7. Seguir a Deus foi a melhor escolha da minha vida
Quando estava na escola, sempre que eu relaxava nos estudos, minha mãe me cobrava: “Olhe para a sua tia mais velha; ela fez faculdade e conseguiu um emprego estável, então não precisa se preocupar com comida e roupas. Aonde quer que vá, as pessoas a respeitam e admiram. Se você não estudar com afinco agora, não entrará na faculdade e acabará como sua tia mais nova, trabalhando em uma fábrica. As pessoas vão menosprezar você!”. Eu invejava minha tia mais velha e esperava ser como ela um dia: ter fama e ganho, e viver uma vida que as pessoas invejassem e admirassem. Então, estudei muito. Mas não passei na primeira vez que prestei o vestibular. Na época, parecia que o meu mundo inteiro estava cinza. Eu não queria ser menosprezada pelo resto da vida, então escolhi repetir o ano, apesar da pressão. Na época, eu estudava até depois da meia-noite todos os dias. O estudo intenso, combinado com a pressão de repetir o ano, me exauriu física e mentalmente, enfraquecendo meu sistema imunológico, e eu pegava resfriado quase todo mês. Mas, mesmo doente, eu não ousava pedir folga, com medo de perder algum ponto importante, ir mal na prova e perder de novo a chance de ir para a faculdade. No ano seguinte, entrei em uma universidade de formação de professores. Parentes e amigos vieram me parabenizar, dizendo: “Depois que se formar e se tornar professora, você terá um status social elevado, será respeitada e terá uma vida sem preocupações!”. Ouvir isso me deixou muito feliz.
Depois de me formar, comecei a lecionar em uma escola fundamental central. Para fazer meu nome no trabalho, e para ser valorizada pela direção da escola e admirada pelos meus colegas, eu queria me destacar na minha primeira aula pública. Comecei a me preparar com um mês de antecedência. Todos os dias, além das minhas aulas regulares, eu passava o tempo todo buscando materiais relacionados a aulas públicas, e consultava professores experientes e depois memorizava planos de aula. Pratiquei na frente do espelho várias vezes todos os dias até que consegui apresentar o plano de ensino inteiro, do começo ao fim. Embora fosse muito cansativo, quando vi que os líderes da escola balançavam a cabeça em aprovação na reunião de avaliação, todo o meu cansaço desapareceu num instante. Pensei: “Agora a direção da escola viu meu potencial. No próximo semestre, talvez me deixem cuidar das aulas públicas do subdistrito. Então terei mais oportunidades de brilhar”. Pensando nisso, senti que tudo valia a pena, não importava o quanto eu estivesse cansada. No segundo semestre, tive a oportunidade de dar uma aula demonstrativa no subdistrito central, o que me deixou animada e nervosa. Fiquei nervosa porque, se não ensinasse bem, a direção da escola certamente pensaria que a minha habilidade era mediana, e seria difícil conseguir tais oportunidades novamente no futuro. E fiquei animada porque, se me saísse bem, eu consolidaria a minha posição na escola central, e talvez até teria a chance de assumir aulas públicas em nível distrital ou até municipal. Isso seria incrivelmente prestigioso! Então, mais uma vez me preparei meticulosamente, dormindo apenas três ou quatro horas por dia. Mas, no dia da aula, por eu estar nervosa demais, meu desempenho na sala não atendeu às minhas expectativas. No entanto, mesmo assim recebi um reconhecimento relevante da direção da escola e dos outros professores. Nesse momento, senti que, por mais difícil ou cansativo que tivesse sido, tudo valeu a pena. Senti que era assim que a vida deveria ser. Se eu não pudesse ter a estima alta e o elogio da direção da escola e dos meus colegas, qual era o sentido de trabalhar? Não muito tempo depois, os líderes da escola me procuraram, dizendo que a escola queria acelerar meu treinamento e pedindo que eu também atuasse como encarregada da segurança da escola. Fiquei muito feliz no meu coração, porque o trabalho de segurança não era algo com que qualquer professor podia lidar. Se eu me saísse bem, minhas chances de ser reconhecida como uma professora de destaque seriam maiores no futuro, e meus colegas também me veriam com outros olhos, então concordei. Mas menos de um mês depois de assumir a função, eu estava exausta. Recebia documentos de segurança a cada poucos dias, e a maioria deles precisava ser emitida, implementada e relatada. Eu também tinha que organizar materiais das escolas subordinadas. Além disso, também era responsável pelas minhas próprias matérias. Todos os dias, eu continuava ocupada, no escritório, depois que os colegas já tinham ido para casa, e não conseguia descansar nem nos fins de semana. Inicialmente, eu quis pedir que outro professor trabalhasse comigo, mas, quando me lembrei de que o diretor tinha dito que era preciso ser versátil para ser reconhecida como uma professora de destaque em nível distrital ou superior, descartei a ideia. Depois de alguns meses, senti que trabalhar assim era cansativo demais, mas não estava disposta a desistir no meio do caminho e deixar que os outros dissessem que eu era incompetente, então me forcei a continuar. Depois de cada período agitado, eu sempre sentia um vazio no coração. Como achava que precisava relaxar por causa da pressão excessiva do trabalho, eu saía nos fins de semana para me divertir e comer comidas deliciosas, e até viajei para a parte oeste da China. Mas, depois de comer e me divertir, meu coração ainda se sentia muito vazio. Conversei com alguns amigos sobre isso, mas todos disseram que eu estava fazendo tempestade em copo d’água, que eu tinha condições de vida e emprego bons demais, então não fazia sentido eu me sentir vazia. Foi só em 2007, quando minha mãe pregou o evangelho de Deus Todo-Poderoso dos últimos dias para mim, que, lendo as palavras de Deus e vivendo a vida de igreja, a sensação de vazio no meu coração foi desaparecendo aos poucos.
Um dia, durante uma reunião, li uma passagem das palavras de Deus e encontrei a raiz do meu vazio. Deus Todo-Poderoso diz: “Sem um lugar para Deus em seu coração, o mundo interior do homem é sombrio, vazio e sem esperança. […] Pessoa alguma pode preencher o vazio no coração dos homens, pois pessoa alguma pode ser a vida do homem e nenhuma teoria social pode libertar o homem dos problemas do vazio. A ciência, o conhecimento, a liberdade, a democracia, o desfrute e o conforto trazem ao homem apenas um consolo temporário. Mesmo com essas coisas, o homem ainda peca e se queixa inevitavelmente da injustiça da sociedade. Ter essas coisas não pode impedir a ânsia e o desejo do homem de explorar. Isso acontece porque o homem foi feito por Deus, e os sacrifícios e as explorações sem sentido do homem só podem trazer-lhe cada vez mais aflição e fazer o homem ficar num estado constante de ansiedade, sem saber como enfrentar o futuro da humanidade nem como encarar a senda que tem pela frente, a ponto de o homem até ter medo da ciência e do conhecimento, e ter medo maior ainda do sentimento de vazio” (A Palavra, vol. 1: A aparição e a obra de Deus, “Apêndice 2: Deus tem soberania sobre o destino de toda a humanidade”). Percebi que me sentia vazia porque não conhecia Deus nem O adorava, e não havia lugar para Ele no meu coração. Desde muito jovem, recebi uma educação ateísta, sem saber que a humanidade foi criada por Deus, muito menos entendendo que as pessoas deveriam acreditar Nele e adorá-Lo. Eu acreditava que a felicidade era ter um emprego bom e receber a alta estima e o elogio dos outros, e, por isso, trabalhei desesperadamente. Mais tarde, ganhei a apreciação da liderança da escola e a alta estima dos meus colegas, mas essas coisas só me trouxeram prazer temporário; meu coração ainda estava vazio. Achei que comer, beber e me divertir poderia eliminar o vazio no meu coração, mas depois que o prazer passava, eu ainda me sentia vazia. Afinal, as pessoas foram criadas por Deus, e nós precisamos da Sua provisão para a nossa vida. Somente retornando para diante de Deus podemos encontrar paz e alegria. Depois disso, frequentemente eu participava de reuniões e lia Suas palavras, e também usava meu tempo livre para pregar o evangelho. Meu coração se sentia muito em paz. Mas um dia, quando a prisão me sobreveio, minha vida pacífica foi destruída.
Em dezembro de 2012, a questão da minha crença em Deus foi descoberta pelos líderes da escola. Isso até causou alarme na Secretaria de Educação e no Departamento de Segurança Nacional. O diretor conversou comigo por três dias consecutivos, usando o ateísmo e o materialismo para me persuadir a desistir da minha fé. Eu debati com ele, testificando sobre a obra de Deus para ele. Como não conseguiu vencer o debate, ele desistiu de tentar transformar meu pensamento, mas me proibiu de pregar o evangelho na escola. Depois disso, a escola não mais arranjou para que eu assistisse a aulas fora, nem me deixou participar de atividades de ensino e pesquisa. Meus colegas também se distanciaram de mim. Senti-me muito magoada e desanimada por não ser mais valorizada pela liderança da escola, e por ser tratada como uma excêntrica pelos colegas. Mais tarde, pensei em como Noé seguiu a vontade de Deus e construiu a arca. Naquela época, muitas pessoas chamavam Noé de tolo, mas não lhe importava que as pessoas ao seu redor o julgavam e caluniavam. Com um coração simples, ele ouvia as palavras de Deus, construindo a arca enquanto pregava o evangelho. No final, quando o dilúvio veio, a família de Noé com oito membros sobreviveu. Então pensei sobre o Senhor Jesus, que, para redimir a humanidade, foi perseguido pelo governo, rejeitado e caluniado pelas pessoas do mundo, e até pregado na cruz. Deus sofreu tanto para salvar a humanidade. O que significava o pequeno sofrimento que eu suportei? Estou trilhando a senda correta na vida ao acreditar em Deus; é uma causa justa, e nada de que se envergonhar. Eu não podia deixar que os olhares frios dos outros afetassem meu relacionamento normal com Deus: eu ainda tinha que participar das reuniões e pregar o evangelho. Depois disso, continuei a trabalhar, como de costume, e, depois da escola, ia participar das reuniões.
Nunca imaginei que, uma semana antes do início das aulas, em agosto de 2013, eu receberia uma ligação do diretor, dizendo-me para ensinar matemática para duas turmas e também ser a professora titular de uma turma. Pensei comigo mesma: “Como terei tempo para as reuniões e o meu dever, então?”. Perguntei, perplexa: “Por que esses arranjos estão sendo feitos este ano?”. O diretor disse: “Dessa forma, você não terá tempo para acreditar em Deus e participar de reuniões!”. Ele também me ameaçou: “Se não estiver disposta a assumir o trabalho na escola central, arranjarei para que vá para uma escola subordinada!”. Pensei comigo mesma: “Os professores da escola central participam de atividades com mais frequência do que os das escolas subordinadas, então têm mais oportunidades de brilhar. Se eu for para uma escola subordinada, não terei mais esse tratamento, e me sentirei inferior aos professores da escola central quando os vir. Além disso, o que os professores das escolas subordinadas pensarão de mim? Será que pensarão que fui rebaixada porque a minha habilidade era ruim demais? Mas se eu ficar na escola central, como terei tempo para acreditar em Deus e desempenhar meu dever?”. Então orei silenciosamente a Deus: “Ó Deus, o que devo escolher?”. Nesse momento, lembrei-me de uma passagem das palavras de Deus: “Em todas as contendas entre positivo e negativo, preto e branco — entre família e Deus, filhos e Deus, harmonia e ruptura, riqueza e pobreza, status e mediocridade, ser apoiado e ser rejeitado etc. — certamente vocês não desconhecem as escolhas que fizeram! Entre uma família harmoniosa e uma família rompida, vocês escolheram a primeira e o fizeram sem qualquer hesitação; entre riquezas e dever, vocês novamente escolheram as primeiras, faltando-lhes até mesmo a vontade de retornar para a costa; entre luxo e pobreza, vocês escolheram o primeiro; ao escolher entre seus filhos, esposa e marido ou Eu, vocês escolheram os primeiros; e entre noções e a verdade, vocês ainda escolheram a primeira. Confrontado com todos os tipos dos seus atos malignos, Eu simplesmente perdi a fé em vocês. Simplesmente fiquei chocado. Seu coração é inesperadamente tão incapaz de ser amolecido. O sangue do coração que despendi por tantos anos, surpreendentemente, nada Me trouxe senão seu abandono e resignação, mas Minhas esperanças para vocês crescem a cada dia, pois Meu dia foi completamente revelado diante de todos. No entanto, agora vocês continuam a buscar coisas sombrias e malignas, e se recusam a largar o controle sobre elas. Qual, então, será seu desfecho?” (A Palavra, vol. 1: A aparição e a obra de Deus, “A quem, exatamente, você é leal?”). Nos últimos dias, Deus expressa principalmente palavras para purificar e salvar as pessoas. Deus espera que possamos passar mais tempo lendo Suas palavras para entender a verdade, desempenhar bem nossos deveres e nos livrar de nossos caracteres corruptos para alcançar a salvação. Mas, quando confrontada com uma escolha, o que me importava ainda eram fama e ganho, não minha vida ou como desempenhar bem meu dever. Eu tinha decepcionado Deus demais! Se eu continuasse na escola central, certamente ainda lutaria por várias honrarias. Com uma carga de trabalho tão pesada, até mesmo participar de reuniões e ler as palavras de Deus seria afetado, quanto mais desempenhar meu dever. Como eu ainda poderia acreditar em Deus, então? Se eu fosse para uma escola subordinada, a carga de trabalho seria mais leve, e eu poderia participar de reuniões e desempenhar meu dever normalmente. Mesmo que eu tivesse menos honrarias pessoais e fosse menosprezada pelos meus colegas, seria apenas um embaraço; no entanto, minha vida não sofreria perda, e isso era o que mais importava. Entendendo isso, eu disse ao diretor: “Escolho ir para uma escola subordinada”. Ele ficou tão bravo que desligou o telefone imediatamente.
Na escola subordinada, eu dava aulas durante o dia e ia às reuniões e desempenhava meu dever à noite. Um ano depois, como as notas do exame final da turma para a qual eu lecionava foram mais altas do que as da escola central, o diretor me transferiu de volta para esta. Mas os bons tempos não duraram muito. O capitão da Brigada de Segurança Nacional veio à minha porta novamente para perguntar sobre a minha fé. Para evitar que a polícia me seguisse e envolvesse os irmãos, não tive escolha a não ser parar de frequentar as reuniões por um tempo. Sem a vida de igreja, sem o meu dever, com o tempo meu coração se afastou cada vez mais de Deus, e fui lançada, involuntariamente, de volta a uma competição intensa. Meus alunos quase sempre ganhavam todos os primeiros e segundos prêmios em competições todo ano, e as notas dos exames finais da nossa turma sempre ficavam entre as melhores. O diretor também reconhecia meu trabalho nas reuniões. Minha turma não apenas tinha uma boa atmosfera de aprendizado, mas também um bom espírito de turma, e os pais também apoiavam muito o meu trabalho. Nos dois anos após retornar à escola central, embora eu recebesse mais flores e aplausos do que antes, muitas vezes eu sentia meu coração pesado e constrito. Eu sabia que era porque o trabalho tomava muito do meu tempo e energia, então eu tinha muito pouco tempo para ler as palavras de Deus, e meu coração estava longe Dele. Na época, vi muitos irmãos que haviam deixado emprego e família para se concentrar de todo o coração no desempenho dos deveres. Eu sentia muita inveja, e também queria deixar meu emprego e desempenhar meu dever de todo o coração e mente. Mas, justamente quando eu estava prestes a escrever minha carta de demissão, recebi muitos cumprimentos dos pais dos meus alunos, que esperavam que eu continuasse a ensinar seus filhos. Quando vi isso, meu coração vacilou de novo. “Se eu sair, meus alunos e seus pais não ficarão decepcionados? O que a liderança da escola e meus colegas pensarão de mim? Meu pai sempre tentou impedir minha mãe e eu de acreditarmos em Deus, e até se divorciou dela. Se ele soubesse que eu ia largar meu emprego para desempenhar meu dever em tempo integral, certamente tentaria me impedir, e talvez eu tivesse que sair de casa também. Trabalhei duro por dezenove anos para conseguir um emprego que os outros invejavam, e para ter as conquistas que tenho hoje. Meus parentes, amigos e colegas, todos me invejam. Uma vez que eu me demita, lá se vão emprego, fama e ganho, e terei de abrir mão das minhas condições de vida confortáveis. O que todos dirão sobre mim, então?” Eu sentia meu coração sendo puxado para lá e para cá. Era extremamente doloroso. Orei silenciosamente a Deus: “Ó Deus, sei que desempenhar meu dever em tempo integral é uma coisa boa, mas não consigo largar este emprego. Se eu não tiver a alta estima e o elogio das pessoas, minha vida pode ser feliz? Ó Deus, por favor, ajuda-me a ver essa questão com clareza”. Não muito tempo depois, o diretor me promoveu a chefe de finanças. Esse cargo envolvia muitas reuniões e trabalho tedioso. Durante o dia, eu tinha que correr para muitos departamentos, e à noite ou nos fins de semana, muitas vezes recebia ligações pedindo que eu entregasse materiais, então, muitas vezes havia conflitos de horário entre meu trabalho e meu dever. Durante as reuniões, eu nunca conseguia quietar meu coração, sempre com medo de que a liderança da escola me ligasse para alguma coisa. Às vezes, eu estava em casa lendo as palavras de Deus, e com uma ligação da liderança da escola eu tinha que sair e resolver algo imediatamente. Eu sentia meu coração muito longe de Deus, e a minha vida, muito cansativa, mas relutava em largar o emprego. Eu orava com frequência, pedindo a Deus que me ajudasse.
Um dia, em junho de 2018, peguei um elevador para subir com mais de vinte colegas. Depois de começar a se mover, o elevador despencou de repente. Isso assustou a todos nós. O elevador emperrou, e ficamos todos presos lá dentro. Como não havia circulação de ar ali, em pouco tempo começamos a ter dificuldade para respirar. Não pude evitar ficar ansiosa. “E se a equipe de manutenção não vier? Vou morrer sufocada aqui?” Nesse momento, o halo e o dinheiro que o meu trabalho de professora haviam me trazido não eram importantes mais. Tudo em que eu conseguia pensar era como sobreviver. Não pude deixar de recordar que, ao longo desses anos de crença em Deus, sempre que eu estava em dificuldade, desamparada e perdida, era sempre Ele quem abria uma saída para mim, e me guiava com Suas palavras, dando-me uma senda a seguir. Acreditando em Deus, posso experienciar Sua obra, conhecer Sua autoridade e sentir os feitos maravilhosos do Criador. Essa é a minha bênção. Eu deveria ter largado meu emprego e desempenhado meu dever em tempo integral, mas não fiz isso para desfrutar de fama e ganho. Agora, diante da morte, finalmente eu via que fama, ganho e status são nuvens passageiras, e são totalmente sem sentido. Nesse momento, quis pedir ajuda a Deus, mas estava envergonhada demais para falar. “Será que Deus ainda terá misericórdia de mim? Será que ainda terei a chance de buscar uma vida significativa?” Só consegui dizer algumas palavras sinceras a Deus: “Ó Deus, depois de acreditar em Ti, não busquei a verdade adequadamente. Somente através deste incidente acontecendo hoje é que entendo de repente: sem a verdade, como estou cheia de medo e desamparada agora que a morte me sobrevém! Ó Deus, mesmo que eu morra aqui hoje, ainda me submeterei aos Teus arranjos. Se eu conseguir sair viva, com certeza repensarei minha vida futura”. Justo nesse momento, vi todos os meus colegas se agachando devido à falta de oxigênio, mas, de repente, senti uma corrente de ar fresco passando pelo meu nariz. Fiquei surpresa e muito feliz, sabendo que isso era Deus mostrando misericórdia para comigo. No momento em que as portas do elevador se abriram, meus colegas estavam todos comemorando, mas meu coração estava cheio de gratidão a Deus. Eu sabia que Ele havia usado o mau funcionamento do elevador para me fazer refletir sobre o significado e o valor da vida.
Mais tarde, vi duas passagens das palavras de Deus e ganhei um entendimento ainda mais claro da essência da fama e do ganho. Deus Todo-Poderoso diz: “Tudo que qualquer pessoa grande ou famosa — ou, na verdade, qualquer pessoa — persegue ao longo da vida tem relação unicamente com essas duas palavras: ‘fama’ e ‘ganho’. As pessoas pensam que, uma vez que tenham fama e ganho, elas têm o capital para desfrutar de um status elevado e grande riqueza, e para aproveitar a vida. Pensam que, uma vez que tenham fama e ganho, elas têm o capital para buscar prazer e se envolver em prazeres carnais desenfreados. Em prol dessa fama e desse ganho que desejam, as pessoas entregam, alegremente e sem saber, seu corpo, coração e até mesmo tudo o que têm, incluindo suas perspectivas e sinas, a Satanás. Elas fazem isso sem reservas, sem sequer um momento de dúvida e sem nunca saber recuperar tudo o que tiveram. As pessoas podem manter algum controle sobre si mesmas depois de se entregarem a Satanás e se tornarem leais a ele dessa maneira? Certamente não. Elas são completa e totalmente controladas por Satanás. Elas afundaram completa e totalmente nesse atoleiro e são incapazes de se libertar. Uma vez que alguém esteja atolado na fama e no ganho, ele já não busca aquilo que é luminoso, o que é reto, nem aquelas coisas que são belas e boas. Isso ocorre porque a sedução da fama e do ganho é grande demais para as pessoas, e essas são coisas que elas podem buscar incessantemente ao longo de sua vida e até mesmo por toda a eternidade. Não é essa a situação real?” (A Palavra, vol. 2: Sobre conhecer a Deus, “O Próprio Deus, o Único VI”). “Agora, vamos recapitular: o que Satanás usa para manter o homem firmemente sob seu controle? (Fama e ganho.) Satanás usa fama e ganho para controlar os pensamentos das pessoas, fazendo-as pensar em nada além dessas duas coisas, e fazendo-as lutar por fama e ganho, passam por dificuldades por fama e ganho, suportam humilhação e carregam fardos pesados por fama e ganho, sacrificam tudo o que têm por fama e ganho e fazem todo julgamento ou tomam toda decisão em prol de fama e ganho. Dessa forma, Satanás coloca grilhões invisíveis nas pessoas, e, com esses grilhões em si, elas não têm nem a habilidade nem a coragem para se libertar. Sem saber, elas carregam esses grilhões ao caminhar penosamente adiante, passo a passo, com grande dificuldade. […] Talvez, hoje, vocês ainda não consigam perceber bem os motivos insidiosos de Satanás por pensarem que, sem fama e ganho, a vida não teria sentido, e as pessoas não seriam mais capazes de ver o caminho adiante, não seriam mais capazes de ver seus objetivos, e seu futuro seria obscuro, turvo e sombrio” (A Palavra, vol. 2: Sobre conhecer a Deus, “O Próprio Deus, o Único VI”). Pela exposição das palavras de Deus, vi que fama e ganho não podem trazer felicidade; pelo contrário, são ferramentas que Satanás usa para corromper, prender e controlar as pessoas. Ele incute pensamentos errôneos em nós, fazendo-nos acreditar erroneamente que, com fama e ganho, temos tudo — que não apenas podemos desfrutar de uma vida de alta qualidade, mas também que os outros podem ter alta estima por nós. Isso nos faz sentir que tal vida é valiosa e que viver dessa maneira traz felicidade. Como resultado, toda a sociedade se esforça por fama e ganho. Mas não conhecemos as intenções sinistras de Satanás escondidas por trás da fama e do ganho. Na busca por estes, precisamos gastar muito tempo e energia, envolvendo-nos em lutas abertas e veladas, usando muitas táticas, e não apenas sacrificando nossa saúde, mas também abandonando nossa consciência, dignidade e integridade. Depois de obter fama e ganho, nós de fato desfrutamos de um momento de gratificação, mas é apenas passageiro. O que resta é principalmente vazio, dor e amargura sem fim. Quando Deus vem para nos salvar e exige que busquemos a verdade e trilhemos a senda correta da vida, recusamos a verdade por causa do nosso apego à fama, ao ganho e à vaidade, perdendo nossa oportunidade para a salvação de Deus, e, por fim, perecendo com Satanás. Essa é a intenção sinistra de Satanás ao nos fazer buscar fama e ganho. Desde jovem, meus pais me contavam sobre as diferentes circunstâncias das minhas duas tias, incutindo em mim pensamentos como “um homem deixa seu nome onde quer que passe, assim como um ganso deixa seu grito onde quer que voe”, e “as pessoas precisam de seu orgulho assim como uma árvore precisa de sua casca”. Passei a acreditar que somente entrando na universidade e tendo um emprego estável, que fizesse as pessoas me admirarem, eu teria uma vida feliz. Para isso, estudei muito. Na primeira vez que reprovei no vestibular, parecia que meu mundo havia desabado. Para ter sucesso no exame, escolhi repetir o ano, apesar da imensa pressão, com os nervos constantemente à flor da pele todos os dias. Meu corpo estava exausto além dos limites, e eu sofria muito. Depois de me formar na faculdade e começar a trabalhar, preparei meticulosamente cada aula pública e fiz bem cada tarefa atribuída pela liderança da escola, muitas vezes trabalhando horas extras para me destacar entre mais de cem professores, e para ser elogiada e receber a atenção da liderança da escola e dos meus colegas. Depois de receber o elogio da liderança e dos colegas, embora tivesse ganhado prestígio, eu estava exausta física e mentalmente, e a minha alma parecia vazia. Depois de aceitar a obra de Deus dos últimos dias, eu sabia que o tempo para a obra de salvação de Deus nos últimos dias é curto, e que eu deveria buscar a verdade e desempenhar meu dever em tempo integral. Isso é o que é mais benéfico para a minha vida. Mas os venenos satânicos de “um homem deixa seu nome onde quer que passe, assim como um ganso deixa seu grito onde quer que voe” e “as pessoas precisam de seu orgulho assim como uma árvore precisa de sua casca” estavam profundamente enraizados no meu coração, tornando-me relutante em abrir mão do emprego, da fama e do ganho para buscar a verdade de todo o coração, e me atormentando até que eu estivesse totalmente esgotada. Na verdade, não importa quanta fama e ganho você tem, eles são apenas nuvens passageiras. Sem ganhar a verdade, as pessoas morrerão quando os desastres vierem. É exatamente como o tsunami do Oceano Índico de 2004 — quantas pessoas perderam a vida em paraísos de férias? Entre elas, havia muitas pessoas de reputação e status. Quando o desastre aconteceu, dinheiro, fama e ganho não puderam salvá-las. Muitos fatos provam que, não importa quanta fama e ganho uma pessoa tem, é tudo vazio, e a vida pode acabar num instante. Se eu permanecesse intransigente e não despertasse, se não aproveitasse o tempo para buscar a verdade, e, quando a obra de Deus terminasse, não tivesse me equipado com verdade suficiente e meu caráter não tivesse mudado, eu cairia no desastre, e então seria tarde demais para arrependimento. Esse incidente do elevador me despertou. Quando o desastre ataca, ninguém além de Deus pode me salvar. Esse incidente não foi Deus tentando tirar a minha vida, mas sim me levando a refletir sobre a vida e a ver claramente o mal que a fama e o ganho tinham me causado, para que eu pudesse despertar a tempo e trilhar a senda correta na vida.
Mais tarde, o capitão da Brigada de Segurança Nacional ligou de novo para verificar meu paradeiro, e disse também que eu tinha ficha na polícia, então precisava me apresentar a ele sempre que viajasse para longe. Se descobrissem que eu ainda acreditava em Deus, eles me prenderiam. Fiquei incrivelmente indignada, e também vi que, enquanto ainda estivesse trabalhando dentro do sistema do Partido Comunista Chinês, eles me prenderiam com força, totalmente impossibilitada de desempenhar meu dever. Isso fortaleceu ainda mais minha determinação de renunciar ao meu emprego. Durante as férias de verão, desempenhei meu dever com meus irmãos e irmãs. Sem o trabalho me atrapalhando, meu coração estava muito mais tranquilo, e eu também lia as palavras de Deus e participava das reuniões normalmente. Um dia, a supervisora me perguntou se eu estava disposta a desempenhar meu dever em tempo integral, e também leu uma passagem das palavras de Deus para mim: “Ao seguirem a Deus, se distanciarem de lugares de pecado, e se distanciarem de grupos de pessoas perversas, no mínimo seus pensamentos e seu coração não continuarão sofrendo a corrupção e o pisoteamento de Satanás. Vocês alcançaram uma terra pura, vieram para diante de Deus. Isso não é uma bênção tremenda? As pessoas reencarnam geração após geração, até o dia de hoje, e quantas chances como essa elas têm? Não é que só as pessoas que nasceram nos últimos dias têm essa oportunidade? Que coisa maravilhosa é essa! Não é uma questão de perda, é a maior das bênçãos. Você deveria estar muito feliz! Como seres criados, entre toda a criação, entre os bilhões de pessoas na Terra, quantas pessoas existem que têm a oportunidade de dar testemunho dos feitos do Criador em sua identidade como seres criados, de desempenhar seu dever e sua responsabilidade dentro da obra de Deus? Quem tem tal oportunidade? Existem muitas pessoas como essas? Existem muito poucas! Qual é a proporção? Uma em dez mil? Não, menos ainda! Especialmente vocês, que podem usar suas habilidades e o conhecimento que estudaram para desempenhar seu dever, vocês não são extremamente abençoados? Você não dá testemunho de um homem, e o que você faz não é uma carreira — Aquele a quem você serve é o Criador. Essa é a coisa mais linda e valiosa! Vocês não deveriam estar orgulhosos? (Deveríamos.) Ao desempenharem seu dever, vocês obtêm a rega e a provisão de Deus. Num ambiente tão bom e com uma oportunidade tão boa, se não obtiverem nada de substancial, se não obtiverem a verdade, vocês não sentirão arrependimento pelo resto da vida? Então, vocês precisam aproveitar a oportunidade de desempenhar seu dever, e não podem perdê-la; busquem a verdade com sinceridade enquanto desempenham seu dever e a obtenham. Essa é a coisa mais valiosa que podem fazer, a vida mais significativa! Não existe pessoa nem grupo de pessoas entre todos os seres criados mais abençoados do que todos vocês. Os não crentes vivem para quê? Vivem para reencarnar e pela empolgação do mundo. Vocês todos vivem para quê? Vocês vivem para desempenhar o dever de um ser criado. O valor de uma vida dessas é grande demais!” (A Palavra, vol. 3: Os discursos de Cristo dos últimos dias, “Ao dar o coração a Deus, você pode ganhar a verdade”). Ao ponderar as palavras de Deus, entendi que, se queremos viver uma vida de valor e significado, temos que buscar a verdade, desempenhar nosso dever e ler mais das Suas palavras para entender mais da verdade. Só dessa maneira podemos ter discernimento das heresias, falácias e esquemas diversos de Satanás, e nos libertar dos seus grilhões e do seu controle para viver na luz. Comigo é igual. Não só eu tinha um desejo forte por fama e status, como também tinha muitos caracteres corruptos, como egoísmo, intransigência e arrogância. Se eu não lesse conscienciosamente as palavras de Deus e não experienciasse o julgamento e o castigo das Suas palavras, esses caracteres corruptos não poderiam ser resolvidos, e eu ainda viveria na dor e na escuridão. Abrir mão do meu emprego me daria mais tempo para desempenhar meu dever, buscar a verdade para resolver minha corrupção e viver diante de Deus. Tal vida seria a mais feliz de todas. Assim como Deus diz: “Ao seguirem a Deus, se distanciarem de lugares de pecado, e se distanciarem de grupos de pessoas perversas, no mínimo seus pensamentos e seu coração não continuarão sofrendo a corrupção e o pisoteamento de Satanás. Vocês alcançaram uma terra pura, vieram para diante de Deus. Isso não é uma bênção tremenda?”. Então pensei em Pedro. Ele deixou tudo para trás para seguir o Senhor Jesus, e buscou a verdade e a submissão a Deus sua vida inteira. Depois de experienciar centenas de provações, foi, por fim, aperfeiçoado. Tal vida é a mais significativa e valiosa. Entendendo isso, ganhei fé e comecei a me preparar para sair de casa para desempenhar meu dever.
Bem quando eu estava me preparando para escrever minha carta de demissão, recebi um certificado de nomeação para um cargo profissional sênior da Secretaria de Educação da cidade. Com esse certificado, eu poderia desfrutar da remuneração e dos benefícios de uma professora sênior. Não só eu seria respeitada no trabalho, mas meu salário anual também aumentaria em mais de dez mil yuans. Pouco depois, o diretor de ensino da escola me pediu para preencher um formulário para um prêmio de professora de destaque em nível distrital. Eu mal podia acreditar. De mais de cem professores da escola, havia apenas duas vagas por ano. Essa era uma honra com a qual todos os professores sonhavam! Se não me demitisse, eu poderia ir ao auditório do governo distrital para receber reconhecimento no Dia dos Professores em alguns dias. Meu nome seria publicado no jornal de educação da cidade, e eu também receberia um bônus da escola. Com essas duas honras em mãos, o próximo semestre certamente me traria prestígio, e quem sabe quantos mais dos meus colegas me invejariam. Mas logo percebi que isso era tentação de Satanás. Lembrei-me das palavras de Deus: “Se você se levantar e lutar contra Satanás, usando sua fé em Deus e submissão e temor a Deus como armas para lutar uma batalha de vida ou morte com Satanás, de modo que você o derrote completamente, faça-o retirar-se e virar um covarde sempre que vir você, somente então ele abandonará completamente os ataques e acusações contra você, e, a essa altura, você será salvo e ficará livre” (A Palavra, vol. 2: Sobre conhecer a Deus, “A obra de Deus, o caráter de Deus e o Próprio Deus II”). Satanás sabia que eu me importava com fama e ganho, então usou essas duas honras para me tentar, esperando, em vão, me fazer ficar no local de trabalho para competir por fama e ganho, para ser devastada e controlada por ele. Satanás sempre usou fama e ganho para prender meu coração e me impedir de buscar a verdade. Eu não podia cair em seus truques de novo. Mais importante, eu não estava disposta a perder essa oportunidade única em um milênio de Deus salvar as pessoas. Eu tinha que cumprir o dever de um ser criado, confiar minha vida futura a Deus e buscar levar uma vida significativa. Assim como dizem as palavras de Deus: “Se você tiver status elevado, uma grande reputação, uma riqueza de conhecimento, uma multidão de bens e o apoio de muitas pessoas, mas ainda assim não se deixar perturbar por essas coisas e você ainda vier para diante de Deus para aceitar Seu chamado e Sua comissão, para fazer o que Deus pede que você faça, então tudo o que você fizer será a mais significativa causa na terra e o mais reto empreendimento da humanidade” (A Palavra, vol. 1: A aparição e a obra de Deus, “Apêndice 2: Deus tem soberania sobre o destino de toda a humanidade”). No mundo, não há nada mais significativo ou valioso do que desempenhar bem o dever de um ser criado. Refletindo sobre o passado, eu havia trabalhado muito e ganhado a apreciação da liderança da escola e dos pais, mas não havia desempenhado bem meu próprio dever nem ganhado a aprovação de Deus, e meu coração ainda estava vazio. Agora os grandes desastres já começaram, e o tempo não espera por ninguém. Muitas pessoas ainda não ouviram o evangelho de Deus dos últimos dias e não têm a direção correta na vida. Eu tinha que me apressar e pregar o evangelho para que mais pessoas aceitassem a salvação de Deus. Essa é a intenção urgente de Deus. Entendendo isso, entreguei minha carta de demissão ao diretor. O diretor ficou muito surpreso e disse: “Muitas pessoas estão lutando com unhas e dentes por esse título, mas você quer abrir mão dele. Você deveria pensar com cuidado! Se abrir mão de um emprego tão bom, como vai viver no futuro? Se for por causa da sua carga de trabalho, nós a reduziremos este ano. Vou reformar meu escritório e transformá-lo em um escritório de finanças para você. Espero que você fique e continue a trabalhar”. Ao ouvir as palavras do diretor, não hesitei mais e escolhi resolutamente ir embora. Depois de voltar para casa, deixei uma carta para o meu pai, e então peguei minha bagagem e saí de casa para desempenhar meu dever.
Pensei que, ao longo dos anos, eu havia buscado fama e ganho, e me contentava apenas em acreditar em Deus no meu tempo livre, sem desempenhar muito dever, e sabendo apenas como desfrutar da Sua graça. Eu não tinha discernimento dos meus caracteres corruptos, dos meus pontos de vista errôneos e de vários venenos satânicos, e a minha vida caráter não havia mudado em nada. Agora, estou desempenhando meu dever na igreja, e ler as palavras de Deus frequentemente me permitiu entender muitas verdades. Geralmente, quando revelo algum caráter corrupto, os irmãos e irmãs apontam isso quando veem, e se comunicam comigo e me ajudam usando as palavras de Deus. Ganhei algum conhecimento de mim mesma, e minha vida também fez algum progresso. Do fundo do meu coração, sinto que seguir a Deus é a melhor escolha que fiz nesta vida. Graças a Deus!