N. Sobre escolher a senda na fé da pessoa

606. A maioria das pessoas crê em Deus por causa de seu destino futuro ou para contentamento temporário. Para aquelas que não foram submetidas a nenhum tratamento, o propósito de sua crença em Deus é entrar no céu, a fim de ganhar recompensas. Não é no intuito de serem aperfeiçoadas nem de cumprirem o dever de criatura de Deus. Isso equivale a dizer que a maioria das pessoas não crê em Deus para cumprir sua responsabilidade nem para concluir o seu dever. Raras vezes as pessoas creem em Deus a fim de levar uma vida significativa, e também não há quem acredite que, uma vez que está vivo, o homem deve amar a Deus porque é lei do Céu e princípio da terra que ele o faça, além de ser a vocação natural do homem. Assim, embora diferentes pessoas busquem suas próprias metas, o propósito da busca e a motivação por trás dela são todos similares e, ademais, para a maioria delas os objetos de adoração são quase os mesmos. Ao longo dos vários últimos milênios, muitos crentes morreram e muitos morreram e nasceram de novo. Não são apenas uma ou duas pessoas que vão procuram de Deus, nem mesmo mil ou duas mil, mas a busca da maioria dessas pessoas visa às suas próprias perspectivas ou às suas gloriosas esperanças para o futuro. Aquelas devotas a Cristo são poucas e raras. Muitos crentes devotos ainda morreram presos às suas próprias redes e o número de pessoas que foram vitoriosas, além disso, é insignificantemente pequeno. Até hoje, as razões pelas quais as pessoas fracassam, ou os segredos de sua vitória, são ainda desconhecidos por elas. Aquelas obcecadas pela busca de Cristo ainda não tiveram seu momento de súbita percepção, ainda não foram ao fundo destes mistérios, porque simplesmente não sabem. Apesar de seus diligentes esforços em sua busca, a senda que elas percorrem é a senda do fracasso uma vez percorrida por seus antecessores, não é uma senda de sucesso. Assim, independentemente de como buscam, não percorrem elas a senda que leva às trevas? O que elas ganham não é um fruto amargo? Já é difícil o suficiente prever se as pessoas que imitam quem foi bem-sucedido em tempos passados acabarão em boa sorte ou calamidade. Quão piores não serão as chances, então, das pessoas que buscam ao seguirem os passos daquelas malsucedidas? Não têm elas ainda maior probabilidade de fracassar? Que valor há na senda que elas percorrem? Não estão perdendo seu tempo? Quer elas tenham sucesso, quer fracassem em sua busca, há, em suma, uma razão por que elas o fazem, e não é verdade que seu êxito ou fracasso é determinado por buscarem como bem querem.

Extraído de ‘O sucesso ou o fracasso dependem da senda que o homem percorre’ em “A Palavra manifesta em carne”

607. A exigência mais fundamental da crença do homem em Deus é que ele tenha um coração sincero, e que se devote por inteiro e obedeça fielmente. O mais difícil para o homem é oferecer sua vida toda em troca da autêntica crença, por meio da qual ele pode ganhar a verdade toda e cumprir o seu dever como criatura de Deus. Isso é o que é inatingível para quem fracassa e ainda mais inatingível para quem não consegue encontrar Cristo. Porque o homem não é bom em devotar-se integralmente a Deus, porque o homem não está disposto a cumprir o seu dever para com o Criador, porque o homem viu a verdade, mas a evita e segue pela sua própria senda, porque o homem sempre busca seguindo a senda daqueles que fracassaram, porque o homem sempre desafia o Céu, portanto, o homem sempre fracassa, sempre é ludibriado pelas trapaças de Satanás e é enredado em sua própria rede. Porque o homem não conhece Cristo, porque o homem não é hábil para compreender e experimentar a verdade, porque o homem venera demais a Paulo e cobiça demais o céu, porque o homem está sempre exigindo que Cristo o obedeça e dando ordens a respeito de Deus, então essas grandes figuras e as pessoas que experimentaram as vicissitudes do mundo ainda são mortais, ainda morrem em meio ao castigo de Deus. Tudo o que posso dizer de tais pessoas, é que elas morrem uma morte trágica e que a consequência para elas — a morte — não é injustificada. O fracasso delas não é até mais intolerável para a lei do Céu? A verdade vem do mundo do homem, mas a verdade entre os homens é transmitida por Cristo. Ela origina-se em Cristo, isto é, no Próprio Deus, e isso não é algo de que o homem seja capaz. No entanto, Cristo somente provê a verdade — Ele não vem para decidir se o homem terá sucesso em sua busca da verdade. Sendo assim, segue-se que o sucesso ou o fracasso quanto à verdade é atribuível apenas à busca do homem. O sucesso ou o fracasso do homem quanto à verdade nunca teve nada a ver com Cristo, pois é, em vez disso, determinado por sua busca. O destino do homem e seu sucesso ou fracasso não podem ser atribuídos à cabeça de Deus, de forma que o Próprio Deus seja forçado a arcar com ele, porque essa questão não compete ao Próprio Deus, mas está diretamente relacionada com o dever que as criaturas de Deus devem cumprir. A maioria das pessoas tem um pouco de conhecimento sobre a busca e o destino de Paulo e Pedro, mas elas nada sabem além do resultado que eles tiveram e desconhecem o segredo por trás do sucesso de Pedro ou as deficiências que levaram ao fracasso de Paulo. Portanto, se vocês são totalmente incapazes de enxergar através da essência da busca deles, a busca da maioria de vocês ainda fracassará e, mesmo se uns poucos de vocês forem bem-sucedidos, ainda assim não serão iguais a Pedro. Se a senda de sua busca for a correta, então você tem uma esperança de sucesso; se a senda que trilha em busca da verdade for a errada, você será para sempre incapaz de sucesso e terá o mesmo fim que Paulo.

Extraído de ‘O sucesso ou o fracasso dependem da senda que o homem percorre’ em “A Palavra manifesta em carne”

608. Pedro foi um homem que foi tornado perfeito. Somente depois de experimentar castigo e julgamento, e então ganhar um amor puro a Deus, é que ele foi tornado plenamente perfeito; a senda que ele percorreu foi a senda para se tornar perfeito. Isto é, desde o começo, a senda que Pedro trilhou era a certa, e sua motivação para crer em Deus foi a correta, e assim ele se tornou alguém que foi tornado perfeito e ele percorreu uma nova senda que o homem nunca havia trilhado antes. Entretanto, a senda percorrida por Paulo desde o início foi a senda de oposição a Cristo, e foi só porque o Espírito Santo quis usá-lo e aproveitar seus dons e todos os seus méritos para a Sua obra, que ele trabalhou para Cristo durante várias décadas. Ele foi simplesmente alguém usado pelo Espírito Santo, e não foi usado porque Jesus olhasse para a sua humanidade favoravelmente, mas por causa de seus dons. Ele pôde trabalhar para Jesus porque foi derrubado, não porque ficasse contente em fazê-lo. Ele pôde fazer tal trabalho por causa da iluminação e da orientação do Espírito Santo, e o trabalho que ele fez de modo algum representa sua busca nem sua humanidade. O trabalho de Paulo representa o trabalho de um servo, isto é, ele fez o trabalho de um apóstolo. Pedro, no entanto, foi diferente. Ele também fez algum trabalho; embora não tão grande quanto o de Paulo, mas ele trabalhou em meio à busca de sua própria entrada e seu trabalho foi diferente do trabalho de Paulo. O trabalho de Pedro foi o cumprimento do dever de uma criatura de Deus. Ele não trabalhou no papel de apóstolo, mas trabalhou enquanto buscava o amor a Deus. O curso do trabalho de Paulo também continha a sua busca pessoal: a sua busca era por causa de nada além de suas esperanças para o futuro e seu desejo de um bom destino. Ele não admitiu refinamento durante seu trabalho, como não admitiu poda nem tratamento. Ele acreditava que, desde que seu trabalho satisfizesse o desejo de Deus e tudo o que ele fizesse agradasse a Deus, no final haveria uma recompensa o aguardava. Não houve experiências pessoais no seu trabalho — tudo foi feito por causa do próprio trabalho, não realizado no contexto da busca de mudança. Tudo no trabalho dele foi uma transação, sem nada do dever ou da submissão de uma criatura de Deus. Não houve mudança alguma no antigo caráter de Paulo durante o decurso de seu trabalho. Seu trabalho foi meramente de serviço a outros, e era incapaz de provocar mudanças no caráter dele. Paulo realizou o seu trabalho diretamente, sem ter sido tratado nem tornado perfeito, e ele foi motivado por recompensa. Pedro foi diferente: ele era alguém que passara por poda, tratamento e refinamento. O propósito e a motivação do trabalho de Pedro eram essencialmente diferentes dos de Paulo. Embora Pedro não tenha feito um grande volume de trabalho, o seu caráter passou por muitas mudanças, e o que ele buscava era a verdade, bem como mudança real. Seu trabalho não foi realizado simplesmente por causa do trabalho em si. Paulo trabalhou muito, mas tudo foi obra do Espírito Santo e, ainda que tenha colaborado nessa obra, ele não a vivenciou. O fato de Pedro ter feito muito menos trabalho ocorreu só porque o Espírito Santo não operou tanto por meio dele. A quantidade de trabalho deles não determinou se foram tornados perfeitos; a busca de um deles foi a fim de receber recompensa, e a do outro foi para alcançar um máximo amor a Deus e cumprir o seu dever como criatura de Deus, na medida em que pôde viver uma amável imagem de modo a satisfazer o desejo de Deus. Eles eram externamente diferentes, assim como também eram diferentes demais em substância. Não se pode determinar qual deles foi tornado perfeito com base na quantidade de trabalho que fizeram. Pedro buscou viver a imagem de alguém que ama a Deus, ser alguém que obedecia a Deus, ser alguém que aceitava tratamento e poda, e ser alguém que cumpria seu dever como criatura de Deus. Foi capaz de devotar-se a Deus, pôr-se inteiramente nas mãos de Deus e obedecer-Lhe até a morte. Isso foi o que ele resolveu fazer e, ademais, foi o que ele conseguiu. Esta é a razão fundamental pela qual seu fim foi diferente do de Paulo. A obra feita pelo Espírito Santo em Pedro foi torná-lo perfeito e a obra do Espírito Santo em Paulo foi usá-lo. Isso porque as suas naturezas e visões quanto à busca não eram as mesmas. Ambos tiveram a obra do Espírito Santo. Pedro aplicou essa obra a si mesmo e também a proporcionou a outros; Paulo, por sua vez, só proporcionou a totalidade da obra do Espírito Santo a outros e ele mesmo não ganhou nada dela. Assim, depois de ter experimentado a obra do Espírito Santo por tantos anos, as mudanças em Paulo foram quase inexistentes. Ele ainda permanecia quase em seu estado natural, e ainda era o Paulo de antes. É simplesmente que, depois de suportar as dificuldades de muitos anos de trabalho, ele aprendera a trabalhar e aprendera a resistir, mas sua antiga natureza — a sua natureza altamente competitiva e mercenária — ainda permanecia. Depois de trabalhar durante tantos anos, ele não conhecia seu caráter corrompido, nem se livrara de seu antigo caráter, que ainda era claramente visível em seu trabalho. Havia nele apenas mais experiência de trabalho, mas essa pequena experiência somente foi incapaz de mudá-lo e não pôde alterar suas visões a respeito da existência ou do significado de sua busca. Paulo trabalhou muitos anos para Cristo e nunca voltou a perseguir o Senhor Jesus, mas não houve mudança alguma no conhecimento de Deus em seu coração. Isso significa que ele não trabalhou para devotar-se a Deus; mas, antes, foi compelido a trabalhar em prol de seu destino futuro. Porque, no início, ele perseguia Cristo e não se submetia a Ele; era inerentemente um rebelde que se opunha a Cristo propositalmente e não tinha conhecimento algum da obra do Espírito Santo. Quando seu trabalho estava quase concluído, ele ainda não conhecia a obra do Espírito Santo e agia meramente por sua própria vontade e conforme seu próprio caráter, sem atentar minimamente para a vontade do Espírito Santo. E assim sua natureza estava em inimizade contra Cristo e não obedecia à verdade. Como seria possível salvar alguém assim, que havia sido abandonado pela obra do Espírito Santo, que não tinha conhecimento da obra do Espírito Santo e que também se opunha a Cristo? Que um homem possa ou não ser salvo não depende de quanto trabalho ele fizer nem de quanto ele se devotar, mas é, em vez disso, determinado por ele conhecer ou não a obra do Espírito Santo, por ser ou não capaz de pôr a verdade em prática e por ter visões com relação à busca que estejam em conformidade com a verdade.

Extraído de ‘O sucesso ou o fracasso dependem da senda que o homem percorre’ em “A Palavra manifesta em carne”

609. Pedro foi tornado perfeito por meio da experiência de tratamento e refinamento. Ele disse: “Devo satisfazer o desejo de Deus a todo momento. Em tudo o que faço, só procuro satisfazer o desejo de Deus e, quer eu seja castigado ou julgado, ainda fico feliz por fazê-lo”. Pedro deu tudo de si a Deus, e seu trabalho, suas palavras, sua vida inteira, foi tudo por amar a Deus. Ele foi alguém que buscou santidade e, quanto mais experimentava, maior era o amor por Deus no fundo de seu coração. Paulo, entretanto, fez um trabalho apenas externo e, ainda que também tenha trabalhado muito, sua labuta foi por uma questão de fazer seu trabalho corretamente e, assim, ganhar uma recompensa. Se soubesse que não receberia recompensa, ele teria desistido de seu trabalho. Aquilo com que Pedro se importava era o amor verdadeiro dentro de seu coração e aquilo que era prático e que podia ser alcançado. Não lhe importava se receberia ou não uma recompensa, mas se o seu caráter podia ser modificado. Paulo se importava em trabalhar sempre mais, se importava com o trabalho externo e a devoção, e com as doutrinas não experimentadas pelas pessoas normais. Não se importava em nada com as mudanças profundas em seu interior, nem com o verdadeiro amor a Deus. As experiências de Pedro foram para alcançar um amor a Deus e um conhecimento de Deus verdadeiros. Suas experiências eram para ganhar um relacionamento mais próximo com Deus e ter um viver prático. O trabalho de Paulo era por causa daquele que Jesus lhe confiara e visava obter as coisas que ele almejava, mas essas não tinham relação com seu conhecimento de si mesmo e de Deus. Seu trabalho era unicamente para escapar do castigo e do julgamento. O que Pedro buscava era amor puro, e o que Paulo buscava era a coroa da justiça. Pedro experimentou a obra do Espírito Santo por muitos anos e tinha conhecimento prático de Cristo, bem como profundo conhecimento de si mesmo. Logo, seu amor a Deus era puro. Muitos anos de refinamento haviam elevado o seu conhecimento de Jesus e da vida, e seu amor era um amor incondicional, um amor espontâneo, e ele não pedia nada em troca nem esperava benefício algum. Paulo trabalhou durante muitos anos, mas não possuiu um grande conhecimento de Cristo e seu conhecimento de si mesmo também era lamentavelmente pequeno. Ele simplesmente não tinha amor algum por Cristo e seu trabalho e o curso que seguiu foram para obter os louros finais. O que ele buscava era a coroa mais fina, não o amor mais puro. Ele não buscava ativamente, mas de forma passiva; não estava cumprindo o seu dever, mas foi compelido em sua busca depois de ser capturado pela obra do Espírito Santo. Logo, sua busca não prova que ele fosse uma criatura de Deus qualificada; Pedro sim, foi uma criatura de Deus qualificada que cumpria o seu dever. Os homens pensam que todos os que fazem uma contribuição para Deus devem ser recompensados e que, quanto maior a contribuição, maior a garantia de se receber o favor de Deus. A essência do ponto de vista do homem é transacional e ele não procura ativamente cumprir o seu dever como criatura de Deus. Para Deus, quanto mais as pessoas buscam um amor verdadeiro a Deus e a completa obediência a Deus, o que também implica procurar cumprir o seu dever como criaturas de Deus, mais elas são capazes de obter a aprovação de Deus. O ponto de vista de Deus é exigir que o homem recupere seu dever e sua condição originais. O homem é uma criatura de Deus, então não deve se exceder fazendo quaisquer exigências de Deus e não deve fazer nada além de cumprir o seu dever como criatura de Deus. Os destinos de Paulo e de Pedro foram mensurados de acordo com o fato de eles terem sido capazes ou não de cumprir o seu dever como criaturas de Deus, não segundo o tamanho de sua contribuição; os destinos deles foram determinados de acordo com o que eles buscaram desde o princípio, não de acordo com a quantidade de trabalho que fizeram nem com o apreço de outras pessoas por eles. Portanto, procurar cumprir ativamente o dever como criatura de Deus é a senda para o sucesso; buscar a senda do verdadeiro amor a Deus é a senda mais correta; buscar mudanças no antigo caráter, bem como buscar o amor puro a Deus é a senda para o sucesso. Tal senda para o sucesso é a senda da recuperação tanto do dever original quanto da aparência original de uma criatura de Deus. Ela é a senda da recuperação e também é o objetivo de toda a obra de Deus, do início ao fim.

Extraído de ‘O sucesso ou o fracasso dependem da senda que o homem percorre’ em “A Palavra manifesta em carne”

610. Pedro sentia-se incomodado com qualquer coisa em sua vida que não satisfizesse o desejo de Deus. Se algo não satisfazia o desejo de Deus, ele sentia-se arrependido e procurava uma maneira adequada pela qual pudesse se empenhar para satisfazer o coração de Deus. Mesmo nos menores e mais e inconsequentes aspectos de sua vida, ele ainda exigia de si mesmo a satisfação do desejo de Deus. E não era menos rigoroso no que dizia respeito ao seu antigo caráter, sempre rígido ao exigir de si mesmo progresso mais profundo na verdade. Paulo buscava só reputação superficial e status. Buscava exibir-se diante dos homens e não procurava fazer nenhum progresso mais profundo na entrada na vida. O que lhe interessava era a doutrina, não a realidade. Algumas pessoas dizem: “Paulo trabalhou tanto para Deus, por que não foi lembrado por Ele? Pedro realizou só um pouco de trabalho para Deus e não fez grande contribuição para as igrejas; então, por que ele foi tornado perfeito?” Pedro amou a Deus até certo ponto, que era exigido por Deus; somente pessoas assim têm testemunho. E quanto a Paulo? Você sabe em que medida Paulo amou a Deus? Para que foi o trabalho de Paulo? E para que foi o trabalho de Pedro? Pedro não fez muito trabalho, mas você sabe o que estava no fundo do coração dele? O trabalho de Paulo diz respeito à provisão e ao apoio às igrejas. O que Pedro experimentou foram mudanças em seu caráter de vida; ele experimentou o amor a Deus. Agora que você conhece a diferença de suas substâncias, pode ver quem, em última instância, acreditou verdadeiramente em Deus e quem não acreditou verdadeiramente em Deus. Um deles amou Deus autenticamente, o outro não amou Deus autenticamente; um passou por mudanças em seu caráter, o outro não; um serviu humildemente sem ser facilmente notado pelas pessoas, e o outro foi adorado pelo povo, e foi uma grande figura; um buscou santidade e o outro não e, embora não fosse impuro, não era dotado de amor puro; um era dotado de autêntica humanidade e o outro não; um era dotado da razão de uma criatura de Deus e o outro não. Eis as diferenças entre as substâncias de Pedro e de Paulo. A senda que Pedro trilhou é a do sucesso, que é também a senda de se alcançar a recuperação da humanidade normal e dever de uma criatura de Deus. Pedro representa todos os que são bem-sucedidos. A senda trilhada por Paulo é a do fracasso, e ele representa todos aqueles que só se submetem e se gastam superficialmente, sem amarem genuinamente a Deus. Paulo representa todos aqueles que não possuem a verdade. Na sua crença em Deus, Pedro procurou satisfazer Deus em tudo, e procurou obedecer a tudo o que viesse de Deus. Sem a mais ligeira queixa, ele pôde aceitar castigo e julgamento, bem como refinamento, tribulação e escassez em sua vida, e nada disso conseguiu mudar seu amor a Deus. Não era esse o máximo amor a Deus? Não é esse o cumprimento do dever de uma criatura de Deus? Quer no castigo, no julgamento ou na tribulação; você é sempre capaz de alcançar a obediência até a morte, e isso é o que uma criatura de Deus deve alcançar, esta é a pureza do amor a Deus. Se o homem pode conseguir tanto assim, ele é uma criatura de Deus qualificada, e não há nada que melhor satisfaça o desejo do Criador. Imagine que você seja capaz de trabalhar para Deus, mas não obedeça a Deus e não consiga amar a Deus autenticamente. Desse modo, você não só não terá cumprido o dever de uma criatura de Deus, como também será condenado por Deus porque é alguém que não possui a verdade, que é incapaz de obedecer a Deus e que é desobediente a Deus. Você só se interessa em trabalhar para Deus e não tem interesse em pôr a verdade em prática nem em conhecer-se. Você não compreende nem conhece o Criador, não obedece nem ama o Criador. Você é alguém inerentemente desobediente a Deus, e pessoas assim não são prezadas pelo Criador.

Extraído de ‘O sucesso ou o fracasso dependem da senda que o homem percorre’ em “A Palavra manifesta em carne”

611. Quando o homem avalia outros, é de acordo com a contribuição deles. Quando Deus avalia o homem, é de acordo com a sua natureza. Entre aqueles que buscam vida, Paulo foi alguém que não conheceu sua própria essência. Não era humilde nem obediente de modo algum e também não conhecia a sua substância, que era oposta a Deus. Logo, ele foi alguém que não passara por experiências detalhadas e alguém que não pôs a verdade em prática. Pedro era diferente. Ele conhecia as suas imperfeições, suas fraquezas e seu caráter corrupto como criatura de Deus, então tinha uma senda de prática por meio da qual mudar o seu caráter; não foi um daqueles que só tinham doutrina sem possuir realidade alguma. Aqueles que mudam são pessoas novas que foram salvas, são aqueles qualificados na busca da verdade. As pessoas que não mudam pertencem àquelas que são naturalmente obsoletas; são aquelas que não foram salvas, isto é, aquelas que Deus detestou e rejeitou. Elas não serão lembradas por Deus, por maior que seja o seu trabalho. Quando você compara isso com a sua própria busca, deve ficar óbvio se você é, em última instância, do mesmo tipo de pessoa que Pedro ou que Paulo. Se ainda não há verdade no que você procura e se, mesmo hoje, você ainda é tão arrogante e insolente quanto Paulo, e ainda é tão loquaz e jactancioso quanto ele, então você é, sem dúvida, um degenerado que fracassa. Se você procurar o mesmo que Pedro, se procurar práticas e mudanças verdadeiras e não for arrogante nem voluntarioso, mas procurar cumprir seu dever, então você será uma criatura de Deus capaz de alcançar a vitória.

Extraído de ‘O sucesso ou o fracasso dependem da senda que o homem percorre’ em “A Palavra manifesta em carne”

612. Em suma, tomar a senda de Pedro na fé de alguém significa caminhar na senda da busca da verdade, a qual também é a senda de conseguir se conhecer verdadeiramente e mudar seu caráter. Só ao caminhar na senda de Pedro a pessoa estará na senda de ser aperfeiçoada por Deus. Deve-se estar certo de como, exatamente, caminhar na senda de Pedro e também de como colocá-la em prática. Primeiro, é preciso deixar de lado as próprias intenções da pessoa, as buscas inadequadas e até a família e todas as coisas da própria carne. É preciso ser devotado de todo o coração; isto é, é preciso devotar-se completamente à palavra de Deus, manter o foco em comer e beber as palavras de Deus, concentrar-se na busca pela verdade e na busca pelas intenções de Deus em Suas palavras e tentar compreender a vontade de Deus em tudo. Esse é o método de prática mais fundamental e vital. Foi o que Pedro fez após ver Jesus e é somente praticando dessa maneira que alguém pode alcançar os melhores resultados. Dedicar-se de todo o coração às palavras de Deus envolve primeiramente buscar a verdade, buscar as intenções de Deus em Suas palavras, focando-se em compreender a vontade de Deus, entender e obter mais verdade das palavras de Deus. Quando lia Suas palavras, Pedro não estava focado em entender as doutrinas, muito menos em obter conhecimento teológico; em vez disso, concentrava-se em compreender a verdade e captar a vontade de Deus, bem como alcançar um entendimento de Seu caráter e Sua amabilidade. Pedro também tentava entender os diversos estados corruptos do homem a partir das palavras de Deus, bem como a natureza corrupta e a real deficiência do homem, conhecendo assim todos os aspectos das exigências de Deus ao homem a fim de satisfazê-Lo. Pedro tinha muitas práticas corretas que acatavam as palavras de Deus; isso estava mais de acordo com a vontade de Deus e era a melhor maneira de uma pessoa poder colaborar ao experimentar a obra de Deus. Ao vivenciar as centenas de provações de Deus, Pedro examinou rigorosamente a si mesmo, comparando-se com cada palavra do julgamento de Deus em relação ao homem, com cada palavra da revelação de Deus ao homem, com cada palavra de Suas demandas ao homem, e se esforçou para sondar o significado daquelas palavras. Com determinação, ele tentou ponderar e memorizar cada palavra que Jesus lhe dissera e alcançou resultados muito bons. Através dessa maneira de praticar, ele foi capaz de alcançar um entendimento de si mesmo a partir das palavras de Deus, e não só veio a entender os vários estados corruptos do homem, como também veio a entender a essência, a natureza e as várias deficiências do homem. Isso é o que significa entender verdadeiramente a si mesmo. Das palavras de Deus, Pedro não só alcançou um entendimento verdadeiro de si mesmo, mas, das coisas expressas nas palavras de Deus — o caráter justo de Deus, o que Ele tem e é, a vontade de Deus para Sua obra, Suas exigências à humanidade —, dessas palavras, ele veio a conhecer Deus completamente. Ele veio a conhecer o caráter de Deus e a Sua essência; ele veio a conhecer e entender o que Deus tem e é, bem como a amabilidade de Deus e as exigências de Deus ao homem. Embora Deus não falasse tanto naquele tempo quanto fala hoje, resultados nesses aspectos, todavia, foram alcançados em Pedro. Isso foi algo raro e precioso. Pedro passou por centenas de provações, mas não sofreu em vão. Ele não só veio a entender a si mesmo a partir das palavras e da obra de Deus, como também veio a conhecer Deus. Além disso, ele se concentrou sobretudo nas exigências de Deus para com a humanidade sob Suas palavras. Em quaisquer que fossem os aspectos que o homem deveria satisfazer a Deus para estar alinhado com a Sua vontade, Pedro foi capaz de dedicar um grande esforço nesses aspectos e alcançar total clareza; isso foi extremamente benéfico em relação à sua entrada. Independentemente do que Deus falasse, contanto que aquelas palavras pudessem se tornar a sua vida e pertencessem à verdade, Pedro frequentemente era capaz de esculpi-las em seu coração para refletir sobre elas e apreciá-las. Após ouvir as palavras de Jesus, ele foi capaz de levá-las a sério, o que mostra que ele estava concentrado sobretudo nas palavras de Deus e verdadeiramente alcançou os resultados no fim. Ou seja, de livre vontade ele foi capaz de pôr as palavras de Deus em prática, de praticar a verdade e alinhar-se com a vontade de Deus perfeitamente, de agir inteiramente de acordo com a intenção de Deus e de desistir de suas opiniões e imaginações pessoais. Dessa forma, Pedro entrou na realidade das palavras de Deus. O serviço de Pedro veio alinhar-se à vontade de Deus basicamente por ele ter feito isso.

Extraído de ‘Como trilhar a senda de Pedro’ em “Registros das falas de Cristo”

613. Tudo o que Pedro buscava era segundo o coração de Deus. Ele buscava satisfazer o desejo de Deus e, a despeito do sofrimento e da adversidade, ainda estava disposto a satisfazer o desejo de Deus. Não há busca maior para um crente em Deus. O que Paulo procurava era contaminado por sua própria carne, por suas concepções e por seus próprios planos e esquemas. Ele não era de modo algum uma criatura de Deus qualificada, não era alguém que procurava satisfazer o desejo de Deus. Pedro buscou submeter-se às orquestrações de Deus e, embora seu trabalho não sido grande, a motivação por trás de sua busca e a senda que percorreu eram corretas; apesar de não ser capaz de ganhar muitas pessoas, ele soube buscar o caminho da verdade. Em razão disso, pode-se dizer que ele foi uma criatura de Deus qualificada. Hoje, mesmo que não seja um trabalhador, você deve ser capaz de cumprir o dever de uma criatura de Deus e procurar submeter-se a todas as orquestrações de Deus. Você deve ser capaz de obedecer ao que quer que Deus disser e experimentar todo tipo de tribulação e refinamento e, embora seja fraco, ainda deve ser capaz de amar a Deus em seu coração. Aqueles que assumem a responsabilidade pela própria vida estão dispostos a cumprir o dever de uma criatura de Deus, e o ponto de vista de tais pessoas quanto à busca é o certo. É destas pessoas que Deus precisa. Se você fez trabalhou muito e outros ganharam seus ensinamentos, mas você mesmo não mudou, não deu nenhum testemunho e não teve nenhuma experiência verdadeira, de modo que, no fim de sua vida, ainda nada do que fez dá testemunho, então você é alguém que mudou? Você é alguém que busca a verdade? Na ocasião, o Espírito Santo usou você, mas quando Ele o fez, usou a parte de você que podia ser usada para trabalhar e não usou a parte de você que não podia ser usada. Se você procurasse mudar, teria sido tornado perfeito paulatinamente durante o processo de ser usado. Todavia, o Espírito Santo não assume nenhuma responsabilidade por você ser ganho ou não em definitivo, e isso depende de seu modo de busca. Se não há mudanças em seu caráter pessoal é porque seu ponto de vista quanto à busca está errado. Se não lhe é conferida nenhuma recompensa, o problema é seu, e é porque você mesmo não pôs a verdade em prática e não é capaz de satisfazer o desejo de Deus. Assim, nada é de maior importância do que suas experiências pessoais e nada é mais crucial do que sua entrada pessoal! Algumas pessoas acabarão por dizer: “Tenho feito tanto trabalho por Ti e, embora talvez não se tenham celebrado realizações, ainda fui diligente nos meus esforços. Não podes simplesmente me deixar entrar no céu para comer o fruto da vida?” Você deve saber que tipo de pessoa Eu desejo; a quem é impuro não se permite entrar no reino, a quem é impuro não se permite macular o solo santo. Ainda que possa ter feito muito trabalho e trabalhado por muitos anos, no fim, se você ainda é deploravelmente imundo; é intolerável para a lei do Céu que você deseje entrar no Meu reino! Desde a fundação do mundo até hoje, nunca ofereci fácil acesso ao Meu reino àqueles que Me bajulam. Esta é uma regra celestial, e ninguém pode infringi-la! Você deve buscar a vida. Hoje, os que serão tornados perfeitos são do mesmo tipo que Pedro. Eles são aqueles que procuram mudanças em seu próprio caráter e se dispõem a dar testemunho de Deus e a cumprir seu dever como criaturas de Deus. Somente pessoas como essas serão tornadas perfeitas. Se você só busca recompensas e não procura mudar seu próprio caráter de vida, então todos os seus esforços serão inúteis — e essa é uma verdade inalterável!

Extraído de ‘O sucesso ou o fracasso dependem da senda que o homem percorre’ em “A Palavra manifesta em carne”

614. A partir da diferença entre a substância de Pedro e a de Paulo, você deve entender que todo aquele que não busca a vida labuta em vão. Você crê em Deus e segue a Deus, portanto deve amar a Deus em seu coração. Deve afastar o seu caráter corrupto, deve procurar satisfazer o desejo de Deus e deve cumprir o dever de uma criatura de Deus. Visto que você crê em Deus e segue a Deus, deve oferecer tudo a Ele e não deve fazer escolhas nem pedidos pessoais, bem como deve alcançar a satisfação do desejo de Deus. Visto que você foi criado, deve obedecer ao Senhor que o criou, porque você inerentemente não tem domínio sobre si mesmo e não tem aptidão para controlar seu destino. Visto que é uma pessoa que crê em Deus, você deve buscar santidade e mudança. Visto que é uma criatura de Deus, você deve acatar a seu dever, pôr-se no seu lugar e não deve exceder a seu dever. Isso não é para o restringir nem suprimir por meio de doutrina, mas é a senda pela qual você pode cumprir seu dever e que pode ser — e deve ser — alcançada por todos aqueles que fazem justiça. Se comparar as substâncias de Pedro e de Paulo, você saberá como buscar. Das sendas percorridas por Pedro e Paulo, uma é a senda de ser tornado perfeito e outra é a senda da eliminação; Pedro e Paulo representam duas sendas diferentes. Embora cada um tenha recebido a obra do Espírito Santo, ganhado o esclarecimento e a iluminação do Espírito Santo e cada um tenha aceitado o que lhes fora confiado pelo Senhor Jesus, o fruto obtido em cada um não foi o mesmo: um deu fruto de fato, o outro não. A partir de suas substâncias, do trabalho que eles fizeram, do que eles exteriorizaram e seus derradeiros finais, você deve compreender qual senda deve tomar, qual senda deve optar por percorrer. […] Como criatura de Deus, o homem deve procurar cumprir o dever de uma criatura de Deus e buscar amar a Deus sem fazer outras escolhas, pois Deus merece o amor do homem. Os homens que procuram amar a Deus não devem buscar quaisquer benefícios pessoais nem aquilo que pessoalmente anseiam; este é o meio de busca mais correto. Se o que você busca é a verdade, o que põe em prática é a verdade e o que obtém é uma mudança em seu caráter, então a senda que você trilha é a correta. Se o que você busca são as bênçãos da carne, o que põe em prática é a verdade de suas próprias concepções e se não há mudança alguma em seu caráter, se você não é nada obediente a Deus na carne e ainda vive na incerteza, o que você busca seguramente o levará ao inferno, pois a sua senda é a senda do fracasso. Ser tornado perfeito ou eliminado depende da sua própria busca, o que também é dizer que o sucesso ou o fracasso depende da senda percorrida pelo homem.

Extraído de ‘O sucesso ou o fracasso dependem da senda que o homem percorre’ em “A Palavra manifesta em carne”

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