49. Por que é tão difícil admitir erros?
Sou responsável pelo trabalho de vídeo na minha igreja. Um dia, uma das minhas irmãs me ligou com pressa. Ela não tinha verificado um vídeo adequadamente, e ele precisou ser refeito, o que causou atrasos e nos custou recursos e mão de obra. Quando ouvi o nome do vídeo, percebi que eu também tinha ajudado a verificá-lo e que também não tinha visto nenhum problema. Depois da ligação, apressei-me para descobrir de que erro se tratava e vi que o nome do vídeo tinha sido escrito errado. É claro que erros no trabalho deveriam ser relatados ao líder ou quaisquer desvios deveriam ser revisados para que todos evitem problemas semelhantes no futuro. Mas então hesitei: “Eu cometi um erro tão básico. Como o líder me verá depois disso? Será que não vai pensar que não sou séria nem confiável no meu dever? Nesse caso, eu perderei minha posição como a pessoa responsável pelo trabalho”. Depois pensei em como eu sempre ressaltava aos meus irmãos a importância de permanecermos atentos na produção de vídeos. E se todos soubessem que eu tinha cometido esse erro? Eles me achariam inapta para estar à frente desse dever? O que aconteceria com minha reputação? Por isso eu não quis contar meu erro a ninguém. Inventei desculpas para mim mesma: “Não fomos deliberadamente perfunctórios. Verificamos o que deveríamos ter verificado. Eu não poderia ter previsto essas circunstâncias especiais. O dano causado não pode ser desfeito, mas, contanto que eu seja mais cuidadosa no futuro, tudo ficará bem. Além disso, não sou a única que verificou esse vídeo. Mesmo que todos descubram o que aconteceu, não sou a única a ser responsabilizada. Esse assunto pode morrer aqui. Todas as pessoas relevantes estão informadas, e isso basta”. Por isso não contei ao líder nem aos outros irmãos no grupo. Embora me sentisse incomodada e soubesse que estava evitando responsabilidade, quando pensei em como admitir esse erro poderia prejudicar minha reputação e até mesmo minha posição, eu continuei, na teimosia, como se nada tivesse acontecido.
Um dia, li isto nas palavras de Deus: “Os seres humanos corruptos são bons em se disfarçar. Não importa o que façam ou que corrupção revelem, eles sempre tentam se disfarçar. Se algo dá errado ou eles cometem um erro, eles querem jogar a culpa nos outros. Querem que o mérito pelas coisas boas venha para si e que a culpa pelas coisas ruins vá para os outros. Não existe muito disfarce desse tipo na vida real? Existe demais. Cometer erros ou se disfarçar: qual desses tem a ver com caracteres corruptos? Disfarçar-se é uma questão de caracteres corruptos, isso envolve um caráter arrogante, perversidade e enganação; isso é particularmente detestado por Deus. Na verdade, quando você se disfarça, todos entendem o que está acontecendo, mas você acha que os outros não veem, e você faz de tudo para se defender e se justificar num esforço para não passar vergonha e fazer com que todos pensem que você não fez nada de errado. Isso não é estúpido? Como os outros avaliam isso? O que sentem? Repulsa e aversão. Se, tendo cometido um erro, você puder tratar isso corretamente, deixando que todos os outros falem sobre isso, comentem sobre isso e o discirnam, e se você puder dissecá-lo e desnudá-lo para que os outros o vejam, qual será a opinião de todos sobre você? Eles dirão definitivamente que você é uma pessoa honesta, porque seu coração está aberto para Deus e eles conseguem ver seu coração por meio de suas ações e comportamento. Mas se você tentar se disfarçar e enganar a todos, eles terão uma opinião ruim sobre você e dirão que você é uma pessoa estúpida e insensata. Se você não tentar apresentar uma fachada nem se justificar, se conseguir admitir seu erro, todos dirão que você é honesto e sábio. E o que o torna sábio? Todos cometem erros. Todos têm deficiências e falhas. E todos têm os mesmos caracteres corruptos. Não se ache mais nobre, perfeito e bondoso do que os outros; pensar dessa forma é tão desprovido de razão! Uma vez que você consiga ver claramente os caracteres corruptos das pessoas e a verdadeira face de sua essência corrupta, não tente encobrir seus próprios erros, não use os erros das outras pessoas contra elas e seja capaz de abordar ambos corretamente, só então você verá as coisas em profundidade e não fará coisas estúpidas, e você será uma pessoa sábia. Todos aqueles que são desprovidos de razão não são pessoas sábias, são estúpidas. Sempre que cometem um erro ou fazem algo absurdo e são podadas, elas ficam remoendo isso e sempre tentam se justificar e se defender, enquanto agem sorrateiramente nos bastidores. Isso é repugnante de se ver. Na verdade, o que elas estão fazendo é imediatamente evidente para as outras pessoas, mas elas continuam apresentando um show descaradamente. Para os outros, isso tem a aparência de uma palhaçada. Isso não é estupidez? É, realmente” (A Palavra, vol. 3: Os discursos de Cristo dos últimos dias, “Os princípios que devem guiar a conduta pessoal”). As palavras de Deus me fizeram perceber que fingir, encobrir e não admitir um erro é muito mais sério do que simplesmente cometê-lo. É enganoso e traiçoeiro! Por outro lado, quando alguém se desnuda e assume a responsabilidade por um erro, os outros não só não o menosprezarão, mas respeitarão essa pessoa por dizer a verdade simples e abertamente. Todos nós temos momentos em que cometemos erros. Deus não condena as pessoas casualmente por seus erros — Ele vê se elas conseguem se arrepender verdadeiramente depois. Mas eu não tinha entendido isso. Eu achava que era vergonhoso cometer erros, especialmente como supervisora — se eu cometesse erros básicos, as pessoas me menosprezariam. Achariam que eu não era melhor do que meus irmãos, e eu poderia ser substituída. Então, quando um erro foi encontrado num vídeo que eu tinha verificado, não ousei admitir e ainda insisti em encobri-lo. Eu agi como se nada tivesse acontecido para evitar qualquer responsabilidade e disfarçar o assunto. Eu me sentia culpada, mas não estava disposta a dizer a verdade a todos. Eu era tão enganosa! Obviamente, eu tinha causado perdas ao trabalho da igreja, mas não disse nada e tentei encobrir meu erro. Eu permitia que o líder e meus irmãos vissem apenas meu lado bom, não meu erro. Desse jeito, todos pensariam que eu era séria e pragmática no trabalho. Eu conseguiria manter minha imagem e posição como supervisora. Era um jeito tão desprezível de agir! Eu temia que as pessoas descobrissem meu erro, por isso fiz de tudo para me disfarçar. Eu encobria meu lado feio, enganava as pessoas e escondia a verdade delas. Estava vivendo sem índole nem dignidade. Eu não podia continuar encobrindo meu erro e enganando os outros. Assim, escrevi ao meu líder, informando-o da situação e me abri com todos sobre minha corrupção. Contei a eles a verdade, para que pudessem aprender com o meu exemplo. Depois de fazer isso, eu me senti um pouco mais à vontade.
Mais tarde, quando abri nossa lista de trabalho, descobri que outro vídeo podia ter sido feito duas vezes. Eu não conseguia acreditar no que via. Eu registrava as pessoas a quem eu atribuía cada tarefa. Então, como pude ter cometido outro erro? Mas quando verifiquei, o vídeo realmente tinha sido feito duas vezes. Naquele momento, fiquei paralisada. Isso era ruim. Eu tinha acabado de admitir meu erro ao líder, e antes mesmo de ele conseguir entender todos os detalhes da situação, eu tinha errado de novo. O que ele pensaria de mim? Que eu errava o tempo todo e não era apta a estar no comando? E se os outros irmãos descobrissem, também achariam que eu era inconfiável e ficava cometendo esses erros básicos? Então se, na próxima vez, eu me comunicasse sobre sermos sérios e responsáveis no dever, eles ainda me levariam a sério? Não, eu tinha de descobrir a razão exata desse erro, esperando não ser a principal responsável por ele. Mesmo que parte da culpa fosse minha, que fosse uma parte menor. Desse jeito eu não perderia minha honra, e meu status estaria seguro. No fim, após uma inspeção cuidadosa, descobri que, após atribuir a tarefa, eu a tinha registrado apenas numa lista mais antiga, o que fez com que o líder do grupo não ficasse sabendo e a atribuísse a outra pessoa. Não havia dúvida — eu era a principal responsável. Quando percebi isso, fiquei petrificada. Como pude ser tão azarada? Eu tinha me deparado com todos esses problemas que não deveriam ter acontecido. Que azar! Fiquei completamente perdida. Eu deveria informar esse erro ao líder ou não? Se todos soubessem que eu tinha cometido dois erros básicos um após o outro, o que eles pensariam de mim? Eu realmente não queria contar a verdade ao líder. No entanto, lembrei-me das palavras de Deus que falavam que se disfarçar e enganar é muito mais sério do que erros, e Deus detesta isso ainda mais. Em meu coração, fiquei com medo. Eu deveria aguentar o tranco e contar ao líder sobre o erro, mas eu não conseguia me livrar dos meus temores. Eu estava muito apreensiva. Era como se uma pedra pesasse no meu coração. Eu me distraía durante meu dever e não conseguia dormir à noite. Eu sabia que esse estado não era certo, então orei a Deus, pedindo que Ele me esclarecesse e guiasse a conhecer a mim mesma.
Mais tarde, li uma passagem das palavras de Deus e ganhei um entendimento do meu estado. Deus Todo-Poderoso diz: “Não importam quantas coisas erradas um anticristo faça, não importa que tipo de coisas erradas faça, seja desviar, desperdiçar ou fazer mau uso das ofertas de Deus, ou seja estar interrompendo e perturbando o trabalho da igreja, transformando-o numa bagunça enorme e provocando a ira de Deus, ele sempre permanece calmo, concentrado e totalmente despreocupado. Não importa o tipo de mal que um anticristo faça ou as consequências que isso provoque, ele nunca se apresenta prontamente diante de Deus para confessar seus pecados e se arrepender nem se apresenta diante dos irmãos com uma atitude de se desnudar e se abrir para admitir seus malfeitos, conhecer suas transgressões e corrupção, e se arrepender de seus atos malignos. Em vez disso, ele quebra a cabeça para encontrar várias desculpas para se esquivar da responsabilidade e jogar a culpa para cima dos outros, a fim de restaurar status e reputação. O que o interessa não é o trabalho da igreja, mas se seu status e sua reputação são danificados ou afetados de alguma forma. Ele não considera nem pensa em formas de compensar as perdas causadas à casa de Deus devido às suas transgressões, nem tenta quitar sua dívida com Deus. Ou seja, ele nunca admite que é capaz de fazer algo errado ou que cometeu um erro. No coração dos anticristos, admitir erros proativamente e fornecer um relato honesto dos fatos é incompetência e tolice. Se os seus atos malignos forem descobertos e expostos, os anticristos apenas admitirão um erro, um descuido momentâneo, mas jamais que eles abandonaram o dever ou que foram irresponsáveis, e tentarão empurrar a responsabilidade para cima de outra pessoa para remover a mancha de seu histórico. Em momentos como esses, os anticristos não estão preocupados com como compensar as perdas causadas à casa de Deus, com como se abrir, admitir seus erros ou relatar isso ao povo escolhido de Deus. Estão preocupados com encontrar formas de fazer com que os grandes problemas pareçam pequenos e que os pequenos problemas não pareçam problemáticos. Eles apresentam razões objetivas para que os outros os compreendam e simpatizem com eles. Tentam ao máximo restaurar sua reputação na mente dos outros, minimizar a influência extremamente negativa das suas transgressões sobre si mesmos, não permitir que o alto tenha uma impressão ruim deles e assegurar que o alto nunca os responsabilize, os dispense, investigue a situação nem lide com eles. A fim de restaurar status e reputação, para que seus interesses não sejam prejudicados, os anticristos estão dispostos a suportar qualquer quantidade de sofrimento e pensarão em todos os métodos possíveis para resolver qualquer dificuldade. Desde o início da sua transgressão ou erro, os anticristos não têm a menor intenção de assumir responsabilidade pelas coisas erradas que fazem, nunca têm intenção de admitir, comunicar, expor ou dissecar os motivos, intenções e caracteres corruptos por trás das coisas erradas que fazem, e certamente nunca têm a menor intenção de compensar os danos que causam ao trabalho da igreja e a perda que causam à entrada na vida do povo escolhido de Deus. Portanto, independentemente da perspectiva a partir da qual você vê a questão, os anticristos são pessoas que se recusam teimosamente a admitir suas transgressões e prefeririam morrer a se arrepender. Os anticristos são descarados, têm pele grossa para além de qualquer esperança de redenção, e não passam de satanases de carne e osso” (A Palavra, vol. 4: Expondo os anticristos, “Item Onze”). As palavras de Deus me mostraram que os anticristos valorizam sobretudo seu status e reputação. Não importam quantos desvios ou lapsos tenham surgido em seu dever, nem quão grandes sejam as perdas que causam ao trabalho da igreja, eles nunca admitem culpa. Temem que os outros vejam suas deficiências e os menosprezem. Assim, logo que eles percebem que cometeram um erro que os desonra, ficam incomodados e não conseguem comer nem dormir bem. Ficam quebrando a cabeça, tentando encontrar jeitos de encobrir seus rastros e restaurar sua reputação. O mesmo se aplicava ao meu comportamento. Para mim, meu status e reputação eram tão importantes que, quando eu encontrava um problema no trabalho, eu não sentia nenhum remorso por causa do meu lapso. Eu não refletia sobre o que tinha acontecido para evitar erros no futuro. Eu só conseguia pensar em como todos me veriam quando soubessem que eu tinha cometido erros tão básicos e se eles me menosprezariam ou achariam que eu não estava à altura da tarefa. A fim de manter meu status e reputação, eu passava o dia inteiro incomodada, a ponto de não conseguir dormir. Só pensava em como encobrir meu erro e evitar ser descoberta. Eu queria me esquivar da minha responsabilidade, esconder meus erros e impedir que os outros os descobrissem. Eu não queria me levantar e assumir culpa. Eu era muito enganosa, não tinha índole nem dignidade! Na verdade, como a pessoa responsável, eu conhecia bem esses processos. Não havia dúvida de que eu era a principal responsável. Ainda assim, eu esperava conseguir me safar e dividir a culpa. No fim, quando percebi que não podia me esquivar da responsabilidade, insisti em me fazer de vítima, atribuindo tudo a uma falta de sorte. Não refleti sobre mim mesma e só reclamei do meu azar. Encobri meus erros e me empenhei em enganação para proteger meu status. Esse era o comportamento de um anticristo. Quando percebi isso, eu me assustei. Eu sabia como era perigoso continuar assim, impenitente, igual a um anticristo!
Também percebi que parte da razão pela qual eu era tão teimosa e me recusava a assumir a culpa era por estar presa e ser constrangida por minha posição como responsável, o que me levava a lidar de forma incorreta com os meus erros. Encontrei algumas palavras de Deus sobre isso. Deus Todo-Poderoso diz: “Como você deveria praticar para ser uma pessoa comum e normal? Como isso pode ser alcançado? […] Primeiro, não dê a si mesmo um título e depois deixe que ele o confine, dizendo: ‘Sou o líder, sou o chefe de equipe, sou o supervisor ou sou a pessoa com mais conhecimento e tecnicamente proficiente na área’. Não se deixe inibir pelo título que atribuiu a si mesmo. Assim que isso acontece, isso o prenderá firmemente; suas palavras e ações serão afetadas por isso, assim como seu pensamento e julgamento normais. Você deve se libertar dos constrangimentos desse status. Primeiro, desça da posição desse título oficial e assuma a posição de uma pessoa comum. Sua mentalidade se tornará um tanto normal. Você também tem que admitir: ‘Não sei como fazer isso e não entendo aquilo — tenho que fazer algumas pesquisas e estudar’, ou: ‘Nunca experienciei isso, então não sei o que fazer’. Quando você consegue dizer o que realmente pensa e falar honestamente desse jeito, você possuirá razão normal. Se permitir que os outros conheçam o verdadeiro você, eles terão uma opinião normal de você, e você não terá que apresentar uma fachada. Você não se sentirá mais fortemente pressionado e será capaz de se comunicar com os outros normalmente. Viver assim é livre e fácil. Qualquer um que sinta que a vida é exaustiva demais só pode culpar a si mesmo” (A Palavra, vol. 3: Os discursos de Cristo dos últimos dias, “Valorizar as palavras de Deus é o fundamento da crença em Deus”). “Quando alguém na igreja é promovido e cultivado para ser um líder, ele é meramente promovido e cultivado no sentido simples; não significa que ele já esteja de acordo com o padrão e seja competente enquanto líder, que já seja capaz de empreender o trabalho de liderança e que já possa fazer trabalho real — este não é o caso. A maioria das pessoas não consegue enxergar claramente essas coisas e, com base em suas próprias imaginações, elas estimam aqueles que foram promovidos. Isso é um erro. Não importa por quantos anos tenham crido em Deus, aqueles que são promovidos realmente possuem a verdade realidade? Não necessariamente. Eles conseguem implementar os arranjos de trabalho da casa de Deus? Não necessariamente. Eles têm um senso de responsabilidade? Eles são leais? São capazes de se submeter? Quando se deparam com um problema, eles são capazes de buscar a verdade? Tudo isso é uma incógnita. Essas pessoas têm um coração temente a Deus? E quão grande, exatamente, é seu coração temente a Deus? Elas são capazes de evitar seguir a própria vontade quando fazem as coisas? São capazes de buscar a Deus? Durante o tempo em que realizam o trabalho de liderança, elas são capazes de frequentemente vir para diante de Deus para buscar as intenções de Deus? São capazes de conduzir as pessoas para a verdade realidade? Certamente são incapazes de fazer tais coisas. Não receberam treinamento e não tiveram experiência suficiente, então são incapazes dessas coisas. É por isso que promover e cultivar alguém não significa que ele já entenda a verdade, nem significa dizer que ele já seja capaz de desempenhar seu dever de uma forma que esteja de acordo com o padrão” (A Palavra, vol. 5: As responsabilidades dos líderes e dos obreiros, “As responsabilidades dos líderes e dos obreiros (5)”). As palavras de Deus me mostraram que ser um líder ou uma pessoa no comando não significa automaticamente ser qualificado, estar em posição superior ou ser melhor do que os outros. É uma chance de ser cultivado e treinado para fazer algum trabalho. Durante o treinamento, talvez você revele os seus caracteres corruptos e venha a ter fracassos e contratempos. Isso é perfeitamente normal. Mas quando eu me coloquei na posição de uma pessoa que está no comando, achei que eu precisava ser melhor do que os outros, que não podia cometer os mesmos erros que os deles nem revelar a mesma corrupção. Assim, quando cometi um erro, não quis admiti-lo. Continuei fingindo e encobrindo tudo. Eu passava todo o meu tempo cheia de preocupações, levando uma vida difícil e cansativa, só porque eu valorizava meu status e reputação. Também percebi que cometer erros e perder prestígio não eram necessariamente coisas ruins. É como dizem as palavras de Deus: “Embora você tenha feito papel de tolo, a partir disso você pode aprender quais são seus problemas e deficiências, pode aprender que tem amor à vaidade e pode vir a entender que não é uma pessoa perfeita. Isso é benéfico para o seu autoconhecimento, portanto fazer papel de tolo não é uma coisa ruim. Não existem pessoas perfeitas; todas as pessoas têm caracteres corruptos, bem como deficiências e inadequações, e todas as pessoas revelam corrupção, dizem e fazem coisas que estão erradas e encontram contratempos e fracassos. Portanto, todas elas passam por momentos em que fazem papel de tolo e ficam envergonhadas. Isso é muito normal. As pessoas têm medo de fazer papel de tolo principalmente porque são vaidosas demais. Quando você conseguir largar sua vaidade e abordar essa questão corretamente, na próxima vez que fizer papel de tolo, você não mais se sentirá envergonhado, não lhe importará se isso afetará sua reputação, e você não mais ficará desanimado por causa disso. Nesse ponto, sua humanidade terá amadurecido. Isso não é uma coisa boa? (É.) Portanto, quando você fizer papel de tolo, não ache que tem azar e não procure desculpas para proteger sua vaidade e seu orgulho. Quando os outros fizerem papel de tolo, não ria deles, também. Essas coisas são muito normais, e todos passarão por elas. Quando você experiencia muitos contratempos e fracassos, sua humanidade aos poucos se torna madura e experiente, e então, quando encontrar essas coisas novamente, você não mais será constrangido e será capaz de desempenhar seu dever normalmente. Nesse ponto, sua humanidade será normal, e sua razão será normal também” (A Palavra, vol. 6: Sobre a busca da verdade, “Como buscar a verdade (2)”). Depois dessa série de erros e dos meus esforços vergonhosos para escondê-los, finalmente ganhei algum conhecimento de mim mesma. Vi que eu não era melhor do que meus irmãos. Eu tinha desempenhado meu dever com descuido, preocupando-me demais com meu status e reputação. Eu nem tive coragem de assumir meu erro, mas quis encobri-lo e enganar todo mundo. Eu era uma hipócrita enganosa. Na verdade, não é assustador encarar problemas no desempenho do dever. Contanto que você seja uma pessoa aberta e honesta e encare seus erros com calma, refletindo sobre eles para evitar problemas semelhantes no futuro, você ainda pode ganhar algo. Essa é a atitude e razão que as pessoas deveriam ter. Agora que eu entendia a intenção de Deus, deixei de me importar com o que os outros pensavam de mim. Eu já tinha impactado nosso trabalho, então precisava chegar na raiz do que havia causado esses erros para não cometê-los de novo no futuro.
Mais tarde, li uma passagem das palavras de Deus: “Se alguém conseguir ser consciencioso, assumir a responsabilidade e dar todo o seu coração e força, o trabalho será bem feito. Às vezes, você tem a mentalidade errada e é sempre presunçoso e, mesmo que haja um erro óbvio, você ainda não consegue descobri-lo ou encontrá-lo. Se você tiver a mentalidade certa e buscar a verdade, então, por meio do esclarecimento e da orientação do Espírito Santo, você descobrirá o problema. Se o Espírito Santo guiar você e lhe der uma percepção, de modo que seu coração se ilumine e você saiba onde está o erro, você será capaz de corrigir o desvio e se esforçar para alcançar as verdades princípios. Se você não tiver a mentalidade certa e for desatento e descuidado, você será capaz de descobrir o erro? Não conseguirá. O que pode ser visto a partir disso? Para desempenhar bem seus deveres, é muito importante que as pessoas façam sua parte; sua mentalidade é crucial; e aquilo em que elas concentram seus pensamentos e ideias é muito importante. Deus escrutina e consegue ver que mentalidades as pessoas têm e quanto coração elas colocam nisso enquanto desempenham seus deveres. Colocar todo o coração e toda a força nisso é fundamental, e fazer a própria parte é crucial. As pessoas deveriam se esforçar para não ter arrependimentos quanto aos deveres que concluíram e às coisas que fizeram e para não estar em dívida com Deus. Isso é o que realmente significa dar todo o coração e toda a força” (A Palavra, vol. 3: Os discursos de Cristo dos últimos dias, “Parte 3”). As palavras de Deus afirmam que, quando a mentalidade de alguém está errada, ele se distrai e se torna negligente em seu dever, e não consegue ver os erros que estão bem diante de seus olhos. Minha situação era exatamente como Deus diz. Esses dois erros estavam bem diante dos meus olhos — se eu tivesse prestado mais atenção, eu os teria visto facilmente. Mas eu não os percebi. Um vídeo teve que ser reeditado e outro foi feito duas vezes, o que nos custou recursos e mão de obra. Na verdade, isso teve muito a ver com minha mentalidade na época. Eu achava que era experiente nesse trabalho, que eu conhecia o processo como a palma da minha mão, por isso, deixei de ser tão cautelosa como quando comecei. Fui arrogante e descuidada. Especialmente no que dizia respeito às verificações iniciais, eu achava que eram simples, que eu poderia agir sem me envolver com base em minha experiência anterior. Não prestei atenção, não verifiquei o trabalho com cuidado e, no fim, cometi erros bem básicos. E tudo isso porque eu vivia num caráter arrogante e agia superficialmente em meu dever. Mais tarde, eu me abri com meus irmãos sobre os erros que eu tinha cometido. Apresentei um resumo dos problemas em nosso trabalho e sugeri algumas normas que ajudariam a impedir problemas semelhantes no futuro. Assim encontrei alguma paz de espírito.
Não demorou, e assumi o comando sobre um projeto novo. Mas por nunca ter feito esse tipo de vídeo antes, eu não compreendia muito bem todos os detalhes, por isso alguns problemas apareceram durante a produção. Às vezes, embora eu me preocupasse com o que os outros fossem pensar, tratei todos os problemas com a atitude correta, sem ser constrangida por meu orgulho e status. Cada erro que ocorria, eu o registrava e resumia os problemas e os desvios para encontrar um jeito de impedir que ele acontecesse de novo. Depois de fazer isso, fui capaz de ver a orientação de Deus, identificando e corrigindo muitos dos problemas antes de causarem perdas à igreja. Por meio dessa experiência, aprendi que ter a mentalidade certa e desempenhar seu dever com diligência traz a orientação e a proteção de Deus. Ao mesmo tempo, descobri que passar vergonha por causa de erros e fracassos não é algo ruim. Isso me ajudou a ver minhas deficiências e corrupção, a renunciar à minha vaidade e a tratar a mim mesma corretamente. Graças a Deus!