Um despertar após uma vingança

13 de Junho de 2022

Por Qingping, China

Eu estava servindo como uma líder por um tempo numa igreja. A irmã Zhang, diaconisa evangelística, tinha um fardo por seu dever e era muito proativa nele. Mas ela era bastante franca e tendia a usar um tom duro. Às vezes, ela apontava problemas que percebia em mim de modo muito direto. Dizia que eu repreendia outros imperiosamente e que eles se sentiam constrangidos. No início, eu conseguia suportar com uma atitude positiva. O que ela dizia não era agradável, mas era tudo verdade, por isso eu aceitava e tentava refletir sobre mim mesma. Mas, depois de um tempo, quando ela apontava problemas em meu dever na frente de todos sem qualquer respeito pela minha imagem, em algum momento não consegui mais aceitar e desenvolvi preconceitos contra ela.

Uma vez, numa reunião com alguns diáconos, vi que ninguém estava falando, então os convidei a expressar qualquer pergunta ou problema. A irmã Zhang disse secamente: “Você não gosta quando sou prolixa demais na comunhão — sinto-me constrangida por você”. Disse que alguns outros irmãos também se sentiam restringidos por mim. Vi que alguns dos outros consentiram, acenando com a cabeça. Senti o calor em meu rosto aumentar. Para salvar minha honra, eu me justifiquei, dizendo que falar duro era algo inato. Ela disse que meu problema não era o tom, pois provinha de uma natureza arrogante. A irmã Zhang não estava considerando minha dignidade — eu estava em alvoroço. Pensei que ela realmente era prolixa em sua comunhão, por que, então, ela não refletia sobre si mesma, mas só criava problemas comigo? Ela devia ter algo contra mim e querer prejudicar minha imagem na frente dos outros. Eles se aborreceriam comigo e diriam que eu repreendia os outros e era arrogante demais? Esses pensamentos reforçaram meu preconceito contra ela.

Em outra reunião com alguns diáconos, ela disse na frente de todos que eu só comungava sobre coisas positivas, não sobre minha própria corrupção, e que não tinha mudado como eu era arrogante e constrangia as pessoas. Achei que ela não tinha dito nada sobre meus pontos fortes, só sobre minhas falhas. Eu realmente podia ser tão ruim? Certamente, os outros teriam uma impressão ruim minha, e, se a líder descobrisse, ela poderia dizer que eu não tinha mudado depois de tanto tempo e não me dava bem com os irmãos, então poderia ser demitida. Quanto mais ficava remoendo isso, pior me sentia em relação à irmã Zhang. Ela estava sempre me desafiando em público, e eu sempre recuava sem me defender. Ela era ingrata e estava indo longe demais. Ela apontava tantos dos meus problemas sem pensar em como isso afetava minha imagem. Era como se eu tivesse que encontrar o momento certo para também expor os problemas dela para colocá-la na berlinda. Quando pensei isso, mordi minha língua e não abri a boca.

Numa reunião posterior, descobri que o trabalho evangelístico da irmã Zhang não estava obtendo resultados e que havia alguns problemas em seu dever. Quis apontar isso abertamente e envergonhá-la, mas antes que pudesse fazê-lo, ela me perguntou sobre meus esforços recentes para espalhar o evangelho. Fiquei perplexa, e foi muito constrangedor. Achei que ela devia refletir sobre si mesma se o trabalho evangelístico não estava indo bem e não jogar a culpa em mim. Ela sabia que eu estivera ocupada com o trabalho da igreja e não tinha pregado, assim, com essa pergunta, ela não estava tentando me envergonhar? Estava sempre tentando me envergonhar — eu não podia aceitar isso de braços cruzados. Eu devia falar abertamente sobre os problemas dela para humilhá-la. Com segundas intenções, eu disse a um diácono mais tarde: “Há problemas com o trabalho evangelístico da irmã Zhang, mas ela não aceita nenhuma crítica. Ela não reflete sobre si mesma, mas sempre fala dos problemas dos outros”. Na época, me senti um pouco culpada, mas então pensei que foi ela que me criticou e envergonhou primeiro, portanto, merecia aquilo. Mais tarde, usei a chance de compartilhar meu estado em reuniões para espalhar preconceitos contra ela. Eu disse: “Quando questionada sobre o trabalho evangelístico na reunião passada, a irmã Zhang não refletiu sobre si mesma nem sobre como não estava fazendo trabalho prático, mas me perguntou como eu espalhava o evangelho. Desenvolvi o preconceito contra ela de que ela não aprende lições em face de problemas”. Alguns dos outros ouviram isso e também acharam que a irmã Zhang carecia de autoconsciência. Na época, fiquei muito feliz, porque, a partir de então, os irmãos saberiam que ela não aceitava a verdade e, assim eu esperava, começariam a rejeitá-la e a bani-la. Assim, não confiariam naquilo que ela dizia e achariam que ela não havia sido objetiva ao expor meus problemas no passado. Então eu preservaria minha imagem aos olhos dos irmãos. Quando a líder investigasse as coisas, os outros diriam que a irmã Zhang não prestava e que não era problema meu.

Naquele tempo, quando eu via os problemas da irmã Zhang, eu não a ajudava como no passado e não acompanhava nem supervisionava o trabalho dela. Pensei que, quando nossa líder viesse para ver como tudo estava indo e visse que a irmã Zhang não estava fazendo trabalho real, ela lidaria com ela ou até mesmo a dispensaria. Logo a líder veio para investigar por que nosso trabalho evangelístico não estava indo bem. Eu quis aproveitar essa chance para falar sobre os problemas da irmã Zhang, para que a líder visse que ela não fazia trabalho prático nem aceitava supervisão e então a dispensasse. Depois disso, eu poderia evitá-la. Falei à líder somente sobre os problemas da irmã Zhang em seu dever, sem mencionar como ela aprendia, se arrependia e mudava. A líder me ouviu e achou que a irmã Zhang tinha problemas sérios e pediu que eu reunisse avaliações dela escritas por outros e lidasse com isso após entender as coisas. Depois disso, numa reunião, eu lidei duramente com a irmã Zhang. Eu disse que ela não estava obtendo resultados e não permitia que outros perguntassem sobre seu trabalho. Ela não estava aceitando a supervisão dos líderes, mas estava perturbando o trabalho da casa de Deus. Também disse que ela falava sem considerar os sentimentos dos outros e que tinha humanidade ruim. A irmã Zhang ficou muito contrariada quando ouviu isso. Achou que, já que ela não aceitava a verdade, magoava as pessoas, tinha humanidade ruim e não fazia trabalho prático, ela deveria ser demitida. Depois disso, ela ficou presa num estado negativo que ela não conseguia reverter, e nosso trabalho evangelístico sofreu. Para mim, foi difícil vê-la sofrendo tanto. Perguntei-me se eu tinha ultrapassado os limites. Mas quando lembrei como ela tinha me envergonhado tanto no passado, me magoado e humilhado, eu queria que ela provasse como era perder sua reputação. E se ela fosse dispensada, os outros saberiam que ela tinha humanidade pobre e que o problema não era meu. Depois disso, pedi que outros escrevessem uma avaliação dela. Temendo que não escreveriam o suficiente sobre os problemas dela para que ela fosse dispensada, não parei de falar sobre as falhas dela na frente deles. Também perguntei se ela resolvia problemas reais, com a única intenção de encontrar provas de que ela não fazia trabalho real.

Quando a irmã Liu, a líder superior, obteve um entendimento da situação, ela lidou duramente comigo: “A irmã Zhang apontou seus problemas e você não quis aceitar, e você a julgou na frente de uma líder, criando tempestade em copo d’água. Você a está oprimindo e dificultando a vida dela. Você quer que ela seja dispensada, certo? A irmã Zhang é direta, mas ela não tem intenções más. Ela dá nome aos bois. Os outros têm dito que você é arrogante e gosta de dar bronca nas pessoas, de restringi-las. Por que você não aceita ajuda nem sugestões, mas até oprime os outros?”. Resisti bastante. Pensei: “Não pode ser só problema meu — a irmã Zhang deve ter algumas falhas. Você ficou do lado dela sem investigar as coisas?”. Falei sobre alguns outros problemas dela, mas, temendo que a líder pensaria que eu não via meus próprios problemas, falei rapidamente sobre algo da minha própria corrupção. A irmã Liu viu que eu não me entendia nem um pouco, então me instruiu a ler as palavras de Deus que expõem como os anticristos rejeitam crítica, excluem dissidentes e oprimem os outros. Ela também dissecou como eu fazia isso para proteger meu status e reputação, que eu estava na senda de um anticristo. Isso feria a irmã Zhang e impactava o trabalho da casa de Deus. Ela disse que eu seria dispensada se não mudasse e não me arrependesse. Isso me assustou muito. Achei que tinha sido exposta e eliminada, então caí num estado negativo. Por um tempo, eu só agia sem me envolver em meu dever. Eu não queria comungar nem ajudar os irmãos num estado ruim, e os projetos da nossa igreja não estavam produzindo nada. Mais tarde, fui me deparando com muitos obstáculos e finalmente percebi que era errado não aprender lições com a crítica e, em vez disso, tornar-me negativa e resistente. Finalmente comecei a pensar sobre como eu tinha interagido com a irmã Zhang, então orei e refleti.

Então li isto nas palavras de Deus: “Quando um anticristo é podado e tratado, não importa quem o faça, a que diga respeito, o grau em que seja culpado no assunto, o quão flagrante tenha sido o erro, quanta maldade tenha cometido, ou que consequências a sua maldade crie para a igreja — o anticristo não considera nada disso. Para um anticristo, aquele que o poda e trata está o escolhendo ou deliberadamente procurando falhas para o castigar. O anticristo pode até chegar a dizer que ele está sendo intimidado e humilhado, que não está sendo tratado humanamente, e que está sendo menosprezado e desprezado. Quando um anticristo é podado e tratado, ele nunca reflete sobre o que de fato fez de errado, que tipo de caráter corrupto ele revelou, se ele buscou os princípios na questão ou se agiu de acordo com os princípios da verdade ou cumpriu as suas responsabilidades. Ele não se examina nem reflete sobre nada disto, nem pondera sobre essas questões. Em vez disso, aborda o tratamento e a poda com uma perspectiva humana, e a sua abordagem é de cabeça quente. Sempre que um anticristo é podado e tratado, ele se enche de raiva, ressentimento e insatisfação e não ouve os conselhos de ninguém. Recusa-se a aceitar que seja podado e tratado e é incapaz de voltar para diante de Deus para aprender e refletir sobre si mesmo, para abordar as suas ações que violam os princípios, tais como ser superficial ou desleixado ou correr desenfreado em seu dever, nem usa essa oportunidade para resolver o seu próprio caráter corrupto. Em vez disso, encontra desculpas para se defender, para se vindicar, e até dirá coisas para provocar discórdia e incitar outros. […] Além de tudo, tanto no que dizem como no que fazem, os anticristos nunca aceitam a verdade. O que é um caráter de não aceitar a verdade? Não é estar farto da verdade? É precisamente isso que é” (‘Eles querem se retirar quando não há posição nem esperança de ganhar bênçãos’ em “Expondo os anticristos”). As palavras de Deus me mostraram que anticristos estão fartos da verdade e a odeiam. Eles não a aceitam de Deus quando são tratados e nunca buscam a verdade nem refletem sobre seus problemas, mas estão cheios de queixas e insatisfação e fazem de tudo para se justificar e defender. Acham que os outros estão dificultando sua vida e aproveitam as falhas deles, humilhando-os e menosprezando-os, assim, eles se recusam a aceitar a verdade. Eu era igual. Quando a irmã Zhang apontou minha arrogância e os problemas no meu trabalho, eu não refleti sobre mim mesma. Achei que ela estava procurando falhas em mim, tentando me envergonhar. Assim contra-ataquei e a puni por raiva. Quando a líder superior me expôs por oprimir a irmã Zhang e por ter humanidade ruim, por trilhar a senda de um anticristo, eu me senti ainda mais insatisfeita e ainda defendi minha causa. Achava que ela favorecia a irmã Zhang, então fiquei negativa e resisti. Percebi que eu via crítica exatamente como os anticristos a veem e que eu estava revelando um caráter satânico de estar farta da verdade. Àquela altura, senti que estava num estado perigoso. Eu queria refletir sobre mim mesma e me arrepender imediatamente, abandonar a trilha errada.

Mais tarde, em meus devocionais, li uma passagem. “Você é capaz de inventar várias maneiras de punir pessoas porque você não gosta delas ou porque elas não se dão bem com você? Alguma vez você já fez esse tipo de coisa? Quanto disso você fez? Você não menosprezava sempre as pessoas indiretamente, fazia comentários mordazes e era sarcástico em relação a elas? Em que estados vocês se encontravam quando faziam tais coisas? Na época, vocês estavam desabafando e se sentiram felizes; vocês tinham vencido. Depois, porém, vocês pensaram consigo: ‘Fiz uma coisa tão desprezível. Eu não temo a Deus e tratei aquela pessoa de forma tão injusta’. Lá no fundo, vocês se sentiram culpados? (Sim.) Embora vocês não temam a Deus, vocês têm, pelo menos, algum senso de consciência. Assim, vocês ainda são capazes de fazer esse tipo de coisa novamente no futuro? Você ainda pode pensar em atacar e buscar vingança contra as pessoas sempre que você as desdenhar e não conseguir conviver com elas ou sempre que elas não obedecerem a você nem o ouvirem? Alguma vez vocês já fizeram algo assim? Que tipo de humanidade possui uma pessoa que faz tal coisa? Em termos de sua humanidade, ela é maliciosa. Quando comparada à verdade, ela não reverencia a Deus. Em sua fala e ações, ela não tem princípios; ela age arbitrariamente e faz tudo aquilo que lhe agrada. No que tange a ser temente a Deus, tais pessoas alcançaram alguma entrada na vida? É claro que não; a resposta é ‘não’, cem por cento” (‘Os cinco estados necessários para estar na trilha certa em sua fé’ em “As declarações de Cristo dos últimos dias”). As palavras de Deus revelaram meu estado exato. Eu carecia de qualquer reverência a Deus e tinha uma humanidade cruel. Eu atacava e me vingava de qualquer um que me ofendesse. Quando a irmã Zhang falou de modo tão direto sobre meus problemas, achei que ela me fez perder reputação na frente dos diáconos. No início, consegui me controlar e me obrigar a aceitar, mas desenvolvi sentimentos negativos contra ela quando isso aconteceu várias vezes. Eu quis encontrar falhas e me vingar dela, para que ela provasse de seu próprio veneno. Quando encontrei problemas no trabalho dela, eu não ajudei e até usei isso como chance para repreendê-la e envergonhá-la. Quando não consegui, eu me aborreci ainda mais e a julguei pelas costas dela para que os irmãos deixassem de gostar dela e a excluíssem. Falei intencionalmente sobre os problemas dela com a líder, esperando que ela a criticasse e dispensasse. Achei que ela não causaria mais encrenca e que eu poderia redimir minha imagem junto aos irmãos. Minhas ações não foram só muito dolorosas e prejudiciais à irmã Zhang, elas interromperam o trabalho evangelístico. Vi que eu realmente tinha uma natureza sinistra e cruel. Eu não conseguia lidar nem com a menor ofensa — eu não tinha nenhuma humanidade. Pensei em como Deus me elevou para servir como líder. Era para que eu pudesse cooperar com os outros em nossos deveres, para que pudéssemos ajudar uns aos outros e mudar nossos caracteres de vida. Mas eu ataquei e me vinguei da irmã Zhang em nome do meu status e reputação, causando problemas e agitando os outros. Machuquei irmãos e impedi o trabalho da casa de Deus. Vi que eu estava cometendo o mal.

Mais tarde, ao ler as palavras de Deus, ganhei algum entendimento da minha natureza cruel. As palavras de Deus dizem: “Ataque e vingança são tipos de ação e revelação que provêm de uma natureza satânica maliciosa. São, também, tipos de caráter corrupto. As pessoas pensam assim: ‘Se você não for gentil comigo, então não serei justo com você! Se você não me trata com dignidade, por que eu o trataria com dignidade?’. Que tipo de pensamento é esse? Não é uma maneira vingativa de pensar? Nas visões de uma pessoa comum, esse tipo de perspectiva não é viável? Ele não faz sentido? ‘Eu não atacarei a não ser que seja atacado; se for atacado, certamente contra-atacarei’, e: ‘Prove seu próprio remédio’os incrédulos dizem tais coisas com frequência; em seu meio, todas elas são lógicas convincentes e se adaptam completamente às noções humanas. No entanto, como aqueles que acreditam em Deus e buscam a verdade devem ver essas palavras? São corretas essas ideias? (Não.) Por que não são corretas? Como devem ser caracterizadas? De onde provêm essas coisas? (De Satanás.) Elas provêm de Satanás, disso não há dúvida. De quais caracteres de Satanás elas provêm? Elas provêm da natureza maliciosa de Satanás; contêm veneno e contêm a face verdadeira de Satanás em toda a sua malignidade e fealdade. Elas contêm a própria essência dessa natureza. Qual é a natureza das perspectivas, dos pensamentos, expressões, fala e até das ações que contêm a essência dessa natureza? Eles não são de Satanás? Esses aspectos de Satanás estão alinhados com aas palavras de Deus? Estão alinhados com a verdade? Elas têm um fundamento nas palavras de Deus? (Não.) São as ações que os seguidores de Deus devem realizar e os pensamentos e pontos de vista que deveriam possuir? (Não.)” (‘Somente resolver o seu caráter corrupto pode libertar você de um estado negativo’ em “As declarações de Cristo dos últimos dias”). “Os anticristos têm uma natureza feroz. Em que tipo de pessoas esse é o caráter primário? (Pessoas malignas.) Isso mesmo. O aspecto primário do caráter de uma pessoa maligna é feroz. Quando uma pessoa feroz é confrontada com qualquer tipo de exortação, acusação, ensino ou ajuda bem-intencionados, a sua atitude não é agradecer nem aceitar humildemente, mas sim enfurecer-se e sentir ódio extremo, inimizade e até mesmo um desejo de vingança. […] Claro que, quando retalia contra outro por causa do ódio, ela não o faz porque têm um rancor antigo, mas porque essa pessoa expôs os seus erros. Isso mostra que, independentemente de quem o faz e independentemente da sua relação com o anticristo, apenas o ato de expô-la pode desencadear o seu ódio e instigar a sua vingança. Não importa quem seja, se a pessoa que o faz compreende a verdade, ou se é um líder ou obreiro ou um membro comum do povo escolhido de Deus. Se alguém expuser, podar e lidar com o anticristo, ele tratará essa pessoa como um inimigo, e até mesmo dirá abertamente: ‘Se alguém lidar comigo, eu o tratarei com dureza. Se alguém lidar comigo e me podar, expuser os meus segredos, fizer com que eu seja expulso da casa de Deus e roubar minha parte das bênçãos eu jamais o deixarei em paz. É assim que sou no mundo secular: ninguém ousa causar problemas para mim, a pessoa que ouse me importunar ainda não nasceu!’. Esse é o tipo de palavras iradas que os anticristos falam quando encaram poda e tratamento. Quando falam essas palavras iradas, não é para intimidar os outros, nem é para desabafar para se proteger. Essas são promessas genuínas de maldade, e elas podem recorrer a qualquer meio à sua disposição. Esse é o caráter feroz dos anticristos” (‘Eles só cumprem seu dever para se distinguir e alimentar seus próprios interesses e ambições; eles nunca levam em consideração os interesses da casa de Deus e até traem esses interesses em troca de glória pessoal (parte 8)’ em “Expondo os anticristos”). As palavras de Deus me mostraram que os anticristos são cruéis e que, se alguém os provocar ou comprometer seu status ou reputação, eles o verão como inimigo e se vingarão dele. Um verdadeiro demônio. Comparando o caráter e comportamento de um anticristo com os meus, eu não era igual? “Se eu for atacado, certamente contra-atacarei”, “Olho por olho, dente por dente”, e “Todos põem cargas nas costas de um cavalo manso” eram venenos satânicos que eu considerava corretos. A irmã Zhang apontou meus problemas muitas vezes e me envergonhou, então achei que não havia nada de errado em eu me vingar. Se não retribuísse, as pessoas achariam que podiam me intimidar e se aproveitar de mim. Eu temia que, se ela sempre me expusesse na frente de todos, a líder acharia que eu tinha humanidade ruim e me dispensaria, então meu futuro e posição não estariam seguros. Embora visse que a irmã Zhang estava revelando um problema que eu tinha, eu não refleti sobre mim mesma. Em vez disso, eu a ataquei e a tratei como inimigo e quis excluí-la. Quando vi a irmã Zhang sofrer em seu estado negativo e como isso impactou seu dever, eu permaneci indiferente. Eu a ataquei para proteger meus interesses pessoais sem considerar o trabalho da igreja nem me importar com o quanto a machucava. Eu era tão maliciosa! Eu estava vivendo segundo esses venenos satânicos, vivendo um caráter satânico cruel e maligno sem qualquer humanidade. Lembrei-me de um anticristo que tinha conhecido antes. Ele também gostava quando as pessoas o elogiavam e falavam bem dele, mas quando os irmãos o expunham e impactavam seu status e reputação, ele atacava, se vingava e dificultava a vida deles, tornando-os fracos e negativos. Ele não aceitava quando os líderes o expunham e procurava algo contra eles, espalhando noções e julgando. Ele foi tão disruptivo que o trabalho da igreja não pôde continuar normalmente. Os líderes comungaram e o ajudaram muitas vezes, mas ele não quis se arrepender. Ele acabou expulso da igreja por cometer tanto mal. Eu não estava sendo tão cruel quanto ele, me vingando da irmã Zhang? Senti nojo e ódio pelo meu próprio comportamento. Resolvi me arrepender e mudar de verdade e ser um tipo diferente de pessoa.

Busquei os princípios para tratar os outros e como lidar com coisas quando me tornava preconceituosa contra um irmão. Li algumas das palavras de Deus. “Na casa de Deus, quais são os princípios para tratar as pessoas? Você deveria tratar a todos de acordo com os princípios da verdade e deveria tratar cada um dos seus irmãos e irmãs de forma justa. Como tratá-los de forma justa? Isso deve se basear nas palavras de Deus, em quais pessoas Deus salva e quais Ele expulsa, em quais Ele gosta e quais Ele odeia; esses são os princípios da verdade. Os irmãos e irmãs deveriam ser tratados com ajuda amorosa e aceitação e paciência mútuas. Os malfeitores e não incrédulos deveriam ser identificados, separados e mantidos à distância. Só assim você trata as pessoas com princípios. Cada irmão ou irmã tem pontos fortes e fracos, e todos eles têm caracteres corruptos, por isso, quando as pessoas estão juntas, elas deveriam ajudar-se mutuamente com amor, deveriam ser acolhedoras e pacientes, e não deveriam ser excessivamente duras nem críticas. […] Você deve observar como Deus trata pessoas ignorantes e tolas, como Ele trata pessoas de estatura imatura, como Ele trata as manifestações normais do caráter corrupto da humanidade e como Ele trata aqueles que são maliciosos. Deus trata pessoas diferentes de maneiras diferentes, e tem também várias maneiras de administrar a miríade de condições de pessoas diferentes. Você deve entender essas verdades. Uma vez que você tiver entendido essas verdades, você saberá como experimentar assuntos e tratará as pessoas de acordo com os princípios” (‘A fim de ganhar a verdade, você deve aprender com as pessoas, questões e coisas ao seu redor’ em “As declarações de Cristo dos últimos dias”). “Aprenda a trabalhar em harmonia com todos e a interagir com os outros segundo a verdade, a palavra de Deus e os princípios, não segundo a emoção ou impetuosidade. Dessa forma, a verdade não reinará na igreja? Enquanto a verdade reinar, as coisas não serão justas e sensatas? Vocês não acham que coordenação harmoniosa é benéfica para todos? Fazer as coisas dessa forma é muito benéfico para vocês. Em primeiro lugar, é positivamente edificante e significativo para vocês à medida em que desempenharem as suas funções. Além disso, isso os impede de cometer erros, de causar perturbações e interrupções e de trilhar a senda dos anticristos” (‘O cumprimento adequado dos deveres exige cooperação harmoniosa’ em “As declarações de Cristo dos últimos dias”). Isso me mostrou que Deus trata todos os tipos de pessoas de acordo com os princípios da verdade. Se um crente verdadeiro, aquele que aceita a verdade, revela um pouco de corrupção, como ser arrogante, direto demais e ofensivo, devemos ser tolerantes e pacientes, ajudá-lo e comungar a partir do amor, não concentrar-nos nas suas falhas. Mas malfeitores ou anticristos, que julgam e descontam ou atacam líderes e obreiros numa luta por status, eles devem ser expostos, dissecados e expulsos. Eu sabia que a irmã Zhang era uma crente verdadeira, com um senso de justiça, que defendia o trabalho da igreja. Ela só era direta e usava um tom duro, mas sem más intenções. Ela apontava meus problemas para me ajudar a entender meu caráter corrupto para que eu não me desviasse da senda certa e interrompesse o trabalho da igreja. Ela mencionava minhas falhas nas reuniões para que eu visse minhas deficiências em meu trabalho e seguisse os princípios da verdade em meu dever — estava protegendo os interesses da igreja. Ao fazer isso, ela mostrou alguma corrupção, mas eu devia ser compreensiva, tolerante e justa com ela. Na verdade, aceitar a supervisão e as sugestões dos outros me beneficia muito. Tenho uma natureza arrogante. Eu sempre menosprezava os outros e usava minha posição para repreendê-los. Isso os magoava e constrangia, e eu era cega para isso. A irmã Zhang me expôs e apontou essas coisas, me ajudou e beneficiou o trabalho da casa de Deus. Mas eu ataquei e me vinguei, querendo bani-la. Eu era tão cruel, não tinha qualquer humanidade. Fiquei perturbada ao ver siso — senti que realmente devia à irmã Zhang. Depois disso, eu abri meu coração para ele. Falei sobre como tinha me recusado a aceitar suas dicas e ajuda, atacando-a e me vingando dela para preservar meu status e reputação, machucando-a, e como eu era arrogante e maliciosa. A irmã Zhang não guardou nenhum ressentimento contra mim, mas viu sua própria arrogância, que ela falava sem considerar os sentimentos dos outros, por isso, isso não os ajudava nem edificava. Essa comunhão aberta dissolveu a barreira entre nós duas e nós nos aproximamos. Provei da paz que vem de praticar as palavras de Deus, que isso é bom para mim e os outros.

Mais tarde, eu me perguntei, no futuro, quando os outros me expusessem e apontassem coisas, quando meu orgulho fosse ferido e eu tivesse pensamentos cruéis, o que eu deveria fazer? Então li algumas das palavras de Deus. “Quando a maioria das pessoas é podada e tratada, pode ser porque expôs caracteres corruptos. Também pode ser porque cometeu algum erro devido à ignorância e traiu os interesses da casa de Deus. Pode também ser porque as suas tentativas de agir com superficialidade no seu dever causaram danos ao trabalho da casa de Deus. A razão mais flagrante é quando as pessoas fazem descaradamente o que querem sem restrições, violam princípios e interrompem e perturbam o trabalho da casa de Deus. Essas são as razões principais pelas quais as pessoas são podadas e tratadas. Independentemente das circunstâncias que levam alguém a ser tratado ou podado, qual é a atitude mais crucial que se deve ter em relação a isso? Em primeiro lugar, você deve aceitá-la, independentemente de quem esteja lidando com você, por que razão, se isso lhe parece duro, ou qual é o tom e o palavreado, você deveria aceitá-lo. Depois, deveria reconhecer o que fez de errado, que caráter corrupto expôs, e se agiu de acordo com os princípios da verdade. Quando você é podado e tratado, antes de mais nada, essa é a atitude que deveria ter” (‘Eles só cumprem seu dever para se distinguir e alimentar seus próprios interesses e ambições; eles nunca levam em consideração os interesses da casa de Deus e até traem esses interesses em troca de glória pessoal (parte 8)’ em “Expondo os anticristos”). “Se você abrigar ódio por seus irmãos e irmãs, você estará propenso a oprimi-los e se vingar deles; isso seria muito assustador, e esse é o caráter de uma pessoa maligna. Algumas pessoas simplesmente têm pensamentos e ideias odiososideias malignas, mas jamais fariam algo maligno; se elas conseguirem conviver com alguém, farão isso, e se não conseguirem, elas se distanciarão dele e isso não terá nenhum efeito sobre seu dever nem influenciará seus relacionamentos interpessoais normais porque elas têm Deus em seu coração e O reverenciam. Não querem ofender Deus, e têm medo de fazê-lo. Embora possam abrigar certos pensamentos e ideias incorretos, elas são capazes de rejeitar ou abandoná-los. Elas exercem restrição em suas ações e nem mesmo professam uma palavra sequer que seja imprópria, e elas não querem ofender Deus nessa questão. Alguém que fala e age desse jeito é alguém que tem princípios e pratica a verdade Você pode ser incompatível com a personalidade de alguém e pode não gostar dele, mas quando trabalha com ele, você permanece imparcial e não desabafa suas frustrações em fazer seu dever, não sacrifica seu dever nem descarrega suas frustrações nos interesses da família de Deus; você pode fazer as coisas de acordo com princípios. Isso é uma manifestação de quê? É a manifestação de ter uma reverência básica por Deus. Se você tiver um pouco mais do que isso, quando vir que alguém tem algumas falhas ou fraquezas — mesmo que ele tenha ofendido você ou tem um preconceito contra você, você ainda é capaz de tratá-lo corretamente e de ajudá-lo com amor. Isso significa que há amor em você, que você é uma pessoa que possui humanidade, que você é alguém que é bondoso e que consegue praticar a verdade, e que você é uma pessoa honesta que possui as realidades da verdade e que você é alguém que tem reverência por Deus. Se você ainda tem estatura baixa, mas tem uma vontade e está disposto a buscar a verdade e se esforçar para fazer coisas de acordo com os princípios, e se você é capaz de lidar com as coisas e de agir em relação aos outros com princípios, então isso também conta como ter um pouco de reverência por Deus; isso é o mais fundamental. Se você não consegue nem alcançar isso e não consegue se conter, então você está em grande perigo e é bem assustador. Se lhe dessem um cargo, você poderia punir as pessoas e dificultar sua vida; você seria propenso a se tornar um anticristo a qualquer momento” (‘Os cinco estados necessários para estar na trilha certa em sua fé’ em “As declarações de Cristo dos últimos dias”). As palavras de Deus me deram uma senda de prática. Se eu era podada e tratada, devia haver algum problema comigo ou eu tinha revelado um caráter corrupto ou interrompido o trabalho da igreja. Não importava o tom que alguém usasse nem quão desagradáveis fossem suas palavras, eu devia primeiro aceitar e refletir sobre mim mesma. Mesmo que meu orgulho sofresse no processe, me envergonhasse e eu me sentisse resistente, eu deveria ter reverência de Deus e paciência e tolerância pelos outros. Eu não devia atacar nem me vingar a partir da corrupção. Quando entendi tudo isso, eu fiz um esforço para praticar e entrar na verdade. Depois disso em meu dever, quando outros apontavam meus problemas e feriam meu orgulho, eu aceitava primeiro, e mesmo que tivesse alguns pensamentos cruéis, eu conseguia orar, renunciar a mim mesmo, não ser impedida por meus pensamentos e colocar o trabalho da igreja em primeiro lugar. Também conseguia discutir e buscar com os irmãos sobre como alcançar resultados melhores. Depois de um tempo fazendo as coisas desse jeito, vi como são benéficas para mim a supervisão e a crítica dos outros! Isso me tornou ainda mais capaz de implementar os princípios da verdade e evitar cometer o mal e me opor a Deus. Graças a Deus!

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