O que está por trás de uma “boa imagem”

13 de Dezembro de 2020

Por Wei Chen, Coreia do Sul

Em dezembro passado, eu trabalhava como diaconisa evangelística na igreja. Depois de um tempo, descobri que, quando os líderes notavam problemas nos trabalhos dos irmãos e das irmãs, eles os apontavam diretamente, às vezes, em um tom áspero. Eu pensava que era correto apontar os problemas, mas como eles o faziam envergonhava e ofendia às pessoas facilmente. Eu não queria ser como eles. Essas coisas precisavam ser ditas com cuidado para causar uma boa impressão nas pessoas. Assim, eu ganharia o apoio de todos e seria mais fácil fazer o meu trabalho. Por isso, na eleição seguinte, resolvi tentar ser eleita líder. Com isso em mente, eu tomava cuidado na minha interação com os irmãos e as irmãs. Eu tentava ser diplomática para não ferir os sentimentos de ninguém e tornar tudo mais aceitável.

Em certo momento, percebi que a irmã Cheng escolhia as tarefas mais fáceis e evitada as difíceis. Ela sempre recuava quando precisava partilhar o Evangelho com alguém que tinha muitas noções ou uma atitude ruim. E, depois, ela não buscava se equipar com a verdade para resolver as noções das pessoas. Percebi que ela não tinha a atitude correta em relação ao seu dever, e que não poderia cumprir bem seu dever se continuasse desse modo. Eu estava pronta para compartilhar isso com ela em comunhão, mas quando ia enviar a mensagem, me ocorreu que, embora recuasse diante das dificuldades, ela, em geral, alcançava algo em seu dever. Se eu mencionasse o problema, ela poderia dizer que eu era muito exigente e se voltar contra mim. O que eu faria se ela não aceitasse nenhum dos arranjos de trabalho que eu fizesse no futuro? Se eu não cumprisse bem o meu dever, os líderes não diriam que eu não era competente para o trabalho? Para não ofendê-la, não mencionei seu problema com uma única palavra só enviei uma mensagem encorajadora: “Partilhamos o Evangelho com pessoas que têm muitas noções, mas são verdadeiros crentes. Precisamos ter amor e paciência, orar e confiar mais em Deus. Quanto mais dificuldades enfrentamos, mais nossa fé pode ser aperfeiçoada. Não podemos recuar nunca”. Na época, ela concordou, mas, sem nenhum entendimento de seu problema, ela continuava evitando tudo que fosse difícil e não mudou nada. Mas eu não estava ciente do problema naquele momento, e pensava que estava me saindo bem. Sempre que me deparava com algo parecido, eu lidava da mesma forma. Nunca lidei com as pessoas ou expus suas corrupções e falhas. Por isso, os irmão e as irmãs gostavam de trabalhar comigo e me procuravam para falar de seus estados. Isso me deu ainda mais confiança em minha abordagem. Eu sentia que os irmãos e as irmãs me estimavam e que todos me apoiavam.

Mais tarde, percebi que a irmã Xia era muito arrogante e hipócrita. Era teimosa e não trabalhava bem com os outros. Isso causou um impacto em nosso trabalho evangelístico. Refleti sobre como a irmã Xia era realmente arrogante, e não aceitava as sugestões dos outros, o que afetava seu dever. Achei que deveria mencionar isso a ela para que ela pudesse mudar de rumo. Mas, então, eu me perguntei: “Se eu apontar isso, e ela não aceitar e brigar comigo, o que farei em seguida?” Certa vez, em uma reunião, eu a ouvi fazer uma avaliação bastante positiva de mim, por isso fiquei com medo de ofendê-la, pois poderia arruinar a boa imagem que ela tinha de mim. Se ela mudasse de opinião sobre mim, isso poderia afetar minhas chances de me tornar uma líder. Depois de pensar bastante, acabei não mencionando a corrupção e as falhas da irmã Xia. Em vez disso eu disse: “Entendo que, às vezes, os resultados não são bons em seu dever, mas você sempre deve refletir sobre si mesma e o motivo disso. Também precisamos trabalhar bem em equipe”. Eu contornei o problema principal, dando a ela apenas alguns conselhos e encorajamento. Alguns dias depois, uma das líderes veio conversar comigo sobre nosso trabalho, e mencionei que a irmã Xia era arrogante e hipócrita e que não trabalhava bem com os outros. Em nosso próximo encontro, a irmã Xia disse: “Uns dias atrás, quando a líder perguntou sobre nosso trabalho, eu estava passando e ouvi você dizer que sou arrogante e hipócrita e que não trabalho bem em equipe. Você sabia que eu tinha um problema sério, mas não disse nada a respeito e ficou tentando me agradar. Eu já percebi que você nunca perde a paciência nem repreende as pessoas, mas sempre as acalma. Eu a achava uma pessoa muito boa. Agora percebo que é bastante esperta e usa de artimanhas. Para ser franca, você é uma hipócrita”. Sendo Repreendida tão diretamente por ela, por um momento, senti que meu rosto estava vermelho como um pimentão. As palavras “hipócrita” e “artimanhas” ficaram gravadas em minha mente. Fiquei muito chateada e vim para diante de Deus em oração, e pedi que Ele me levasse a entender meu próprio caráter corrupto.

No dia seguinte, durante meus devocionais, li uma passagem das palavras de Deus: “Muitas vezes, a desonestidade é externamente evidente. Quando se diz que alguém é muito dissimulado e astuto com palavras, isso é desonestidade. E qual é a característica principal da perversidade? Perversidade é quando o que as pessoas dizem é especialmente agradável ao ouvido, quando tudo parece certo e irrepreensível e bom sob todos os aspectos, mas suas ações são especialmente perversas e altamente furtivas, e não são fáceis de discernir. Muitas vezes, elas empregam algumas palavras certas e expressões que soam bem e usam certas doutrinas, argumentos e técnicas alinhados aos sentimentos das pessoas, para tapar seus olhos; fingem ir em uma direção, mas, na verdade, vão em outra, usam ações que parecem ser boas e certas, alinhadas aos sentimentos das pessoas e a princípios, para alcançar seus objetivos secretos. Isso é perversidade. Normalmente, as pessoas acham que é desonestidade. Elas têm menos conhecimento da perversidade e também a dissecam menos; na verdade, é mais difícil identificar a perversidade do que a desonestidade, pois ela é mais oculta, e as técnicas e os métodos envolvidos são mais ‘ardilosos’. Quando as pessoas têm um caráter desonesto dentro de si, costuma levar só dois ou três dias para você ver que elas são desonestas ou que suas ações e o tipo de coisas que dizem indicam um caráter desonesto. Mas quando alguém é chamado de perverso, isso não é algo que pode ser discernido em um ou dois dias. Pois se nada significativo ou específico acontece em curto prazo, somente ouvir as palavras da pessoa faria você pensar que ele é uma pessoa boa, que é capaz de renunciar às coisas e se despender, que entende coisas espirituais e tudo que diz é correto, e você teria dificuldade de identificá-la como aquilo que realmente é. Há tantos que dizem a coisa certa, fazem a coisa certa e que conseguem cuspir doutrina após doutrina. Depois de passar dois ou três dias com uma pessoa dessas, você acha que ela é alguém que entende coisas espirituais, que tem um coração que ama a Deus, que age com consciência e sentido. Entretanto, você começa a lhe confiar tarefas e logo percebe que ela não é honesta, que é ainda mais insidiosa do que uma pessoa desonesta — que é perversa. Muitas vezes, escolhe as palavras certas, palavras que condizem com a verdade, que estão alinhadas aos sentimentos das pessoas e à humanidade, palavras que soam bem e palavras encantadoras para conversar com as pessoas, em certo sentido, para se estabelecer, em outro, para enganar os outros, dando-lhe status e prestígio entre as pessoas, e tudo isso facilmente enfeitiça as pessoas ignorantes, que têm um entendimento superficial da verdade, que não entendem coisas espirituais e que carecem de fundamento em sua fé em Deus. É isso que as pessoas com um caráter perverso fazem” (‘Para líderes e obreiros, escolher uma senda é de extrema importância (3)’ em “Registros das falas de Cristo”). Ao comparar meu comportamento com as palavras de Deus, percebi que meu caráter maligno estava dirigindo minhas ações. Quando via que problemas impactavam os deveres dos irmãos e das irmãs, eu não os expunha nem mencionava suas dificuldades, para que eles dissessem que eu era uma pessoa legal. Eu via com clareza que a irmã Cheng não tinha a atitude certa em seu dever, que ela só fazia o que era fácil e evitava tudo que era difícil. Também via que a irmã Xia era arrogante e hipócrita, e que isso afetava o trabalho de evangelização da igreja. Eu deveria ter dito isso e comungado com elas para ajudá-las. Mas eu estava muito preocupada com o que pensariam de mim, que não me apoiariam em meu trabalho, que os líderes me menosprezariam se meu desempenho sofresse. Por isso, eu só dizia coisas boas e falsas para incentivá-las e proteger meu relacionamento com elas, para manter minha imagem e continuar sendo querida por elas. Assim, eu mataria dois coelhos com uma cajadada só. Eu era ardilosa e inescrupulosa e enganava as pessoas. Eu as enganei, fazendo com que pensassem que eu me importava e era compreensiva. Elas me admiravam e idolatravam de verdade. Só então percebi que eu tinha um caráter ardiloso e maligno. Se não fosse pela repreensão da irmã Xia e pelas revelações das palavras de Deus, eu ainda não teria entendido meu caráter maligno, nem saberia como isso era sério. Então, percebi como minhas ações tinham sido desprezíveis, e como elas eram repugnantes para Deus e revoltantes para os outros!

Mais tarde, li o seguinte nas palavras de Deus: “Alguns líderes de igreja, embora devessem, não repreendem irmãos ou irmãs a quem eles veem cumprindo o dever de forma descuidada e superficial. Quando eles veem algo que é claramente prejudicial aos interesses da casa de Deus, fazem vista grossa e não investigam para não causarem a menor ofensa a outros. O real propósito e objetivo deles é não mostrar consideração pelas fraquezas alheias — eles sabem muito bem o que pretendem: ‘Se eu continuar assim e não causar ofensa a ninguém, pensarão que sou um bom líder. Terão uma opinião boa e elevada de mim. Eles me favorecerão e gostarão de mim’. Não importa quanto dano seja feito aos interesses da casa de Deus e não importa quão grandemente o povo escolhido de Deus seja entravado em sua entrada na vida ou quão grandemente a vida da sua igreja seja perturbada, tais pessoas persistem em sua filosofia satânica de não causar ofensa. Nunca há um senso de autocensura no coração delas; no máximo, elas podem, de passagem, fazer menção casual a alguma questão, e acabou. Elas não comunicam a verdade nem apontam a essência dos problemas dos outros e muito menos dissecam os estados das pessoas. Elas não conduzem as pessoas a entrarem na verdade-realidade e nunca comunicam qual é a vontade de Deus, nem os erros que as pessoas frequentemente cometem, nem os tipos de caráter corrupto que as pessoas revelam. Elas não resolvem esses problemas práticos; em vez disso, são sempre complacentes com as fraquezas e a negatividade dos outros e até com seu descuido e apatia. Elas consistentemente deixam as ações e comportamentos dessas pessoas passarem sem ser rotulados pelo que são e, precisamente porque elas fazem isso, a maioria das pessoas vem a pensar: ‘Nosso líder é como uma mãe para nós. Ele tem até mais compreensão por nossas fraquezas do que Deus. Nossa estatura pode ser pequena demais para estar à altura das exigências de Deus, mas basta podermos estar à altura de nosso líder. Ele é um bom líder para nós. […]’ Se as pessoas abrigam tais pensamentos — se elas têm esse tipo de relacionamento com seu líder e tal impressão dele e desenvolveram em seu coração tais sentimentos de dependência, admiração, respeito e adoração para com seu líder — como, então, o líder deve se sentir? Se, nessa questão, ele sentir autocensura, carregar um fardo no coração e se sentir em dívida com Deus, ele não deve então se fixar em seu status ou imagem no coração de outros. Ele deve testificar de Deus e exaltá-Lo para que Ele tenha um lugar no coração das pessoas e para que as pessoas reverenciem a Deus como grandioso. Somente então o seu coração ficará realmente em paz, e alguém que age assim é alguém que busca a verdade. Se, entretanto, esse não é o objetivo por trás das ações dele, e ele, em vez disso, usa esses métodos e técnicas para incitar as pessoas a se afastarem do caminho verdadeiro e abandonarem a verdade, chegando até a condescender com o cumprimento descuidado, superficial e irresponsável dos deveres das pessoas, com o objetivo de ocupar um certo lugar no coração das pessoas e ganhar a benevolência delas, isso não é uma tentativa de conquistar as pessoas? E isso não é uma coisa maligna e detestável? É abominável!” (‘Para líderes e obreiros, escolher uma senda é de extrema importância (1)’ em “Registros das falas de Cristo”). Vendo o que as palavras de Deus revelaram, percebi que agir com base em meu caráter corrupto era essencialmente enganar as pessoas e conquistá-las na tentativa de possuí-las, controlá-las. Essa forma de agir era contrária a Deus e o comportamento de um anticristo! Esse pensamento me assustou. A fim de proteger a posição que ocupava no coração dos outros e minhas chances de ser eleita líder, quando via problemas nos deveres dos irmãos e das irmãs, eu nunca os apontava diretamente, nem comungava sobre a verdade para resolvê-los. Em vez disso, eu dizia coisas que soavam bem, para que os outros gostassem de mim e me vissem como cuidadosa e amorosa. Sem perceber, eu estava acumulando seguidores. E, no fim, essas pessoas que eu enganava não conseguiam resolver seus problemas, sua entrada na vida era prejudicada e elas até me admiravam e idolatravam. Eu era tão má e desprezível! Minha total falta de consideração pela vida dos irmãos e das irmãs e eu mimando-os enquanto cumpriam seus deveres confiando em seus caracteres corruptos, causou um impacto negativo em nosso trabalho. Eu estava agindo como subalterna de Satanás, interrompendo e minando o trabalho da casa de Deus. Quando percebi isso, comecei a odiar minha corrupção do fundo do meu coração. Eu me coloquei diante de Deus para orar e me arrepender. “Ó Deus, Tuas palavras me fizeram ver o quanto meu caráter é mau e que estou trilhando a senda de um anticristo. Quero me arrepender, abandonar meus interesses pessoais e parar de agir segundo meu caráter maligno”.

Lembrei-me destas palavras de Deus depois da minha oração: “‘Ordenou Deus Jeová ao homem, dizendo: De toda árvore do jardim podes comer livremente; mas da árvore do conhecimento do bem e do mal, dessa não comerás; porque no dia em que dela comeres, certamente morrerás’. […] Nessas breves palavras que Deus disse, você consegue ver qualquer coisa do caráter de Deus? Essas palavras de Deus são verdadeiras? Existe alguma trapaça? Existe alguma falsidade? Existe alguma intimidação? (Não.) Honesta, leal e sinceramente Deus disse ao homem o que ele pode comer e o que não pode. Deus falou em termos claros e simples. Existe algum sentido oculto nessas palavras? Essas palavras não são diretas? Há alguma necessidade de conjectura? (Não.) Não há necessidade de adivinhar. O sentido delas é óbvio de imediato. Ao lê-las, sentimo-nos totalmente claros em relação ao seu significado. Ou seja, o que Ele quer dizer e o que Ele quer expressar vêm de Seu coração. As coisas que Deus expressa são simples, diretas e claras. Não há motivos escusos nem significados ocultos. Ele fala diretamente ao homem, dizendo-lhe o que ele pode comer e o que não pode” (‘O Próprio Deus, o Único IV’ em “A Palavra manifesta em carne”). Eu li essa passagem e senti o quanto Deus é verdadeiro conosco. Quando Deus instruiu Adão, Ele foi muito claro sobre o que poderia ou não ser comido, para que aquele homem soubesse exatamente o que fazer. Não havia nada de confuso nas palavras de Deus. Não existia nenhuma artimanha ou engano. Deus apenas queria o melhor para a humanidade. Ele estava realmente pensando em nós. Ele falou com o homem com absoluta honestidade. Eu vi que a essência de Deus é sincera, santa, benevolente e amável. Ele realmente merece nossa confiança e admiração. Quanto a mim, eu não era sincera com meus irmãos e irmãs. Tudo o que eu dizia estava contaminado por meus interesses. Em mim só existiam mentira e engano. Eu estava iludindo e usando as pessoas. Em última análise, eu prejudicava irmãos e irmãs. Isso era muito mau da minha parte! Com tal pensamento, me senti cheia de culpa e remorso. Mais tarde, fui procurar a irmã Xia e a irmã Cheng e falei com elas sobre meu caráter corrupto. Também falei sobre os problemas que elas tinham em seus deveres. Elas não pensaram mal de mim, mas disseram que a clareza com que eu tinha apontado seus problemas as ajudaria a levá-los a sério, do contrário, elas não teriam percebido a gravidade dos seus erros. Elas também me disseram que poderia informá-las novamente caso visse problemas no futuro. Depois disso, notei mudanças nelas, e elas começaram a desempenhar melhor o seu dever. Isso me deixou muito feliz.

Depois disso, em meus devocionais, concentrei-me em encontrar soluções para meu caráter corrupto nas palavras de Deus. Li uma passagem das palavras de Deus: “Não importa se agora você cumpre seus deveres ou busca os estágios iniciais de mudança de caráter, não importa quais caracteres corruptos você revela — você deve buscar a verdade para resolvê-los. […] Se, por exemplo, você sempre tenta se disfarçar com palavras agradáveis, se sempre deseja um lugar no coração dos outros e fazer com que os outros o admirem, se tem essas intenções, isso significa que você está sendo controlado pelo seu caráter. Você deveria falar essas palavras agradáveis? (Não.) Se não as fala, você simplesmente as engole? Se você encontra uma formulação mais interessante, uma formulação diferente que impede que as outras pessoas detectem suas intenções, isso continua sendo um problema com o seu caráter. Que caráter? O caráter do mal. É fácil resolver caracteres corruptos? Isso envolve a natureza-essência. As pessoas têm essa essência, essa raiz, e ela precisa ser desenterrada aos poucos. Precisa ser desenterrada de cada estado, das intenções por trás de cada palavra que você fala. Deve ser dissecada e entendida a partir das palavras que você fala. Quando essa consciência se torna mais clara, e o seu espírito, mais perspicaz, você pode alcançar mudança” (‘Apenas conhecendo a si mesmo você pode buscar a verdade’ em “Registros das falas de Cristo”). “Tudo que você faz, cada ação, cada intenção e cada reação devem ser trazidos para diante de Deus. Até sua vida espiritual diária — suas orações, sua proximidade com Deus, como você come e bebe das palavras de Deus, a comunhão com seus irmãos e irmãs e sua vida dentro da igreja — e seu serviço em parceria podem ser trazidos diante de Deus para Seu escrutínio. É tal prática que ajudará você a alcançar crescimento na vida. O processo de aceitar o escrutínio de Deus é o processo de purificação. Quanto mais puder aceitar o escrutínio de Deus, mais você será purificado e mais estará de acordo com a vontade de Deus, de modo que você não será atraído à devassidão e seu coração viverá na Sua presença. Quanto mais você aceitar Seu escrutínio, maior será a humilhação de Satanás e sua capacidade de renunciar à carne. Assim, aceitar o escrutínio de Deus é uma senda de prática que as pessoas deveriam seguir. Seja lá o que você faça, mesmo quando em comunhão com seus irmãos e irmãs, você pode trazer seus atos para diante de Deus e buscar o Seu escrutínio e buscar obedecer ao Próprio Deus; isso tornará muito mais correto o que você pratica. Só se trouxer para diante de Deus tudo que faz e aceitar o escrutínio de Deus, você poderá ser alguém que vive na presença de Deus” (‘Deus aperfeiçoa aqueles que são segundo o Seu coração’ em “A Palavra manifesta em carne”). Depois da leitura das palavras de Deus, ficou claro que, diante de um problema, eu deveria examinar meus próprios pensamentos, refletir sobre as motivações por trás de minhas palavras e ações, colocar minha fala e ações diante de Deus e aceitar Seu escrutínio, analisar e me conhecer quando notar que estou revelando um caráter maligno e orar e renunciar a mim mesma sem demora. Assim, seria menos provável que eu agisse de acordo com meu caráter maligno e esse aspecto da minha corrupção seria gradualmente purificado.

Mais tarde, percebi que havia uma irmã que aparentava ser fraca e não estava disposta a enfrentar qualquer dificuldade. Ela desistia sempre que encontrava problemas em seu trabalho de evangelização. Ocorreu-me que ela não estava assumindo a responsabilidade por seu dever, e eu precisava comungar com ela imediatamente para mudar as coisas. Mas meu problema reapareceu. Eu pensei que, se conversasse sobre o problema, ela poderia pensar que eu estava sendo muito dura, e, por isso, poderia se tornar resistente e avessa a mim. Eu me perguntei como dizer as coisas de uma forma que fosse aceitável para ela, para que ela não se voltasse contra mim. Depois de pensar isso, percebi que, mais uma vez, eu estava protegendo minha posição e a imagem que os irmãos e as irmãs tinham de mim. Em meu coração, eu fiz esta oração a Deus. “Ó, Deus, estou pronta para aceitar Teu escrutínio e abandonar minhas motivações. Quero comungar sobre a verdade para ajudar minha irmã e cumprir meu dever”. Depois disso, comunguei com essa irmã para dissecar seu problema, e ela ganhou alguma autoconsciência. Ganhei muita paz interior depois de colocar isso em prática. Hoje, tenho algum discernimento sobre meu caráter maligno, e, quando encontro um problema, procuro conscientemente a verdade e abandono minhas motivações egoístas. Sou capaz de agir com base nas palavras de Deus. Toda essa minha mudança foi alcançada por meio do julgamento das palavras de Deus. Sou muito grata pela salvação de Deus!

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