Aprendi uma lição dolorosa sendo escorregadia e enganosa

26 de Outubro de 2022

Por An’na, Itália

Em 2020, eu fazia trabalhos de design na igreja, principalmente esboços. Depois de um tempo, descobri que fazer esboços levava mais tempo do que outros trabalhos. Nossa supervisora estava supervisionando também outros trabalhos, por isso não acompanhava o nosso de perto. Comecei a desleixar. Ninguém estava me apressando, então eu só cumpria deveres de rotina. Achava que, contanto que não fizesse nada e terminasse alguns desenhos todo dia, ficaria tudo bem. Em todo caso, era um trabalho relaxante. Eu não precisava correr nem sofrer fisicamente. Eu era a força principal na equipe; eu conhecia todos os princípios e o trabalho. Então achava que permaneceria nesse dever e que seria salva no fim. Com esse tipo de perspectiva, eu não tinha metas diárias nem planos no meu dever. Eu fazia quanto podia e estava bem com quanto tinha feito. Eu não parecia estar ociosa, mas estava totalmente relaxada. Quando desenhava, eu não conseguia me concentrar. Eu lia imediatamente qualquer mensagem que aparecia no aplicativo de bate-papo, respondia e tratava das coisas independentemente da importância ou urgência. Eu desperdiçava muito tempo sem me dar conta disso. Às vezes, tínhamos reuniões matinais, e, se eu usava bem o tempo nesse dia, eu conseguia terminar três desenhos, mas já ficava satisfeita quando terminava o primeiro, pensando que, já que a reunião matinal tinha ocupado metade do dia, fazer dois desenhos bastava. Assim eu protelava e só terminava dois. Não só isso, eu até usava meu tempo livre para assistir ao noticiário. Eu não estava pensando na minha entrada na vida nem nos problemas que poderiam existir no meu dever. Nessa época, eu só labutava no meu dever, não me concentrava em ler as palavras de Deus nem refletia sobre mim mesma. Eu revelava corrupção, mas não buscava a verdade para resolvê-la. Achava que não tinha dificuldades especiais no meu trabalho e que completava um número decente de desenhos, portanto estava indo bem no meu dever.

A carga de trabalho continuou amentando, mas nosso ritmo era lento demais, então o trabalho foi acumulando. Houve um desenho que atrasou por um mês inteiro. Quando a supervisora descobriu e investigou a nossa produção diária, ela percebeu como era baixa a nossa produtividade e lidou duramente conosco por sermos preguiçosos e negligentes no dever. Não tínhamos nenhum senso de urgência quando víamos o atraso no trabalho, e ninguém relatava isso. Éramos descuidados, não assumíamos um fardo e protelávamos no nosso dever, e isso era um impedimento para o trabalho evangelístico. Fiquei muito surpresa quando a supervisora disse isso. Eu achava que, normalmente, eu me mantinha bem ocupada e conseguia fazer bastante coisa; por que, então, era tão pouco quando visto de perto? Isso não fazia de mim um parasita que se aproveitava da igreja? Eu seria dispensada e excluída se isso continuasse. Depois disso, sob a supervisão da supervisora, minha eficiência no meu dever melhorou um pouco. Mas todos aqueles desenhos pendentes me deixaram ansiosa. A supervisora acompanhava agora o nosso trabalho mais de perto e, às vezes, fazia perguntas detalhadas e investigava onde estávamos tendo problemas. Quando percebeu que estávamos agindo superficialmente de novo, ela usou um tom mais duro conosco. Eu fiquei irritada. É fácil dizer, mas difícil fazer — Achei que ela exigia demais de nós. Ela achava que fazer esses desenhos era fácil? Eu já trabalhava muito. E se ela continuasse exigindo tanto? Eu não era sobre-humana. Eu estava num estado resistente, por isso não estava disposta a sofrer mais nem a pagar um preço. Eu só me esforçava pra me apressar por causa da supervisora. Eu temia que seria tratada se fosse lenta demais. Sentia que estava sendo arrastada e ficava muito cansada todos os dias. Muitas vezes, eu ficava imaginando como seria ótimo terminar todos os desenhos num instante, e eu até invejava as outras irmãs, achava que os deveres delas eram tão relaxantes, diferentes dos meus inúmeros desenhos a serem feitos todos os dias. Era difícil e exaustivo, e eu era tratada quando não trabalhava rápido. Achava que a tarefa não prestava. Já que eu não estava no estado correto, eu me sentia sonolenta o tempo todo. Eu dormia bastante à noite, mas, durante o dia, estava quase sempre caindo no sono. Eu tinha que reunir toda a minha energia para trabalhar nos desenhos. Depois disso, percebi que duas irmãs com as quais eu trabalhava tinham alguns problemas no trabalho. Uma delas não entendia os princípios, e sua insistência em pequenos problemas estava atrasando o nosso progresso. A outra estava sempre agindo superficialmente, mas eu só apontei essas coisas casualmente e depois não acompanhei, e não informei a nossa líder sobre isso. Nosso líder de equipe descobriu os problemas e tratou deles, mas nosso trabalho já estava atrasado.

Um dia, a líder me procurou e disse: “Você está sendo superficial, escorregadia, enganosa e irresponsável no seu dever. Você só se esforça quando alguém pressiona você. Você não está se despendendo por Deus. Por causa do seu comportamento, você está dispensada. Mas se quiser, pode fazer desenhos em meio período. Nós a aceitaremos de volta no futuro se você mostrar sinais de arrependimento”. Fiquei atônita quando a líder me expôs. Era assim mesmo que eu estava cumprindo o meu dever, mas essa situação me pegou de surpresa. Eu não consegui aceitar essa realidade imediatamente. Reconheci que eu tinha atrasado o nosso trabalho e que eu tinha causado danos reais. Eu estava péssima e cheia de remorso e repreensão própria, e podia sentir que o caráter justo de Deus não tolera ofensa humana. Quando Deus olha para alguém, Ele não vê quão bem ele parece se comportar, quão ocupado parece estar. Ele vê sua atitude em relação à verdade e ao seu dever. Mas a minha atitude em relação ao meu dever era muito negligente, eu agia superficialmente, protelava e sempre tinha que ser pressionada pelos outros. Eu não mudei após ser tratada e tinha enojado a Deus havia muito tempo. Ser dispensada foram o castigo e a disciplina de Deus. Eu só podia culpar a mim mesma — estava colhendo o que tinha semeado. Eu estava pronta para me submeter, para refletir sobre mim mesma e me arrepender para compensar minhas transgressões passadas. Mas algo que eu não entendia era que, no início, eu queria fazer um bom trabalho; por que, então, eu acabei cumprindo meu dever desse jeito? Qual era a razão disso? Orei a Deus na minha confusão, pedindo que Ele me esclarecesse pra eu entender o meu problema.

Então li esta passagem das palavras de Deus nos meus devocionais: “Na verdade, se vocês cumprissem o seu dever conscienciosa e responsavelmente, não levaria nem cinco ou seis anos para vocês serem capazes de falar das suas experiências e dar testemunho de Deus, e os vários trabalhos da igreja seriam realizados com grande efeitomas vocês não estão dispostos a estar atentos à vontade de Deus nem se esforçam para alcançar a verdade. Há algumas coisas que não sabem fazer, então Eu lhes dou instruções exatas. Vocês não precisam pensar, precisam apenas ouvir e dedicar-se ao trabalho. Esse é o único tiquinho de responsabilidade que devem assumir — mas até isso está fora do seu alcance. Onde está a sua lealdade? Ela não está em parte alguma! Tudo o que vocês fazem é dizer coisas agradáveis. Em seu coração, vocês sabem o que deveriam fazer, mas simplesmente não praticam a verdade. Isso é rebelião contra Deus e, na raiz, é uma falta de amor pela verdade. Vocês sabem muito bem em seu coração como agir de acordo com a verdadevocês simplesmente não a põem em prática. Esse é um problema sério; vocês olham para a verdade sem a colocar em prática. Não são nem um pouco pessoas que obedecem a Deus. A fim de cumprir um dever na casa de Deus, o mínimo que vocês devem fazer é buscar e praticar a verdade e agir de acordo com os princípios. Se vocês não conseguem praticar a verdade no cumprimento do seu dever, então onde poderão praticá-la? E se não praticam nada da verdade, vocês são incrédulos. Qual é realmente o seu propósito, se vocês não aceitam a verdademuito menos praticam a verdadee simplesmente são superficiais na casa de Deus? Vocês querem transformar a casa de Deus em sua casa de repouso ou num asilo? Se assim for, vocês estão enganadosa casa de Deus não cuida de aproveitadores, de vadios. Qualquer pessoa de humanidade pobre, que não cumpra com prazer o seu dever, que seja incapaz de cumprir um dever, deve ser afastada; todos os incrédulos que não aceitam nem um pouco a verdade devem ser expulsos. Algumas pessoas entendem a verdade, mas não a colocam em prática no cumprimento de seus deveres. Quando veem um problema, elas não o resolvem, e quando sabem que algo é responsabilidade sua, elas não dão tudo de si. Se você nem executar as responsabilidades que é capaz de executar, que valor ou efeito o desempenho do seu dever poderia ter? É significativo crer em Deus dessa forma? Alguém que entende a verdade, mas não consegue praticá-la, que não consegue suportar as adversidades que deveria suportartal pessoa não é apta a cumprir um dever. Algumas pessoas que cumprem um dever só o fazem para serem alimentadas. São mendigos. Pensam que, se fizerem algumas poucas tarefas na casa de Deus, terão pensão e hospedagem garantidas, que elas serão sustentadas sem a necessidade de terem um emprego. Tal barganha existe? A casa de Deus não provê para vagabundos. Se alguém que não pratica a verdade nem minimamente e que é consistentemente descuidado e superficial no cumprimento de seu dever afirmar que crê em Deus, Deus o reconhecerá? Todas essas pessoas são incrédulas e, aos olhos de Deus, malfeitoras(A Palavra, vol. 3: As declarações de Cristo dos últimos dias, “Para realizar bem o dever, deve-se, no mínimo, possuir uma consciência e razão”). Refletindo sobre as palavras de Deus, eu senti como se Ele estivesse me revelando pessoalmente. Ele descrevia exatamente como eu cumpria o meu dever. Lembrei-me de uma coisa após a outra que tinham acontecido. Quando percebi que a supervisora não acompanhava bem o meu trabalho, eu comecei a me aproveitar disso, sendo escorregadia e astuta. Eu não parecia estar ociosa, mas não fazia muita coisa. No meu tempo livre, eu não pensava nos problemas que existiam no meu dever nem sobre a minha entrada na vida, mas assistia ao noticiário por curiosidade — não havia nada de apropriado no meu coração. Eu não estava ciente de como eu atrasava o progresso do nosso trabalho. Eu melhorei minha eficiência um pouco depois de ser podada e tratada pela supervisora, mas estava me forçando a fazer um esforço só para não ser dispensada. Eu resisti e fiquei ressentida com a supervisão dela e até me irritei com o cumprimento do meu dever. Achava que era um trabalho difícil e ingrato. Eu sabia que uma das irmãs estava sendo superficial e atrasando o nosso trabalho, mas me fiz de cega. Percebi que eu não era sincera em relação ao meu dever. Eu não estava praticando a verdade nem considerando a vontade de Deus. Eu só me importava com confortos físicos e relaxamento. Eu era um parasita à procura de uma refeição de graça na igreja. Eu não tinha consciência nem razão! Eu estava me comportando igual àqueles incrédulos que só se importam em comer à vontade e ganhar bênçãos. Eu não estava cumprindo meu dever desse jeito porque eu não entendia o trabalho ou não tinha as habilidades certas. Era porque eu carecia de humanidade e não buscava a verdade e porque eu cobiçava os confortos da carne. Eu não era digna de cumprir um dever na igreja.

Durante minha autorreflexão, li algumas das palavras de Deus. “Todas as pessoas escolhidas de Deus estão agora praticando o desempenho de seus deveres, e Deus usa o desempenho dos deveres pelas pessoas para aperfeiçoar um grupo de pessoas e excluir um outro. Assim, é o desempenho do dever que revela cada tipo de pessoas, e cada tipo de enganador, incrédulo e pessoa maligna é revelado e excluído no desempenho de seu dever. Aqueles que cumprem seu dever fielmente são pessoas honestas; aqueles que são consistentemente descuidados e superficiais são pessoas enganosas e astutas e são incrédulos; e aqueles que causam interrupções e perturbação ao cumprirem os seus deveres são pessoas malignas e são anticristos. […] Todas as pessoas são reveladas no desempenho dos seus deveresbasta colocar uma pessoa em um dever, e não demorará muito até que seja revelado se é uma pessoa honesta ou um enganador e se é ou não alguém que ama a verdade. Aqueles que amam a verdade conseguem desempenhar sinceramente os seus deveres e defender o trabalho da casa de Deus; aqueles que não amam a verdade não defendem nem um pouco o trabalho da casa de Deus e são irresponsáveis no desempenho dos seus deveres. Isso é visível para aqueles que têm olhos para ver. Ninguém que cumpre mal o seu dever é alguém que ama a verdade ou uma pessoa honesta; todos eles são alvos de revelação e expulsão. Para cumprirem bem o seu dever, as pessoas devem ter um senso de responsabilidade e um senso de fardo. Dessa forma, não há dúvida de que o trabalho seja feito corretamente. Se alguémo que não deveria acontecernão tivesse um senso de fardo nem responsabilidade e tivesse que ser encorajado a fazer tudo e fosse sempre desleixado e superficial e, quando surgissem problemas, tentasse culpar outros, fazendo com que problemas fossem prolongados e não resolvidos — o trabalho ainda poderia ser bem-feito? Tal desempenho do dever poderia render um efeito? Ele não desejaria fazer nenhuma das tarefas arranjadas para ele e não se importaria quando visse outros que precisam de ajuda com seu trabalho. Ele faria um pouco de trabalho só quando mandado, só empurrado e quando ele não tivesse escolha. Ele não estaria cumprindo seu deverisso seria mão de obra contratada! Mão de obra contratada trabalha para um empregador, é fazer o trabalho de um dia pelo salário de um dia, o trabalho de uma hora pelo salário de uma hora. Ela espera ser paga. Teme fazer qualquer trabalho que o chefe não veja, teme não ser recompensada por algo que faz, ela só trabalha pelas aparênciaso que significa que ela não tem lealdade(A Palavra, vol. 3: As declarações de Cristo dos últimos dias, “Somente sendo honesto é que se pode viver como um ser humano verdadeiro”). “Crer em Deus é trilhar a senda certa na vida, e é preciso buscar a verdade. Isso é uma questão do espírito e da vida e é diferente da busca por glória e riqueza dos incrédulos, por eternizar seu nome. Essas são estradas separadas. Em seu trabalho, os incrédulos pensam em como trabalhar menos e ganhar mais dinheiro, em enganações duvidosas que podem fazer para ganhar mais. Pensam o dia inteiro em como enriquecer e acumular uma fortuna, e eles até inventam meios inescrupulosos para alcançar seu objetivo. Essa é a senda do mal, a senda de Satanás, e é a senda trilhada pelos incrédulos. A senda trilhada pelos crentes em Deus é a senda de buscar a verdade e ganhar a vida; é a senda de seguir a Deus e de ganhar a verdade(A Palavra, vol. 3: As declarações de Cristo dos últimos dias, “Somente sendo honesto é que se pode viver como um ser humano verdadeiro”).

As palavras de Deus me mostraram que o trabalho dos incrédulos é uma transação — é para ganhar dinheiro e em prol de seus interesses pessoais. Até desejam ganhar dinheiro sem mexer um dedo. Quando alguém inspeciona seu trabalho, eles fazem de conta e trabalham um pouco, mas são escorregadios e enganosos quando ninguém está olhando. Não ficam ansiosos, não importa em que estado esteja o seu trabalho. Só querem o dinheiro deles. Percebi que eu era exatamente igual. Quando não havia pressão nem adversidade no meu dever, quando eu não tinha que sofrer nem pagar um preço, eu achava que esse dever não era ruim. Achava que, contanto que não ficasse ociosa e conseguisse terminar algumas tarefas, eu não seria excluída, que estaria qualificada a permanecer na igreja e que seria salva no fim, matando, assim, dois pássaros com uma pedra só. Eu não parecia ser preguiçosa, e os outros não viam nenhum problema, mas eu não estava dando tudo de mim — eu me contentava com pouco trabalho. Eu me ocupava com informações irrelevantes no resto do tempo, lia coisas sem importância para encontrar alguma novidade. Estava sempre enrolando. Eu não era diferente de um incrédulo que trabalha para um chefe. Quando o nosso trabalho atrasou, eu agi como se não fosse nada e não tive nenhum senso de urgência. Quando fui tratada e exposta, eu me esforcei um pouco mais para salvar minha reputação e não ser dispensada, mas assim que os padrões foram elevados, eu resisti e reclamei e quis ser transferida para um dever mais fácil e mais relaxante. Parecia que eu estava cumprindo o meu dever, mas eu só estava fazendo uma tarefa para a supervisora ver. Eu não era sincera em relação ao meu dever nem a Deus. Eu queria pagar um preço baixo em troca das bênçãos do reino dos céus. Isso era tentar fazer uma transação com Deus. Nunca imaginei que, após tantos anos de cumprir um dever, eu seria exposta como uma pessoa astuta e escorregadia. Eu tinha desfrutado do sustento e de tudo que Deus tinha me dado, mas eu só buscava tranquilidade e conforto no meu dever, fazendo de tudo para evitar sofrimento, sem considerar o trabalho da igreja nem a vontade urgente de Deus. Eu não tinha reverência a Deus. Em que isso era cumprir um dever? Eu estava atrasando o trabalho da igreja, e era uma oportunista que se aproveitava da igreja. Nessa minha reflexão, percebi que eu era egoísta assim porque defendia filosofias satânicas, como “cada um por si e o demônio pega quem fica por último”, “tornar-se um oficial é para ter comida boa e roupas finas”, e “a vida é curta; desfrute dela enquanto pode”. Essas coisas tinham se tornado a minha vida. Ao viver segundo essas coisas, eu só considerava meus interesses carnais nas minhas ações. Achava que, na vida, devemos ser generosos conosco, que nos esgotar e trabalhar demais não vale a pena. Estar livre e à vontade é ótimo, e preocupar-se e esgotar-se é um desperdício. Eu sempre tive essa atitude no meu dever, era superficial e preguiçosa, o que acabou atrasando o trabalho da igreja e arruinando o meu caráter. Eu era crente, mas não praticava as palavras de Deus, vivia de acordo com as falácias de Satanás, e me tornava cada vez mais egoísta, astuta e depravada. Eu não tinha caráter nem dignidade e não era digna de confiança. Até um incrédulo, num emprego, se abordasse as coisas com esse tipo de mentalidade oportunista, poderia até se safar disso por um tempo, mas em algum momento os outros perceberiam. Além disso, eu estava cumprindo um dever na igreja, na presença de Deus, que vê o coração e a mente das pessoas. Eu estava trapaceando, e embora não fosse descoberta por um tempo, Deus via tudo com clareza perfeita. Ele via que eu não estava me despendendo por Ele, que estava apenas dando um jeito. A essa altura, me ocorreu que era por isso que eu estava sempre com sono e indiferente no trabalho e não conseguia sentir a presença de Deus. Era porque eu estava sendo escorregadia e enganosa, o que era repugnante e odioso para Deus. Ele tinha escondido sua face de mim havia muito tempo. Sem a obra do Espírito Santo, fiquei entorpecida, então, por melhor que conhecesse o trabalho ou por mais experiente que fosse, eu não faria um bom trabalho.

Mais tarde, li mais das palavras de Deus, que esclareceram a natureza de ser superficial num dever, e pude também ver que o caráter de Deus é inviolável. Deus diz: “O modo como você vê as comissões de Deus é extremamente importante e isso um assunto muito sério! Se você não consegue completar o que Deus confiou às pessoas, então não está apto para viver em Sua presença e deveria ser punido. É ordenado pelo Céu e reconhecido pela terra que os humanos devem completar quaisquer comissões que Deus lhes confia; essa é a sua responsabilidade suprema, e é tão importante quanto a sua própria vida. Se você não leva a sério as comissões de Deus, então está traindo a Ele da maneira mais grave; nisso você é mais lamentável que Judas e você deveria ser amaldiçoado. As pessoas devem ganhar um entendimento completo de como ver o que Deus lhes confia e, no mínimo, devem compreender que as comissões que Ele confia à humanidade são exaltações e favores especiais de Deus; são as coisas mais gloriosas. Tudo o mais pode ser abandonado; mesmo que alguém deva sacrificar sua própria vida, ainda precisa cumprir a comissão de Deus(A Palavra, vol. 3: As declarações de Cristo dos últimos dias, “Como conhecer a natureza do homem”). “Uma vez confiei uma tarefa a alguém. Quando lhe expliquei a tarefa, ele a registrou cuidadosamente em seu caderno. Eu vi como ele era cuidadoso ao registrá-laele parecia ter um senso de fardo pelo trabalho e parecia ter uma atitude cuidadosa e responsável. Após transmitir-lhe o trabalho, esperei por uma atualização; duas semanas se passaram sem que ele me enviasse notícias. Assim, dei-Me ao trabalho de procurá-lo e perguntei como a tarefa que Eu tinha lhe dado estava indo. Ele disse: ‘Ah nãoeu me esqueci dela! Conta-me novamente o que era’. O que vocês acham da resposta dele? Esse era o tipo de atitude que ele tinha ao fazer um trabalho. Pensei: ‘Essa pessoa realmente não merece confiança. Suma da minha vista, rápido! Não quero vê-lo de novo!’. Foi assim que Me senti. Então, Eu lhes contarei um fato: você jamais deve associar as palavras de Deus às mentiras de um trapaceirofazer isso é abominável para Deus. Há alguns que dizem que são homens de palavra, que fazem o que prometem. Se esse é o caso, quando se trata das palavras de Deus, eles conseguem fazer o que essas palavras dizem quando eles as ouvem? Eles conseguem executá-las com o mesmo cuidado com que tratam de seus assuntos pessoais? Cada sentença de Deus é importante. Ele não brinca quando fala. As pessoas devem fazer e executar o que Ele diz. Quando Deus fala, Ele está consultando as pessoas? Certamente não está. Ele está lhe fazendo perguntas de múltipla-escolha? Certamente não está. Se você consegue perceber que as palavras e a comissão de Deus são ordens, que o homem deve fazer o que elas dizem e executá-las, então você tem a obrigação de realizá-las e de executá-las. Se você acha que as palavras de Deus só são uma piada, só são observações casuais que podem ser feitasou nãocomo você bem quiser e você as trata como tal, então você está desprovido de senso e não é apto a ser chamado uma pessoa. Deus jamais voltará a falar com você. Se uma pessoa está sempre fazendo escolhas próprias quando se trata das exigências de Deus, de Suas ordens e de Sua comissão, e as trata com uma atitude superficial, então ela é um tipo de pessoa que Deus abomina. Em coisas que eu lhe ordeno ou com as quais eu o comissiono diretamente, se você sempre precisa que Eu o supervisione e o incentive, que Eu o acompanhe, sempre Me obrigando a Me preocupar e a investigar, exigindo que Eu o controle a cada passo, você deve ser excluído(A Palavra, vol. 4: Expondo os anticristos, “Excurso Três: Como Noé e Abraão ouviram as palavras de Deus e Lhe obedeceram (parte 2)”). As palavras de Deus me mostraram que tudo que Ele diz, tudo que Ele exige deve ser executado, deve ser obedecido por um ser criado. Se não levamos a sério as palavras de Deus, mas sempre precisamos da supervisão e dos lembretes dos outros no nosso trabalho, ou se só fazemos um pouco quando somos obrigados, isso é enganar a Deus, o que é repugnante para Ele. Esse tipo de pessoa não merece ouvir as palavras de Deus nem permanecer na igreja, e deve ser excluído. Fiquei com muito medo quando refleti sobre as palavras de Deus, especialmente a parte em que Ele diz: “Essa pessoa realmente não merece confiança. Suma da minha vista, rápido! Não quero vê-lo de novo!”. Eu me arrependi e me senti culpada pelo mal que tinha feito no meu dever, e as lágrimas não pararam de escorrer pelo meu rosto. Lembrando-me da minha atitude em relação ao meu dever, era exatamente como Deus expunha; era incrivelmente casual. Este é um período crucial na expansão do evangelho do reino, e todos os outros irmãos estão ansiosos por cumprir um dever. Mas eu cobiçava confortos carnais, era casual e superficial no meu dever, me contentava em prestar serviço sem tentar ser eficiente, o que impactava os resultados do meu trabalho. Eu era desleixada, negligente no dever, perdia tempo, só pensava na minha satisfação. A igreja me confiou um dever tão importante, mas eu não o valorizei nem o levei a sério. Eu o vi como capital, como minha moeda de troca para me aproveitar da igreja, sem sofrer nem pagar um preço, sem pensar em como melhorar meu trabalho. Eu estava fazendo o mínimo possível. Eu não me importava com a lentidão do meu progresso nem com a urgência da vontade de Deus. Eu só não queria me esgotar. Eu era negligente e desatenciosa no meu dever, só queria me virar e protelar sempre que possível. Deus não tinha um lugar no meu coração, e eu não tinha reverência alguma por Ele. Ser tão casual no dever não me tornava inferior a um cachorro? Os cachorros são leais ao dono. Não importa se o dono está do lado deles ou não, eles cumprem sua responsabilidade e vigiam a casa do dono. Do jeito que eu agia, eu não era digna de continuar naquele dever. Jurei a mim mesma que, a partir daquele dia, eu me arrependeria e compensaria o que eu devia.

Então, nos meus devocionais, li uma passagem das palavras de Deus que me deu uma senda para cumprir meu dever no futuro. As palavras de Deus dizem: “O que Noé pensou em seu coração após Deus emitir Sua ordem de construir uma arca? Ele pensou: ‘A partir de hoje, nada importa tanto quanto construir a arca, nada é mais importante e urgente do que isso. Ouvi a voz que veio do coração do Criador e senti Sua vontade urgente, por isso não devo tardar; devo construir com toda pressa a arca da qual Deus falou e a qual Ele pediu’. Qual foi a atitude de Noé? Foi a de não ousar ser negligente. E de que maneira ele finalizou a arca? Sem demora. Ele executou e realizou cada detalhe que Deus tinha mencionado e instruído com toda a pressa e com toda a sua energia, sem ser, de modo algum, superficial e descuidado. Em suma, a atitude de Noé para com a ordem do Criador foi de obediência. Ele não agiu despreocupadamente, e não havia resistência alguma em seu coração, nem havia indiferença. Ao contrário, ele tentou com diligência entender a vontade do Criador, registrando cada detalhe. Quando compreendeu a vontade urgente de Deus, ele decidiu apressar o passo para completar o que Deus tinha confiado a ele com toda a rapidez. O que isso significava, ‘com toda a rapidez’? Significava completar, no menor tempo possível, um trabalho manual que, antes, teria levado um mês, terminá-lo talvez três ou cinco dias antes do prazo, sem, de modo algum, ficar embromando e sem a mínima procrastinação, mas tocar todo o projeto adiante da melhor forma possível. Naturalmente, ao executar cada trabalho, ele fazia o possível para minimizar perdas e erros e não fazer nenhum trabalho de modo que tivesse que ser repetido; ele também tinha completado cada tarefa e procedimento dentro do prazo e o tinha feito bem, garantindo sua qualidade. Essa era uma manifestação verdadeira de não embromar. Então, qual foi o prerrequisito para que ele fosse capaz de não embromar? (Ele tinha ouvido a ordem de Deus.) Sim, esse foi o prerrequisito e o contexto para não o fazer. Agora, por que Noé foi capaz de não embromar? Algumas pessoas dizem que Noé possuía obediência verdadeira. O que, então, ele possuía que lhe permitiu alcançar tal obediência verdadeira? (Ele estava atento à vontade de Deus.) Correto! É isso que significa ter coração! Pessoas com coração são capazes de estar atentas à vontade de Deus; pessoas sem coração são cascas vazias, são palhaços, não sabem estar atentas à vontade de Deus: ‘Não me importa quão urgente isso seja para Deus, eu farei o que quiserem todo caso, não estou sendo ocioso nem preguiçoso’. Esse tipo de atitude, esse tipo de negatividade, a falta total de proatividadeessa não é uma pessoa atenta à vontade de Deus nem entende como estar atenta à vontade de Deus. Nesse caso, ela possui fé verdadeira? Definitivamente não. Noé estava atento à vontade de Deus, ele tinha fé verdadeira e, assim, foi capaz de completar a comissão de Deus. E assim, não basta simplesmente aceitar a comissão de Deus e estar disposto a fazer algum esforço. Você deve estar atento à vontade de Deus, dar tudo de si e ser devotoo que exige que as pessoas tenham senso e consciência; é o que as pessoas têm a obrigação de ter, e é o que se encontrava em Noé(A Palavra, vol. 4: Expondo os anticristos, “Excurso Três: Como Noé e Abraão ouviram as palavras de Deus e Lhe obedeceram (parte 2)”). A palavra de Deus mostra que Noé ganhou a aprovação de Deus porque tinha fé verdadeira em Deus e considerava a Sua vontade. Quando recebeu a comissão de Deus, ele fez da construção da arca a sua prioridade. Ele não pensou em sofrimento físico nem em como isso seria difícil. Naquela era pré-industrial, construir uma arca tão grande deve ter exigido um esforço físico e mental enorme, e ele teve que resistir à zombaria dos outros. Sob essas circunstâncias, Noé permaneceu firme por 120 anos para completar a comissão de Deus e, no fim, confortou o coração de Deus. Noé se despendeu por Deus e mereceu a confiança de Deus. Mas eu, sem ninguém me pressionando ou vigiando, aproveitava a chance de ser preguiçosa e escorregadia, cobiçava confortos carnais, protelava e nunca me preocupava com o fato de atrasar as coisas. Eu não tinha humanidade e não merecia a salvação de Deus. Agora eu sabia que devia cumprir meu dever igual a Noé, quando ele construiu a arca, que deve haver ação real. Tenho que aproveitar cada segundo para avançar, para trabalhar de modo mais eficiente. Mesmo que ninguém me pressione ou verifique, preciso ser responsável e fazer o que posso. Esse é o único jeito de ser uma pessoa com consciência e humanidade.

Depois disso, comecei a organizar meu tempo. Quando não estava desenhando, eu usava meu tempo livre para ajudar em outro dever e permanecia atenta ao meu estado. Minha agenda estava lotada todos os dias, mas eu me sentia em paz e me dedicava mais ao meu dever do que no passado. Às vezes, quando um trabalho estava prestes a ser encerrado e eu tinha vontade de desleixar de novo ou quando um esboço estava atrasado porque eu não tinha coordenado bem as coisas, eu queria me justificar, pensava que eu não era membro da equipe e que ninguém estava me pressionando, que, além disso, eu estava ajudando em outro trabalho, por isso ser mais lenta com um desenho era justificável. Ao pensar nisso, percebi que o meu estado estava errado e corri buscar a verdade para resolvê-lo. Li isto nas palavras de Deus: “Quando as pessoas cumprem seu dever, elas estão, na verdade, fazendo o que deveriam. Se você o fizer diante de Deus, se cumprir seu dever e se submeter a Deus com uma atitude de honestidade e de coração, essa atitude não será muito mais correta? Como, então, você deve aplicar essa atitude ao seu dia a dia? Você deve fazer de ‘adorar a Deus de coração e com honestidade’ a sua realidade. Sempre que você quiser ser desleixado e simplesmente agir sem se envolver, sempre que quiser agir de modo ardiloso e ser preguiçoso, e sempre que ficar distraído ou preferir ficar se divertindo, você deve refletir bem sobre isso: ‘Quando me comporto dessa maneira, estou sendo inconfiável? É isso que significa colocar meu coração no cumprimento do meu dever? Estou sendo desleal ao fazer isso? Quando faço isso, estou falhando em estar à altura da comissão que Deus confiou a mim?’. É assim que você deve refletir sobre si mesmo. Se você consegue vir a saber que é sempre descuidado e superficial em seu dever, e desleal, e que você magoou Deus, o que você deve fazer? Você deve dizer: ‘No mesmo instante, senti que havia algo errado aqui, mas não tratei como problema; simplesmente passei por cima, sem cuidado. Só percebi agora que fui descuidado e superficial, que não cumpri minha responsabilidade. Eu realmente sou desprovido de consciência e razão!’. Você encontrou o problema e veio a se conhecer um poucoagora, então, você deve dar meia-volta! Sua atitude em relação ao cumprimento do seu dever estava errada. Você foi descuidado com ele, como se fosse um trabalho extra, e você não investiu seu coração nele. Se voltar a ser descuidado e superficial desse jeito, você deve orar a Deus e pedir que Ele o discipline e castigue. É preciso ter esse tipo de vontade no cumprimento do seu dever. Somente então é possível arrepender-se de verdade. Você só pode dar meia-volta quando sua consciência está limpa e sua atitude em relação ao cumprimento do dever é transformada(A Palavra, vol. 3: As declarações de Cristo dos últimos dias, “Só na leitura frequente das palavras de Deus e na ruminação da verdade existe um caminho adiante”). As palavras de Deus me deram mais clareza sobre uma senda de prática. Um dever é uma comissão que nos foi dada por Deus. Não importa se alguém está supervisionando ou não, devemos aceitar o escrutínio de Deus e dar tudo de nós. Sempre precisar de alguém para me pressionar a fazer um pouco era falta de devoção, e até os outros acham isso desonroso. Eu não podia continuar desse jeito; tinha que ter reverência por Deus e aceitar o Seu escrutínio. Eu devia ser proativa no meu dever sem que os outros me pressionassem. Quando as coisas estavam corridas em ambos os deveres e eu precisava pagar um preço, eu organizava a minha agenda de antemão e dava tudo de mim, tentando não ser superficial. Quando abordei as coisas dessa forma, depois de um tempo, comecei a ver resultados no meu dever. Eu tive que investir mais do que antes e despendi alguma energia, mas não me senti cansada — eu me senti calma e em paz. Quando encontrava dificuldades no meu dever, ao buscar a verdade, eu fazia ganhos inesperados. Eu progredia tanto nas minhas habilidades técnicas quanto na minha entrada na vida.

Um dia, em junho de 2021, a líder veio conversar comigo e me disse que eu estava sendo redesignada para o trabalho de desenho. Fiquei tão animada que nem soube o que dizer e agradeci a Deus de coração. Essa mudança no meu dever me mostrou como eu era preguiçosa, egoísta e vil, e eu realmente me odiei e ganhei alguma reverência por Deus. Às vezes, ainda sinto preguiça, e então oro a Deus e peço que Ele guarde o meu coração, e me exponha, repreenda e discipline imediatamente quando sou superficial, escorregadia e astuta. Desde que coloco isso em prática sou muito menos escorregadia e enganosa e alcanço resultados melhores no meu dever. É um pouco mais cansativo, mas me sinto realizada. Mais tarde, a líder me disse que eu estava cumprindo o meu dever muito melhor do que antes. Fiquei comovida e motivada ao ouvir isso. Eu sabia que ainda não era o suficiente e que eu precisava continuar trabalhando muito. Sou grata a Deus por me castigar e disciplinar, o que me ajudou a mudar a minha atitude em relação ao meu dever.

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