Ser astuto e traiçoeiro impede você de desempenhar bem seu dever
Por Florence, ItáliaEm 2020, os líderes me pediram para assumir a responsabilidade pelo trabalho na área de arte e design. Para começar, vi...
Damos as boas-vindas a todos os buscadores que anseiam pela aparição de Deus!
Tenho desempenhado meu dever como atriz há anos. Em maio de 2022, os líderes me pediram para treinar como diretora e para trabalhar meio período verificando vídeos. Naquela época, embora estivesse sob uma certa pressão, eu estava disposta a me esforçar e dar o melhor de mim para fazer direito. Passava todos os dias da semana ocupada, e tudo era muito gratificante.
Em agosto de 2022, começamos as gravações de um novo filme, e os diretores pediram que eu e a irmã Judith fizéssemos um teste para o papel principal, mas eu não estava muito disposta. Sentia que dois deveres já eram suficientes para me manter ocupada e que, se eu passasse no teste e fosse a protagonista, certamente ficaria sobrecarregada com três deveres. Passado algum tempo, Judith foi selecionada como protagonista e eu fui escolhida para o terceiro papel. Não fiquei desapontada por não ser a protagonista; na verdade, senti uma satisfação secreta. Como meu personagem tinha menos falas e não era um papel muito importante, seria relativamente mais fácil, por isso fiquei feliz em aceitá-lo. Posteriormente, os diretores perceberam que Judith parecia um pouco melancólica, e que isso não combinava muito com a personalidade forte e positiva da protagonista; por isso, sugeriram que eu fizesse um novo teste para o papel principal. Quando soube disso, meu primeiro pensamento foi: “Esses três deveres já estão me mantendo bem ocupada; se me colocarem como protagonista, não ficarei ainda mais sobrecarregada? Além disso, a protagonista tem algumas cenas em que aparece chorando, portanto seria uma atuação bastante difícil. Para executá-la bem, seria necessário muito empenho”. Depois de pensar bem, falei para os diretores: “A protagonista é bem serena, mas eu sou um pouco jovem, meio inquieta, e inadequada para esse papel. Judith já se esforçou muito para representá-lo, e sua idade e temperamento também se encaixam melhor. São apenas suas expressões que não estão muito adequadas, mas, com uma pequena ajuda, isso deve melhorar. Portanto, acho que não há necessidade de fazer um novo teste”. Mais tarde, após alguma discussão, todos acharam que Judith de fato combinava melhor com o temperamento da protagonista, e que uma ajuda extra seria bem-vinda. Embora essa questão tenha passado, eu sabia, no meu coração, que eu não queria ter o papel principal porque temia sofrer. Senti-me um pouco culpada, mas não busquei a verdade para resolver isso.
Depois disso, meu dia a dia ficou cheio de compromissos, e eu me senti um tanto contrariada. Às vezes, os diretores se reuniam à noite para discutir os problemas do filme, e eu me sentia relutante e sem disposição, pensando comigo mesma: “Vamos, terminem logo essa discussão. Quando terminar, vocês podem ir descansar, mas eu ainda tenho que verificar vídeos. Quando haverá menos vídeos para verificar?”. Às vezes, para concluir essas tarefas mais rápido, quando checava os vídeos, eu os assistia em velocidade acelerada para terminar logo e ir para a cama mais cedo. O dever de um diretor exige que ele pense em coisas como tomadas e formas de apresentação, e eu achava que essas coisas exigiam muita energia, por isso não queria ter que me esforçar. Quando a atriz principal tinha dificuldades em sua atuação, os outros diretores a ajudavam a interpretar bem seu papel, mas eu só queria me esquivar e não pensar a respeito do papel. Apenas contava para a irmã um pouco da experiência que eu havia acumulado, o que não cumpria realmente o papel de diretora. Quanto ao papel que eu estava interpretando, aproveitava o fato de estar ocupada como desculpa e não me esforçava para pensar nele, o que resultou numa atuação muito ruim.
Um dia, uma irmã comunicou-se comigo, dizendo que eu não estava disposta a pagar um preço em meus deveres, entregando-me ao conforto físico, e que eu estava usando truques mesquinhos, era escorregadia e desleixada. Eu sabia que ela estava apontando meus problemas com precisão, mas não tinha percebido a gravidade deles. Pensei comigo mesma: “De qualquer forma, não consigo dar conta de tantos deveres e, como não estou contribuindo como diretora, mais cedo ou mais tarde, serei dispensada; se isso acontecer, que assim seja. Um dever a menos significaria menos sofrimento físico e mais tempo livre. Seria bom fazer um dever de uma só tarefa também”. Como não mudei minha mentalidade, tornei-me ainda mais passiva em meus deveres. Durante as filmagens, ocorreram muitos problemas e o progresso foi particularmente lento, mas eu só estava preocupada em reduzir meus deveres e, por isso, permaneci indiferente a esses problemas. Passado algum tempo, como eu não tinha um senso de fardo em meus deveres, os líderes não me deixaram mais ser diretora e, em vez disso, fizeram com que eu me concentrasse inteiramente no papel que estava interpretando. Embora eu tivesse menos deveres, ainda não conseguia reunir nenhuma motivação, e minha atuação continuava apresentando muitos problemas. No final, por causa de problemas na gravação e na nossa atuação como atores principais, que não estava à altura do padrão, a filmagem fracassou. Devido a alguns motivos especiais, não pude mais continuar como atriz nem revisar vídeos. Mesmo perdendo meus deveres um a um, meu coração entorpecido continuava indiferente, e eu ainda não refletia sobre mim mesma adequadamente. Em vez disso, achava que havia razões objetivas para eu perder meus deveres. Mais tarde, a igreja me atribuiu a responsabilidade pelo trabalho evangelístico, e eu queria valorizar esse dever, mas, depois de um tempo, voltei aos meus velhos hábitos. Em vista das dificuldades encontradas pelos irmãos na pregação do evangelho, dos problemas de cooperação entre os trabalhadores evangelísticos, dos problemas dos receptores potenciais do evangelho e assim por diante, eu sentia que o trabalho era interminável e me tornei escorregadia e desleixada novamente. Sempre que ia implementar o trabalho, eu simplesmente o transmitia adiante. Todos os dias, pensava em terminar rapidamente as tarefas passadas pelos líderes para poder descansar mais cedo e, quando estava cansada, eu me perguntava: “Será que não há algum dever mais leve que eu possa desempenhar? Esse trabalho é sempre tão corrido! Quando vou poder fazer uma pausa? Quando esse cansaço vai acabar?”. Eu não esperava que esses “desejos” se tornassem realidade em breve.
Em 9 de junho de 2023, devido a alguns problemas particulares em minha localidade, fiquei isolada e não conseguia contatar a igreja ou os irmãos e fui forçada a parar de desempenhar meus deveres. Essa situação ocorreu muito de repente, e levei um bom tempo para me recompor. De repente, deixei de viver ocupada e passei a não ter nada para fazer, e me vi completamente perdida, sem saber o que fazer. Não importava o quanto eu pensasse a respeito, simplesmente não conseguia entender: “Agora o trabalho evangelístico está intenso, e todos que estão desempenhando seus deveres têm muitas tarefas a fazer. Por que meus deveres pararam de repente?”. De súbito, lembrei-me das palavras de Deus: “Se você for escorregadio e negligente, se não desempenhar adequadamente seu dever e sempre seguir a senda errada, Deus não vai operar em você; você perderá essa oportunidade, e Deus dirá: ‘Não há como usá-lo. Vá e saia do caminho. Você gosta de ser matreiro e negligente, não gosta? Gosta de ser preguiçoso e se entregar ao conforto, não é? Pois bem, entregue-se ao conforto para sempre!’. Deus dará essa graça e essa oportunidade a outra pessoa. O que vocês acham: isso é perda ou ganho? (Perda.) É uma perda enorme!” (A Palavra, vol. 3: Os discursos de Cristo dos últimos dias, “Parte 3”). O julgamento das palavras de Deus me despertou instantaneamente. Eu não estava sempre querendo fazer uma pausa? Não detestava as dificuldades, temia a exaustão, agia de forma escorregadia e me esquivava do trabalho, preocupando-me apenas com minha carne? Pois bem, agora eu estava descansando completamente, incapaz de desempenhar qualquer dever! Minha mente deu um branco, e as palavras de Deus não paravam de se repetir na minha cabeça: “Pois bem, entregue-se ao conforto para sempre!”. Eu tinha um sentimento inexprimível no coração. Simplesmente me sentia vazia. Voltei-me para o passado, para o modo como desempenhava meus deveres antes, e fiquei cheia de arrependimento; passava meus dias chafurdando na culpa e na autoacusação: por que não tinha valorizado meus deveres adequadamente? Por que simplesmente agia sem me envolver?
Mais tarde, li uma passagem das palavras de Deus e ganhei certo conhecimento da natureza e das consequências de ser perfunctório. Deus Todo-Poderoso diz: “Ser perfunctório ao desempenhar o dever é um grande tabu. Se você sempre é perfunctório ao desempenhar o dever, então você não tem como desempenhar o dever de acordo com o padrão. Se quiser desempenhar seu dever com devoção, você deve primeiro resolver seu problema de ser perfunctório. Você deveria dar passos para corrigir a situação assim que você perceba suas manifestações. Se você fica confuso, nunca consegue perceber os problemas, sempre só age sem se envolver e faz as coisas de um jeito superficial, então você não tem como desempenhar bem seu dever. Portanto, você deve colocar o coração no dever. A oportunidade para as pessoas desempenharem seu dever é difícil de encontrar! Quando Deus lhes dá essa chance, no entanto, elas não a agarram, essa oportunidade se perde — e mesmo se, mais tarde, elas quiserem encontrar essa oportunidade, é possível que não surja novamente. A obra de Deus não espera por ninguém, nem as chances de alguém desempenhar seu dever. Algumas pessoas dizem: ‘Não desempenhei bem meu dever antes, mas agora ainda desejo desempenhá-lo. Eu vou simplesmente me reerguer’. É maravilhoso ter determinação como essa, mas você deve ter clareza sobre como desempenhar bem seu dever: você deve se esforçar pela verdade. Somente aqueles que entendem a verdade conseguem desempenhar bem o dever. Se a pessoa não entende a verdade, até mesmo sua labuta não estará de acordo com o padrão. Quanto mais clareza você tiver sobre a verdade, mais eficiente você se tornará em seu dever. Se conseguir ver essa questão pelo que ela é, você colocará esforço na verdade e você terá uma esperança de desempenhar bem o dever. Atualmente, não existem muitas oportunidades de desempenhar um dever, portanto você deve agarrar-se a elas quando puder. É precisamente quando é confrontado com um dever que você deve investir um esforço verdadeiro; é quando você deve se ofertar e se despender por Deus, e é então que você precisa pagar um preço. Não retenha nada, não abrigue esquemas, não deixe nenhuma margem, não proveja para si um escape. Se deixar alguma margem, trapacear ou for escorregadio e negligente, você está fadado a fazer um trabalho ruim. Suponha que você diga: ‘Ninguém me viu sendo escorregadio e negligente. Que legal!’. Que tipo de pensamento é esse? Você acha que conseguiu tapar os olhos das pessoas e de Deus também? Na verdade, porém, Deus sabe o que você fez? Ele sabe. Na verdade, qualquer um que interagir com você por um tempo conhecerá sua corrupção e sua hediondez; é só que pode ser que ele não diga isso diretamente: no coração, ele terá uma avaliação de você. Muitas pessoas foram reveladas e eliminadas porque a maioria das pessoas conseguiu perceber bem a essência delas e as expôs pelo que elas eram e fez com que fossem removidas da igreja. Então, se buscam a verdade ou não, as pessoas deveriam desempenhar bem seu dever o melhor que puderem; deveriam ser guiadas por sua consciência e fazer algumas coisas reais. Você pode até ter deficiências, mas, se conseguir ser eficiente no desempenho do dever, você não será eliminado. Se você sempre achar que está bem, que definitivamente não será eliminado, se você nunca refletir nem tentar conhecer a si mesmo e ainda ignorar suas tarefas adequadas e for sempre perfunctório, então, quando o povo escolhido de Deus perder realmente a tolerância com você, ele exporá quem você é, e você será eliminado. Então será tarde demais para se arrepender, porque todos o terão percebido bem, e você terá perdido toda sua dignidade e integridade. Se ninguém confia em você, Deus o faria? Deus escrutina o mais íntimo do coração do homem: Ele jamais confiaria numa pessoa assim. […] As pessoas sempre deveriam examinar-se ao desempenhar seu dever: ‘Eu desempenhei esse dever de acordo com o padrão? Eu dediquei meu coração a ele? Será que estive num estado perfunctório?’. Se você é sempre perfunctório, você está em perigo. No mínimo, isso significa que você não tem credibilidade e que as pessoas não podem confiar em você. Mais sério ainda, se você sempre é perfunctório ao desempenhar seu dever, e se você sempre engana a Deus, você está em grande perigo! Quais são as consequências de descaradamente se engajar no engano? Todos podem ver que você está intencionalmente agindo errado. Você está vivendo inteiramente de acordo com seus caracteres corruptos e, no seu dever, você não passa de perfunctório e não pratica a verdade nem um pouco — isso significa que você é desprovido de humanidade! Se isso sempre se manifesta em você — você não comete erros grandes, mas não cessa de cometer os erros menores, é impenitente desde o início até o fim, então você é uma pessoa maligna, é um descrente, e deveria ser removido — essa é uma grave consequência. Você é completamente revelado e eliminado como um descrente e uma pessoa maligna” (A Palavra, vol. 3: Os discursos de Cristo dos últimos dias, “A entrada na vida começa com o desempenho do dever”). Eu já tinha lido essa passagem das palavras de Deus muitas vezes, mas nunca havia sentido uma pontada tão profunda no coração como naquele momento. Ao desempenhar meus deveres perfunctoriamente, recorrendo a truques, eu podia ludibriar as pessoas, mas não podia enganar a Deus. E, se continuasse sem me arrepender, seria eliminada. Refleti sobre os momentos em que eu desempenhava meus deveres: quando eles aumentaram, exigindo mais tempo e esforço, comecei a reclamar, sentindo que não tinha tempo para relaxar, nem conseguia descansar na hora certa, e me sentia relutante e sem vontade, sempre esperando por uma pausa. Ao verificar os vídeos, eu os assistia perfunctoriamente para poder descansar mais cedo. Embora isso não tenha causado nenhuma perda, eu estava me esquivando do trabalho e sendo escorregadia e perfunctória em meus deveres, e Deus via tudo isso. Eu era realmente desonesta e indigna de confiança! A igreja me deu a oportunidade de treinar como diretora, mas eu não a valorizei. Não me esforcei para pensar sobre o roteiro ou as tomadas, e só reclamava que era mentalmente exaustivo. Quando ajudava os atores em seus papéis, eu era escorregadia e desleixava, baseando-me em minha pouca experiência anterior como atriz para orientá-los, mas isso não servia para muita coisa. Na verdade, eu era apenas um ornamento; ocupava uma posição, mas sem fazer nada de substancial. Em meu dever como atriz, sabia que o papel principal exigia esforço, por isso recusei a oportunidade de fazer um teste. Sem nem entrar na questão de ser escolhida ou não, quando precisaram de mim para o trabalho da casa de Deus, eu não cooperei ativamente. Em vez disso, primeiro considerei se minha carne estaria confortável e, assim que vi que isso não seria benéfico para ela, não quis fazer o teste, e usei o engano para inventar desculpas e fugir das responsabilidades. Eu era tão egoísta! Mesmo quando mais tarde desempenhei o terceiro papel, tratei isso de forma descuidada. Não me preparei adequadamente, e os resultados das filmagens não foram nada bons. Na verdade, naquela época, embora desempenhasse três tipos de deveres, se eu tivesse gerenciado meu tempo adequadamente e desempenhado meus deveres de forma sólida, não teria deixado de desempenhar bem nenhum deles. Por mais intensos que fossem meus deveres, eles exigiriam que eu trabalhasse apenas meia hora ou uma hora a mais do que as outras pessoas. Mas eu não estava disposta a pagar nem mesmo esse pequeno preço; nunca gostei de dificuldades e temia a exaustão. E, mesmo quando perdi meus deveres, um após o outro, ainda assim não me arrependi. No final, quando eu era responsável pelo trabalho evangelístico, continuei a cair nos mesmos maus hábitos. Para o conforto da minha carne, eu sempre agia de forma escorregadia e me desleixava e era perfunctória sempre que possível. Eu já tinha jogado fora minha integridade e dignidade. Não era confiável, e nem um pouco digna de desempenhar meus deveres. Deus já havia me detestado e rejeitado há muito tempo.
Quando refleti sobre como desempenhei meus deveres, recriminei-me profundamente no coração, chorei enquanto orava a Deus: “Deus, vejo que não desempenhei meus deveres de acordo com o padrão. Tudo isso deveu-se aos meus caminhos perfunctórios e à minha indulgência com o conforto físico. Hoje, a interrupção repentina de meus deveres é Teu castigo e Tua disciplina sobre mim. Deus, quero me arrepender. Por favor, esclarece-me e orienta-me para que eu reflita e me entenda”. Mais tarde, busquei conscientemente a verdade acerca dos meus problemas e li as palavras de Deus: “As pessoas preguiçosas não podem fazer nada. Resumindo em duas palavras, elas são pessoas inúteis; elas têm uma deficiência de segunda classe. Por melhor que seja o calibre das pessoas preguiçosas, não é nada mais do que enfeite de vitrine; muito embora tenham bom calibre, isso não adianta. Elas são preguiçosas demais — elas sabem o que devem fazer, mas não fazem, e mesmo que saibam que algo é um problema, não buscam a verdade para resolvê-lo, e embora saibam quais dificuldades devem suportar para que o trabalho seja eficaz, não estão dispostas a suportar essas dificuldades que valem a pena — assim, não conseguem ganhar nenhuma verdade e não conseguem fazer nenhum trabalho real. Não desejam suportar as dificuldades que as pessoas devem suportar; só sabem se refestelar no conforto, apreciar momentos de alegria e lazer e apreciar uma vida livre e relaxada. Elas não são inúteis? As pessoas que não conseguem suportar dificuldade não merecem viver. Aquelas que sempre desejam levar a vida de um parasita são pessoas sem consciência e razão; são animais, e tais pessoas são inaptas até para labutar. Visto que não conseguem suportar dificuldade, mesmo quando de fato labutam, não são capazes de fazer isso direito, e, se desejam ganhar a verdade, a esperança de isso acontecer é ainda menor. Alguém que não consegue sofrer e não ama a verdade é uma pessoa inútil, não é qualificada nem para labutar. É um animal sem um pingo de humanidade. Tais pessoas devem ser eliminadas; só isso está de acordo com as intenções de Deus” (A Palavra, vol. 5: As responsabilidades dos líderes e dos obreiros, “As responsabilidades dos líderes e dos obreiros (8)”). “Desde o início, Deus disse: ‘O que Eu quero é excelência nas pessoas, em vez de grande quantidade no número delas’. Esse é o padrão exigido por Deus para Seu povo escolhido, bem como uma exigência e um princípio com relação ao número de pessoas na igreja. ‘O que Eu quero é excelência nas pessoas’ — aqui, ‘excelência’ se refere aos bons soldados do reino ou aos vencedores? Nenhum dos dois é correto. ‘Excelência’, para ser mais preciso, refere-se àqueles que possuem humanidade normal, àqueles que são verdadeiramente humanos. Na casa de Deus, se você consegue desempenhar os deveres que um humano deveria desempenhar, se você pode ser usado como um ser humano, e consegue cumprir as responsabilidades, os deveres e as obrigações de um humano sem que outros o puxem, o arrastem ou o empurrem, e você não é lixo inútil, nem um aproveitador, nem um vagabundo — você consegue assumir as responsabilidades e obrigações e a missão de um humano — somente isso é estar de acordo com o padrão como um humano! Aqueles vagabundos e aqueles que não cuidam das tarefas apropriadas conseguem assumir a missão de um humano? (Não.) Algumas pessoas não estão dispostas a assumir a responsabilidade; outras não conseguem assumi-la — são lixo inútil. Aqueles que não conseguem assumir as responsabilidades de um humano não podem ser chamados de humanos. […] Aqueles que são incapazes de assumir seu próprio dever na casa de Deus não são humanos normais, e Deus não os quer. Quer você seja um líder ou obreiro ou esteja fazendo um trabalho específico que envolva habilidades profissionais, você deve ser capaz de assumir o trabalho pelo qual é responsável. Além de ser capaz de gerenciar sua própria vida e sobrevivência, sua existência não gira meramente em torno de respirar, comer, beber e se divertir, mas de ser capaz de assumir a missão que Deus lhe deu. Somente tais pessoas são dignas de ser chamadas de seres criados e de humanos. Aqueles na casa de Deus que sempre querem viver à custa dos outros e sempre tentam se safar, esperando conseguir se virar até o fim e ganhar bênçãos, não conseguem assumir nenhum trabalho ou responsabilidade, muito menos qualquer missão. Tais pessoas devem ser eliminadas, e isso não é uma pena. Isso acontece porque o que está sendo eliminado não é humano — elas não estão qualificadas para serem chamadas de humanas. Você pode chamá-las de pessoas inúteis, vagabundas ou ociosas; de qualquer forma, não são dignas de serem chamadas de humanos. Quando você lhes atribui uma tarefa, elas não conseguem concluí-la de forma independente; e quando você lhes atribui uma tarefa, elas não conseguem assumir sua responsabilidade nem cumprir a obrigação que deveriam cumprir — tais pessoas estão acabadas. Elas são indignas de viver; merecem a morte. O fato de Deus poupar a vida delas já é a graça Dele, é um favor excepcional” (A Palavra, vol. 7: Sobre a busca da verdade, “Como buscar a verdade (5)”). Deus expõe que a maior característica das pessoas preguiçosas e ociosas é que elas não se dedicam ao seu devido trabalho. Resumindo em uma frase, elas “vivem à toa”. Passam seus dias pensando apenas em comer, beber, divertir-se e desfrutar do conforto físico, e não em questões apropriadas. Sempre que possível, essas pessoas agem sem se envolver em seus deveres, descansam e evitam responsabilidades. Elas não conseguem desempenhar bem nenhum dever, e não estão dispostas a assumir qualquer trabalho, nem são capazes disso. Só querem lazer e facilidade, mas, no final, ainda esperam bênçãos. Essas pessoas não são dignas de serem chamadas de humanas, são inúteis, e Deus as detesta. Quando refleti sobre meu comportamento, vi que eu era exatamente como essas pessoas. Não fazia o trabalho que poderia fazer e me esquivava de responsabilidades e fardos que deveria ter assumido. Sempre desejei apenas conforto físico e tinha medo de dificuldades e exaustão. Meu desejo todos os dias era terminar meu trabalho logo e descansar cedo. Eu só queria ser como um porco, comer, beber e dormir bem. A igreja me confiou o importante dever de revisar os vídeos, mas, para ir dormir mais cedo, eu acelerava sua velocidade ao revisá-los. Se, por minha irresponsabilidade, eu permitisse o upload de um vídeo que não estivesse de acordo com o padrão, ele não só deixaria de dar testemunho para Deus, mas também O desonraria, e essa era uma consequência que eu não poderia suportar. Além disso, o diretor é o líder do trabalho de produção de filmes, e ser capaz de treinar para desempenhar um dever tão importante é a elevação de Deus, mas fui irresponsável, escorregadia, e desleixei. Como diretora e atriz, eu tinha uma responsabilidade inegável pelo atraso do filme por tanto tempo e pela má qualidade das filmagens. Com isso, eu estava transgredindo seriamente meu dever! A igreja havia me cultivado como atriz por muitos anos, no entanto, quando vi que não conseguiam encontrar um ator principal adequado para o filme novo, permaneci indiferente, sem me sentir ansiosa ou preocupada, e até me recusei a fazer o teste para o papel principal em prol do meu conforto físico. Não demonstrei nenhuma consideração pelas intenções de Deus e deixei de proteger os interesses de Sua casa. Eu era totalmente desprovida de humanidade! Repassando minhas várias ações e o mal que havia causado ao trabalho da casa de Deus, senti que eu era exatamente como Deus descreveu quando disse: “Elas são indignas de viver; merecem a morte. O fato de Deus poupar a vida delas já é a graça Dele, é um favor excepcional”. A casa de Deus me deu a oportunidade de desempenhar meus deveres repetidas vezes, permitindo que eu ganhasse a verdade e progredisse mais por meio de desempenhar meus deveres. Mas eu sempre era perfunctória e só queria enrolar em tudo que fazia. Eu era totalmente inútil. Faltava-me consciência e razão! Eu não havia cumprido nenhum dos deveres que me foram confiados. Eu era simplesmente uma inútil. Minha vida não tinha valor e eu não faria falta nem se morresse. Agora, o fato de Deus me dar a oportunidade de refletir já é a graça Dele para mim.
Mais tarde, ponderei o que sempre me fazia agir de modo perfunctório. Eu li as palavras de Deus: “Antes que as pessoas experienciem a obra de Deus e compreendam a verdade, é a natureza de Satanás que assume o controle e as domina por dentro. O que, especificamente, essa natureza acarreta? Por exemplo, por que você é egoísta? Por que protege o próprio status? Por que você é tão influenciado por seus sentimentos? Por que gosta daquelas coisas injustas e coisas malignas? Qual é a base para você gostar de tais coisas? De onde vêm essas coisas? Por que você gosta delas e as aceita? A esta altura, vocês todos vieram a entender: a razão principal é que os venenos de Satanás estão dentro do homem. Então, quais são os venenos de Satanás? Como podem ser expressos? Por exemplo, se você pergunta: ‘Como as pessoas deveriam viver? Para que deveriam viver?’, todos responderão: ‘cada um por si e o demônio pega quem fica por último’. Essa simples frase por si só expressa a raiz exata do problema. A filosofia e a lógica de Satanás se tornaram a vida das pessoas. Não importa o que as pessoas busquem, elas o fazem, na verdade, para si mesmas — e assim todas elas só vivem para si mesmas. ‘Cada um por si e o demônio pega quem fica por último’ — essa é a filosofia de vida do homem e também representa a natureza humana. Essas palavras já se tornaram a natureza da humanidade corrupta e são o retrato verdadeiro da natureza satânica da humanidade corrupta. Essa natureza satânica já se tornou inteiramente o fundamento para a existência da humanidade corrupta. Durante vários milênios, a humanidade corrupta viveu segundo esse veneno de Satanás, até o dia atual” (A Palavra, vol. 3: Os discursos de Cristo dos últimos dias, “Como trilhar a senda de Pedro”). A partir das palavras de Deus, passei a entender que, toda vez que meus deveres me eram confiados, eu sempre detestava as dificuldades e temia a exaustão, e era incapaz de me despender verdadeiramente por Deus — isso não se devia apenas à minha grande preguiça, mas também ao fato de os venenos de Satanás terem assumido o controle dentro de mim, como “cada um por si e o demônio pega quem fica por último”, “a vida é só questão de comer e se vestir bem”, “hoje, beba o vinho de hoje e, amanhã, preocupe-se com o amanhã”, “viva o presente e aprenda a ser gentil consigo mesmo” e “prazer físico é felicidade”. Eu vivia de acordo com essas ideias e visões, tornando-me cada vez mais egoísta e desprezível. Não estava disposta a sofrer ou pagar um preço por nada e colocava o conforto físico acima de tudo. Assim como, na infância, quando via alguns colegas de classe entrando no ensino médio — eles acordavam antes do amanhecer para ir à escola, e, depois das aulas, tinham todo tipo de lição de casa para fazer —, eu achava que viver assim seria cansativo demais; além disso, mesmo sofrendo tanto, talvez nem conseguissem entrar na faculdade. Eu só queria aproveitar o presente e viver confortavelmente, e achava que isso seria suficiente. Então abandonei a escola depois de terminar o ensino fundamental. Depois de me casar, também não queria me preocupar com todos os afazeres domésticos, nem os grandes nem os pequenos, e meu marido cuidava deles. Minha família dizia que eu era sortuda, que levava uma vida despreocupada, e eu achava que era assim que se deveria viver: sem preocupações ou estresse, passando os dias de forma livre e tranquila; essa era, para mim, a forma mais feliz de se viver. Vi que esses venenos satânicos já haviam se tornado minha natureza e o critério pelo qual eu agia e me conduzia. Viver de acordo com essas coisas me tornava cada vez mais indulgente com a carne, vivendo de maneira muito reles. Depois de vir à casa de Deus para desempenhar meus deveres, eu ainda colocava meus interesses físicos em primeiro lugar, dispunha-me a pagar um preço pequeno em meus deveres, desde que meu conforto físico não fosse afetado, mas, quando ele era afetado, eu quebrava a cabeça para pensar numa saída e tratava meus deveres de forma perfunctória. Como diz um hino: “As pessoas estão dispostas a dar a vida pela carne, mas pela verdade não querem sacrificar nem o mínimo” (Seguir o Cordeiro e cantar cânticos novos, “Um lamento por um mundo ermo e trágico”). Mesmo quando me recriminava, depois de agir sem me envolver, e sabia claramente como obter bons resultados, eu continuava sem disposição para suportar o sofrimento ou pagar o preço. Sempre senti que esse esforço me desfavorecia, então sempre desejava conforto, e como consequência meus deveres não tinham resultados. Durante meu tempo como diretora e atriz, causei grandes perdas para o trabalho da casa de Deus, mas não sentia nada em relação a isso, não sentia nenhuma angústia e até achava que havia razões objetivas para essas perdas. Ao pensar nisso, fiquei um pouco assustada. Esses venenos satânicos tinham me tornado egoísta e vil. Embora minha carne estivesse desfrutando de conforto, eu havia perdido completamente minha dignidade e integridade como pessoa, e agora nem sequer tinha a oportunidade de desempenhar meus deveres. Esses arrependimentos em relação a meus deveres anteriores agora se tornaram uma mácula em minha fé em Deus. Lembrei que Ele, para salvar a humanidade, encarnou e veio à terra, experienciando pessoalmente o sofrimento humano, e expressou todo tipo de verdade para prover, orientar, julgar e purificar as pessoas. Deus despendeu tanto do sangue do Seu coração pela humanidade, mas eu não estava disposta nem mesmo a desempenhar o dever que se espera de um ser criado. De que forma eu tinha alguma consciência ou razão? Eu era realmente indigna de ser uma seguidora de Deus!
Durante meu isolamento, não pude entrar em contato com a igreja. Só podia assistir a vídeos feitos por irmãos no YouTube. Eu vi o número de filmes, testemunhos experienciais, hinos e vídeos de dança da casa de Deus aumentando, e novos vídeos sendo postados todos os dias. Senti que esses irmãos tinham a obra do Espírito Santo, as bênçãos e a orientação de Deus, e senti muita inveja. Senti saudades dos dias em que desempenhava meus deveres com meus irmãos. Pensei em quando eu costumava ser um deles, mas, por não ter valorizado meus deveres e por tê-los desempenhado perfunctoriamente repetidas vezes, tinha perdido a oportunidade de fazê-lo. Fiquei muito chateada. Meus arrependimentos e transgressões pareciam espinhos perfurando meu coração e me atormentavam muito. Foi nesse momento que realmente percebi que a verdadeira felicidade não tem a ver com o conforto físico que desfrutamos, mas com quantas boas ações preparamos e quantas coisas fazemos para satisfazer a Deus. Olhando para trás, eu não tinha feito nada para satisfazer a Deus e, sempre que pensava nisso, sentia-me arrependida e em dívida. Naquela época, ouvi um hino das palavras de Deus, intitulado “Somente por meio do cumprimento de seu dever você pode viver o valor da vida humana”, e meu coração ficou mais iluminado.
1 Qual é o valor da vida de uma pessoa? Em um aspecto, trata-se de cumprir o dever de um ser criado. Em outro aspecto, durante seu tempo de vida, você deve cumprir sua missão; isso é o mais importante. Não falaremos sobre concluir uma grande missão, dever ou responsabilidade, mas, no mínimo, você deveria realizar algo. Durante a vida de uma pessoa, depois de encontrar seu lugar, ela permanece firme em sua posição e a mantém, dedica todo o sangue do coração e toda a sua energia e faz bem e termina aquilo em que deveria trabalhar e concluir. Quando ela finalmente se coloca diante de Deus para prestar contas, sente-se relativamente satisfeita, sem acusações ou arrependimentos no coração. Sente-se consolada e acha que ganhou algo, que viveu uma vida valiosa.
2 Então, a fim de viver uma vida valiosa e por fim alcançar esse tipo de colheita, vale a pena uma pessoa sofrer um pouco fisicamente e pagar um pouco de preço, ainda que ela fique doente por causa da exaustão ou tenha uns problemas de saúde. Quando uma pessoa vem a este mundo, não é para o deleite da carne, nem para comer, beber e se divertir. Não se deve viver para essas coisas; esse não é o valor da vida humana, nem é a senda correta. O valor da vida humana e a senda correta a seguir estão em realizar algo valioso e concluir um ou vários itens valiosos de trabalho. Isso não pode ser chamado de carreira; é chamado de senda correta, e também é chamado de tarefa apropriada. Vale a pena para uma pessoa pagar qualquer preço a fim de completar algum trabalho de valor, viver uma vida significativa e valiosa e buscar e ganhar a verdade.
[…]
A Palavra, vol. 6: Sobre a busca da verdade, “Como buscar a verdade (6)”
Esse hino abriu meus olhos para o valor e o significado da vida. O conforto físico é apenas temporário, e só podemos encontrar uma vida verdadeiramente significativa quando cumprimos nossos deveres e encontramos conforto em nosso coração. Percebi que, se meu caráter corrupto não fosse resolvido, minha preguiça e a entrega ao conforto físico sempre me impediriam de cumprir meus deveres. Então, orei a Deus, buscando uma senda de prática.
Um tempo depois, encontrei uma senda de prática numa passagem das palavras de Deus. Deus Todo-Poderoso diz: “Quando você sente vontade de fazer as coisas de maneira perfunctória, de ser escorregadio e desleixado e tentar evitar o escrutínio de Deus enquanto desempenha seu dever, você deve se apressar para vir para diante de Deus para orar e refletir se é correto fazer isso. Então, pense um pouco: ‘Qual é o meu propósito em crer em Deus? Minha atitude perfunctória pode fazer as pessoas de tolas, mas fará Deus de tolo? Além disso, minha crença em Deus e meu desempenho no dever não são para poder ser escorregadio e desleixado, mas para poder alcançar a salvação. Agir dessa maneira mostra que não tenho uma humanidade normal e não é algo em que Deus Se deleita. Isso não serve. Seria uma coisa se eu fosse escorregadio e desleixado e seguisse minha própria vontade no mundo, mas agora estou na casa de Deus, estou sob a soberania de Deus, sob o escrutínio de Seus olhos, e sou um ser humano, então devo agir de acordo com minha consciência e as palavras de Deus e não posso seguir minha própria vontade, ser perfunctório nem ser escorregadio e desleixado. Então, como devo agir para não ser escorregadio e desleixado, para não ser perfunctório? Devo fazer algum esforço. Agora mesmo senti que era muito trabalhoso agir daquela maneira, então quis evitar o sofrimento, mas agora entendo: pode ser mais trabalhoso fazer assim, mas produz resultados, então é assim que devo fazer’. Quando você estiver fazendo isso e ainda não estiver disposto a suportar o sofrimento, nesses momentos você deve orar a Deus: ‘Ó Deus! Sou uma pessoa preguiçosa e escorregadia. Por favor, disciplina-me e reprova-me, para que eu possa ganhar a percepção da consciência e ter um senso de vergonha. Não quero ser perfunctório. Por favor, guia-me e esclarece-me, para que eu possa ver minha rebeldia e minha feiura’. Quando você ora assim, e reflete e tenta conhecer a si mesmo assim, isso dará origem a um sentimento de remorso; você será capaz de odiar sua feiura, e seu estado errado começará a mudar. Você será capaz de contemplar: ‘Por que sou capaz de ser perfunctório? Por que estou sempre tentando ser escorregadio e desleixado? Agir assim é tão desprovido de consciência e razão — ainda sou alguém que crê em Deus? Por que não consigo fazer as coisas conscienciosamente? Não preciso apenas dedicar um pouco mais de tempo e esforço? O que há de tão difícil nisso? É isso que eu deveria estar fazendo; se não consigo fazer nem isso, sou digno de ser chamado um ser humano?’. Como resultado, você tomará uma resolução e fará um juramento a Deus: ‘Ó Deus! Eu Te decepcionei, fui corrompido profundamente demais, careço de consciência e razão e não tenho humanidade. Estou disposto a me arrepender. Por favor, perdoa-me. Eu mudarei definitivamente. Se eu não me arrepender, que Tu me punas’. Depois, sua mentalidade mudará, e você começará a mudar. Na próxima vez que desempenhar seu dever, você será capaz de agir conscienciosamente, de maneira menos perfunctória, e será capaz de sofrer e pagar um preço. Você sentirá que desempenhar seu dever dessa forma é maravilhoso, e terá paz e alegria no coração. Quando as pessoas conseguirem aceitar o escrutínio de Deus, quando conseguirem orar a Ele e confiar Nele, seu estado logo mudará. Quando seu estado negativo tiver sido revertido e você tiver se rebelado contra suas intenções e os desejos egoístas da carne, quando for capaz de largar o conforto e os prazeres da carne, agir de acordo com as exigências de Deus e não mais agir arbitrária e imprudentemente, você terá paz no coração e estará livre da repreensão de sua consciência. É fácil se rebelar contra a carne e agir de acordo com as exigências de Deus desse jeito? Contanto que tenha uma aspiração tremenda por Deus, você conseguirá se rebelar contra a carne e colocar a verdade em prática. E contanto que pratique desse jeito, então, sem mesmo perceber, você entrará na verdade realidade. Não é nem um pouco difícil” (A Palavra, vol. 3: Os discursos de Cristo dos últimos dias, “Valorizar as palavras de Deus é o fundamento da crença em Deus”). Depois de ler as palavras de Deus, entendi que, ao crer em Deus e desempenhar meu dever, preciso ter um imenso desejo por Deus e colocar meu dever em primeiro lugar. Quando eu tiver vontade de ser perfunctória ao desempenhá-lo, devo logo orar a Deus, pedindo-Lhe que me dê determinação para suportar o sofrimento, e também devo aceitar Seu escrutínio. Ao perseverar nessa prática, o problema de ser perfunctória começará a melhorar aos poucos. Percebi que a intenção de Deus ao me fazer perder meus deveres era me levar a refletir sobre meus problemas, e esse foi um divisor de águas em meu caminho de fé. Eu tinha que buscar a verdade, me rebelar contra minha carne, cumprir meu dever e viver uma semelhança humana. Ajoelhei-me e orei: “Deus, agora vejo claramente a raiz do meu fracasso. Não quero mais viver de acordo com um caráter satânico. Quero me esforçar para me elevar e, se tiver a chance de desempenhar meu dever novamente, eu o colocarei em primeiro lugar e farei o melhor que puder para buscar satisfazê-Lo”.
Em agosto de 2024, finalmente consegui entrar em contato com a igreja e pude voltar a desempenhar meus deveres. Fiquei tão empolgada que não conseguia expressar o que estava sentindo. Por um instante, senti uma mistura de felicidade, gratidão e culpa. Eu sabia que Deus estava me dando uma oportunidade de me arrepender e, secretamente, resolvi em meu coração que nunca mais me entregaria ao conforto físico em meus deveres como antes, e que eu tinha de me lembrar de colocar meu dever em primeiro lugar e aceitar o escrutínio de Deus.
Um tempo depois, a igreja arranjou para que eu fosse atriz, e fiz um treinamento de atuação em vídeos de testemunhos experienciais, além de assumir outros deveres em meio período. Dessa vez, não senti mais que meus deveres de meio período eram desnecessários, e eu os desempenhava sempre que tinha tempo. Vi que os irmãos com os quais eu já estava familiarizada tinham todos feito um grande progresso em seus deveres durante o ano anterior ou um pouco mais. O progresso da filmagem dos vídeos de testemunhos experienciais era particularmente acelerado, e não havia muito tempo para ensaiar. Eu percebi que eu tinha tantas deficiências, e estava deixando um pouco a desejar. Lembro-me de que o tempo de preparação para o primeiro vídeo de testemunho experiencial em que atuei foi muito curto, e pensei: “Estou apenas começando a treinar, será que eles não podem ser mais compreensivos? Preciso de mais tempo para me preparar. Será que temos mesmo que nos apressar tanto?”. Falei ao diretor sobre meus pensamentos, e ele disse: “Está tudo bem, confiaremos em Deus e só precisamos fazer o nosso melhor”. Naquele momento, percebi que estava novamente tentando satisfazer minha carne, querendo desempenhar meus deveres de maneira fácil e confortável. Pensando em meus fracassos passados, adverti-me de que eu não podia mais considerar minha carne, e que mesmo se o tempo fosse curto, eu daria o meu melhor para cooperar. Depois disso, fui logo me preparar. Logo, meu primeiro vídeo experiencial foi filmado com sucesso. Depois disso, ao atuar em vídeos de testemunho experiencial mais longos, às vezes ainda sentia muita pressão e, quando o tempo era curto, eu tinha pensamentos sobre não gostar de dificuldades e temer a exaustão, mas, depois que esses pensamentos vinham à tona, eu conseguia me dar conta deles em tempo hábil e logo orava, pedindo a Deus que protegesse meu coração e me impedisse de pensar novamente em minha carne. Eu praticava arduamente, várias vezes, e colocava todo o meu esforço em cooperar. Embora minhas atuações nos vídeos em que participo agora não sejam tão naturais e descontraídas quanto as de outras pessoas, meu coração não se sente mais culpado e, em vez disso, sinto-me tranquila e em paz.
Desde ter vários deveres sem apreciá-los até perdê-los e depois recuperá-los, eu realmente senti as intenções minuciosas de Deus e percebi que, independentemente do que Deus faça, é para permitir que eu me livre do meu caráter corrupto e me torne uma pessoa de consciência e humanidade. Agradeço a Deus por me dar essa oportunidade de me entender e ganhar a verdade. Estou disposta a valorizar o tempo adiante, desempenhar meus deveres seriamente e não ficar aquém das expectativas de Deus.
Tendo lido até aqui, você é uma pessoa abençoada. A salvação de Deus dos últimos dias virá até você.
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