Conhecendo Deus 2

Palavras diárias de Deus Trecho 31

Logo após haver criado a humanidade, Deus começou a Se envolver com o homem e a falar com o homem, e Seu caráter começou a ser expresso para o homem. Em outras palavras, desde que Deus Se envolveu com a humanidade pela primeira vez, Ele começou, sem interrupção, tornar público ao homem Sua substância e o que Ele tem e é. Independentemente de se as pessoas mais antigas ou as de hoje podem ver ou compreender isso, Deus fala ao homem e opera entre os homens, revelando Seu caráter e expressando Sua substância — isso é um fato, inegável a qualquer pessoa. Isso também significa que o caráter de Deus, a substância de Deus, e o que Ele tem e é, são constantemente emitidos e revelados à medida que Ele opera e Se envolve com o homem. Ele nunca ocultou ou escondeu nada do homem, mas em vez disso torna público e libera Seu próprio caráter sem reter nada. Assim, Deus espera que o homem possa conhecê-Lo e compreender Seu caráter e substância. Ele não deseja que o homem trate Seu caráter e substância como mistérios eternos, nem deseja que a humanidade considere a Deus como um enigma que nunca pode ser resolvido. Somente quando a humanidade conhecer a Deus, o homem poderá conhecer o caminho a seguir e aceitar a orientação de Deus, e somente uma humanidade como essa pode verdadeiramente viver sob o domínio de Deus, viver na luz, em meio as bênçãos de Deus.

As palavras e caráter emitidos e revelados por Deus representam Sua vontade, e também representam Sua substância. Quando Deus Se envolve com o homem, não importa o que Ele diga ou faça, ou que caráter Ele revele, e não importa o que o homem veja da substância de Deus e do que Ele tem e é, todos representam a vontade de Deus para o homem. Independentemente de quanto o homem é capaz de perceber, compreender ou entender, tudo isso representa a vontade de Deus — a vontade de Deus para o homem. Não há dúvida quanto a isso! A vontade de Deus para a humanidade é como Ele requer que as pessoas sejam, o que Ele requer que elas façam, como Ele requer que elas vivam, e como Ele requer que elas sejam capazes de realizar o cumprimento da vontade de Deus. Essas coisas são inseparáveis da substância de Deus? Em outras palavras, Deus emite Seu caráter e tudo o que Ele tem e é ao mesmo tempo que faz exigências ao homem. Não há falsidade, nem fingimento, nem ocultação, nem adorno. Mas por que o homem é incapaz de conhecer, e por que o home nunca foi capaz de perceber claramente o caráter de Deus? Por que o homem nunca realizou a vontade de Deus? Aquilo que é revelado e emitido por Deus é o que o Próprio Deus tem e é; é cada fragmento e faceta de Seu verdadeiro caráter — então por que o homem não consegue enxergar? Por que o homem é incapaz de ter um conhecimento completo? Há uma razão importante para isso. Então, qual é essa razão? Desde a época da criação, o homem nunca tratou Deus como Deus. Nos primórdios dos tempos, não importava o que Deus fizesse em relação ao homem — o homem que acabara de ser criado — o homem tratava Deus como nada mais que um companheiro, como alguém em quem confiar e o homem não tinha conhecimento nem entendimento de Deus. O que significa dizer, o homem não sabia que o que foi emitido por esse Ser — esse Ser em quem ele confiava e via como seu companheiro — era a substância de Deus, nem sabia que esse Ser era Aquele que governa sobre todos coisas. Resumindo, as pessoas daquela época não reconheciam a Deus de forma alguma. Elas não sabiam que os céus e a terra e todas as coisas haviam sido criadas por Ele, e ignoravam de onde Ele vinha e, ainda mais, do que Ele era. Logicamente que, naquela época, Deus não exigia que o homem O conhecesse nem O compreendesse, nem entendesse tudo o que Ele fez, nem conhecesse a Sua vontade, pois esses foram os primórdios dos tempos após a criação da humanidade. Quando Deus começou os preparativos para a obra da Era da Lei, Deus fez algumas coisas para o homem e também começou a fazer algumas exigências ao homem, dizendo ao homem como ofertar e adorar a Deus. Só então o homem adquiriu algumas ideias simples sobre Deus, e só então ele percebeu a diferença entre o homem e Deus, e que foi Deus quem criou a humanidade. Quando o homem soube que Deus era Deus e o homem era homem, certa distância surgiu entre ele e Deus, mas ainda assim Deus não exigiu que o homem tivesse um grande conhecimento ou profunda compreensão Dele. Assim, Deus faz exigências diferentes ao homem com base nos estágios e circunstâncias de Sua obra. O que vocês veem nisso? Que aspecto do caráter de Deus vocês percebem? Deus é real? Os requisitos de Deus para o homem são adequados? Durante as primeiras épocas após Deus criar a humanidade, quando Deus ainda tinha que realizar a obra de conquista e aperfeiçoar o homem, e não havia falado muitas palavras para ele, Ele exigiu pouco do homem. Independentemente do que o homem fez e como se comportou — mesmo que ele tenha feito algumas coisas que ofenderam a Deus — Deus perdoou e ignorou tudo isso. Isso é porque Deus sabia o que Ele tinha dado ao homem e sabia o que estava dentro do homem, assim Ele conhecia o padrão de exigências que Ele deveria fazer ao homem. Mesmo que o padrão de Suas exigências fosse muito baixo naquela época, isso não significa que Seu caráter não fosse grande, ou que Sua sabedoria e onipotência fossem apenas palavras vazias. Para o homem, há apenas uma maneira de conhecer o caráter de Deus e o Próprio Deus: seguindo os passos da obra do gerenciamento de Deus e da salvação da humanidade, e aceitando as palavras que Deus fala à humanidade. Uma vez que souber o que Deus tem e é e conhecer o caráter de Deus, o homem ainda pedirá a Deus que lhe mostre a Sua pessoa real? Não, o homem não pediria e nem mesmo ousaria pedir, pois tendo compreendido o caráter de Deus e o que Ele tem e é, o homem já terá visto o Próprio Deus verdadeiro e Sua real pessoa. Esse é o resultado inevitável.

À medida que a obra e o plano de Deus avançavam incessantemente e depois que Deus estabeleceu a aliança do arco-íris com o homem como um sinal de que nunca mais destruiria o mundo usando dilúvio, Deus tinha um desejo cada vez mais urgente de ganhar aqueles que poderiam ter uma só mente com Ele. Assim, também, Ele tinha um desejo cada vez mais urgente de ganhar aqueles que pudessem fazer Sua vontade na terra, e, além disso, ganhar um grupo de pessoas capaz de se libertar das forças das trevas, e não ser amarrado por Satanás, um grupo que fosse capaz de dar testemunho Dele na terra. Ganhar tal grupo de pessoas foi o desejo de Deus de longa data, era o que Ele estava esperando desde o tempo da criação. Assim, independentemente de Deus usar o dilúvio para destruir o mundo, ou de Sua aliança com o homem, a vontade de Deus, o Seu modo de pensar, o plano e as esperanças permaneceram as mesmas. O que Ele queria fazer, aquilo que Ele ansiara muito antes do momento da criação, era ganhar aqueles entre os homens que Ele desejava ganhar — ganhar um grupo de pessoas capazes de perceber e conhecer Seu caráter e compreender Sua vontade, uma grupo que fosse capaz de adorá-Lo. Tal grupo de pessoas realmente seria capaz de dar testemunho Dele, e pode-se dizer, que seriam Seus confidentes.

Extraído de ‘A obra de Deus, o caráter de Deus e o Próprio Deus II’ em “A Palavra manifesta em carne”

Palavras diárias de Deus Trecho 32

Deus promete dar a Abraão um filho

Gênesis 17:15-17 Disse Deus a Abraão: Quanto a Sarai, tua, mulher, não lhe chamarás mais Sarai, porem Sara será o seu nome. Abençoá-la-ei, e também dela te darei um filho; sim, abençoá-la-ei, e ela será mãe de nações; reis de povos sairão dela. Ao que se prostrou Abraão com o rosto em terra, e riu-se, e disse no seu coração: A um homem de cem anos há de nascer um filho? Dará à luz Sara, que tem noventa anos?

Gênesis 17:21-22 O Meu pacto, porém, estabelecerei com Isaque, que Sara te dará à luz neste tempo determinado, no ano vindouro. Ao acabar de falar com Abraão, subiu Deus diante dele.

Ninguém pode impedir a obra que Deus determina fazer

Então, vocês acabaram de ouvir a história de Abraão. Ele foi escolhido por Deus depois que o mundo foi destruído por um dilúvio, seu nome era Abraão, e quando ele tinha cem anos de idade, e sua esposa Sara, noventa, a promessa de Deus veio a ele. Que promessa Deus fez a ele? Deus prometeu aquilo que é referido nas Escrituras: “Abençoá-la-ei, e também dela te darei um filho”. Qual foi o pano de fundo da promessa de Deus de dar a ele um filho? As Escrituras apresentam o seguinte registro: “Ao que se prostrou Abraão com o rosto em terra, e riu-se, e disse no seu coração: A um homem de cem anos há de nascer um filho? Dará à luz Sara, que tem noventa anos?” Em outras palavras, esse casal idoso era velho demais para ter filhos. E o que Abraão fez depois que Deus fez Sua promessa a ele? Ele prostrou o rosto em terra, rindo e disse para si mesmo: “A um homem de cem anos há de nascer um filho?” Abraão acreditava que era impossível — o que significava que ele acreditava que a promessa de Deus para ele não passava de uma piada. Do ponto de vista do homem, isso é algo inatingível pelo homem, e igualmente inatingível por Deus e uma impossibilidade para Deus. Talvez, para Abraão, fosse risível: Deus criou o homem, mas Ele parece um tanto inconsciente de que alguém tão velho é incapaz de gerar filhos; Deus acha que pode me permitir ter um filho, diz que vai me dar um filho — com certeza isso é impossível! Assim, Abraão prostrou-se em terra e riu, pensando consigo mesmo: Impossível — Deus está brincando comigo, isso não pode ser verdade! Ele não levou as palavras de Deus a sério. Então, aos olhos de Deus, que tipo de homem era Abraão? (Justo.) Onde foi dito que ele era um homem justo? Vocês acham que todos aqueles a quem Deus chama são justos e perfeitos, que são pessoas que andam com Deus. Vocês obedecem a doutrina! Vocês devem ver claramente que quando Deus define alguém, Ele não o faz arbitrariamente. Aqui, Deus não disse que Abraão era justo. Em Seu coração, Deus tem padrões para medir cada pessoa. Embora Deus não tenha dito que tipo de pessoa Abraão era, em termos de sua conduta, que tipo de fé Abraão tinha em Deus? Era um pouco abstrato? Ou ele era de grande fé? Não, ele não era! Seus risos e pensamentos mostravam quem ele era, então suas crenças de que ele era justo é apenas uma invenção da imaginação de vocês, é a aplicação cega da doutrina e é uma avaliação irresponsável. Deus viu o riso de Abraão e suas pequenas expressões? Ele sabia disso? Deus sabia. Mas Deus mudaria o que Ele havia determinado fazer? Não! Quando Deus planejou e determinou que Ele escolheria esse homem, estava feito. Nem os pensamentos do homem, nem a sua conduta influenciariam ou interfeririam nem um pouquinho em Deus; Deus não mudaria arbitrariamente o Seu plano, nem mudaria ou perturbaria impulsivamente o Seu plano por causa da conduta do homem, nem mesmo uma conduta que pode ser ignorante. O que, então, está escrito em Gênesis 17:21-22? “O Meu pacto, porém, estabelecerei com Isaque, que Sara te dará à luz neste tempo determinado, no ano vindouro. Ao acabar de falar com Abraão, subiu Deus diante dele.” Deus não deu a menor atenção ao que Abraão pensou ou disse. Qual foi a razão para essa indiferença? Foi porque, naquela época, Deus não exigiu que o homem tivesse grande fé, nem que ele tivesse grande conhecimento de Deus, nem, além disso, que ele fosse capaz de compreender o que foi feito e dito por Deus. Assim, Ele não pediu que o homem entendesse completamente o que Ele determinou fazer, nem as pessoas que Ele determinou escolher, nem os princípios de Suas ações, pois a estatura do homem era simplesmente inadequada. Naquela época, Deus considerava tudo o que Abraão fizesse e como ele se comportasse como normal. Ele não condenou nem repreendeu, mas apenas disse: “Sara te dará à luz Isaque, neste mesmo tempo, daqui a um ano”. Para Deus, depois que Ele proclamou essas palavras, esse assunto passo a passo se tornou realidade; aos olhos de Deus, aquilo que deveria ser realizado por Seu plano já havia sido alcançado. Depois de concluir os preparativos para isso, Deus partiu. O que o homem faz ou pensa, o que o homem compreende, os planos do homem — nada disso tem relação com Deus. Tudo procede de acordo com o plano de Deus, de acordo com os tempos e etapas estabelecidos por Deus. Esse é o princípio da obra de Deus. Deus não interfere no que o homem pensa ou sabe, mas tampouco renuncia ao Seu plano nem abandona a Sua obra só porque o homem não crê ou não compreende. Os fatos são assim cumpridos de acordo com o plano e os pensamentos de Deus. Isso é exatamente o que vemos na Bíblia: Deus fez com que Isaque nascesse no tempo em que Ele havia estabelecido. Os fatos provam que o comportamento e a conduta do homem impediram a obra de Deus? Não impediram a obra de Deus! A pouca fé do homem em Deus e suas noções e imaginações sobre Deus afetaram a obra de Deus? Não, não afetaram! De maneira alguma! O plano de gerenciamento de Deus não é afetado por nenhum homem, objeto ou ambiente. Tudo o que Ele determina fazer será concluído e cumprido a tempo e de acordo com o Seu plano, e nenhum homem pode interferir em Sua obra. Deus ignora certos aspectos da tolice e da ignorância do homem, e até certos aspectos da resistência e das noções do homem sobre Ele, e Ele faz a obra que deve fazer independentemente. Esse é o caráter de Deus e é um reflexo de Sua onipotência.

Extraído de ‘A obra de Deus, o caráter de Deus e o Próprio Deus II’ em “A Palavra manifesta em carne”

Palavras diárias de Deus Trecho 33

Abraão oferece Isaque

Gênesis 22:2-3 Prosseguiu Deus: Toma agora teu filho; o teu único filho, Isaque, a quem amas; vai à terra de Moriá, e oferece-o ali em holocausto sobre um dos montes que te hei de mostrar. Levantou-se, pois, Abraão de manhã cedo, albardou o seu jumento, e tomou consigo dois de seus moços e Isaque, seu filho; e, tendo cortado lenha para o holocausto, partiu para ir ao lugar que Deus lhe dissera.

Gênesis 22:9-10 Havendo eles chegado ao lugar que Deus lhe dissera, edificou Abraão ali o altar e pôs a lenha em ordem; o amarrou, a Isaque, seu filho, e o deitou sobre o altar em cima da lenha. E, estendendo a mão, pegou no cutelo para imolar a seu filho.

Deus não se importa se o homem é tolo — Ele apenas pede que o homem seja verdadeiro

Em Gênesis 22:2, Deus deu a seguinte ordem a Abraão: “Toma agora teu filho; o teu único filho, Isaque, a quem amas; vai à terra de Moriá, e oferece-o ali em holocausto sobre um dos montes que te hei de mostrar”. A intenção de Deus era clara: Ele estava dizendo a Abraão para dar seu único filho Isaque, a quem ele amava, como uma oferta queimada. Olhando para isso hoje, a ordem de Deus ainda está em desacordo com as noções do homem? Sim! Tudo o que Deus fez naquele tempo é totalmente contrário às noções do homem; é incompreensível ao homem. Em suas noções, as pessoas acreditam no seguinte: quando um homem não acreditou e achou impossível, Deus lhe deu um filho, e depois que ele ganhou um filho, Deus exigiu que sacrificasse seu filho. Isso não é totalmente inacreditável? O que Deus realmente pretendia fazer? Qual foi a intenção real de Deus? Ele incondicionalmente deu a Abraão um filho, mas também pediu que Abraão fizesse uma oferta incondicional. Isso foi excessivo? Do ponto de vista de terceiros, isso não foi apenas excessivo, mas também um pouco de “criar problemas por razão nenhuma”. Mas o próprio Abraão não acreditava que Deus estava pedindo demais. Embora tivesse algumas poucas opiniões pequenas e embora suspeitasse um pouco de Deus, ele ainda estava preparado para fazer a oferta. Nesse ponto, o que você vê que prova que Abraão estava disposto a oferecer seu filho? O que está sendo dito nessas frases? O texto original apresenta o seguinte registro: “Levantou-se, pois, Abraão de manhã cedo, albardou o seu jumento, e tomou consigo dois de seus moços e Isaque, seu filho; e, tendo cortado lenha para o holocausto, partiu para ir ao lugar que Deus lhe dissera” (Gênesis 22:3). “Havendo eles chegado ao lugar que Deus lhe dissera, edificou Abraão ali o altar e pôs a lenha em ordem; o amarrou, a Isaque, seu filho, e o deitou sobre o altar em cima da lenha. E, estendendo a mão, pegou no cutelo para imolar a seu filho” (Gênesis 22:9-10). Quando Abraão estendeu a mão e tomou o cutelo para imolar seu filho, suas ações foram vistas por Deus? Foram. Todo o processo — desde o princípio, quando Deus pediu que Abraão sacrificasse Isaque, até quando Abraão de fato levantou seu cutelo para imolar seu filho — mostrou a Deus o coração de Abraão, e independentemente de sua antiga insensatez, ignorância e incompreensão de Deus, naquela época, o coração de Abraão para Deus era verdadeiro e honesto, e ele realmente devolveria Isaque, o filho dado a ele por Deus, de volta a Deus. Nele, Deus viu obediência, a própria obediência que Ele desejava.

Para o homem, Deus faz muita coisa que é incompreensível e até inacreditável. Quando Deus deseja orquestrar alguém, essa orquestração é muitas vezes incompatível com as noções do homem e incompreensível para ele, mas é exatamente essa dissonância e incompreensibilidade que constituem a provação e a prova do homem. Abraão, entretanto, foi capaz de demonstrar obediência a Deus dentro de si mesmo, que era a condição mais fundamental de ser capaz de satisfazer a exigência de Deus. Só então, quando Abraão foi capaz de obedecer às exigências de Deus, quando ele ofereceu Isaque, Deus realmente sentiu segurança e aprovação para com a humanidade — para com Abraão, a quem Ele havia escolhido. Só então Deus teve certeza de que essa pessoa a quem Ele havia escolhido era um líder indispensável que poderia empreender Sua promessa e Seu plano de gerenciamento futuro. Embora tenha sido apenas uma provação e um teste, Deus Se sentiu gratificado, sentiu o amor do homem por Ele e Se sentiu consolado pelo homem como nunca. No momento em que Abraão levantou seu cutelo para imolar Isaque, Deus o impediu? Deus não permitiu que Abraão sacrificasse Isaque, pois Deus simplesmente não tinha intenção de tirar a vida de Isaque. Assim, Deus interrompeu Abraão bem a tempo. Para Deus, a obediência de Abraão já havia passado no teste, o que ele fez foi suficiente e Deus já havia visto o resultado daquilo que pretendia fazer. Esse resultado foi satisfatório para Deus? Pode-se dizer que esse resultado foi satisfatório para Deus, que era o que Deus queria e era o que Deus desejava ver. Isso é verdade? Embora, em diferentes contextos, Deus use diferentes maneiras de provar cada pessoa, em Abraão, Deus viu o que Ele queria, Ele viu que o coração de Abraão era verdadeiro, e que sua obediência era incondicional. Era exatamente esse “incondicional” que Deus desejava. As pessoas costumam dizer: “Eu já ofereci isso, eu já perdi aquilo — por que Deus ainda não está satisfeito comigo? Por que Ele continua me submetendo a provações? Por que Ele continua me testando?” Isso demonstra um fato: Deus não viu seu coração e não ganhou seu coração. Isto é, Ele não viu tanta sinceridade como quando Abraão foi capaz de levantar o cutelo para imolar seu filho por sua própria mão e oferecê-lo a Deus. Ele não viu sua obediência incondicional e não foi consolado por você. É natural, então, que Deus continue provando você. Não é verdade?

Extraído de ‘A obra de Deus, o caráter de Deus e o Próprio Deus II’ em “A Palavra manifesta em carne”

Palavras diárias de Deus Trecho 34

A promessa de Deus para Abraão

Gênesis 22:16-18 E disse: Por Mim Mesmo jurei, diz Jeová, porquanto fizeste isto, e não Me negaste teu filho, o teu único filho, que deveras te abençoarei, e grandemente multiplicarei a tua descendência, como as estrelas do céu e como a areia que está na praia do mar; e a tua descendência possuirá a porta dos seus inimigos; e em tua descendência serão benditas todas as nações da terra; porquanto obedeceste à Minha voz.

Esse é um registro completo da bênção de Deus para Abraão. Embora breve, seu conteúdo é rico: inclui a razão e o pano de fundo do presente de Deus a Abraão e o que Ele deu a Abraão. Também está imbuído da alegria e do entusiasmo com que Deus proferiu essas palavras, bem como da urgência de Seu anseio em ganhar aqueles que são capazes de ouvir Suas palavras. Nisso, vemos o carinho e a ternura de Deus por aqueles que obedecem a Suas palavras e seguem Suas ordens. Assim, também vemos o preço que Ele paga para ganhar as pessoas, e o cuidado e o pensamento que Ele aplica para ganhá-las. Além disso, essa passagem, que contém as palavras “Por Mim Mesmo jurei”, nos dá uma poderosa sensação de amargura e dor suportada por Deus e somente por Deus nos bastidores dessa obra de Seu plano de gerenciamento. É uma passagem instigante, que teve um significado especial para aqueles que vieram depois e teve um impacto de longo alcance sobre eles.

O homem recebe as bênçãos de Deus por causa de sua sinceridade e obediência

A bênção dada a Abraão por Deus, que lemos aqui, foi grande? Quão grande foi? Há uma frase-chave aqui: “E em tua descendência serão benditas todas as nações da terra”. Essa frase mostra que Abraão recebeu bênçãos não concedidas a ninguém que veio antes ou depois. Quando, como solicitado por Deus, Abraão devolveu seu único filho — seu único filho amado — a Deus (nota: Aqui não podemos usar a palavra “oferecido”; deveríamos dizer que ele devolveu seu filho a Deus), Deus não somente não permitiu que Abraão oferecesse Isaque, mas também o abençoou. Com que promessa Ele abençoou Abraão? Ele o abençoou com a promessa de multiplicar sua descendência. E por quanto elas seriam multiplicadas? As Escrituras apresentam o seguinte registro: “…como as estrelas do céu e como a areia que está na praia do mar; e a tua descendência possuirá a porta dos seus inimigos; e em tua descendência serão benditas todas as nações da terra”. Qual foi o contexto em que Deus proferiu essas palavras? Isto é, como Abraão recebeu as bênçãos de Deus? Ele as recebeu exatamente como Deus diz nas Escrituras: “porquanto obedeceste à Minha voz”. Isto é, porque Abraão seguiu a ordem de Deus, porque ele havia feito tudo o que Deus havia dito, pedido e ordenado sem a menor queixa, assim Deus lhe fez tal promessa. Há uma frase crucial nessa promessa que toca os pensamentos de Deus no momento. Vocês já viram isso? Vocês podem não ter prestado muita atenção às palavras de Deus que “Por Mim Mesmo jurei”. O que elas querem dizer é que, quando Deus proferiu estas palavras, Ele estava jurando por Si Mesmo. Pelo que as pessoas juram quando fazem um juramento? Elas juram pelo Céu, o que quer dizer, fazem um juramento a Deus e juram por Deus. As pessoas podem não ter muita compreensão do fenômeno pelo qual Deus jurou por Si Mesmo, mas vocês serão capazes de compreender quando Eu lhes apresentar a explicação correta. Estar diante de um homem que só podia ouvir Suas palavras, mas não compreender o Seu coração, mais uma vez Deus Se sentiu solitário e perdido. Em desespero — e, pode-se dizer, subconscientemente — Deus fez algo muito natural: Deus colocou Sua mão em Seu coração e Se dirigiu a Si Mesmo ao conceder essa promessa a Abraão, e desse homem ouviu Deus dizer “Por Mim Mesmo jurei”. Através das ações de Deus, você pode pensar em si mesmo. Quando você coloca sua mão em seu coração e fala consigo mesmo, você tem uma ideia clara do que está dizendo? Sua atitude é sincera? Você fala abertamente com o seu coração? Assim, vemos aqui que quando Deus falou com Abraão, Ele foi sério e sincero. Ao mesmo tempo em que falava e abençoava a Abraão, Deus também falava para Si Mesmo. Ele estava dizendo a Si Mesmo: Abençoarei Abraão e tornarei sua descendência tão numerosa quanto as estrelas do céu, e tão abundante quanto a areia da praia do mar, porque ele obedeceu às Minhas palavras e foi ele a quem Eu escolhi. Quando Deus disse: “Por Mim Mesmo jurei”, Deus determinou que em Abraão Ele produziria o povo escolhido de Israel, após o qual Ele conduziria essas pessoas adiante, em ritmo acelerado com Sua obra. Isto é, Deus faria os descendentes de Abraão sustentarem a obra de gerenciamento de Deus, e a obra de Deus e aquela expressa por Deus começaria com Abraão e continuaria nos descendentes de Abraão, concretizando assim o desejo de Deus de salvar o homem. O que vocês dizem: isso não é uma bênção? Para o homem, não há bênção maior que essa; essa, pode-se dizer, é a maior bênção de todas. A bênção ganha por Abraão não foi a multiplicação de sua descendência, mas o cumprimento do gerenciamento de Deus, da Sua comissão e da Sua obra nos descendentes de Abraão. Isso significa que as bênçãos recebidas por Abraão não foram temporárias, mas continuaram enquanto o plano de gerenciamento de Deus progredia. Quando Deus falou, quando Deus jurou por Si Mesmo, Ele já havia feito uma determinação. O processo dessa determinação foi verdadeiro? Foi real? Deus determinou que, a partir daquele momento, Seus esforços, o preço que Ele pagou, o que Ele tem e é, Seu tudo e até a Sua vida seriam dados a Abraão e aos descendentes de Abraão. Assim também Deus determinou que, partindo desse grupo de pessoas, Ele faria manifestar Seus atos, e permitiria ao homem ver Sua sabedoria, autoridade e poder.

Extraído de ‘A obra de Deus, o caráter de Deus e o Próprio Deus II’ em “A Palavra manifesta em carne”

Palavras diárias de Deus Trecho 35

A promessa de Deus para Abraão

Gênesis 22:16-18 E disse: Por Mim Mesmo jurei, diz Jeová, porquanto fizeste isto, e não Me negaste teu filho, o teu único filho, que deveras te abençoarei, e grandemente multiplicarei a tua descendência, como as estrelas do céu e como a areia que está na praia do mar; e a tua descendência possuirá a porta dos seus inimigos; e em tua descendência serão benditas todas as nações da terra; porquanto obedeceste à Minha voz.

Ganhar aqueles que conhecem a Deus e são capazes de testificar para Ele é o desejo imutável de Deus

Ao mesmo tempo em que falava para Si Mesmo, Deus também falou com Abraão, mas além de ouvir as bênçãos que Deus lhe deu, Abraão foi capaz de compreender os verdadeiros desejos de Deus em todas as Suas palavras naquele momento? Ele não foi! Assim, naquele momento, quando Deus jurou por Si Mesmo, Seu coração ainda estava solitário e triste. Ainda não havia uma pessoa capaz de entender ou compreender o que Ele pretendia e planejava. Naquele momento, ninguém — incluindo Abraão — foi capaz de falar com Ele em confiança, muito menos foi alguém capaz de cooperar com Ele em fazer a obra que Ele deve fazer. Na superfície, Deus ganhou Abraão, alguém que poderia obedecer a Suas palavras. Mas, na verdade, o conhecimento dessa pessoa sobre Deus era pouco mais que nada. Embora Deus tivesse abençoado Abraão, o coração de Deus ainda não estava satisfeito. O que significa que Deus não estava satisfeito? Isso significa que Seu gerenciamento estava apenas começando, significa que as pessoas que Ele queria ganhar, as pessoas que Ele desejava ver, as pessoas que Ele amava, ainda estavam distantes Dele; Ele precisava de tempo, Ele precisava esperar, Ele precisava ser paciente. Pois naquele tempo, com exceção do Próprio Deus, não havia ninguém que soubesse o que Ele precisava, ou o que Ele desejava ganhar, ou o que Ele anelava. Assim, ao mesmo tempo em que Deus Se sentia muito animado, Deus também sentia um peso no coração. No entanto, Ele não interrompeu Seus passos e continuou a planejar o próximo passo do que Ele deveria fazer.

O que vocês veem na promessa de Deus para Abraão? Deus concedeu grandes bênçãos a Abraão simplesmente porque ele obedeceu às palavras de Deus. Embora, aparentemente, isso pareça normal e lógico, nisso vemos o coração de Deus: Deus especialmente valoriza a obediência do homem a Ele e aprecia a compreensão do homem sobre Ele e a sinceridade para com Ele. O quanto Deus aprecia essa sinceridade? Vocês podem não compreender o quanto Ele aprecia isso, e pode muito bem ser que ninguém perceba isso. Deus deu a Abraão um filho e, quando esse filho cresceu, Deus pediu a Abraão que oferecesse seu filho a Deus. Abraão seguiu a ordem de Deus ao pé da letra, ele obedeceu à palavra de Deus e sua sinceridade comoveu a Deus e foi valorizado por Deus. O quanto Deus valorizou isso? E por que Ele valorizou isso? Numa época em que ninguém entendia as palavras de Deus ou compreendia Seu coração, Abraão fez algo que abalou os céus e fez a terra tremer, e fez Deus ter uma sensação de satisfação inaudita, e trouxe alegria a Deus de ganhar alguém que fosse capaz de obedecer Suas palavras. Essa satisfação e alegria vieram de uma criatura feita pela própria mão de Deus, e foi o primeiro “sacrifício” que o homem ofereceu a Deus e que foi muito valorizado por Deus, desde que o homem foi criado. Deus teve dificuldade em esperar por esse sacrifício e Ele o tratou como o primeiro presente mais importante da parte do homem, a quem Ele criou. Mostrou a Deus o primeiro fruto de Seus esforços e do preço que Ele pagou, e isso permitiu que Ele visse a esperança na humanidade. Depois, Deus teve um desejo ainda maior de que um grupo de tais pessoas O acompanhasse, tratasse-O com sinceridade e se preocupasse com Ele com sinceridade. Deus até esperava que Abraão continuasse vivo, pois Ele desejava ter um coração como o de Abraão que O acompanhasse e permanecesse com Ele enquanto continuava em Seu gerenciamento. Não importa o que Deus quisesse, era apenas um desejo, apenas uma ideia — pois Abraão foi apenas um homem capaz de obedecê-Lo e não tinha o menor entendimento ou conhecimento de Deus. Abraão era alguém que estava muito aquém dos padrões das exigências de Deus ao homem, que são: conhecer a Deus, ser capaz de dar testemunho de Deus e ser de uma só mente com Deus. Assim, Abraão não poderia andar com Deus. Deus viu a sinceridade e obediência de Abraão na oferta que Abraão fez de Isaque, e viu que ele havia resistido à prova de Deus sobre ele. Embora Deus aceitasse sua sinceridade e obediência, ele ainda era indigno de se tornar confidente de Deus, de se tornar alguém que conhecia e entendia a Deus e alguém que tinha conhecimento do caráter de Deus; ele estava longe de ser de uma só mente com Deus e de fazer a vontade de Deus. Assim, em Seu coração, Deus ainda estava só e ansioso. Quanto mais só e ansioso Deus ficasse, mais Ele precisaria dar continuidade ao Seu gerenciamento o mais rápido possível e poder selecionar e ganhar um grupo de pessoas para realizar Seu plano de gerenciamento e alcançar Sua vontade o mais rápido possível. Esse foi o forte desejo de Deus, e permaneceu imutável desde o começo até hoje. Desde que Ele criou o homem no princípio, Deus ansiava por um grupo de vencedores, um grupo que caminhará com Ele e é capaz de entender, conhecer e compreender Seu caráter. Esse desejo de Deus nunca mudou. Independentemente de quanto tempo Ele ainda tem que esperar, não importando quão difícil possa ser o caminho à frente, não importa quão longe possam estar os objetivos pelos quais Ele anseia, Deus nunca mudou ou desistiu de Suas expectativas para o homem. Agora que Eu disse isso, vocês percebem algo do desejo de Deus? Talvez o que vocês tenham percebido não seja muito profundo — mas vai chegar gradualmente!

Extraído de ‘A obra de Deus, o caráter de Deus e o Próprio Deus II’ em “A Palavra manifesta em carne”

Palavras diárias de Deus Trecho 36

Deus deve destruir Sodoma

Gênesis 18:26 Então, disse Jeová: “Se Eu achar em Sodoma cinquenta justos dentro da cidade, então, pouparei a cidade toda por amor deles”.

Gênesis 18:29 E Abraão falou com Ele mais uma vez e disse: “Se porventura houver quarenta ali?”. E Ele disse: “Não o farei”.

Gênesis 18:30 E Lhe disse: “Se houver, porventura, ali trinta?”. Ele respondeu: “Não o farei”.

Gênesis 18:31 E disse: “Se, porventura, houver ali vinte?”. E Ele disse: “Não a destruirei”.

Gênesis 18:32 E ele disse: “Se, porventura, houver ali dez?” Ele disse: “Não a destruirei”.

Deus só Se importa com aqueles que são capazes de obedecer Suas palavras e seguir Suas ordens

As passagens acima contêm várias palavras-chave: os números. Primeiro, Jeová disse que se Ele achasse cinquenta justos na cidade, então Ele pouparia todo o lugar, o que significa dizer que Ele não destruiria a cidade. Então, havia, de fato, cinquenta justos em Sodoma? Não havia. Logo depois, o que Abraão disse a Deus? Ele disse: Porventura se houver quarenta ali? E Deus disse: Eu não farei isto. Em seguida, Abraão disse: E se houver trinta ali? E Deus disse: Eu não farei isto. E se houver vinte? Eu não destruirei. Dez? Eu não destruirei. Havia, de fato, dez justos na cidade? Não havia dez — mas havia um. E quem era esse? Era Ló. Na época, havia apenas uma pessoa justa em Sodoma, mas Deus foi muito rigoroso ou exigente, no que diz respeito a esse número? Não, Ele não foi! E assim, quando o homem continuava perguntando: “E quarenta?” “E trinta?” Até chegar a “E dez?” Deus disse: “Mesmo que houvesse apenas dez, Eu não destruiria a cidade; Eu pouparia e perdoaria as outras pessoas além dessas dez”. Se houvesse apenas dez, isso teria sido lamentável o suficiente, mas descobriu-se que, de fato, não havia nem mesmo esse número de pessoas justas em Sodoma. Vocês veem, então, que aos olhos de Deus, o pecado e o mal do povo da cidade eram tais que Deus não teve escolha a não ser destruí-los. O que Deus quis dizer quando disse que não destruiria a cidade se houvesse cinquenta justos? Esses números não eram importantes para Deus. O importante era se a cidade continha ou não os justos que Ele queria. Se a cidade tivesse apenas uma pessoa justa, Deus não permitiria que eles sofressem devido à destruição da cidade. O que isso significa é que, independentemente de se Deus iria destruir a cidade, e independentemente de quantos justos estivessem dentro dela, para Deus essa cidade pecaminosa era amaldiçoada e execrável e deveria ser destruída, deveria desaparecer dos olhos de Deus, enquanto os justos deveriam permanecer. Independentemente da era, independentemente da etapa de desenvolvimento da humanidade, a atitude de Deus não muda: Ele odeia o mal e Se importa com aqueles que são justos aos Seus olhos. Essa atitude clara de Deus é também a verdadeira revelação da substância de Deus. Porque havia apenas uma pessoa justa no interior da cidade, Deus não mais hesitou. O resultado final foi que Sodoma seria inevitavelmente destruída. O que vocês veem nisso? Naquela era, Deus não destruiria uma cidade se houvesse cinquenta justos dentro dela, nem se houvesse dez, o que significa dizer que Deus decidiria perdoar e ser tolerante com a humanidade, ou faria a obra de orientação, por causa de algumas poucas pessoas que seriam capazes de reverenciá-Lo e adorá-Lo. Deus tem grande consideração pelos atos justos do homem, Ele tem grande consideração por aqueles que são capazes de adorá-Lo, e tem grande consideração por aqueles que são capazes de fazer boas ações diante Dele.

Desde os primórdios até hoje, vocês já leram na Bíblia sobre Deus comunicando a verdade, ou falando sobre o caminho de Deus para qualquer pessoa? Não, nunca. As palavras de Deus ao homem que lemos apenas diziam às pessoas o que fazer. Alguns foram e fizeram, outros não; alguns acreditavam e outros não. Isso é tudo que havia. Assim, os justos daquela era — aqueles que eram justos aos olhos de Deus — eram meramente aqueles que podiam ouvir as palavras de Deus e seguir as ordens de Deus. Eles eram servos que levavam a cabo as palavras de Deus entre os homens. Essas pessoas poderiam ser chamadas de pessoas que conhecem a Deus? Elas poderiam ser chamadas de pessoas que foram aperfeiçoadas por Deus? Não, não podiam. Assim, independentemente do seu número, aos olhos de Deus, essas pessoas justas mereciam ser chamados de confidentes de Deus? Poderiam ser chamados de testemunhas de Deus? Certamente não! Certamente não eram dignas de serem chamadas de confidentes e testemunhas de Deus. Então, do que Deus chamou tais pessoas? Na Bíblia, até as passagens das Escrituras que acabamos de ler, há muitas ocorrências de Deus chamando-as de “Meu servo”. Isso significa que, naquele tempo, aos olhos de Deus, esses justos eram os servos de Deus, eles eram o povo que O servia na terra. E como Deus pensou nessa denominação? Por que Ele os chamou assim? Deus tem padrões em Seu coração para as denominações pelas quais Ele chama as pessoas? Certamente sim. Deus tem padrões, independentemente de chamar as pessoas de justas, perfeitas, retas ou servas. Quando Ele chama alguém de Seu servo, Ele tem a firme convicção de que essa pessoa é capaz de receber Seus mensageiros, capaz de seguir Suas ordens e capaz de executar aquilo que é comandado pelos mensageiros. O que essa pessoa realiza? Ela realiza aquilo que Deus ordena ao homem que faça e realize na terra. Naquele tempo, poderia aquilo que Deus pediu ao homem para fazer e realizar na terra ser chamado de caminho de Deus? Não, não poderia. Pois naquele momento, Deus pediu apenas que o homem fizesse algumas coisas simples; Ele proferiu algumas ordens simples, dizendo ao homem para fazer apenas isso ou aquilo, e nada mais. Deus estava operando de acordo com o Seu plano. Porque, naquele tempo, muitas condições ainda não estavam presentes, o tempo ainda não estava maduro, e era difícil para a humanidade suportar o caminho de Deus, assim o caminho de Deus ainda tinha que começar a ser emitido do coração de Deus. Deus viu as pessoas justas de quem falou, a quem vemos aqui — sejam trinta ou vinte — como Seus servos. Quando os mensageiros de Deus viessem sobre esses servos, eles seriam capazes de recebê-los, seguir suas ordens e agir de acordo com suas palavras. Isso era exatamente o que deveria ser feito e alcançado pelos que eram servos aos olhos de Deus. Deus é criterioso em Suas denominações para as pessoas. Ele as chamou de Seus servos não porque eram como vocês são agora — não porque elas tinham ouvido muitas pregações, sabiam o que Deus deveria fazer, entendiam muito da vontade de Deus e compreendiam Seu plano de gerenciamento — mas porque eram honestas em sua humanidade e eram capazes de cumprir as palavras de Deus; quando Deus as ordenou, elas puderam deixar de lado o que estavam fazendo e realizar aquilo que Deus havia ordenado. Assim, para Deus, a outra camada de significado no título de servo é que eles cooperaram com Sua obra na terra, e embora não fossem os mensageiros de Deus, eles eram os executores e implementadores das palavras de Deus na terra. Vocês veem, então, que esses servos ou pessoas justas carregavam grande peso no coração de Deus. A obra que Deus estava para empreender na terra não poderia estar sem pessoas para cooperar com Ele, e o papel desempenhado pelos servos de Deus era insubstituível pelos mensageiros de Deus. Cada tarefa que Deus ordenou a esses servos era de grande importância para Ele, e assim Ele não poderia perdê-los. Sem a cooperação desses servos com Deus, Sua obra entre a humanidade teria chegado a um impasse, como resultado de que o plano de gerenciamento de Deus e as esperanças de Deus teriam dado em nada.

Extraído de ‘A obra de Deus, o caráter de Deus e o Próprio Deus II’ em “A Palavra manifesta em carne”

Palavras diárias de Deus Trecho 37

Deus deve destruir Sodoma

Gênesis 18:26 Então, disse Jeová: “Se Eu achar em Sodoma cinquenta justos dentro da cidade, então, pouparei a cidade toda por amor deles”.

Gênesis 18:29 E Abraão falou com Ele mais uma vez e disse: “Se porventura houver quarenta ali?”. E Ele disse: “Não o farei”.

Gênesis 18:30 E Lhe disse: “Se houver, porventura, ali trinta?”. Ele respondeu: “Não o farei”.

Gênesis 18:31 E disse: “Se, porventura, houver ali vinte?”. E Ele disse: “Não a destruirei”.

Gênesis 18:32 E ele disse: “Se, porventura, houver ali dez?” Ele disse: “Não a destruirei”.

Deus é abundantemente misericordioso para com aqueles com quem Ele Se importa, e profundamente irado com aqueles a quem Ele detesta e rejeita

Nos registros da Bíblia, havia dez servos de Deus em Sodoma? Não, não havia! A cidade era digna de ser poupada por Deus? Apenas uma pessoa na cidade — Ló — recebeu os mensageiros de Deus. A implicação disso é que havia apenas um servo de Deus na cidade, e assim Deus não teve outra escolha senão salvar Ló e destruir a cidade de Sodoma. Os diálogos entre Abraão e Deus citados acima podem parecer simples, mas ilustram algo muito profundo: há princípios para as ações de Deus, e antes de tomar uma decisão, Ele passará muito tempo observando e deliberando; Ele definitivamente não tomará nenhuma decisão ou tirará conclusões precipitadas antes da hora certa. O diálogo entre Abraão e Deus nos mostra que a decisão de Deus de destruir Sodoma não estava nem um pouco equivocada, pois Deus já sabia que na cidade não havia quarenta justos, nem trinta justos, nem vinte. Não havia nem dez. A única pessoa justa na cidade era Ló. Tudo o que aconteceu em Sodoma e suas circunstâncias foram observados por Deus e eram tão familiares a Deus quanto a palma de Sua própria mão. Assim, Sua decisão não poderia estar errada. Por outro lado, comparado à onipotência de Deus, o homem está tão entorpecido, tão tolo e ignorante, tão míope. Isso é o que vemos nos diálogos entre Abraão e Deus. Deus tem emitido Seu caráter desde o começo até hoje. Aqui, da mesma forma há também o caráter de Deus que devemos ver. Os números são simples — eles não demonstram nada — mas aqui há uma expressão muito importante do caráter de Deus. Deus não destruiria a cidade por causa de cinquenta justos. Isso é devido à misericórdia de Deus? É por causa de Seu amor e tolerância? Vocês viram esse lado do caráter de Deus? Mesmo se houvesse apenas dez justos, Deus não teria destruído a cidade por causa dessas dez pessoas justas. Isso é ou não é a tolerância e amor de Deus? Por causa da misericórdia, tolerância e preocupação de Deus com aquelas pessoas justas, Ele não teria destruído a cidade. Essa é a tolerância de Deus. E no final, que resultado vemos? Quando Abraão disse: “Se, porventura, houver ali dez?” Disse Deus: “Não a destruirei”. Depois disso, Abraão não disse mais nada — pois dentro de Sodoma não havia os dez justos a que ele se referia, e ele não tinha mais nada a dizer, e naquele momento ele entendeu por que Deus havia determinado destruir Sodoma. Nisso, que caráter de Deus vocês veem? Que tipo de determinação Deus fez? Deus determinou que, se essa cidade não tivesse dez justos, Ele não permitiria sua existência e inevitavelmente a destruiria. Não é essa a ira de Deus? Essa ira representa o caráter de Deus? Esse caráter é a revelação da substância santa de Deus? É a revelação da substância justa de Deus, que o homem não deve ofender? Tendo confirmado que não havia dez justos em Sodoma, Deus certamente destruiria a cidade e puniria severamente as pessoas daquela cidade, pois elas se opunham a Deus e porque eram tão imundas e corruptas.

Por que analisamos essas passagens dessa maneira? É porque essas poucas frases simples dão plena expressão ao caráter de Deus de abundante misericórdia e profunda ira. Ao mesmo tempo em que valorizava os justos, e tendo misericórdia, tolerando e se importando com eles, no coração de Deus havia uma profunda abominação por todos aqueles em Sodoma que haviam sido corrompidos. Foi isso, ou não, abundante misericórdia e profunda ira? Por que meios Deus destruiu a cidade? Pelo fogo. E por que Ele a destruiu usando fogo? Quando você vê algo sendo queimado pelo fogo, ou quando você está prestes a queimar alguma coisa, quais são seus sentimentos em relação a isso? Por que você quer queimá-lo? Você sente que não precisa mais disso, que não quer mais olhar para isso? Você quer abandoná-lo? O uso que Deus faz do fogo significa abandono e ódio, e que Ele não queria mais ver Sodoma. Essa foi a emoção que fez Deus destruir Sodoma com fogo. O uso do fogo representa o quanto Deus estava irado. A misericórdia e a tolerância de Deus existem de fato, mas a santidade e a justiça de Deus quando Ele libera Sua ira também mostram ao homem o lado de Deus que não tolera ofensa. Quando o homem é plenamente capaz de obedecer às ordens de Deus e agir de acordo com as exigências de Deus, Deus é abundante em Sua misericórdia para com o homem; quando o homem está cheio de corrupção, ódio e inimizade por Ele, Deus fica profundamente irado. Até que ponto Ele está profundamente irado? Sua ira durará até que Deus não veja mais a resistência e os atos malignos do homem, até que eles não estejam mais diante de Seus olhos. Só então a ira de Deus desaparecerá. Em outras palavras, não importa quem seja a pessoa, se seu coração se distanciou de Deus e se afastou de Deus, para nunca mais retornar, então, independentemente de como, para todas as aparências ou em termos de seus desejos subjetivos, elas desejam adorar e seguir e obedecer a Deus em seu corpo ou em seu pensamento, a ira de Deus será liberada sem cessar. Será tal que quando Deus liberar profundamente a Sua ira, tendo dado ao homem amplas oportunidades, uma vez desencadeada não haverá como voltar atrás, e Ele nunca mais será misericordioso e tolerante com tal humanidade. Esse é um lado do caráter de Deus que não tolera ofensa. Aqui, parece normal para as pessoas que Deus destruiria uma cidade, pois, aos olhos de Deus, uma cidade cheia de pecado não poderia existir e continuar a permanecer, e era racional que ela fosse destruída por Deus. No entanto, naquilo que aconteceu antes e depois da destruição de Sodoma, vemos a totalidade do caráter de Deus. Ele é tolerante e misericordioso com as coisas que são gentis, belas e boas; em direção a coisas que são más, pecaminosas e iníquas, Ele é profundamente irado, de tal forma que Ele é incessante em Sua ira. Esses são os dois aspectos principais e mais proeminentes do caráter de Deus e, além disso, foram revelados por Deus do começo ao fim: misericórdia abundante e ira profunda. Muitos de vocês experimentaram algo da misericórdia de Deus, mas poucos de vocês apreciaram a ira de Deus. A misericórdia e a benignidade de Deus podem ser vistas em todas as pessoas; isto é, Deus tem sido abundantemente misericordioso para com todas as pessoas. No entanto, muito raramente — ou, pode-se dizer, nunca — Deus esteve profundamente irado com qualquer indivíduo ou qualquer secção das pessoas entre vocês. Relaxe! Mais cedo ou mais tarde, a ira de Deus será vista e experimentada por todas as pessoas, mas agora ainda não é a hora. Por que isso? É porque, quando Deus está constantemente irado com alguém, isto é, quando Ele libera Sua profunda ira sobre elas, isso significa que Ele há muito tempo detestou e rejeitou essa pessoa, que Ele despreza sua existência e que Ele não pode suportar sua existência; assim que Sua ira vier sobre elas, elas desaparecerão. Hoje, a obra de Deus ainda precisa chegar a esse ponto. Nenhum de vocês será capaz de suportar quando Deus ficar profundamente irado. Vocês veem, então, que neste momento Deus é apenas abundantemente misericordioso em relação a vocês todos, e vocês ainda estão por ver a Sua profunda ira. Se há pessoas que ainda não estão convencidos, vocês podem pedir que a ira de Deus venha sobre vocês, para que vocês possam experimentar se a ira de Deus e Seu caráter que não tolera ofensa pelo homem realmente existe ou não. Vocês se atrevem?

Extraído de ‘A obra de Deus, o caráter de Deus e o Próprio Deus II’ em “A Palavra manifesta em carne”

Palavras diárias de Deus Trecho 38

O povo dos últimos dias só vê a ira de Deus em Suas palavras e não experimenta verdadeiramente a ira de Deus

Desde a criação até hoje, nenhum grupo desfrutou tanto da graça, misericórdia e benignidade de Deus quanto este grupo final. Embora, na etapa final, Deus tenha feito a obra de julgamento e castigo, e tenha feito Sua obra com majestade e ira, na maior parte do tempo, Deus só usa palavras para realizar Sua obra; Ele usa palavras para ensinar e regar, para prover e alimentar. A ira de Deus, enquanto isso, sempre foi mantida escondida, e além de experimentar o caráter irado de Deus em Suas palavras, pouquíssimas pessoas experimentaram Sua ira em pessoa. Isto é, durante a obra de julgamento e castigo de Deus, embora a ira revelada nas palavras de Deus permita que as pessoas experimentem a majestade de Deus e a Sua intolerância à ofensa, essa ira não vai além de Suas palavras. Em outras palavras, Deus usa palavras para repreender o homem, expor o homem, julgar o homem, castigar o homem e até mesmo condenar o homem — mas Deus ainda não ficou profundamente irado com o homem, e mal liberou Sua ira sobre o homem, exceto com Suas palavras. Assim, a misericórdia e amabilidade de Deus experimentadas pelo homem nesta era são a revelação do verdadeiro caráter de Deus, enquanto que a ira de Deus experimentada pelo homem é meramente o efeito do tom e da sensação de Suas declarações. Muitas pessoas erroneamente consideram esse efeito como a verdadeira experiência e o verdadeiro conhecimento da ira de Deus. Consequentemente, a maioria das pessoas acredita ter visto a misericórdia e a bondade de Deus em Suas palavras, que também observaram a intolerância de Deus à ofensa do homem, e a maioria delas chegou a apreciar a misericórdia e a tolerância de Deus para com o homem. Mas não importa o quanto o comportamento do homem seja mau, ou o quanto o seu caráter seja corrupto, Deus sempre suportou. Ao suportar, Seu objetivo é esperar pelas palavras que Ele falou, pelos esforços que fez e pelo preço que pagou para obter um efeito naqueles a quem deseja ganhar. Esperar por um resultado como esse leva tempo, e requer a criação de diferentes ambientes para o homem, da mesma forma que as pessoas não se tornam adultas assim que nascem; isso leva dezoito ou dezenove anos, e algumas pessoas ainda precisam de vinte ou trinta anos antes de amadurecerem como um verdadeiro adulto. Deus espera a conclusão desse processo, espera a vinda de tal momento, e espera a chegada desse resultado. Durante todo o tempo que Ele espera, Deus é abundantemente misericordioso. Durante o período da obra de Deus, no entanto, um número extremamente pequeno de pessoas é abatido, e algumas são punidas por causa de sua grave oposição a Deus. Tais exemplos são uma prova ainda maior do caráter de Deus que não tolera a ofensa do homem e confirma plenamente a real existência da tolerância e perseverança de Deus para com os escolhidos. Naturalmente, nesses exemplos típicos, a revelação de parte do caráter de Deus nessas pessoas não afeta o plano geral de gerenciamento de Deus. De fato, nesta fase final da obra de Deus, Deus tem suportado todo o período que Ele esteve esperando e Ele trocou Sua perseverança e Sua vida pela salvação daqueles que O seguem. Vocês veem isso? Deus não perturba Seu plano sem razão. Ele pode liberar a Sua ira e também pode ser misericordioso; essa é a revelação das duas partes principais do caráter de Deus. Isso está ou não muito claro? Em outras palavras, quando se trata de Deus, certo e errado, justo e injusto, o positivo e o negativo — tudo isso é claramente mostrado ao homem. O que Ele fará, o que Ele gosta, o que Ele odeia — tudo isso pode ser refletido diretamente em Seu caráter. Tais coisas também podem ser muito obviamente e claramente vistas na obra de Deus, e elas não são vagas ou gerais; em vez disso, eles permitem que todas as pessoas vejam o caráter de Deus e o que Ele tem e é de uma maneira especialmente concreta, verdadeira e prática. Esse é o Próprio Deus verdadeiro.

Extraído de ‘A obra de Deus, o caráter de Deus e o Próprio Deus II’ em “A Palavra manifesta em carne”

Palavras diárias de Deus Trecho 39

O caráter de Deus nunca esteve oculto ao homem — o coração do homem se desviou de Deus

Desde o tempo da criação, o caráter de Deus tem estado em sintonia com Sua obra. Nunca foi escondido do homem, mas totalmente anunciado e claro para o homem. No entanto, com o passar do tempo, o coração do homem se distanciou cada vez mais de Deus, e à medida que a corrupção do homem se tornou mais profunda, o homem e Deus Se tornaram cada vez mais distantes. De forma lenta, mas real, o homem desapareceu dos olhos de Deus. O homem tornou-se incapaz de “ver” Deus, o que o deixou sem nenhuma “notícia” de Deus; assim, ele não sabe se Deus existe, e chega a ponto de negar completamente a existência de Deus. Consequentemente, a incompreensão do homem do caráter de Deus e do que Ele tem e é, não é porque Deus está oculto ao homem, mas porque seu coração se afastou de Deus. Embora o homem acredite em Deus, o coração do homem está sem Deus, e ele é ignorante de como amar a Deus, nem quer amar a Deus, pois seu coração nunca se aproxima de Deus e ele sempre evita Deus. Como resultado, o coração do homem está distante de Deus. Então, onde está seu coração? De fato, o coração do homem não chegou a lugar algum: em vez de o entregar a Deus ou revelá-lo para Deus o ver, ele o guardou para si mesmo. Isso ocorre a despeito do fato de que algumas pessoas sempre oram a Deus e dizem: “Ó Deus, olha o meu coração — Tu sabes tudo o que Eu penso”, e alguns até juram deixar Deus examiná-los, para que eles possam ser punidos se quebrarem o juramento. Embora o homem permita que Deus olhe dentro de seu coração, isso não significa que o homem seja capaz de obedecer às orquestrações e arranjos de Deus, nem que ele tenha deixado seu destino e perspectivas e seu tudo sob o controle de Deus. Assim, independentemente dos juramentos feitos a Deus ou do que você declara a Ele, aos olhos de Deus seu coração ainda está fechado para Ele, pois você só permite que Deus olhe para o seu coração, mas não permite que Ele o controle. Em outras palavras, você não deu seu coração a Deus de modo algum, e apenas fala palavras que soam agradáveis para Deus ouvir; entrementes, você esconde suas diversas intenções enganosas de Deus, junto com suas intrigas, maquinações e planos, e você se agarra a suas perspectivas e destino em suas mãos, profundamente com medo de que sejam levados por Deus. Assim, Deus nunca contempla a sinceridade do homem para com Ele. Embora Deus observe as profundezas do coração do homem, e possa ver o que o homem está pensando e o que deseja fazer em seu coração, e possa ver que coisas são guardadas em seu coração, o coração do homem não pertence a Deus, e ele não o entregou para o controle de Deus. Isso quer dizer que Deus tem o direito de observar, mas Ele não tem o direito de controlar. Na consciência subjetiva do homem, o homem não quer nem pretende entregar-se aos arranjos de Deus. Não só o homem se fechou para Deus, mas há até pessoas que pensam em maneiras de encobrir seus corações, usando palavras suaves e lisonjas para criar uma falsa impressão, ganhar a confiança de Deus e esconder sua verdadeira face fora da vista de Deus. Seu objetivo em não permitir que Deus veja é não permitir que Deus perceba como realmente elas são. Elas não querem entregar seus corações a Deus, mas guardá-los para si mesmas. As entrelinhas disso é que o que o homem faz e o que ele quer é tudo planejado, calculado e decidido pelo próprio homem; ele não requer a participação ou intervenção de Deus, muito menos precisa das orquestrações e arranjos de Deus. Assim, seja em relação às ordens de Deus, Sua comissão, ou as exigências que Deus faz do homem, as decisões do homem são baseadas em suas próprias intenções e interesses, em seu próprio estado e circunstâncias no momento. O homem sempre usa o conhecimento e as percepções com as quais está familiarizado, e seu próprio intelecto, para julgar e selecionar o caminho que deve seguir e não permite a interferência ou o controle de Deus. Esse é o coração do homem que Deus vê.

Desde o começo até hoje, somente o homem foi capaz de conversar com Deus. Isto é, entre todos os seres vivos e criaturas de Deus, ninguém além do homem tem sido capaz de conversar com Deus. O homem tem ouvidos que lhe permitem ouvir, e olhos que o deixam ver; ele tem linguagem e suas próprias ideias e livre-arbítrio. Ele é possuidor de tudo que é requerido para ouvir Deus falar, e compreender a vontade de Deus, e aceitar a comissão de Deus, e assim Deus confere todos os Seus desejos ao homem, querendo fazer do homem um companheiro que tenha a mesma mente que Ele e possa andar com Ele. Desde que começou a gerenciar, Deus tem esperado que o homem entregue seu coração a Ele, deixe que Deus o purifique e equipe, para torná-lo satisfatório para Deus e amado por Deus, para fazê-lo reverenciar a Deus e se desviar do mal. Deus sempre esperou e aguardou esse resultado.

Extraído de ‘A obra de Deus, o caráter de Deus e o Próprio Deus II’ em “A Palavra manifesta em carne”

Palavras diárias de Deus Trecho 40

Avaliações de Jó por Deus e na Bíblia

Jó 1:1 Havia um homem na terra de Uz, cujo nome era Jó. Era homem íntegro e reto, que temia a Deus e se desviava do mal.

Jó 1:5 E sucedia que, tendo decorrido o turno de dias de seus banquetes, enviava Jó e os santificava; e, levantando-se de madrugada, oferecia holocaustos segundo o número de todos eles; pois dizia Jó: Talvez meus filhos tenham pecado, e blasfemado de Deus no seu coração. Assim o fazia Jó continuamente.

Jó 1:8 Disse Jeová a Satanás: Notaste porventura o Meu servo Jó, que ninguém há na terra semelhante a ele, homem íntegro e reto, que teme a Deus e se desvia do mal?

Qual é o ponto-chave que vocês veem nessas passagens? Essas três breves passagens das Escrituras se referem a Jó. Apesar de curtas, elas afirmam claramente que tipo de pessoa ele era. Através de sua descrição do comportamento cotidiano de Jó e sua conduta, elas dizem a todos que, em vez de serem infundadas, a avaliação de Deus sobre Jó era bem fundamentada. Elas nos dizem que, seja a avaliação do homem de Jó (Jó 1:1), ou a avaliação de Deus dele (Jó 1:8), ambos são o resultado dos feitos de Jó diante de Deus e do homem (Jó 1:5).

Primeiro, leiamos a primeira passagem número um: “Havia um homem na terra de Uz, cujo nome era Jó. Era homem íntegro e reto, que temia a Deus e se desviava do mal”. Essa é a primeira avaliação de Jó na Bíblia, e essa frase é a avaliação que o autor faz de Jó. Naturalmente, também representa a avaliação que o homem tem de Jó, que é “era homem íntegro e reto, que temia a Deus e se desviava do mal”. Em seguida, vamos ler a avaliação de Deus sobre Jó: “Ninguém há na terra semelhante a ele, homem íntegro e reto, que teme a Deus e se desvia do mal” (Jó 1:8). Das duas, uma veio do homem e uma originou-se em Deus; são duas avaliações com o mesmo conteúdo. Pode-se ver, então, que o comportamento e a conduta de Jó eram conhecidas pelo homem e também eram louvadas por Deus. Em outras palavras, a conduta de Jó diante do homem e sua conduta diante de Deus eram as mesmas; ele colocou seu comportamento e motivação diante de Deus em todos os momentos, para que pudessem ser observadas por Deus, e ele era alguém que temia a Deus e se desviava do mal. Assim, aos olhos de Deus, do povo da terra, somente Jó era perfeito e reto, alguém que temia a Deus e se desviava do mal.

Manifestações específicas do temor de Jó a Deus e do seu desviar-se do mal em sua vida diária

Em seguida, vamos olhar para as manifestações específicas do temor de Jó a Deus e do seu desviar-se do mal. Além das passagens que a precedem e seguem, leiamos Jó 1:5, que é uma das manifestações específicas do temor de Jó a Deus e do seu desviar-se do mal. Relaciona-se a como ele temia a Deus e se desviava do mal em sua vida diária; mais proeminentemente, ele não apenas fez o que deveria fazer por causa de seu próprio temor a Deus e do deviar-se do mal, mas também sacrificou regularmente holocaustos diante de Deus em favor de seus filhos. Ele temia que muitas vezes tivessem “pecado e blasfemado contra Deus em seu coração” enquanto festejavam. Como esse temor se manifestou em Jó? O texto original dá a seguinte registro: “E sucedia que, tendo decorrido o turno de dias de seus banquetes, enviava Jó e os santificava; e, levantando-se de madrugada, oferecia holocaustos segundo o número de todos eles”. A conduta de Jó nos mostra que, em vez de se manifestar em seu comportamento exterior, seu temor a Deus vinha de dentro de seu coração e que seu temor a Deus podia ser encontrado em todos os aspectos de sua vida diária, em todos os momentos, pois ele se desviava do mal, muitas vezes sacrificava holocaustos a favor de seus filhos. Em outras palavras, Jó não apenas tinha muito temor de pecar contra Deus e renunciar a Deus em seu próprio coração, mas também temia que seus filhos pudessem pecar contra Deus e renunciar a Ele em seu coração. A partir disso, pode-se ver que a verdade do temor de Jó a Deus resiste ao escrutínio e está além da dúvida de qualquer homem. Ele fez isso ocasionalmente ou com frequência? A frase final do texto é “Assim o fazia Jó continuamente”. O significado dessas palavras é que Jó não ia e verificava seus filhos ocasionalmente, ou quando lhe agradasse, nem confessava a Deus através da oração. Em vez disso, ele regularmente enviava seus filhos para que fossem santificados e sacrificava holocaustos por eles. A palavra “continuamente” aqui não significa que ele fez isso por um ou dois dias ou por um momento. Está dizendo que a manifestação do temor de Jó a Deus não era temporária e não se detinha no conhecimento ou nas palavras faladas; em vez disso, o caminho de temer a Deus e evitar o mal guiava seu coração, ditava seu comportamento e era, em seu coração, a raiz de sua existência. Que ele fez isso continuamente mostra que, em seu coração, ele frequentemente temia que ele próprio pecaria contra Deus e também temia que seus filhos e filhas pecariam contra Deus. Representa quanto peso o caminho de temer a Deus e evitar o mal tinha em seu coração. Ele fez isso continuamente porque, em seu coração, ele estava amedrontado e com temor — com temor de ter cometido o mal e pecado contra Deus, e de ter se desviado do caminho de Deus e, portanto, incapaz de satisfazer a Deus. Ao mesmo tempo, ele também se preocupava com seus filhos e filhas, temendo que eles tivessem ofendido a Deus. Assim foi a conduta normal de Jó em sua vida cotidiana. É exatamente essa conduta normal que prova que o temor de Jó a Deus e o desviar-se do mal não são palavras vazias, que Jó realmente viveu uma realidade assim. “Assim o fazia Jó continuamente”: essas palavras nos falam das ações diárias de Jó diante de Deus. Quando ele fez assim continuamente, seu comportamento e seu coração chegaram diante de Deus? Em outras palavras, Deus estava frequentemente satisfeito com seu coração e seu comportamento? Então, em que estado e em que contexto fez Jó assim continuamente? Algumas pessoas dizem que era porque Deus frequentemente aparecia a Jó que ele agia assim; alguns dizem que ele agia assim continuamente porque ele tinha a vontade para evitar o mal; e alguns dizem que talvez ele achasse que sua fortuna não tinha sido fácil de ganhar e ele sabia que isso lhe havia sido concedido por Deus, por isso ele tinha profundo receio de perder sua propriedade como resultado de pecar ou ofender a Deus. Alguma dessas afirmações é verdadeira? Claramente não. Pois, aos olhos de Deus, o que Deus mais aceitava e estimava em Jó não era apenas o fato de que ele assim o fazia continuamente; mais do que isso, foi sua conduta diante de Deus, do homem e de Satanás quando ele foi entregue a Satanás e tentado.

Extraído de ‘A obra de Deus, o caráter de Deus e o Próprio Deus II’ em “A Palavra manifesta em carne”

Palavras diárias de Deus Trecho 41

Satanás tenta Jó pela primeira vez (seu gado é roubado e a calamidade sobrevém a seus filhos)

a. As palavras faladas por Deus

Jó 1:8 Disse Jeová a Satanás: Notaste porventura o Meu servo Jó, que ninguém há na terra semelhante a ele, homem íntegro e reto, que teme a Deus e se desvia do mal?

Jó 1:12 Ao que disse Jeová a Satanás: Eis que tudo o que ele tem está no teu poder; somente contra ele não estendas a tua mão. E Satanás saiu da presença de Jeová.

b. Resposta de Satanás

Jó 1:9-11 Então respondeu Satanás a Jeová, e disse: Porventura Jó teme a Deus debalde? Não o tens protegido de todo lado a ele, a sua casa e a tudo quanto tem? Tens abençoado a obra de suas mãos, e os seus bens se multiplicam na terra. Mas estende agora a Tua mão, e toca-lhe em tudo quanto tem, e ele blasfemará de Ti na Tua face!

Deus permite que Satanás tente a Jó para que a fé de Jó seja aperfeiçoada

Jó 1:8 é o primeiro registro que vemos na Bíblia de um diálogo entre Deus Jeová e Satanás. Então, o que Deus disse? O texto original apresenta o seguinte registro: “Disse Jeová a Satanás: Notaste porventura o Meu servo Jó, que ninguém há na terra semelhante a ele, homem íntegro e reto, que teme a Deus e se desvia do mal?” Esta foi a avaliação de Deus sobre Jó perante Satanás; Deus disse que ele era um homem perfeito e reto, que temia a Deus e se desviava do mal. Antes dessas palavras entre Deus e Satanás, Deus havia determinado que Ele usaria Satanás para tentar Jó — que Ele entregaria Jó a Satanás. Em um aspecto, isso provaria que a observação de Deus e a avaliação de Jó eram precisas e sem erros, e causariam vergonha a Satanás através do testemunho de Jó; em outro, tornaria perfeitos a fé de Jó em Deus e o temor de Jó a Deus. Assim, quando Satanás veio diante de Deus, Deus não se equivocou. Ele foi direto ao ponto e perguntou a Satanás: “Notaste porventura o Meu servo Jó, que ninguém há na terra semelhante a ele, homem íntegro e reto, que teme a Deus e se desvia do mal?” Na pergunta de Deus, há o seguinte significado: Deus sabia que Satanás havia rodeado por todos os lugares e muitas vezes espionou Jó, que era servo de Deus. Muitas vezes tentara e atacara Jó, tentando encontrar uma maneira de arruiná-lo, a fim de provar que a sua fé em Deus e o temor a Deus não poderiam ficar firmes. Satanás também procurou prontamente oportunidades para devastar Jó, para que Jó pudesse renunciar a Deus e que Satanás pudesse tomá-lo das mãos de Deus. No entanto, Deus olhou dentro do coração de Jó e viu que ele era perfeito e reto, que temia a Deus e se desviava do mal. Deus usou uma pergunta para dizer a Satanás que Jó era um homem perfeito e reto, que temia a Deus e se desviava do mal, que Jó nunca renunciaria a Deus e seguiria a Satanás. Tendo ouvido a avaliação de Deus por Jó, em Satanás surgiu uma raiva nascida da humilhação, e deixou Satanás mais irado e impaciente para tomar Jó, pois Satanás nunca acreditou que alguém pudesse ser perfeito e reto, ou que pudesse temer a Deus e se desviar do mal. Ao mesmo tempo, Satanás também abominava a perfeição e retidão do homem e odiava pessoas que pudessem temer a Deus e se desviar do mal. Assim está escrito em Jó 1:9-11: “Então respondeu Satanás a Jeová, e disse: Porventura Jó teme a Deus debalde? Não o tens protegido de todo lado a ele, a sua casa e a tudo quanto tem? Tens abençoado a obra de suas mãos, e os seus bens se multiplicam na terra. Mas estende agora a Tua mão, e toca-lhe em tudo quanto tem, e ele blasfemará de Ti na Tua face!” Deus estava intimamente familiarizado com a natureza maligna de Satanás, e sabia muito bem que Satanás, havia muito, planejava arruinar Jó e, nisso, Deus desejava, por meio de dizer a Satanás mais uma vez que Jó era perfeito e reto e que temia a Deus e se desviava do mal, alinhar Satanás, fazer Satanás revelar seu verdadeiro rosto e atacar e tentar Jó. Em outras palavras, Deus deliberadamente enfatizou que Jó era perfeito e reto, que temia a Deus e se desviava do mal, e por meio disso fez Satanás atacar Jó por causa do ódio e ira de Satanás em relação a como Jó era um homem perfeito e reto, que temia a Deus e se desviava do mal. Como resultado, Deus causaria vergonha a Satanás pelo fato de Jó ser um homem perfeito e reto, que temia a Deus e se desviava do mal, e Satanás seria deixado totalmente humilhado e derrotado. Depois disso, Satanás não mais duvidaria ou faria acusações sobre a perfeição de Jó, a retidão, o temor de Deus ou o afastamento do mal. Dessa forma, a provação de Deus e a tentação de Satanás foram quase inevitáveis. O único capaz de resistir a provação de Deus e à tentação de Satanás foi Jó. Após esse diálogo, Satanás recebeu permissão para tentar Jó. Assim começou a primeira rodada de ataques da parte de Satanás. O alvo desses ataques era a propriedade de Jó, pois Satanás fizera a seguinte acusação contra Jó: “Porventura Jó teme a Deus debalde? […] Tens abençoado a obra de suas mãos, e os seus bens se multiplicam na terra”. Como resultado, Deus permitiu que Satanás tomasse tudo o que Jó tinha — isso era o propósito exato por que Deus falara com Satanás. No entanto, Deus fez uma exigência de Satanás: “Eis que tudo o que ele tem está no teu poder; somente contra ele não estendas a tua mão” (Jó 1:12). Essa foi a condição que Deus fez depois que permitiu que Satanás tentasse Jó e colocou Jó nas mãos de Satanás, e esse era o limite que Ele estabeleceu para Satanás: Ele ordenou que Satanás não ferisse a Jó. Porque Deus reconheceu que Jó era perfeito e reto e porque Ele tinha fé que a perfeição e retidão de Jó diante Dele estavam além da dúvida e poderiam suportar ser testadas, assim Deus permitiu que Satanás tentasse Jó, mas impôs uma restrição a Satanás: permitiu a Satanás que levasse toda a propriedade de Jó, mas não podia encostar um dedo nele. O que isso significa? Isso significa que Deus não entregou Jó completamente a Satanás naquele momento. Satanás poderia tentar Jó por qualquer meio que quisesse, mas não poderia ferir o próprio Jó — nem mesmo um fio de cabelo na cabeça — porque tudo do homem é controlado por Deus, e porque se o homem vive ou morre é decidido por Deus. Satanás não tem essa licença. Depois que Deus disse essas palavras a Satanás, Satanás mal podia esperar para começar. Ele usou todos os meios para tentar Jó e, pouco tempo depois, Jó havia perdido um monte de ovelhas e bois e toda a propriedade dada a ele por Deus… Assim, as provações de Deus vieram a ele.

Embora a Bíblia nos conte as origens da tentação de Jó, o próprio Jó, aquele sujeito a essas tentações, estava consciente do que estava acontecendo? Jó era apenas um homem mortal; é claro que ele não sabia nada da história que se desenrolava em sua volta. No entanto, seu temor a Deus e sua perfeição e retidão o fizeram perceber que as provações de Deus haviam chegado até ele. Ele não sabia o que havia ocorrido no reino espiritual, nem quais eram as intenções de Deus por trás dessas provações. Mas ele sabia que, independentemente do que acontecesse com ele, ele deveria ser fiel à sua perfeição e retidão, e deveria obedecer ao caminho de temer a Deus e evitar o mal. A atitude e reação de Jó a esses assuntos foram claramente observados por Deus. O que Deus viu? Ele viu o coração de Jó que temia a Deus, porque desde o princípio até quando Jó foi julgado, o coração de Jó permaneceu aberto a Deus, foi posto diante de Deus, e Jó não renunciou à sua perfeição ou retidão, nem jogou fora ou se desviou do caminho de temer a Deus e evitar o mal — nada era mais gratificante para Deus do que isso.

Extraído de ‘A obra de Deus, o caráter de Deus e o Próprio Deus II’ em “A Palavra manifesta em carne”

Palavras diárias de Deus Trecho 42

A reação de Jó

Jó 1:20-21 Então Jó se levantou, rasgou o seu manto, rapou a sua cabeça e, lançando-se em terra, adorou; e disse: Nu saí do ventre de minha mãe, e nu tornarei para lá. Jeová deu, e Jeová tirou; bendito seja o nome de Jeová.

O fato de Jó assumir a responsabilidade de devolver tudo o que ele possui decorre de seu temor a Deus

Depois que Deus disse a Satanás: “Eis que tudo o que ele tem está no teu poder; somente contra ele não estendas a tua mão”, partiu Satanás, pouco depois do qual Jó sofreu ataques repentinos e violentos: primeiro, seus bois e jumentos foram saqueados, e alguns de seus servos, mortos; em seguida, suas ovelhas e mais alguns servos foram consumidos pelo fogo; depois disso, seus camelos foram tomados e mais alguns dos seus servos foram assassinados; finalmente, seus filhos e filhas tiveram suas vidas tiradas. Essa série de ataques foi o tormento sofrido por Jó durante a primeira tentação. Conforme ordenado por Deus, durante esses ataques, Satanás apenas teve como alvo a propriedade de Jó e seus filhos, e não fez mal a Jó. No entanto, Jó foi instantaneamente mudou de um homem rico possuidor de grande riqueza para alguém que não tinha nada. Ninguém poderia ter resistido a esse surpreendente golpe surpresa ou reagido adequadamente a ele, mas Jó demonstrou seu lado extraordinário. As Escrituras apresentam o seguinte registro: “Então Jó se levantou, rasgou o seu manto, rapou a sua cabeça e, lançando-se em terra, adorou”. Essa foi a primeira reação de Jó depois de ouvir que ele havia perdido seus filhos e toda a sua propriedade. Acima de tudo, ele não parecia surpreso, ou em pânico, muito menos expressava raiva ou ódio. Você vê, então, que em seu coração ele já havia reconhecido que esses desastres não foram um acidente, nem que provinham da mão do homem, muito menos eram o recebimento de retribuição ou punição. Em vez disso, as provações de Jeová vieram sobre ele; foi Jeová quem desejou tomar seus bens e filhos. Jó estava muito calmo e lúcido então. Sua perfeita e reta humanidade permitiu-lhe racionalmente e naturalmente fazer julgamentos precisos e decisões sobre os desastres que tinham acontecido, e como consequência, ele se comportou com uma calma incomum: “Então Jó se levantou, rasgou o seu manto, rapou a sua cabeça e, lançando-se em terra, adorou”. “Rasgou o seu manto” significa que ele estava despido e não possuía nada; “rapou a sua cabeça” significa que ele havia retornado diante de Deus como um recém-nascido; “lançando-se em terra, adorou” significa que ele veio ao mundo nu, e ainda sem nada hoje, ele foi devolvido a Deus como um bebê recém-nascido. A atitude de Jó em relação a tudo o que aconteceu com ele não poderia ter sido alcançada por nenhuma criatura de Deus. Sua fé em Jeová foi além do domínio da crença; esse era seu temor a Deus, sua obediência a Deus; ele não só era capaz de dar graças a Deus por dar a ele, mas também por tirar dele. Além disso, ele foi capaz de assumir a responsabilidade de devolver tudo o que possuía a Deus, incluindo sua vida.

O temor e obediência de Jó a Deus é um exemplo para a humanidade, e sua perfeição e retidão eram o ápice da humanidade que o homem deveria possuir. Embora ele não tenha visto Deus, ele percebeu que Deus realmente existiu e, por causa disso, temeu a Deus, e devido ao seu temor a Deus, ele foi capaz de obedecer a Deus. Ele deu a Deus rédea solta para pegar o que ele tinha, no entanto, ele não reclamou, e caiu diante de Deus e disse a Ele que, nesse exato momento, mesmo que Deus tomasse sua carne, ele permitiria que Ele fizesse isso sem reclamar. Toda a sua conduta deveu-se à sua humanidade perfeita e correta. Isso que quer dizer que, como resultado de sua inocência, honestidade e bondade, Jó era inabalável em sua realização e experiência da existência de Deus, e sobre esse fundamento ele fez exigências a si mesmo e padronizou seu pensamento, comportamento, conduta e princípios de ações diante de Deus de acordo com a orientação de Deus para ele e as ações de Deus que ele havia visto entre todas as coisas. Com o tempo, suas experiências causaram nele um medo real e verdadeiro de Deus e o fizeram se desviar do mal. Essa foi a fonte da integridade a que Jó se manteve firme. Jó possuía uma humanidade honesta, inocente e amável e ele realmente tinha a experiência de temer a Deus, obedecer a Deus e se desviar do mal, assim como o conhecimento de que “Jeová deu, e Jeová tirou”. Somente por causa dessas coisas ele foi capaz de permanecer firme em seu testemunho em meio a ataques tão violentos de Satanás, e somente por causa deles ele foi capaz de não desapontar a Deus e apresentar uma resposta satisfatória a Deus quando as provações de Deus vieram sobre ele. Embora a conduta de Jó durante a primeira tentação fosse muito direta, as gerações posteriores não tiveram a garantia de alcançar tal franqueza mesmo depois de uma vida inteira de esforços, nem necessariamente teriam a conduta de Jó descrita acima. Hoje, diante da conduta direta de Jó e comparando-a com os clamores e a determinação da “obediência absoluta e lealdade até a morte” mostrada a Deus por aqueles que afirmam crer em Deus e seguir a Deus, vocês se sentem profundamente envergonhados ou não?

Quando você lee nas Escrituras tudo o que Jó e sua família sofreram, qual é a sua reação? Você se perde em seus pensamentos? Você está surpreso? As provações que sobrevieram a Jó poderiam ser descritas como “horripilantes”? Em outras palavras, é bastante aterrador ler as provações de Jó descritas nas Escrituras, para não dizer como elas teriam sido na vida real. Você vê, então, que o que aconteceu com Jó não foi um “treinamento prático”, mas uma verdadeira “batalha”, com verdadeiras “armas” e “balas”. Mas pela mão de quem ele foi submetido a essas provações? Elas foram, obviamente, a obra de Satanás, e Satanás fez essas coisas com suas próprias mãos. A despeito disso, essas coisas foram autorizadas por Deus. Deus disse a Satanás por que meios tentar Jó? Não, não disse. Deus apenas impôs uma condição à qual Satanás deveria obedecer, e então a tentação sobreveio a Jó. Quando a tentação veio sobre Jó, ela deu às pessoas uma sensação do mal e da fealdade de Satanás, de sua maldade e abominação ao homem e de sua inimizade para com Deus. Nisso, vemos que as palavras não podem descrever quão cruel era essa tentação. Pode-se dizer que a natureza maliciosa com a qual Satanás abusou do homem e sua face feia foi plenamente revelada nesse momento. Satanás usou essa oportunidade, a oportunidade fornecida pela permissão de Deus, para sujeitar Jó a um abuso febril e sem remorsos, cujo método e nível de crueldade são inimagináveis e completamente intoleráveis para as pessoas de hoje. Ao invés de dizer que Jó foi tentado por Satanás e que ele permaneceu firme em seu testemunho durante essa tentação, é melhor dizer que nas provações determinadas para ele por Deus, Jó iniciou uma disputa com Satanás para proteger sua perfeição e retidão, e defender o caminho de temer a Deus e evitar o mal. Nessa disputa, Jó perdeu uma montanha de ovelhas e gado, perdeu todos os seus bens e perdeu seus filhos e filhas. No entanto, ele não abandonou sua perfeição, retidão ou temor a Deus. Em outras palavras, nesta contenda com Satanás, Jó preferiu ser privado de sua propriedade e filhos do que perder sua perfeição, retidão e temor de Deus. Ele preferiu apegar-se à raiz do que significa ser um homem. As Escrituras apresentam uma descrição concisa de todo o processo pelo qual Jó perdeu seus bens e também documenta a conduta e a atitude de Jó. Esses registros concisos e sucintos dão a sensação de que Jó estava quase relaxado ao enfrentar essa tentação, mas se o que realmente acontecesse fosse recriado — considerando também o fato da natureza maliciosa de Satanás — então as coisas não seriam tão simples ou fáceis como descritas nessas frases. A realidade era muito mais cruel. Tal é o nível de devastação e ódio com o qual Satanás trata a humanidade e todos aqueles que Deus aprova. Se Deus não tivesse pedido que Satanás não fizesse mal a Jó, Satanás, sem dúvida, o mataria sem nenhum escrúpulo. Satanás não quer que ninguém adore a Deus, nem deseja que aqueles que são justos aos olhos de Deus e aqueles que são perfeitos e íntegros possam continuar temendo a Deus e se desviando do mal. Para as pessoas temerem a Deus e se desviar do mal significa que elas evitam e abandonam Satanás, e assim Satanás se aproveitou da permissão de Deus para acumular toda a sua ira e ódio sobre Jó sem misericórdia. Você vê, então, quão grande foi o tormento sofrido por Jó, da mente para a carne, de fora para dentro. Hoje, não vemos como era naquela época, e só podemos ganhar, a partir dos registros da Bíblia, um breve vislumbre das emoções de Jó quando ele foi submetido ao tormento naquele momento.

A integridade inabalável de Jó traz vergonha a Satanás e faz com que ele fuja em pânico

Assim, o que Deus fez quando Jó foi submetido a esse tormento? Deus observou, assistiu e esperou o resultado. Enquanto Deus observou e assistiu, como Ele Se sentiu? Ele Se sentiu angustiado, claro. Mas é possível que Deus poderia ter Se arrependido de ter dado permissão a Satanás para tentar Jó só por causa da tristeza que Ele sentiu? A resposta é: não, não poderia ter sentido tal arrependimento. Pois Ele acreditava firmemente que Jó era perfeito e reto, que temia a Deus e se desviava do mal. Deus simplesmente deu a Satanás a oportunidade de verificar a justiça de Jó diante de Deus e de revelar sua própria maldade e desprezo. Foi, além disso, uma oportunidade para Jó testificar a sua justiça e seu temor a Deus e se desviar do mal perante os povos do mundo, Satanás e mesmo todos aqueles que seguem a Deus. O resultado final provou que a avaliação de Deus sobre Jó estava correta e sem erro? Jó realmente superou Satanás? Aqui lemos sobre as palavras arquetípicas faladas por Jó, palavras que são a prova de que ele havia vencido a Satanás. Ele disse: “Nu saí do ventre de minha mãe, e nu tornarei para lá”. Essa é a atitude da obediência de Jó em relação a Deus. Em seguida, ele disse: “Jeová deu, e Jeová tirou; bendito seja o nome de Jeová”. Essas palavras ditas por Jó provam que Deus observa as profundezas do coração do homem, que Ele é capaz de olhar para a mente do homem, e elas provam que Sua aprovação de Jó é sem erro, que esse homem que foi aprovado por Deus era justo. “Jeová deu, e Jeová tirou; bendito seja o nome de Jeová”. Essas palavras são o testemunho de Jó a Deus. Foram essas palavras comuns que intimidaram Satanás, que lhe causaram vergonha e fizeram com que ele fugisse em pânico e, além disso, acorrentou Satanás e o deixou sem recursos. Assim, também, essas palavras fizeram Satanás sentir a maravilha e a força das obras de Deus Jeová, e permitiu-lhe perceber o extraordinário carisma de alguém cujo coração era governado pelo caminho de Deus. Além disso, demonstraram a Satanás a poderosa vitalidade demonstrada por um homem pequeno e insignificante em aderir ao caminho de temer a Deus e se desviar do mal. Satanás foi assim derrotado na primeira peleja. Apesar de ter “aprendido com isso”, Satanás não tinha intenção de deixar Jó ir embora, nem havia qualquer mudança em sua natureza maliciosa. Satanás tentou continuar atacando Jó e assim, mais uma vez, veio diante de Deus…

Extraído de ‘A obra de Deus, o caráter de Deus e o Próprio Deus II’ em “A Palavra manifesta em carne”

Palavras diárias de Deus Trecho 43

Satanás mais uma vez tenta Jó (feridas brotam por todo o corpo de Jó)

a. As palavras faladas por Deus

Jó 2:3 Disse Jeová a Satanás: Notaste porventura o Meu servo Jó, que ninguém há na terra semelhante a ele, homem íntegro e reto, que teme a Deus e se desvia do mal? Ele ainda retém a sua integridade, embora Me incitasses contra ele, para o consumir sem causa.

Jó 2:6 Disse, pois, Jeová a Satanás: Eis que ele está no teu poder; somente poupa-lhe a vida.

b. As palavras faladas por Satanás

Jó 2:4-5 Então Satanás respondeu a Jeová: Pele por pele! Tudo quanto o homem tem dará pela sua vida. Estende agora a mão, e toca-lhe nos ossos e na carne, e ele blasfemará de Ti na Tua face.

c. Como Jó lida com a provação

Jó 2:9-10 Então sua mulher lhe disse: Ainda reténs a tua integridade? Blasfema de Deus, e morre. Mas ele lhe disse: Como fala qualquer doida, assim falas tu; receberemos de Deus o bem, e não receberemos o mal? Em tudo isso não pecou Jó com os seus lábios.

Jó 3:3 Pereça o dia em que nasci, e a noite que se disse: Foi concebido um homem!

O amor de Jó pelo caminho de Deus supera tudo o mais

As Escrituras documentam as palavras ditas entre Deus e Satanás da seguinte forma: “Disse Jeová a Satanás: Notaste porventura o Meu servo Jó, que ninguém há na terra semelhante a ele, homem íntegro e reto, que teme a Deus e se desvia do mal? Ele ainda retém a sua integridade, embora Me incitasses contra ele, para o consumir sem causa” (Jó 2:3). Nesse diálogo, Deus repete a mesma pergunta a Satanás. É uma pergunta que nos mostra a avaliação afirmativa de Deus Jeová sobre o que foi demonstrado e vivido por Jó durante a primeira provação, e que não é diferente da avaliação de Deus sobre Jó antes de ele ter sido submetido à tentação de Satanás. Isso que quer dizer, antes que a tentação viesse sobre ele, aos olhos de Deus, Jó era perfeito, e assim Deus protegeu a ele e sua família, e o abençoou; ele era digno de ser abençoado aos olhos de Deus. Depois da tentação, Jó não pecou com os lábios porque perdeu a propriedade e os filhos, mas continuou a louvar o nome de Jeová. Sua conduta real fez com que Deus o aplaudisse e, por causa disso, Deus lhe desse a nota máxima. Pois aos olhos de Jó, sua descendência ou seus bens não foram suficientes para fazê-lo renunciar a Deus. O lugar de Deus em seu coração, em outras palavras, não poderia ser substituído por seus filhos ou qualquer propriedade. Durante a primeira tentação de Jó, ele mostrou a Deus que seu amor por Ele e seu amor pelo caminho de temer a Deus e evitar o mal superavam tudo o mais. É apenas que esse julgamento deu a Jó a experiência de receber uma recompensa de Deus Jeová e ter seus bens e filhos levados por Ele.

Para Jó, essa foi uma experiência verdadeira que lavou sua alma; foi um batismo de vida que cumpriu sua existência e, além disso, foi um banquete suntuoso que testou sua obediência e temor a Deus. Essa tentação transformou a posição de Jó de um homem rico para alguém que não tinha nada, e também permitiu que ele sentisse o abuso de Satanás contra a humanidade. Sua destituição não fez com que ele detestasse a Satanás; em vez disso, nos atos vis de Satanás, ele viu a fealdade e desprezo de Satanás, bem como a inimizade e rebelião de Satanás contra Deus, e isso o encorajou a se manter firme no caminho de temer a Deus e se desviar do mal. Ele jurou que nunca abandonaria a Deus e viraria as costas ao caminho de Deus por causa de fatores externos como propriedade, filhos ou parentes, nem jamais seria escravo de Satanás, propriedade ou qualquer pessoa; além de Deus Jeová, ninguém poderia ser seu Senhor ou seu Deus. Tais eram as aspirações de Jó. De outro lado, Jó também adquirira algo dessa tentação: ele havia ganho grandes riquezas em meio às provações dadas a ele por Deus.

Durante a vida de Jó nas várias décadas anteriores, ele tinha visto os feitos de Jeová e recebido as bênçãos de Deus Jeová para ele. Eram bênçãos que o deixaram extremamente inquieto e endividado, pois acreditava que não havia feito nada por Deus, mas fora legado com grandes bênçãos e desfrutara de tanta graça. Por essa razão, ele frequentemente orava em seu coração, esperando que ele fosse capaz de retribuir a Deus, esperando que ele tivesse a oportunidade de prestar testemunho dos feitos e grandezas de Deus, e esperando que Deus colocasse sua obediência à prova, e além disso, que sua fé poderia ser purificada, até que sua obediência e sua fé ganhassem a aprovação de Deus. Então, quando a provação chegou a Jó, ele acreditou que Deus havia ouvido suas orações. Jó apreciou essa oportunidade mais do que qualquer outra coisa, e assim ele não ousou tratá-la com leviandade, pois seu maior desejo ao longo da vida poderia ser realizado. A chegada dessa oportunidade significava que sua obediência e temor a Deus poderiam ser postos à prova e poderiam ser purificados. Além disso, significava que Jó teve a chance de ganhar a aprovação de Deus, aproximando-o assim de Deus. Durante a provação, tal fé e busca permitiram que ele se tornasse mais perfeito e adquirisse uma maior compreensão da vontade de Deus. Jó também se tornou mais grato pelas bênçãos e graças de Deus, em seu coração ele derramou maiores louvores pelas obras de Deus, e ele era mais temeroso e reverente por Deus e ansiava mais pela beleza, grandeza e santidade de Deus. Naquela época, embora Jó ainda fosse alguém que temia a Deus e se desviava do mal aos olhos de Deus, em relação às suas experiências, a fé e o conhecimento de Jó avançaram muito rapidamente: sua fé aumentara, sua obediência ganhara uma base forte e seu temor a Deus se tornara mais profundo. Embora esse julgamento tenha transformado o espírito e a vida de Jó, essa transformação não satisfez Jó, nem retardou seu progresso. Ao mesmo tempo em que calculava o que ganhara com a provação, e considerando suas próprias deficiências, ele orou em silêncio, esperando que a próxima provação viesse sobre ele, porque ansiava que sua fé, obediência e temor a Deus fossem elevados durante a próxima provação de Deus.

Extraído de ‘A obra de Deus, o caráter de Deus e o Próprio Deus II’ em “A Palavra manifesta em carne”

Palavras diárias de Deus Trecho 44

Satanás mais uma vez tenta Jó (feridas brotam por todo o corpo de Jó)

a. As palavras faladas por Deus

Jó 2:3 Disse Jeová a Satanás: Notaste porventura o Meu servo Jó, que ninguém há na terra semelhante a ele, homem íntegro e reto, que teme a Deus e se desvia do mal? Ele ainda retém a sua integridade, embora Me incitasses contra ele, para o consumir sem causa.

Jó 2:6 Disse, pois, Jeová a Satanás: Eis que ele está no teu poder; somente poupa-lhe a vida.

b. As palavras faladas por Satanás

Jó 2:4-5 Então Satanás respondeu a Jeová: Pele por pele! Tudo quanto o homem tem dará pela sua vida. Estende agora a mão, e toca-lhe nos ossos e na carne, e ele blasfemará de Ti na Tua face.

Em meio ao sofrimento extremo, Jó realmente percebe o cuidado de Deus pela humanidade

Depois das perguntas de Deus Jeová a Satanás, Satanás ficou secretamente feliz. Isso porque Satanás sabia que uma vez mais seria permitido atacar o homem que era perfeito aos olhos de Deus — para Satanás, isso era uma oportunidade rara. Satanás queria usar essa oportunidade para minar completamente a convicção de Jó, para fazê-lo perder sua fé em Deus e, assim, não mais temer a Deus ou abençoar o nome de Jeová. Isso daria a Satanás uma chance: qualquer que fosse o lugar ou a hora, seria capaz de fazer de Jó um brinquedo obrigado ao seu comando. Satanás ocultou suas intenções perversas sem deixar vestígios, mas não pôde conter sua natureza maligna. Essa verdade é insinuada em sua resposta às palavras de Deus Jeová, conforme registrado nas Escrituras: “Então Satanás respondeu a Jeová: Pele por pele! Tudo quanto o homem tem dará pela sua vida. Estende agora a mão, e toca-lhe nos ossos e na carne, e ele blasfemará de Ti na Tua face” (Jó 2:4-5). É impossível não adquirir um conhecimento sólido e um sentido da maldade de Satanás com esse diálogo entre Deus e Satanás. Tendo ouvido essas falácias de Satanás, todos aqueles que amam a verdade e detestam o mal, indubitavelmente, terão um ódio maior à ignobilidade e falta de vergonha de Satanás, sentir-se-ão indignados e enojados pelas falácias de Satanás e, ao mesmo tempo, oferecerão orações profundas e votos sinceros por Jó, orando para que esse homem de retidão possa alcançar a perfeição, desejando que esse homem que teme a Deus e evite o mal, supere para sempre as tentações de Satanás, viva na luz em meio às orientações e bênçãos de Deus; assim tais pessoas também desejarão que os atos justos de Jó possam estimular para sempre e encorajar todos aqueles que buscam o caminho de temer a Deus e evitar o mal. Embora a intenção maliciosa de Satanás possa ser vista nessa proclamação, Deus consentiu despreocupadamente ao “pedido” de Satanás — mas também impôs uma condição: “Ele está no teu poder; somente poupa-lhe a vida” (Jó 2:6). Porque, dessa vez, Satanás pediu para estender a mão para ferir a carne e os ossos de Jó, disse Deus, “somente poupa-lhe a vida”. O significado dessas palavras é que Ele deu a carne de Jó a Satanás, mas coube a Deus preservar a vida de Jó. Satanás não poderia tirar a vida de Jó, mas fora isso, Satanás poderia empregar qualquer meio ou método contra Jó.

Depois de obter a permissão de Deus, Satanás correu para Jó e estendeu a mão para afligir sua pele, causando tumores malignos por todo o corpo, e Jó sentiu dor em sua pele. Jó louvou a maravilha e a santidade de Deus Jeová, que deixou Satanás ainda mais flagrante em sua audácia. Por ter sentido a alegria de ferir o homem, Satanás estendeu a mão e arranhou a carne de Jó, fazendo com que seus tumores malignos se inflamassem. Jó imediatamente sentiu uma dor e um tormento em sua carne que não tinha comparação e ele não pôde deixar de se massagear da cabeça aos pés com as mãos, como se isso aliviasse o golpe que tinha sido aplicado em seu espírito por essa dor da sua carne. Ele percebeu que Deus estava ao seu lado o observando e ele tentou se fortalecer ao máximo. Ele mais uma vez se ajoelhou no chão e disse: “Tu olhas dentro do coração do homem, Tu observas sua miséria; por que sua fraqueza Te preocupa? Louvado seja o nome de Deus Jeová”. Satanás viu a dor insuportável de Jó, mas não viu Jó abandonar o nome de Deus Jeová. Assim, apressou-se a estender a mão para afligir os ossos de Jó, desesperados para despedaçá-lo membro a membro. Em um instante, Jó sentiu um tormento sem precedentes; era como se a carne dele tivesse sido arrancada dos ossos e como se seus ossos estivessem sendo esmagados um por um. Esse tormento agonizante fez com que pensasse que seria melhor morrer… Sua capacidade de suportar essa dor atingiu seu limite… Ele queria gritar, queria rasgar a pele de seu corpo numa tentativa de diminuir a dor — no entanto, reprimiu seus gritos e não rasgou a pele de seu corpo, pois não queria deixar que Satanás visse sua fraqueza. Assim, Jó se ajoelhou mais uma vez, mas nesse momento ele não sentiu a presença de Deus Jeová. Ele sabia que Deus Jeová estava muitas vezes diante dele, e atrás dele, e em ambos os lados dele. No entanto, durante sua dor, Deus nunca olhou; Ele cobriu o rosto e ficou oculto, pois o significado de Sua criação do homem não era trazer sofrimento ao homem. Nesse momento, Jó estava chorando, e fazendo o seu melhor para suportar essa agonia física, ainda assim ele não podia mais se impedir de dar graças a Deus: “O homem cai no primeiro golpe, ele é fraco e impotente, ele é jovem e ignorante — por que Tu desejarias ser tão carinhoso e terno para com ele? Tu me atinges, mas Te dói fazer isso. O que no homem vale a pena Teu cuidado e preocupação?” As orações de Jó chegaram aos ouvidos de Deus, e Deus ficou em silêncio, apenas observando sem emitir qualquer som… Tendo tentado em vão de todas as maneiras possíveis, Satanás partiu em silêncio, mas isso não pôs fim às provações de Deus sobre Jó. Como o poder de Deus que havia sido revelado em Jó não havia se tornado público, a história de Jó não terminou com a retirada de Satanás. Como outros personagens fizeram a sua entrada, mais cenas espetaculares ainda estavam por vir.

Extraído de ‘A obra de Deus, o caráter de Deus e o Próprio Deus II’ em “A Palavra manifesta em carne”

Palavras diárias de Deus Trecho 45

Outra manifestação do temor de Jó a Deus e do seu desviar-se do mal é o seu enaltecimento do nome de Deus em todas as coisas

Jó havia sofrido as devastações de Satanás, mas ainda assim ele não abandonou o nome de Deus Jeová. Sua esposa foi a primeira a sair e desempenhar o papel de Satanás que pode ser visto por atacar Jó. O texto original descreve-o assim: “Então sua mulher lhe disse: Ainda reténs a tua integridade? Blasfema de Deus, e morre” (Jó 2:9). Essas foram as palavras ditas por Satanás disfarçado de homem. Elas eram um ataque e uma acusação, bem como sedução, uma tentação e difamação. Tendo falhado em atacar a carne de Jó, Satanás atacou diretamente a integridade de Jó, desejando usar isso para fazer Jó desistir de sua integridade, renunciar a Deus e não continuar vivendo. Assim também Satanás desejou usar tais palavras para tentar Jó: se Jó abandonasse o nome de Jeová, então ele não precisaria suportar tal tormento; ele poderia libertar-se do tormento da carne. Diante do conselho de sua esposa, Jó a repreendeu dizendo: “Como fala qualquer doida, assim falas tu; receberemos de Deus o bem, e não receberemos o mal?” (Jó 2:10). Jó conhecia essas palavras há muito tempo, mas naquele momento a verdade do conhecimento de Jó sobre elas era provada.

Quando sua esposa o aconselhou a amaldiçoar a Deus e a morrer, seu significado era: “Seu Deus o trata assim, então porque não amaldiçoá-Lo? O que você está fazendo ainda vivo? Seu Deus é tão injusto com você, mas ainda assim você diz ‘bendito seja o nome de Jeová’. Como Ele pôde trazer desastre sobre você quando você bendiz o nome Dele? Apresse-se, abandone o nome de Deus e não O siga mais. Então seus problemas acabarão”. Nesse momento, foi produzido o testemunho que Deus desejava ver em Jó. Nenhuma pessoa comum pôde dar tal testemunho, nem o lemos em nenhuma das histórias da Bíblia — mas Deus já tinha visto isso muito antes de Jó falar essas palavras. Deus simplesmente desejou usar essa oportunidade para permitir que Jó provasse a todos que Deus estava certo. Confrontado com o conselho de sua esposa, Jó não apenas não desistiu de sua integridade, nem renunciou a Deus, mas também disse a sua esposa: “Receberemos de Deus o bem, e não receberemos o mal?” Essas palavras têm grande peso? Aqui, há apenas um fato capaz de provar o peso dessas palavras. O peso dessas palavras é que elas são aprovadas por Deus em Seu coração, são o que foi desejado por Deus, elas são o que Deus queria ouvir e elas são o resultado que Deus ansiava ver; essas palavras também são o âmago do testemunho de Jó. Nisso, o temor a Deus, a perfeição, a retidão de Jó e seu desviar-se do mal foram provados. A preciosidade de Jó estava em como, quando ele foi tentado, e mesmo quando todo o seu corpo estava coberto de tumores malignos, quando ele suportou o maior tormento, e quando sua esposa e parentes o aconselharam, ele ainda proferiu tais palavras. Para dizer de outra maneira, em seu coração ele acreditava que, não importando as tentações, ou por mais dolorosos que as tribulações ou tormentos fossem, mesmo que a morte viesse sobre ele, ele não renunciaria a Deus ou desprezaria o caminho de temer a Deus e evitar mal. Você vê, então, que Deus ocupou o lugar mais importante em seu coração, e que havia apenas Deus em seu coração. É por isso que lemos tais descrições dele nas Escrituras como: Em tudo isso não pecou Jó com os seus lábios. Ele não apenas não pecou com seus lábios, mas em seu coração não se queixou de Deus. Ele não disse palavras ofensivas sobre Deus, nem pecou contra Deus. Não somente sua boca bendisse o nome de Deus, mas também bendisse em seu coração o nome de Deus; sua boca e coração eram como um só. Esse foi o verdadeiro Jó visto por Deus, e essa foi a razão pela qual Deus apreciou Jó.

Extraído de ‘A obra de Deus, o caráter de Deus e o Próprio Deus II’ em “A Palavra manifesta em carne”

Palavras diárias de Deus Trecho 46

Muitos mal-entendidos das pessoas sobre Jó

A dificuldade sofrida por Jó não foi obra de mensageiros enviados por Deus, nem foi causada pela própria mão de Deus. Em vez disso, foi pessoalmente causada por Satanás, o inimigo de Deus. Consequentemente, o nível de sofrimento sofrido por Jó foi profundo. Contudo, nesse momento Jó demonstrou, sem reservas, seu conhecimento cotidiano de Deus em seu coração, os princípios de suas ações cotidianas e sua atitude para com Deus — essa é a verdade. Se Jó não tivesse sido tentado, se Deus não tivesse trazido provação a Jó, quando Jó disse: “Jeová deu, e Jeová tirou; bendito seja o nome de Jeová”, você diria que Jó é um hipócrita; Deus lhe dera tantos bens, então, é claro, ele bendisse o nome de Jeová. Se, antes de ser submetido a provações, Jó tivesse dito: “Receberemos de Deus o bem, e não receberemos o mal?”, você diria que Jó estava exagerando e que ele não abandonaria o nome de Deus desde que ele foi frequentemente abençoado pela mão de Deus. Você diria que, se Deus tivesse trazido desastre sobre ele, então ele certamente teria abandonado o nome de Deus. No entanto, quando Jó se encontrou em circunstâncias que ninguém desejaria, nem gostaria de ver, circunstâncias que ninguém desejaria que acontecessem a ele, que ele teria medo de recair sobre ele, circunstâncias que nem mesmo Deus suportaria observar, Jó ainda era capaz de manter sua integridade: “Jeová deu, e Jeová tirou; bendito seja o nome de Jeová” e “receberemos de Deus o bem, e não receberemos o mal?”. Confrontados com a conduta de Jó nesse momento, os que gostam de falar palavras altissonantes e que amam falar letras e doutrinas, todos ficam emudecidos. Aqueles que exaltam o nome de Deus somente no falar, mas nunca aceitaram as provações de Deus, são condenados pela integridade a que Jó se manteve firme, e aqueles que nunca acreditaram que o homem é capaz de se manter firme no caminho de Deus são julgados pelo testemunho de Jó. Diante da conduta de Jó durante essas provações e das palavras que ele falou, algumas pessoas se sentirão confusas, algumas sentirão inveja, outras se sentirão duvidosas, e algumas parecerão desinteressadas, virando o nariz para o testemunho de Jó porque elas não apenas veem o tormento que se abateu sobre Jó durante as provações e leem as palavras ditas por Jó, mas também veem a “fraqueza” humana traída por Jó quando as provações se apoderaram dele. Essa “fraqueza” eles acreditam ser a suposta imperfeição na perfeição de Jó, a mancha em um homem que aos olhos de Deus era perfeito. Isto é, acredita-se que aqueles que são perfeitos são impecáveis, sem mácula ou manchados, que não têm fraquezas, não têm conhecimento da dor, nunca se sentem infelizes ou deprimidos e não têm ódio ou qualquer comportamento extremo externo; como resultado, a grande maioria das pessoas não acredita que Jó fosse verdadeiramente perfeito. As pessoas não aprovam muito do seu comportamento durante suas provações. Por exemplo, quando Jó perdeu sua propriedade e seus filhos, ele não, como as pessoas imaginam, começou a chorar. Sua “falta de decoro” faz as pessoas pensarem que ele era frio, pois ele não tinha lágrimas nem afeto por sua família. Essa é a má impressão inicial que as pessoas têm de Jó. Elas acham seu comportamento depois disso ainda mais desconcertante: “Rasgou o seu manto” foi interpretado pelas pessoas como seu desrespeito a Deus, e “raspou a sua cabeça” é erroneamente interpretado como blasfêmia e a oposição de Jó a Deus. Além das palavras de Jó: “Jeová deu, e Jeová tirou; bendito seja o nome de Jeová”, as pessoas não discernem nada da justiça em Jó que foi louvada por Deus, e assim a avaliação de Jó feita pela grande maioria delas nada mais é do que incompreensão, equívoco, dúvida, condenação e aprovação apenas em teoria. Nenhum delas é capaz de realmente compreender e apreciar as palavras de Deus Jeová que Jó era um homem perfeito e reto, que temia a Deus e se desviava do mal.

Com base em sua impressão de Jó acima, as pessoas têm mais dúvidas sobre sua retidão, pois as ações de Jó e sua conduta registradas nas escrituras não foram tão significativamente comoventes como as pessoas imaginavam. Ele não apenas não realizou grandes feitos, mas também pegou um caco para se raspar sentado entre as cinzas. Esse ato também surpreende as pessoas e faz com que duvidem — e até neguem — a justiça de Jó, pois enquanto se raspava Jó não orou nem prometeu a Deus; nem, além disso, foi visto a chorar lágrimas de dor. Nesse momento, as pessoas só veem a fraqueza de Jó e nada mais, e assim mesmo quando ouvem Jó dizer “Receberemos de Deus o bem, e não receberemos o mal?”, elas são completamente indiferentes, ou indecisas, e ainda são incapazes de discernir a justiça de Jó a partir de suas palavras. A impressão básica que Jó dá às pessoas durante o tormento de suas provações é que ele não era nem servil nem arrogante. As pessoas não veem a história por trás de seu comportamento que se desenrolou nas profundezas de seu coração, nem veem o temor a Deus dentro de seu coração ou sua adesão ao princípio do caminho de se desviar do mal. Sua equanimidade faz com que as pessoas pensem que sua perfeição e retidão são apenas palavras vazias, que seu temor a Deus era apenas boato; a “fraqueza” que ele revelou externamente, entretanto, deixa uma profunda impressão nelas, dando-lhes uma “nova perspectiva” e até mesmo um “novo entendimento” em relação ao homem que Deus define como perfeito e reto. Tal “nova perspectiva” e “novo entendimento” são comprovados quando Jó abriu a boca e amaldiçoou o dia em que nasceu.

Embora o nível de tormento que sofreu seja inimaginável e incompreensível a qualquer homem, ele não falou palavras de heresia, mas apenas diminuiu a dor de seu corpo por seus próprios meios. Conforme registrado nas Escrituras, ele disse: “Pereça o dia em que nasci, e a noite que se disse: Foi concebido um homem!” (Jó 3:3). Talvez ninguém tenha considerado essas palavras importantes e talvez haja pessoas que tenham prestado atenção nelas. Na visão de vocês, elas significam que Jó se opôs a Deus? Elas são uma queixa contra Deus? Sei que muitos de vocês têm certas ideias sobre essas palavras ditas por Jó e acreditam que, se Jó era perfeito e reto, ele não deveria ter mostrado qualquer fraqueza ou dor, e deveria ter enfrentado positivamente qualquer ataque de Satanás e até sorrido diante das tentações de Satanás. Ele não deveria ter tido a menor reação a qualquer tormento trazido sobre sua carne por Satanás, nem deveria ter traído qualquer das emoções dentro de seu coração. Ele deveria até ter pedido que Deus tornasse essas provações ainda mais duras. Isso é o que deve ser demonstrado e possuído por alguém que é inabalável e que realmente teme a Deus e evita o mal. Em meio a esse tormento extremo, Jó amaldiçoou o dia de seu nascimento. Ele não se queixou de Deus, muito menos teve alguma intenção de se opor a Deus. Isso é muito mais fácil dizer do que fazer, pois desde os tempos antigos até hoje, ninguém jamais experimentou tais tentações ou sofreu o que aconteceu com Jó. Assim, por que ninguém nunca foi submetido ao mesmo tipo de tentação que Jó? É porque, como Deus o vê, ninguém é capaz de assumir tal responsabilidade ou comissão, ninguém poderia fazer como Jó fez, e, além disso, ninguém poderia, além de amaldiçoar o dia de seu nascimento, não abandonar o nome de Deus e continuar a bendizer o nome de Deus Jeová, como Jó fez quando tal tormento se abateu sobre ele. Alguém poderia fazer isso? Quando dizemos isso sobre Jó, estamos elogiando seu comportamento? Ele era um homem justo e capaz de dar tal testemunho a Deus e capaz de fazer Satanás fugir com a mãos na cabeça, de modo que nunca mais viesse a Deus para acusá-lo — então, o que há de errado em elogiá-lo? Será que vocês têm padrões mais elevados do que Deus? Poderia ser que vocês agiriam ainda melhor que Jó quando lhes sobreviessem as provações? Jó foi louvado por Deus — que objeções vocês poderiam ter?

Extraído de ‘A obra de Deus, o caráter de Deus e o Próprio Deus II’ em “A Palavra manifesta em carne”

Palavras diárias de Deus Trecho 47

Jó amaldiçoa o dia do seu nascimento porque não quer que Deus seja atormentado por ele

Costumo dizer que Deus vê o interior do coração das pessoas, enquanto as pessoas veem o exterior dos outros. Porque Deus vê dentro do coração das pessoas, Ele entende sua substância, enquanto as pessoas definem a substância de outras pessoas com base em seu exterior. Quando Jó abriu a boca e amaldiçoou o dia de seu nascimento, esse ato surpreendeu todas as figuras espirituais, incluindo os três amigos de Jó. O homem veio de Deus e deveria ser grato pela vida e carne, bem como o dia de seu nascimento, concedidos a ele por Deus, e ele não deveria amaldiçoá-los. Isso é algo que pessoas comuns podem entender e imaginar. Para qualquer um que segue a Deus, esse entendimento é sagrado e inviolável e é uma verdade que nunca pode mudar. Jó, por outro lado, quebrou as regras: ele amaldiçoou o dia do seu nascimento. Este é um ato que as pessoas comuns consideram constituir uma travessia a um território proibido. Jó não só não tem direito à compreensão e simpatia das pessoas, ele também não tem direito ao perdão de Deus. Ao mesmo tempo, ainda mais pessoas duvidam da justiça de Jó, pois parecia que o favor de Deus para com ele tonrou Jó autoindulgente; isso o tornou tão ousado e imprudente que não apenas ele não agradeceu a Deus por abençoá-lo e cuidar dele durante sua vida, mas ele amaldiçoou o dia de seu nascimento para a destruição. O que é isso, se não a oposição a Deus? Tais superficialidades provêm às pessoas a prova para condenar esse ato de Jó, mas quem pode saber o que Jó realmente pensava naquele momento? Quem pode saber a razão pela qual Jó agiu assim? Somente Deus e Jó conhecem a história interna e as razões.

Quando Satanás estendeu a mão para afligir os ossos de Jó, Jó caiu em suas garras, sem meios de escapar ou força para resistir. Seu corpo e alma sofriam com enorme dor, e essa dor o tornou profundamente consciente da insignificância, fragilidade e impotência do homem que vivia na carne. Ao mesmo tempo, ele também adquiriu um apreço e compreensão profundos de por que Deus tem a preocupação e cuidado com a humanidade. Nas garras de Satanás, Jó percebeu que o homem, que é de carne e osso, na verdade é tão impotente e fraco. Quando ele caiu de joelhos e orou a Deus, ele sentiu como se Deus estivesse cobrindo Seu rosto, e Se escondendo, pois Deus o colocou completamente nas mãos de Satanás. Ao mesmo tempo, Deus também chorou por ele e, além disso, foi magoado por ele; Deus foi afligido por sua dor e ferido por sua ferida… Jó sentiu a dor de Deus, bem como era insuportável para Deus… Jó não queria trazer mais tristeza a Deus, nem queria que Deus chorasse por ele, muito menos queria ver Deus aflito por ele. Nesse momento, Jó queria apenas despir-se de sua carne, não mais suportar a dor trazida sobre ele por essa carne, pois isso impediria que Deus fosse atormentado por sua dor — mas ele não podia, e ele tinha que tolerar não apenas a dor da carne, mas também o tormento de não querer deixar Deus ansioso. Essas duas dores — uma da carne e outra do espírito — causaram dor angustiante, de partir o coração, em Jó e o fizeram sentir como as limitações do homem que é de carne e osso podem fazer com que alguém se sinta frustrado e indefeso. Sob essas circunstâncias, seu anseio por Deus tornou-se mais intenso e sua abominação a Satanás se tornou mais intensa. Nesse momento, Jó teria preferido nunca ter nascido no mundo do homem, preferiria que ele não existisse, do que ver Deus chorar lágrimas ou sentir dor por ele. Ele começou a abominar profundamente sua carne, a ficar doente e cansado de si mesmo, do dia de seu nascimento e até de tudo o que estava ligado a ele. Ele não queria que houvesse mais menção de seu dia de nascimento ou qualquer coisa a ver com isso, e assim ele abriu a boca e amaldiçoou o dia de seu nascimento: “Pereça o dia em que nasci, e a noite que se disse: Foi concebido um homem! Converta-se aquele dia em trevas; e Deus, lá de cima, não tenha cuidado dele, nem resplandeça sobre ele a luz” (Jó 3:3-4). As palavras de Jó carregam sua abominação por si mesmo: “Pereça o dia em que nasci, e a noite que se disse: Foi concebido um homem”, assim como a culpa que sentiu em relação a si mesmo e seu senso de dívida por ter causado dor a Deus: “Converta-se aquele dia em trevas; e Deus, lá de cima, não tenha cuidado dele, nem resplandeça sobre ele a luz”. Essas duas passagens são a expressão máxima de como Jó se sentiu na época e demonstram plenamente sua perfeição e retidão para todos. Ao mesmo tempo, assim como Jó desejara, sua fé e obediência a Deus, assim como seu temor a Deus, eram realmente elevados. Naturalmente, essa elevação é exatamente o efeito que Deus esperava.

Extraído de ‘A obra de Deus, o caráter de Deus e o Próprio Deus II’ em “A Palavra manifesta em carne”

Palavras diárias de Deus Trecho 48

Jó derrota Satanás e se torna um verdadeiro homem aos olhos de Deus

Quando Jó primeiro se submeteu a suas provações, ele foi destituído de todas as suas propriedades e de todos os seus filhos, mas ele não caiu ou disse qualquer coisa que fosse um pecado contra Deus como resultado. Ele tinha superado as tentações de Satanás, ele tinha superado seus bens materiais, seus descendentes e a provação de perder todas as suas posses terrenas, o que significa que ele foi capaz de obedecer a Deus quando Ele tirou coisas dele e ele também foi capaz de oferecer graças e louvor a Deus por causa daquilo que Deus fez. Essa foi a conduta de Jó durante a primeira tentação de Satanás, e esse também foi o testemunho de Jó durante a primeira provação de Deus. Na segunda provação, Satanás estendeu a mão para afligir Jó e, embora Jó sentisse uma dor maior do que jamais sentira antes, ainda assim seu testemunho foi suficiente para deixar as pessoas espantadas. Ele usou sua fortaleza, convicção e obediência a Deus, bem como seu temor a Deus, para mais uma vez derrotar Satanás, e sua conduta e seu testemunho foram mais uma vez aprovados e favorecidos por Deus. Durante essa tentação, Jó usou sua conduta real para proclamar a Satanás que a dor da carne não poderia alterar sua fé e obediência a Deus ou tirar sua devoção a Deus e o temor de Deus; ele não renunciaria a Deus nem renunciaria à sua própria perfeição e retidão porque enfrentava a morte. A determinação de Jó fez de Satanás um covarde, sua fé deixou Satanás tímido e trêmulo, a intensidade com que ele lutou contra Satanás durante sua batalha de vida e morte gerou em Satanás um profundo ódio e ressentimento; sua perfeição e retidão deixaram Satanás com nada mais a fazer contra ele, tal que Satanás abandonou seus ataques contra ele e desistiu de suas acusações contra Jó que ele tinha apresentado a Deus Jeová. Isso significava que Jó havia vencido o mundo, vencido a carne, vencido a Satanás e vencido a morte; ele era completa e totalmente um homem que pertencia a Deus. Durante essas duas provações, Jó permaneceu firme em seu testemunho, realmente viveu sua perfeição e retidão e ampliou o escopo de seus princípios vivos de temer a Deus e se desviar do mal. Tendo passado por essas duas provações, nasceu em Jó uma experiência mais rica, e essa experiência o tornou mais maduro e experiente, fortaleceu-o e deu-lhe maior convicção, tornando-o mais confiante na retidão e dignidade da integridade que ele manteve firme. As provações de Jó por Deus Jeová lhe deram uma profunda compreensão e um senso da preocupação de Deus peloo homem e permitiram que ele sentisse a preciosidade do amor de Deus, a partir desse ponto a consideração e amor a Deus foram acrescentados ao seu temor a Deus. As provações de Deus Jeová não apenas não afastaram Jó Dele, mas também aproximaram seu coração de Deus. Quando a dor carnal suportada por Jó atingiu seu apogeu, a preocupação que ele sentia de Deus Jeová não lhe deu escolha senão amaldiçoar o dia de seu nascimento. Tal conduta não foi planejada por muito tempo, mas uma revelação natural da consideração e amor a Deus de dentro de seu coração, foi uma revelação natural que veio de sua consideração e amor a Deus. Isto é, porque ele abominava a si mesmo e ele não estava disposto a, nem podia suportar, atormentar a Deus, assim, sua consideração e amor alcançaram o ponto de abnegação. Nesse momento, Jó elevou sua adoração e anseio por Deus de longa data e devoção a Deus ao nível de consideração e amor. Ao mesmo tempo, ele também elevou sua fé e obediência a Deus e o temor de Deus ao nível de consideração e amor. Ele não se permitia fazer nada que pudesse causar dano a Deus, ele não se permitia qualquer conduta que ferisse a Deus, e não se permitia trazer qualquer tristeza, dor ou até infelicidade a Deus por suas próprias razões. Aos olhos de Deus, embora Jó ainda fosse o mesmo Jó de antes, a fé, a obediência e o temor de Jó a Deus tinham trazido a Deus satisfação e desfrute completos. Nesse momento, Jó havia atingido a perfeição que Deus esperava que ele atingisse; ele havia se tornado alguém verdadeiramente digno de ser chamado de “perfeito e reto” aos olhos de Deus. Seus atos justos lhe permitiram vencer Satanás e permanecer firme em seu testemunho a Deus. Assim, também, seus atos justos o tornaram perfeito, permitiram que o valor de sua vida fosse elevado e transcendesse mais do que nunca, e também fizeram dele a primeira pessoa a não ser mais atacada e tentada por Satanás. Porque Jó era justo, ele foi acusado e tentado por Satanás; porque Jó era justo, foi entregue a Satanás; e porque Jó era justo, ele venceu e derrotou Satanás, e permaneceu firme em seu testemunho. Doravante, Jó tornou-se o primeiro homem que nunca mais seria entregue a Satanás, ele verdadeiramente veio perante o trono de Deus e viveu na luz, sob as bênçãos de Deus, sem a espionagem ou a ruína de Satanás… Ele havia se tornado um homem verdadeiro aos olhos de Deus; ele havia sido libertado…

Extraído de ‘A obra de Deus, o caráter de Deus e o Próprio Deus II’ em “A Palavra manifesta em carne”

Palavras diárias de Deus Trecho 49

No cotidiano de Jó, vemos sua perfeição, retidão, temor a Deus e evasão do mal

Se quisermos discutir Jó, então devemos começar com a avaliação dele proferida a partir da própria boca de Deus: “Ninguém há na terra semelhante a ele, homem íntegro e reto, que teme a Deus e se desvia do mal”.

Vamos primeiro aprender sobre a perfeição e a retidão de Jó.

O que vocês entendem das palavras “perfeito” e “reto”? Vocês acreditam que Jó era sem reprovação, que era honrado? Isso, é claro, seria uma interpretação e compreensão literal das palavras “perfeito” e “reto”. Mas o contexto de vida real é integral a uma verdadeira compreensão de Jó — palavras, livros e teoria, por si só, não fornecerão nenhuma resposta. Começaremos olhando para a vida familiar de Jó, como era sua conduta normalmente durante sua vida. Isso nos informará sobre seus princípios e objetivos na vida, bem como sobre sua personalidade e busca. Agora, vamos ler as palavras finais de Jó 1:3: “De modo que este homem era o maior de todos os do Oriente”. O que essas palavras estão dizendo é que o status e a posição de Jó eram muito elevados, e embora não nos seja dito se a razão pela qual ele era o maior de todos os homens do Oriente fosse por causa de seus bens abundantes ou porque ele fosse perfeito e reto e temesse a Deus enquanto evitasse o mal, no geral, sabemos que o status e a posição de Jó eram muito apreciados. Conforme registrado na Bíblia, as primeiras impressões das pessoas sobre Jó eram que Jó era perfeito, que ele temia a Deus e se desviava do mal, e que ele era possuidor de grande riqueza e status venerável. Para uma pessoa normal vivendo em tal ambiente e sob tais condições, a dieta de Jó, a qualidade de vida e os vários aspectos de sua vida pessoal seriam o foco da atenção da maioria das pessoas; assim devemos continuar lendo as Escrituras: “Iam seus filhos à casa uns dos outros e faziam banquetes cada um por sua vez; e mandavam convidar as suas três irmãs para comerem e beberem com eles. E sucedia que, tendo decorrido o turno de dias de seus banquetes, enviava Jó e os santificava; e, levantando-se de madrugada, oferecia holocaustos segundo o número de todos eles; pois dizia Jó: Talvez meus filhos tenham pecado, e blasfemado de Deus no seu coração. Assim o fazia Jó continuamente” (Jó 1:4-5). Essa passagem nos diz duas coisas: a primeira é que os filhos e filhas de Jó festejavam regularmente, com muita comida e bebida; a segunda é que Jó frequentemente oferecia holocaustos porque ele frequentemente se preocupava com seus filhos e filhas, temeroso de que eles estivessem pecando, que, em seu coração, eles tivessem renunciado a Deus. Nisso estão descritas as vidas de dois tipos diferentes de pessoas. Os primeiros, filhos e filhas de Jó, muitas vezes banqueteavam por causa de sua afluência, viviam extravagantemente, bebiam vinho e comiam o quanto quisessem e desfrutavam da alta qualidade de vida proporcionada pela riqueza material. Vivendo tal vida, era inevitável que muitas vezes pecassem e ofendessem a Deus — contudo, eles não se santificaram ou ofereceram holocaustos. Vocês veem, então, que Deus não tinha lugar em seu coração, que eles não pensavam nas graças de Deus, nem temiam ofender a Deus, muito menos temiam renunciar a Deus em seu coração. É claro que nosso foco não está nos filhos de Jó, mas no que Jó fez quando se deparou com essas coisas; esse é o outro assunto descrito na passagem, que envolve a vida diária de Jó e a substância de sua humanidade. Quando a Bíblia descreve o banquete dos filhos e filhas de Jó, não há menção de Jó; diz apenas que seus filhos e filhas costumavam comer e beber juntos. Em outras palavras, ele não deu banquetes, nem se juntou a seus filhos e filhas para comer de forma extravagante. Embora abastado e possuidor de muitos bens e servos, a vida de Jó não era luxuosa. Ele não foi enganado por seu ambiente de vida superlativo e não se empanturrou, por causa de sua riqueza, com os prazeres da carne nem se esqueceu de oferecer holocaustos, muito menos isso fez com que ele gradativamente evitasse Deus em seu coração. Evidentemente, então, Jó era disciplinado em seu estilo de vida, não era ganancioso nem hedonista como resultado das bênçãos de Deus para ele e ele não se fixou na qualidade de vida. Em vez disso, ele era humilde e modesto, não era dado à ostentação, era cauteloso e cuidadoso diante de Deus. Ele frequentemente pensava nas graças e bênçãos de Deus e era continuamente temeroso a Deus. Em sua vida diária, Jó frequentemente se levantava cedo para oferecer holocaustos a seus filhos e filhas. Em outras palavras, não só o próprio Jó temia a Deus, mas também esperava que seus filhos também tivessem temor a Deus e não pecassem contra Deus. A riqueza material de Jó não ocupava lugar em seu coração nem substituía a posição ocupada por Deus; fosse para seu próprio bem ou para o bem de seus filhos, as ações diárias de Jó estavam todas ligadas a temer a Deus e se desviar do mal. Seu temor a Deus Jeová não parou em sua boca, mas foi algo que ele pôs em ação e refletia em cada parte de sua vida diária. Essa conduta real de Jó nos mostra que ele era honesto e possuía uma substância que amava a justiça e coisas que eram positivas. Que Jó frequentemente enviou e santificou seus filhos e filhas significa que ele não sancionou ou aprovou o comportamento de seus filhos; em vez disso, em seu coração, ele estava frustrado com o comportamento deles e os condenou. Ele havia concluído que o comportamento de seus filhos e filhas não era agradável a Deus Jeová, e assim ele frequentemente os chamava para ir diante de Deus Jeová e confessar seus pecados. As ações de Jó nos mostram um outro lado de sua humanidade, uma em que ele nunca andou com aqueles que muitas vezes pecavam e ofendiam a Deus, mas, ao invés disso, se desviava deles e os evitava. Mesmo que essas pessoas fossem seus filhos e filhas, ele não abandonou seus próprios princípios de conduta porque eles eram seus próprios parentes, nem cedeu aos pecados deles por causa de seus próprios sentimentos. Antes, ele os incitou a confessar e ganhar a tolerância de Deus Jeová, e ele os advertiu a não abandonar a Deus por causa de seu próprio prazer ganancioso. Os princípios de como Jó tratava os outros são inseparáveis dos princípios de seu temor a Deus e do afastamento do mal. Ele amava aquilo que era aceito por Deus e abominava aquilo que repelia Deus; ele amava aqueles que temiam a Deus em seu coração e abominava os que cometiam o mal ou pecavam contra Deus. Tal amor e abominação foram demonstrados em sua vida cotidiana, e foi a própria retidão de Jó vista pelos olhos de Deus. Naturalmente, essa é também a expressão e a vivência da verdadeira humanidade de Jó em suas relações com os outros em sua vida diária, sobre as quais devemos aprender.

Extraído de ‘A obra de Deus, o caráter de Deus e o Próprio Deus II’ em “A Palavra manifesta em carne”

Palavras diárias de Deus Trecho 50

As manifestações da humanidade de Jó durante suas provações (entendendo a perfeição de Jó, a retidão, o temor a Deus e o se desviar do mal durante suas provações)

Quando Jó soube que sua propriedade havia sido roubada, que seus filhos e filhas haviam perdido a vida e que seus servos haviam sido mortos, ele reagiu da seguinte maneira: “Então Jó se levantou, rasgou o seu manto, rapou a sua cabeça e, lançando-se em terra, adorou” (Jó 1:20). Essas palavras nos dizem um fato: depois de ouvir essa notícia, Jó não ficou em pânico, não chorou, nem culpou os criados que lhe haviam dado a notícia, muito menos inspecionou a cena do crime para investigar e verificar os detalhes e descobrir o que acontecera. Ele não demonstrou nenhuma dor ou arrependimento pela perda de suas posses, nem se desmanchou em lágrimas devido à perda de seus filhos e de seus entes queridos. Pelo contrário, ele rasgou o seu manto e rapou a cabeça, lançou-se em terra e adorou. As ações de Jó são diferentes das de qualquer homem comum. Elas confundem muitas pessoas e as fazem repreender Jó no seu coração por seu “sangue-frio”. Com a súbita perda de seus bens, as pessoas normais pareceriam ter o coração partido, ou desesperadas — ou, no caso de algumas pessoas, elas poderiam cair em depressão profunda. Isso porque, em seu coração, a propriedade das pessoas representa uma vida inteira de esforço — é aquilo de que depende sua sobrevivência, é a esperança que as mantém vivas; a perda de sua propriedade significa que seus esforços foram em vão, que estão sem esperança e até mesmo que não têm futuro. Essa é a atitude de qualquer pessoa normal em relação a sua propriedade e o relacionamento próximo que ela tem com ela, e essa é também a importância da propriedade aos olhos das pessoas. Como tal, a grande maioria das pessoas se sente confusa pela atitude indiferente de Jó em relação à perda de sua propriedade. Hoje, vamos dissipar a confusão que todas essas pessoas sentiram, explicando o que estava acontecendo no coração de Jó.

O senso comum diz que, tendo recebido tão abundantes bens de Deus, Jó deveria se sentir envergonhado diante de Deus por perder esses bens, pois não cuidara deles nem cuidara deles, não tinha guardado os bens dados a eles por Deus. Assim, quando ele soube que sua propriedade tinha sido roubada, sua primeira reação deveria ter sido ir ao local do crime, fazer um inventário de tudo o que tinha sido perdido e, então, confessar a Deus para que ele pudesse mais uma vez receber as bênçãos de Deus. Jó, no entanto, não fez isso, e, naturalmente, ele tinha suas próprias razões para não fazê-lo. Em seu coração, Jó acreditava profundamente que tudo o que possuía lhe havia sido concedido por Deus e não era produto de seu próprio trabalho. Assim, ele não viu essas bênçãos como algo a ser capitalizado, mas, em vez disso, fundamentou os princípios de sua sobrevivência apegando-se com toda a sua força ao caminho que devia ser defendido. Ele apreciava as bênçãos de Deus e dava graças por elas, mas não estava enamorado pelas bênçãos nem buscava mais delas. Tal era sua atitude em relação à propriedade. Ele não fez nada para obter bênçãos, nem se preocupou nem se sentiu magoado pela falta ou perda das bênçãos de Deus; ele também não se tornou feliz descontrolada e delirantemente por causa das bênçãos de Deus, nem ignorou o caminho de Deus, nem esqueceu a graça de Deus por causa das bênçãos que ele frequentemente desfrutava. A atitude de Jó em relação a sua propriedade revela às pessoas sua verdadeira humanidade: em primeiro lugar, Jó não era um homem ganancioso e era pouco exigente em sua vida material. Em segundo lugar, Jó nunca se preocupou ou temeu que Deus tirasse tudo o que ele tinha, que era sua atitude de obediência a Deus em seu coração; isto é, ele não tinha exigências ou reclamações sobre quando ou se Deus tomaria dele, e não perguntou o motivo, mas apenas procurou obedecer aos arranjos de Deus. Em terceiro lugar, ele nunca acreditou que seus bens vieram de seu próprio labor, mas que foram concedidos a ele por Deus. Essa foi a fé de Jó em Deus e é uma indicação de sua convicção. A humanidade de Jó e sua verdadeira busca diária são esclarecidas nesse resumo de três pontos sobre ele? A humanidade e a busca de Jó foram integrais para sua conduta calma quando confrontado com a perda de sua propriedade. Foi exatamente por causa de sua busca diária que Jó teve a estatura e a convicção de dizer: “Jeová deu, e Jeová tirou; bendito seja o nome de Jeová”, durante as provações de Deus. Essas palavras não foram ganhas da noite para o dia, nem apenas apareceram na cabeça de Jó. Foram o que ele tinha visto e adquirido durante muitos anos de experiência de vida. Comparado com todos aqueles que apenas buscam as bênçãos de Deus e que temem que Deus tome deles, que odeiam e se queixam disso, a obediência de Jó não é muito real? Comparado a todos aqueles que creem que há um Deus, mas que nunca creram que Deus governa sobre todas as coisas, Jó não possui grande honestidade e retidão?

A racionalidade de Jó

As experiências reais de Jó e sua humanidade justa e honesta significavam que ele fez o juízo e as escolhas mais racionais quando perdeu seus bens e seus filhos. Tais escolhas racionais eram inseparáveis de suas buscas diárias e dos feitos de Deus que ele conhecera em seu dia a dia. A honestidade de Jó o fez capaz de acreditar que a mão de Jeová governa sobre todas as coisas; sua crença permitiu que ele conhecesse o fato da soberania de Deus Jeová sobre todas as coisas; seu conhecimento o tornou disposto e capaz de obedecer à soberania e aos arranjos de Deus Jeová; sua obediência permitiu que ele fosse cada vez mais verdadeiro em seu temor a Deus Jeová; seu medo tornou-o cada vez mais real em se desviar do mal; no final das contas, Jó tornou-se perfeito porque temia a Deus e se desviava do mal; sua perfeição o tornou sábio e deu a ele a máxima racionalidade.

Como devemos compreender essa palavra “racional”? Uma interpretação literal é que significa ter bom senso, ser lógico e sensato no pensamento, ter fala, ações e juízos sadios e possuir padrões morais sólidos e regulares. No entanto, a racionalidade de Jó não é tão facilmente explicada. Quando se diz aqui que Jó possuía a máxima racionalidade, isso é dito em conexão com sua humanidade e sua conduta diante de Deus. Porque Jó era honesto, ele era capaz de acreditar e obedecer a soberania de Deus, o que lhe dava um conhecimento que não podia ser obtido pelos outros, e esse conhecimento o capacitou a discernir, julgar e definir com mais exatidão aquilo que aconteceu com ele e permitiu-lhe escolher de forma mais precisa e perspicaz o que fazer e a que se apegar. Isso quer dizer que suas palavras, comportamento, os princípios por trás de suas ações e o código pelo qual ele agiu eram regulares, claros e específicos, e não eram cegos, impulsivos ou emocionais. Ele sabia como tratar o que quer que acontecesse com ele, ele sabia como equilibrar e lidar com as relações entre os eventos complexos, ele sabia como se apegar ao caminho que deveria se apegar, e, além disso, ele sabia como tratar a questão de Deus Jeová dar e tomar. Essa era a própria racionalidade de Jó. Foi exatamente porque Jó estava equipado com tal racionalidade que ele disse, “Jeová deu, e Jeová tirou; bendito seja o nome de Jeová”, quando perdeu seus bens e seus filhos e filhas.

Extraído de ‘A obra de Deus, o caráter de Deus e o Próprio Deus II’ em “A Palavra manifesta em carne”

Palavras diárias de Deus Trecho 51

A verdadeira face de Jó: verdadeiro, puro e sem falsidade

Vamos ler Jó 2:7-8: “Saiu, pois, Satanás da presença de Jeová, e feriu Jó de úlceras malignas, desde a planta do pé até o alto da cabeça. E Jó, tomando um caco para com ele se raspar, sentou-se no meio da cinza”. Essa é uma descrição da conduta de Jó quando tumores malignos surgiram em seu corpo. Nesse momento, Jó sentou-se nas cinzas enquanto suportava a dor. Ninguém o tratou e ninguém o ajudou a diminuir a dor de seu corpo; em vez disso, ele usou um caco para raspar a superfície dos tumores malignos. Superficialmente, essa foi apenas uma etapa no tormento de Jó e não tem qualquer relação com sua humanidade e temor a Deus, pois Jó não falou palavras para expressar seu humor e opiniões nesse momento. No entanto, as ações de Jó e sua conduta ainda são uma expressão verdadeira de sua humanidade. No registro do capítulo anterior, lemos que Jó era o maior de todos os homens do Oriente. Essa passagem do segundo capítulo, enquanto isso, mostra-nos que esse grande homem do oriente realmente pegou um caco para se raspar enquanto estava sentado entre as cinzas. Não há um contraste óbvio entre essas duas descrições? É um contraste que nos mostra o verdadeiro eu de Jó: apesar de sua posição de prestígio e status, ele nunca amou nem prestou atenção a essas coisas; ele não se importava como os outros viam sua posição, nem se preocupava se suas ações ou conduta teriam algum efeito negativo em sua posição; ele não se entregou às bênçãos do status, nem desfrutou da glória que veio com o status e a posição. Ele só se importava com seu valor e o significado de sua vida aos olhos de Deus Jeová. O verdadeiro eu de Jó era sua própria substância: ele não amava a fama e a fortuna e não vivia para a fama e a fortuna; ele era verdadeiro e puro e sem falsidade.

A separação do amor e ódio em Jó

Outro lado da humanidade de Jó é demonstrado neste diálogo entre ele e sua esposa: “Então sua mulher lhe disse: Ainda reténs a tua integridade? Blasfema de Deus, e morre. Mas ele lhe disse: Como fala qualquer doida, assim falas tu; receberemos de Deus o bem, e não receberemos o mal?” (Jó 2:9-10). Vendo o tormento que sofria, a esposa de Jó tentou dar-lhe conselhos para ajudá-lo a escapar de seu tormento — mas suaas “boas intenções” não obtiveram a aprovação de Jó; ao contrário, despertaram sua ira, pois ela negou sua fé e obediência a Deus Jeová, e também negou a existência de Deus Jeová. Isso foi intolerável para Jó, pois ele nunca se permitiu fazer nada que opusesse ou ferisse a Deus, para não falar dos outros. Como ele poderia permanecer indiferente quando viu outros falarem palavras que blasfemavam e insultavam a Deus? Assim, ele chamou sua esposa de “mulher doida”. A atitude de Jó para com sua esposa era de raiva e ódio, bem como de reprovação e repreensão. Essa era a expressão natural da humanidade de Jó — diferenciar entre amor e ódio — e era uma verdadeira representação de sua humanidade correta. Jó possuía um senso de justiça — que o fazia odiar os ventos e as marés da iniquidade, abominava, condenava e rejeitava heresias absurdas, argumentos ridículos e afirmações ridículas, e permitia que ele se mantivesse fiel aos seus próprios e corretos princípios e postura quando ele foi rejeitado pelas massas e abandonado por aqueles que estavam perto dele.

A bondade e a sinceridade de Jó

Já que, da conduta de Jó, somos capazes de ver a expressão de vários aspectos de sua humanidade, o que vemos da humanidade de Jó quando ele abriu a boca para amaldiçoar o dia de seu nascimento? Esse é o tema que compartilharemos abaixo.

Acima, falei das origens de Jó amaldiçoar o dia do seu nascimento. O que vocês veem nisso? Se Jó fosse de coração duro e sem amor, se ele fosse frio, sem emoção e desprovido de humanidade, ele poderia ter se importado com o desejo do coração de Deus? Ele poderia ter desprezado o dia do seu próprio nascimento porque ele se importava com o coração de Deus? Em outras palavras, se Jó fosse duro de coração e desprovido de humanidade, ele poderia ter se angustiado pela dor de Deus? Poderia ele ter amaldiçoado o dia do seu nascimento porque Deus tinha sido magoado por ele? A resposta é absolutamente não! Por ser bondoso, Jó se preocupava com o coração de Deus; porque ele se importava com o coração de Deus, Jó sentiu a dor de Deus; porque ele era bondoso, ele sofreu um tormento maior como resultado de sentir a dor de Deus; porque ele sentiu a dor de Deus, ele começou a abominar o dia do seu nascimento, e assim amaldiçoou o dia do seu nascimento. Para os de fora, toda a conduta de Jó durante suas provações é exemplar. Apenas o amaldiçoar do dia de seu nascimento pinta um ponto de interrogação acima de sua perfeição e retidão ou fornece uma avaliação diferente. De fato, essa foi a expressão mais verdadeira da substância da humanidade de Jó. A substância de sua humanidade não estava oculta, nem embalada, nem corrigida por outra pessoa. Quando ele amaldiçoou o dia de seu nascimento, ele demonstrou a bondade e a sinceridade no fundo de seu coração; ele era como uma nascente cujas águas são tão claras e transparentes que revelam seu fundo.

Tendo aprendido tudo isso sobre Jó, a maioria das pessoas, sem dúvida, terá uma avaliação bastante precisa e objetiva da substância da humanidade de Jó. Elas também devem ter uma compreensão e apreciação profunda, prática, e mais avançada da perfeição e retidão de Jó mencionadas por Deus. Espera-se que essa compreensão e apreciação ajudem as pessoas a tomar o caminho de temer a Deus e se desviar do mal.

Extraído de ‘A obra de Deus, o caráter de Deus e o Próprio Deus II’ em “A Palavra manifesta em carne”

Palavras diárias de Deus Trecho 52

A relação entre a consignação que Deus faz de Jó a Satanás e os objetivos da obra de Deus

Embora a maioria das pessoas reconheça que Jó era perfeito e reto, que temia a Deus e se desviava do mal, esse reconhecimento não lhes dá uma compreensão maior da intenção de Deus. Ao mesmo tempo que invejam a humanidade e a busca de Jó, elas fazem a seguinte pergunta a Deus: Jó era tão perfeito e reto, as pessoas o adoram tanto, então, por que Deus o entregou a Satanás e o sujeitou a tanto tormento? Tais questões estão fadadas a existir no coração de muitas pessoas — ou melhor, essa dúvida é a questão no coração de muitas pessoas. Uma vez que isso confundiu tantas pessoas, devemos expor essa questão e explicá-la adequadamente.

Tudo o que Deus faz é necessário, e possui um significado extraordinário, pois tudo o que Ele faz no homem diz respeito ao Seu gerenciamento e a salvação da humanidade. Naturalmente, a obra que Deus fez em Jó não é diferente, apesar de Jó ser perfeito e reto aos olhos de Deus. Em outras palavras, independentemente do que Deus faz ou dos meios pelos quais Ele o faz, independentemente do custo, independentemente do Seu objetivo, o propósito de Suas ações não muda. Seu propósito é operar as palavras de Deus no homem, como também os requisitos e a vontade de Deus para o homem; em outras palavras, é operar no homem tudo o que Deus acredita ser positivo de acordo com Seus passos, capacitando o homem a entender o coração de Deus e compreender a substância de Deus, permitindo ao homem obedecer à soberania e aos arranjos de Deus, permitindo assim que o homem alcance o temor de Deus e evite o mal — tudo isso é um aspecto do propósito de Deus em tudo que Ele faz. O outro aspecto é que, porque Satanás é o contraste e objeto de serviço na obra de Deus, o homem é frequentemente entregue a Satanás; esse é o meio que Deus usa para permitir que as pessoas vejam nas tentações e nos ataques de Satanás a maldade, a fealdade e o desprezo de Satanás, fazendo com que as pessoas odeiem Satanás e sejam capazes de conhecer e reconhecer o que é negativo. Esse processo permite que elas gradualmente se libertem do controle de Satanás e das acusações, interferência e ataques — até que, graças às palavras de Deus, seu conhecimento e obediência a Deus, e sua fé em Deus e temor Dele triunfem sobre os ataques e as acusações de Satanás; somente então elas serão completamente libertas do império de Satanás. A libertação das pessoas significa que Satanás foi derrotado, significa que elas não são mais o alimento na boca de Satanás — em vez de engoli-las, Satanás renunciou a elas. Isso ocorre porque tais pessoas são retas, porque elas têm fé, obediência e temor a Deus, e porque elas rompem completamente com Satanás. Elas envergonham a Satanás, fazem de Satanás um covarde e derrotam completamente a Satanás. A convicção delas em seguir a Deus e obediência e temor a Deus derrotam Satanás e fazem com que Satanás desista completamente delas. Somente pessoas como essas foram verdadeiramente ganhas por Deus, e esse é o objetivo final de Deus ao salvar o homem. Se desejam ser salvos, e desejam ser completamente ganhos por Deus, então todos aqueles que seguem a Deus devem enfrentar tentações e ataques tanto grandes como pequenos da parte de Satanás. Aqueles que emergem dessas tentações e ataques são capazes de derrotar completamente Satanás são aqueles que foram salvos por Deus. Isso significa que aqueles que foram salvos para Deus são aqueles que passaram pelas provações de Deus e que foram tentados e atacados por Satanás por um número incontável de vezes. Aqueles que foram salvos para Deus entendem a vontade e os requisitos de Deus, e são capazes de concordar com a soberania e os arranjos de Deus, e não abandonam o caminho de temer a Deus e evitar o mal em meio às tentações de Satanás. Aqueles que são salvos para Deus possuem honestidade, são bondosos, diferenciam entre amor e ódio, têm senso de justiça e são racionais, e são capazes de se preocupar com Deus e valorizar tudo o que é de Deus. Tais pessoas não são amarradas, espiadas, acusadas ou abusadas por Satanás; elas estão completamente livres, elas foram completamente liberadas e libertadas. Jó era tal homem de liberdade, e esse é exatamente o significado de por que Deus o entregou a Satanás.

Jó foi abusado por Satanás, mas ele também ganhou liberdade eterna e libertação, e ele ganhou o direito de nunca mais ser submetido à corrupção, abuso e acusações de Satanás, em vez de viver à luz do semblante de Deus de forma livre e desimpedido, e viver entre as bênçãos de Deus dadas a ele. Ninguém poderia tirar, destruir ou se apossar desse direito. Foi dado a Jó em recompensa por sua fé, determinação e obediência e temor a Deus; Jó pagou o preço de sua vida para ganhar alegria e felicidade na terra e para ganhar os direitos e direito de posse, como ordenado pelo Céu e reconhecido pela terra, de adorar o Criador sem interferência como uma verdadeira criatura de Deus na terra. Essa também foi a maior consequência das tentações sofridas por Jó.

Quando as pessoas ainda precisam ser salvas, suas vidas são frequentemente perturbadas e até mesmo controladas por Satanás. Em outras palavras, pessoas que não foram salvas são prisioneiras de Satanás, elas não têm liberdade, elas não foram renunciadas por Satanás, elas não estão qualificadas ou têm o direito de adorar a Deus, e elas são perseguidas de perto e violentamente atacadas por Satanás. Essas pessoas não têm felicidade de que falar, não têm direito a uma existência normal de que falar e, além disso, não têm dignidade de que falar. Somente se você se levantar e lutar contra Satanás, usando sua fé em Deus e obediência e temor a Deus como armas para lutar uma batalha de vida ou morte com Satanás, de modo que você derrote completamente a Satanás e o faça se retirar e virar um covarde sempre que o vir, de modo que ele abandone completamente seus ataques e acusações contra você — somente então você será salvo e liberto. Se você está determinado a romper totalmente com Satanás, mas não está equipado com as armas que o ajudarão a derrotar Satanás, então você ainda estará em perigo; conforme o tempo passa, quando você tiver sido tão torturado por Satanás que não haja uma gota de força em você, no entanto, você ainda não for capaz de dar testemunho, ainda não se libertou completamente das acusações e ataques de Satanás contra você, então você terá pouca esperança de salvação. No final, quando a conclusão da obra de Deus for proclamada, você ainda estará nas garras de Satanás, incapaz de se libertar, e assim você nunca terá uma chance ou esperança. A implicação, então, é que tais pessoas estarão completamente no cativeiro de Satanás.

Extraído de ‘A obra de Deus, o caráter de Deus e o Próprio Deus II’ em “A Palavra manifesta em carne”

Palavras diárias de Deus Trecho 53

Aceite as provas de Deus, supere as tentações de Satanás e permita que Deus ganhe todo o seu ser

Durante a obra da provisão permanente e apoio ao homem de Deus, Ele conta a totalidade de Sua vontade e exigências para o homem, e mostra Seus feitos, caráter e o que Ele tem e é para o homem. O objetivo é equipar o homem com estatura e permitir que o homem ganhe várias verdades de Deus enquanto O segue — verdades que são as armas dadas ao homem por Deus para combater Satanás. Equipado dessa forma, o homem deve encarar as provas de Deus. Deus tem muitos meios e caminhos para provar o homem, mas cada um deles requer a “cooperação” do inimigo de Deus: Satanás. Isto é, tendo dado ao homem as armas com as quais batalhar contra Satanás, Deus entrega o homem a Satanás e permite que Satanás “teste” a estatura do homem. Se o homem conseguir escapar das formações de batalha de Satanás, se ele puder escapar do cerco de Satanás e ainda viver, então o homem terá passado no teste. Mas se o homem não conseguir sair das formações de batalha de Satanás e se submeter a Satanás, então ele não terá passado no teste. Qualquer que seja o aspecto do homem que Deus examina, os critérios para Seu exame são se o homem permanece firme ou não em seu testemunho quando atacado por Satanás, e se ele abandonou a Deus e se rendeu e se submeteu a Satanás enquanto estava enlaçado por Satanás. Pode-se dizer que se o homem pode ou não ser salvo depende de se ele pode vencer e derrotar Satanás, e se ele pode ou não ganhar a liberdade depende de se ele é capaz de erguer, sozinho, as armas que lhe são dadas por Deus para vencer o cativeiro de Satanás, fazendo Satanás abandonar completamente a esperança e deixá-lo em paz. Se Satanás abandona a esperança e renuncia a alguém, isso significa que Satanás nunca mais tentará tirar essa pessoa de Deus, nunca mais acusará e interferirá nessa pessoa, nunca mais torturá-la ou atacá-la sem motivo; somente alguém assim terá verdadeiramente sido ganho por Deus. Esse é todo o processo pelo qual Deus ganha pessoas.

A advertência e o esclarecimento oferecidos às gerações posteriores pelo testemunho de Jó

Ao mesmo tempo em que compreendem o processo pelo qual Deus ganha completamente alguém, as pessoas também compreenderão os objetivos e o significado da consignação de Jó a Satanás por Deus. As pessoas não são mais perturbadas pelo tormento de Jó e têm uma nova apreciação de seu significado. Elas não mais se preocupam se elas mesmas serão submetidos à mesma tentação de Jó e não mais se oporão ou rejeitarão a vinda das provações de Deus. A fé, a obediência e o testemunho de Jó para vencer Satanás têm sido uma fonte de grande ajuda e encorajamento para as pessoas. Em Jó, elas veem a esperança de sua própria salvação e veem que, pela fé, obediência e temor a Deus, é inteiramente possível derrotar Satanás e prevalecer sobre Satanás. Elas veem que, desde que concordem com a soberania e arranjos de Deus e desde que e possuam a determinação e fé de não abandonar a Deus depois de terem perdido tudo, então elas podem envergonhar e derrotar Satanás, e veem que precisam somente possuir a determinação e perseverança para permanecer firmes em seu testemunho — mesmo que isso signifique perder a vida — para que Satanás seja intimidado e bata rapidamente em retirada. O testemunho de Jó é uma advertência às gerações posteriores, e essa advertência diz-lhes que, se não derrotarem a Satanás, nunca poderão livrar-se das acusações e da interferência de Satanás, nem poderão escapar do abuso e dos ataques de Satanás. O testemunho de Jó esclareceu as gerações posteriores. Esse esclarecimento ensina às pessoas que, somente se elas forem perfeitas e corretas, serão capazes de temer a Deus e se desviar do mal; ensina-lhes que, somente se eles temerem a Deus e se desviarem do mal, elas poderão dar testemunho forte e retumbante de Deus; somente se derem um testemunho forte e retumbante de Deus, nunca poderão ser controlados por Satanás e viver sob a orientação e proteção de Deus — somente então terão sido verdadeiramente salvas. A personalidade de Jó e a busca de sua vida devem ser imitadas por todos que buscam a salvação. Aquilo que ele viveu durante toda sua vida e sua conduta durante suas provações é um tesouro precioso para todos aqueles que buscam o caminho de temer a Deus e evitar o mal.

O testemunho de Jó traz conforto a Deus

Se Eu lhes disser agora que Jó é um homem amável, vocês podem não ser capazes de apreciar o significado dentro dessas palavras, e podem não ser capazes de compreender o sentimento por trás do porquê de Eu ter falado todas essas coisas; mas espere até o dia em que vocês tenham experimentado provações iguais ou parecidas com as de Jó, quando vocês tiverem passado por adversidades, quando vocês passarem por provações pessoalmente arranjadas para vocês por Deus, quando você der tudo de si e aguentar humilhações e dificuldades, a fim de prevalecer sobre Satanás e dar testemunho de Deus em meio às tentações — então você poderá apreciar o significado dessas palavras que Eu falo. Naquele momento, você sentirá que é muito inferior a Jó, sentirá quão adorável Jó é e que é digno de imitação; quando chegar a hora, você perceberá como aquelas palavras clássicas faladas por Jó são importantes para quem é corrupto e quem vive nestes tempos e você perceberá como é difícil para as pessoas de hoje alcançar o que foi alcançado por Jó. Quando você sentir que é difícil, você apreciará quão ansioso e preocupado está o coração de Deus, você apreciará quão alto é o preço pago por Deus para ganhar tais pessoas, e quão precioso é aquilo que Deus faz e despende pela humanidade. Agora que vocês ouviram essas palavras, vocês têm uma compreensão precisa e uma avaliação correta de Jó? Aos seus olhos, Jó era um homem verdadeiramente perfeito e reto que temia a Deus e se desviava do mal? Eu acredito que a maioria das pessoas certamente dirão: sim. Pois os fatos do que Jó agiu e revelou são inegáveis por qualquer homem ou por Satanás. São a prova mais poderosa do triunfo de Jó sobre Satanás. Essa prova foi produzida em Jó e foi o primeiro testemunho recebido por Deus. Assim, quando Jó triunfou nas tentações de Satanás e deu testemunho de Deus, Deus viu a esperança em Jó e Seu coração foi consolado por Jó. Desde o tempo da criação até o tempo de Jó, essa foi a primeira vez que Deus realmente experimentou o que era conforto, e o que significava ser consolado pelo homem. Foi a primeira vez que Ele viu, e ganhou, o verdadeiro testemunho que foi dado a Ele.

Extraído de ‘A obra de Deus, o caráter de Deus e o Próprio Deus II’ em “A Palavra manifesta em carne”

Palavras diárias de Deus Trecho 54

Jó ouve falar de Deus pela audição do ouvido

Jó 9:11 Eis que Ele passa junto a mim, e, não O vejo; sim, vai passando adiante, mas não O percebo.

Jó 23:8-9 Eis que vou adiante, mas não está ali; volto para trás, e não O percebo; procuro-O à esquerda, onde Ele opera, mas não O vejo; viro-me para a direita, e não O diviso.

Jó 42:2-6 Bem sei eu que tudo podes, e que nenhum dos Teus propósitos pode ser impedido. Quem é este que sem conhecimento obscurece o conselho? por isso falei do que não entendia; coisas que para mim eram demasiado maravilhosas, e que eu não conhecia. Ouve, pois, e eu falarei; eu Te perguntarei, e Tu me responderas. Com os ouvidos eu ouvira falar de Ti; mas agora Te veem os meus olhos. Pelo que me abomino, e me arrependo no pó e na cinza.

Embora Deus não tenha Se revelado a Jó, Jó acredita na soberania de Deus

Qual é o enfoque dessas palavras? Algum de vocês percebeu que há um fato aqui? Primeiro, como Jó sabia que há um Deus? Como, então, ele sabia que os céus e a terra e todas as coisas são governadas por Deus? Há uma passagem que responde a essas duas perguntas: “Com os ouvidos eu ouvira falar de Ti; mas agora Te veem os meus olhos. Pelo que me abomino, e me arrependo no pó e na cinza” (Jó 42:5-6). Com essas palavras, aprendemos que, em vez de ter visto Deus com seus próprios olhos, Jó havia aprendido sobre Deus a partir da lenda. Foi nessas circunstâncias que ele começou a trilhar a senda de seguir a Deus, depois do que ele confirmou a existência de Deus em sua vida e entre todas as coisas. Há um fato inegável aqui — qual é esse fato? Apesar de ser capaz de seguir o caminho de temer a Deus e se desviar do mal, Jó nunca tinha visto a Deus. Nisso, ele não era igual às pessoas de hoje? Jó nunca tinha visto Deus, a implicação disso é que, embora ele tivesse ouvido falar de Deus, ele não sabia onde Deus estava, ou como Deus era, ou o que Deus estava fazendo. Todos esses são fatores subjetivos; objetivamente falando, embora ele seguisse a Deus, Deus nunca aparecera para ele ou falara com ele. Isso não é um fato? Embora Deus não tivesse falado com Jó nem lhe dado quaisquer ordens, Jó tinha visto a existência de Deus e contemplado Sua soberania entre todas as coisas e nas lendas pelas quais Jó tinha ouvido falar de Deus pela audição do ouvido, após o qual ele começou a vida de temer a Deus e se desviar do mal. Tais foram as origens e o processo pelo qual Jó seguiu a Deus. Mas não importa o quanto ele temesse a Deus e se desviasse do mal, não importa como ele se mantivesse firme em sua integridade, ainda assim Deus nunca apareceu para ele. Vamos ler esta passagem. Ele disse: “Eis que Ele passa junto a mim, e, não O vejo; sim, vai passando adiante, mas não O percebo” (Jó 9:11). O que essas palavras estão dizendo é que Jó pode ter sentido Deus ao seu redor ou não — mas nunca foi capaz de ver a Deus. Houve momentos em que ele imaginou Deus passando diante dele, ou agindo, ou guiando o homem, mas ele nunca soube. Deus vem sobre o homem quando ele não está esperando; o homem não sabe quando Deus vem sobre ele, ou onde Ele vem sobre ele, porque o homem não pode ver Deus, e assim, para o homem, Deus está escondido dele.

A fé de Jó em Deus não é abalada pelo fato de Deus estar escondido dele

Na seguinte passagem das Escrituras, Jó diz: “Eis que vou adiante, mas não está ali; volto para trás, e não O percebo; procuro-O à esquerda, onde Ele opera, mas não O vejo; viro-me para a direita, e não O diviso” (Jó 23:8-9). Nesse registro, aprendemos que, nas experiências de Jó, Deus esteve oculto para ele por todo o tempo; Deus não tinha aparecido abertamente para ele, nem falado abertamente nenhuma palavra para ele, mas em seu coração Jó estava confiante da existência de Deus. Ele sempre acreditou que Deus poderia estar caminhando diante dele, ou poderia estar agindo ao seu lado, e que, embora ele não pudesse ver Deus, Deus estava ao lado dele governando tudo a respeito dele. Jó nunca tinha visto Deus, mas ele foi capaz de permanecer fiel à sua fé, que nenhuma outra pessoa foi capaz de fazer. Por que outras pessoas não puderam fazer isso? Porque Deus não falou com Jó nem apareceu a ele, e se ele não tivesse realmente crido, ele não poderia ter continuado nem poderia ter se apegado ao caminho de temer a Deus e evitar o mal. Não é verdade? Como você se sente quando lê Jó dizendo essas palavras? Você acha que a perfeição e retidão de Jó e sua justiça diante de Deus são verdadeiras e não um exagero da parte de Deus? Embora Deus tenha tratado Jó da mesma forma que às outras pessoas e não aparecesse nem falasse com ele, Jó ainda mantinha firme sua integridade, ainda acreditava na soberania de Deus e, além disso, frequentemente oferecia holocaustos e orava diante de Deus como um resultado de seu temor de ofender a Deus. Na capacidade de Jó de temer a Deus sem ter visto a Deus, vemos o quanto ele amava coisas positivas e quão firme e real era sua fé. Ele não negou a existência de Deus porque Deus estava escondido dele, nem perdeu sua fé e abandonou a Deus porque nunca O havia visto. Em vez disso, em meio à obra oculta de Deus de governar todas as coisas, ele percebeu a existência de Deus e sentiu a soberania e o poder de Deus. Ele não desistiu de ser justo porque Deus estava oculto, nem abandonou o caminho de temer a Deus e se desviar do mal porque Deus nunca lhe aparecera. Jó nunca pedira que Deus lhe aparecesse abertamente para provar Sua existência, pois já havia contemplado a soberania de Deus entre todas as coisas e acreditava ter ganhado as bênçãos e graças que os outros não haviam ganhado. Embora Deus permanecesse oculto para ele, a fé de Jó em Deus nunca foi abalada. Assim, ele colheu o que ninguém mais tinha: a aprovação de Deus e a bênção de Deus.

Extraído de ‘A obra de Deus, o caráter de Deus e o Próprio Deus II’ em “A Palavra manifesta em carne”

Palavras diárias de Deus Trecho 55

Jó abençoa o nome de Deus e não pensa em bênçãos ou desastre

Há um fato que nunca é mencionado nas histórias das Escrituras de Jó, e esse fato será nosso foco hoje. Embora Jó nunca tivesse visto Deus ou ouvido as palavras de Deus com seus próprios ouvidos, Deus tinha um lugar no coração de Jó. Qual era a atitude de Jó para com Deus? Era, como mencionado anteriormente, “bendito seja o nome de Jeová”. Sua bendição ao nome de Deus era incondicional, independentemente do contexto e ligada a nenhuma razão. Vemos que Jó havia entregado seu coração a Deus, permitindo que ele fosse controlado por Deus; tudo o que ele pensava, tudo o que ele decidia, e tudo o que ele planejava em seu coração estava aberto a Deus e não impedido de Deus. Seu coração não estava em oposição a Deus, e ele nunca pedira a Deus para fazer qualquer coisa por ele ou dar-lhe qualquer coisa, e ele não abrigava desejos extravagantes de que ele iria ganhar qualquer coisa com base em sua adoração a Deus. Jó não falava de barganhas com Deus e não fazia pedidos ou exigências a Deus. Seu louvor ao nome de Deus era por causa do grande poder e autoridade de Deus em governar todas as coisas, e não dependia de se ele recebesse bênçãos ou fosse atingido por um desastre. Ele acreditava que, independentemente de Deus abençoar as pessoas ou trazer desastre sobre elas, o poder e a autoridade de Deus não mudarão e, portanto, independentemente das circunstâncias de uma pessoa, o nome de Deus deve ser louvado. O fato de o homem ser abençoado por Deus é por causa da soberania de Deus, e quando o desastre acontece ao homem, também é por causa da soberania de Deus. O poder e a autoridade de Deus governam e arranjam tudo concernente ao homem; os caprichos da sorte do homem são a manifestação do poder e autoridade de Deus e, independentemente do ponto de vista da pessoa, o nome de Deus deve ser louvado. Foi isso que Jó experimentou e conheceu durante os anos de sua vida. Todos os pensamentos e ações de Jó alcançaram os ouvidos de Deus e chegaram diante de Deus e foram vistos como importantes por Deus. Deus apreciou esse conhecimento de Jó e valorizou Jó por ter tal coração. Esse coração aguardava a ordem de Deus sempre, e em todos os lugares e, não importava a hora ou o lugar, recebia de bom grado o que quer que acontecesse com ele. Jó não fez exigências a Deus. O que ele exigia de si mesmo era esperar, aceitar, encarar e obedecer a todos os arranjos que vieram de Deus; Jó acreditava que esse era seu dever, e era exatamente o que era desejado por Deus. Jó nunca tinha visto Deus, nem O ouvido falar qualquer palavra, emitir qualquer ordem, dar ensinamentos ou instruí-lo de qualquer coisa. Nas palavras de hoje, para ele ser capaz de possuir tal conhecimento e atitude para com Deus quando Deus não lhe deu nenhum esclarecimento, orientação ou provisão com respeito à verdade — isso era precioso, e que ele demonstrasse tais coisas era o suficiente para Deus, e seu testemunho foi elogiado e estimado por Deus. Jó nunca tinha visto Deus ou ouvido Deus pessoalmente proferir quaisquer ensinamentos para ele, mas, para Deus, seu coração e ele mesmo eram muito mais preciosos do que aquelas pessoas que, diante de Deus, só podiam falar em termos de teoria profunda, que só podiam se gabar e falar em oferecer sacrifícios, mas que nunca tiveram um verdadeiro conhecimento de Deus e nunca verdadeiramente temeram a Deus. Pois o coração de Jó era puro e não oculto a Deus, e sua humanidade era honesta e bondosa, e ele amava a justiça e aquilo que era positivo. Somente um homem assim, possuidor de tal coração e humanidade, era capaz de seguir o caminho de Deus e capaz de temer a Deus e se desviar do mal. Tal homem podia ver a soberania de Deus, podia ver Sua autoridade e poder, e era capaz de alcançar obediência à Sua soberania e arranjos. Apenas um homem como esse poderia realmente louvar o nome de Deus. Isso era porque ele não olhava se Deus o abençoaria ou traria um desastre, porque ele sabia que tudo é controlado pela mão de Deus, e que o homem se preocupar é um sinal de tolice, ignorância e irracionalidade, de dúvida do fato da soberania de Deus sobre todas as coisas e de não temer a Deus. O conhecimento de Jó era exatamente o que Deus queria. Então, Jó tinha um maior conhecimento teórico de Deus do que vocês? Porque a obra e as declarações de Deus naquela época eram poucos, não era fácil obter o conhecimento de Deus. Tal realização de Jó foi algo notável. Ele não tinha experimentado a obra de Deus, nem alguma vez havia ouvido Deus falar, nem visto a face de Deus. O fato de ter sido capaz de ter tal atitude para com Deus foi inteiramente o resultado de sua humanidade e sua busca pessoal, uma humanidade e busca que não são possuídas pelas pessoas hoje. Assim, naquela era, Deus disse: “Ninguém há na terra semelhante a ele, homem íntegro e reto”. Naquela era, Deus já havia feito tal avaliação dele e chegado a tal conclusão. Quanto mais verdadeiro isso seria hoje?

Extraído de ‘A obra de Deus, o caráter de Deus e o Próprio Deus II’ em “A Palavra manifesta em carne”

Palavras diárias de Deus Trecho 56

Embora Deus esteja oculto do homem, Seus feitos entre todas as coisas são suficientes para que o homem O conheça

Jó não tinha visto a face de Deus nem ouvido as palavras proferidas por Deus, e muito menos pessoalmente experimentara a obra de Deus, no entanto, seu temor a Deus e seu testemunho durante suas provações são testemunhados por todos e são amados, deliciados e elogiados por Deus, e as pessoas as invejam e as admiram e, ainda mais do que isso, cantam seus louvores. Não havia nada de grande ou extraordinário em sua vida: assim como qualquer pessoa comum, ele viveu uma vida normal, saindo para trabalhar ao nascer do sol e voltando para casa para descansar ao pôr do sol. A diferença é que, durante as várias décadas banais de sua vida, ele ganhou uma percepção do caminho de Deus e percebeu e compreendeu o grande poder e soberania de Deus, como nenhuma outra pessoa jamais havia feito. Ele não era mais esperto do que qualquer pessoa comum, sua vida não era especialmente tenaz, nem, além disso, ele tinha habilidades especiais invisíveis. O que ele possuía, porém, era uma personalidade honesta, bondosa e, moral, uma personalidade que amava a justiça, a retidão e coisas positivas — nenhuma dessas coisas é possuída pela maioria das pessoas comuns. Ele diferenciava entre amor e ódio, tinha senso de justiça, era inflexível e persistente, e era prestava meticulosa atenção aos detalhes em seus pensamentos. Assim, durante seu tempo normal na terra, ele viu todas as coisas extraordinárias que Deus havia feito e viu a grandeza, a santidade e a justiça de Deus, viu a preocupação de Deus, a benevolência e a proteção do homem, e viu a honra e autoridade do Deus supremo. A primeira razão pela qual Jó foi capaz de ganhar essas coisas que estavam além de qualquer pessoa normal foi porque ele tinha um coração puro, e seu coração pertencia a Deus e era conduzido pelo Criador. A segunda razão foi sua busca: sua busca de ser impecável e perfeito e de ser alguém que cumpria a vontade do Céu, que era amado por Deus e evitava do mal. Jó possuía e buscava essas coisas sem poder ver a Deus ou ouvir as palavras de Deus; embora nunca tivesse visto Deus, ele conheceu os meios pelos quais Deus governa sobre todas as coisas e entendeu a sabedoria com a qual Deus o faz. Embora nunca tivesse ouvido as palavras proferidas por Deus, Jó sabia que as ações de recompensar o homem e tomar do homem tudo vêm de Deus. Embora os anos de sua vida não fossem diferentes daqueles de qualquer pessoa comum, ele não permitiu que a banalidade de sua vida afetasse seu conhecimento da soberania de Deus sobre todas as coisas, ou afetasse seu caminho de temer a Deus e evitar o mal. Aos seus olhos, as leis de todas as coisas estavam cheias dos feitos de Deus, e a soberania de Deus podia ser vista em qualquer parte da vida de uma pessoa. Ele não tinha visto Deus, mas era capaz de perceber que os feitos de Deus estão em toda parte, e durante seu tempo banal na terra, em todos os cantos de sua vida ele era capaz de ver e perceber as extraordinárias e maravilhosas ações de Deus e podia ver os maravilhosos arranjos de Deus. A ocultabilidade e o silêncio de Deus não impediram que Jó percebesse os feitos de Deus, nem afetaram seu conhecimento da soberania de Deus sobre todas as coisas. Sua vida foi a percepção, durante sua vida diária, da soberania e dos arranjos de Deus, que está oculto entre todas as coisas. Em sua vida cotidiana, ele também ouviu e entendeu a voz do coração de Deus, e as palavras de Deus, que permanece em silêncio entre todas as coisas, no entanto, expressa a voz de Seu coração e Suas palavras, governando as leis de todas as coisas. Você vê, então, que se as pessoas têm a mesma humanidade e busca de Jó, então elas podem ganhar a mesma percepção e conhecimento que Jó e podem adquirir o mesmo entendimento e conhecimento da soberania de Deus sobre todas as coisas como Jó. Deus não apareceu a Jó nem falou com ele, mas Jó pôde ser perfeito e reto, temer a Deus e se desviar do mal. Em outras palavras, sem Deus ter aparecido ou falado ao homem, os feitos de Deus entre todas as coisas e Sua soberania sobre todas as coisas são suficientes para o homem se tornar consciente da existência, poder e autoridade de Deus, e o poder e autoridade de Deus são suficientes para fazer o homem seguir o caminho de temer a Deus e se desviar do mal. Já que um homem comum como Jó foi capaz de alcançar temor de Deus e se desviar do mal, então toda pessoa comum que segue a Deus também deveria ser capaz. Embora essas palavras possam soar como inferência lógica, isso não contraria as leis das coisas. No entanto, os fatos não correspondem às expectativas: temer a Deus e se desviar do mal, parece, é exclusividade de Jó, de Jó somente. À menção de “temer a Deus e se desviar do mal”, as pessoas pensam que isso só deveria ser feito por Jó, como se o caminho de temer a Deus e se desviar do mal tivesse sido rotulado com o nome de Jó e não tivesse nada a ver com outras pessoas. A razão para isso é clara: porque somente Jó possuía uma personalidade que era honesta, bondosa e moral, e que amava a imparcialidade, a justiça e as coisas que eram positivas, assim, somente Jó podia seguir o caminho de temer a Deus e se desviar do mal. Vocês devem ter entendido a implicação aqui — porque ninguém é possuidor de uma humanidade que é honesta, bondosa e moral e que ama a imparcialidade e a justiça e que é positiva, ninguém pode temer a Deus e evitar o mal, e assim as pessoas nunca podem ganhar a alegria de Deus ou permanecer firmes em meio às provações. Isso também significa que, com exceção de Jó, todas as pessoas ainda estão amarradas e presas por Satanás; todas elas são acusadas, atacadas e abusadas por ele. São aquelas que Satanás tenta engolir, e todas elas estão sem liberdade, prisioneiras que foram levadas cativas por Satanás.

Extraído de ‘A obra de Deus, o caráter de Deus e o Próprio Deus II’ em “A Palavra manifesta em carne”

Palavras diárias de Deus Trecho 57

Se o coração do homem está em inimizade com Deus, como o homem pode temer a Deus e evitar o mal?

Já que as pessoas de hoje não possuem a mesma humanidade que Jó, o que dizer da sua natureza-essência e da sua atitude para com Deus? Elas temem a Deus? Eles se desviam do mal? Aqueles que não temem a Deus ou evitam o mal só podem se resumir em três palavras: “inimigos de Deus”. Vocês costumam dizer essas três palavras, mas nunca conheceram seu verdadeiro significado. As palavras “inimigos de Deus” têm essência: elas não estão dizendo que Deus vê o homem como o inimigo, mas que o homem vê Deus como o inimigo. Primeiro, quando as pessoas começam a acreditar em Deus, qual delas não tem seus próprios objetivos, motivações e ambições? Mesmo que uma parte delas acredite na existência de Deus e tenha visto a existência de Deus, sua crença em Deus ainda contém essas motivações, e seu objetivo final em acreditar em Deus é receber Suas bênçãos e as coisas que elas querem. Nas experiências de vida das pessoas, elas geralmente pensam em si mesmas: “Eu abandonei minha família e minha carreira para Deus, e o que Ele me deu? Devo fazer as contas e confirmar — recebi alguma bênção recentemente? Eu dei muito durante esse período, corri, corri e sofri muito — Deus me deu alguma promessa em troca? Ele Se lembrou das minhas boas ações? Qual será o meu fim? Posso receber as bênçãos de Deus?”… Toda pessoa constantemente faz tais cálculos em seu coração e elas fazem exigências a Deus que trazem em si suas motivações, ambições e uma mentalidade transacional. Isto quer dizer que, em seu coração, o homem está constantemente colocando Deus a prova, constantemente concebendo planos sobre Deus e constantemente argumentando a favor do seu próprio fim individual com Deus, e tentando extrair uma declaração de Deus, vendo se Deus pode ou não dar a ele o que ele quer. Ao mesmo tempo em que busca a Deus, o homem não trata Deus como Deus. O homem sempre tentou fazer acordos com Deus, fazendo exigências incessantes a Ele, e até mesmo pressionando-O a cada passo, tentando tomar um quilômetro depois de receber um centímetro. Ao mesmo tempo em que tenta fazer acordos com Deus, o homem também discute com Ele, e há até mesmo pessoas que, quando as provações lhes sobrevêm ou se encontram em certas situações, frequentemente se tornam fracas, passivas e negligentes em Sua obra, e cheias de reclamações sobre Deus. Desde o tempo em que o homem começou a acreditar em Deus, ele tem considerado que Deus é uma cornucópia, um canivete suíço, e considera-se o maior credor de Deus, como se tentar receber bênçãos e promessas de Deus fosse seu direito intrínseco e obrigação, enquanto a responsabilidade de Deus fosse proteger e cuidar do homem e prover para ele. Essa é a compreensão básica da “crença em Deus” de todos aqueles que acreditam em Deus, e tal é sua compreensão mais profunda do conceito de crença em Deus. Da natureza-essência do homem à sua busca subjetiva, não há nada que se relacione ao temor de Deus. O objetivo do homem em acreditar em Deus não poderia ter nada a ver com a adoração a Deus. Ou seja, o homem nunca considerou nem entendeu que a crença em Deus requer temer e adorar a Deus. À luz de tais condições, a essência do homem é óbvia. Qual é essa essência? É que o coração do homem é malicioso, abriga traição e engano, não ama a equidade e a justiça nem o que é positivo e é desprezível e ganancioso. O coração do homem não poderia estar mais fechado para Deus; ele não o entregou absolutamente a Deus. Deus nunca viu o verdadeiro coração do homem, nem jamais foi adorado pelo homem. Não importa quão grande seja o preço que Deus paga, ou quanta obra Ele executa, ou quanto Ele provê ao homem, o homem permanece cego e totalmente indiferente a tudo isso. O homem nunca entregou seu coração a Deus, ele só quer se importar com seu próprio coração, tomar suas próprias decisões — cujo significado implícito é que o homem não quer seguir o caminho de temer a Deus e se desviar do mal, nem de obedecer a soberania e arranjos de Deus, nem quer adorar a Deus como Deus. Tal é o estado do homem hoje. Agora vamos olhar novamente para Jó. Primeiramente, ele fez um acordo com Deus? Ele tinha algum motivo velado para manter firme o caminho de temer a Deus e se desviar do mal? Naquela época, Deus havia falado com alguém do fim por vir? Naquela época, Deus não havia feito promessas a ninguém sobre o fim, e foi com esse pano de fundo que Jó pôde temer a Deus e se desviar do mal. As pessoas de hoje estão em nível de comparação com Jó? Há demasiada disparidade; eles estão em ligas diferentes. Embora Jó não tivesse muito conhecimento de Deus, ele havia entregado seu coração a Deus e pertencia a Deus. Ele nunca fez um acordo com Deus e não tinha desejos ou exigências extravagantes para com Deus; em vez disso, ele acreditava que “Jeová deu, e Jeová tirou”. Isso foi o que ele havia visto e ganho por se manter fiel ao caminho de temer a Deus e se desviar do mal durante muitos anos de vida. Da mesma forma, ele também ganhou o resultado representado nas palavras: “receberemos de Deus o bem, e não receberemos o mal?” Essas duas frases foram o que ele viu e veio a conhecer como resultado de sua atitude de obediência a Deus durante as experiências de sua vida, e elas também foram suas armas mais poderosas com as quais ele triunfou durante as tentações de Satanás e foram a fundação de sua posição firme em testemunho a Deus. Neste ponto, vocês imaginam Jó como uma pessoa adorável? Vocês esperam ser uma pessoa assim? Vocês temem passar pelas tentações de Satanás? Vocês decidem orar a Deus para os sujeitar as mesmas provações que Jó? Sem dúvida, a maioria das pessoas não ousariam orar por tais coisas. É evidente, então, que a fé de vocês é lamentavelmente pequena; comparada à de Jó, a fé de vocês é simplesmente indigna de menção. Vocês são os inimigos de Deus, vocês não temem a Deus, vocês são incapazes de permanecer firmes no testemunho que vocês dão de Deus e incapazes de triunfar sobre os ataques, acusações e tentações de Satanás. O que os torna qualificados para receber as promessas de Deus? Tendo ouvido a história de Jó e entendido a intenção de Deus em salvar o homem e o significado da salvação do homem, vocês agora têm fé para aceitar as mesmas provações que Jó? Vocês não devem ter uma pequena determinação para permitir-se seguir o caminho de temer a Deus e se desviar do mal?

Extraído de ‘A obra de Deus, o caráter de Deus e o Próprio Deus II’ em “A Palavra manifesta em carne”

Palavras diárias de Deus Trecho 58

Não tenha dúvidas sobre as provações de Deus

Depois de receber o testemunho de Jó após o fim de suas provações, Deus determinou que Ele ganharia um grupo — ou mais de um grupo — de pessoas como Jó, mas determinou nunca mais permitir que Satanás atacasse ou abusasse de qualquer outra pessoa usando os meios pelo qual tentara, atacara e abusara de Jó, apostando com Deus; Deus não permitiu que Satanás voltasse a fazer tais coisas ao homem, que é fraco, tolo e ignorante — foi o bastante que Satanás tivesse tentado Jó! Não permitir que Satanás abuse das pessoas de qualquer maneira que quiser é a misericórdia de Deus. Para Deus, foi o bastante que Jó tivesse sofrido a tentação e o abuso de Satanás. Deus não permitiu que Satanás voltasse a fazer tais coisas, pois a vida e tudo das pessoas que seguem a Deus são regidos e orquestrados por Deus, e Satanás não tem o direito de manipular os escolhidos de Deus à vontade — vocês devem estar claros sobre esse ponto! Deus Se importa com a fraqueza do homem e entende sua tolice e ignorância. Embora, para que o homem pudesse ser completamente salvo, Deus tem que entregá-lo a Satanás, Deus não está disposto a ver o homem jamais tido como um tolo e abusado por Satanás e Ele não quer ver o homem sempre sofrendo. O homem foi criado por Deus, e que Deus governe e arranje tudo relacionado ao homem é ordenado pelo Céu e reconhecido pela terra; essa é a responsabilidade de Deus e é a autoridade pela qual Deus governa todas as coisas! Deus não permite que Satanás abuse e maltrate o homem à vontade, Ele não permite que Satanás empregue vários meios para desviar o homem e, além disso, Ele não permite que Satanás intervenha na soberania de Deus sobre o homem, nem permite que Satanás atropele e destrua as leis pelas quais Deus governa todas as coisas, para não falar da grande obra de Deus de gerenciar e salvar a humanidade! Aqueles que Deus deseja salvar, e aqueles que são capazes de testemunhar de Deus, são o núcleo e a cristalização da obra do plano de gerenciamento de seis mil anos de Deus, bem como o preço de Seus esforços em Seus seis mil anos de obra. Como Deus poderia casualmente dar essas pessoas a Satanás?

As pessoas frequentemente se preocupam e temem as provações de Deus, mas em todos os momentos estão vivendo na armadilha de Satanás e vivendo em perigoso território no qual são atacadas e abusadas por Satanás — ainda assim, não conhecem o medo e estão tranquilas. O que está acontecendo? A fé do homem em Deus é limitada apenas às coisas que ele pode ver. Ele não tem o menor apreço pelo amor e preocupação de Deus pelo homem, ou por Sua ternura e consideração pelo homem. A não ser um pouco de tremor e medo das provações, julgamento, castigo, majestade e ira de Deus, o homem não tem a menor compreensão das boas intenções de Deus. À menção de provações, as pessoas sentem como se Deus tivesse motivos ocultos, e algumas até acreditam que Deus guarda maus desígnios, inconscientes do que Deus realmente fará com eles; assim, ao mesmo tempo em que clamam obediência à soberania e arranjos de Deus, elas fazem tudo o que podem para resistir e opor-se à soberania de Deus sobre o homem e os arranjos humanos, pois acreditam que se não forem cuidadosos serão enganados por Deus que, se eles não mantiverem o controle sobre seu próprio destino, tudo o que eles possuírem poderia ser tomado por Deus, e a vida delas poderia até ser terminada. O homem está no acampamento de Satanás, mas ele nunca se preocupa em ser abusado por Satanás, e ele é abusado por Satanás, mas nunca tem temor de ser levado cativo por Satanás. Ele continua dizendo que aceita a salvação de Deus, mas nunca confiou em Deus ou acreditou que Deus realmente salvará o homem das garras de Satanás. Se, como Jó, o homem é capaz de se submeter às orquestrações e arranjos de Deus, e pode entregar todo o seu ser às mãos de Deus, então o fim do homem não será o mesmo de Jó — o recebimento das bênçãos de Deus? Se o homem é capaz de aceitar e se submeter ao governo de Deus, o que há a perder? Assim, sugiro que vocês sejam cuidadosos em suas ações, e cautelosos em relação a tudo o que está prestes a vir sobre vocês. Não sejam precipitados ou impulsivos, e não tratem Deus e as pessoas, assuntos e objetos que Ele arranjou para vocês, dependendo de seu sangue quente ou de sua naturalidade ou de acordo com suas imaginações e noções; vocês devem ser cautelosos em suas ações, e devem orar e buscar mais, para evitar incitar a ira de Deus. Lembrem-se disso!

Extraído de ‘A obra de Deus, o caráter de Deus e o Próprio Deus II’ em “A Palavra manifesta em carne”

Palavras diárias de Deus Trecho 59

Jó após suas provações

Jó 42:7-9 Sucedeu pois que, acabando Jeová de dizer a Jó aquelas palavras, Jeová disse a Elifaz, o temanita: A Minha ira se acendeu contra ti e contra os teus dois amigos, porque não tendes falado de Mim o que era reto, como o Meu servo Jó. Tomai, pois, sete novilhos e sete carneiros, e ide ao Meu servo Jó, e oferecei um holocausto por vós; e o Meu servo Jó orará por vós; porque deveras a ele aceitarei, para que Eu não vos trate conforme a vossa estultícia; porque vós não tendes falado de Mim o que era reto, como o Meu servo Jó. Então foram Elifaz o temanita, e Bildade o suíta, e Zofar o naamatita, e fizeram como Jeová lhes ordenara; e Jeová aceitou a Jó.

Jó 42:10 Jeová, pois, virou o cativeiro de Jó, quando este orava pelos seus amigos; e Jeová deu a Jó o dobro do que antes possuía.

Jó 42:12 E assim abençoou Jeová o último estado de Jó, mais do que o primeiro; pois Jó chegou a ter catorze mil ovelhas, seis mil camelos, mil juntas de bois e mil jumentas.

Jó 42:17 Então morreu Jó, velho e cheio de dias.

Aqueles que temem a Deus e se desviam do mal são vistos por Deus com apreço, enquanto aqueles que são tolos são vistos como desprezíveis por Deus

Em Jó 42:7-9, Deus diz que Jó é Seu servo. Seu uso do termo “servo” para se referir a Jó demonstra a importância de Jó em Seu coração; embora Deus não tenha chamado Jó de algo mais estimado, essa denominação não teve influência na importância de Jó no coração de Deus. “Servo” aqui é o apelido de Deus para Jó. As múltiplas referências de Deus ao “Meu servo Jó” mostram como Ele estava satisfeito com Jó e, embora Deus não falasse do significado por trás da palavra “servo”, a definição de Deus da palavra “servo” pode ser vista em Suas palavras nessa passagem das Escrituras. Deus primeiro disse a Elifaz, o temanita: “A Minha ira se acendeu contra ti e contra os teus dois amigos, porque não tendes falado de Mim o que era reto, como o Meu servo Jó”. Essas palavras são a primeira vez que Deus disse abertamente às pessoas que Ele aceitou tudo o que foi dito e feito por Jó após as provações de Deus a ele, e é a primeira vez que Ele confirmou abertamente a exatidão e correção de tudo o que Jó tinha feito e dito. Deus estava irado com Elifaz e os outros por causa de seu discurso incorreto e absurdo, porque, como Jó, eles não podiam ver a aparição de Deus nem ouvir as palavras que Ele falou na vida deles, mas Jó tinha um conhecimento tão preciso de Deus, enquanto eles só podiam adivinhar cegamente sobre Deus, violando a vontade de Deus e testando a paciência Dele em tudo o que faziam. Consequentemente, ao mesmo tempo em que aceitou tudo o que foi feito e dito por Jó, Deus Se tornou colérico com os outros, pois neles Ele não só não foi capaz de ver qualquer realidade de temor a Deus, mas também não ouviu nada do temor de Deus no que eles disseram. E assim, Deus fez as seguintes exigências a eles: “Tomai, pois, sete novilhos e sete carneiros, e ide ao Meu servo Jó, e oferecei um holocausto por vós; e o Meu servo Jó orará por vós; porque deveras a ele aceitarei, para que Eu não vos trate conforme a vossa estultícia”. Nessa passagem, Deus está dizendo a Elifaz e aos outros que façam algo que redima o pecado deles, pois sua loucura era um pecado contra Deus Jeová e, portanto, eles tinham que fazer holocaustos a fim de remediar seus erros. Ofertas queimadas são frequentemente oferecidas a Deus, mas o que é incomum sobre essas ofertas queimadas é que elas foram oferecidas a Jó. Jó foi aceito por Deus porque deu testemunho de Deus durante suas provações. Esses amigos de Jó, entretanto, foram expostos durante o tempo de suas provações; por causa de sua loucura, eles foram condenados por Deus, e incitaram a ira de Deus, e deveriam ser punidos por Deus — punidos por fazerem ofertas queimadas diante de Jó — após o que Jó orou por eles para dissipar o castigo e a ira de Deus para com eles. A intenção de Deus era trazer vergonha para eles, pois eles não eram pessoas que temiam a Deus e se desviavam do mal e haviam condenado a integridade de Jó. Em um aspecto, Deus estava dizendo a eles que Ele não aceitou suas ações, mas aceitou grandemente e se deleitou em Jó; em outro, Deus lhes dizia que ser aceito por Deus eleva o homem diante de Deus, que o homem é abominado por Deus por causa de sua loucura e ofende a Deus por causa disso, e é baixo e vil aos olhos de Deus. Essas são as definições dadas por Deus de dois tipos de pessoas, são as atitudes de Deus para com esses dois tipos de pessoas e são a articulação de Deus sobre o valor e a posição desses dois tipos de pessoas. Embora Deus chamasse Jó de Seu servo, aos olhos de Deus, esse servo era amado e recebeu a autoridade de orar pelos outros e perdoar seus erros. Esse servo podia falar diretamente com Deus e ir diretamente diante de Deus, e seu status era superior e mais honrado do que o dos outros. Este é o verdadeiro significado da palavra “servo” mencionada por Deus. Jó recebeu essa honra especial por causa de seu temor a Deus e se desviar do mal, e a razão pela qual outros não foram chamados servos por Deus é porque eles não temiam a Deus e se desviavam do mal. Essas duas atitudes distintamente diferentes de Deus são Suas atitudes em relação a dois tipos de pessoas: aqueles que temem a Deus e se desviam do mal são aceitos por Deus e vistos como preciosos a Seus olhos, enquanto os que são tolos não temem a Deus, são incapazes de se desviar do mal, e não são capazes de receber o favor de Deus; são muitas vezes abominados e condenados por Deus e são desprezíveis aos olhos de Deus.

Deus concede autoridade a Jó

Jó orou por seus amigos e, depois, por causa das orações de Jó, Deus não lidou com eles como era adequado à sua loucura — Ele não os punia nem recebia qualquer retribuição sobre eles. Por que isso? Foi porque as orações feitas por eles pelo servo de Deus, Jó, chegaram aos Seus ouvidos; Deus os perdoou porque aceitou as orações de Jó. Assim, o que vemos nisso? Quando Deus abençoa alguém, Ele dá a eles muitas recompensas, e não apenas materiais: Deus também lhes dá autoridade, lhes dá o direito de orar pelos outros e Deus esquece e negligencia as transgressões dessas pessoas porque ouve essas orações. Essa é a autoridade que Deus deu a Jó. Por meio das orações de Jó para deter sua condenação, Deus Jeová envergonhou aquelas pessoas tolas — o que, naturalmente, foi Seu castigo especial para Elifaz e os outros.

Extraído de ‘A obra de Deus, o caráter de Deus e o Próprio Deus II’ em “A Palavra manifesta em carne”

Palavras diárias de Deus Trecho 60

Jó é mais uma vez abençoado por Deus e nunca mais é acusado por Satanás

Entre as declarações de Deus Jeová estão as palavras “porque não tendes falado de Mim o que era reto, como o Meu servo Jó”. O que foi que Jó havia dito? Foi sobre o que falamos anteriormente, assim como as muitas páginas de palavras do Livro de Jó que Jó registrou como tendo falado. Em todas essas muitas páginas de palavras, Jó nunca mais teve reclamações ou dúvidas sobre Deus. Ele simplesmente aguarda o resultado. É essa espera que é sua atitude de obediência, como resultado da qual, e como resultado das palavras que ele disse a Deus, Jó foi aceito por Deus. Quando ele resistiu às provações e sofreu dificuldades, Deus estava ao seu lado e, embora sua dificuldade não fosse diminuída pela presença de Deus, Deus viu o que Ele queria ver e ouviu o que desejava ouvir. Cada uma das ações e palavras de Jó alcançou os olhos e ouvidos de Deus; Deus ouviu e viu — isso é fato. O conhecimento de Jó de Deus, e seus pensamentos sobre Deus em seu coração naquela época, durante esse período, não eram realmente tão específicos quanto os das pessoas de hoje, mas no contexto do tempo, Deus ainda reconhecia tudo o que ele havia dito porque seu comportamento e os pensamentos em seu coração, como também o que ele havia expressado e revelado, eram suficientes para Suas exigências. Durante o tempo em que Jó foi submetido a provações, aquilo que ele pensou em seu coração e determinou fazer mostrou a Deus um resultado satisfatório para Deus, e depois disso Deus tirou as provações de Jó, Jó emergiu de seus problemas, e suas provações foram embora e nunca mais lhe sobrevieram. Como Jó já havia sido submetido a provações e permaneceu firme durante essas provações e triunfou completamente sobre Satanás, Deus lhe deu as bênçãos que ele tão legitimamente merecia. Conforme registrado em Jó 42:10, 12, Jó foi abençoado mais uma vez e foi abençoado com mais do que ele tinha sido abençoado no primeiro momento. Naquele momento, Satanás tinha se retirado, e não mais disse ou fez nada, e desde então, Jó não mais foi perturbado ou atacado por Satanás, e Satanás não mais fez acusações contra as bênçãos de Deus sobre Jó.

Jó gasta a última metade de sua vida em meio às bênçãos de Deus

Embora Suas bênçãos daquela época fossem limitadas apenas a ovelhas, gado, camelos, bens materiais, e assim por diante, as bênçãos que Deus desejava conceder a Jó em Seu coração eram muito mais do que isso. Na época, havia registros de que promessas eternas Deus queria dar a Jó? Em Suas bênçãos para Jó, Deus não mencionou ou tocou em seu fim, e independentemente de qual importância ou posição Jó possuísse dentro do coração de Deus, em suma, Deus foi muito comedido em Suas bênçãos. Deus não anunciou o fim de Jó. O que isso significa? Naquela época, quando o plano de Deus ainda não havia chegado ao ponto da proclamação do fim do homem, o plano ainda tinha que entrar na etapa final de Sua obra, Deus não fez menção do fim, simplesmente concedendo bênçãos materiais ao homem. O que isso significa é que a segunda metade da vida de Jó foi passada em meio às bênçãos de Deus, o que o tornou diferente de outras pessoas — mas da mesma forma que elas, ele envelheceu e, como qualquer pessoa normal, chegou o dia em que ele disse adeus ao mundo. Assim está registrado que “então morreu Jó, velho e cheio de dias” (Jó 42:17). Qual é o significado de “morreu cheio de dias” aqui? Na era antes de Deus proclamar o fim do povo, Deus estabeleceu uma expectativa de vida para Jó e, quando essa idade foi alcançada, permitiu que Jó partisse naturalmente deste mundo. Desde a segunda bênção de Jó até sua morte, Deus não acrescentou mais dificuldades. Para Deus, a morte de Jó era natural e também necessária; era algo muito normal e não era um julgamento nem uma condenação. Enquanto ele estava vivo, Jó adorava e temia a Deus; com relação a que tipo de fim ele teve após sua morte, Deus não disse nada, nem fez nenhum comentário sobre isso. Deus tem um forte senso de propriedade no que Ele diz e faz, e o conteúdo e os princípios de Suas palavras e ações estão de acordo com a etapa de Sua obra e o período em que Ele está operando. Que tipo de fim alguém como Jó teve no coração de Deus? Deus havia alcançado algum tipo de decisão em Seu coração? Claro que sim! É só que isso era desconhecido pelo homem; Deus não quis contar ao homem, nem teve qualquer intenção de dizer ao homem. Assim, superficialmente falando, Jó morreu cheio de dias e tal era a vida de Jó.

O preço vivido por Jó durante sua vida

Jó viveu uma vida de valor? Onde estava o valor? Por que se diz que ele viveu uma vida de valor? Para o homem, qual era o seu valor? Do ponto de vista do homem, ele representou a humanidade que Deus deseja salvar, ao dar um testemunho retumbante de Deus perante Satanás e as pessoas do mundo. Ele cumpriu o dever que deveria ser cumprido por uma criatura de Deus, estabeleceu um exemplo, eagiu como um modelo para todos aqueles a quem Deus deseja salvar, permitindo que as pessoas vejam que é inteiramente possível triunfar sobre Satanás confiando em Deus. Qual foi o seu valor para Deus? Para Deus, o valor da vida de Jó está em sua capacidade de temer a Deus, adorar a Deus, testificar as obras de Deus e louvar as obras de Deus, trazendo conforto a Deus e algo para desfrutar; para Deus, o valor da vida de Jó era também em como, antes de sua morte, Jó experimentou provações e triunfou sobre Satanás, e deu um testemunho retumbante de Deus perante Satanás e as pessoas do mundo, glorificando a Deus entre os homens, consolando o coração de Deus; permitindo que o coração ansioso de Deus contemplasse um resultado e visse esperança. Seu testemunho estabeleceu um precedente para a capacidade de se manter firme no testemunho que se dá de Deus e para ser capaz de envergonhar Satanás em nome de Deus, na obra de Deus de gerenciar a humanidade. Não é esse o valor da vida de Jó? Jó trouxe conforto ao coração de Deus, ele deu a Deus uma amostra do prazer de ser glorificado e proporcionou um começo maravilhoso para o plano de gerenciamento de Deus. Desse ponto em diante o nome de Jó tornou-se um símbolo da glorificação de Deus e um sinal do triunfo da humanidade sobre Satanás. O que Jó viveu durante sua vida, como também seu notável triunfo sobre Satanás, será para sempre apreciado por Deus, e sua perfeição, retidão e temor a Deus serão venerados e imitados pelas gerações vindouras. Ele será eternamente estimado por Deus como uma pérola luminosa e sem defeito, e assim também vale a pena ele ser valorizado pelo homem!

Extraído de ‘A obra de Deus, o caráter de Deus e o Próprio Deus II’ em “A Palavra manifesta em carne”

Palavras diárias de Deus Trecho 61

O regulamento da Era da Lei

Os dez Mandamentos

Os princípios para construir altares

Regulamento para o tratamento dos servos

Regulamentos para roubo e compensação

Guardar o ano sabático e as três festas

Regulamentos para o dia de sábado

Regulamentos para Ofertas

Ofertas queimadas

Ofertas de grãos

Ofertas pacíficas

Ofertas pelo pecado

Ofertas pela transgressão

Regulamentos para ofertas de sacerdotes (Aarão e seus filhos são ordenados a cumprir)

Ofertas queimadas pelos sacerdotes

Ofertas de grãos pelos sacerdotes

Ofertas pelo pecado pelos sacerdotes

Ofertas pela transgressão pelos sacerdotes

Ofertas pela paz pelos sacerdotes

Regulamentos para o consumo de oferendas pelos sacerdotes

Animais limpos e imundos (aqueles que podem e não podem ser comidos)

Regulamentos para a purificação das mulheres após o parto

Padrões para o exame da lepra

Regulamentos para aqueles que foram curados da lepra

Regulamentos para limpeza de casas infectadas

Regulamentos para aqueles que sofrem de secreções anormais

O dia da expiação que deve ser observado uma vez por ano

Regras para o abate de bovinos e ovinos

A proibição de seguir práticas detestáveis dos gentios (não cometer incesto e assim por diante)

Regulamentos que devem ser seguidos pelo povo (“Sereis santos, porque Eu Jeová, teu Deus, sou santo.”)

A execução daqueles que sacrificam seus filhos a Moloque

Regulamentos para a punição do crime de adultério

Regras que devem ser observadas pelos sacerdotes (regras para o comportamento diário, regras para o consumo das coisas sagradas, regras para fazer as ofertas, e assim por diante)

Festas que devem ser observadas (o Dia de Sábado, a Páscoa, o Pentecostes, o Dia da Expiação e assim por diante)

Outros regulamentos (acender as lâmpadas, o ano do jubileu, a redenção da terra, fazer votos, a oferta dos dízimos e assim por diante)

Os regulamentos da Era da Lei são a prova real da direção de Deus para toda a humanidade

Então, vocês leram esses regulamentos e princípios da Era da Lei, não leram? Os regulamentos abrangem uma ampla gama? Primeiro, eles cobrem os Dez Mandamentos, depois dos quais estão os regulamentos de como construir altares e assim por diante. Esses são seguidos por regulamentos para guardar o sábado e observar as três festas, depois dos quais estão os regulamentos para as ofertas. Vocês viram quantos tipos de ofertas existem? Há ofertas queimadas, ofertas de cereais, ofertas pacíficas, ofertas pelo pecado e assim por diante. Elas são seguidas por regulamentos para as ofertas dos sacerdotes, incluindo ofertas queimadas e ofertas de cereais pelos sacerdotes e outros tipos de ofertas. O oitavo conjunto de regras é para o consumo de ofertas pelos sacerdotes. Depois há regulamentos para o que deve ser observado durante a vida das pessoas. Há estipulações para muitos aspectos da vida das pessoas, tais como os regulamentos para o que podem ou não comer, para a purificação das mulheres após o parto e para aqueles que foram curados da lepra. Nesses regulamentos, Deus vai até o ponto de falar sobre doenças, e há até regras para o abate de ovelhas e bois e assim por diante. Ovelhas e bois foram criados por Deus, e você deve abatê-los como Deus lhe disser; há, sem dúvida, razão para as palavras de Deus, sem dúvida, é certo agir conforme decretado por Deus e, certamente, de benefício para as pessoas! Há também festas e regras a serem observadas, como o Dia de Sábado, a Páscoa e muito mais — Deus falou sobre tudo isso. Vejamos os finais: outros regulamentos — acender as lâmpadas, o ano do jubileu, a redenção da terra, fazer votos, a oferta de dízimos e assim por diante. Esses abrangem uma ampla gama? A primeira coisa a ser falada é a questão das ofertas das pessoas. Então há regulamentos para o roubo e compensação e a observação do dia de sábado…; cada um dos detalhes da vida está envolvido. Isso significa, quando Deus começou a obra oficial de Seu plano de gerenciamento, Ele estabeleceu muitos regulamentos que deveriam ser seguidos pelo homem. Esses regulamentos eram para permitir que o homem conduzisse a vida normal do homem na terra, uma vida normal do homem que é inseparável de Deus e de Sua direção. Deus primeiro disse ao homem como fazer altares, como erguer os altares. Depois disso, Ele disse ao homem como fazer ofertas, e estabeleceu como o homem deveria viver — a que ele deveria prestar atenção na vida, ao que ele deveria obedecer e o que ele deveria e não deveria fazer. O que Deus estabeleceu para o homem foi todo-abrangente e, com esses costumes, regulamentos e princípios Ele padronizou o comportamento das pessoas, guiou suas vidas, guiou sua inicialização às leis de Deus, guiou-as para ir diante do altar de Deus, guiou-as a ter uma vida entre todas as coisas que Deus fez para o homem que era possuidor de ordem, regularidade e moderação. Deus primeiro usou esses regulamentos e princípios simples para estabelecer limites para o homem, de modo que na terra o homem tivesse uma vida normal de adorar a Deus, tivesse a vida normal do homem; tal é o conteúdo específico do início de Seu plano de gerenciamento de seis mil anos. Os regulamentos e regras cobrem um conteúdo muito amplo, são os detalhes da orientação de Deus para a humanidade durante a Era da Lei, eles tiveram que ser aceitos e obedecidos pelas pessoas que vieram antes da Era da Lei, são um registro da obra feita por Deus durante a Era da Lei e são uma prova real da liderança e orientação de Deus para toda a humanidade.

A humanidade é sempre inseparável dos ensinamentos e provisões de Deus

Nesses regulamentos, vemos que a atitude de Deus para com o Sua obra, para com o Seu gerenciamento e para com a humanidade é séria, conscienciosa, rigorosa e responsável. Ele faz a obra que deve fazer entre os homens de acordo com Suas etapas, sem a menor discrepância, falando as palavras que Ele deve falar à humanidade sem o menor erro ou omissão, permitindo ao homem ver que ele é inseparável da liderança de Deus e mostrando-lhe quão importante tudo o que Deus faz e diz é para a humanidade. Independentemente de como é o homem na próxima era, logo no início — durante a Era da Lei — Deus fez essas coisas simples. Para Deus, os conceitos das pessoas sobre Deus, o mundo e a humanidade, naquela era, eram abstratos e opacos, e embora tivessem algumas ideias e intenções conscientes, todos eles estavam obscuros e incorretos, e assim a humanidade estava inseparável dos ensinamentos e provisões de Deus para eles. A humanidade mais antiga não sabia nada, e assim Deus teve que começar a ensinar ao homem os princípios mais superficiais e básicos de sobrevivência e regulamentos necessários para viver, impregnando essas coisas no coração do homem pouco a pouco e dando ao homem um entendimento gradual de Deus, uma apreciação e entendimento graduais da liderança de Deus, e um conceito básico da relação entre o homem e Deus, através desses regulamentos, e através dessas regras, que eram de palavras. Depois de alcançar esse efeito, só então Deus pôde, pouco a pouco, fazer a obra que faria mais tarde, e assim esses regulamentos e a obra feito por Deus durante a Era da Lei são o alicerce de Sua obra de salvar a humanidade, e a primeira etapa da obra no plano de gerenciamento de Deus. Embora, antes da obra da Era da Lei, Deus tivesse falado com Adão, Eva e seus descendentes, essas ordens e ensinamentos não eram tão sistemáticos ou específicos a ponto de serem emitidos um a um para o homem, e não foram anotados, nem se tornaram regulamentos. Isso porque, naquele momento, o plano de Deus não havia ido tão longe; somente quando Deus conduziu o homem a essa etapa, Ele poderia começar a falar desses regulamentos da Era da Lei e começar a fazer com que o homem os cumprisse. Foi um processo necessário e o resultado foi inevitável. Esses costumes e regulamentos simples mostram ao homem os passos da obra de gerenciamento de Deus e a sabedoria de Deus revelada em Seu plano de gerenciamento. Deus sabe que conteúdo e meios usar para começar, que meios usar para continuar e que meios usar para terminar a fim de que Ele pudesse ganhar um grupo de pessoas que dão testemunho Dele e que pudesse ganhar um grupo de pessoas que são da mesma mente que Ele. Ele sabe o que está dentro do homem e sabe o que está faltando no homem, Ele sabe o que Ele tem que prover e como Ele deve liderar o homem e, assim também, Ele sabe o que o homem deve e não deve fazer. O homem é como um fantoche: embora não tivesse entendimento da vontade de Deus, ele não pôde deixar de ser guiado pela obra de gerenciamento de Deus, passo a passo, até hoje. Não havia nebulosidade no coração de Deus sobre o que Ele deveria fazer; em Seu coração, havia um plano muito claro e vívido, e Ele realizou a obra que Ele Mesmo desejava fazer de acordo com Seus passos e Seu plano, progredindo do superficial para o profundo. Mesmo que Ele não tivesse indicado a obra que Ele deveria fazer mais tarde, Sua obra subsequente ainda continuou a ser realizada e a progredir em estrita conformidade com Seu plano, o que é uma manifestação do que Deus tem e é e, também, é a autoridade de Deus. Independentemente do estágio de Seu plano de gerenciamento em que Ele esteja operando, Seu caráter e Sua substância representam a Si Mesmo. Isso é absolutamente verdade. Independentemente da era ou do estágio da obra, existem coisas que jamais mudarão: que tipo de pessoa Deus ama, que tipo de pessoa Ele abomina, Seu caráter e tudo o que Ele tem e é. Mesmo que esses regulamentos e princípios que Deus estabeleceu durante a obra da Era da Lei pareçam muito simples e superficiais para as pessoas hoje em dia, mesmo que sejam fáceis de compreender e alcançar, neles ainda há a sabedoria de Deus e há ainda o caráter de Deus e o que Ele tem e é. Pois dentro dessas regras aparentemente simples são expressas a responsabilidade e cuidado de Deus para com a humanidade, como também a substância primorosa de Seus pensamentos, permitindo assim que o homem realmente perceba o fato de que Deus governa sobre todas as coisas e todas as coisas são controladas por Suas mãos. Não importa quanto conhecimento a humanidade domine, ou quantas teorias ou mistérios ele entenda, para Deus, nenhum deles é capaz de substituir Sua provisão e liderança da humanidade; a humanidade será para sempre inseparável da orientação de Deus e da obra pessoal de Deus. Tal é o relacionamento inseparável entre o homem e Deus. Independentemente de Deus lhe dar um mandamento, ou regulamento, ou oferecer a verdade para que você compreenda a Sua vontade, não importa o que Ele faça, o objetivo de Deus é guiar o homem para um belo amanhã. As palavras proferidas por Deus e a obra que Ele faz são tanto a revelação de um aspecto de Sua substância e a revelação de um aspecto de Seu caráter e sabedoria; elas constituem um passo indispensável de Seu plano de gerenciamento. Isso não deve ser ignorado! A vontade de Deus está em tudo o que Ele faz; Deus não tem temor a observações equivocadas, nem tem temor a nenhuma das noções ou pensamentos do homem sobre Ele. Ele simplesmente faz a Sua obra e continua o Seu gerenciamento, de acordo com o Seu plano de gerenciamento, sem restrições de qualquer pessoa, matéria ou objeto.

Extraído de ‘A obra de Deus, o caráter de Deus e o Próprio Deus II’ em “A Palavra manifesta em carne”

Palavras diárias de Deus Trecho 62

Hoje, resumiremos primeiro os pensamentos, ideias e cada um de Seus movimentos desde que Ele criou a humanidade. Daremos uma olhada na obra que Ele realizou desde a criação do mundo até o início oficial da Era da Graça. Poderemos então descobrir quais dos pensamentos e ideias de Deus são desconhecidos ao homem, e a partir daí podemos esclarecer a ordem do plano de gerenciamento de Deus e compreender plenamente o contexto no qual Ele criou Sua obra de gerenciamento, sua fonte e seu processo de desenvolvimento, e também compreender plenamente quais resultados Ele quer da Sua obra de gerenciamento — isto é, o cerne e o propósito da Sua obra de gerenciamento. Para compreender essas coisas, precisamos voltar a um tempo distante, imóvel e silencioso, quando não havia humanos…

Quando Deus Se levantou do Seu leito, o primeiro pensamento que Ele teve foi este: criar uma pessoa viva — um ser humano vivo, real — alguém para viver com Ele e ser seu companheiro constante; essa pessoa poderia ouvi-Lo, e Ele poderia se confiar a ela e falar com ela. Então, pela primeira vez, Deus pegou um punhado de terra e o usou para criar a primeira pessoa viva de acordo com a imagem que Ele tinha criado em Sua mente e deu então a essa criatura viva um nome: Adão. Uma vez que Deus tinha essa pessoa que vivia e respirava, como Ele Se sentiu? Pela primeira vez, Ele sentiu a alegria de ter um ente querido, um companheiro. Sentiu também pela primeira vez a responsabilidade de ser pai e a preocupação que a acompanha. Essa pessoa que vivia e respirava trouxe a Deus felicidade e alegria; pela primeira vez, Ele Se sentiu reconfortado. Essa foi a primeira coisa que Deus fez que não foi realizada com Seus pensamentos nem mesmo com palavras, mas sim com as Suas mãos. Quando esse tipo de ser — uma pessoa que vive e respira — postou-se diante de Deus, feito de carne e sangue, com corpo e forma e capaz de falar com Deus, Ele experimentou uma espécie de alegria que nunca sentira antes. Deus realmente sentiu a Sua responsabilidade, e esse ser vivo não apenas tocou Seu coração, mas aqueceu e comoveu Seu coração com cada pequeno movimento que fazia. Quando esse ser vivo se postou diante de Deus, foi a primeira vez que Ele teve o pensamento de ganhar mais pessoas assim. Essa foi a série de eventos que se iniciou com esse primeiro pensamento que Deus teve. Para Ele, todos esses eventos estavam ocorrendo pela primeira vez, mas, nesses primeiros eventos, não importa o que Ele tenha sentido naquele momento — alegria, responsabilidade, preocupação — não havia ninguém com quem Ele pudesse compartilhar. A partir daquele momento, Deus sentiu verdadeiramente uma solidão e uma tristeza que nunca havia experimentado antes. Sentiu que o homem não podia aceitar nem compreender Seu amor e Sua preocupação, nem Suas intenções para o homem e, assim, Ele continuou sentindo tristeza e dor em Seu coração. Embora Ele tivesse feito essas coisas para o homem, o homem não estava ciente disso e não compreendia. Além de felicidade, a alegria e o consolo que o homem trouxe para Ele logo trouxeram consigo os Seus primeiros sentimentos de tristeza e solidão. Esses eram os pensamentos e sentimentos de Deus naquele momento. Enquanto Deus estava fazendo todas essas coisas, em Seu coração Ele passava da alegria à tristeza e da tristeza à dor, e todos esses sentimentos se misturavam com ansiedade. Tudo o que Ele queria era apressar-Se para fazer essa pessoa, essa humanidade, saber o que estava em Seu coração e compreender as Suas intenções o quanto antes. Essas pessoas poderiam, então, tornar-se Seus seguidores, compartilhar Seus pensamentos e estar alinhados com Sua vontade. Elas não mais apenas ouviriam Deus falar e permaneceriam mudos; elas não mais estariam inconscientes de como unir-se a Deus na Sua obra; acima de tudo, elas não seriam mais pessoas indiferentes às exigências de Deus. Essas primeiras coisas que Deus fez são muito significativas e têm grande valor para o Seu plano de gerenciamento e para os seres humanos de hoje.

Depois de criar todas as coisas e a humanidade, Deus não descansou. Ele estava inquieto e ansioso para realizar Seu gerenciamento e para ganhar as pessoas que Ele amava tanto em meio à humanidade.

Em seguida, não muito depois de Deus ter criado os seres humanos, vemos na Bíblia que houve um grande dilúvio por todo o mundo. Noé é mencionado no registro do dilúvio, e pode-se dizer que Noé foi a primeira pessoa a receber o chamado de Deus para trabalhar com Ele, para completar uma tarefa de Deus. Naturalmente, essa também foi a primeira vez que Deus chamou uma pessoa na terra para fazer alguma coisa de acordo com a Sua ordem. Logo que Noé terminou de construir a arca, Deus inundou a terra pela primeira vez. Quando Deus destruiu a terra com o dilúvio, foi a primeira vez desde que havia criado os seres humanos que Ele Se sentiu tomado de desgosto por eles; foi isso que obrigou Deus a tomar a dolorosa decisão de destruir essa raça humana por meio de um dilúvio. Depois que o dilúvio destruiu a terra, Deus fez Sua primeira aliança com os humanos, uma aliança para mostrar que Ele nunca voltaria a destruir o mundo por meio de dilúvios. O sinal dessa aliança foi o arco-íris. Essa foi a primeira aliança de Deus com a humanidade, e assim o arco-íris foi o primeiro sinal de uma aliança dado por Deus; o arco-íris é uma coisa real e física, que existe. É a própria existência do arco-íris que faz com que Deus, muitas vezes, sinta tristeza pela raça humana anterior que Ele perdeu e que Lhe serve como um lembrete constante do que aconteceu com eles… Deus não quis diminuir o ritmo — Ele estava inquieto e ansioso para dar o próximo passo em Seu gerenciamento. Em seguida, Deus escolheu Abraão como Sua primeira opção para a Sua obra por todo Israel. Essa foi também a primeira vez que Deus escolheu um tal candidato. Deus resolveu começar a realizar a Sua obra de salvar a humanidade por meio dessa pessoa e a continuar a Sua obra entre os descendentes dessa pessoa. Podemos ver na Bíblia que foi isso que Deus fez com Abraão. Deus então fez de Israel a primeira terra escolhida e começou a Sua obra da Era da Lei por meio do Seu povo escolhido, os israelitas. Novamente pela primeira vez, Deus forneceu aos israelitas as regras e leis expressas que a humanidade deveria seguir e as explicou em detalhes para eles. Essa foi a primeira vez que Deus deu aos seres humanos regras tão específicas e padronizadas para como eles deveriam oferecer sacrifícios, como deveriam viver, o que deveriam fazer e não fazer, quais festas e dias eles deveriam observar, e os princípios a seguir em tudo que fizessem. Foi a primeira vez que Deus deu à humanidade regulamentos e princípios tão detalhados e padronizados sobre como deveriam viver sua vida.

Sempre que digo “pela primeira vez”, isso se refere a um tipo de obra que Deus nunca tinha realizado antes. Refere-se a uma obra que não existia antes, e embora Deus tivesse criado a humanidade e todos os tipos de criaturas e seres vivos, esse é um tipo de obra que Ele nunca tinha feito antes. Toda essa obra envolvia o gerenciamento da humanidade por Deus; tudo tinha a ver com as pessoas e a salvação e o gerenciamento delas por Deus. Depois de Abraão, Deus mais uma vez teve uma estreia — Ele escolheu Jó como aquele que viveria sob lei e poderia resistir às tentações de Satanás, enquanto continuava a temer a Deus, a evitar o mal e ser testemunha de Deus. Essa foi também a primeira vez que Deus permitiu que Satanás tentasse uma pessoa e a primeira vez que Ele fez uma aposta com Satanás. No final, pela primeira vez, Ele ganhou alguém que era capaz de ser testemunha e de dar testemunho Dele enquanto enfrentava Satanás e alguém capaz de envergonhar Satanás completamente. Desde que Deus tinha criado a humanidade, essa foi a primeira pessoa que Ele tinha ganhado que era capaz de dar testemunho Dele. Tendo ganhado esse homem, Deus ficou ainda mais ansioso para continuar o Seu gerenciamento e realizar o próximo estágio na Sua obra, preparando o local e as pessoas que Ele escolheria para o próximo passo da Sua obra.

Depois de comungar sobre tudo isso, vocês têm uma verdadeira compreensão da vontade de Deus? Deus considera esse caso de Seu gerenciamento da humanidade, de Sua salvação da humanidade, como mais importante do que qualquer outra coisa. Ele faz essas coisas não apenas com a Sua mente nem apenas com Suas palavras e, certamente, não com uma atitude casual — Ele faz todas essas coisas com um plano, com um objetivo, com padrões e com a Sua vontade. É claro que essa obra de salvar a humanidade tem grande significado tanto para Deus como para o homem. Por mais difícil que seja a obra, por maiores que sejam os obstáculos, por mais fracos que sejam os humanos, ou por mais profunda que seja a rebeldia da humanidade, nada disso é difícil para Deus. Deus Se mantém ocupado, despendendo Seus meticulosos esforços e gerenciando a obra que Ele Mesmo quer realizar. Ele também está arranjando tudo e exercendo Sua soberania sobre todas aquelas pessoas nas quais operará e sobre toda a obra que Ele quer completar — nada disso tem sido feito antes. Essa foi a primeira vez em que Deus usou esses métodos e pagou um preço tão alto por esse importante projeto de gerenciar e salvar a humanidade. Enquanto Deus está realizando essa obra, pouco a pouco Ele está expressando e liberando para a humanidade, sem reservas, Seu esforço meticuloso, o que Ele tem e é, Sua sabedoria e onipotência e cada aspecto do Seu caráter. Ele libera e expressa essas coisas como Ele nunca tem feito antes. Assim, no universo inteiro, além das pessoas que Deus visa gerenciar e salvar, nunca houve qualquer criatura tão próxima de Deus, que teve um relacionamento tão íntimo com Ele. No Seu coração, a humanidade que Ele quer gerenciar e salvar é de suma importância; Ele valoriza essa humanidade acima de tudo; embora tenha pago um alto preço por ela e embora seja continuamente magoado e desobedecido por ela, Ele nunca desiste dela e prossegue incansavelmente na Sua obra, sem queixas nem arrependimentos. Isso é porque Ele sabe que, mais cedo ou mais tarde, algum dia as pessoas despertarão para o Seu chamado e serão tocadas pelas Suas palavras, reconhecerão que Ele é o Senhor da Criação e retornarão para o Seu lado…

Depois de ouvir tudo isso hoje, vocês podem sentir que tudo que Deus faz é muito normal. Parece que os humanos sempre sentiram um pouco das intenções de Deus para com elas a partir das Suas palavras e da Sua obra, mas há sempre uma certa distância entre os sentimentos ou o conhecimento deles e o que Deus está pensando. É por isso que acho ser necessário comunicar para todas as pessoas por que Deus criou a humanidade e o contexto por trás do Seu desejo de ganhar a humanidade que Ele esperava. É essencial compartilhar isso com todos, para que todos tenham clareza em seu coração. Como cada pensamento e ideia de Deus, cada fase e cada período da Sua obra estão vinculados e intimamente ligados a toda a Sua obra de gerenciamento, assim, quando vocês compreendem os pensamentos, as ideias e a vontade Dele em cada passo de Sua obra, isso é o mesmo que compreender como a obra de Seu plano de gerenciamento surgiu. É sobre esse fundamento que a compreensão que vocês têm de Deus se aprofunda. Embora tudo que Deus fez quando criou o mundo, como já mencionei, por ora pareça ser meramente “informação” irrelevante para a busca da verdade, ao longo da experiência de você haverá, porém, um dia em que você não mais pensará que seja algo tão simples como uma informação qualquer, nem que seja simplesmente algum tipo de mistério. À medida que a sua vida progride, uma vez que Deus tiver algum lugar em seu coração ou uma vez que você compreender mais plena e profundamente a Sua vontade, você realmente compreenderá a importância e a necessidade daquilo que estou falando hoje. Não importa em que medida vocês aceitem isso agora, ainda é necessário que vocês entendam e saibam essas coisas. Quando Deus faz alguma coisa, quando Ele realiza Sua obra, não importa se é com as Suas ideias ou com as Suas próprias mãos, não importa se é a primeira vez que Ele fez aquilo ou se é a última — no fim, Deus tem um plano, e Seus propósitos e pensamentos estão em tudo que Ele faz. Esses propósitos e pensamentos representam o caráter de Deus e expressam o que Ele tem e é. Essas duas coisas — o caráter de Deus e o que Ele tem e é — devem ser compreendidas por todas as pessoas, sem exceção. Uma vez que uma pessoa compreende o Seu caráter e o que Ele tem e é, ela pode gradualmente compreender por que Deus faz o que faz e por que Ele diz o que diz. A partir daí, ela pode ter mais fé para seguir a Deus, buscar a verdade e uma mudança de seu caráter. Ou seja, o entendimento do homem sobre Deus e sua fé em Deus são inseparáveis.

Extraído de ‘A obra de Deus, o caráter de Deus e o Próprio Deus III’ em “A Palavra manifesta em carne”

Palavras diárias de Deus Trecho 63

Se aquilo do que as pessoas ganham conhecimento e aquilo que chegam a entender for o caráter de Deus e o que Ele tem e é, então o que elas ganham será a vida que vem de Deus. Uma vez que essa vida tenha sido forjada dentro de você, seu temor a Deus se tornará cada vez maior. Esse é um ganho que ocorre muito naturalmente. Se você não quer compreender nem conhecer o caráter de Deus ou a Sua essência, se você não quer nem sequer ponderar ou concentrar-se nessas coisas, posso dizer-lhe com certeza que a maneira como você está atualmente buscando sua fé em Deus nunca poderá permitir que você cumpra a vontade Dele ou ganhe o Seu louvor. Mais ainda, você nunca poderá verdadeiramente alcançar a salvação — essas são as consequências finais. Quando as pessoas não compreendem a Deus e não conhecem o Seu caráter, seu coração nunca pode realmente se abrir para Ele. Uma vez que tenham entendido Deus, elas começarão a apreciar e saborear o que está no Seu coração com interesse e fé. Quando você aprecia e saboreia o que está no coração de Deus, seu coração vai gradualmente, pouco a pouco, se abrindo para Ele. Quando seu coração se abrir para Ele, você sentirá quão vergonhosas e desprezíveis foram suas permutas com Deus, suas exigências a Ele e seus próprios desejos extravagantes. Quando seu coração realmente se abrir para Deus, você verá que o coração Dele é um mundo infinito e você entrará em um reino que nunca experimentou antes. Nesse reino não há trapaça, não há engano, não há escuridão nem maldade. Existe somente sinceridade e fidelidade; luz e retidão; somente justiça e bondade. É cheio de amor e cuidado, compaixão e tolerância, e, por meio dele, você sente a felicidade e a alegria de estar vivo. Essas coisas são o que Deus revelará a você quando você abrir seu coração para Ele. Esse mundo infinito está repleto da sabedoria de Deus e da Sua onipotência; também está repleto do Seu amor e da Sua autoridade. Aqui você pode ver cada aspecto daquilo que Deus tem e é, o que traz alegria a Ele, por que Ele se preocupa e por que fica triste, por que se irrita… Isso é o que cada pessoa que abre o coração e permite que Deus entre nele pode ver. Deus só pode entrar em seu coração se você o abrir para Ele. Você só pode ver o que Deus tem e é e só pode ver Suas intenções para você, se Ele tiver entrado em seu coração. Nesse momento, você descobrirá que tudo a respeito de Deus é muito precioso, que o que Ele tem e é é muito digno de se valorizar. Comparado a isso, as pessoas que o cercam, os objetos e eventos na sua vida e até mesmo seus entes queridos, seu parceiro e as coisas que você ama mal são dignos de serem mencionados. Eles são tão pequenos e inferiores; você sentirá que nenhum objeto material jamais poderá seduzi-lo novamente e que qualquer objeto material poderá incitá-lo a pagar um preço por ele novamente. Na humildade de Deus, você verá a Sua grandeza e supremacia. Além disso, você verá em algum feito de Deus, que anteriormente você acreditava ser muito pequeno, Sua infinita sabedoria e tolerância, você verá Sua paciência, Sua longanimidade e Sua compreensão por você. Isso gerará em você uma adoração por Ele. Nesse dia, você sentirá que a humanidade está vivendo em um mundo tão imundo, que as pessoas ao seu lado e as coisas que acontecem na sua vida e até aqueles que você ama, o amor deles por você e a suposta proteção ou preocupação deles por você são coisas que nem merecem ser mencionadas — apenas Deus é o seu amado, é apenas Deus o que você mais preza. Quando esse dia chegar, creio que haverá algumas pessoas que dirão: o amor de Deus é tão grande e Sua essência é tão sagrada — em Deus não há engano, nem mal, nem inveja, nem conflito, mas apenas retidão e autenticidade, e tudo que Deus tem e é deve ser desejado pelos humanos. Os humanos devem se esforçar e aspirar por isso. Sobre qual base é construída a capacidade da humanidade para conseguir isso? Ela é construída com base na compreensão que os humanos têm do caráter de Deus e na sua compreensão da essência de Deus. Assim, compreender o caráter de Deus e o que Ele tem e é é uma lição para toda a vida para cada pessoa; esse é um objetivo vitalício buscado por cada pessoa que se esforça para mudar o seu caráter e que se esforça para conhecer a Deus.

Extraído de ‘A obra de Deus, o caráter de Deus e o Próprio Deus III’ em “A Palavra manifesta em carne”

Palavras diárias de Deus Trecho 64

Se quisermos compreender mais do que Deus tem e é, não podemos parar no Antigo Testamento ou na Era da Lei — devemos seguir em frente, acompanhando os passos que Deus deu em Sua obra. Então, quando Deus encerrou a Era da Lei e iniciou a Era da Graça, deixem que nossos próprios passos sigam até a Era da Graça — uma era cheia de graça e redenção. Nessa era, Deus novamente fez algo muito importante que nunca tinha sido feito antes. A obra nessa nova era, tanto para Deus como para a humanidade, foi um novo ponto de partida — ponto de partida que consistia em outra nova obra feita por Deus que nunca tinha sido feita antes. Essa nova obra era sem precedente, algo que estava além da força de imaginação dos humanos e de todas as criaturas. É algo que, agora, é bem conhecido a todas as pessoas — pela primeira vez Deus Se tornou um ser humano e pela primeira vez Ele iniciou uma nova obra na forma de um homem, com a identidade de um homem. Essa nova obra significou que Deus completou a Sua obra na Era da Lei e que Ele não faria nem diria mais nada sob a lei. Tampouco falaria nem faria qualquer coisa na forma da lei nem de acordo com os princípios ou regras da lei. Isto é, toda a Sua obra baseada na lei foi interrompida para sempre e não seria continuada, pois Deus queria começar uma nova obra e fazer novas coisas. Seu plano mais uma vez teve um novo ponto de partida, e, assim, Deus teve que conduzir a humanidade para a próxima era.

Se isso foi uma notícia alegre ou sinistra para os humanos dependeu da essência de cada pessoa individual. Pode-se dizer que, para algumas pessoas, não foi uma notícia alegre, mas ameaçadora, porque quando Deus começou Sua nova obra, aqueles que apenas seguiam as leis e as regras, que apenas seguiam as doutrinas, mas não temiam a Deus, tendiam a usar a antiga obra de Deus para condenar Sua nova obra. Para essas pessoas, foi uma notícia ameaçadora; mas para cada pessoa que era inocente e aberta, que era sincera com Deus e estava disposta a receber a Sua redenção, a primeira encarnação de Deus foi uma notícia muito alegre. Pois desde que os humanos passaram a existir pela primeira vez, essa foi a primeira vez em que Deus apareceu e viveu entre os homens de uma forma que não era Espírito; dessa vez, Ele nasceu de um ser humano e viveu entre as pessoas como o Filho do homem e operou em seu meio. Essa “estreia” derrubou as noções das pessoas; estava além de tudo que podiam imaginar. Além disso, todos os seguidores de Deus ganharam um benefício tangível. Deus não apenas encerrou a antiga era como também encerrou Seus antigos métodos e estilo de operar. Ele não mais exigiu que Seus mensageiros transmitissem a Sua vontade, não ficou mais oculto entre as nuvens e não mais apareceu nem falou com os humanos de maneira imponente, através do trovão. Diferente de tudo que houve antes, por meio de um método inimaginável para os humanos, que era difícil para eles compreenderem ou aceitarem — tornando-Se carne — Ele Se tornou o Filho do homem a fim de iniciar a obra daquela era. Esse ato de Deus pegou a humanidade totalmente despreparada; constrangeu-a, porque Deus havia, mais uma vez, iniciado uma nova obra que Ele nunca havia feito antes.

Extraído de ‘A obra de Deus, o caráter de Deus e o Próprio Deus III’ em “A Palavra manifesta em carne”

Palavras diárias de Deus Trecho 65

Mateus 12:1 Naquele tempo passou Jesus pelas searas num dia de sábado; e os Seus discípulos, sentindo fome, começaram a colher espigas, e a comer.

Mateus 12:6-8 Digo-vos, porém, que aqui está o que é maior do que o templo. Mas, se vós soubésseis o que significa: Misericórdia quero, e não sacrifícios, não condenaríeis os inocentes. Porque o Filho do homem até do sábado é o Senhor.

Vejamos primeiro esta passagem: “Naquele tempo passou Jesus pelas searas num dia de sábado; e os Seus discípulos, sentindo fome, começaram a colher espigas, e a comer”.

Por que selecionei essa passagem? Que conexão tem ela com o caráter de Deus? Nesse texto, a primeira coisa que aprendemos é que era o dia de sábado, mas o Senhor Jesus saiu e levou Seus discípulos pelos campos de trigo. O que é ainda mais “traiçoeiro” é que eles até “começaram a colher espigas, e a comer”. Na Era da Lei, a lei de Deus Jeová estipulava que as pessoas não podiam sair casualmente ou participar de atividades no sábado — havia muitas coisas que não podiam ser feitas no sábado. Essa ação por parte do Senhor Jesus foi intrigante para os que tinham vivido sob a lei por um longo tempo, e até provocou críticas. Quanto à confusão deles e à maneira como falaram sobre o que Jesus fez, vamos deixar isso de lado por ora e discutir primeiro por que o Senhor Jesus optou por fazer isso justamente no sábado e o que Ele quis comunicar, por meio dessa ação, às pessoas que viviam sob a lei. É sobre a conexão entre essa passagem e o caráter de Deus que desejo falar.

Quando o Senhor Jesus veio, Ele usou Suas ações práticas para dizer as pessoas que Deus havia deixado a Era da Lei e iniciado uma nova obra e que essa nova obra não exigia observar o sábado. A saída de Deus saiu dos limites do dia de sábado foi apenas um prenúncio da Sua nova obra; a obra real e grandiosa ainda estava por vir. Quando o Senhor Jesus iniciou a Sua obra, Ele já havia deixado para trás os “grilhões” da Era da Lei e rompido com os regulamentos e princípios daquela era. Nele, não havia vestígio de nada relativo à lei; Ele a havia rejeitado inteiramente e não mais a observava e não mais exigia que a humanidade a observasse. Então aqui você vê que o Senhor Jesus passou pelos campos de trigo no sábado e que o Senhor não descansou; Ele estava ao ar livre, trabalhando e não descansando. Essa Sua ação foi um choque para as noções das pessoas, e ela comunicou a elas que Ele não mais vivia sob a lei e que Ele havia deixado as limitações do sábado e aparecido diante da humanidade e em seu meio em uma nova imagem, com uma nova maneira de operar. Essa Sua ação disse às pessoas que Ele havia trazido Consigo uma nova obra, uma obra que começou com o emergir de estar sob a lei e o partir do sábado. Quando Deus realizou Sua nova obra, Ele não mais Se apegou ao passado e não estava mais preocupado com os regulamentos da Era da Lei. Tampouco foi afetado pela Sua obra na era anterior, mas, em vez disso, operou no sábado como fazia em qualquer outro dia, e quando Seus discípulos ficaram com fome no sábado, eles puderam colher espigas para comer. Isso tudo era muito normal aos olhos de Deus. Para Deus, é permissível ter um novo início para boa parte da nova obra que Ele quer fazer e as palavras novas que Ele quer dizer. Quando Ele começa algo novo, Ele não menciona Sua obra anterior nem continua a executá-la. Deus tem Seus princípios na Sua obra, quando Ele quer começar uma nova obra, é quando Ele quer trazer a humanidade para um novo estágio da Sua obra e quando a Sua obra entrará em uma fase mais elevada. Se as pessoas continuarem a agir de acordo com os ditos ou regulamentos antigos ou continuarem a se apegar a eles, Ele não lembrará nem aprovará isso. Isso acontece porque Ele já trouxe uma nova obra e entrou em uma nova fase da Sua obra. Quando Ele inicia uma nova obra, Ele aparece para a humanidade com uma imagem inteiramente nova, de um ângulo completamente novo e de uma maneira completamente nova, para que as pessoas possam ver diferentes aspectos do Seu caráter e o que Ele tem e é. Esse é um dos Seus objetivos na Sua nova obra. Deus não Se apega a coisas velhas nem segue a senda já muito trilhada; quando Ele opera e fala, Ele não é tão proibitivo quanto as pessoas imaginam. Em Deus, tudo é livre e liberado, e não há proibição nem restrições — o que Ele traz para a humanidade é liberdade e libertação. Ele é um Deus vivo, um Deus que existe genuína e verdadeiramente. Ele não é uma marionete nem uma figura de barro e é totalmente diferente dos ídolos que as pessoas consagram e adoram. Ele é vivo e vibrante, e o que Suas palavras e a Sua obra trazem para a humanidade é inteiramente vida e luz, liberdade e libertação, porque Ele detém a verdade, a vida e o caminho — Ele não é limitado por nada em nenhuma parte da Sua obra. Não importa o que as pessoas digam nem a maneira como veem ou avaliam a Sua nova obra, Ele realizará a Sua obra sem hesitação. Ele não Se preocupará com as noções de ninguém nem com dedos apontados para a Sua obra e as Suas palavras, nem mesmo com a forte oposição e resistência das pessoas à Sua nova obra. Ninguém, em toda a criação, pode usar a razão humana nem a imaginação, o conhecimento ou a moralidade humanos para medir ou definir o que Deus faz, para desacreditar, perturbar ou sabotar a Sua obra. Não há proibição na Sua obra e no que Ele faz; ela não será restringida por nenhum homem, evento ou coisa e não será interrompida por nenhuma força hostil. No que diz respeito à Sua nova obra, Ele é um Rei sempre vitorioso, e todas as forças hostis e todas as heresias e falácias da humanidade são pisoteadas debaixo do Seu escabelo. Não importa qual novo estágio da Sua obra Ele esteja realizando, ele certamente será desenvolvido e ampliado em meio à humanidade e certamente será realizado sem impedimentos por todo o universo, até que a Sua grande obra tenha se completado. Essa é a onipotência e sabedoria de Deus, Sua autoridade e poder. Assim, o Senhor Jesus pôde sair e operar no sábado abertamente, porque não havia regras em Seu coração e não havia conhecimento nem doutrina originária da humanidade. O que Ele tinha era a nova obra de Deus e o caminho de Deus. Sua obra era o caminho para libertar a humanidade, para libertar as pessoas, para permitir que elas existissem na luz e vivessem. Entrementes, aqueles que adoram ídolos ou falsos deuses vivem todos os dias presos por Satanás, restringidos por todos os tipos de regras e tabus — hoje uma coisa é proibida; amanhã, outra — não há liberdade em sua vida. Eles são como prisioneiros algemados, que vivem sem nenhuma alegria. O que a “proibição” representa? Ela representa restrições, amarras e maldade. Assim que uma pessoa adora um ídolo, ela está adorando um falso deus, um espírito maligno. A proibição surge quando uma pessoa se engaja em tais atividades. Você não pode comer isso ou aquilo, hoje você não pode sair, amanhã não pode cozinhar, no dia seguinte não pode mudar-se para uma casa nova, certos dias devem ser escolhidos para casamentos e enterros e até mesmo para dar à luz uma criança. Como se chama isso? Chama-se proibição; é a escravidão da humanidade, e são os grilhões de Satanás e dos espíritos malignos que controlam as pessoas e lhes confinam o coração e o corpo. Essas proibições existem com Deus? Ao falar da santidade de Deus, você deve primeiro pensar nisto: com Deus não há proibições. Deus tem princípios nas Suas palavras e obras, mas não há proibições, pois o Próprio Deus é a verdade, o caminho e a vida.

Extraído de ‘A obra de Deus, o caráter de Deus e o Próprio Deus III’ em “A Palavra manifesta em carne”

Palavras diárias de Deus Trecho 66

“Digo-vos, porém, que aqui está o que é maior do que o templo. Mas, se vós soubésseis o que significa: Misericórdia quero, e não sacrifícios, não condenaríeis os inocentes. Porque o Filho do homem até do sábado é o Senhor” (Mateus 12:6-8). A que se refere a palavra “templo” aqui? Simplificando, ela se refere a um edifício alto e magnífico e, na Era da Lei, o templo era um local onde os sacerdotes adoravam a Deus. Quando o Senhor Jesus disse: “Aqui está o que é maior do que o templo”, a quem estava se referindo? Claramente, ao Senhor Jesus na carne, porque apenas Ele era maior que o templo. O que essas palavras disseram às pessoas? Elas disseram às pessoas que saíssem do templo — Deus já havia saído do templo e não estava mais operando nele, portanto as pessoas deveriam buscar os passos de Deus fora do templo e seguir Seus passos na Sua nova obra. Quando o Senhor Jesus disse isso havia uma premissa por trás de Suas palavras, que era que, sob a lei, as pessoas tinham passado a ver o templo como algo maior que o Próprio Deus. Isto é, as pessoas adoravam o templo em vez de adorar a Deus, por isso o Senhor Jesus as advertiu a não adorar ídolos, mas a, em vez disso, adorar a Deus, pois Ele é supremo. Assim, Ele disse: “Misericórdia quero, e não sacrifícios”. É evidente que, aos olhos do Senhor Jesus, a maioria das pessoas que vivia sob a lei não mais adorava a Jeová, mas estava apenas agindo sem se envolver nos sacrifícios, e o Senhor Jesus determinou que isso constituía idolatria. Esses adoradores de ídolos viam o templo como algo maior e superior a Deus. Em seu coração havia apenas o templo, não Deus, e se eles perdessem o templo, então eles perderiam sua morada. Sem o templo, eles não teriam onde adorar e não poderiam realizar seus sacrifícios. Sua chamada “morada” é onde eles usavam o pretexto falso de adorar a Deus Jeová a fim de permanecer no templo e tratar dos seus próprios assuntos. Seus supostos sacrifícios nada mais era do que eles levando a cabo suas próprias transações vergonhosas sob o disfarce de prestar seu serviço no templo. Foi por essa razão que as pessoas daquela época viam o templo como maior que Deus. O Senhor Jesus disse essas palavras como alerta para as pessoas, pois elas usavam o templo como fachada e os sacrifícios como disfarce para enganar as pessoas e enganar a Deus. Se vocês aplicarem essas palavras ao presente, elas são igualmente válidas e igualmente pertinentes. Embora as pessoas de hoje tenham experimentado uma obra de Deus diferentes da experimentada pelas pessoas na Era da Lei, sua natureza-essência é a mesma. No contexto da obra de hoje, as pessoas ainda fazem o mesmo tipo de coisas como representadas pelas palavras “o templo é maior que Deus”. Por exemplo, as pessoas consideram cumprir o seu dever o seu trabalho; elas consideram dar testemunho de Deus e combater o grande dragão vermelho movimentos políticos em defesa dos direitos humanos, pela democracia e pela liberdade; eles transformam em carreiras seu dever de utilizar as suas habilidades, porém consideram que temer a Deus e evitar o mal não passam de instâncias de doutrina religiosa para se observar; e assim por diante. Não são esses comportamentos essencialmente o mesmo que “o templo é maior que Deus”? A diferença é que, dois mil anos atrás, as pessoas tratavam dos seus negócios pessoais no templo físico, mas hoje, tratam dos seus negócios pessoais em templos intangíveis. Aquelas pessoas que valorizam as regras veem as regras como maiores que Deus, aquelas pessoas que amam o status veem o status como maior que Deus, aquelas que amam sua carreira veem a carreira como maior que Deus e assim por diante — todas as suas expressões Me levam a dizer: “As pessoas louvam a Deus como sendo o maior pelas suas palavras, mas, aos seus olhos, tudo é maior que Deus”. Isso é porque, assim que as pessoas encontram uma oportunidade ao longo de sua senda de seguir a Deus para mostrar seus próprios talentos ou para tratar dos seus próprios negócios ou da sua própria carreira, elas se distanciam de Deus e se lançam na sua amada carreira. Quanto àquilo que Deus lhes confiou e à Sua vontade, essas coisas já foram descartadas há muito tempo desde então. Quando é a diferença entre o estado dessas pessoas e das que tratavam dos seus próprios negócios no templo dois mil anos atrás?

Extraído de ‘A obra de Deus, o caráter de Deus e o Próprio Deus III’ em “A Palavra manifesta em carne”

Palavras diárias de Deus Trecho 67

A frase “o Filho do homem até do sábado é o Senhor” diz às pessoas que tudo relacionado a Deus não é de natureza imaterial e, embora Deus possa suprir todas as suas necessidades materiais, uma vez que todas as suas necessidades materiais tenham sido satisfeitas, a satisfação vinda dessas coisas poderá substituir a sua busca da verdade? É bem claro que isso não é possível! O caráter de Deus e o que Ele tem e é, sobre os quais comunicamos, são ambos a verdade. Seu valor não pode ser comparado com nenhum objeto material, não importa quão valioso seja, nem o seu valor pode ser quantificado em termos de dinheiro, pois não é um objeto material e supre as necessidades do coração de cada pessoa. Para cada pessoa, o valor dessas verdades intangíveis deve ser maior que o valor de qualquer coisa material que você possa prezar, não deve? Essa afirmação é algo sobre o qual vocês devem refletir. O ponto chave do que Eu disse é que aquilo que Deus tem e é e tudo relacionado a Deus são as coisas mais importantes para cada pessoa e não podem ser substituídas por nenhum objeto material. Eu lhe darei um exemplo: quando você está com fome, precisa de comida. Esse alimento pode ser melhor ou pior mais ou menos insatisfatório, mas, contanto que você coma o suficiente, a sensação desagradável de estar com fome deixará de existir — ela terá desaparecido. Você pode ficar sentado em paz, e seu corpo estará em repouso. A fome das pessoas pode ser resolvida com comida, mas quando você está seguindo a Deus e sente que não tem entendimento Dele, como você pode resolver o vazio em seu coração? Pode ser resolvido com comida? Ou quando você está seguindo a Deus e não compreende a vontade Dele, o que você pode usar para compensar essa fome em seu coração? No processo da sua experiência de salvação por meio de Deus, enquanto você busca uma mudança no seu caráter, se você não compreender a Sua vontade ou não souber o que é a verdade, se você não compreender o caráter de Deus, você não se sentirá muito incomodado? Não sentirá uma forte fome e sede em seu coração? Esses sentimentos não impedirão que você sinta descanso em seu coração? Assim, como você pode compensar essa fome em seu coração — existe uma maneira de resolvê-lo? Algumas pessoas vão fazer compras, outras procuram seus amigos para se confidenciar, outras se entregam a um longo sono, outras leem mais das palavras de Deus ou trabalham mais e despendem mais esforço para cumprir seus deveres. Essas coisas podem resolver suas dificuldades reais? Todos vocês compreendem plenamente esses tipos de práticas. Quando você se sente impotente, quando sente um forte desejo de ganhar o esclarecimento de Deus para lhe permitir conhecer a realidade da verdade e da Sua vontade, do que você mais precisa? O que você precisa não é de uma refeição completa nem de algumas palavras gentis, muito menos a consolação e satisfação passageiras da carne — o que você precisa é que Deus lhe diga, direta e claramente, o que você deve fazer e como deve fazê-lo, que lhe diga com clareza o que é a verdade. Depois de compreender isso, mesmo que você ganhe apenas um pouquinho de entendimento, você não se sentirá mais satisfeito em seu coração do que se tivesse comido uma boa refeição? Quando seu coração está satisfeito, o seu coração e todo o seu ser não ganham descanso verdadeiro? Por meio dessa analogia e análise, vocês compreendem agora por que Eu quis compartilhar com vocês esta frase: “O Filho do homem até do sábado é o Senhor”? Seu significado é que aquilo que vem de Deus, o que Ele tem e é, e tudo relacionado a Ele são maiores do que qualquer outra coisa, incluindo a coisa ou a pessoa que você antes acreditava ser a que você mais estimava. Isto é, se uma pessoa não consegue ganhar palavras da boca de Deus ou não entende a Sua vontade, não pode ganhar descanso. Em suas experiências futuras, vocês compreenderão por que Eu queria que vocês vissem essa passagem hoje — isso é muito importante. Tudo o que Deus faz é verdade e vida. A verdade é algo que não pode faltar na vida das pessoas e é algo sem o qual elas nunca podem viver; também se poderia dizer que é a maior de todas as coisas. Embora você não possa vê-la nem tocá-la, a importância dela para você não pode ser ignorada; é a única coisa que pode trazer descanso ao seu coração.

Extraído de ‘A obra de Deus, o caráter de Deus e o Próprio Deus III’ em “A Palavra manifesta em carne”

Palavras diárias de Deus Trecho 68

A compreensão que vocês têm da verdade está integrada no próprio estado de vocês? Na vida real, você precisa pensar primeiro em quais verdades se relacionam com as pessoas, eventos e coisas que você já encontrou; é entre essas verdades que você pode encontrar a vontade de Deus e conectar aquilo que você encontrou com a vontade Dele. Se você não sabe quais aspectos da verdade se relacionam com as coisas que você encontrou, mas, em vez disso, vai diretamente buscar a vontade de Deus, isso é uma abordagem cega que não pode alcançar resultados. Se você quer buscar a verdade e entender a vontade de Deus, deve primeiro examinar que tipo de coisas lhe aconteceram, a que aspectos da verdade se relacionam, e procurar a verdade específica na palavra de Deus que se relaciona ao que você experimentou. Você então procurará a senda da prática que é correta para você naquela verdade; dessa forma, você poderá ganhar uma compreensão indireta da vontade de Deus. Buscar e praticar a verdade não é aplicar mecanicamente uma doutrina ou seguir uma fórmula. A verdade não é uma fórmula nem é uma lei. Ela não está morta — ela é a própria vida, é uma coisa viva, é a regra que um ser criado deve seguir na vida e a regra que um humano deve ter na vida. Isso é algo que você deve compreender o máximo possível por meio da experiência. Não importa a qual estágio você já chegou em sua experiência, você é inseparável da palavra de Deus ou da verdade, e o que você entende do caráter de Deus e o que você sabe daquilo que Deus tem e é, tudo isso está expresso nas palavras de Deus; elas estão inextricavelmente ligadas à verdade. O caráter de Deus e aquilo que Ele tem e é são, em si mesmos, a verdade; a verdade é uma manifestação autêntica do caráter de Deus e daquilo que Ele tem e é. Isso torna concreto aquilo que Ele tem e é e faz uma declaração clara sobre aquilo que Ele tem e é; diz a você mais diretamente o que Deus gosta, o que Ele não gosta, o que Ele quer que você faça e o que Ele não permite que você faça, quais pessoas Ele despreza e em quais pessoas Ele Se deleita. Por trás das verdades que Deus expressa, as pessoas podem ver Seu prazer, raiva, tristeza e felicidade, bem como a Sua essência — essa é a revelação do Seu caráter. Além de saber o que Deus tem e é e compreender Seu caráter a partir da Sua palavra, o mais importante é a necessidade de alcançar esse entendimento por meio da experiência prática. Se uma pessoa se retira da vida real a fim de conhecer a Deus, ela não conseguirá alcançar isso. Mesmo que haja pessoas capazes de ganhar alguma compreensão da palavra de Deus, sua compreensão é limitada a teorias e palavras, e então surge uma disparidade com o que o Próprio Deus realmente é.

Tudo que estamos comunicando agora está dentro do escopo das histórias registradas na Bíblia. Por meio dessas histórias e por meio da análise dessas coisas que aconteceram, as pessoas podem entender o Seu caráter e o que Ele tem e é que Ele expressou, permitindo-lhes conhecer cada aspecto de Deus de maneira mais ampla, mais profunda, mais abrangente e mais completa. Então, será que a única maneira de conhecer todos os aspectos de Deus é por meio dessas histórias? Não, não é a única maneira! Pois o que Deus diz e a obra que Ele faz na Era do Reino podem ajudar melhor as pessoas a conhecer o Seu caráter e a conhecê-lo mais plenamente. No entanto, creio que seja um pouco mais fácil conhecer o caráter de Deus e compreender o que Ele tem e é por meio de alguns exemplos ou histórias registradas na Bíblia com as quais as pessoas estão familiarizadas. Se Eu tomar as palavras de julgamento e castigo e as verdades que Deus expressa hoje, palavra por palavra, para capacitar você a conhecê-Lo dessa maneira, você sentirá que isso tudo é muito enfadonho e tedioso, e algumas pessoas até sentirão que as palavras de Deus parecem ser como fórmulas. Mas se Eu tomar essas histórias bíblicas como exemplos para ajudar as pessoas a conhecer o caráter de Deus, elas não as acharão tediosas. Você poderia dizer que, no decorrer da explicação desses exemplos, os detalhes daquilo que estava no coração de Deus naquele tempo — Seu humor ou sentimento, ou Seus pensamentos e ideias — foram transmitidos às pessoas em linguagem humana, e o objetivo de tudo isso é permitir que elas apreciem, sintam que o que Deus tem e é não é como uma fórmula. Não é uma lenda nem algo que as pessoas não podem ver nem tocar. É algo que realmente existe e que as pessoas podem sentir e apreciar. Esse é o objetivo final. Poderíamos dizer que as pessoas que vivem nesta era são abençoadas. Elas podem recorrer a histórias bíblicas para ganhar uma compreensão mais ampla da obra anterior de Deus; podem ver o Seu caráter através da obra que Ele realizou; podem compreender a vontade de Deus para a humanidade por meio desses caracteres que Ele expressou e compreender as manifestações concretas da Sua santidade e do Seu cuidado para com os humanos e, assim, elas podem alcançar um conhecimento mais detalhado e mais profundo do caráter de Deus. Creio que todos vocês podem sentir isso!

Extraído de ‘A obra de Deus, o caráter de Deus e o Próprio Deus III’ em “A Palavra manifesta em carne”

Palavras diárias de Deus Trecho 69

Dentro do escopo da obra que o Senhor Jesus completou na Era da Graça, você pode ver outro aspecto daquilo que Deus tem e é. Esse aspecto foi expresso através de Sua carne, e as pessoas puderam ver e apreciar isso por causa da Sua humanidade. No Filho do homem, as pessoas viram como Deus na carne viveu a Sua humanidade e viram a divindade de Deus expressa através da carne. Esses dois tipos de expressão permitiram que as pessoas vissem um Deus muito real e permitiram que as pessoas formassem um conceito diferente de Deus. Contudo, durante o período de tempo entre a criação do mundo e o fim da Era da Lei, isto é, antes da Era da Graça, os únicos aspectos de Deus que eram vistos, ouvidos e experimentados pelo povo eram apenas a divindade de Deus, as coisas que Deus fez e disse em um reino não material e as coisas que Ele expressou da Sua pessoa real que não podiam ser vistas nem tocadas. Muitas vezes, essas coisas faziam as pessoas sentirem que Deus era tão elevado em Sua grandeza que elas não podiam se aproximar Dele. A impressão que Deus costumava dar às pessoas era que Ele aparecia e desaparecia de sua capacidade de percebê-Lo, e as pessoas até chegavam a sentir que cada um dos pensamentos e ideias Dele era tão misterioso e tão esquivo que não havia como alcançá-los, muito menos tentar compreendê-los e apreciá-los. Para as pessoas, tudo que se relacionava a Deus era muito distante, tão distante que as pessoas não podiam vê-lo, não podiam tocá-lo. Ele parecia estar lá no alto do céu e parecia que Ele nem existia. Assim, para as pessoas, compreender o coração e a mente de Deus ou qualquer um dos Seus pensamentos era inatingível e até fora de seu alcance. Embora Deus realizasse algumas obras concretas na Era da Lei e também emitisse algumas palavras específicas e expressasse alguns caracteres específicos para permitir que as pessoas apreciassem e percebessem algum conhecimento real Dele, no final, essas expressões daquilo que Deus tem vinha de um reino não material, e o que as pessoas compreendiam, o que elas sabiam ainda tratava do aspecto divino daquilo que Ele tem e é. A humanidade não podia ganhar um conceito concreto a partir dessa expressão daquilo que Ele tem e é, e a impressão que tinham de Deus ainda estava presa no escopo de “um corpo espiritual do qual é difícil se aproximar, que aparece e desaparece da percepção”. Como Deus não usou um objeto específico ou uma imagem pertencente ao reino material para aparecer diante das pessoas, elas permaneceram incapazes de defini-Lo usando a linguagem humana. No coração e na mente das pessoas, elas sempre quiseram usar sua própria linguagem para estabelecer um padrão para Deus, para torná-Lo tangível e para humanizá-Lo; por exemplo, saber a altura Dele, o Seu tamanho, a Sua aparência, o que, exatamente, Ele gosta e qual é a Sua personalidade específica. Na verdade, em Seu coração, Deus sabia que as pessoas pensavam assim. Ele tinha muita clareza sobre as necessidades das pessoas, e é claro que Ele sabia o que deveria fazer; assim, Ele realizou a Sua obra de uma maneira diferente na Era da Graça. Essa nova maneira foi, ao mesmo tempo, divina e humanizada. Na época em que o Senhor Jesus estava operando, as pessoas podiam ver que Deus tinha muitas expressões humanas. Por exemplo, Ele podia dançar, podia comparecer a casamentos, podia comungar com as pessoas, falar com elas e debater assuntos com elas. Além disso, o Senhor Jesus também completou muitas obras que representavam a Sua divindade e, é claro, toda essa obra foi uma expressão e uma revelação do caráter de Deus. Durante esse tempo, quando a divindade de Deus foi realizada em um corpo comum de uma maneira que as pessoas podiam ver e tocar, elas não mais sentiam que Ele aparecia e desaparecia da percepção nem que elas não podiam se aproximar Dele. Pelo contrário, podiam tentar compreender a vontade de Deus ou entender a Sua divindade por meio de cada movimento, por meio das palavras e por meio da obra do Filho do homem. O Filho do homem encarnado expressou a divindade de Deus por meio de Sua humanidade e transmitiu a vontade de Deus para a humanidade. E por meio da expressão da vontade e do caráter de Deus, Ele também revelou às pessoas o Deus que não pode ser visto nem tocado, que reside no reino espiritual. O que as pessoas viram foi o Próprio Deus em forma tangível, feito de carne e sangue. Assim, o Filho do homem encarnado tornou concretas e humanizadas coisas como a identidade, o status, a imagem e o caráter do Próprio Deus e o que Ele tem e é. Embora a aparência externa do Filho do homem tivesse algumas limitações em relação à imagem de Deus, Sua essência e o que Ele tem e é eram plenamente capazes de representar a identidade e o status do Próprio Deus — havia apenas algumas diferenças na forma de expressão. Não podemos negar que o Filho do homem representava a identidade e o status do Próprio Deus, tanto na forma de Sua humanidade e na Sua divindade. Durante essa época, porém, Deus operava por meio da carne, falava a partir da perspectiva da carne e Se postava diante da humanidade com a identidade e o status do Filho do homem, e isso deu às pessoas a oportunidade de encontrar e experimentar as verdadeiras palavras e obra de Deus em meio à humanidade. Também permitiu que as pessoas tivessem uma percepção da Sua divindade e grandeza em meio à humildade, que ganhassem também uma compreensão e uma definição preliminar da autenticidade e realidade de Deus. Embora a obra concluída pelo Senhor Jesus, as Suas maneiras de operar e a perspectiva a partir da qual Ele falava diferissem da pessoa real de Deus no reino espiritual, tudo Nele representava verdadeiramente o Próprio Deus, que a humanidade nunca tinha visto — isso não pode ser negado! Ou seja, não importa sob que forma Deus apareça, não importa de que perspectiva Ele fale, ou com que imagem Ele encare a humanidade, Deus não representa nada além de Si Mesmo. Ele não pode representar nada de um humano nem nada da humanidade corrompida. Deus é o Próprio Deus, e isso não pode ser negado.

Extraído de ‘A obra de Deus, o caráter de Deus e o Próprio Deus III’ em “A Palavra manifesta em carne”

Palavras diárias de Deus Trecho 70

A parábola da ovelha perdida

Mateus 18:12-14 Que vos parece? Se alguém tiver cem ovelhas, e uma delas se extraviar, não deixará as noventa e nove nos montes para ir buscar a que se extraviou? E, se acontecer achá-la, em verdade vos digo que maior prazer tem por esta do que pelas noventa e nove que não se extraviaram. Assim também não é da vontade de vosso Pai que está nos céus, que venha a perecer um só destes pequeninos.

Essa passagem é uma parábola — que tipo de sentimento ela dá às pessoas? A maneira como a expressão — a parábola — é usada aqui é uma figura de linguagem na linguagem humana e, sendo assim, pertence ao escopo do conhecimento humano. Se Deus tivesse dito algo semelhante na Era da Lei, as pessoas teriam sentido que tais palavras não eram verdadeiramente consistentes com quem Deus era, mas quando o Filho do homem transmitiu essas palavras na Era da Graça, elas pareceram reconfortantes, calorosas e íntimas para as pessoas. Quando Deus Se tornou carne, quando Ele apareceu na forma de um homem, Ele usou uma parábola muito apropriada que vinha de Sua própria humanidade para expressar a voz do Seu coração. Essa voz representava a própria voz de Deus e a obra que Ele queria realizar naquela época. Também representava uma atitude que Deus tinha para com as pessoas na Era da Graça. Olhando a partir da perspectiva da atitude de Deus para com as pessoas, Ele comparou cada pessoa a uma ovelha. Se uma ovelha se perdesse, Ele faria qualquer coisa que fosse necessária para encontrá-la. Isso representava um princípio da obra de Deus naquele tempo em meio à humanidade, quando Ele estava na carne. Deus usou essa parábola para descrever a Sua determinação e a Sua atitude nessa obra. Essa era a vantagem de Deus Se tornar carne: Ele podia aproveitar o conhecimento da humanidade e usar a linguagem humana para falar com as pessoas e para expressar a Sua vontade. Ele explicou, ou “traduziu” para o homem a Sua profunda e divina linguagem, que as pessoas tinham dificuldade para compreender, em linguagem humana, de uma maneira humana. Isso ajudou as pessoas a compreender a Sua vontade e saber o que Ele queria fazer. Ele também podia ter conversas com as pessoas partindo do ponto de vista humano, usando a linguagem humana, e comunicar-Se com as pessoas de uma maneira que elas compreendiam. Podia até mesmo falar e operar usando a linguagem e o conhecimento humano, de modo que as pessoas pudessem sentir a bondade e a proximidade de Deus, pudessem enxergar o Seu coração. O que vocês veem nisso? Há alguma proibição nas palavras e ações de Deus? Do ponto de vista das pessoas, não há como Deus usar o conhecimento, a linguagem ou as maneiras de falar humanas para falar sobre o que o Próprio Deus queria dizer, a obra que Ele queria realizar, ou para expressar a Sua própria vontade. Mas isso é um pensamento errôneo. Deus usou esse tipo de parábola para que as pessoas pudessem sentir a realidade e a sinceridade de Deus e perceber a Sua atitude em relação às pessoas durante aquele período. Essa parábola despertou as pessoas que viviam sob a lei há muito tempo de um sonho e também inspirou gerações e gerações de pessoas que viviam na Era da Graça. Ao ler a passagem dessa parábola, as pessoas percebem a sinceridade de Deus em salvar a humanidade e entendem o peso e a importância atribuídos à humanidade no coração de Deus.

Vejamos a última sentença desta passagem: “Assim também não é da vontade de vosso Pai que está nos céus, que venha a perecer um só destes pequeninos”. Seriam essas as próprias palavras do Senhor Jesus ou as palavras do Seu Pai celestial? Na superfície, parece que é o Senhor Jesus quem está falando, mas a Sua vontade representa a vontade do Próprio Deus, e é por isso que Ele disse: “Assim também não é da vontade de vosso Pai que está nos céus, que venha a perecer um só destes pequeninos”. As pessoas naquela época só reconheciam o Pai celestial como Deus e acreditavam que essa pessoa que elas viam diante dos seus olhos era meramente enviada por Ele e não podia representar o Pai celestial. É por isso que o Senhor Jesus teve que acrescentar essa frase ao fim dessa parábola, para que as pessoas pudessem realmente sentir a vontade de Deus para a humanidade e sentir a autenticidade e a exatidão daquilo que Ele dizia. Embora essa frase tenha sido uma coisa simples de dizer, ela foi dita com cuidado e amor e revelava a humildade e a ocultabilidade do Senhor Jesus. Não importa se Deus Se tornou carne ou se Ele operava no mundo espiritual, Ele conhecia melhor o coração humano e entendia melhor o que as pessoas precisavam, sabia com o que as pessoas se preocupavam e o que as confundia, e é por isso que Ele acrescentou essa frase. Essa frase realçava um problema oculto na humanidade: as pessoas eram céticas quanto ao que o Filho do homem dizia; o que significa dizer que, quando o Senhor Jesus estava falando Ele teve que acrescentar: “Assim também não é da vontade de vosso Pai que está nos céus, que venha a perecer um só destes pequeninos”, e somente com base nessa premissa poderiam as Suas palavras dar frutos, fazer as pessoas acreditarem em sua exatidão e melhorar a credibilidade delas. Isso mostra que, quando Deus Se tornou um Filho do homem comum, Deus e a humanidade tinham um relacionamento muito desconfortável, e a situação do Filho do homem era muito embaraçosa. Também mostra quão insignificante era o status do Senhor Jesus entre os humanos naquele tempo. Quando Ele disse isso, era, na verdade, para dizer às pessoas: vocês podem ficar tranquilos — essas palavras não representam o que está no Meu próprio coração, mas são a vontade do Deus que está no coração de vocês. Para a humanidade, isso não era algo irônico? Embora Deus operando na carne tivesse muitas vantagens que Ele não tinha na Sua pessoa, Ele teve que suportar as dúvidas e a rejeição das pessoas e também sua insensibilidade e entorpecimento. Podia-se dizer que o processo da obra do Filho do homem foi o processo de experimentar a rejeição da humanidade e experimentar sua competição contra Ele. Mais que isso, foi o processo de trabalhar para conquistar continuamente a confiança da humanidade e para conquistar a humanidade por meio daquilo que Ele tem e é, por meio da Sua própria essência. Não foi tanto como se o Deus encarnado estivesse travando uma guerra na terra contra Satanás; o que ocorreu foi que Deus Se tornou um homem comum e começou uma luta com aqueles que O seguem, e nessa luta o Filho do homem completou a Sua obra com Sua humildade, com aquilo que Ele tem e é e com Seu amor e sabedoria. Ele obteve as pessoas que queria, conquistou a identidade e status que merecia e “voltou” para o Seu trono.

Extraído de ‘A obra de Deus, o caráter de Deus e o Próprio Deus III’ em “A Palavra manifesta em carne”

Palavras diárias de Deus Trecho 71

Perdoar setenta vezes sete vezes

Mateus 18:21-22 Então Pedro, aproximando-se dele, Lhe perguntou: Senhor, até quantas vezes pecará meu irmão contra mim, e eu hei de perdoar? Até sete? Respondeu-lhe Jesus: Não te digo que até sete; mas até setenta vezes sete.

O amor do Senhor

Mateus 22:37-39 Respondeu-lhe Jesus: Amarás ao Senhor teu Deus de todo o teu coração, de toda a tua alma, e de todo o teu entendimento. Este é o grande e primeiro mandamento. E o segundo, semelhante a este, é: Amarás ao teu próximo como a ti mesmo.

Dessas duas passagens, uma fala de perdão e a outra fala de amor. Esses dois tópicos realmente destacam a obra que o Senhor Jesus quis realizar na Era da Graça.

Quando Deus tornou-Se carne, Ele trouxe Consigo um estágio de Sua obra, que eram as tarefas de obra e o caráter específicos que Ele queria expressar nessa era. Naquele período, tudo que o Filho do homem fazia girava em torno da obra que Deus queria realizar nessa era. Ele não faria mais nem menos. Cada coisa que Ele disse e cada tipo de obra que Ele realizou estava relacionado a essa era. Independentemente de ter expressado isso ou não de uma maneira humana em linguagem humana ou por meio de linguagem divina e independentemente da maneira ou a partir da perspectiva em que o fez, o Seu objetivo era ajudar as pessoas a entender o que Ele queria fazer, qual era a Sua vontade e quais eram as Suas exigências às pessoas. Ele podia usar vários meios e diversas perspectivas para ajudar as pessoas a compreender e conhecer a Sua vontade e a compreender a Sua obra de salvar a humanidade. Assim, na Era da Graça, vemos o Senhor Jesus usando linguagem humana a maior parte do tempo para expressar o que Ele queria comunicar à humanidade. Ainda mais, nós O vemos da perspectiva de um guia comum conversando com as pessoas, provendo às suas necessidades e ajudando-as com aquilo que pediam. Esse modo de operar não era visto na Era da Lei, que antecedeu a Era da Graça. Ele se tornou mais íntimo e mais compassivo com a humanidade e também mais capaz de alcançar resultados práticos, tanto na forma como na maneira. A metáfora sobre perdoar as pessoas setenta vezes sete vezes realmente esclarece esse ponto. O objetivo alcançado pelo número nessa metáfora era permitir que as pessoas compreendessem a intenção do Senhor Jesus no momento em que Ele disse isso. Sua intenção era que as pessoas perdoassem os outros — não uma ou duas vezes, nem sete vezes, mas setenta vezes sete vezes. Que tipo de ideia está contido na ideia de “setenta vezes sete vezes”? É fazer com que as pessoas façam do perdão sua própria responsabilidade, algo que elas precisam aprender e um “caminho” que elas devem seguir. Embora isso fosse apenas uma metáfora, serviu para destacar um ponto crucial. Ajudou as pessoas a apreciar profundamente o que Ele quis dizer e a encontrar os caminhos adequados da prática, e os princípios e normas da prática. Essa metáfora ajudou as pessoas a entender claramente e lhes deu um conceito correto — que deveriam aprender o perdão e perdoar qualquer número de vezes sem condições, mas com uma atitude de tolerância e compreensão para os outros. Quando o Senhor Jesus disse isso, o que estava em Seu coração? Estaria Ele realmente pensando no número “setenta vezes sete”? Não, não estava. Existe um número de vezes que Deus perdoará o homem? Há muitas pessoas muito interessadas no “número de vezes” mencionado aqui, que realmente querem entender a origem e o significado desse número. Querem entender por que esse número saiu da boca do Senhor Jesus; acreditam que há uma implicação mais profunda nesse número. Mas, na verdade, isso era apenas uma figura de linguagem que Deus usou. Qualquer implicação ou significado deve ser entendido juntamente com as exigências do Senhor Jesus à humanidade. Quando Deus ainda não havia Se tornado carne, as pessoas não compreendiam boa parte do que Ele dizia, porque Suas palavras provinham da divindade completa. A perspectiva e o contexto do que Ele dizia era invisível e inatingível para a humanidade; era expresso a partir de um reino espiritual que as pessoas não podiam ver. Para as pessoas que viviam na carne, elas não podiam passar pelo reino espiritual. Mas depois que Deus tornou-Se carne, Ele falou à humanidade da perspectiva da humanidade; Ele saiu e ultrapassou o escopo do reino espiritual. Ele pôde expressar o Seu caráter divino, Sua vontade e Sua atitude por meio de coisas que os humanos eram capazes de imaginar, coisas que eles viam e encontravam em sua vida, usando métodos que os humanos podiam aceitar, numa linguagem que eles conseguiam entender e com um conhecimento que elas eram capazes de captar, para permitir que a humanidade compreendesse e conhecesse a Deus, compreendesse a Sua intenção e os padrões que Ele exige, dentro do âmbito da capacidade delas e na medida em que elas eram capazes. Esses foram o método e o princípio da obra de Deus em meio à humanidade. Embora os caminhos de Deus e Seus princípios de operar na carne tenham sido alcançados sobretudo pela ou por meio da humanidade, eles realmente alcançaram resultados que não poderiam ser alcançados operando diretamente na divindade. A obra de Deus na humanidade foi mais concreta, autêntica e direcionada, os métodos foram muito mais flexíveis e, na forma, superavam a obra realizada durante a Era da Lei.

Em seguida, falaremos sobre amar o Senhor e amar o próximo como a si mesmo. Isso é algo que é expressado diretamente na divindade? Não, é claro que não! Tudo isso foram coisas sobre as quais o Filho do homem falou em humanidade; só seres humanos diriam algo como “Ame seu próximo como a si mesmo. Ame os outros como preza sua própria vida”. Essa maneira de falar é exclusivamente humana. Deus nunca falou dessa maneira. No mínimo, Deus não tem esse tipo de linguagem em Sua divindade porque Ele não tem necessidade desse tipo de preceito: “ame seu próximo como a si mesmo” a fim de regulamentar o Seu amor pela humanidade, pois o amor de Deus pela humanidade é uma revelação natural daquilo que Ele tem e é. Quando vocês já ouviram Deus dizer algo como: “Eu amo a humanidade como amo a Mim mesmo”? Vocês nunca ouviram, porque o amor está na essência de Deus e no que Ele tem e é. O amor de Deus pela humanidade e Sua atitude e o modo como Ele trata as pessoas são uma expressão e revelação natural de Seu caráter. Ele não precisa fazer isso deliberadamente de uma certa maneira nem precisa seguir deliberadamente um certo método ou um código moral para conseguir amar Seu próximo como a Si Mesmo — Ele já possui esse tipo de essência. O que você vê nisso? Quando Deus operou em humanidade, muitos dos Seus métodos, palavras e verdades foram expressos de maneira humana. Mas, ao mesmo tempo, o caráter de Deus, o que Ele tem e é, e a Sua vontade foram expressos para que as pessoas os soubessem e compreendessem. O que elas vieram a saber e compreender era exatamente a Sua essência e o que Ele tem e é, o que representa a identidade inerente e o status do Próprio Deus. Ou seja, o Filho do homem na carne expressou o caráter inerente e a essência do Próprio Deus na maior medida possível e com a maior precisão possível. A humanidade do Filho do homem não só não era um obstáculo nem uma barreira para a comunicação e a interação do homem com Deus no céu, mas era, na verdade, o único canal e a única ponte para a humanidade se conectar com o Senhor da criação. Agora, a esta altura, vocês não acham que há muitas semelhanças entre a natureza e os métodos da obra realizada pelo Senhor Jesus na Era da Graça e o atual estágio da obra? Este estágio atual da obra também usa muita linguagem humana para expressar o caráter de Deus e muita linguagem e muitos métodos da vida cotidiana da humanidade e do conhecimento humano para expressar a vontade do Próprio Deus. Uma vez que Deus Se torna carne, não importa se Ele está falando de uma perspectiva humana ou de uma perspectiva divina, grande parte da Sua linguagem e dos Seus métodos de expressão vem por meio da linguagem humana e dos métodos humanos. Isto é, quando Deus Se torna carne, essa é a melhor oportunidade para você ver a onipotência de Deus e a Sua sabedoria e conhecer cada aspecto real de Deus. Quando Deus tornou-Se carne, na Sua fase de crescimento, Ele veio a entender, aprender e compreender parte do conhecimento da humanidade, do bom senso, da linguagem e dos métodos de expressão na humanidade. O Deus encarnado possuía essas coisas que vinham dos humanos que Ele havia criado. Elas se tornaram ferramentas do Deus na carne para expressar o Seu caráter e a Sua divindade e permitiram que Ele tornasse Sua obra mais pertinente, mais autêntica e mais precisa quando Ele operava em meio à humanidade, a partir de uma perspectiva humana e usando a linguagem humana. Isso tornou Sua obra mais acessível e mais facilmente compreendida pelas pessoas, alcançando assim os resultados que Deus desejava. Não é mais prático para Deus operar na carne dessa maneira? Não é isso a sabedoria de Deus? Quando Deus tornou-Se carne, quando a carne de Deus foi capaz de assumir a obra que Ele queria realizar, foi quando Ele expressou na prática o Seu caráter e a Sua obra, e essa também foi a época em que Ele pôde iniciar oficialmente o Seu ministério como Filho do homem. Isso significava que não havia mais um “fosso entre gerações” entre Deus e o homem, que Deus cessaria logo Sua obra de comunicar-Se por meio de mensageiros e que o Próprio Deus podia expressar pessoalmente todas as palavras e operar na carne tal como queria. Isso também significava que as pessoas que Deus salva estavam mais próximas Dele, que a Sua obra de gerenciamento havia entrado em um novo território e que toda a humanidade estava prestes a se ver diante de uma nova era.

Extraído de ‘A obra de Deus, o caráter de Deus e o Próprio Deus III’ em “A Palavra manifesta em carne”

Palavras diárias de Deus Trecho 72

Todos que já leram a Bíblia sabem que muitos eventos aconteceram quando o Senhor Jesus nasceu. O maior entre esses eventos foi Ele ser caçado pelo rei dos diabos, que foi um evento tão extremo que todas as crianças de até dois anos de idade naquela área foram massacradas. É evidente que Deus assumiu um grande risco ao Se tornar carne entre os humanos; o grande preço que Ele pagou por completar o Seu gerenciamento de salvar a humanidade também é evidente. As grandes esperanças que Deus mantinha para a Sua obra na carne em meio à humanidade também são evidentes. Quando a carne de Deus foi capaz de assumir uma obra em meio à a humanidade, como Ele Se sentiu? As pessoas deveriam ser capazes de compreender isso em alguma medida, não deveriam? No mínimo, Deus estava feliz porque podia começar a realizar a Sua nova obra em meio à humanidade. Quando o Senhor Jesus foi batizado e oficialmente iniciou a Sua obra para cumprir o Seu ministério, o coração de Deus estava inundado de alegria porque, depois de tantos anos de espera e preparação, Ele podia, finalmente, vestir a carne de um homem normal e começar a Sua nova obra sob a forma de um homem de carne e osso, que as pessoas podiam ver e tocar. Ele podia, finalmente, falar cara a cara e de coração para coração com as pessoas por meio da identidade de um homem. Deus podia, finalmente, estar cara a cara com a humanidade por meio de modos humanos e linguagem humana; Ele podia prover à humanidade, esclarecê-la e ajudá-la usando a linguagem humana; podia comer à mesma mesa e viver no mesmo espaço com ela. Podia também ver os seres humanos, ver as coisas e ver tudo da maneira como os humanos as viam e até mesmo através dos seus próprios olhos. Para Deus, essa já era Sua primeira vitória da Sua obra na carne. Poderíamos dizer também que foi a realização de uma grande obra — isso, é claro, era o que deixava Deus mais feliz. A partir de então, Deus sentiu pela primeira vez algum tipo de consolo na Sua obra em meio à humanidade. Todos esses eventos que vieram a acontecer foram tão práticos e tão naturais, e o consolo que Deus sentiu foi tão verdadeiro. Para a humanidade, cada vez que um novo estágio da obra de Deus é realizado e cada vez que Deus Se sente gratificado, é quando a humanidade pode se aproximar de Deus e da salvação. Para Deus, esse também é o lançamento da Sua nova obra, fazendo avanços em Seu plano de gerenciamento e, além disso, são os momentos em que as Suas intenções se aproximam de uma realização completa. Para a humanidade, a chegada de tal oportunidade é afortunada e muito boa; para todos aqueles que esperam a salvação de Deus, é uma notícia alegre e da máxima importância. Quando Deus realiza um novo estágio da obra, Ele tem aí um novo começo, e quando essa nova obra e esse novo começo são lançados e introduzidos em meio à humanidade, é quando o resultado desse estágio de trabalho já foi determinado e realizado, e o efeito e fruto finais já foram vistos por Deus. É também quando esses efeitos fazem com que Deus Se sinta satisfeito e, é claro, é quando Seu coração está feliz. Deus se sente reconfortado porque, aos Seus olhos, Ele já viu e determinou as pessoas que Ele está procurando e já ganhou esse grupo de pessoas, um grupo que é capaz de tornar a Sua obra bem sucedida e Lhe trazer satisfação. Assim, Ele deixa de lado as Suas preocupações e Se sente feliz. Em outras palavras, quando a carne de Deus é capaz de dar início a uma nova obra entre os homens e Ele começa a fazer a obra que deve fazer sem obstruções, quando Ele sente que tudo já foi realizado, então, para Ele, o fim já está à vista. Por causa disso, Ele está satisfeito, e Seu coração está feliz. Como se expressa a felicidade de Deus? Vocês podem imaginar qual pode ser a resposta? Deus poderia chorar? Deus pode chorar? Deus pode bater palmas? Deus pode dançar? Deus pode cantar? Caso pudesse, o que Ele cantaria? É claro que Deus poderia cantar uma música linda e tocante, uma canção capaz de expressar a alegria e a felicidade do Seu coração. Ele poderia cantá-la para a humanidade, para Si Mesmo e para todas as coisas. A felicidade de Deus pode ser expressa de qualquer jeito — tudo isso é normal porque Deus tem alegrias e tristezas, e Seus vários sentimentos podem ser expressos de várias maneiras. Esse é o Seu direito, e nada poderia ser mais normal e apropriado. As pessoas não deveriam pensar nada mais sobre isso. Vocês não deveriam tentar usar o “feitiço de apertar o aro”[a] em Deus, dizendo-Lhe que Ele não deveria fazer isto ou aquilo, que Ele não deveria agir desta ou daquela maneira, e assim limitar a felicidade Dele ou qualquer sentimento que Ele possa ter. No coração das pessoas, Deus não pode ser feliz, Ele não pode derramar lágrimas, não pode chorar — Ele não pode expressar nenhuma emoção. Por meio daquilo que nós comunicamos durante estas duas comunhões, creio que vocês não mais verão Deus dessa maneira; ao contrário, permitirão que Deus tenha alguma liberdade e libertação. Isso é muito bom. No futuro, se vocês forem capazes de sentir verdadeiramente a tristeza de Deus quando ouvirem que Ele estava triste e forem capazes de realmente sentir a felicidade Dele quando ouvirem que Ele estava feliz — no mínimo, vocês serão capazes de saber e entender claramente o que deixa Deus feliz e o que O deixa triste. Quando você for capaz de se sentir triste porque Deus está triste e de se sentir feliz porque Deus está feliz, Ele terá ganho plenamente o seu coração, e não haverá mais nenhuma barreira entre você e Ele. Você não mais tentará constranger Deus com imaginações, noções e conhecimento humanos. Nesse momento, Deus estará vivo e vívido no seu coração. Ele será o Deus da sua vida e o Mestre de tudo relacionado a você. Vocês têm esse tipo de aspiração? Vocês estão confiantes de que podem alcançar isso?

Extraído de ‘A obra de Deus, o caráter de Deus e o Próprio Deus III’ em “A Palavra manifesta em carne”

Nota de rodapé:

a. “O feitiço de apertar o aro” é um feitiço usado pelo monge Tang Sanzang no romance chinês “Jornada ao Oeste”. Ele usa esse feitiço para controlar Sun Wukong ao apertar um aro de metal ao redor da cabeça deste, causando-lhe profundas dores de cabeça e, assim, submetendo-o a seu controle. Tornou-se uma metáfora para descrever algo que amarra uma pessoa.

Palavras diárias de Deus Trecho 73

As parábolas do Senhor Jesus

A parábola do semeador (Mt 13:1-9)

A parábola do joio (Mt 13:24-30)

A parábola do grão de mostarda (Mt 13:31-32)

A parábola do fermento (Mt 13:33)

A parábola do joio explicada (Mt 13:36-43)

A parábola do tesouro (Mt 13:44)

A parábola da pérola (Mt 13:45-46)

A parábola da rede (Mt 13:47-50)

A primeira é a parábola do semeador. É uma parábola muito interessante; semear é um acontecimento comum na vida das pessoas. A segunda é a parábola do joio e do trigo. Qualquer um que já fez plantio e colheita e certamente todos os adultos saberão o que é “joio”. A terceira é a parábola do grão de mostarda. Todos vocês sabem o que é mostarda, não sabem? Se não sabem, podem dar uma olhada na Bíblia. A quarta parábola é a parábola do fermento. Agora, a maioria das pessoas sabe que o fermento é usado para fermentação e que é algo que as pessoas usam na sua vida diária. Todas as parábolas adicionais, incluindo a sexta, a parábola do tesouro; a sétima, a parábola da pérola; e a oitava, a parábola da rede, foram extraídas e tiveram sua origem na vida real das pessoas. Que tipo de imagem essas parábolas pintam? É uma imagem de Deus se tornando uma pessoa normal e vivendo lado a lado com a humanidade, usando a linguagem da vida, a linguagem humana para Se comunicar com os seres humanos e fornecer-lhes aquilo de que eles necessitam. Quando Deus Se tornou carne e viveu entre a humanidade por longo tempo, depois de ter experimentado e testemunhado diversos estilos de vida das pessoas, essas experiências se tornaram o Seu material de ensino, por meio do qual Ele transformou a Sua linguagem divina em linguagem humana. Naturalmente, essas coisas que Ele viu e ouviu na vida também enriqueceram a experiência humana do Filho do homem. Quando Ele queria que as pessoas entendessem algumas verdades, que eles entendessem um pouco da vontade de Deus, Ele podia usar parábolas semelhantes às citadas acima para contar às pessoas sobre a vontade de Deus e Suas exigências à humanidade. Todas essas parábolas eram relacionadas à vida das pessoas; não havia uma única que estivesse fora de contato com a vida humana. Quando o Senhor Jesus viveu com a humanidade, Ele viu lavradores cultivando seus campos e Ele sabia o que era joio e o que era fermento; Ele compreendia que os seres humanos amam tesouros, então usou as metáforas do tesouro e da pérola. Na vida, Ele via com frequência pescadores lançando suas redes; o Senhor Jesus via essas e outras atividades relacionadas à vida humana e também experimentou esse tipo de vida. Assim como qualquer outro ser humano normal, Ele experimentou as rotinas humanas diárias e suas três refeições por dia. Ele experimentou pessoalmente a vida de uma pessoa comum e observou a vida dos outros. Quando Ele observou e experimentou pessoalmente tudo isso, aquilo em que Ele pensava não era em como ter uma boa vida ou em como Ele poderia viver com mais liberdade e conforto. Ao contrário, a partir de Suas experiências da vida humana autêntica, o Senhor Jesus via a dificuldade na vida das pessoas, via a adversidade, a miséria e a tristeza das pessoas, que viviam sob o império de Satanás e viviam uma vida de pecado sob a corrupção de Satanás. Enquanto Ele vivenciava pessoalmente a vida humana, Ele também experimentou o quanto as pessoas eram desamparadas, que viviam em meio à corrupção, e Ele via e vivenciava as condições miseráveis dos humanos que viviam em pecado, que perdiam toda orientação em meio à tortura à qual eram submetidas por Satanás e pelo mal. Quando o Senhor Jesus via essas coisas, Ele as via com Sua divindade ou com Sua humanidade? A Sua humanidade realmente existia e estava bem viva; Ele podia experimentar e ver tudo isso. Mas é claro que Ele também via essas coisas na Sua essência, que é a Sua divindade. Isto é, o Próprio Cristo, o Senhor Jesus, que era um homem, viu isso, e tudo o que viu fez com que Ele sentisse a importância e a necessidade da obra que Ele havia assumido durante esse tempo em que viveu na carne. Embora Ele Mesmo soubesse que a responsabilidade que Ele precisava assumir na carne era tão imensa e soubesse quão cruel seria a dor que Ele haveria de enfrentar, quando Ele viu a humanidade impotente no pecado, quando Ele viu a desgraça da vida dela e suas débeis lutas sob a lei, Ele sentiu mais e mais pesar e ficou cada vez mais ansioso para salvar a humanidade do pecado. Não importa que tipo de dificuldades Ele haveria de enfrentar ou que tipo de dor Ele haveria de sofrer, Ele Se tornou cada vez mais determinado a redimir a humanidade, que estava vivendo em pecado. Durante esse processo, pode-se dizer que o Senhor Jesus começou a entender cada vez mais claramente a obra que Ele precisava fazer e o que Lhe tinha sido confiado. Ele também Se tornou cada vez mais ansioso para completar a obra que deveria assumir — assumir todos os pecados da humanidade, expiar a humanidade de forma que ela não mais vivesse em pecado e, ao mesmo tempo, que Deus seria capaz de perdoar os pecados do homem devido a essa oferta pelo pecado, permitindo-Lhe continuar Sua obra de salvar a humanidade. Pode-se dizer que, no coração do Senhor Jesus, Ele estava disposto a Se oferecer pela humanidade, a Se sacrificar. Ele também estava disposto a agir como uma oferta pelo pecado, a ser pregado na cruz, e, na verdade, estava ansioso para concluir essa obra. Quando Ele viu as condições miseráveis da vida humana, Ele desejou ainda mais cumprir a Sua missão o mais rápido possível, sem atrasar nem um só minuto e nem mesmo um segundo. Sentindo tal urgência, Ele não gastou um só pensamento em quão grande seria Sua própria dor, nem cultivou nenhuma apreensão adicional em relação a quanta humilhação Ele teria que suportar. Ele guardou apenas uma convicção no Seu coração: contanto que Ele Se oferecesse, contanto que fosse pregado na cruz como oferta pelo pecado, a vontade de Deus seria feita e Deus poderia começar uma nova obra. A vida da humanidade e seu estado de existência em pecado seriam completamente transformados. Sua convicção e o que Ele estava decidido a fazer estavam relacionados à salvação do homem, e Ele tinha apenas um objetivo, que era fazer a vontade de Deus, de modo que Deus pudesse começar com sucesso o próximo estágio da Sua obra. É isso que estava na mente do Senhor Jesus na época.

Vivendo na carne, o Deus encarnado possuía uma humanidade normal; Ele tinha as emoções e a racionalidade de uma pessoa normal. Ele sabia o que era a felicidade, o que era a dor, e quando viu a humanidade vivendo esse tipo de vida, sentiu profundamente que apenas dar às pessoas alguns ensinamentos, fornecer-lhes algo ou ensinar-lhes algo não bastaria para tirá-los do pecado. Tampouco apenas fazê-los obedecer aos mandamentos poderia redimi-los do pecado — somente se Ele assumisse o pecado da humanidade e Se tornasse semelhante à carne pecaminosa, Ele poderia, em troca, conquistar liberdade da humanidade e o perdão de Deus para a humanidade. Assim, depois que o Senhor Jesus experimentou e testemunhou a vida das pessoas em pecado, um desejo intenso se manifestou em Seu coração — permitir que os humanos se livrassem de sua vida de luta em pecado. Esse desejo fez com que Ele sentisse cada vez mais que precisava ir para a cruz e assumir os pecados da humanidade o quanto antes e o mais rápido possível. Esses eram os pensamentos do Senhor Jesus naquele tempo, depois de ter vivido com pessoas e ter visto, ouvido e sentido a miséria da vida delas em pecado. Que o Deus encarnado pudesse ter esse tipo de vontade para a humanidade, que Ele pudesse expressar e revelar esse tipo de caráter — será isso algo que uma pessoa comum poderia ter? O que uma pessoa comum veria se vivesse nesse tipo de ambiente? O que ela pensaria? Se uma pessoa comum enfrentasse tudo isso, ela encararia os problemas a partir de uma perspectiva elevada? Definitivamente não! Embora a aparência externa do Deus encarnado seja exatamente a mesma que a de um humano e embora Ele adquira o conhecimento humano e fale a linguagem humana e, às vezes, até expresse as Suas ideias através dos métodos ou modos de falar da humanidade, mesmo assim, a maneira como Ele vê os humanos e vê a essência das coisas não é, de forma alguma, a maneira como as pessoas corruptas veem a humanidade e a essência das coisas. A perspectiva Dele e a elevação em que Ele Se encontra é algo inatingível para uma pessoa corrupta. Isso é assim porque Deus é a verdade, porque a carne que Ele veste também possui a essência de Deus, e os Seus pensamentos e aquilo que é expresso pela Sua humanidade também são a verdade. Para as pessoas corruptas, o que Ele expressa na carne são provisões da verdade e da vida. Essas provisões não são apenas para uma pessoa, mas para toda a humanidade. No coração de qualquer pessoa corrupta, estão apenas aquelas poucas pessoas associadas a ela. Ela se importa e se preocupa só com esse punhado de pessoas. Quando há um desastre no horizonte, ela pensa primeiro nos seus próprios filhos, no seu cônjuge ou em seus pais. No máximo, uma pessoa mais compassiva pensaria em algum parente ou num bom amigo, mas será que os pensamentos até mesmo de uma pessoa tão compassiva se estenderiam para além disso? Não, nunca! Porque os seres humanos são, afinal, humanos, e eles só conseguem olhar para tudo a partir da elevação e perspectiva de um ser humano. No entanto, o Deus encarnado é completamente diferente de um humano corrupto. Não importa quão comum, quão normal, quão humilde seja a carne encarnada de Deus ou mesmo com que desdém as pessoas O olhem, Seus pensamentos e Sua atitude para com a humanidade são coisas que nenhum homem poderia possuir, que nenhum homem poderia imitar. Ele sempre observará a humanidade sob a perspectiva da divindade, da elevação da Sua posição como o Criador. Ele sempre verá a humanidade por meio da essência e da mentalidade de Deus. De forma alguma, Ele pode ver a humanidade a partir da elevação baixa de uma pessoa comum ou a partir da perspectiva de uma pessoa corrupta. Quando as pessoas olham para a humanidade, elas o fazem com a visão humana e usam coisas como o conhecimento humano e as regras e teorias humanas como sua medida. Isso está dentro do escopo daquilo que as pessoas podem ver com seus próprios olhos e dentro do escopo que pode ser alcançado pelas pessoas corruptas. Quando Deus olha para a humanidade, Ele olha com visão divina e usa Sua essência e o que Ele tem e é como medida. Esse escopo inclui coisas que as pessoas não podem ver, e é aí que o Deus encarnado e os humanos corruptos são completamente diferentes. Essa diferença é determinada pelas essências diferentes dos seres humanos e de Deus — são essas essências diferentes que determinam suas identidades e posições, bem como a perspectiva e a elevação a partir das quais eles veem as coisas. Vocês percebem a expressão e a revelação do Próprio Deus no Senhor Jesus? Vocês poderiam dizer que aquilo que o Senhor Jesus fez e disse estava relacionado ao Seu ministério e à obra de gerenciamento de Deus, que tudo isso era a expressão e a revelação da essência de Deus. Embora Ele tivesse uma manifestação humana, a Sua essência divina e a revelação da Sua divindade não podem ser negadas. Essa manifestação humana foi verdadeiramente uma manifestação da humanidade? A Sua manifestação humana foi, por sua própria essência, completamente diferente da manifestação humana das pessoas corruptas. O Senhor Jesus era Deus encarnado. Se Ele tivesse sido verdadeiramente uma das pessoas comuns e corruptas, Ele poderia ter visto a vida da humanidade em pecado a partir de uma perspectiva divina? Não, em absoluto! Essa é a diferença entre o Filho do homem e as pessoas comuns. Todas as pessoas corruptas vivem em pecado, e quando alguém vê o pecado, ele não tem nenhum sentimento especial a respeito; todos são iguais, como um porco que vive na lama não se sente nada desconfortável nem sujo — ao contrário, ele come bem e dorme bem. Se alguém limpar o chiqueiro, o porco se sentirá pouco à vontade nem permanecerá limpo. Em pouco tempo estará novamente rolando na lama, totalmente confortável, porque ele é uma criatura imunda. Os humanos veem os porcos como imundos, mas se você limpar os aposentos de um porco, ele não se sentirá melhor — é por isso que ninguém cria um porco dentro de casa. A maneira como os humanos veem os porcos sempre será diferente de como os porcos se sentem, porque humanos e porcos não são da mesma espécie. E como o Filho do homem encarnado não é da mesma espécie dos humanos corruptos, apenas o Deus encarnado pode Se colocar em uma perspectiva divina, na elevação de Deus, de onde Ele vê a humanidade e tudo.

Extraído de ‘A obra de Deus, o caráter de Deus e o Próprio Deus III’ em “A Palavra manifesta em carne”

Palavras diárias de Deus Trecho 74

E quanto ao sofrimento que Deus experimenta quando Ele Se torna carne e passa a viver entre a humanidade? O que é esse sofrimento? Será que alguém realmente entende? Alguns dizem que Deus sofre muito, que, embora Ele seja o Próprio Deus, as pessoas não compreendem a Sua essência, mas tendem a tratá-Lo como uma pessoa, fazendo com que Ele Se sinta lesado e injustiçado — elas dizem que, por essas razões, o sofrimento de Deus é verdadeiramente grande. Outros dizem que Deus é inocente e sem pecado, mas que Ele sofre da mesma maneira como a humanidade, que Ele sofre perseguição, difamação e indignidades ao lado da humanidade; dizem que Ele também suporta os mal-entendidos e a desobediência dos Seus seguidores — assim, dizem que o sofrimento de Deus realmente não pode ser medido. Agora, parece que vocês não compreendem verdadeiramente a Deus. De fato, esse sofrimento de que vocês falam não conta como verdadeiro sofrimento para Deus, porque existe um sofrimento maior que esse. Qual, então, é o verdadeiro sofrimento para o Próprio Deus? O que é sofrimento verdadeiro para a carne encarnada de Deus? Para Deus, o fato de que a humanidade não O compreende não conta como sofrimento, tampouco conta como sofrimento o fato de que as pessoas compreendem mal a Deus e não O veem como Deus. No entanto, as pessoas costumam achar que Deus deve ter sofrido uma grande injustiça, que, durante o tempo que Deus passa na carne, Ele não pode mostrar Sua pessoa à humanidade e permitir que as pessoas vejam a Sua grandeza e que Deus está Se escondendo humildemente em uma carne insignificante, e que isso deve ser um grande tormento para Ele. As pessoas levam a sério o que elas conseguem compreender e o que elas conseguem ver do sofrimento de Deus e projetam todo tipo de simpatia sobre Deus e muitas vezes até lhe oferecem um pequeno de louvor por Seu sofrimento. Na realidade, há uma diferença; há uma distância entre o que as pessoas compreendem do sofrimento de Deus e o que Ele realmente sente. Estou dizendo a verdade a vocês — para Deus, quer seja o Espírito de Deus ou a carne encarnada de Deus, o sofrimento descrito acima não é sofrimento verdadeiro. Então o que é que Deus realmente sofre? Conversemos então sobre o sofrimento de Deus apenas a partir da perspectiva de Deus encarnado.

Quando Deus Se torna carne, virando uma pessoa comum e normal, vivendo lado a lado com as pessoas entre a humanidade, Ele não pode ver e sentir os métodos, as leis e as filosofias de vida das pessoas? Como esses métodos e leis para viver O fazem Se sentir? Ele sente abominação em Seu coração? Por que Ele sentiria abominação? Quais são os métodos e leis da humanidade para viver? Em que princípios eles estão enraizados? Em que eles se baseiam? Os métodos, leis e assim em diante na forma em que se relacionam à maneira de viver — tudo isso é criado com base na lógica, no conhecimento e na filosofia de Satanás. Os humanos que vivem sob esses tipos de leis não têm humanidade nem verdade — todos eles desafiam a verdade e são hostis a Deus. Se examinarmos a essência de Deus, vemos que Sua essência é exatamente o oposto da lógica, do conhecimento e da filosofia de Satanás. Sua essência é plena de retidão, verdade e santidade e outras realidades de todas as coisas positivas. O que Deus, que possui essa essência e vive no meio de tal humanidade, sente? O que Ele sente em Seu coração? Ele não está cheio de dor? O Seu coração sente dor, uma dor que nenhuma pessoa pode compreender ou experimentar. Isso é assim porque tudo que Ele enfrenta, encontra, ouve, vê e experimenta é a corrupção e o mal da humanidade e sua rebelião contra a verdade e resistência a ela. Tudo o que vem dos humanos é a fonte do Seu sofrimento. Isto é, porque a Sua essência não é a mesma que a dos humanos corruptos, a corrupção dos humanos se torna a fonte do Seu maior sofrimento. Quando Deus Se torna carne, Ele é capaz de encontrar alguém que compartilhe uma linguagem em comum com Ele? Tal pessoa não pode ser encontrada entre a humanidade. Não se pode encontrar ninguém capaz de se comunicar ou de ter esse intercâmbio com Deus — que tipo de sentimento você diria que Deus tem em relação a isso? As coisas que as pessoas discutem, amam, buscam e desejam, tudo têm a ver com o pecado e com tendências malignas. Quando Deus enfrenta tudo isso, não é como uma faca no Seu coração? Diante dessas coisas, poderia Ele ter alegria em Seu coração? Poderia Ele encontrar consolo? Aqueles que estão convivendo com Ele são humanos cheios de rebeldia e maldade — como poderia Seu coração não sofrer? Quão grande é realmente esse sofrimento, e quem se importa com isso? Quem dá atenção? E quem é capaz de apreciá-lo? As pessoas não têm como entender o coração de Deus. O Seu sofrimento é algo que as pessoas são especialmente incapazes de apreciar, e a frieza e o entorpecimento da humanidade aprofundam o sofrimento de Deus ainda mais.

Há algumas pessoas que, muitas vezes, simpatizam com a luta de Cristo porque há um versículo na Bíblia que diz: “As raposas têm covis, e as aves têm ninhos; mas o Filho do homem não tem onde reclinar a cabeça”. Quando as pessoas ouvem isso, elas levam isso a sério e acreditam que esse é o maior sofrimento que Deus suporta e o maior sofrimento que Cristo suporta. Agora, vendo isso sob a perspectiva dos fatos, será mesmo esse o caso? Não; Deus não acredita que essas dificuldades sejam sofrimento. Ele nunca clamou contra a injustiça por causa de Suas dificuldades da carne e nunca fez os humanos retribuírem ou recompensá-Lo com nada. No entanto, quando Ele testemunha tudo relacionado à humanidade, a vida corrupta e a maldade dos humanos corruptos, quando Ele testemunha que a humanidade está nas garras de Satanás e aprisionada por Satanás e não pode escapar, que as pessoas que vivem em pecado não sabem o que é a verdade — Ele não pode tolerar todos esses pecados. Sua abominação aos humanos aumenta a cada dia, mas Ele tem de suportar tudo isso. Esse é o grande sofrimento de Deus. Deus não pode expressar plenamente nem mesmo a voz do Seu coração nem as Suas emoções entre Seus seguidores, e nenhum dos Seus seguidores pode compreender verdadeiramente o Seu sofrimento. Ninguém sequer tenta entender ou consolar o Seu coração, que suporta esse sofrimento dia após dia, ano após ano e vez por vez. O que vocês veem em tudo isso? Deus não exige nada dos humanos em troca daquilo que Ele deu, mas, por causa da essência de Deus, Ele não pode tolerar, em absoluto, a maldade, a corrupção e o pecado da humanidade e, em vez disso, sente extrema abominação e ódio, o que faz o coração de Deus e a Sua carne suportarem um sofrimento sem fim. Vocês viram isso? O mais provável é que nenhum de vocês pôde ver isso, pois nenhum de vocês consegue entender verdadeiramente a Deus. Com o tempo, vocês mesmos deveriam experimentar isso aos poucos.

Extraído de ‘A obra de Deus, o caráter de Deus e o Próprio Deus III’ em “A Palavra manifesta em carne”

Palavras diárias de Deus Trecho 75

Jesus alimenta os cinco mil

João 6:8-13 Ao que Lhe disse um dos Seus discípulos, André, irmão de Simão Pedro: Está aqui um rapaz que tem cinco pães de cevada e dois peixinhos; mas que é isto para tantos? Disse Jesus: Fazei reclinar-se o povo. Ora, naquele lugar havia muita relva. Reclinaram-se aí, pois, os homens em número de quase cinco mil. Jesus, então, tomou os pães e, havendo dado graças, repartiu-os pelos que estavam reclinados; e de igual modo os peixes, quanto eles queriam. E quando estavam saciados, disse aos Seus discípulos: Recolhei os pedaços que sobejaram, para que nada se perca. Recolheram-nos, pois e encheram doze cestos de pedaços dos cinco pães de cevada, que sobejaram aos que haviam comido.

Qual é a ideia dos “cinco pães e dois peixes”? Normalmente, quantas pessoas poderiam ser suficientemente alimentadas com cinco pães e dois peixes? Se vocês basearem sua medida no apetite de uma pessoa mediana, isso seria suficiente apenas para duas pessoas. Esse é a ideia de “cinco pães e dois peixes” em seu sentido mais básico. No entanto, nessa passagem, quantas pessoas foram alimentadas pelos cinco pães e dois peixes? O que segue é o que está registrado nas escrituras: “Ora, naquele lugar havia muita relva. Reclinaram-se aí, pois, os homens em número de quase cinco mil”. Comparado com cinco pães e dois peixes, cinco mil é um grande número? O que mostra o fato de que esse número é tão grande? Do ponto de vista humano, dividir cinco pães e dois peixes entre cinco mil pessoas seria impossível, porque a diferença entre pessoas e comida é grande demais. Mesmo se cada pessoa ficasse apenas com uma pequena mordida, mesmo assim não bastaria para cinco mil pessoas. Mas aqui, o Senhor Jesus operou um milagre — Ele não só garantiu que cinco mil pessoas se alimentassem até ficarem satisfeitas, mas ainda sobrou comida. As escrituras dizem: “E quando estavam saciados, disse aos Seus discípulos: Recolhei os pedaços que sobejaram, para que nada se perca. Recolheram-nos, pois e encheram doze cestos de pedaços dos cinco pães de cevada, que sobejaram aos que haviam comido”. Esse milagre capacitou as pessoas a ver a identidade e o status do Senhor Jesus e a ver que nada é impossível para Deus — dessa forma, elas viram a verdade da onipotência de Deus. Cinco pães e dois peixes foram suficientes para alimentar cinco mil, mas se não houvesse nenhum alimento, Deus teria sido capaz de alimentar cinco mil pessoas? É claro que sim! Esse foi um milagre, então, inevitavelmente, as pessoas sentiram que era algo incompreensível, incrível e misterioso, mas para Deus, fazer tal coisa não era nada. E já que isso era algo comum para Deus, por que deveria escolhido agora para ser interpretado? Porque o que está por trás desse milagre é a vontade do Senhor Jesus, que nunca antes havia sido percebida pela humanidade.

Primeiro, tentemos entender que tipo de pessoas eram esses cinco mil. Eram seguidores do Senhor Jesus? A partir das escrituras, sabemos que elas não eram Seus seguidores. Elas sabiam quem era o Senhor Jesus? Certamente não! No mínimo, não sabiam que a pessoa postada diante delas era Cristo, ou talvez algumas pessoas soubessem apenas o Seu nome ou soubessem de algo ou tivessem ouvido algo sobre as coisas que Ele havia feito. Sua curiosidade sobre o Senhor Jesus só foi despertada quando ouviram histórias sobre Ele, mas vocês decerto não poderiam dizer que elas O seguiam e muito menos que O compreendiam. Quando o Senhor Jesus viu essas cinco mil pessoas, elas estavam com fome e só conseguiam pensar em encher sua barriga. Foi nesse contexto que o Senhor Jesus satisfez o seu desejo. Quando Ele satisfez seu desejo, o que estava no Seu coração? Qual era a atitude Dele em relação a essas pessoas que só queriam satisfazer sua fome? Naquele momento, os pensamentos e a atitude do Senhor Jesus estavam relacionados ao caráter e à essência de Deus. Diante dessas cinco mil pessoas de estômago vazio que queriam apenas comer uma refeição completa, enfrentando essas pessoas cheias de curiosidade e de esperança a respeito Dele, o Senhor Jesus só pensou em utilizar esse milagre para conceder-lhes graça. No entanto, Ele não teve a esperança de que elas se tornassem Seus seguidores, pois Ele sabia que elas só queriam se divertir e comer; portanto, Ele fez o melhor possível com aquilo que Ele tinha ali e usou cinco pães e dois peixes para alimentar cinco mil pessoas. Ele abriu os olhos dessas pessoas que gostavam de ver coisas excitantes, que queriam testemunhar milagres, e elas viram com seus próprios olhos as coisas que Deus encarnado podia realizar. Embora o Senhor Jesus tenha usado algo tangível para satisfazer sua curiosidade, Ele já sabia em Seu coração que essas cinco mil pessoas só queriam fazer uma boa refeição; por isso Ele não pregou a elas nem disse absolutamente nada — Ele apenas permitiu que elas vissem esse milagre ao vivo. Ele não podia, de modo algum, tratar essas pessoas da mesma forma que tratava os discípulos, que verdadeiramente O seguiam, mas, no coração de Deus, todas as criaturas estão sob Seu governo, e Ele permitiria que todas as criaturas à Sua vista desfrutassem da graça de Deus quando fosse necessário. Embora essas pessoas não soubessem quem Ele era e não O compreendessem nem tivessem nenhuma impressão especial Dele nem gratidão para com Ele mesmo depois de terem comido os pães e os peixes, isso não era algo a que Deus Se opusesse — Ele deu a essas pessoas uma maravilhosa oportunidade de desfrutar da graça de Deus. Algumas pessoas dizem que Deus segue seus princípios naquilo que faz, que Ele não vigia nem protege incrédulos e que, especialmente, Ele não permite que eles desfrutem de Sua graça. Será realmente esse o caso? Aos olhos de Deus, contanto que sejam criaturas vivas que Ele Mesmo criou, Ele administrará e cuidará delas, e de várias maneiras Ele as tratará, fará planos para elas e as governará. São esses os pensamentos e a atitude de Deus para com todas as coisas.

Embora as cinco mil pessoas que comeram os pães e os peixes não planejassem seguir o Senhor Jesus, Ele não fez exigências rigorosas a elas; após terem comido até ficarem satisfeitos, vocês sabem o que o Senhor Jesus fez? Ele pregou alguma coisa a eles? Para onde Ele foi depois de fazer isso? As escrituras não registram que o Senhor Jesus tenha lhes dito algo, só que partiu em silêncio após realizar Seu milagre. Assim, Ele fez qualquer exigência a essas pessoas? Houve algum ódio? Não, não houve nada disso, Ele simplesmente não queria mais dar atenção a essas pessoas que não podiam segui-Lo, e nesse momento Seu coração sentiu dor. Pois Ele tinha visto a depravação da humanidade e sentido a rejeição da humanidade por Ele, quando Ele viu essas pessoas ou estava com elas, Ele se entristeceu com a obtusidade e a ignorância humanas, e Seu coração sentiu dor, tudo que Ele queria era deixar essas pessoas o mais rápido possível. O Senhor não fez nenhuma exigência a elas em Seu coração, não queria lhes dar atenção e, sobretudo, não queria gastar Sua energia com eles. Ele sabia que eles não poderiam segui-Lo, mas, apesar de tudo isso, Sua atitude para com eles foi muito clara. Ele só queria tratá-los com bondade, conceder-lhes graça, e essa era, de fato, a atitude de Deus para com cada criatura sob o Seu governo — tratar cada criatura com bondade, prover para ela e alimentá-la. Justamente por ter sido o Senhor Jesus o Deus encarnado, Ele naturalmente revelava a própria essência de Deus e assim tratou essas pessoas com bondade. Ele as tratou com um coração de benevolência e tolerância, e com tal coração Ele lhes demonstrou bondade. Não importa como essas pessoas tenham visto o Senhor Jesus e não importa qual tenha sido o resultado, Ele tratava cada criatura com base na Sua posição como o Senhor de toda a criação. Tudo que Ele revelou foi, sem exceção, o caráter de Deus e o que Ele tem e é. O Senhor Jesus fez essa coisa em silêncio, e depois saiu em silêncio — que aspecto do caráter de Deus é esse? Vocês poderiam dizer que essa é a amabilidade de Deus? Poderiam dizer que isso é o altruísmo de Deus? Isso é algo que uma pessoa comum é capaz de fazer? Não, em absoluto! Em essência, quem eram essas cinco mil pessoas que o Senhor Jesus alimentou com cinco pães e dois peixes? Vocês poderiam dizer que eram pessoas compatíveis com Ele? Vocês poderiam dizer que todas elas eram hostis a Deus? Pode-se dizer com certeza que elas não eram compatíveis com o Senhor, em absoluto, e a essência delas era totalmente hostil a Deus. Mas como Deus as tratou? Ele usou um método para desarmar a hostilidade das pessoas em relação a Deus — esse método se chama “bondade”. Isto é, embora o Senhor Jesus visse essas pessoas como pecadores, aos olhos de Deus elas eram, mesmo assim, a Sua criação, por isso Ele tratou esses pecadores com bondade. Essa é a tolerância de Deus, e essa tolerância é determinada pela própria identidade e essência de Deus. Assim, isso é algo de que nenhum humano criado por Deus é capaz — somente Deus pode fazer isso.

Extraído de ‘A obra de Deus, o caráter de Deus e o Próprio Deus III’ em “A Palavra manifesta em carne”

Palavras diárias de Deus Trecho 76

Quando você conseguir verdadeiramente apreciar os pensamentos e a atitude de Deus para com a humanidade, quando você conseguir verdadeiramente entender as emoções de Deus e a Sua preocupação com cada ser da criação, você será capaz de compreender a devoção e o amor despendido em cada uma das pessoas criadas pelo Criador. Quando isso acontecer, você usará duas palavras para descrever o amor de Deus. Quais são essas duas palavras? Algumas pessoas dizem “altruísta”, outras dizem “filantrópico”. Dessas duas, “filantrópico” é a palavra menos adequada para descrever o amor de Deus. É uma palavra que as pessoas usam para descrever alguém que é magnânimo ou aberta. Eu abomino essa palavra, porque ela se refere a dispensar caridade aleatoriamente, indiscriminadamente, sem levar em consideração nenhum princípio. É uma inclinação excessivamente sentimental de pessoas tolas e confusas. Quando essa palavra é usada para descrever o amor de Deus, há inevitavelmente uma conotação blasfema. Eu tenho aqui duas palavras que descrevem mais apropriadamente o amor de Deus. Quais são? A primeira é “imenso”. Essa palavra não é muito evocativa? A segunda é “vasto”. Há um significado real por trás dessas palavras que Eu uso para descrever o amor de Deus. Literalmente, “imenso” descreve o volume ou a capacidade de alguma coisa, mas, independentemente de quão grande seja essa coisa, ela é algo que as pessoas podem tocar e ver. Isso ocorre porque ela existe — não é um objeto abstrato, mas algo que pode passar às pessoas ideias de modo relativamente preciso e prático. Não importa a contemple a partir de uma perspectiva bi ou tridimensional, você não precisa imaginar a sua existência, porque é algo que realmente existe de maneira real. Embora usar a palavra “imenso” para descrever o amor de Deus possa parecer uma tentativa de quantificar o Seu amor, ela também nos dá a sensação de que seu amor é inquantificável. Eu digo que o amor de Deus pode ser quantificado porque o Seu amor não é vazio é coisa de lendas. Pelo contrário, é algo compartilhado por todas as coisas sob o governo de Deus e é algo apreciado por todas as criaturas em diferentes graus e a partir de diversas perspectivas. Embora as pessoas não possam vê-lo ou tocá-lo, esse amor traz sustento e vida para todas as coisas, à medida que é revelado pouco a pouco em sua vida, e elas contam e testemunham o amor de Deus de que desfrutam a cada momento que passa. Eu digo que o amor de Deus é inquantificável porque o mistério de que Deus provê e alimenta todas as coisas é algo difícil de ser compreendido pelos humanos, assim como os pensamentos de Deus para todas as coisas, particularmente aqueles para a humanidade. Isto é, ninguém conhece o sangue e as lágrimas que o Criador derramou pela humanidade. Ninguém pode compreender, ninguém pode entender a profundeza ou o peso do amor que o Criador tem pela humanidade, que Ele criou com Suas próprias mãos. Descrever o amor de Deus como imenso é ajudar as pessoas a apreciar e compreender a sua amplitude e a verdade de sua existência. É também assim que as pessoas podem compreender mais profundamente o real significado da palavra “Criador” e, assim, ganhar uma compreensão mais profunda do verdadeiro significado da designação “criação”. O que a palavra “vasto” geralmente descreve? É geralmente usada para descrever o oceano ou o universo, por exemplo: “o vasto universo” ou “o vasto oceano”. A expansão e a profundidade silenciosa do universo estão além da compreensão humana; é algo que cativa a imaginação do homem, algo pelo qual ele sente grande admiração. Seu mistério e profundidade estão à vista, mas fora do alcance. Quando pensa no oceano, você pensa na sua amplidão — ele parece ilimitado, e você consegue sentir o seu mistério e sua grande capacidade de conter coisas. É por isso que usei a palavra “vasto” para descrever o amor de Deus, para ajudar as pessoas a sentir o quanto ele é precioso e a sentir a profunda beleza do Seu amor e que o poder do amor de Deus é infinito e de longo alcance. Usei essa palavra para ajudar as pessoas a sentir a santidade do Seu amor e a dignidade e a inofendibilidade de Deus, que são reveladas através do Seu amor. Agora vocês acham que “vasto” é uma palavra adequada para descrever o amor de Deus? Pode o amor de Deus corresponder a essas duas palavras, “imenso” e “vasto”? Sem dúvida! Na linguagem humana, apenas essas duas palavras são relativamente apropriadas e relativamente próximas de descrever o amor de Deus. Vocês não acham? Se Eu pedisse a vocês que descrevessem o amor de Deus, vocês usariam essas duas palavras? Muito provavelmente não as usariam, porque a compreensão e apreciação que vocês têm do amor de Deus é limitada ao escopo de uma perspectiva bidimensional e não ascendeu à altura do espaço tridimensional. Então, se Eu pedisse a vocês que descrevessem o amor de Deus, vocês sentiriam que lhes faltam as palavras; talvez ficariam até emudecidos. As duas palavras de que falei hoje podem ser difíceis para vocês compreenderem, ou talvez vocês simplesmente não concordem. Isso só mostra que a sua apreciação e compreensão do amor de Deus é superficial e limitada a um escopo estreito. Eu já disse antes que Deus é altruísta; vocês se lembram dessa palavra “altruísta”. Seria possível que o amor de Deus só possa ser descrito como altruísta? Isso não seria um escopo muito estreito? Vocês devem refletir mais sobre essa questão, para que possam ganhar algo dela.

Extraído de ‘A obra de Deus, o caráter de Deus e o Próprio Deus III’ em “A Palavra manifesta em carne”

Palavras diárias de Deus Trecho 77

A ressurreição de Lázaro glorifica a Deus

João 11:43-44 E, tendo dito isso, clamou em alta voz: Lázaro, vem para fora! Saiu o que estivera morto, ligados os pés e as mãos com faixas, e o seu rosto envolto num lenço. Disse-lhes Jesus: Desligai-o e deixai-o ir.

Que impressões vocês têm depois de ler essa passagem? O significado desse milagre que o Senhor Jesus realizou foi muito maior do que o anterior, pois nenhum milagre é mais impressionante do que trazer um morto de volta da sepultura. Naquela era, era extremamente significativo que o Senhor Jesus fez algo assim. Como Deus havia Se tornado carne, as pessoas só podiam ver Sua aparência física, Seu lado prático e Seu aspecto insignificante. Mesmo que algumas pessoas vissem e entendessem um pouco do Seu caráter ou alguma habilidade especial que Ele parecia possuir, ninguém sabia de onde vinha o Senhor Jesus, quem Ele era realmente em Sua essência e quais outras coisas Ele realmente era capaz de fazer. Tudo isso era desconhecido para a humanidade. Tantas pessoas queriam encontrar provas para responder a essas perguntas sobre o Senhor Jesus e conhecer a verdade. Poderia Deus fazer algo para provar a Sua Própria identidade? Para Deus, isso era muito fácil, facílimo. Ele podia fazer alguma coisa em qualquer lugar e a qualquer momento para provar a Sua identidade e essência, mas Deus tinha Seu modo de fazer as coisas — com um plano e em passos. Ele não fez as coisas indiscriminadamente; ao contrário, Ele procurou o momento certo e a oportunidade certa para fazer algo que Ele permitiria que o homem visse, algo que realmente estivesse impregnado de sentido. Dessa forma, Ele provou Sua autoridade e identidade. Então, a ressurreição de Lázaro poderia provar a identidade do Senhor Jesus? Vejamos a seguinte passagem das escrituras: “E, tendo dito isso, clamou em alta voz: Lázaro, vem para fora! Saiu o que estivera morto […]”. Quando o Senhor Jesus fez isso, Ele disse apenas uma coisa: “Lázaro, vem para fora!” Lázaro então saiu do seu sepulcro — isso foi realizado por causa de algumas poucas palavras proferidas pelo Senhor. Durante esse tempo, o Senhor Jesus não construiu um altar nem realizou outras ações. Ele apenas disse uma essa coisa. Isso seria chamado um milagre ou uma ordem? Ou foi algum tipo de feitiçaria? Superficialmente, parece que poderia ser chamado um milagre, e se vocês contemplarem isso a partir de uma perspectiva moderna, é claro que ainda poderiam chamar isso um milagre. No entanto, decerto não poderia ser considerado magia do tipo que pretende chamar uma alma de volta dos mortos, e absolutamente não foi feitiçaria de qualquer tipo. É correto dizer que esse milagre foi a mais normal e minúscula demonstração da autoridade do Criador. Essa é a autoridade e o poder de Deus. Deus tem autoridade para fazer uma pessoa morrer, e para fazer com que sua alma deixe o corpo e retorne ao Hades ou para onde quer que deva ir. A hora da morte de uma pessoa e o lugar para o qual ela vai depois da morte — isso é determinado por Deus. Ele pode tomar essas decisões a qualquer hora e em qualquer lugar, sem restrição por humanos, eventos, objetos, espaço ou geografia. Se quer fazer isso, Ele pode fazê-lo, pois todas as coisas e todos os seres vivos estão sob o Seu governo, e todas as coisas proliferam, existem e perecem por Sua palavra e Sua autoridade. Ele pode ressuscitar um morto, e isso também é algo que Ele pode fazer a qualquer hora, em qualquer lugar. Essa é a autoridade que somente o Criador possui.

Quando o Senhor Jesus fez coisas como trazer Lázaro de volta dos mortos, Seu objetivo era dar provas para que os humanos e Satanás vissem, fazer com que os humanos e Satanás soubessem que tudo relacionado à humanidade, à vida e à morte da humanidade é determinado por Deus, e que, embora Ele tenha Se tornado carne, Ele permanecia no comando do mundo físico visível tanto quanto no mundo espiritual que os humanos não podem ver. Isso foi feito para que a humanidade e Satanás soubessem que tudo relacionado à humanidade não está sob o comando de Satanás. Foi uma revelação e uma demonstração da autoridade de Deus e também foi uma maneira de Deus enviar uma mensagem a todas as coisas de que a vida e a morte da humanidade estão nas mãos de Deus. A ressurreição de Lázaro pelo Senhor Jesus foi uma das formas pelas quais o Criador ensina e instrui a humanidade. Foi uma ação concreta em que Ele usou Seu poder e Sua autoridade para instruir e prover para a humanidade. Foi uma maneira, sem usar palavras, de o Criador permitir que a humanidade visse a verdade de que Ele está no comando de todas as coisas. Foi uma maneira de Ele dizer à humanidade, por meio de ações práticas, que não há salvação senão por meio Dele. Esse meio silencioso que Ele usou para instruir a humanidade dura para sempre, é indelével e trouxe ao coração humano um choque e uma iluminação que jamais poderão desvanecer. A ressurreição de Lázaro glorificou a Deus — isso tem um impacto profundo sobre cada um dos seguidores de Deus. Ela fixa firmemente, em cada pessoa que entende profundamente esse evento, a compreensão, a visão de que somente Deus pode comandar a vida e a morte da humanidade. Embora Deus tenha esse tipo de autoridade e embora tenha enviado uma mensagem acerca da Sua soberania sobre a vida e a morte da humanidade por meio da ressurreição de Lázaro, essa não foi Sua obra primária. Deus nunca faz nada sem significado. Cada uma das coisas que Ele faz tem grande valor e é uma joia suprema num armazém de tesouros. Ele absolutamente não faria de “tirar uma pessoa de seu túmulo” o objetivo ou elemento primário ou único da Sua obra. Deus não faz nada que não tenha significado. A ressurreição de Lázaro como evento singular é adequada para demonstrar a autoridade de Deus e para provar a identidade do Senhor Jesus. É por isso que o Senhor Jesus não repetiu esse tipo de milagre. Deus faz as coisas de acordo com os Seus próprios princípios. Na linguagem humana, pode-se dizer que Deus ocupa sua mente apenas com assuntos sérios. Isto é, quando Deus faz as coisas, Ele não Se desvia do propósito da Sua obra. Ele sabe qual obra Ele quer realizar nesse estágio, o que Ele quer alcançar, e operará estritamente de acordo com o Seu plano. Se uma pessoa corrupta tivesse essa capacidade, ela pensaria apenas em maneiras de revelar essa capacidade para que os outros soubessem como ela é formidável, para que se curvassem diante dela, para que ela pudesse controlá-los e devorá-los. Esse é o mal que vem de Satanás — é o que se chama de corrupção. Deus não tem um caráter assim e não tem tal essência. Seu propósito ao fazer as coisas não é exibir-Se, mas sim fornecer à humanidade mais revelação e orientação, e é por isso que as pessoas veem poucos exemplos desse tipo de ocorrências na Bíblia. Isso não significa que os poderes do Senhor Jesus eram limitados nem que Ele era incapaz de fazer esse tipo de coisa. Ocorre simplesmente que Deus não queria fazer isso, porque a ressurreição de Lázaro pelo Senhor Jesus teve um significado muito prático e também porque a obra primária de Deus ao Se tornar carne não era realizar milagres, não era trazer os mortos de volta à vida, mas sim a obra de redenção para a humanidade. Assim, grande parte da obra que o Senhor Jesus completou foi ensinar as pessoas, prover para elas e ajudá-las, e eventos tais como a ressurreição de Lázaro eram apenas uma pequena parte do ministério que o Senhor Jesus realizou. Mais ainda, vocês poderiam dizer que “exibir-se” não faz parte da essência de Deus, então o Senhor Jesus não estava intencionalmente exercendo moderação ao não mostrar mais milagres, e isso também não foi devido a limitações do ambiente, e decerto não foi devido a uma falta de poder.

Quando o Senhor Jesus trouxe Lázaro de volta dos mortos, Ele disse apenas estas poucas palavras: “Lázaro, vem para fora!” Ele não disse mais nada além disso. Assim, o que essas palavras demonstram? Elas demonstram que Deus pode realizar qualquer coisa por meio da fala, incluindo ressuscitar um morto. Quando Deus criou todas as coisas, quando Ele criou o mundo, Ele o fez com palavras — comandos verbais, palavras com autoridade, e dessa forma todas as coisas foram criadas e assim foram realizadas. Essas poucas palavras falada pelo Senhor Jesus foram exatamente como as palavras ditas por Deus quando Ele criou os céus e a terra e todas as coisas; da mesma forma, elas continham a autoridade de Deus e o poder do Criador. Todas as coisas foram formadas e ficaram firmes devido às palavras da boca de Deus, e da mesma forma, Lázaro saiu do túmulo devido às palavras da boca do Senhor Jesus. Essa era a autoridade de Deus, demonstrada e realizada na Sua carne encarnada. Esse tipo de autoridade e capacidade pertencia ao Criador e ao Filho do homem em quem o Criador Se realizou. É esse o entendimento ensinado à humanidade por Deus ao trazer Lázaro de volta à vida.

Extraído de ‘A obra de Deus, o caráter de Deus e o Próprio Deus III’ em “A Palavra manifesta em carne”

Palavras diárias de Deus Trecho 78

O julgamento de Jesus pelos fariseus

Marcos 3:21-22 Quando os Seus ouviram isso, saíram para O prender; porque diziam: Ele está fora de Si. E os escribas que tinham descido de Jerusalém diziam: Ele está possesso de Belzebu; e: É pelo príncipe dos demônios que expulsa os demônios.

A repreensão de Jesus aos fariseus

Mateus 12:31-32 Portanto vos digo: Todo pecado e blasfêmia se perdoará aos homens; mas a blasfêmia contra o Espírito Santo não será perdoada. Se alguém disser alguma palavra contra o Filho do homem, isso lhe será perdoado; mas se alguém falar contra o Espírito Santo, não lhe será perdoado, nem neste mundo, nem no vindouro.

Mateus 23:13-15 Mas ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas! porque fechais aos homens o reino dos céus; pois nem vós entrais, nem aos que entrariam permitis entrar. [Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas! porque devorais as casas das viúvas e sob pretexto fazeis longas orações; por isso recebereis maior condenação.] Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas! porque percorreis o mar e a terra para fazer um prosélito; e, depois de o terdes feito, o tornais duas vezes mais filho do inferno do que vós.

O conteúdo das duas passagens acima é diferente. Comecemos analisando a primeira passagem: o julgamento de Jesus pelos fariseus.

Na Bíblia, a avaliação do Próprio Jesus e das coisas que Ele fazia feita pelos fariseus foi: “Diziam: Ele está fora de Si. […] Ele está possesso de Belzebu; e: É pelo príncipe dos demônios que expulsa os demônios” (Marcos 3:21-22). O julgamento do Senhor Jesus pelos escribas e fariseus não consistia meramente numa imitação das palavras de outras pessoas nem era uma conjetura infundada — era a conclusão a que eles chegaram sobre o Senhor Jesus a partir daquilo que eles viram e ouviram das Suas ações. Embora essa conclusão fosse feita ostensivamente em nome da justiça e aparecesse às pessoas como bem fundamentada, a arrogância com que eles julgaram o Senhor Jesus foi difícil até para eles mesmos conterem. A energia frenética do ódio que sentiam pelo Senhor Jesus expôs as ambições desenfreadas deles e seus rostos malignos e satânicos, bem como a sua natureza malévola com que resistiam a Deus. Essas coisas que eles disseram no seu julgamento do Senhor Jesus foram motivadas por suas ambições desenfreadas, ciúme e a natureza feia e malévola da hostilidade deles para com Deus e a verdade. Eles não investigaram a origem das ações do Senhor Jesus, nem investigaram a essência do que Ele disse ou fez. Ao contrário, cegamente, num estado de agitação enlouquecida e com malícia deliberada, eles atacaram e desacreditaram o que Ele havia feito. Chegaram até a desacreditar deliberadamente o Seu Espírito, isto é, o Espírito Santo, que é o Espírito de Deus. É isso o que eles queriam dizer quando disseram “Ele está fora de Si”, “Belzebu” e “o príncipe dos diabos”. Quer dizer, eles disseram que o Espírito de Deus era Belzebu e o príncipe dos diabos. Eles caracterizaram como loucura a obra do Espírito de Deus encarnado, que havia Se vestido em carne. Eles não apenas blasfemaram chamando o Espírito de Deus de Belzebu e príncipe dos diabos, como também condenaram a obra de Deus e condenaram e blasfemaram contra o Senhor Jesus Cristo. A essência de sua resistência e blasfêmia contra Deus era inteiramente a mesma que a da resistência e blasfêmia praticada por Satanás e pelos demônios contra Deus. Eles não apenas representavam humanos corruptos, mas, ainda mais, eram a personificação de Satanás. Eram um canal para Satanás no meio da humanidade e eram os cúmplices e lacaios de Satanás. A essência da sua blasfêmia e sua difamação do Senhor Jesus Cristo era a luta que travavam com Deus por status, sua disputa com Deus e seus intermináveis testes de Deus. A essência da sua resistência a Deus e de sua atitude de hostilidade para com Ele, assim como suas palavras e pensamentos, blasfemavam diretamente e enfureciam o Espírito de Deus. Assim, Deus determinou um julgamento razoável baseado no que eles diziam e faziam, e Deus determinou que seus feitos eram o pecado da blasfêmia contra o Espírito Santo. Esse pecado é imperdoável tanto neste mundo quanto no mundo vindouro, como confirma a seguinte passagem das escrituras: “A blasfêmia contra o Espírito Santo não será perdoada” e “se alguém falar contra o Espírito Santo, não lhe será perdoado, nem neste mundo, nem no vindouro”. Hoje, vamos falar sobre o verdadeiro significado dessas palavras de Deus: “Não lhe será perdoado, nem neste mundo, nem no vindouro”. Isso é, vamos desmistificar a maneira como Deus cumpre as palavras: “Não lhe será perdoado, nem neste mundo, nem no vindouro”.

Tudo sobre o que conversamos se relaciona ao caráter de Deus e à Sua atitude para com as pessoas, eventos e coisas. Naturalmente, as duas passagens acima não são exceção. Vocês percebem alguma coisa nessas duas passagens das escrituras? Algumas pessoas dizem que veem nelas a ira de Deus. Outras dizem que veem o lado do caráter de Deus que não tolera as ofensas da humanidade e que, se as pessoas fizerem algo que seja uma blasfêmia contra Deus, elas não receberão o Seu perdão. Embora as pessoas vejam e percebam a ira de Deus e a Sua intolerância quanto às ofensas da humanidade nessas duas passagens, elas ainda não compreendem verdadeiramente a Sua atitude. Implícitas nessas duas passagens estão referências escondidas à verdadeira atitude e abordagem de Deus em relação àqueles que blasfemam e O enfurecem. Sua atitude e Sua abordagem demonstram o significado verdadeiro da seguinte passagem: “Se alguém falar contra o Espírito Santo, não lhe será perdoado, nem neste mundo, nem no vindouro”. Quando as pessoas blasfemam contra Deus e O enfurecem, Ele emite um veredito, e esse veredito é um desfecho emitido por Ele. É descrito desta maneira na Bíblia: “Portanto vos digo: Todo pecado e blasfêmia se perdoará aos homens; mas a blasfêmia contra o Espírito Santo não será perdoada” (Mateus 12:31), e “Mas ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas!” (Mateus 23:13). No entanto, está registrado na Bíblia qual foi o desfecho dos escribas e fariseus, bem como daquelas pessoas que disseram que o Senhor Jesus estava louco, depois que Ele disse essas coisas? Está registrado que elas sofreram alguma punição? Não — podemos afirmar isso com certeza. Dizer “não” aqui não significa que não houve tal registro, mas apenas que, na verdade, não houve nenhum resultado que pudesse ser visto com olhos humanos. Afirmar que “não foi registrado” elucida a questão da atitude e dos princípios de Deus para lidar com certas coisas. Deus não faz vista grossa nem fecha seus ouvidos para as pessoas que blasfemam contra Ele ou resistem a Ele, nem mesmo para aquelas que O difamam — pessoas que intencionalmente O atacam, difamam e amaldiçoam — ao contrário, Ele tem uma atitude clara para com elas. Ele despreza essas pessoas e as condena em Seu coração. Ele até mesmo declara abertamente qual será o desfecho delas, para que as pessoas saibam que Ele tem uma atitude clara em relação aos que blasfemam contra Ele e para que saibam como Ele determinará seu desfecho. No entanto, depois que Deus disse essas coisas, as pessoas raramente conseguiam enxergar a verdade de como Deus lidaria com aquelas pessoas nem conseguiam compreender os princípios por trás do desfecho e do veredito que Deus emitiu para elas. Isto é, as pessoas não conseguem ver a abordagem e os métodos especiais que Deus tem para lidar com elas. Isso tem a ver com os princípios de Deus para fazer as coisas. Deus usa a ocorrência de fatos para lidar com o comportamento maligno de algumas pessoas. Isto é, Ele não anuncia seu pecado e não determina seu desfecho; ao contrário, Ele usa diretamente a ocorrência de fatos para distribuir sua punição e justa retribuição. Quando esses fatos acontecem, é a carne das pessoas que sofre punição, o que significa que a punição é algo que pode ser visto com olhos humanos. Ao lidar com o comportamento maligno de algumas pessoas, Deus apenas as amaldiçoa com palavras e Sua ira também recai sobre elas, mas a punição que elas recebem pode ser algo que as pessoas não podem ver. Mesmo assim, esse tipo de desfecho pode ser ainda mais sério do que os desfechos que as pessoas podem ver, tais como ser punidos ou mortos. Isso porque, nas circunstâncias em que Deus decidiu não salvar esse tipo de pessoa, não demonstrar mais misericórdia ou tolerância para com elas nem prover mais oportunidades para elas, a atitude que Ele toma para com elas é a de colocá-las de lado. Qual é o significado aqui de “colocar de lado”? O significado básico dessa expressão é “pôr algo de lado, não prestar mais atenção nisso”. Mas aqui, quando Deus “põe uma alguém de lado”, há duas explicações diferentes para o seu significado: a primeira é que Ele entregou a vida daquela pessoa e tudo relacionado àquela pessoa para que Satanás lide com isso, e Deus não seria mais responsável e deixaria de gerenciar essa pessoa. Se essa pessoa fosse louca, ou estúpida, se estivesse viva ou morta, ou se ela descesse ao inferno para a sua punição, isso não teria nada a ver com Deus. Isso significaria que aquela criatura não teria mais relação com o Criador. A segunda explicação é que Deus determinou que Ele Mesmo quer fazer algo com essa pessoa, com Suas próprias mãos. É possível que Ele utilize o serviço desse tipo de pessoa, ou que Ele o utilize como um contraste. É possível que Ele tenha uma maneira especial de lidar com esse tipo de pessoa, uma maneira especial de tratá-las — assim como fez com Paulo, por exemplo. Esses são o princípio e a atitude no coração de Deus segundo os quais Ele decidiu lidar com esse tipo de pessoa. Assim, quando as pessoas resistem a Deus e O difamam e blasfemam contra Ele, quando elas exasperam o Seu caráter ou ultrapassam o limite de Sua tolerância, é insuportável pensar nas consequências. A consequência mais grave é que Deus entrega a vida e tudo relacionado a elas a Satanás, de uma vez por todas. Elas não serão perdoadas, por toda a eternidade. Isso significa que essa pessoa se tornou alimento na boca de Satanás, um brinquedo na sua mão e, a partir daí, Deus já não tem mais nada a ver com ela. Vocês podem imaginar a miséria que foi quando Satanás tentou Jó? Mesmo sob a condição de que Satanás não tinha permissão de prejudicar a vida de Jó, ele sofreu muito. E não é ainda mais difícil imaginar a devastação que seria causada por Satanás em alguém que foi totalmente entregue a Satanás, que está completamente dentro das garras de Satanás, que perdeu completamente os cuidados e a misericórdia de Deus, que não está mais sob o governo do Criador, que foi privado do direito de adorá-Lo e do direito de ser uma criatura governada por Deus e cujo relacionamento com o Senhor da criação foi completamente cortado? A perseguição de Jó por Satanás foi algo que pôde ser visto com olhos humanos, mas se Deus entregar a vida de uma pessoa a Satanás, as consequências estarão fora do alcance da imaginação humana. Por exemplo, algumas pessoas podem renascer como uma vaca ou um burro, enquanto algumas podem ser ocupadas e possuídas por espíritos malignos e impuros, e assim por diante. Tais são os desfechos de algumas das pessoas que são entregues a Satanás por Deus. Olhando de fora, parece que aquelas pessoas que ridicularizaram, difamaram, condenaram e blasfemaram contra o Senhor Jesus não sofreram nenhuma consequência. No entanto, a verdade é que Deus tem uma abordagem para lidar com tudo. Ele pode não usar uma linguagem clara para dizer às pessoas o desfecho de como Ele lida com cada tipo de pessoa. Às vezes Ele não fala diretamente, mas age diretamente. O fato de que Ele não fale a respeito não significa que não haja um desfecho — na verdade, em casos assim, é possível que o desfecho seja ainda mais grave. Visto de fora, pode parecer que haja algumas com que Deus não fala explicitamente sobre a Sua atitude, mas, de fato, Deus não tem desejado dar-lhes qualquer atenção há muito tempo. Ele não quer mais vê-las. Devido às coisas que elas fizeram e ao seu comportamento, por causa de sua natureza-essência, Deus quer apenas que elas desapareçam da Sua vista, quer entregá-las diretamente a Satanás, dar o espírito delas, sua alma e seu corpo a Satanás e permitir que Satanás faça com elas o que quiser. É bem claro até que ponto Deus as odeia, até que ponto Ele sente repulsa por elas. Se uma pessoa irrita Deus ao ponto de Deus não querer nem vê-la novamente e está disposto a desistir dela por completo, a ponto de Ele não querer nem mesmo lidar com ela pessoalmente — se chegar ao ponto em que Ele a entregará a Satanás para que este faça o que quiser, para permitir que Satanás a controle, a consuma e a trate como quiser — então essa pessoa está completamente acabada. Seu direito de ser uma pessoa humana foi permanentemente revogado, e seus direitos como criatura chegaram ao fim. Não é esse o tipo de punição mais severo?

Extraído de ‘A obra de Deus, o caráter de Deus e o Próprio Deus III’ em “A Palavra manifesta em carne”

Palavras diárias de Deus Trecho 79

Palavras de Jesus aos Seus discípulos depois da Sua ressurreição

João 20:26-29 Oito dias depois estavam os discípulos outra vez ali reunidos, e Tomé com eles. Chegou Jesus, estando as portas fechadas, pôs-Se no meio deles e disse: Paz seja convosco. Depois disse a Tomé: Chega aqui o teu dedo, e vê as Minhas mãos; chega a tua mão, e mete-a no Meu lado; e não mais sejas incrédulo, mas crente. Respondeu-Lhe Tomé: Senhor meu, e Deus meu! Disse-lhe Jesus: Porque Me viste, creste? Bem-aventurados os que não viram e creram.

João 21:16-17 Tornou a perguntar-lhe pela segunda vez: Simão, filho de João, amas-Me? Respondeu-Lhe: Sim, Senhor; Tu sabes que Te amo. Disse-lhe: Pastoreia as Minhas ovelhas. Perguntou-lhe terceira vez: Simão, filho de João, amas-Me? Entristeceu-se Pedro por lhe ter perguntado pela terceira vez: Amas-Me? E respondeu-Lhe: Senhor, Tu sabes todas as coisas; Tu sabes que Te amo. Disse-lhe Jesus: Apascenta as Minhas ovelhas.

O que essas passagens relatam são certas coisas que o Senhor Jesus fez e disse aos Seus discípulos depois da Sua ressurreição. Primeiro, examinemos quaisquer diferenças que possam existir entre o Senhor Jesus antes e depois da ressurreição. Ele ainda era o mesmo Senhor Jesus dos dias passados? As escrituras contêm o seguinte versículo que descreve o Senhor Jesus depois da ressurreição: “Chegou Jesus, estando as portas fechadas, pôs-Se no meio deles e disse: Paz seja convosco”. Está bem claro que o Senhor Jesus naquela época não ocupava mais um corpo carnal, mas que agora estava num corpo espiritual. Isso porque Ele havia transcendido as limitações da carne; embora a porta estivesse fechada, Ele pôde vir para o meio das pessoas e permitir que elas O vissem. Essa é a maior diferença entre o Senhor Jesus depois da ressurreição e o Senhor Jesus que vivia na carne antes da ressurreição. Embora não houvesse diferença entre a aparência do corpo espiritual daquele momento e a aparência do Senhor Jesus como havia sido antes, naquele momento, o Senhor Jesus havia Se tornado alguém que parecia um estranho para as pessoas, pois Ele havia Se tornado um corpo espiritual depois de ressuscitar dentre os mortos e, comparado à Sua carne anterior, esse corpo espiritual era mais enigmático e confuso para as pessoas. Ele também criou uma distância maior entre o Senhor Jesus e as pessoas, e as pessoas sentiram em seu coração que o Senhor Jesus, naquele momento, havia Se tornado mais misterioso. Esses sentimentos e cognições por parte das pessoas de repente as levaram de volta à época da crença em um Deus que não podia ser visto nem tocado. Assim, a primeira coisa que o Senhor Jesus fez depois da ressurreição foi permitir que todos O vissem, para confirmar que Ele existia e confirmar o fato da Sua ressurreição. Além disso, essa ação restaurou Seu relacionamento com as pessoas ao que havia sido quando Ele operava na carne e quando Ele era o Cristo que elas podiam ver e tocar. Um dos resultados disso é que as pessoas não tinham qualquer dúvida de que o Senhor Jesus havia ressuscitado da morte depois de ter sido pregado na cruz e também não tinham dúvida alguma quanto à obra do Senhor Jesus para redimir a humanidade. Outro resultado é que o fato de o Senhor Jesus aparecer para as pessoas após Sua ressurreição e permitir que elas O vissem e O tocassem fixou a humanidade solidamente na Era da Graça, garantindo que, a partir de então, as pessoas não voltariam para a Era da Lei anterior na suposta base de que o Senhor Jesus tinha “desaparecido” ou que Ele tinha “partido sem uma única palavra”. Assim Ele garantiu que elas continuariam a avançar, seguindo os ensinamentos do Senhor Jesus e a obra que Ele havia realizado. Assim, uma nova fase na obra da Era da Graça foi formalmente iniciada, e, a partir daquele momento, as pessoas que antes viviam sob a lei emergiram formalmente da lei e entraram em uma nova era, em um novo começo. São esses os significados multifacetados da aparição do Senhor Jesus à humanidade após a Sua ressurreição.

Já que o Senhor Jesus habitava agora um corpo espiritual, como as pessoas puderam tocá-Lo e vê-Lo? Essa pergunta diz respeito ao significado da aparição do Senhor Jesus à humanidade. Vocês perceberam alguma coisa nessas passagens das escrituras que acabamos de ler? De modo geral, corpos espirituais não podem ser vistos nem tocados, e depois da ressurreição, a obra que o Senhor Jesus havia assumido já tinha sido concluída. Assim, em tese, Ele não tinha absolutamente nenhuma necessidade de voltar para o meio das pessoas na Sua imagem original para encontrá-las, mas a aparição do corpo espiritual do Senhor Jesus para pessoas como Tomé tornou o significado de Sua aparição mais concreto, de modo que penetrou mais profundamente no coração das pessoas. Quando Ele Se aproximou de Tomé, Ele permitiu que Tomé, o cético, tocasse a Sua mão, e lhe disse: “Chega a tua mão, e mete-a no Meu lado; e não mais sejas incrédulo, mas crente”. Essas palavras e ações não eram coisas que o Senhor Jesus queria dizer e fazer somente depois que ressuscitou; na verdade eram coisas que Ele quis fazer antes de ser pregado na cruz. É evidente que, antes de ser pregado na cruz, o Senhor Jesus já tinha uma compreensão acerca de pessoas como Tomé. O que, então, podemos ver a partir disso? Ele ainda era o mesmo Senhor Jesus depois da Sua ressurreição. Sua essência não havia mudado. As dúvidas de Tomé não tinham começado apenas ali, mas tinham acompanhado ele o tempo todo em que ele vinha seguindo o Senhor Jesus. No entanto, aqui estava o Senhor Jesus que havia ressuscitado dos mortos e voltado do mundo espiritual com a Sua imagem original, com o Seu caráter original e com o Seu entendimento da humanidade vinda do tempo em que viveu na carne; assim, Ele foi primeiro encontrar Tomé, deixar que Tomé tocasse Sua costela, para permitir que Tomé não só visse Seu corpo espiritual após a ressurreição, mas que Tomé tocasse e sentisse a existência do Seu corpo espiritual e abandonasse por completo suas dúvidas. Antes de o Senhor Jesus ser pregado na cruz, Tomé sempre duvidou que Ele era Cristo e era incapaz de acreditar. Sua fé em Deus só se firmava na base daquilo que ele podia ver com seus próprios olhos, daquilo que podia tocar com suas próprias mãos. O Senhor Jesus tinha um bom entendimento da fé desse tipo de pessoa. Essas pessoas só acreditavam em Deus no céu e não acreditavam, em absoluto, Naquele enviado por Deus nem no Cristo na carne e não O aceitavam. Para que Tomé reconhecesse e acreditasse na existência do Senhor Jesus e que Ele era verdadeiramente Deus encarnado, Ele permitiu que Tomé estendesse a mão e tocasse Sua costela. Havia alguma diferença entre a dúvida de Tomé antes e depois da ressurreição do Senhor Jesus? Ele vivia constantemente em dúvida, e excetuando uma aparição pessoal a ele do corpo espiritual do Senhor Jesus, permitindo que ele tocasse as marcas dos pregos no Seu corpo, não havia como alguém poderia resolver suas dúvidas e levá-lo abandoná-las. Então, a partir do momento em que o Senhor Jesus permitiu que Tomé tocasse Sua costela e sentisse realmente a existência das marcas dos pregos, a dúvida de Tomé desapareceu, e ele compreendeu verdadeiramente que o Senhor Jesus havia ressuscitado e reconheceu e acreditou que o Senhor Jesus era o verdadeiro Cristo e Deus encarnado. Embora, nesse momento, Tomé não duvidasse mais, ele havia perdido para sempre a chance de encontrar-se com Cristo. Ele havia perdido para sempre a chance de estar com Ele, de segui-Lo, de conhecê-Lo. Havia perdido a chance de que Cristo o aperfeiçoasse. A aparição do Senhor Jesus e as Suas palavras proporcionaram uma conclusão e um veredito sobre a fé daqueles que estavam cheios de dúvidas. Ele usou Suas palavras e ações reais para dizer aos que duvidavam, para dizer àqueles que acreditavam apenas no Deus no céu, mas não acreditavam em Cristo: Deus não aprovava sua crença nem aprovava que O sigam ao mesmo tempo em que duvidam Dele. O dia em que eles acreditariam plenamente em Deus e em Cristo só poderia ser o dia em que Deus completasse Sua grande obra. Naturalmente, esse também foi o dia em que um veredito foi emitido sobre sua dúvida. A atitude deles em relação a Cristo determinou seu destino, e sua dúvida obstinada significava que sua fé não lhes deu fruto, e sua dureza significava que suas esperanças eram em vão. Como sua crença em Deus no céu era alimentada por ilusões e sua dúvida em relação a Cristo era realmente sua verdadeira atitude em relação a Deus, embora tivessem tocado nas marcas de pregos no corpo do Senhor Jesus, sua fé ainda era inútil e seu desfecho só podia ser descrito como tirar água com um cesto de bambu — tudo em vão. O que o Senhor Jesus disse a Tomé era também claramente Sua maneira de dizer a cada pessoa: o Senhor Jesus ressuscitado é o mesmo Senhor Jesus que passou inicialmente trinta e três anos e meio operando em meio à humanidade. Embora Ele tenha sido pregado na cruz e tenha experimentado o vale da sombra da morte e embora tenha experimentado a ressurreição, Ele não passou por nenhuma mudança em nenhum aspecto. Embora Ele agora tivesse marcas de pregos no Seu corpo e embora tivesse ressuscitado e saído da sepultura, Seu caráter, Seu entendimento da humanidade e Suas intenções para com a humanidade não haviam mudado nem um pouco. Além disso, Ele estava dizendo às pessoas que havia descido da cruz, triunfado sobre o pecado, superado as dificuldades e triunfado sobre a morte. As marcas dos pregos eram apenas a prova da Sua vitória sobre Satanás, evidências de ser uma oferta pelo pecado, para redimir com sucesso toda a humanidade. Ele estava dizendo às pessoas que Ele já havia assumido os pecados da humanidade e que havia completado Sua obra de redenção. Quando Ele voltou para ver Seus discípulos, Ele lhes transmitiu esta mensagem por meio da Sua aparição: “Ainda estou vivo, ainda existo; hoje estou verdadeiramente de pé diante de vocês, para que vocês possam Me ver e Me tocar. Eu sempre estarei com vocês”. O Senhor Jesus também quis usar o caso de Tomé como uma advertência para as pessoas futuras: embora você não possa ver nem tocar o Senhor Jesus em sua fé Nele, você é abençoado por causa da sua fé verdadeira e pode ver o Senhor Jesus por causa da sua fé verdadeira, e esse tipo de pessoa é abençoado.

Essas palavras registradas na Bíblia que o Senhor Jesus disse quando apareceu a Tomé são uma grande ajuda para todas as pessoas na Era da Graça. Sua aparição a Tomé e as palavras que dirigiu a ele tiveram um impacto profundo sobre as gerações que vieram depois; elas têm um significado eterno. Tomé representa um tipo de pessoa que acredita em Deus, porém duvida de Deus. São pessoas de natureza desconfiada, têm um coração sinistro, são traiçoeiras e não acreditam nas coisas que Deus é capaz de realizar. Não acreditam na onipotência e na soberania de Deus nem acreditam no Deus encarnado. No entanto, a ressurreição do Senhor Jesus contrariou esses traços que elas têm e também lhes proporcionou uma oportunidade de descobrir suas próprias dúvidas, de reconhecer suas próprias dúvidas e admitir sua própria traição, chegando assim a acreditar verdadeiramente na existência e na ressurreição do Senhor Jesus. O que aconteceu com Tomé foi um aviso e um alerta para as gerações posteriores, para que mais pessoas pudessem se precaver e não ser céticos como Tomé e que, se se enchessem de dúvidas, elas afundariam na escuridão. Se você segue a Deus, mas, assim como Tomé, sempre quer tocar a costela do Senhor e sentir Suas marcas de pregos para confirmar, verificar e especular se Deus existe ou não, então Deus abandonará você. Portanto, o Senhor Jesus requer que as pessoas não sejam como Tomé, acreditando apenas no que podem ver com seus próprios olhos, mas que sejam pessoas puras e honestas, que não abrigam dúvidas em relação a Deus, mas simplesmente creem Nele e O seguem. Pessoas assim são abençoadas. Essa é uma exigência muito pequena que o Senhor Jesus faz às pessoas e é uma advertência para os Seus seguidores.

Extraído de ‘A obra de Deus, o caráter de Deus e o Próprio Deus III’ em “A Palavra manifesta em carne”

Palavras diárias de Deus Trecho 80

João 21:16-17 Tornou a perguntar-lhe pela segunda vez: Simão, filho de João, amas-Me? Respondeu-Lhe: Sim, Senhor; Tu sabes que Te amo. Disse-lhe: Pastoreia as Minhas ovelhas. Perguntou-lhe terceira vez: Simão, filho de João, amas-Me? Entristeceu-se Pedro por lhe ter perguntado pela terceira vez: Amas-Me? E respondeu-Lhe: Senhor, Tu sabes todas as coisas; Tu sabes que Te amo. Disse-lhe Jesus: Apascenta as Minhas ovelhas.

Nessa conversa, o Senhor Jesus perguntou a Pedro repetidamente uma coisa: “Simão, filho de João, tu Me amas?” Esse é um padrão mais elevado que o Senhor Jesus exigiu de pessoas como Pedro após a Sua ressurreição, pessoas que verdadeiramente creem em Cristo e se esforçam para amar o Senhor. Essa pergunta foi uma espécie de investigação interrogatório; porém, ainda mais, foi uma exigência e uma expectativa a pessoas como Pedro. O Senhor Jesus usou esse método de questionamento para que as pessoas refletissem sobre si mesmas e olhassem para si mesmas e perguntassem: quais são as exigências do Senhor Jesus às pessoas? Eu amo o Senhor? Eu sou uma pessoa que ama a Deus? Como devo amar a Deus? Embora o Senhor Jesus tenha feito essa pergunta apenas a Pedro, a verdade é que, em Seu coração, ao fazer essas perguntas a Pedro, Ele queria aproveitar essa oportunidade para fazer esse mesmo tipo de pergunta a mais pessoas que buscam amar a Deus. Ocorre apenas que Pedro foi abençoado para agir como representante desse tipo de pessoa, para receber esse questionamento da boca do Próprio Senhor Jesus.

Comparado às seguintes palavras que o Senhor Jesus disse a Tomé após Sua ressurreição: “chega a tua mão, e mete-a no Meu lado; e não mais sejas incrédulo, mas crente”, sua pergunta repetida três vezes a Pedro: “Simão, filho de João, tu Me amas?” permite que as pessoas sintam melhor a gravidade da atitude do Senhor Jesus e a urgência que Ele sentiu ao fazer essa pergunta. Quanto a Tomé, o cético, com sua natureza enganadora, o Senhor Jesus lhe permitiu estender a mão e tocar as marcas de pregos em Seu corpo, que o levaram a acreditar que o Senhor Jesus era o Filho do homem ressuscitado e a reconhecer a identidade do Senhor Jesus como Cristo. E embora o Senhor Jesus não tenha repreendido severamente Tomé nem expressado verbalmente um julgamento claro acerca dele, Ele, mesmo assim, usou ações práticas para informar a Tomé que Ele o compreendia, ao mesmo tempo que também demonstrava Sua atitude e Sua determinação em relação a esse tipo de pessoa. As expectativas e exigências do Senhor Jesus a esse tipo de pessoa não podem ser percebidas a partir do que Ele disse, pois pessoas como Tomé simplesmente não têm nem um único pingo de fé verdadeira. As exigências do Senhor Jesus a elas só vão até esse ponto, mas a atitude que Ele revelou em relação a pessoas como Pedro é completamente diferente. Ele não exigiu que Pedro estendesse a mão e tocasse nas Suas marcas de pregos nem disse a Pedro: “Não mais sejas incrédulo, mas crente”. Em vez disso, Ele fez repetidamente a mesma pergunta a Pedro. A pergunta era instigante e significativa, uma pergunta que não pode deixar de fazer com que cada seguidor de Cristo sinta remorso e medo, mas também sinta o ânimo angustiado e pesaroso do Senhor Jesus. E quando eles estão sentindo grande dor e sofrimento, eles são mais capazes de entender a preocupação do Senhor Jesus Cristo e o Seu cuidado; eles percebem Seus ensinamentos sinceros e Suas exigências estritas de pessoas puras e honestas. A pergunta do Senhor Jesus permite que as pessoas sintam que as expectativas que o Senhor tem para com elas, reveladas nessas palavras simples, não consistem apenas em acreditar Nele e segui-Lo, mas sim em conseguir ter amor, amar o seu Senhor e o seu Deus. Esse tipo de amor se importa e obedece. São seres humanos que vivem para Deus, morrem por Deus, dedicam tudo a Deus, gastam e dão tudo por Deus. Esse tipo de amor também é reconfortar a Deus, permitindo que Ele desfrute de testemunho e descanse. É a retribuição da humanidade a Deus, a responsabilidade obrigação e dever do homem e é um caminho que as pessoas devem seguir por toda a vida. Essas três perguntas foram uma exigência e uma exortação que o Senhor Jesus fez a Pedro e a todas as pessoas que seriam aperfeiçoadas. Foram essas três perguntas que levaram e motivaram Pedro a seguir sua senda na vida, e foram essas perguntas por ocasião da despedida do Senhor Jesus que levaram Pedro a iniciar sua senda de aperfeiçoamento, que o levaram, por causa de seu amor ao Senhor, a cuidar do coração do Senhor, a obedecer ao Senhor, a oferecer conforto ao Senhor e a oferecer toda a sua vida e todo o seu ser por causa desse amor.

Durante a Era da Graça, a obra de Deus se destinava principalmente a dois tipos de pessoas. O primeiro era o tipo de pessoa que acreditava Nele e O seguia, que era capaz de guardar os Seus mandamentos, capaz de suportar a cruz e manter-se no caminho da Era da Graça. Esse tipo de pessoa ganharia a bênção de Deus e desfrutaria da graça de Deus. O segundo tipo de pessoa era como Pedro, alguém que podia ser aperfeiçoado. Assim, depois que o Senhor Jesus ressuscitou, Ele primeiro fez essas duas coisas mais significativas. Uma foi feita com Tomé, e outra, com Pedro. O que essas duas coisas representam? Será que representam as verdadeiras intenções de Deus de salvar a humanidade? Representam a sinceridade de Deus para com a humanidade? A obra que Ele fez com Tomé visava alertar as pessoas para que não fossem céticas, mas que simplesmente acreditassem. A obra que Ele fez com Pedro visava fortalecer a fé de pessoas como Pedro e deixar claras as Suas exigências a esse tipo de pessoa, mostrar quais objetivos eles deveriam buscar.

Depois que o Senhor Jesus ressuscitou, Ele apareceu às pessoas que julgou necessário, falou com elas e fez exigências a elas, deixando para trás as Suas intenções e expectativas em relação às pessoas. Isto é, como Deus encarnado, Sua preocupação com a humanidade e Suas exigências às pessoas nunca mudaram; permaneceram as mesmas quando estava na carne e quando estava em Seu corpo espiritual depois de ter sido pregado na cruz e ressuscitado. Ele estava preocupado com esses discípulos antes de subir à cruz, e, em Seu coração, Ele tinha clareza sobre o estado de cada pessoa e compreendia as deficiências de cada pessoa e, é claro, a Sua compreensão de cada pessoa depois que Ele morreu, ressuscitou e Se tornou um corpo espiritual foi a mesma como tinha sido quando estivera na carne. Ele sabia que as pessoas não estavam inteiramente certas de Sua identidade como Cristo, mas, durante Seu tempo na carne, Ele não fez exigências estritas às pessoas. No entanto, após ressuscitar, Ele apareceu a elas e as deixou absolutamente certas de que o Senhor Jesus havia vindo de Deus e que Ele era Deus encarnado, e Ele usou o fato da Sua aparição e Sua ressurreição como a maior visão e motivação para a busca vitalícia da humanidade. Sua ressurreição da morte não apenas fortaleceu todos aqueles que O seguiam, mas também implementou firmemente a Sua obra da Era da Graça plenamente em meio à humanidade, e assim o evangelho da salvação do Senhor Jesus na Era da Graça se difundiu após poucos por todos os cantos da humanidade. Você diria que a aparição do Senhor Jesus após a ressurreição teve alguma importância? Se você fosse Tomé ou Pedro naquela época e encontrasse essa única coisa na sua vida que fosse tão significativa, que impacto ela teria tido sobre você? Você teria visto isso como a melhor e a maior visão da sua vida de crente em Deus? Teria visto isso como uma força que o motivava ao seguir a Deus, ao esforçar-se para satisfazê-Lo e ao buscar amar a Deus na sua vida inteira? Você teria despendido uma vida inteira de esforços para espalhar essa que foi a maior das visões? Você teria aceitado a divulgação da salvação do Senhor Jesus como uma comissão de Deus? Mesmo que vocês não tenham experimentado isso, os dois exemplos de Tomé e Pedro já são suficientes para que as pessoas modernas ganhem uma compreensão clara de Deus e da Sua vontade. Pode-se dizer que, depois que Deus Se tornou carne, depois que Ele experimentou pessoalmente a vida em meio a humanidade e experimentou pessoalmente a vida humana e depois que Ele viu a depravação da humanidade e a situação da vida humana naquele tempo, Deus na carne sentiu mais profundamente o quão impotente, lamentável e digna de pena a humanidade é. Deus ganhou mais empatia pela condição humana devido à Sua humanidade que Ele possuiu enquanto vivia na carne, devido aos Seus instintos carnais. Isso O levou a sentir uma preocupação maior por Seus seguidores. Essas são coisas que, provavelmente, vocês não conseguem compreender, mas Eu posso descrever essa preocupação e o cuidado sentido por Deus na carne em relação a cada um dos Seus seguidores usando apenas duas palavras: “preocupação intensa”. Embora essa expressão venha da linguagem humana e embora seja muito humana, ela, mesmo assim, expressa e descreve verdadeiramente os sentimentos de Deus por Seus seguidores. Quanto à preocupação intensa de Deus com os humanos, ao longo das suas experiências, vocês sentirão isso aos poucos e poderão provar disso. No entanto, isso só pode ser alcançado através da compreensão gradual do caráter de Deus baseada em buscar uma mudança no seu próprio caráter. Quando o Senhor Jesus fez essa primeira aparição, ela fez com que Sua intensa preocupação pelos Seus seguidores na humanidade se materializasse e fosse transferida para o Seu corpo espiritual, ou, como se poderia dizer, para a Sua divindade. Sua aparição permitiu que as pessoas experimentassem e sentissem mais uma vez o cuidado e a preocupação de Deus, ao mesmo tempo em que também provava de forma poderosa que Deus é Aquele que inicia uma era, que desdobra uma era e também encerra uma era. Por meio da Sua aparição, Ele fortaleceu a fé de todas as pessoas e provou ao mundo o fato de que Ele é o Próprio Deus. Isso deu a Seus seguidores uma confirmação eterna e, por meio da Sua aparição, Ele também lançou uma fase da Sua obra na nova era.

Extraído de ‘A obra de Deus, o caráter de Deus e o Próprio Deus III’ em “A Palavra manifesta em carne”

Palavras diárias de Deus Trecho 81

Jesus come pão e explica as escrituras após a Sua ressurreição

Lucas 24:30-32 Estando com eles à mesa, tomou o pão e o abençoou; e, partindo-o, lho dava. Abriram-se-lhes então os olhos, e O reconheceram; nisto Ele desapareceu de diante deles. E disseram um para o outro: Porventura não se nos abrasava o coração, quando pelo caminho nos falava, e quando nos abria as Escrituras?

Os discípulos dão a Jesus peixe assado para comer

Lucas 24:36-43 Enquanto ainda falavam nisso, o Próprio Jesus Se apresentou no meio deles, e disse-lhes: Paz seja convosco. Mas eles, espantados e atemorizados, pensavam que viam algum espírito. Ele, porém, lhes disse: Por que estais perturbados? e por que surgem dúvidas em vossos corações? Olhai as Minhas mãos e os Meus pés, que sou Eu Mesmo; apalpai-Me e vede; porque um espírito não tem carne nem ossos, como percebeis que Eu tenho. E, dizendo isso, mostrou-lhes as mãos e os pés. Não acreditando eles ainda por causa da alegria, e estando admirados, perguntou-lhes Jesus: Tendes aqui alguma coisa que comer? Então Lhe deram um pedaço de peixe assado, o qual Ele tomou e comeu diante deles.

Em seguida, examinaremos as passagens das escrituras acima. A primeira é um relato do Senhor Jesus comendo pão e explicando as escrituras depois de Sua ressurreição, e a segunda passagem relata o Senhor Jesus comendo um peixe assado. Como essas duas passagens ajudam vocês a conhecer o caráter de Deus? Vocês conseguem imaginar o tipo de imagem que vocês obtêm com essas descrições do Senhor Jesus comendo pão e depois um peixe assado? Vocês conseguem imaginar, se o Senhor Jesus estivesse em pé na sua frente comendo pão, como vocês se sentiriam? Ou se Ele estivesse comendo com vocês na mesma mesa, comendo peixe e pão junto com as pessoas, que tipo de sentimento você teria naquele momento? Se você acha que sentiria estar muito perto do Senhor, que Ele seria muito íntimo com você, então esse sentimento está correto. Esse é exatamente o resultado que o Senhor Jesus quis produzir ao comer pão e peixe diante das pessoas reunidas após a Sua ressurreição. Se o Senhor Jesus tivesse apenas falado com as pessoas após a ressurreição, se elas não pudessem sentir a Sua carne e Seus ossos, mas, em vez disso, sentissem que Ele era um Espírito inalcançável, como elas teriam se sentido? Não teriam ficado decepcionadas? Sentindo-se decepcionadas, as pessoas não teriam se sentido abandonadas? Não teriam sentido uma distância entre si mesmas e o Senhor Jesus Cristo? Que tipo de impacto negativo essa distância teria criado no relacionamento das pessoas com Deus? Elas decerto teriam sentido medo, não teriam ousado aproximar-se Dele e, assim, teriam tido uma atitude de mantê-Lo a uma distância respeitosa. A partir de então, teriam cortado seu relacionamento íntimo com o Senhor Jesus Cristo e teriam voltado para um relacionamento entre a humanidade e Deus no céu, como havia sido anteriormente na Era da Graça. O corpo espiritual que as pessoas não podiam tocar nem sentir teria causado a erradicação da sua intimidade com Deus e também teria feito com que deixasse de existir esse relacionamento íntimo, estabelecido durante o tempo em que o Senhor Jesus Cristo viveu na carne, sem distância entre Ele e os humanos. As únicas coisas provocadas nas pessoas pelo corpo espiritual eram sentimentos de medo, distanciamento e um olhar mudo. Elas não teriam se atrevido a se aproximar ou a se envolver num diálogo com Ele, muito menos segui-Lo, confiar Nele ou admirá-Lo. Deus não queria ver esse tipo de sentimento que os humanos tinham por Ele. Ele não queria ver pessoas evitando Ele ou se afastando Dele; Ele só queria que as pessoas O compreendessem, se aproximassem Dele e fossem a Sua família. Se a sua própria família, seus filhos, vissem você, mas não o reconhecessem e não ousassem se aproximar de você, mas sempre o evitassem, se você não conseguisse ganhar a compreensão deles por tudo que você já fez por eles, como você se sentiria? Não seria doloroso? Você não ficaria de coração partido? É exatamente o que Deus sente quando as pessoas O evitam. Assim, após Sua ressurreição, o Senhor Jesus ainda apareceu às pessoas em Sua forma de carne e osso e comeu e bebeu com elas. Deus vê as pessoas como Sua família, e Deus também quer que a humanidade O veja como Aquele que é o mais querido dela; só assim Deus pode realmente ganhar as pessoas, e só assim as pessoas podem realmente amar e adorar a Deus. Será que vocês conseguem agora entender a Minha intenção ao escolher essas duas passagens da escritura em que o Senhor Jesus come pão e explica as escrituras depois da Sua ressurreição e em que os discípulos Lhe dão um peixe assado para comer?

Pode-se dizer que reflexão séria havia sido investida na série de coisas que o Senhor Jesus disse e fez depois de Sua ressurreição. Essas coisas estavam repletas da bondade e afeição que Deus tinha pela humanidade e também plenas da estima e do cuidado meticuloso que Ele tinha pelo relacionamento íntimo que Ele havia estabelecido com a humanidade durante o tempo em que viveu na carne. Ainda mais, estavam repletas da saudade e do anseio que Ele sentia por Sua vida de comer e viver com Seus seguidores durante o tempo em que viveu na carne. Assim, Deus não queria que as pessoas sentissem uma distância entre Deus e o homem nem queria que a humanidade se distanciasse de Deus. Mais ainda, Ele não queria que a humanidade sentisse que o Senhor Jesus após a Sua ressurreição não fosse mais o mesmo Senhor que tinha sido tão íntimo das pessoas, que Ele não estava mais junto com a humanidade porque havia retornado ao mundo espiritual, retornado ao Pai que as pessoas jamais poderiam ver ou alcançar. Ele não queria que as pessoas sentissem que qualquer diferença de status tinha surgido entre Ele e a humanidade. Quando Deus vê pessoas que querem segui-Lo, mas O mantêm a uma distância respeitosa, Seu coração sente dor, pois isso significa que o coração delas está muito distante Dele e que será muito difícil para Ele ganhar seu coração. Assim, se Ele tivesse aparecido para pessoas em um corpo espiritual que elas não pudessem ver ou tocar, isso teria mais uma vez distanciado o homem de Deus e teria levado a humanidade a equivocadamente ver Cristo após a Sua ressurreição como mais elevado, como alguém de uma espécie diferente dos humanos, como alguém que não poderia mais sentar à mesma mesa e comer junto com os homens porque os humanos são pecaminosos, imundos e nunca podem se aproximar de Deus. A fim de afastar esses mal-entendidos da humanidade, o Senhor Jesus fez uma série de coisas que Ele costumava fazer na carne, conforme está registrado na Bíblia: “Tomou o pão e o abençoou; e, partindo-o, lho dava”. Ele também explicou as escrituras para eles, tal como Ele tinha feito no passado. Todas essas coisas que o Senhor Jesus fez fizeram com que todas as pessoas que O viam sentissem que o Senhor não havia mudado, que Ele ainda era o mesmo Senhor Jesus. Embora Ele tivesse sido pregado na cruz e experimentado a morte, Ele havia ressuscitado e não havia abandonado a humanidade. Ele havia retornado para o meio dos humanos, e nada Nele havia mudado. O Filho do homem de pé diante das pessoas ainda era o mesmo Senhor Jesus. Sua conduta e Sua maneira de conversar com as pessoas pareciam tão familiares. Ele continuava repleto de amabilidade, graça e tolerância — ainda era o mesmo Senhor Jesus que amava os outros tal como amava a Si Mesmo, que era capaz de perdoar a humanidade setenta vezes sete vezes. Como tinha feito antes, Ele comeu com as pessoas, discutiu as escrituras com elas e, o que é ainda mais importante, tal como antes, Ele era feito de carne e osso e podia ser visto e tocado. O Filho do homem como Ele era permitiu que as pessoas sentissem intimidade, se sentissem à vontade e sentissem a alegria de recuperar algo que havia sido perdido. Muito à vontade, elas, corajosa e confiantemente, começaram a admirar e depender desse Filho do homem que era capaz de perdoar os pecados da humanidade. Elas também começaram a orar no nome do Senhor Jesus sem hesitação, a orar para obter Sua graça, Sua bênção e para obter Dele paz e alegria, ganhar Dele cuidado e proteção, e elas começaram a curar os enfermos e expulsar demônios em nome do Senhor Jesus.

Extraído de ‘A obra de Deus, o caráter de Deus e o Próprio Deus III’ em “A Palavra manifesta em carne”

Palavras diárias de Deus Trecho 82

Durante o tempo em que o Senhor Jesus operou na carne, a maioria dos Seus seguidores não podia confirmar a Sua identidade e as coisas que Ele dizia. Quando Ele estava se aproximando da cruz, a atitude de Seus seguidores foi de observar. Então, do momento em que Ele foi pregado na cruz até o momento em que foi colocado na sepultura, a atitude das pessoas em relação a Ele foi de decepção. Durante esse tempo, as pessoas já haviam começado a passar, em seu coração, de duvidar das coisas que o Senhor Jesus havia dito durante seu tempo na carne a negá-las integralmente. Então, quando Ele saiu da sepultura e apareceu às pessoas, uma a uma, a maioria daquelas pessoas que O viu com seus próprios olhos ou ouviu as notícias de Sua ressurreição aos poucos mudou sua atitude de negação para ceticismo. Só quando o Senhor Jesus fez Tomé colocar a mão no Seu lado e quando Ele partiu o pão e comeu em frente à multidão após Sua ressurreição e então procedeu a comer peixe assado na frente deles, eles verdadeiramente aceitaram o fato de que o Senhor Jesus era o Cristo na carne. Vocês poderiam dizer que era como se esse corpo espiritual de carne e osso diante daquelas pessoas estivesse despertando cada uma delas de um sonho: o Filho do homem de pé diante delas era Aquele que existira desde tempos imemoriais. Ele tinha uma forma, era de carne e osso, e Ele já tinha vivido e comido juntamente com a humanidade por muito tempo… Nesse momento, as pessoas sentiram que a existência Dele era tão real e tão maravilhosa. Ao mesmo tempo, ficaram tão alegres e felizes e cheios de emoção. Sua reaparição permitiu que as pessoas realmente enxergassem a Sua humildade, sentissem a Sua proximidade e Seu apego à humanidade e sentissem o quanto Ele pensava nelas. Essa breve reunião fez com que as pessoas que viram o Senhor Jesus sentissem como se uma vida inteira tivesse passado. O coração delas, perdido, confuso, amedrontado, ansioso, desejoso e entorpecido, encontrou conforto. Não estavam mais céticas nem decepcionadas, pois sentiam que agora havia esperança e algo em que confiar. O Filho do homem de pé diante deles seria sua retaguarda por todo o tempo; Ele seria a sua torre forte, seu refúgio por toda a eternidade.

Embora o Senhor Jesus tivesse ressuscitado, Seu coração e Sua obra não haviam deixado a humanidade. Ao aparecer às pessoas, Ele lhes disse que, qualquer que fosse a forma em que Ele existisse, Ele acompanharia as pessoas, andaria com elas e estaria com elas em todos os momentos e em todos os lugares. Ele lhes disse que, em todos os momentos e em todos os lugares, Ele proveria para a humanidade e a pastorearia, permitiria que as pessoas O vissem e O tocassem, e garantiria que elas nunca mais se sentissem desamparadas. O Senhor Jesus também queria que as pessoas soubessem que elas não vivem sozinhas neste mundo. A humanidade conta com o cuidado de Deus; Deus está com ela. Elas sempre podem se apoiar em Deus, e Ele é família para cada um dos Seus seguidores. Contando com Deus para se apoiar, a humanidade não será mais solitária nem desamparada, e aqueles que O aceitarem como sua oferta pelos pecados não mais estarão presos ao pecado. Aos olhos humanos, essas partes da obra que o Senhor Jesus realizou depois de Sua ressurreição foram coisas muito pequenas, mas da maneira como Eu o vejo, cada uma das coisas que Ele fez foi tão significativa, tão valiosa, tão importante e carregada de significado.

Embora o tempo do Senhor Jesus de operar na carne estivesse cheio de adversidades e sofrimentos, Ele realizou plena e perfeitamente a Sua obra daquele tempo na carne para redimir a humanidade por meio de Sua aparição em seu corpo espiritual de carne e sangue. Ele começou Seu ministério tornando-Se carne e concluiu Seu ministério aparecendo à humanidade na Sua forma carnal. Ele anunciou a Era da Graça, iniciando a nova era por meio de Sua identidade como Cristo. Por meio de Sua identidade como Cristo, Ele realizou obra na Era da Graça e fortaleceu e conduziu todos os Seus seguidores na Era da Graça. Pode-se dizer acerca da obra de Deus que Ele realmente termina aquilo que Ele começa. Existem passos, existe um plano, e a obra é repleta da Sua sabedoria, da Sua onipotência, dos Seus feitos maravilhosos e de Seu amor e misericórdia. Naturalmente, o principal fio que corre através de toda a obra de Deus é o Seu cuidado pela humanidade; ela é permeada pelos Seus sentimentos de preocupação, que Ele nunca consegue deixar de lado. Nesses versículos da Bíblia, em cada coisa que o Senhor Jesus fez após a ressurreição, as imutáveis esperanças de Deus e a Sua preocupação com a humanidade foram reveladas, assim como Seu cuidado meticuloso e Seu apreço pela humanidade. Nada disso jamais mudou, durante todo o tempo até o dia de hoje — vocês conseguem ver isso? Quando vocês veem isso, seu coração não se aproxima inconscientemente de Deus? Se vocês vivessem naquela época e o Senhor Jesus aparecesse a vocês depois da ressurreição em uma forma tangível para que vocês vissem, e se Ele Se sentasse diante de vocês, comesse pão e peixe e explicasse as escrituras para vocês e falasse com vocês, como vocês se sentiriam? Vocês se sentiriam felizes? Ou vocês se sentiriam culpados? Os mal-entendidos anteriores e a evitação de Deus, os conflitos e as dúvidas relativas a Deus — todos eles não desapareceriam simplesmente? O relacionamento entre Deus e o homem não se tornaria mais normal e adequado?

Ao interpretarem esses poucos capítulos da Bíblia, vocês descobrem alguma falha no caráter de Deus? Encontram alguma adulteração do amor de Deus? Veem algum engano ou algum mal na onipotência ou na sabedoria de Deus? Certamente não! Agora vocês podem dizer com certeza que Deus é santo? Podem dizer com certeza que cada uma das emoções de Deus é uma revelação da Sua essência e do Seu caráter? Espero que, depois de lerem essas palavras, o entendimento que vocês ganham delas ajude vocês e lhes traga benefícios na sua busca de uma mudança de caráter e um temor de Deus e que essas palavras produzam frutos em vocês, frutos que crescem dia a dia, de modo que, no processo dessa busca, vocês sejam levados cada vez mais perto de Deus, cada vez mais perto do padrão que Deus exige. Vocês não ficarão mais entediados com a busca da verdade e não mais sentirão que a busca da verdade e de uma mudança de caráter é algo problemático ou uma coisa supérflua. Ao contrário, motivados pela expressão do verdadeiro caráter de Deus e da essência santa de Deus, vocês ansiarão pela luz, ansiarão pela justiça e a aspirarão a buscar a verdade, a buscar satisfazer a vontade de Deus, e vocês se tornarão pessoas ganhas por Deus, se tornarão pessoas reais.

Extraído de ‘A obra de Deus, o caráter de Deus e o Próprio Deus III’ em “A Palavra manifesta em carne”

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