As consequências de fugir da responsabilidade

04 de Fevereiro de 2022

Por Xiaomo, Espanha

Um dia em fevereiro de 2021, uma líder me disse que eu assumiria a responsabilidade pelas igrejas de recém-convertidos em países de língua espanhola. Fiquei muito surpresa. Eu sempre tinha feito trabalho evangelístico e nunca tinha sido responsável por igrejas de recém-convertidos. Eu era inexperiente na rega de recém-convertidos e nem falava espanhol. Eu tinha certeza de que teria muitos problemas e dificuldades. Eu não saberia resolvê-los. Recém-convertidos são iguais a recém-nascidos. Se não forem regados a tempo, eles não entenderão a verdade e não se firmarão no caminho verdadeiro. Se abandonassem a fé, eu não estaria cometendo o mal? Eu poderia ser demitida ou até eliminada. Minha precursora naquele papel tinha sido demitida por mal desempenho. O trabalho em igrejas de recém-convertidos só estava começando, e muito se encontrava na fase exploratória. Não era fácil. Achei que não conseguiria fazê-lo. Mas eu sabia que tinha recebido aquele dever e que não podia recusá-lo. Contudo, não conseguia acalmar meu coração. As coisas estavam indo tão bem em meu trabalho evangelístico. Eu estava convertendo muitas pessoas todos os meses. Mas o trabalho para as igrejas de recém-convertidos seria difícil, e eu poderia ser eliminada se não desse conta. Eu tinha muitas preocupações e não acreditava que faria um bom trabalho. Eu me lembrei do meu tempo compartilhando o evangelho. Vi que havia problemas demais nas igrejas de recém-convertidos E não fazia ideia de como resolver alguns deles. Eu me senti impotente e esse dever me pareceu difícil demais. Se não resolvesse essas coisas rapidamente, Isso impactaria o trabalho das igrejas. Sem saber o que fazer, orei a Deus, Pedindo que Ele me guiasse para entender Sua vontade e me submeter.

No dia seguinte, um irmão compartilhou alguns dos problemas naquelas igrejas comigo. Ele disse: “Mais e mais pessoas estão aceitando a obra de Deus dos últimos dias. Quando as igrejas foram divididas, alguns dos líderes de igreja foram irresponsáveis e deixaram membros de lado. Eles não têm reuniões em grupo e não sabem ler as palavras de Deus. Veja as mensagens de alguns dos recém-convertidos”. Quando abri as mensagens que ele me mandou, vi uma que dizia: “Irmão, você é da Igreja de Deus Todo-Poderoso? Eu não estou no grupo de reunião da igreja. Eu gostaria de comungar sobre as palavras de Deus Todo-Poderoso on-line. Você pode me ajudar? Estou triste por não poder comer nem beber as palavras de Deus Todo-Poderoso”. Outro recém-convertido disse: “Irmão, não posso comer e beber as palavras de Deus Todo-Poderoso. Estou fora da casa de Deus e estou muito infeliz. Você pode me ajudar a encontrar reuniões?”. E alguns aguardavam uma reunião ansiosamente todos os dias, mas os líderes não as estavam agendando. Esse irmão estava transtornado e disse: “Não sei como você os rega. Não importa quão ocupada esteja nem quão difícil seu trabalho seja, você não se aborrece ao ver que essas pessoas que aceitaram o evangelho não podem se reunir nem ler as palavras de Deus? Se cuidássemos um pouco deles, eles não ficariam fora da casa de Deus”. Quando ouvi isso dele e vi suas mensagens, eu me senti péssima e não consegui segurar as lágrimas. Por causa dos nossos erros, recém-convertidos ficavam fora da casa de Deus. Eles não podiam viver a vida de igreja nem ler as palavras de Deus, prejudicando sua vida. Mas, quanto a mim, eu via todos esses problemas nas igrejas, mas não assumia responsabilidade. Eu não tinha um fardo pela vida deles. Eu não estava tentando corrigir sua vida de igreja rapidamente, só queria fugir. Eu era tão egoísta! Lembrei-me das palavras de Deus: “Todos vocês dizem que têm consideração pelo fardo de Deus e que defenderão o testemunho da igreja, mas quem dentre vocês realmente foi atencioso com o fardo de Deus? Perguntem a si mesmos: Você é alguém que demonstrou consideração pelo fardo de Deus? […] Você pode permitir que Minhas intenções sejam cumpridas em você? Você ofereceu seu coração nos momentos mais cruciais? Você é alguém que faz a Minha vontade? Faça a si mesmo essas perguntas e pense sobre elas com frequência” (‘Capítulo 13’ das Declarações de Cristo no princípio em “A Palavra manifesta em carne”). Parecia que cada palavra de Deus era dirigida a mim. Eu estava deprimida e me sentia tão culpada. A casa de Deus me encarregou do trabalho com os recém-convertidos, querendo que eu atentasse para a vontade de Deus. Eu devia ser de um só coração e de uma só mente com os irmãos para regá-los, para que pudessem se reunir, ler as palavras de Deus e se firmar no caminho verdadeiro. Igrejas de recém-convertidos estavam sendo estabelecidas em alguns países e ainda havia muitos problemas que precisavam de atenção urgente, mas eu não estava atenta à vontade de Deus. Desde que tinha aceitado essa comissão, eu só tinha pensado em meu próprio futuro, temendo que seria exposta e não teria desfecho se falhasse. Não tinha fardo nem senso de responsabilidade para com o dever. Eu era tão desprezível e carecia de humanidade! Por trás daquelas mensagens dos recém-convertidos que recebi do irmão estava a vontade de Deus. Era para despertar meu coração entorpecido para que visse a responsabilidade que eu tinha assumido e pudesse ter um fardo verdadeiro pelo meu dever. Orei a Deus, não querendo mais pensar em meu próprio futuro, mas confiar Nele, assumir minha comissão, cumprir meu dever, buscar a verdade com outros e resolver os problemas da igreja o quanto antes.

Então pedi que algumas pessoas me ajudassem a fazer arranjos para os recém-convertidos que não tinham reuniões. Também tentei obter um entendimento real do trabalho de todas as igrejas. Em muitas das igrejas de recém-convertidos, alguns dos supervisores eram novos em seu trabalho e não sabiam fazê-lo e alguns deles só estavam se virando, não cuidando a tempo dos problemas dos recém-convertidos. Precisavam de ajuda ou ser demitidos. Alguns recém-convertidos pararam de ir às reuniões porque eram enganados pelo clero, e havia cada vez mais gente assim. Comecei a me preocupar quando vi esses problemas. Eu era responsável havia um tempo, mas as coisas não estavam melhorando no nosso trabalho, eu tinha uma responsabilidade inegável e certamente seria exposta com o passar do tempo. Fiquei cada vez mais deprimida. Eu parecia estar sempre ocupada, correndo para lá e para cá, mas no coração sentia muita pressão. No fim do mês, vi que o número de recém-convertidos que faltavam às reuniões tinha crescido. Me senti paralisada. Pensei que mal tinha assumido esse dever, então, se me demitisse logo, eu causaria menos danos. Se continuasse e não resolvesse os problemas dos recém-convertidos e eles saíssem da igreja, eu teria cometido um grande mal. Então eu poderia ser demitida ou até arruinar meu destino e desfecho. Meu desejo de desistir continuou crescendo e, no fim, decidi que devia fazer isso. Eu me levantei e, de repente, senti uma tontura forte. Tudo parecia estar se mexendo, e eu estava prestes a desmaiar. Eu nunca tinha sentido algo semelhante e me perguntei se era por causa do estresse. Eu contei a uma irmã, e ela comungou comigo que isso tinha a ver com a vontade de Deus e que havia uma lição a ser aprendida. Depois de ouvir isso, eu me acalmei, buscando e refletindo, e orei a Deus, pedindo Seu esclarecimento para entender minha corrupção.

Li uma passagem das palavras de Deus, a segunda passagem na página 672. “Comer e beber das palavras de Deus, praticar a oração, aceitar o fardo de Deus e aceitar as tarefas que Ele confia a você — tudo isso é para que possa haver uma senda diante de você. Quanto mais o fardo do encargo de Deus pesar sobre você, mais fácil será para você ser aperfeiçoado por Ele. Alguns estão indispostos a coordenar com os outros no serviço a Deus, até mesmo quando são chamados a isso; tais pessoas são preguiçosas e desejam somente deleitar-se no conforto. Quanto mais for solicitado que você sirva em cooperação com os outros, mais experiência você ganhará. Por ter mais fardos e experiências, você ganhará mais oportunidades de ser aperfeiçoado. Portanto, se puder servir a Deus com sinceridade, então você estará atento ao fardo de Deus; desse modo, você terá mais oportunidades de ser aperfeiçoado por Deus. É somente um grupo assim de pessoas que está sendo aperfeiçoado atualmente. Quanto mais o Espírito Santo tocar você, mais tempo você dedicará para estar atento ao fardo de Deus, mais você será aperfeiçoado por Deus e mais você será ganho por Ele — até que, no final, você se tornará uma pessoa que Deus usa. No momento, há alguns que não carregam nenhum fardo pela igreja. Essas pessoas são indolentes e descuidadas e se importam somente com a própria carne. Tais pessoas são extremamente egoístas e também são cegas. Se você não consegue ver esta questão com clareza, você não carregará nenhum fardo. Quanto mais atento você estiver à vontade de Deus, maior será o fardo que Ele confiará a você. Os egoístas não estão dispostos a sofrer tais coisas; não têm disposição de pagar o preço e, como resultado, perderão as oportunidades de serem aperfeiçoados por Deus. Não estão causando danos a si mesmos? Se você for alguém atento à vontade de Deus, então você desenvolverá um verdadeiro fardo pela igreja. De fato, em vez de chamar isso de um fardo que você carrega pela igreja, seria melhor chamá-lo de um fardo que você carrega em prol da sua própria vida, porque o propósito desse fardo que você desenvolve para a igreja é para fazer você usar tais experiências para ser aperfeiçoado por Deus. Portanto, todos aqueles que carregam o maior fardo pela igreja, todos aqueles que carregam um fardo para entrar na vida — eles serão aqueles que são aperfeiçoados por Deus. Você viu isso claramente? Se a igreja com a qual você está for espalhada como areia, mas você não está preocupado nem ansioso e você faz vista grossa quando seus irmãos e irmãs não estão comendo nem bebendo das palavras de Deus normalmente, então você não está carregando nenhum fardo. Tais pessoas não são o tipo em que Deus tem prazer. O tipo de pessoas em quem Deus tem prazer tem fome e sede de justiça e está atento à Sua vontade. Portanto, vocês deveriam estar atentos ao fardo de Deus, aqui e agora; vocês não deveriam esperar que Deus revele Seu caráter justo a toda a humanidade antes de vocês ficarem atentos ao fardo de Deus. Não seria tarde demais, então? Agora é uma boa oportunidade para ser aperfeiçoado por Deus. Se permitir que essa oportunidade escorregue pelos dedos, você lamentará isso pelo resto da sua vida, assim como Moisés foi incapaz de entrar na terra de Canaã e lamentou isso pelo resto da vida, morrendo com remorso. Quando Deus tiver revelado Seu caráter justo a todos os povos, você ficará cheio de remorso. Mesmo se Deus não castigar você, você castigará a si mesmo por causa de seu remorso” (‘Fique atento à vontade de Deus para alcançar a perfeição’ em “A Palavra manifesta em carne”). Essa passagem das palavras de Deus me mostrou que ter um fardo pela comissão de Deus está relacionado a se alguém pode ser aperfeiçoado. Quanto maior o fardo que alguém tem e quanto mais atento ele está ao fardo de Deus, mais ele é abençoado por Deus. No entanto, aqueles que não têm nenhuma responsabilidade pelo trabalho da igreja e pelo seu dever, que só protegem a si mesmos sem defender os interesses da igreja são pessoas egoístas e desprezíveis que não podem ser aperfeiçoadas por Deus. Eu refleti sobre como eu era egoísta, sem querer assumir um fardo real nem atentar para a vontade de Deus, só pensando em meu futuro. Quando houve mais recém-convertidos sem reuniões, não busquei uma solução com urgência para dar-lhes apoio, mas temi ser exposta e eliminada se permanecesse naquele dever. A responsabilidade por aquelas almas era insuportável. Então, para proteger a mim mesma, eu quis renunciar àquele dever. Eu não era nem um pouco devota a Deus. Eu só pensava em meus interesses em meu dever. Quando não me beneficiava e tinha que sofrer e assumir uma responsabilidade, eu queria fugir e garantir uma saída para mim. Quando as coisas iam bem, eu ficava feliz em fazer o trabalho, mas quando problemas apareciam e meu futuro estava ameaçado, eu queria desistir. Eu não era genuína em relação a Deus e não tinha um coração honesto. Eu era uma pessoa astuta, vil e autocentrada em quem não se podia confiar. Deus não aperfeiçoaria uma pessoa tão egoísta e astuta como eu. Quanto mais refletia sobre isso, mais eu odiava a mim mesma por carecer de consciência. Eu não era digna de viver diante de Deus. Eu me enchi de culpa e remorso.

Por que sempre consideramos os nossos interesses e o nosso futuro em nosso dever? Por que somos tão egoístas? Eu também me perguntei isso. Em meus devocionais, quando li as palavras de Deus que dissecam os anticristos, vi isso de forma um pouco mais clara. Deus Todo-Poderoso diz: “Em circunstâncias normais, uma pessoa deveria aceitar e se submeter a mudanças em seu dever. Mas deve refletir sobre si mesma, reconhecer a essência do problema e seus próprios defeitos. Isso é uma coisa muito boa, e não há obstáculos intransponíveis. Não é complicado; é muito simples, e qualquer um pode avaliar isso claramente. Quando algo assim acontece com uma pessoa normal, no mínimo, ela aprenderá algo, ganhando uma compreensão e avaliação mais precisa de si mesma. Mas isso não é assim para os anticristos — eles são diferentes das pessoas normais, não importa o que aconteça com eles. Onde está essa diferença? Eles não se submetem; não cooperam proativamente e de boa vontade, muito menos aceitam genuinamente. Em vez disso, sentem repulsa por isso e resistem a isso, o analisam, o contemplam e quebram a cabeça em especulação: ‘Por que estou sendo transferido para trabalhar em outro lugar? Por que não posso continuar cumprindo meu dever atual? Será que realmente não sou apto? Eles me demitirão ou eliminarão?’. Eles ficam revirando o ocorrido em sua mente, analisando-o infinitamente e ruminando sobre isso. […] Uma questão tão simples — mas um anticristo faz um verdadeiro drama em relação a ela e fica remoendo, tanto que eles chegam a não dormir. Por que pensam desse modo? Por que pensam de forma tão complicada sobre uma coisa simples? Só existe uma razão: qualquer arranjo feito pela casa de Deus que lhes diga respeito, eles vincularão essa coisa à sua esperança de ter bênção e destino futuro. É por isso que pensam: ‘Devo ter cuidado; um passo errado e posso fará com que todos os passos estejam errados, e posso dizer adeus ao meu desejo de ganhar bênçãos — e isso será o meu fim! Não posso ser descuidado! A casa de Deus, os irmãos e irmãs, a liderança superior, até mesmo Deus — não se pode confiar em ninguém. Não deposito minha confiança em nenhum deles. A pessoa mais confiável é você mesmo; se você não fizer planos para si mesmo, quem mais cuidará de você? Quem mais levará em conta suas perspectivas e se você ganhará bênçãos? Então, devo me preparar meticulosamente e trabalhar ao extremo para fazer planos para mim mesmo; não posso ser nem um pouco desleixado — caso contrário, as pessoas me enganarão e se aproveitarão de mim facilmente’. Um anticristo acha que ser abençoado é maior que os próprios céus, maior que a vida, mais importante que a mudança de caráter ou a salvação pessoal e mais importante que ser um ser criado que está à altura do padrão. Ele pensa que ser um ser criado que está à altura do padrão, cumprir bem o seu dever e ser salvo são coisas insignificantes que mal merecem ser mencionadas, enquanto ganhar bênçãos é a única coisa em toda a sua vida que nunca deve ser esquecida. E assim, não importa o que encontre, não importa quão grande ou pequeno seja, ele é incrivelmente cauteloso e atento, e sempre deixa uma rota de fuga aberta para si mesmo” (‘Eles querem se retirar quando não há posição nem esperança de ganhar bênçãos’ em “Expondo os anticristos”). Quando refleti sobre isso, vi que me proteger em meu dever e pensar em meus próprios interesses era uma manifestação do caráter dos anticristos que Deus revela, que era egoísmo, que eu só pensava em bênçãos e ganho pessoal. O motivo para ter fé é ser abençoado por Deus. Sempre que algo acontecia, eu pensava primeiro em meu desfecho e destino, valorizando bênçãos tanto quanto a vida. Eu analisava todos os lados, protegendo-me contra Deus, mantendo uma rota de fuga, temendo ser exposta e eliminada se não fosse cautelosa. Eu não tinha fé genuína em Deus. Desde que tinha assumido as igrejas dos recém-convertidos, no instante em que vi tantas dificuldades, eu quis voltar a evangelizar. Eu sentia que me dava bem naquele dever, que eu estava alcançando coisas, que eu receberia a promessa de Deus e teria um destino lindo. Quando vi todos esses problemas nas igrejas dos recém-convertidos, eu temia que as pessoas desistiriam se a rega não fosse bem-feita, que eu seria responsabilizada e eliminada. Achei que meu status e futuro seriam impactados e que não seria abençoada, por isso, quis dar meia-volta e correr, sem cumprir o meu dever. Eu só cumpria meu dever para ganhar bênçãos, tentando negociar com Deus. Não era para me submeter a Deus nem a cumprir o dever de um ser criado. Lembrei-me de Paulo que viajou por toda a Europa para espalhar o evangelho, sofrendo muito e plantando muitas igrejas, Mas ele fez tudo isso só para ser abençoado. Ele queria usar seu trabalho como capital de troca com Deus. Foi por isso que ele disse: “Combati o bom combate, acabei a carreira, guardei a fé. Desde agora, a coroa da justiça me está guardada” (2 Timóteo 4:7-8). Eu agia como Paulo, sem qualquer sinceridade em meu dever. Eu queria compensação e bênçãos de Deus por meus esforços superficiais, Vivia segundo o veneno de “cada um por si e o demônio pega quem fica por último”. Isso não era cumprir um dever. Eu era uma oportunista, uma incrédula que tinha se infiltrado na casa de Deus. Eu era realmente imoral. Havia tantos problemas práticos que precisavam ser enfrentados nas igrejas, e eu não estava concentrada neles. Eu só pensava em meu desfecho e destino, se seria abençoada ou não. Eu mal era humana. Notar isso me fez sentir tão culpada que fiz uma oração, não querendo mais considerar meu desfecho, mas aquietar meu coração e cumprir bem o meu dever.

Mais tarde, vi outra passagem das palavras de Deus que realmente me esclareceu. “O desempenho do homem de seu dever é, na verdade, a realização de tudo que é inerente ao homem, isto é, do que lhe é possível. É aí que o seu dever é cumprido. Os defeitos do homem durante seu serviço são reduzidos gradualmente por meio da experiência progressiva e do processo de submeter-se ao julgamento; eles não impedem nem afetam o dever do homem. Os que param de servir ou cedem e retrocedem por medo de que possa haver inconvenientes em seu serviço são os mais covardes de todos. Se as pessoas não podem expressar o que deviam expressar durante o serviço, nem alcançar o que lhes é inerentemente possível, e, em vez disso, se enganam e agem sem se envolver, elas perderam a função que um ser criado deveria ter. Essas pessoas são o que é conhecido por ‘mediocridades’; são refugo inútil. Como tais pessoas podem ser apropriadamente chamadas de seres criados? Não são seres corruptos que brilham por fora estando podres por dentro? […] Não há correlação entre o dever do homem e se ele é abençoado ou amaldiçoado. O dever é o que o homem deve cumprir; é sua vocação providencial, e não deveria depender de recompensa, condições ou razões. Só então ele está fazendo o seu dever. Ser abençoado é quando alguém é aperfeiçoado e desfruta das bênçãos de Deus após experimentar julgamento. Ser amaldiçoado é quando o caráter de alguém não muda depois de ter experimentado castigo e julgamento, é quando não experimenta ser aperfeiçoado, mas, sim, punido. Mas, independentemente de ser abençoados ou amaldiçoados, os seres criados devem cumprir seu dever, fazer o que devem fazer e fazer o que são capazes de fazer; isso é o mínimo que uma pessoa, uma pessoa que busca a Deus, deveria fazer. Você não deve fazer o seu dever apenas para ser abençoado e não deve se recusar a agir por medo de ser amaldiçoado. Deixe-Me dizer-lhes uma coisa só: o desempenho do homem de seu dever é o que ele deve fazer e, se ele é incapaz de desempenhar seu dever, então isso é a sua rebeldia. É através do processo de fazer o seu dever que o homem é gradualmente mudado e é através desse processo que ele demonstra sua lealdade. Assim, quanto mais você for capaz de fazer o seu dever, mais verdade você receberá e mais real sua expressão se tornará” (‘A diferença entre o ministério de Deus encarnado e o dever do homem’ em “A Palavra manifesta em carne”). Isso me ajudou a entender Que um dever nada tem a ver com ser abençoado ou amaldiçoado. Como ser criado, minha obrigação é cumprir um dever Sem vincular isso a bênçãos. Independentemente das dificuldades no dever, Devo dedicar todo o meu coração e assumir aquela responsabilidade. Mesmo que seja transferida ou demitida por não ir bem, Tenho algo a aprender. Não devo desistir por medo de ser exposta ou eliminada. A casa de Deus tem princípios para a demissão e eliminação de pessoas. Quando pessoas são removidas da casa de Deus, não é por causa de um dever específico que cumpriram nem por causa de um erro em seu dever. Ninguém nunca foi demitido por isso. É sempre porque não buscam a verdade, porque não estão na senda certa e continuam se recusando a se arrepender. Irmãos que buscam a verdade recebem uma chance, mesmo após transgressões. Com ajuda e tratamento, se alguém aprende sobre si mesmo, se arrepende e muda, ele pode ficar na casa de Deus. Também aprendi que, quando Deus considera se alguém está indo bem em seu dever, não se trata de quanto alguém parece se despender nem do número de conquistas que tem, Deus vê se ele está focado em buscar a verdade e em seguir os princípios, se ele está colocando todo o coração e todo o esforço no dever. E não importa quantos problemas alguém encontre, contanto que considere a vontade de Deus e busque a verdade, Deus o esclarecerá, então tudo poderá ser resolvido. Se alguém não busca a verdade, mas só pensa em seus ganhos e perdas, se virando em seu dever sem jamais se arrepender, ele está fadado a ser exposto e eliminado. Quando entendi a vontade de Deus, fiz outra oração, querendo parar de pensar em meus próprios ganhos e perdas e dar tudo de mim em meu dever.

Depois disso, eu me dediquei ao meu dever e analisei com cuidado os detalhes do trabalho nas igrejas, identificando todos os problemas que existiam. Pedi ajuda à líder com os problemas que eu não conseguia resolver e busquei comunhão de outros líderes das igrejas. Quando entendi os princípios e práticas, consegui lidar com muitos problemas. Quando mudei minha atitude e parei de pensar em meu futuro, mas só pensei em como trabalhar com os irmãos para resolver os problemas dos recém-convertidos, aos poucos, a vida da igreja entrou no rumo certo. Os recém-convertidos que não se reuniam também recuperaram sua vida de igreja e puderam comer e beber as palavras de Deus. Muitos recém-convertidos também assumiram deveres de evangelização. Vi a orientação e as bênçãos de Deus. A declaração de Deus “Procurar cumprir ativamente o dever como criatura de Deus é a senda para o sucesso” foi algo que experimentei pessoalmente. Lembrando-me de tudo isso, desde quando aquelas igrejas dos recém-convertidos tinham tantos problemas até quando entraram na trilha certa, e os recém-convertidos passaram a viver uma vida de igreja normal — tudo era fruto da obra de Deus. Vi que a obra de Deus está sendo feita pelo Próprio Deus e que exercemos apenas um papel. Não importa o dever nem as dificuldades, devemos nos submeter e não pensar em nossos ganhos e perdas. Devemos buscar a verdade, considerar a vontade de Deus e dar tudo de nós em nosso dever, então veremos as bênçãos de Deus.

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