir o Cordeiro e cantar cânticos novos”). Continuei cantando mentalmente, e calor se espalhou por todo o meu corpo. Senti como se Deus estivesse ao meu lado, confortando-me e encorajando-me como uma mãe amorosa temendo que eu pudesse enfraquecer, cair e perder minha fé, e admoestando-me e incentivando-me afetuosamente. Era como se Ele estivesse me dizendo que essa situação dolorosa em que eu me encontrava era um treinamento para o reino, que era um testemunho de vitória sobre Satanás a fim de receber a bênção eterna de Deus, que era a riqueza mais preciosa na vida que Deus podia dar e que era um lindo testemunho especialmente suportado pela entrada no reino. Fiquei tão comovida que lágrimas jorraram dos meus olhos e pensei: “Ó Deus Todo-Poderoso, eu me lembrarei bem daquilo que Tu me confiaste a fazer e aceito passar por esse treinamento. Eu cooperarei Contigo com sinceridade e darei um testemunho glorioso de Ti. Não serei fraca e não permitirei que me transforme em motivo de piada para Satanás!”

Na manhã do terceiro dia, vários policiais me levaram para a sala de interrogatório mais uma vez. Um oficial perverso me bateu na cabeça com seu cassetete e disse com um sorriso falso: “E aí, repensou?” Então ele me mostrou uma lista de nomes dos membros da igreja e pediu que eu os identificasse. Eu fiz uma oração silenciosa a Deus: “Ó Deus Todo-Poderoso, Satanás veio para me tentar mais uma vez e está tentando me levar a trair a Ti e entregar meus irmãos e irmãs. Eu me recuso absolutamente a prolongar uma vida ignóbil como um Judas. Peço apenas que protejas meu coração e que me amaldiçoes se eu fizer qualquer coisa que O traia!” Imediatamente, senti força surgir dentro de mim e disse com firmeza: “Não conheço nenhum deles!” Assim que disse isso, dois policiais perversos me assaltaram. Um deles puxou uma de minhas pernas, o outro pisou em meu joelho com um sapato de couro duro. Enquanto pisava, ele disse ferozmente: “Não conhece nenhum, é? Realmente não conhece nenhum?” A dor extrema fez com que eu desmaiasse novamente. Não sei quanto tempo permaneci inconsciente até eles me acordarem novamente jogando água gelada em mim. Assim que acordei, um policial perverso levantou seu punho e me acertou no peito, e ele me bateu com tanta força que fiquei sem conseguir respirar por muito tempo. Então outro policial perverso me agarrou pelo cabelo, me arrastou até uma cadeira de metal e me algemou a ela, de modo que eu não conseguia me mexer. Então vendou meus olhos com um trapo imundo. Eles se revezaram me puxando para o alto pelas orelhas com toda a força que tinham e pisando em meus pés o mais forte que podiam — a dor lancinante me fez gritar espasmodicamente. Quando me viram tomada de dor e tristeza, o bando de policiais perversos riu tumultuosamente. Seu riso parecia surgir das entranhas do inferno — era terrível de ouvir e estremeceu meu coração. Confrontada com tamanha crueldade, vi claramente que esses “policiais do povo”, como eram proclamados pelo governo do PCC, eram apenas bestas cruéis e malignas. Eram apenas ghuls cuja única intenção era machucar pessoas! No passado, eu sempre costumava imaginar os policiais como heróis que defendiam a justiça, que prendiam pessoas más e mantinham seguras as pessoas boas, e que as pessoas podiam recorrer à polícia sempre que estivessem em perigo ou em dificuldades. Apesar de ter sido sujeita à prisão e perseguição desde que comecei a crer em Deus, eu nunca tinha pensado neles como o diabo Satanás. Agora, Deus Todo-Poderoso tinha me revelado pessoalmente a verdade real, e foi apenas então que vi que eles portavam a face feroz e malévola de demônios satânicos. Em meu coração, agradeci a Deus Todo-Poderoso em silêncio por finalmente abrir meus olhos espirituais e me capacitar a ver claramente a diferença entre certo e errado; senti que valia a pena sofrer toda essa dor para descobrir isso! Se Deus não tivesse feito isso, eu nunca teria despertado das mentiras e da enganação de Satanás, e teria sido praticamente impossível escapar da influência sombria de Satanás e alcançar a salvação de Deus.

Depois de um tempo, o perverso oficial da polícia disse: “Ainda não quer falar? Vai falar ou não?” Quando viu que eu não dizia nada, dois policiais perversos vieram para cima de mim, seguraram minha cabeça e começaram a arrancar minhas sobrancelhas. Um dos homens que estavam me segurando me esbofeteou várias vezes, acertando-me com tanta força que fiquei tonta. A humilhação e dor provocaram sentimentos de tristeza e ódio em mim, e caí no choro pela vergonha de tudo isso. Ah, como eu odiava esses brutos sem consciência que blasfemavam contra Deus! Em minha dor, pensei em como o Senhor Jesus suportou a humilhação, o desdém e as surras infligidos pelos soldados para remir a humanidade e como Ele foi crucificado na cruz, e pensei nos repetidos alertas e exortações de Deus: “Talvez vocês se lembrem destas palavras: ‘Porque a nossa leve e momentânea tribulação produz para nós cada vez mais abundantemente um eterno peso de glória’. No passado, vocês todos ouviram essa frase, ainda que ninguém tenha entendido o sentido real das palavras. Hoje, vocês conhecem bem o verdadeiro significado que elas encerram” (de ‘A obra de Deus é tão simples quanto o homem imagina?’ em “A Palavra manifesta em carne”). As palavras de Deus deram grande conforto ao meu coração, e eu percebi que a humilhação e a dor que eu estava sofrendo agora seriam lembradas por Deus; essa dor estava sendo suportada para alcançar a verdade, era um testemunho glorioso e era uma bênção em minha vida. “Vendo como creio em Deus”, eu pensei, “devo então ter a fé e coragem para aceitar a bênção de Deus e devo ter a força de caráter para ser uma testemunha para a vitória de Deus”. Naquele momento, a expressão facial do oficial da polícia mudou, e ele disse: “Diga-nos o que queremos saber, e eu a deixarei ir agora mesmo”. Eu olhei para ele com desprezo e disse: “Só por cima do meu cadáver!” Ardendo de raiva, ele instruiu os dois policiais perversos a me arrastarem de volta para a cela escura.

Depois de várias sessões de tortura cruel, eu estava surrada e machucada, e nenhuma força me restava. Principalmente meus braços e pernas estavam tão inchados que eu não ousava me mexer. Sem forças, fiquei agachada ali, como um cordeiro esperando o abatedouro. Sempre que pensava nos rostos brutos dos policiais perversos e suas risadas hediondas quando manuseavam aqueles instrumentos de tortura, minha mente era inevitavelmente inundada de ansiedade. Especialmente quando ouvia passos se aproximarem da minha cela, meu coração disparava. Eu era tomada por medo e terror e me sentia impotente e desamparada. Eu chorava; ah, como chorava! E confiei a Deus: “Ó, Deus Todo-Poderoso! Estou tão assustada agora e me sinto muito fraca. Não sei para onde correr. Por favor, salvai-me. Realmente não quero permanecer neste lugar infernal”. Justamente quando estava me sentindo fraca e desanimada, as palavras de Deus surgiram dentro de mim e me encorajaram e consolaram: “Neste vasto mundo, quem pessoalmente foi examinado por Mim? […] Por que fiz repetidas menções a Jó? E por que Me referi a Pedro tantas vezes? Já perceberam as Minhas esperanças para com vocês? Vocês deveriam passar mais tempo ponderando tais coisas” (de ‘Capítulo 8’ das Palavras de Deus para todo o universo em “A Palavra manifesta em carne”). As palavras de Deus me trouxeram fé e força. “Sim!” pensei. “Em todo o céu e em toda a terra, quem entre os homens pode fazer o que fazemos e aceitar pessoalmente o teste de Deus neste covil de Satanás, o diabo? Quem pode ser levantado por Deus e ter a sorte de passar por essa provação de fogo, sitiado de todos os lados por legiões de diabos? Sou tão fraca e impotente, mesmo assim, hoje, Deus está me dando tanto amor. Ser escolhida por Deus é a bênção da minha vida e é a minha honra. Não posso fugir dessa provação, tampouco devo tentar sair dela. Em vez disso, devo ter dignidade, assumir uma posição firme diante de Satanás como Jó e Pedro, usar minha vida para dar testemunho de Deus e defender o nome de Deus e não causar tristeza e decepção a Deus”. Naquele momento, meu coração se encheu de gratidão e orgulho. Senti que ter a sorte de passar por esse tipo de sofrimento e provação nesta vida era incrivelmente extraordinário e fazia tudo valer a pena!

Veio o quarto dia, e, pegando mais uma vez a lista de membros da igreja, o oficial perverso enfiou seu dedo em minha cara e disse: “Identifique aqueles que você conhece e me diga quem é o seu líder. Se você me contar, eu deixo você sair daqui. Se você não me contar, você vai morrer aqui!” Ele viu que eu continuaria calada, então rugiu: “Chega, pendurem ela pelas mãos amarradas atrás de suas costas. Vamos acabar com isso. Matem ela!” Dois subalternos imediatamente amarraram minhas mãos atrás das costas e me penduraram pelas mãos, de modo que eu só conseguia ficar na ponta dos pés. Então o oficial usou ameaças e incentivos, dizendo: “Por que se dar ao trabalho de resistir tanto? Você precisa entender a realidade da situação em que se encontra. A China pertence ao Partido Comunista, e o que dizemos vale. Se você nos contar o que queremos saber, deixo você sair daqui imediatamente e posso até arrumar um emprego para você. Caso contrário, informarei a escola de seu filho sobre você, e ele será expulso…” Ao ouvir suas palavras descaradas, senti tristeza e indignação ao mesmo tempo. A fim de interromper e destruir a obra de Deus e arruinar nossa chance de alcançar a salvação, o governo do PCC fará o que for preciso e cometerá qualquer maldade! É exatamente como dizem as palavras de Deus Todo-Poderoso: “Em uma sociedade obscura como essa, onde os demônios são impiedosos e desumanos, como o rei dos diabos, que mata pessoas em um piscar de olhos, poderia tolerar a existência de um Deus que é amável, bondoso e também santo? Como poderia aplaudir e comemorar a chegada de Deus? Lacaios! Retribuem bondade com ódio, há muito desdenham de Deus, abusam de Deus, são selvagens ao extremo, não têm a menor consideração por Deus, saqueiam e pilham, perderam toda a consciência, não têm nem um resquício de bondade e tentam os inocentes à insensatez. […] Liberdade religiosa? Direitos e interesses legítimos dos cidadãos? São todos truques para encobrir o pecado!” (de ‘Obra e entrada (8)’ em “A Palavra manifesta em carne”). Naquele momento, obtive uma visão cristalina do semblante feio do governo do PCC e vi seus crimes perversos e hediondos contra o Céu. O PCC é o inimigo que odeia Deus e que se opõe implacavelmente a Deus e é meu arqui-inimigo absolutamente irreconciliável — eu jamais poderia ceder a ele! Vendo que eu permanecia em silêncio, eles me deixaram pendurada ali, e, aos poucos, perdi a consciência: eles me deixaram pendurada ali durante um dia inteiro e uma noite inteira. Quando me baixaram, tudo que consegui sentir era alguém tocando meu nariz. Quando essa pessoa viu que eu ainda estava respirando, ela simplesmente me deixou caída no chão. Através da neblina que turvava minha mente, eu os ouvi dizer: “Não sei mais o que fazer. Estou surpreso, essa vadia é durona. Ela é mais durona do que o Partido Comunista. Esses crentes em Deus Todo-Poderoso realmente são outra coisa!” Quando os ouvi dizer isso, um sentimento inexpressível surgiu dentro de mim, e tive que expressar minha gratidão e meu louvor a Deus, pois era Deus que tinha me guiado a derrotar Satanás.

Fiquei presa na cela escura da Secretaria de Segurança Pública por oito dias. O governo do PCC usou cada esquema e truque que conhecia, mesmo assim não conseguiu extrair de mim nenhuma das informações que queria. No fim, tudo que os policiais perversos puderam fazer foi me mandar para a casa de detenção. Durante esse tempo, aproveitaram as oportunidades oferecidas pelas visitas da minha família para extorquir três mil yuans do meu marido. Eu tinha pensado que a casa de detenção seria um pouco melhor, mas eu estava errada. Nessa nação da China, que odeia a Deus, cada canto é totalmente escuro e cheio de violência, crueldade e assassinato. Um lugar como esse simplesmente não permite que a verdade exista, muito menos existe um lugar em que um crente em Deus Todo-Poderoso possa fincar o pé. Estar na casa de detenção era como sair do espeto para cair na brasa. Os policiais perversos ainda não estavam dispostos a admitir sua derrota e, assim, continuaram a me interrogar depois da minha transferência. Visto que não tinham conseguido nenhuma das informações que queriam de mim, três policiais me atacaram imediatamente e me deram uma boa surra. Fiquei com novos cortes e hematomas além dos antigos que ainda precisavam curar e fui espancada terrivelmente até me deixarem prostrada no chão e incapaz de me mexer. O chefe de polícia se agachou, apontou para a minha cabeça e me ameaçou, dizendo: “Se você não confessar, não espere sobreviver aqui!” Um policial perverso se aproximou e me chutou forte várias outras vezes, depois dois subalternos me arrastaram para o pátio e me amarraram a um poste de telefone. Eles me deixaram amarrada ali por um dia inteiro sem beber uma gota de água sequer, e meu corpo estava coberto de cortes e hematomas. Temendo que eu poderia morrer ali, eles me jogaram numa cela. Justamente quando eu estava à porta da morte e no fim das minhas forças, duas irmãs que acreditavam em Deus Todo-Poderoso e também estavam presas na casa de detenção correram para me socorrer. Elas desabotoaram suas roupas e me abraçaram, usando o calor de seu corpo para me aquecer. Apesar de sermos totalmente estranhas umas às outras, o amor de Deus uniu nosso coração. Eu conseguia ouvir os gritos indistintos das minhas irmãs e as outras prisioneiras falando de nós, dizendo: “Esses policiais são tão cruéis! As pessoas que creem em Deus Todo-Poderoso são tão compassivas. Pensávamos que vocês pertenciam à mesma família, mas, na verdade, vocês nem se conhecem”. Também ouvi as duas irmãs dizerem: “Deus criou o homem, e todos nós somos uma família…” Acabei desenvolvendo uma febre alta, fiquei muito doente e me senti como se estivesse à beira da morte. Os policiais perversos ignoraram isso, mas as irmãs pagaram um preço exorbitante para comprar algumas roupas e remédios deles. Com muito cuidado, trataram das minhas feridas e cuidaram de mim todos os dias. Sob seus atenciosos cuidados, pouco a pouco comecei a melhorar. Eu sabia que era o amor de Deus: apesar de permitir que a tribulação caísse sobre mim, Deus sempre esteve atento à minha dor e fraqueza e, secretamente, tinha arranjado tudo para mim e orquestrado para que essas duas irmãs cuidassem de mim e me consolassem. Nos consolamos e encorajamos umas às outras e, tendo os mesmos desejos e objetivos em mente, cada uma de nós orava secretamente pelas outras, pedindo que Deus nos desse fé e força para que nos tornássemos testemunhos da vitória de Deus neste covil de demônios.

Ir para a casa de detenção era como entrar num inferno na terra; dentro daquelas paredes, vivíamos uma vida desumana. Nunca tínhamos o suficiente para comer e éramos obrigadas a nos acabar no trabalho, trabalhando desde as sete da manhã até às dez da noite antes de podermos voltar para a nossa cela — a cada dia, estávamos totalmente exaustas, tendo gasto toda a nossa energia. Mas visto que eu podia comungar frequentemente sobre as palavras de Deus com as duas irmãs, apesar de minha carne sofrer enormemente e sempre estar exausta, meu coração estava tranquilo e repleto de luz. Durante aquele tempo, lembrei-me muitas vezes deste hino das palavras de Deus: “Assim, durante estes últimos dias vocês devem dar testemunho de Deus. Não importa quão grande seja o sofrimento de vocês, devem continuar até o fim e, mesmo em seus últimos suspiros, ainda assim vocês devem ser fieis a Deus e ficar à mercê de Deus; só isso é realmente amar a Deus e apenas isso é o testemunho forte e retumbante” (de ‘Busque amar a Deus, não importa quão grande seja seu sofrimento’ em “Seguir o Cordeiro e cantar cânticos novos”). Sempre que cantava esse hino, eu sentia que um poder incrível me sustentava e, sem me dar conta disso, a exaustão, a depressão e a dor que eu sentia dentro de mim desapareciam. Ao mesmo tempo, eu também vim a perceber que o fato de eu ser capaz de suportar essa dor era a maior bondade e a maior bênção que Deus podia me conceder. Não importava quão grande fosse meu sofrimento, eu estava determinada a seguir a Deus até o fim, e mesmo que me restasse um único suspiro, eu procuraria amar a Deus e satisfazê-Lo. Encorajada pelo amor de Deus, sobrevivi a 20 dias quase insuportáveis na casa de detenção. Naquele covil sombrio de monstros, foi a luz da vida de Deus Todo-Poderoso que dispersou as trevas e me capacitou a continuar a louvar a Deus e a desfrutar o suprimento de vida das palavras de Deus — isso era o maior amor e a maior salvação que Deus podia me dar. Quando finalmente fui libertada, os policiais perversos continuaram a me ameaçar descaradamente, dizendo: “Quando voltar para casa, nem pense em contar para alguém o que aconteceu com você aqui!” Ver os policiais perversos com seu rosto humano e coração bestial, a feiura de sua disposição de fazer coisas malignas, mas sem aceitar a responsabilidade por elas, fortaleceu ainda mais a minha fé e determinação de abandonar Satanás, seguir a Deus e dar testemunho Dele. Fiz uma resolução de cooperar com Deus e espalhar o evangelho, de trazer mais almas que viviam sob o império de Satanás, o diabo, para a luz para que elas também recebessem o amor e a salvação do Criador.

Ao longo de toda essa experiência de ser perseguida cruelmente pelo governo do PCC, foi Deus Todo-Poderoso que me guiou um passo por vez para superar o cerco dos demônios e que me tirou do covil de monstros de Satanás. Isso me levou a uma percepção sincera: não importa quão selvagem, cruel e desenfreado Satanás possa ser, ele será para sempre o adversário derrotado de Deus, e apenas Deus Todo-Poderoso é a autoridade mais alta que pode ser nosso apoio fiel, que nos leva à vitória sobre Satanás e sobre a morte e que pode nos capacitar a viver com tenacidade à luz de Deus. É exatamente como diz Deus Todo-Poderoso: “A força de vida de Deus pode prevalecer sobre qualquer poder; além do mais, ela ultrapassa qualquer poder. Sua vida é eterna; Seu poder, extraordinário, e Sua força vital não é facilmente vencida por qualquer ser criado ou força inimiga. A força de vida de Deus existe e fulgura em seu brilhante esplendor, independentemente de tempo ou lugar. O Céu e a terra podem passar por grandes mudanças, mas a vida de Deus é a mesma para sempre. Todas as coisas podem passar, mas a vida de Deus ainda permanecerá, porque Deus é a fonte e a raiz da existência de todas as coisas” (de ‘Só o Cristo dos últimos dias pode dar ao homem o caminho de vida eterna’ em “A Palavra manifesta em carne”). A partir deste dia, desejo seguir Deus Todo-Poderoso com firmeza, fazer tudo que posso para buscar a verdade e ganhar a vida eterna que Deus concede ao homem.

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