J. Sobre temer a Deus e evitar o mal

505. Um ser criado genuíno deve saber quem é o Criador, para que serve a criação do homem, como cumprir as responsabilidades de um ser criado e como adorar o Senhor de toda a criação, deve compreender, captar, conhecer e se importar com as intenções, desejos e demandas do Criador e deve agir de acordo com o caminho do Criador — temer a Deus e evitar o mal.

O que é temer a Deus? E como alguém pode evitar o mal?

“Temer a Deus” não significa medo e horror indescritíveis, nem evadir, nem se afastar, nem é idolatria ou superstição. Antes, é admiração, estima, confiança, compreensão, cuidado, obediência, consagração, amor, bem como adoração, retribuição e submissão incondicionais e sem queixas. Sem o conhecimento genuíno de Deus, a humanidade não terá admiração genuína, confiança genuína, entendimento genuíno, cuidado ou obediência genuínos, mas apenas terror e desconforto, apenas dúvida, equívoco, evasão e fuga; sem conhecimento genuíno de Deus, a humanidade não terá consagração e retribuição genuínas; sem conhecimento real de Deus, a humanidade não terá adoração e submissão genuínas, apenas idolatria e superstição cegas; sem conhecimento genuíno de Deus, a humanidade não pode agir de acordo com o caminho de Deus, nem temer a Deus, nem evitar o mal. Em contrapartida, toda atividade e conduta em que o homem se envolver serão repletos de rebeldia e desafio, com imputações caluniosas e julgamentos difamadores sobre Ele e com conduta maligna contrária à verdade e ao verdadeiro significado das palavras de Deus.

Quando a humanidade tiver genuína confiança em Deus, ela será genuína em segui-Lo e em depender Dele; somente com verdadeira confiança e dependência de Deus, a humanidade pode ter uma genuína compreensão e entendimento; juntamente com a real compreensão de Deus vem o cuidado real por Ele; somente com o cuidado genuíno por Deus, a humanidade pode ter uma obediência genuína; somente com obediência genuína a Deus, a humanidade pode ter consagração genuína; somente com a consagração genuína a Deus, a humanidade pode ter uma retribuição que seja incondicional e sem queixas; somente com confiança e dependência genuínas, compreensão e cuidado genuínos, obediência genuína, consagração e retribuição genuínas, a humanidade pode verdadeiramente vir a conhecer o caráter e a essência de Deus e conhecer a identidade do Criador; somente quando ela vier a conhecer verdadeiramente o Criador, a humanidade poderá despertar em si mesma a adoração e submissão genuínas; somente quando tiver adoração e submissão verdadeiras ao Criador, a humanidade realmente será capaz de deixar seus maus caminhos, isto é, de evitar o mal.

Isso constitui todo o processo de “temer a Deus e evitar o mal” e é também o conteúdo em sua totalidade de temer a Deus e evitar o mal, bem como o caminho que deve ser percorrido para chegar a temer a Deus e a evitar o mal.

Extraído de ‘Conhecer Deus é a senda para temer a Deus e evitar o mal’ em “A Palavra manifesta em carne”

506. Em primeiro lugar, sabemos que o caráter de Deus é majestade e ira. Ele não é uma ovelha para ser abatido por alguém, muito menos uma marionete para ser controlado pelas pessoas da maneira que quiserem. Também não é um punhado de ar para receber ordens. Se realmente acredita que Deus existe, você deveria ter um coração que teme a Deus e deveria saber que a essência de Deus não deve ser irritada. Essa ira pode ser causada por uma palavra, ou talvez por um pensamento, ou talvez por algum tipo de comportamento vil — comportamento que é admissível aos olhos e à ética do homem; ou, talvez, seja causada por uma doutrina ou uma teoria. Todavia, uma vez que você enfureceu a Deus, sua oportunidade está perdida, e seus últimos dias chegaram. Isso é algo terrível! Se você não entende que Deus não pode ser ofendido, talvez você não tema a Deus e talvez O ofenda o tempo todo. Se você não sabe como temer a Deus, então você é incapaz de temer a Deus, e não saberá como colocar-se na senda de andar no caminho de Deus — temendo a Deus e evitando o mal. Quando se tornar consciente e atentar para o fato de que Deus não deve ser ofendido, você saberá o que é temer a Deus e evitar o mal.

Extraído de ‘Como conhecer o caráter de Deus e os resultados que Sua obra alcançará’ em “A Palavra manifesta em carne”

507. Embora a essência de Deus contenha um elemento de amor, e Ele seja misericordioso com todos, as pessoas negligenciaram e se esqueceram do fato de que Sua essência também é dignidade. O fato de Ele ter amor não significa que as pessoas podem ofendê-Lo livremente e que Ele não tem quaisquer sentimentos, nem quaisquer reações. O fato de Ele ter misericórdia não significa que Ele não tem quaisquer princípios no modo como trata as pessoas. Deus está vivo; Ele realmente existe. Não é uma marionete imaginária nem qualquer outro objeto. Posto que Ele existe, nós devemos ouvir cuidadosamente a voz de Seu coração todas as vezes, prestar atenção a Sua atitude e entender Seus sentimentos. Não devemos usar a imaginação das pessoas para definir a Deus e não devemos impor os pensamentos e desejos das pessoas Nele, fazendo Deus tratar a humanidade com base na imaginação do homem. Se fizer isso, você vai enfurecer a Deus, vai tentar Sua ira e desafiar Sua dignidade! Portanto, depois de compreender a severidade dessa questão, Eu insto cada um de vocês a serem cuidadosos e prudentes em suas ações. Sejam cuidadosos e prudentes em seu falar, também — com relação a como vocês tratam a Deus, quanto mais cuidadosos e prudentes forem, melhor! Quando não entender qual é a atitude de Deus, evite falar de modo descuidado, não seja descuidado em suas ações e não empregue rótulos de maneira descuidada. Mais importante ainda, não chegue a conclusões de forma arbitrária. Em vez disso, você deve esperar e buscar; isso também é uma manifestação do temer a Deus e evitar o mal.

Extraído de ‘Como conhecer o caráter de Deus e os resultados que Sua obra alcançará’ em “A Palavra manifesta em carne”

508. Se você não entender o caráter de Deus, então será impossível realizar o trabalho que você deve fazer para Ele. Se você não conhecer a substância de Deus, será impossível você ter reverência e temor para com Ele; em vez disso, haverá apenas superficialidade desatenta e prevaricação e, além disso, blasfêmia incorrigível. Embora entender o caráter de Deus seja realmente importante e conhecer a substância de Deus não possa ser ignorado, ninguém jamais examinou ou pesquisou a fundo essas questões. É evidente que todos vocês têm rejeitado os decretos administrativos que Eu emiti. Se vocês não entenderem o caráter de Deus, é muito provável que venham a ofender o Seu caráter. Ofender o Seu caráter é equivalente a provocar a ira do Próprio Deus, caso em que o fruto final das suas ações será a violação dos decretos administrativos. Você deve perceber que, quando você conhece a substância de Deus, você pode também entender o Seu caráter — e quando você entender o Seu caráter, você também terá entendido os seus decretos administrativos. Não é preciso dizer que muito daquilo que está contido nos decretos administrativos toca o caráter de Deus, mas nem tudo de Seu caráter é expressado nos decretos administrativos; daí vocês devem ir um passo além ao desenvolver seu entendimento do caráter de Deus.

Extraído de ‘É muito importante entender o caráter de Deus’ em “A Palavra manifesta em carne”

509. Pessoas que genuinamente creem em Deus sempre O têm em seu coração e sempre levam dentro de si um coração reverente a Deus, um coração que ama Deus. Aqueles que creem em Deus deveriam fazer as coisas de modo prudente e cauteloso e tudo que fazem deveria ser de acordo com as exigências de Deus e capaz de satisfazer Seu coração. Eles não deveriam ser teimosos, fazendo o que bem lhes agrada; isso não convém à santa decência. As pessoas não precisam correr de maneira descontrolada, agitando a bandeira de Deus por toda parte enquanto se gabam e trapaceiam em todo lugar; esse é o tipo de conduta mais rebelde. As famílias têm suas regras, e as nações têm suas leis — e não é assim mais ainda na casa de Deus? Os padrões não são ainda mais rigorosos? Não há ainda mais decretos administrativos? As pessoas são livres para fazer o que quiserem, mas os decretos administrativos de Deus não podem ser alterados à vontade. Deus é um Deus que não tolera ofensa dos humanos; Ele é um Deus que mata as pessoas. As pessoas realmente ainda não sabem disso?

Extraído de ‘Um alerta para aqueles que não praticam a verdade’ em “A Palavra manifesta em carne”

510. Em todas as eras, enquanto opera entre os homens, Deus lhes concede algumas palavras e lhes diz algumas verdades. Essas verdades servem como caminho a ser seguido pelo homem, o caminho que deve ser percorrido pelo homem, o caminho que permite ao homem temer a Deus e evitar o mal, e o caminho que as pessoas devem colocar em prática e seguir em sua vida e no curso de sua jornada de vida. É por essas razões que Deus confere essas palavras ao homem. Essas palavras que vêm de Deus deveriam ser seguidas pelo homem, e aderir a elas é receber vida. Se uma pessoa não as segue, não as coloca em prática e não vive as palavras de Deus em sua vida, então ela não está colocando a verdade em prática. Ademais, se não está colocando a verdade em prática, então ela não está temendo a Deus e evitando o mal, e não consegue satisfazer a Deus. As pessoas que são incapazes de satisfazer a Deus não conseguem receber Seu elogio, e tais pessoas não têm desfecho algum.

Extraído de ‘Como conhecer o caráter de Deus e os resultados que Sua obra alcançará’ em “A Palavra manifesta em carne”

511. Andar no caminho de Deus não se trata de observar regras superficialmente; pelo contrário, significa que, ao se deparar com um problema, antes de tudo, você o vê como uma circunstância que foi arranjada por Deus, uma responsabilidade conferida a você por Ele, ou uma tarefa que Ele lhe confiou. Quando estiver enfrentando esse problema, você deveria vê-lo como uma provação que Deus lhe apresentou. Quando encontra esse problema, você deve ter um padrão em seu coração, e deve pensar que esse problema veio de Deus. Deve pensar em como lidar com ele de modo que consiga cumprir sua responsabilidade permanecendo fiel a Deus, e também em como fazer isso sem enfurecer a Deus ou ofender o Seu caráter. […] Pois, a fim de andarmos no caminho de Deus, não podemos deixar de lado nada que acontece conosco ou ao nosso redor, nem mesmo as pequenas coisas; se achamos que devemos ou não prestar atenção nela, uma vez que alguma questão esteja nos confrontando, não podemos deixá-la de lado. Todas as coisas que acontecem devem ser vistas como um teste de Deus para nós. O que você acha desse tipo de atitude? Se você tem esse tipo de atitude, isso confirma um fato: em seu coração, você teme a Deus e está disposto a evitar o mal. Se você tem esse desejo de satisfazer a Deus, então o que você coloca em prática não estará longe de alcançar o padrão de temer a Deus e evitar o mal.

Extraído de ‘Como conhecer o caráter de Deus e os resultados que Sua obra alcançará’ em “A Palavra manifesta em carne”

512. O temor e obediência de Jó a Deus é um exemplo para a humanidade, e sua perfeição e retidão eram o ápice da humanidade que o homem deveria possuir. Embora ele não tenha visto Deus, ele percebeu que Deus realmente existiu e, por causa disso, temeu a Deus, e devido ao seu temor a Deus, ele foi capaz de obedecer a Deus. Ele deu a Deus rédea solta para pegar o que ele tinha, no entanto, ele não reclamou, e caiu diante de Deus e disse a Ele que, nesse exato momento, mesmo que Deus tomasse sua carne, ele permitiria que Ele fizesse isso sem reclamar. Toda a sua conduta deveu-se à sua humanidade perfeita e correta. Isso que quer dizer que, como resultado de sua inocência, honestidade e bondade, Jó era inabalável em sua realização e experiência da existência de Deus, e sobre esse fundamento ele fez exigências a si mesmo e padronizou seu pensamento, comportamento, conduta e princípios de ações diante de Deus de acordo com a orientação de Deus para ele e as ações de Deus que ele havia visto entre todas as coisas. Com o tempo, suas experiências causaram nele um medo real e verdadeiro de Deus e o fizeram se desviar do mal. Essa foi a fonte da integridade a que Jó se manteve firme. Jó possuía uma humanidade honesta, inocente e amável e ele realmente tinha a experiência de temer a Deus, obedecer a Deus e se desviar do mal, assim como o conhecimento de que “Jeová deu, e Jeová tirou”. Somente por causa dessas coisas ele foi capaz de permanecer firme em seu testemunho em meio a ataques tão violentos de Satanás, e somente por causa deles ele foi capaz de não desapontar a Deus e apresentar uma resposta satisfatória a Deus quando as provações de Deus vieram sobre ele.

Extraído de ‘A obra de Deus, o caráter de Deus e o Próprio Deus II’ em “A Palavra manifesta em carne”

513. Jó não tinha visto a face de Deus nem ouvido as palavras proferidas por Deus, e muito menos pessoalmente experimentara a obra de Deus, no entanto, seu temor a Deus e seu testemunho durante suas provações são testemunhados por todos e são amados, deliciados e elogiados por Deus, e as pessoas as invejam e as admiram e, ainda mais do que isso, cantam seus louvores. Não havia nada de grande ou extraordinário em sua vida: assim como qualquer pessoa comum, ele viveu uma vida normal, saindo para trabalhar ao nascer do sol e voltando para casa para descansar ao pôr do sol. A diferença é que, durante as várias décadas banais de sua vida, ele ganhou uma percepção do caminho de Deus e percebeu e compreendeu o grande poder e soberania de Deus, como nenhuma outra pessoa jamais havia feito. Ele não era mais esperto do que qualquer pessoa comum, sua vida não era especialmente tenaz, nem, além disso, ele tinha habilidades especiais invisíveis. O que ele possuía, porém, era uma personalidade honesta, bondosa e, moral, uma personalidade que amava a justiça, a retidão e coisas positivas — nenhuma dessas coisas é possuída pela maioria das pessoas comuns. Ele diferenciava entre amor e ódio, tinha senso de justiça, era inflexível e persistente, e era prestava meticulosa atenção aos detalhes em seus pensamentos. Assim, durante seu tempo normal na terra, ele viu todas as coisas extraordinárias que Deus havia feito e viu a grandeza, a santidade e a justiça de Deus, viu a preocupação de Deus, a benevolência e a proteção do homem, e viu a honra e autoridade do Deus supremo. A primeira razão pela qual Jó foi capaz de ganhar essas coisas que estavam além de qualquer pessoa normal foi porque ele tinha um coração puro, e seu coração pertencia a Deus e era conduzido pelo Criador. A segunda razão foi sua busca: sua busca de ser impecável e perfeito e de ser alguém que cumpria a vontade do Céu, que era amado por Deus e evitava do mal. Jó possuía e buscava essas coisas sem poder ver a Deus ou ouvir as palavras de Deus; embora nunca tivesse visto Deus, ele conheceu os meios pelos quais Deus governa sobre todas as coisas e entendeu a sabedoria com a qual Deus o faz. Embora nunca tivesse ouvido as palavras proferidas por Deus, Jó sabia que as ações de recompensar o homem e tomar do homem tudo vêm de Deus. Embora os anos de sua vida não fossem diferentes daqueles de qualquer pessoa comum, ele não permitiu que a banalidade de sua vida afetasse seu conhecimento da soberania de Deus sobre todas as coisas, ou afetasse seu caminho de temer a Deus e evitar o mal. Aos seus olhos, as leis de todas as coisas estavam cheias dos feitos de Deus, e a soberania de Deus podia ser vista em qualquer parte da vida de uma pessoa. Ele não tinha visto Deus, mas era capaz de perceber que os feitos de Deus estão em toda parte, e durante seu tempo banal na terra, em todos os cantos de sua vida ele era capaz de ver e perceber as extraordinárias e maravilhosas ações de Deus e podia ver os maravilhosos arranjos de Deus. A ocultabilidade e o silêncio de Deus não impediram que Jó percebesse os feitos de Deus, nem afetaram seu conhecimento da soberania de Deus sobre todas as coisas. Sua vida foi a percepção, durante sua vida diária, da soberania e dos arranjos de Deus, que está oculto entre todas as coisas. Em sua vida cotidiana, ele também ouviu e entendeu a voz do coração de Deus, e as palavras de Deus, que permanece em silêncio entre todas as coisas, no entanto, expressa a voz de Seu coração e Suas palavras, governando as leis de todas as coisas. Você vê, então, que se as pessoas têm a mesma humanidade e busca de Jó, então elas podem ganhar a mesma percepção e conhecimento que Jó e podem adquirir o mesmo entendimento e conhecimento da soberania de Deus sobre todas as coisas como Jó. Deus não apareceu a Jó nem falou com ele, mas Jó pôde ser perfeito e reto, temer a Deus e se desviar do mal. Em outras palavras, sem Deus ter aparecido ou falado ao homem, os feitos de Deus entre todas as coisas e Sua soberania sobre todas as coisas são suficientes para o homem se tornar consciente da existência, poder e autoridade de Deus, e o poder e autoridade de Deus são suficientes para fazer o homem seguir o caminho de temer a Deus e se desviar do mal.

Extraído de ‘A obra de Deus, o caráter de Deus e o Próprio Deus II’ em “A Palavra manifesta em carne”

514. “Temer a Deus e evitar o mal” e conhecer a Deus estão indivisivelmente conectados por uma miríade de fios, e a conexão entre eles é evidente. Se alguém deseja alcançar a evitação do mal, ele deve primeiro ter verdadeiro temor a Deus; se alguém deseja alcançar o temor verdadeiro a Deus, ele deve primeiro ter conhecimento real de Deus; se alguém deseja alcançar o conhecimento de Deus, ele deve primeiro experimentar as palavras de Deus, entrar na realidade das palavras de Deus, experimentar a repreensão e a disciplina de Deus, Seu castigo e julgamento; se alguém deseja experimentar as palavras de Deus, ele deve primeiro ficar face a face com as palavras de Deus, ficar face a face com Deus e pedir a Deus que Ele forneça oportunidades para experimentar as palavras Dele na forma de ambientes diversos envolvendo pessoas, eventos e objetos; se alguém deseja ficar face a face com Deus e com as palavras de Deus, ele deve primeiro possuir um coração simples e honesto, prontidão para aceitar a verdade, vontade para suportar o sofrimento, a resolução e a coragem para evitar o mal e a aspiração de se tornar um ser criado genuíno… Deste modo, avançando passo a passo, você se aproximará cada vez mais de Deus, seu coração se tornará cada vez mais puro, e sua vida e o valor de estar vivo serão, junto com seu conhecimento de Deus, cada vez mais significativos e brilharão cada vez mais radiantemente. Até que, um dia, você sentirá que o Criador não é mais um enigma, que o Criador nunca esteve oculto de você, que o Criador nunca escondeu Seu rosto de você, que o Criador não está, de modo algum, longe de você, que o Criador não é mais Aquele pelo qual você constantemente anseia em seus pensamentos, mas que você não pode alcançar com seus sentimentos, que Ele está real e verdadeiramente de guarda à sua esquerda e direita, suprindo sua vida e controlando seu destino. Ele não está no horizonte remoto, nem Se ocultou no alto das nuvens. Ele está ao seu lado, presidindo sobre tudo o que é o seu, Ele é tudo o que você tem, e Ele é a única coisa que você tem. Tal Deus permite que você O ame de coração, se apegue a Ele, O abrace, O admire, tema perdê-Lo e não esteja mais disposto a renunciar a Ele, nem a desobedecê-Lo, nem a evitá-Lo, nem a mantê-Lo à distância. Tudo o que você quer é se importar com Ele, obedecer a Ele, retribuir tudo o que Ele lhe dá e submeter-se ao Seu domínio. Você não se recusa mais a ser guiado, suprido, vigiado e mantido por Ele, não se recusa mais ao que Ele determina e ordena para você. Tudo que você quer é segui-Lo, andar ao lado Dele, tudo o que você quer é aceitá-Lo como sua única vida, aceitá-Lo como seu único Senhor, seu único Deus.

Extraído de ‘Conhecer Deus é a senda para temer a Deus e evitar o mal’ em “A Palavra manifesta em carne”

515. Quando as pessoas vivenciam a obra de Deus, seu primeiro conhecimento Dele é que Ele é insondável, sábio e maravilhoso, e, inconscientemente, elas O reverenciam e sentem o mistério da obra que Ele faz, que está além da compreensão da mente humana. As pessoas querem apenas ser capazes de satisfazer Suas exigências, satisfazer Seus desejos; não desejam superá-Lo, pois a obra que Ele realiza vai além do pensamento e da imaginação do homem e não poderia ser realizada pelo homem em Seu lugar. O homem nem ao menos conhece suas próprias imperfeições, mas Deus desbravou uma nova senda e veio conduzir o homem a um mundo mais novo e mais belo, e assim a humanidade fez novos progressos e teve um novo começo. O que as pessoas sentem por Deus não é admiração, ou melhor, não é apenas admiração. Sua experiência mais profunda é espanto e amor; seu sentimento é que Deus é de fato maravilhoso. Deus realiza uma obra que o homem é incapaz de fazer e diz coisas que o homem é incapaz de dizer. As pessoas que vivenciaram Sua obra têm sempre um sentimento indescritível. Pessoas com experiências suficientemente profundas podem entender o amor de Deus; elas podem sentir Sua amabilidade, que Sua obra é tão sábia, tão maravilhosa, daí um infinito poder é gerado entre elas. Não é medo ou amor e respeito ocasionais, mas um senso profundo da compaixão e tolerância de Deus pelo homem. No entanto, as pessoas que vivenciaram Seu castigo e julgamento sentem Sua majestade e que Ele não tolera ofensa. Mesmo as pessoas que vivenciaram muito de Sua obra são incapazes de compreendê-Lo; todos os que genuinamente O reverenciam sabem que Sua obra não está alinhada com as noções das pessoas, mas é sempre oposta a essas noções. Ele não precisa que as pessoas o admirem totalmente ou apresentem a aparência de submissão a Ele; ao contrário, devem alcançar verdadeira reverência e verdadeira submissão. Em grande parte de Sua obra, qualquer pessoa com verdadeira experiência sente reverência por Ele, o que é mais do que admiração. As pessoas viram Seu caráter graças à Sua obra de castigo e julgamento e, por isso, elas O reverenciam em seu coração. Deus deve ser reverenciado e obedecido, porque Seu ser e Seu caráter não são os mesmos de um ser criado e estão acima daqueles de um ser criado. Deus é autoexistente e eterno, Ele é um ser não criado, e somente Deus é digno de reverência e obediência; o homem não está qualificado para isso. Assim, todos que experimentaram Sua obra e verdadeiramente O conheceram têm reverência por Ele. Contudo, aqueles que não abandonam suas noções sobre Ele — aqueles que simplesmente não O consideram Deus, não têm nenhuma reverência por Ele e, embora O sigam, não são conquistados; eles são desobedientes por natureza. O que ele pretende alcançar operando dessa forma é que todos os seres criados tenham um coração de reverência pelo Criador, que O adorem e se submetam ao Seu domínio incondicionalmente. Esse é o resultado final que toda a Sua obra visa alcançar. Se as pessoas que vivenciaram tal obra não reverenciam Deus, nem mesmo minimamente, se a desobediência passada delas não muda, então certamente serão eliminadas. Se a atitude de uma pessoa em relação a Deus é apenas admirá-Lo ou demonstrar respeito a Ele à distância e não amá-Lo o mínimo que seja, então esse é o resultado que uma pessoa sem coração de amor por Deus alcançou, e essa pessoa carece de condições para ser aperfeiçoada. Se tanta obra é incapaz de obter o amor verdadeiro de uma pessoa, então essa pessoa não ganhou Deus e não busca genuinamente a verdade. Uma pessoa que não ama Deus não ama a verdade e, portanto, não pode ganhar Deus, muito menos receber a aprovação de Deus. Tais pessoas, independentemente de como vivenciem a obra do Espírito Santo e independentemente de como vivenciem o julgamento, são incapazes de reverenciar Deus. São pessoas cuja natureza é imutável e que têm um caráter extremamente maligno. Todos aqueles que não reverenciam a Deus serão eliminados, serão objetos de punição e serão punidos como aqueles que praticam o mal, para sofrerem ainda mais do que aqueles que praticaram coisas injustas.

Extraído de ‘A obra de Deus e a obra do homem’ em “A Palavra manifesta em carne”

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