18. As recompensas de cumprir o seu dever

Deus Todo-Poderoso diz: “A submissão à obra de Deus deve ser tangível e vivida. A submissão em um nível superficial não pode receber a aprovação de Deus, e apenas obedecer aos aspectos superficiais da palavra de Deus, sem buscar uma transformação do próprio caráter, não poderá agradar o coração de Deus. A obediência a Deus e a submissão à obra de Deus são uma e a mesma coisa. Aqueles que se submetem somente a Deus, mas não à Sua obra, não podem ser considerados obedientes, e menos ainda os que não se submetem verdadeiramente, mas são externamente bajuladores. Aqueles que realmente se submetem a Deus são todos capazes de ganhar com a obra e alcançar a compreensão do caráter e da obra de Deus. Somente esses homens se submetem verdadeiramente a Deus. Tais homens conseguem ganhar novo conhecimento da nova obra e experimentam novas mudanças a partir delas. Somente esses homens têm a aprovação de Deus. Somente esse tipo de homem é aperfeiçoado: aquele que sofreu a transformação de seu caráter. Os que recebem a aprovação de Deus são aqueles que se submetem com prazer a Deus, à Sua palavra e à Sua obra. Somente esse tipo de homem está correto. Somente esse tipo de homem deseja Deus sinceramente e busca Deus sinceramente” (‘Aqueles que obedecem a Deus com um coração sincero certamente serão ganhos por Deus’ em “A Palavra manifesta em carne”). Eu gostaria de compartilhar minha experiência e meu entendimento de submissão a Deus à luz dessas palavras.

Tudo começou em março de 2016, quando fugi da China para escapar da prisão e perseguição pelo PC Chinês, para que eu pudesse praticar minha fé em liberdade. Algum tempo depois, a irmã Zhang, líder da igreja, me procurou e perguntou: “Você gostaria de assumir deveres de rega?” Muito feliz, respondi: “Isso seria maravilhoso! Poderei ajudar os irmãos e irmãs a entender a verdade e estabelecer um fundamento no caminho verdadeiro. Farei tantas ações boas!” Se os irmãos e irmãs que me conheciam descobrissem que eu estava cumprindo deveres de rega, eles realmente me admirariam. Eu ficaria tão bem aos olhos deles. No entanto, justamente quando eu estava toda esperançosa, a líder voltou para falar comigo. Ela disse que, devido a emergências, algumas irmãs tiveram que se mudar, mas não tinham encontrado um local apropriado. Ela disse que minha casa serviria bem e perguntou se eu assumiria deveres como anfitriã. Senti uma grande agitação interna quando ela disse aquilo. Pensei que faria deveres de rega, mas agora seria anfitriã? Eu não ficaria gastando todo o meu tempo na cozinha? Seria trabalho árduo, mas, sobretudo, seria vergonhoso! Lá fora no mundo, eu lidara com grandes negócios e tivera minha própria fábrica. Amigos e parentes me chamavam de supermulher. Em casa, uma empregada lavava as roupas, cozinhava e limpava. Agora, eu deveria assumir esse papel e cozinhar para os outros. Eu realmente não queria fazer isso. Mas pensei em como as irmãs não tinham onde ficar e não podiam cumprir seu dever em paz, além disso, minha casa era apropriada para recebê-las, então, relutante, concordei.

Ao longo dos dias seguintes, cumpri meus deveres de anfitriã por fora, mas, por dentro, eu estava agitada e comecei a suspeitar. Será que meus irmãos e irmãs achavam que eu não era apta para deveres de rega? Caso contrário, por que me pediriam para ser anfitriã? Se os irmãos e irmãs que me conheciam descobrissem, eles diriam que me faltava a realidade da verdade e que eu não podia fazer outros deveres além de ser uma anfitriã? Esse pensamento me deixou ainda mais chateada. Então me lembrei da resolução que eu fizera diante de Deus, que, não importava que dever me fosse atribuído, contanto que beneficiasse o trabalho da igreja, eu o faria 100%, e mesmo que eu não gostasse, ainda assim, me submeteria para satisfazer a Deus. Por que, então, eu não era capaz de me submeter agora que devia ser anfitriã? Fiz uma oração silenciosa a Deus. Eu disse: “Ó, Deus, Tu tens decidido e arranjado que eu fosse anfitriã, mas sempre me rebelo e não consigo me submeter. Deus, por favor, me ilumina e me guia para que eu possa entender Tua vontade”.

Depois, li duas passagens das palavras de Deus: “Ao medir se as pessoas podem ou não obedecer a Deus, a principal coisa a observar é se elas desejam alguma coisa extravagante de Deus, e se elas têm ou não segundas intenções. Se as pessoas estiverem sempre fazendo exigências a Deus, isso prova que elas não são obedientes a Ele. Não importa o que aconteça com você, se não conseguir recebê-lo de Deus, não conseguir buscar a verdade, sempre falar a partir de seu próprio raciocínio subjetivo e sempre sentir que você está certo e até mesmo ainda é capaz de duvidar de Deus, então você estará encrencado. Tais pessoas são as mais arrogantes e rebeldes a Deus. Pessoas que sempre fazem exigências a Deus jamais podem obedecer a Ele verdadeiramente. Se você faz exigências a Deus, isso prova que você está fazendo um acordo com Deus, que está escolhendo seus próprios pensamentos e agindo conforme seus próprios pensamentos. Nisso, você trai Deus e não tem obediência” (‘As pessoas fazem muitas demandas de Deus’ em “Registros das falas de Cristo”). “O que é submissão verdadeira? Sempre que Deus faz alguma coisa que lhe agrada, e você sente que tudo é satisfatório e apropriado e que lhe foi permitido se destacar, você acha que isso é muito glorioso e diz 'graças a Deus' e consegue se submeter aos Seus arranjos e orquestração. No entanto, sempre que lhe é atribuído um lugar comum onde você nunca consegue se destacar e no qual ninguém jamais o reconhece, então você para de se sentir feliz e acha difícil se submeter… Submeter-se enquanto as condições são favoráveis costuma ser fácil. Se você consegue se submeter também em circunstâncias adversasem que as coisas não acontecem do seu jeito e você é magoado, que deixam você fraco, fazem você sofrer fisicamente ou afetam sua reputação, que não conseguem satisfazer sua vaidade e orgulho e que fazem você sofrer psicologicamenteentão você realmente tem estatura” (A comunhão de Deus). As palavras de Deus me mostraram que submissão verdadeira não é uma transação, e que escolha pessoal não tem espaço aqui. Gostando ou não, sendo benéfico para mim ou não, contanto que venha de Deus e ajude a realizar o trabalho da igreja, eu devo me submeter absolutamente. Mas o que eu estava fazendo? Quando me pediram para ser anfitriã, eu não pensei em considerar a vontade de Deus nem em apoiar o trabalho da igreja. Em vez disso, pensei apenas em se eu poderia me exibir, fazer com que os outros me admirassem e se minha vaidade seria satisfeita. Como isso era submeter-se a Deus? Lembrei-me de quando eu era líder de grupo. O líder da igreja sempre comunicava primeiro comigo sobre o trabalho na igreja. Eu costumava pensar que o líder me tinha em alta estima e que meus irmãos e irmãs me admiravam. Nenhum esforço era grande demais em meu dever, e não importava quão difícil ou cansativo fosse, eu ficava feliz em cumpri-lo. Mas, confrontada com os deveres de anfitriã, eu me tornei negativa, pensando ser humilhante. Acima de tudo, não importava o quanto eu me esforçasse, esse esforço seria invisível aos outros. Era por isso que eu resistia e não queria fazê-lo. Foi somente àquela altura que vi que eu me esforçava tanto no meu antigo dever, porque eu podia me exibir e fazer com que os outros me admirassem. Deveres de anfitriã, porém, não tinham como satisfazer minha ambição, por isso eu era incapaz de me submeter. Então percebi que eu sempre tivera preferências e escolhas pessoais em meu dever e só pensava em reputação e status e em como aquilo me beneficiava. Eu não estava buscando a verdade nem me submetendo a Deus!

Mais tarde, li estas palavras de Deus: “Aqueles que são capazes de pôr a verdade em prática podem aceitar o escrutínio de Deus em suas ações. Quando você aceita o escrutínio de Deus, seu coração está correto. Se só faz as coisas sempre para os outros verem e não aceita o escrutínio de Deus, você tem Deus no coração? Pessoas assim não têm um coração temente a Deus. Não faça as coisas sempre pelo seu bem, nem considere sempre os interesses próprios, não considere seu status, sua honra ou reputação. Não dê nenhuma consideração aos interesses das pessoas. Primeiro, você precisa considerar os interesses da casa de Deus e fazer disso a sua primeira prioridade; você deve ser atencioso para com a vontade de Deus. Comece por contemplar se você tem sido impuro ou não no cumprimento de seu dever, se você fez ou não o melhor que pôde para ser leal, completar suas responsabilidades, e deu tudo de si, e se você pensou de todo o coração ou não sobre seu dever e a obra da casa de Deus. Você precisa pensar nessas coisas. Considere-as com frequência e será fácil para você desempenhar bem o seu dever” (‘Você pode obter a verdade após volver seu coração verdadeiro para Deus’ em “Registros das falas de Cristo”). Encontrei uma senda de prática nas palavras de Deus. Tive que aceitar o escrutínio de Deus em meu dever, ter um coração que teme a Deus, ser capaz de abrir mão de ganho pessoal e apenas fazer o que beneficiasse a igreja. Quando entendi a vontade de Deus, eu fiz esta oração: “Ó, Deus, estou disposta a aceitar Teu escrutínio. Não me concentrarei mais naquilo que os outros pensam de mim. Só quero ser capaz de me submeter aos Teus arranjos e cumprir bem o meu dever de anfitriã”. Ao longo dos próximos dias, minhas irmãs da igreja sabiam que eu tinha acabado de chegar naquele país estrangeiro e que fazer compras era difícil para mim. Assim, arrumaram tempo para comprar as coisas essenciais comigo. Elas estavam realmente ocupadas com seus deveres, mas, sempre que podiam, me ajudavam com as tarefas domésticas. Sempre que tinha um problema, elas comunicavam sobre as palavras de Deus comigo e comunicavam sobre suas próprias experiências para me ajudar e me apoiar. Nenhuma das irmãs me menosprezava ou me evitava por eu ser anfitriã. Vim a entender que não existe alto ou baixo quando se trata de cumprir deveres com irmãos e irmãs. Nós apenas cumprimos nossos deveres e obrigações diante de Deus. Depois dessa experiência, pensei que eu fosse capaz de me submeter um pouco em meu dever, mas, como eu não tinha um entendimento real da minha natureza e essência, eu ainda não tinha desistido completamente da minha busca por fama e status. Fui exposta de novo, assim que apareceu uma situação que não me agradou.

Algum tempo depois, a líder da igreja me ligou dizendo que a irmã Zhou estava muito ocupada pregando o evangelho, e perguntou se eu poderia cuidar da filha dela durante meio período todos os sábados. Imediatamente, eu me opus a essa ideia de ser babá. Eu costumava estar tão ocupada com meu negócio que nem cuidava dos meus próprios filhos. Cuidar dos filhos de outras pessoas me transformaria em babá. O que os irmãos e irmãs que me conheciam pensariam se descobrissem isso? Como eu poderia mostrar meu rosto? Mas pensei sobre as dificuldades reais da irmã Zhou e sabia que, se eu não ajudasse, isso recairia sobre minha consciência. Refleti sobre isso por um tempo e então concordei. Na tarde daquele sábado, fui até a casa da irmã Zhou. Eu mal consegui chegar até o fim da tarde, quando a criança de repente começou a chorar e gritar pela mãe, e não consegui acalmá-la. Procurei por toda parte para encontrar algo que a deixasse feliz, contei histórias e passei desenhos na TV, e, eventualmente, ela parou de chorar. A caminho de casa, pensei: “Cuidar de crianças é tão difícil. Não é apenas exaustivo, é totalmente serviçal e passa despercebido”. Quanto mais pensava, mais aflita ficava. Quando cheguei em casa, vi que as irmãs estavam discutindo animadamente as recompensas e experiências que tinham ganho de seus deveres. Fiquei com inveja e me senti frustrada. Pensei: “Quando eu serei capaz de fazer deveres de rega como minhas irmãs? Nesse dever em que estou agora, eu lavo panelas e pratos ou cuido de criancinhas. Que verdades posso ganhar disso? As pessoas dirão que eu não tenho a realidade da verdade, de modo que só sou capaz de fazer trabalhos de serviçal como estes?” Esse pensamento me deixou ainda mais chateada. Naquela noite, fiquei me revirando na cama, incapaz de fechar um olho, então fui para diante de Deus para orar. Eu disse: “Ó, Deus, estou tão chateada neste momento. Sempre quero fazer deveres que me destaquem, que façam com que os outros me admirem. Ó, Deus, sei que essa busca é contrária à Tua vontade, mas é tão difícil me submeter. Deus, por favor, guia-me e orienta-me e ajuda-me a conhecer a mim mesma para que eu possa deixar para trás este estado errado”.

Então, li algumas das palavras de Deus: “O caráter corrupto do homem se esconde em cada pensamento e ideia, dentro dos motivos por trás de cada ação; ele se esconde em cada ponto de vista que o homem tem sobre algo e em cada opinião, entendimento, ponto de vista e desejo que ele tem em sua abordagem a tudo que Deus faz. Fica escondido dentro dessas coisas” (‘Só ser verdadeiramente obediente é uma crença real’ em “Registros das falas de Cristo”). “Um caráter satânico corrupto está enraizado profundamente nas pessoas; torna-se a sua vida. O que exatamente as pessoas buscam e desejam ganhar? Sob a força impulsora de um caráter satânico corrupto, quais são os ideais, as esperanças, as ambições, os objetivos e as direções na vida das pessoas? Não são contrários às coisas positivas? Em primeiro lugar, as pessoas sempre querem ter renome ou ser celebridades; desejam ganhar grande fama e prestígio e trazer honra a seus ancestrais. São coisas positivas? Essas não estão alinhadas às coisas positivas de modo algum; além disso, vão contra a lei de Deus de ter domínio sobre a sina da humanidade. Por que Eu diria isso? Que tipo de pessoa Deus quer? Ele quer uma pessoa grandiosa, uma celebridade, alguém nobre ou de grande impacto? (Não.) Então, que tipo de pessoa Deus quer? Ele quer uma pessoa com os pés firmes no chão que busque ser uma criatura qualificada de Deus, que possa cumprir o dever de uma criatura e limitar-se ao lugar de um humano… O que, então, um caráter satânico corrupto traz para as pessoas? (Oposição a Deus.) O que resulta da oposição das pessoas a Deus? (Dor.) Dor? É destruição! Dor não é a metade disso. O que você vê bem diante de seus olhos é dor, negatividade e fraqueza, e é resistência e queixasque resultado essas coisas trarão? Aniquilação! Isso não é coisa pequena e não é brincadeira” (‘Só a busca da verdade e a confiança em Deus podem resolver um caráter corrupto’ em “Registros das falas de Cristo”). Após ler as palavras de julgamento e revelação de Deus, fiquei muito envergonhada. Comecei a refletir sobre mim mesma: “Por que nunca consigo me submeter às situações que Deus arranja? Por que nunca estou disposta a fazer esses deveres aparentemente insignificantes? Sinto como se os outros me menosprezassem por fazê-los, como se eu fosse inferior. Não consigo manter minha cabeça erguida e me sinto inútil. Sinto que só vale a pena fazer aqueles deveres importantes nos quais eu me destaco e conquisto a admiração e estima dos outros”. Enquanto refletia sobre esses pensamentos, descobri que eu ainda estava sendo controlada por meu desejo de fama e status. Eu estava vivendo sob venenos satânicos como “Como a árvore vive da casca, o homem vive das aparências”, “Um homem deixa seu nome onde quer que passe, assim como um ganso deixa seu grito onde quer que voe”, e “O homem luta para subir; a água flui para baixo”. Esses venenos haviam criado raízes dentro de mim e se tornado minha vida há muito tempo. Eles me tornaram arrogante e presunçosa. Eu amava quando os outros me admiravam. Amava ter nome e status, e tomei essas coisas como objetivos de vida. Percebi que aqueles eram os mesmos objetivos que as pessoas no mundo buscavam. Antes de começar a crer em Deus, eu era muito competitiva. Eu trabalhava desde cedo até tarde e me esgotava no trabalho, num esforço de manter minha fábrica funcionando bem. Sempre que visitava minha cidade natal e meus amigos e parentes me saudavam calorosamente e me chamavam de supermulher, minha vaidade se saciava e eu me dispunha a pagar qualquer preço. Eu continuei vivendo segundo essas visões após ganhar minha fé. Cumprir meu dever por reputação e posição me levou a me preocupar com perdas e ganhos. Eu ficava feliz com uma posição que os outros admiravam. Sem essa posição, quando eu não podia me destacar, e ficava negativa e infeliz, resistia a Deus e resistia à situação que Deus tinha arranjado. Quanto mais refletia sobre isso, mais percebia que tudo que esses venenos satânicos me traziam era dor, e me levavam a me rebelar contra Deus e a desafiá-Lo contra minha vontade. Se eu continuasse com esse tipo de busca, certamente acabaria atraindo o ódio de Deus, e Ele me eliminaria. Quanto mais pensava sobre isso, mais medo sentia em relação à senda que estava seguindo. Corri para orar e me arrepender a Deus. Eu não queria mais buscar nome e status ou que os outros me admirassem, mas eu queria buscar ser um ser criado genuíno, alinhado com as palavras de Deus. Quando terminei de orar, meu coração ficou mais calmo.

Durante meus devocionais no dia seguinte, li estas palavras de Deus: “Você crê em Deus e segue a Deus, portanto deve amar a Deus em seu coração. Deve afastar o seu caráter corrupto, deve procurar satisfazer o desejo de Deus e deve cumprir o dever de uma criatura de Deus. Visto que você crê em Deus e segue a Deus, deve oferecer tudo a Ele e não deve fazer escolhas nem pedidos pessoais, bem como deve alcançar a satisfação do desejo de Deus. Visto que você foi criado, deve obedecer ao Senhor que o criou, porque você inerentemente não tem domínio sobre si mesmo e não tem aptidão para controlar seu destino. Visto que é uma pessoa que crê em Deus, você deve buscar santidade e mudança. Visto que é uma criatura de Deus, você deve acatar a seu dever, pôr-se no seu lugar e não deve exceder a seu dever. Isso não é para o restringir nem suprimir por meio de doutrina, mas é a senda pela qual você pode cumprir seu dever e que pode sere deve seralcançada por todos aqueles que fazem justiça” (‘O sucesso ou o fracasso dependem da senda que o homem percorre’ em “A Palavra manifesta em carne”). A leitura das palavras de Deus me levou a entender que, como um ser criado, eu deveria me submeter ao governo e aos arranjos de Deus. Eu deveria buscar a verdade e a mudança em meu caráter. Esse é o meu dever e o que eu deveria buscar. Eu não gostava da situação que Deus tinha arranjado, mas as boas intenções de Deus estavam por trás dela. Ele tinha arranjado tudo cuidadosamente para me purificar e me transformar. Eu não podia mais buscar reputação e posição ou ser exigente em relação ao meu dever. Eu deveria me concentrar em buscar a verdade e aceitar o julgamento e castigo das palavras de Deus para resolver meu caráter corrupto. Deveria dar tudo de mim para fazer bem o meu dever.

Ao longo dos dias que se seguiram, parei de me concentrar naquilo que os outros pensavam de mim, mas cumpri meu dever diante de Deus. Às vezes, quando os irmãos e irmãs estavam ocupados com seus deveres e não tinham tempo para cuidar de seus filhos, eu oferecia minha ajuda. Quando via os irmãos e irmãs pregando o evangelho e trazendo mais pessoas para diante de Deus, eu sentia alegria no coração. Apesar de não poder me destacar em meu dever, eu era capaz de deixar os irmãos e irmãs mais tranquilos e, em silêncio, fazer a minha parte para a expansão do evangelho do reino. Isso também era significativo. Enquanto eu cumpria deveres de anfitriã e cuidava das crianças, apesar de minha vaidade e meu desejo de prestígio não serem satisfeitos, achei isso muito recompensador. Eu sabia que buscar reputação e posição não era a senda correta. Submeter-me ao governo e aos arranjos de Deus e dar o meu melhor em meu dever eram o que eu deveria estar buscando. Vim a entender de verdade, que realmente não existe alto ou baixo nos deveres na casa de Deus. Não importa que dever eu faça, sempre há lições a aprender e verdades que devo praticar e nas quais devo entrar. Contanto que eu me submeta e busque a verdade, eu sou recompensada. Isso me mostrou como Deus é justo e como Ele não favorece ninguém. Ter esse tantinho de entendimento e mudança é uma recompensa que Deus concedeu à minha vida. Graças a Deus!

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